O Início do Trimestre de verão trouxe a Hydra a lembrança de Olívio e o fim do campeonato de quadribol, nessa época no passado, ele estava mais louco do que nunca para ganhar o campeonato, nessa época também, a mais ou menos dois anos atrás, eles se separaram, parecia uma coisa tão distante agora, mas não deixava de ser uma lembrança forte.

Fleur agora se sentava constantemente com Hydra, para alegria dos meninos e tristeza das meninas, que achavam Fleur chatinha e enjoada (quando finalmente concordavam com Hydra, ela muda de ideia).

- Na Beauxbatons nu verrão é lindu, é quiente e agardávi, aqui é tudu muitu firro, mesmo no verrão! – Reclamava ela.

- Não está frio, Fleur, está um clima gostoso – Hydra aprendeu que era só cortar a menina nesses momentos que ela parava.

- Quais seus planos para as férias Hydra, vai finalmente nos visitar de novo na França? – Perguntou Gabrielle que ainda estava grudada com Jorge (Angelina e Fred pareciam que não estavam se entendendo muito bem como namorados no final das contas e Angelina desencantou dele, segundo ela disse, os dois realmente preferiam ser só amigos como antes).

- Não sei, eu sinceramente não sei como vai ser, esse ano eu vou sair de casa, vai ser uma confusão.

- Você vai sair mesmo? Vai para onde? Já disse que pode ir para a Toca se quiser – Disse Fred e Hydra sorriu para o amigo.

- Obrigada pelo convite, eu amo mesmo a casa de vocês, mas eu acho que vou para a casa do Peter.

Ela percebeu que os amigos a encaravam incrédulos.

- Hydra, você vai casar? – Perguntou Angelina chocada.

- Não! Não é isso, eu só vou passar as férias lá! relaxa gente...

- E depois? – Perguntou Angelina.

- Depois eu não sei Angelina! – Esse assunto ainda incomodava Hydra, ela queria estar com Peter, mas ela sempre imaginou casamento como algo distante de sua realidade atual.

- Ok... mas morar junto é praticamente um casamento... – Comentou Angelina sem graça.

- Eur achu romântic – Disse Fleur (Angelina revirou os olhos) – Vocêrs se amam, por que no? Já va se mairror de idade.

- Porque você só tem dezessete anos... – Respondeu Angelina como se fosse algo óbvio.

- Gente, vamos deixar pra falar de mim outra hora, ok? – Cortou Hydra irritada.

- Mas é sério, Hydra, você já pensou mesmo nisso? – Insistiu Angelina.

- Não, eu vou deixar para ver isso no semestre que vem, que é quando tudo vai acontecer, no momento eu só quero me concentrar nas minhas provas finais e no resultado torneio tribruxo e já está bom demais...

Hydra continuou pensando no assunto durante a aula de Transfiguração, tanto que não prestou atenção quando a Profa. Minerva pediu para ela transformar um pedaço de pergaminho em um pássaro.

- Senhorita Malfoy, eu estou atrapalhando seus pensamentos com a minha aula? – Perguntou a Profa. Minerva irritada (seus lábios se apertavam e ela ficava assustadora).

- Me desculpe professora, eu me distrai realmente, não acho que vá acontecer de novo. – Disse Hydra vermelha enquanto alguns colegas davam risadinhas.

- Isso eu percebi Srta. Malfoy! Espero que não mesmo, se não tem concentração o suficiente para prestar atenção na minha aula, sugiro que se retire! – Disse ela apontando para a porta.

- Não professora, perdão, farei de tudo para isso não vai se repetir... – Hydra ainda sentia suas bochechas queimarem de vergonha.

- É bom mesmo que não, cinco pontos a menos para a Grifinória!

Alguns alunos reclamaram baixinho, Hydra tentou ignorar.

Hydra finalmente voltou a prestar atenção na aula e conseguiu fazer a transfiguração com sucesso para seu alivio.

- O que houve ali na aula Hydra? – Perguntou Gabrielle enquanto saiam da sala.

- Eu fiquei pensando no que a Angelina disse no café, sobre eu morar com o Peter ser praticamente um casamento, eu acho que ela está certa...

- Hydra, você me disse que ela nunca gostou do Peter muito, isso é besteira, você vai deixar de viver a sua vida porque alguém não aprova o que você está fazendo? Você nunca foi assim! Nunca se importou com o que os outros pensam, o que houve afinal? Para que você depende da aprovação de alguém, seja quem for e do quanto goste da pessoa para fazer o que quer fazer, o que seu coração manda você fazer? A Angelina te ama, consigo ver isso, mas não é porquê ela acha uma coisa errada que você tem que achar também! - Disse Gabrielle com uma seriedade (e tom, já que como falavam em francês não se importavam se os outros ao redor as ouvissem) que ela nunca tinha visto antes.

- Gabrielle... – Disse Hydra ainda assustada com o tom da amiga – Eu sei disso, eu não me importo, é só que realmente eu não pensei nisso, eu sempre achei que eu ia me formar e sei lá, viver sozinha, fazer qualquer coisa, menos casar...

- E por quê não? – Perguntou Gabrielle agora mais calma.

- Porque eu vejo minha mãe, eu não quero ser como ela...

- E o que ela tem a ver com isso?

- Ela casou nova, nunca teve uma carreira, sempre foi meio que submissa ao meu pai em alguns momentos, eu não quero isso pra mim – Desabafou Hydra.

- Hydra, você não é a sua mãe e o Peter definitivamente não é seu pai! Você não precisa deixar de ter uma carreira e nem acho que ele vá mandar em você, isso é um absurdo! – Disse Gabrielle olhando séria para a amiga.

- Eu sei, você tem razão, o Peter não poderia ser mais diferente do papai, eu sei disso, é realmente só algo que me assusta...

- Não deveria, você não tem que ter medo de se tornar sua mãe, vocês são tão diferentes.

- Você tem razão Gabrielle. – Hydra sorriu para a amiga – O que eu faria sem você hein? – Brincou Hydra, segurando na mão da amiga.

- Provavelmente não muita coisa... – Brincou Gabrielle e a duas riram.

Naquela tarde, durante a aula de Alquimia, Hydra que já se sentia bem melhor, resolveu fazer novas anotações em seu Grimório (já que a professora passou uma aula inteira falando sobre coisas que Hydra já sabia, era uma revisão) a curiosidade de saber quem era o Príncipe Mestiço era grande, mas ela resolveu apenas ser grata por ter alguém que acreditasse tanto nela.

- Hydra, nós tomamos uma decisão. – Disse Fred sentando ao lado dela enquanto Jorge sentava do outro na sala comunal naquela noite (ela ainda escrevia em seu Grimório e colocou ele de lado).

- Que decisão? – Perguntou ela.

- O que é isso que você tanto escreve? – Perguntou Jorge apontando para o caderno.

- O Grimório que eu ganhei, eu contei para vocês...

- Ah, é verdade, bem de qualquer maneira, nós decidimos que vamos parar de ser gentis com o Ludo Bagman! – Disse Fred que parecia estranhamente animado.

- O que vocês vão fazer? – Perguntou Hydra preocupada.

- Nós vamos lembrar a ele que o Ministério da Magia não ia gostar nada de saber o que ele fez... – Disse Fred.

- E eu disse que se ele escrever isso, será chantagem... – Reclamou Jorge.

- O Jorge está certo Fred, isso pode dar muito probema para vocês! – Disse Hydra.

- Nós já fomos gentis Hydra e não deu em nada, está na hora de tomarmos atitudes mais radicais! – Disse Fred parecendo muito decidido.

- Eu acho que isso pode causar problemas, mas...

- Eu queria saber se você nos emprestaria a Lydra para usarmos. – Perguntou Fred a interrompendo. – Não vamos causar problemas para você, não se preocupe... – Disse ele vendo o rosto de preocupação de Hydra.

- Ok... Mas, por favor não me envolvam nisso, ok? Só o que eu não preciso agora é o papai me odiando mais ainda e acabando com a minha vida mais do que ele já acaba normalmente.

- Pode deixar! Amanhã iremos no corujal, obrigada Hydra! – Disse Fred dando um beijo em sua bochecha, ele e Jorge se retiraram ainda discutindo sobre o assunto.

- Fred, Jorge, voltem aqui um minutinho... – Disse Hydra chamando os amigos.

- Sim? – Perguntou Fred, meio debochado se sentando onde estava anteriormente.

- Eu estou preocupada com vocês, eu notei que vocês estão obcecados em ganhar dinheiro nos últimos tempos, tem tentando vender seus produtos a todo custo e chantagear o Ludo Bagman agora... Eu realmente estou preocupada – Disse Hydra e viu que os amigos ficaram sérios.

- Você é rica Hydra, você não entende, nós precisamos de dinheiro para abrirmos a nossa loja, é o que queremos fazer... – Disse Fred e Jorge concordou.

- Eu não sou rica, meus pais são, eu entendo o sonho de vocês meninos, eu já disse que se pudesse eu mesma seria a investidora de vocês, mas vocês tem que tomar cuidado para que isso não suba a cabeça de vocês, ok? – Disse ela calmamente.

- Ok mamãe! – Brincou Fred rindo.

Hydra passara os dias estudando para seus exames finais que se aproximavam, a matéria era tanta que se sentia perdida às vezes, além disso, ajudava as amigas a se prepararem para o exame que teriam que enfrentar assim que voltassem para França.

- É difícil Hydra, como vamos aprender isso tudo e em inglês ainda por cima? – Disse Gisele na biblioteca.

- Eu acho que inglês de vocês está infinitamente melhor do que no começo do semestre – Respondeu Hydra passsando os livros de Herbologia para as meninas.

- É, Gisele teve muita pratica com línguas esse ano – Brincou Gabrielle rindo.

- Olha quem fala... – Brincou Gisele.

- Como está você e o Jorge? – Perguntou Hydra para Gabrielle.

- Bem, mas não acho que vá durar, eu vou voltar para Beauxbatons em julho e ele vai ficar, não acho que vá continuar depois disso, mas está sendo bom enquanto estamos juntos– Disse ela parecendo não ligar muito para o assunto.

- É por isso que eu não me apego... – Disse Gisele fazendo anotações em um pedaço de pergaminho e examinando o livro de Herbologia.

- Não se apega e ainda fica com o meu irmão... – Disse Hydra, provocando Gisele e rindo.

- Hydra... Por favor... Esquece isso, vai... – Disse Gisele sem graça.

- Eu estou só brincando, Gisele! – Disse Hydra, rindo junto com as meninas.

Hydra também se surpreendeu ajudando Fleur a praticar azarações e feitiços para a última tarefa que se aproximava e ela descobrira que seria um labirinto com diversos desafios.

- Esse parece que vai ser mais difícil que os outros e eu já estou em último lugar, não posso errar! – Dizia a bruxa enquanto treinava feitiços estuporadores com Hydra que se defendia com feitiços de escudo – Você tem que me deixar acertar você mais sem lutar para eu praticar melhor...

- Nem pensar! – Riu Hydra, desviando da última tentativa dela (apesar de ter caído em algumas).

Em um sábado pouco antes das provas finais começarem, Hydra foi se encontrar com Peter, eles se encontraram na casa de Hogsmeade. Peter parecia um pouco estranho, preocupado, Hydra sentiu isso, mas ele inisistia em dizer que estava tudo bem.

- Você vai me dizer o que houve? – Perguntou Hydra enquanto os dois comiam o almoço que Peter trouxe para os dois

- Hydra, eu prometi... – Disse ele parecendo realmente nervoso, Hydra se assustou de verdade.

- Peter, o que houve? Você prometeu o que, poxa? Por favor me fala, eu já estou nervosa, por favor seja o que for não me esconde mais!

- Ok... – Disse ele, colocou o prato de comida que havia terminado de lado e conduziu Hydra até a cama aonde se sentaram, o tempo todo ela o encarava mas ele parecia querer fugir de seu olhar.

- Você fez algo de errado? – Perguntou ela quando eles se sentaram.

- Não, na verdade eu recebi uma visita que eu não esperava.

- De quem? – Perguntou Hydra arregalando os olhos.

- Seu pai... – Disse ele finalmente a olhando. Hydra não teve muita reação, muitos cenários passavam pela sua cabeça, coisas que ele poderia ter dito, motivos de ele ter visitado Peter, um mais mirabolante que o outro – Hydra, ele parecia estranho, preocupado, ele pediu para que eu te ajudasse, que tirasse as ideias que você pudesse ter da sua cabeça de lutar com o que é "certo" pra ele, que fizesse você se acalmar...

- O QUE? COMO ASSIM? – Gritou Hydra mais confusa do que nunca.

- Eu não sei Hydra, ele não me explicou, ele só me fez prometer que não te contaria da visita, o que obviamente eu não cumpri... Mas eu realmente fiquei preocupado, eu não imagino o porquê seu pai me procuraria, foi rápido, ele foi muito vago, você fez algo? – Perguntou Peter para Hydra que ainda estava perplexa com a notícia.

- Não, nada de novo, não falo com meu pai desde as férias, desde o que aconteceu na Copa Mundial, por quê ele estaria preocupado com algo que eu faria?

- Eu não sei Hydra, ele foi muito vago...

- Só se ele souber de algo que não sabemos... – Disse Hydra.

- Como o que?

- Eu não sei, algo sombrio talvez... Você sabe que meu pai era um Comensal da Morte, apesar dele negar para as pessoas– Disse Hydra corando de vergonha do fato.

- Eu sei, eu imaginei que sim na verdade – Disse Peter também sem graça.

- Às vezes eu penso se de fato ele algum dia deixou de ser, Peter, eu sei que ele segue Você-Sabe-Quem porque ele é covarde demais para ir atrás de alguém que ele tenha medo, mas eu sei que se um dia ele retornasse, acho que meu pai se juntaria a ele, ele também é covarde demais para resistir, além de gostar das ideias dele de superioridade bruxa, de puro-sangue bruxo pelo menos... – Hydra tinha lágrimas nos olhos.

- Mas você acha que ele está retornando Hydra?

- Não, eu espero que não... Você já imaginou Peter?

- Meus pais já me falaram sobre isso algumas vezes... – Respondeu ele, toda a conversa era tensa e desagradável para os dois.

- Sobre o que?

- Sobre a possibilidade de uma nova guerra bruxa, eles faziam parte de uma resistência na época que aconteceu, sabe? Se chamavam a ordem da Fênix, muitos membros da ordem foram mortos, outros como meus pais continuaram suas vidas, na verdade eles na época não foram descobertos como membros, muitos não sabiam, talvez sua família não saiba.

- Você deve ter tanto orgulho dos seus pais... – Hydra chorava de vergonha de toda história de sua família, não sabe como reagir quando falava ou pensava neles e em toda sua história, tanto do lado de sua mãe quanto de seu pai, nunca conheceu ninguém que fosse bom ou desse orgulho, a única pessoa que ela já se identificou era o primo que sua mãe disse ser um assassino em massa, Sirius Black, realmente se sentia perdida.

- Não chora meu amor, por favor, olha, quem é a nossa família, o passado delas não importa, o que importa é quem somos e você é uma pessoa boa Hydra! – Dizia Peter a abraçando.

- Eu não sei Peter, será que eu sou? Olha para mim, todo mundo fala que eu sou metida, arrogante, prepotente, isso é ser uma pessoa boa? – Perguntou ela ainda chorando.

Peter olhou para ela parecendo zangado.

- Hydra, eu não sei quem te disse isso, mas você não é isso, eu não vou mentir que você tem um certo ar que pode ser confundido com essas coisas de primeira, mas é só falar com você para ver que você é uma pessoa boa, doce, amiga, você não é ruim, nem pensar! – Disse ele limpando suas lágrimas.

- Eu sinto nervoso Peter, nervoso de ambientes que não são tão confortáveis ou luxuosos quanto os que eu estou acostumada, eu acho isso horrível, mas eu sinto.

- Hydra! – Peter a encarou com um leve sorriso – Isso não é nenhum crime, você foi criada no meio de riqueza, é normal que veja isso como um padrão, o importante é que você nunca menosprezou os lugares menos luxuosos que os que você considera padrão, você nunca se recusou a ir, olha a toca, você gosta de ir lá!

- Sim, mas eu estranhei de primeira, eu achei tudo tão diferente, eu não gostei quando vi e isso foi horrível, eu me senti horrível e quando eu vi a sua casa eu gostei, eu achei mais parecido com o que eu era acostumada, mas por quê isso tem que significar alguma coisa para mim? – Perguntava ela ainda chorando

- Porque você está acostumada com isso Hydra, a Toca é diferente demais da sua casa, apesar de você odiar aquele lugar, você nunca conviveu com falta de dinheiro ou recursos antes e os Weasleys não tem muito, mas isso nunca impediu que você os amasse ou que passasse por cima de tudo e de fato gostasse da toca, eu estou mentindo? Isso não é verdade? – Perguntou ele calmamente.

- Sim, é verdade, mas ainda assim...

- Ainda assim nada Hydra! – Interrompeu Peter – Você já viu quantos amigos de verdade você tem? Como você é querida? O quanto eu me apaixonei desde a primeira vez que te vi? Como você pode pensar mal de si mesma? – Peter parecia tão doce quando falava que Hydra o abraçou.

- Obrigada, eu realmente precisava ouvir isso, eu fico tão envolvida com o que meu pai faz, eu penso que meu sangue é ruim, que meu sangue é mau, que nada de bom pode vir dele

- Isso não é verdade, seu sangue não é ruim e nem condenado a nada, suas atitudes, as da sua família, são sempre culpa de quem as pratica, não do sangue

Hydra sorriu e o abraçou mais uma vez, ainda estava curiosa para saber o porquê de seu pai ter o procurado, mas Peter a fez prometer que não iria contar para ele que sabia, ela tentaria achar a resposta de outra forma.

Naquela noite, durante as aulas do Snape, apesar de já estar dominando a Oclumência de uma forma mais do que satisfatória, ele notou que ela parecia distante e sem foco.

- Eu estou atrapalhando a Srta de algum compromisso mais importante? – Perguntou Snape em tom irônico e frio depois de ter feito uma pergunta que Hydra não ouviu.

- Não Professor, perdão, eu só... – Hydra respirou fundo e se encheu de coragem para perguntar – Professor, o Senhor acha que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado um dia pode voltar?

A pergunta pegou Snape de surpresa, seus olhos se arregalaram e por um segundo Hydra achou que ele iria gritar com ela, mas ele pareceu se acalmar e respondeu com seu tom distante de sempre.

- Sim, o Senhor das trevas é ardiloso e eu não duvido que um dia ele possa voltar sim, Hydra.

Hydra achou que iria ouvir uma resposta padrão de todos os professores de que não falariam sobre isso ou que isso era besteira, se assustou com a afirmação de Snape.

- Professor, o que eu devo fazer se isso acontecer? – Perguntou ela parecendo desesperada.

- Se preparar, escolher bem suas atitudes, escolher as brigas que devem ou não serem lutadas – Respondeu ele de forma fria e simples, Hydra viu pelo seu olhar que não deveria fazer mais perguntas, então ao invés disso apenas continuou com sua lição da noite.