Olá leitoras! O capitulo 20 está ai! Uma nova marca nessa fic. E Também já batemos mais de 50 reviews! Estou suuuuper feliz com isso.
Esse é o capitulo que eu havia prometido no cap 18 mas que infelizmente pufff! sumiu do meu computador. Mas o cap 19 foi necessário para criar uma tensãozinha básica antes dos acontecimentos desse cap e também porque eu quase escrevi uma besteira enorme que eu vou explicar dps...
Ah e vcs devem ter notado (eu espero) que a capa da fic mudou. Eu tinha planos de desenhar uma capa pra essa fic desde do primeiro capitulo, mas nunca consegui nada decente e então finalmente dps de quase 6 meses eu finalmente consegui algo razoavel! Vocês encontram esse desenho e mais uma outra tentativa dessa vez de desenhar Samantha no meu Deviantart. Procurem por SuperKonekoSama no Deviantart que lá estão esses dois desenhos. E me digam o que acharam.
Agora sem mais delongas. Boa leitura!
Os raios de sol fizeram Samantha acordar.
Ela acordou, mas não teve a menor vontade de abrir os olhos. Ela estava se sentindo tão esgotada que tudo o que ela queria era passar o dia todo na cama.
Mas como é que ela foi parar na cama? Ela não se lembrava de ter ido dormir no dia anterior.
Sua mente pouco a pouco começou a funcionar através daquela bolha de cansaço e letargia que Samantha estava. Aos poucos ela começou a recordar os fatos do dia passado.
Os documentos sobre Christine. As descobertas horríveis que ela fez. A visão do Guardião das Almas. Aquela rua estranha onde ela se perdeu. Uma nevasca horrível e o momento em que caiu em um banco de neve. A partir desse ponto ela não se lembrava de mais nada.
Quando esses pensamentos começaram a fazer sentido para a cabeça de Samantha, ela acordou em um salto. Ou melhor, ela se esborrachou no chão.
"Que droga!" xingou ela quando seu peso caiu sobre o seu pulso que parecia terrivelmente inchado. Ela teria problemas para tocar violino durante os próximos dias. E as apresentações de Natal estavam chegando...
Era incrível o dom que ela tinha de simplesmente mudar de assunto dentro de sua mente.
Quando ela conseguiu se desvencilhar dos lençóis que tinham se enrolado em seu corpo ela tentou se levantar.
Mas o que ela viu a fez cair sentada na cama.
Ela não estava no seu quarto. E muito menos no seu apartamento.
Samantha se levantou e notou que ela só estava usando jeans e camiseta. Seu casaco e seu cachecol estavam cuidadosamente dobrados em cima de uma cadeira. Seu pulso estava doendo bastante. Ela pegou o seu casaco e caminhou até a porta.
Mas antes que ela chegasse lá, um homem abriu a porta.
"Oh! Mademoiselle está acordada." Disse ele em francês com um forte sotaque que Samantha não conseguiu identificar a origem.
"Quem é você?" Perguntou ela. "Como eu vim parar aqui?"
O homem se curvou levemente e disse.
"Perdoe-me mademoiselle. Me chamo Darius, e você foi encontrada desacordada na frente da casa de meu amo. Mademoiselle esteve dormindo durante toda a manhã. Meu amo me ordenou que chamasse um medico caso ainda estivesse inconsciente."
Samantha ficou ali parada com uma expressão estranha no rosto. Além do sotaque bizarro ele ainda falava com uma polidez assustadora. Nem a sua avó falava daquele jeito. Ela também notou que ele usava roupas um pouco estranhas que pareciam uma mistura do estilo do oriente-médio com as roupas europeias antigas.
Darius também parecia estar vendo algo estranho nela. Seus olhos se demoraram em sua camiseta amassada e seus jeans meio gastos.
Samantha se sentiu um pouco desconfortável com o olhar avaliativo do homem. Ela estava com medo de que ele fosse algum maníaco sexual ou algo do gênero. Ela imediatamente localizou a sua bolsa em cima de uma cômoda, ela tinha um spray de pimenta guardado lá há muito tempo, talvez com sorte aquilo funcionasse. A porta estava aberta, se ela fosse rápida o suficiente ela poderia escapar...
"Mademoiselle acha que é necessário chamar um médico?" Perguntou Darius.
Samantha varreu aqueles pensamentos loucos de sua mente. Darius parecia estar sendo gentil. Mas ainda assim a atitude dele e do tal "amo" foi estranha.
"Acho que não precisa chamar ninguém." Respondeu Samantha desconfiada. "Mas eu posso saber por que eu fui trazida para cá?"
"Meu amo a encontrou desacordada na calçada em frente. Era tarde da noite e ele acreditava que não haveria nenhum medico disponível àquela hora. E mademoiselle não parecia doente." Respondeu ele educadamente.
Samantha ergueu uma sobrancelha.
"Imagino que não seria muito difícil para o seu amo chamar uma ambulância. Por que vocês simplesmente me deixaram dormindo aqui?" Perguntou ela.
"Perdão mademoiselle, mas eu não compreendi." Disse Darius parecendo bem confuso.
"Eu perguntei por que vocês não ligaram para a emergência ou me levaram para um hospital? Meu celular está na minha bolsa. Vocês poderiam ter ligado para qualquer um dos números que estão ali. Avisar algum conhecido meu o qualquer coisa assim." Disse Samantha ficando um pouco irritada.
"Está tudo bem Darius?" Perguntou outro homem.
Samantha se virou para olhar para o outro homem que surgiu na porta. Ele parecia mais velho que o primeiro, ele deveria estar por volta dos seus cinquenta anos. Ele usava roupas no mesmo estilo que Darius com a exceção de um boné de astracã. Ele sorriu paternalmente ao ver Samantha.
"Oh você está acordada! Como você está se sentindo?" Disse ele entrando no quarto e se aproximando de Samantha.
"Mademoiselle parece estar um pouco confusa meu amo. Talvez ela esteja febril." Disse Darius olhando para Samantha com uma expressão um pouco assustada que ela não entendeu.
O homem dispensou Darius do quarto. Quando eles estavam sozinhos, Samantha falou:
"Eu estava perguntando para Darius o porquê de eu ter sido trazida para cá ao invés de ter sido levada para um hospital. Não que eu esteja sendo ingrata é só que a sua atitude me pareceu estranha."
O homem deu de ombros antes de responder.
"Ontem estava nevando terrivelmente. E você estava caída na calçada no meio da neve. É muita sorte que tenha sobrevivido. Eu creio que traze-la para dentro e aquece-la era o melhor a ser feito. As ruas estavam intransitáveis ontem."
"Hmm... Certo, acho que entendi." Disse Samantha cautelosamente. "Então eu agradeço a sua generosidade."
O homem sorriu levemente.
"Não há nada para agradecer mademoiselle." Respondeu ele gentilmente. "Mas se não for muita intromissão eu posso saber por que uma jovem como você estava caída no meio da rua em uma hora daquelas?"
Samantha mordeu o lábio nervosamente. Ela se lembrou do Guardião e a sua estranha aparição. Ela queria saber o que ele queria com ela. Talvez só assusta-la, mas ela tinha um pressentimento de que não era algo tão simples assim. E depois aquela sensação estranha de letargia que tomou conta dela antes de cair.
"Eu estava sendo perseguida." Respondeu Samantha. "Eu acho que me perdi. E então eu tropecei em um banco de neve e desmaiei." Ela gemeu internamente com quão ridícula que soou a sua resposta.
Mas o homem pareceu satisfeito com a sua resposta. Ele se levantou e disse:
"Você pode ficar aqui pelo tempo que desejar." Ele realmente parecia generoso. "Mas me perdoe, eu estive fora durante a manhã e estou encharcado pela neve. Infelizmente hoje não é um dia muito agradável para mim."
Ele parecia bastante deprimido. Samantha sentiu pena ao vê-lo daquele jeito.
"Se não for incomodo, eu posso saber o que houve? Talvez eu possa ajudar." Disse ela querendo retribuir a gentileza.
O homem sorriu tristemente.
"Creio que não há nada que se possa ser feito. Eu tive a dolorosa tarefa de anunciar a morte de um velho amigo, apenas isso." Respondeu ele.
"Oh! Eu sinto muito, eu deveria ter ficado calada." Disse Samantha.
"Não, está tudo bem. Eu imagino que ele esteja melhor agora. A vida não foi agradável com ele, talvez agora ele receba alivio para o seu sofrimento." Respondeu ele parecendo cada vez mais triste.
Samantha estava penalizada. Esse amigo deveria estar muito doente para que o homem acreditasse que ele estava melhor morto.
"Pobre Erik." Murmurou o homem.
O nome chamou imediatamente a atenção de Samantha. Ela ouvira direito? Isso era uma coincidência incrível.
"Desculpe-me, o que você disse?" Perguntou Samantha. "Pobre Erik?"
O homem assentiu.
"Sim, esse era o nome do meu velho amigo." Respondeu ele.
Samantha não podia acreditar. Isso deve ser alguma espécie de piada de mau gosto do Destino.
"Eu ainda não sei seu nome." Disse Samantha.
O homem sorriu.
"Eu me chamo Nadir, Nadir Khan." Respondeu ele.
Samantha empalideceu totalmente. Ela precisou se apoiar na cômoda para não despencar no chão.
Não. Isso é um sonho. Isso não está acontecendo.
"Mademoiselle!" exclamou Nadir ao ver a reação da garota. "Você está bem?"
"Que dia é hoje?" Perguntou Samantha tentando ficar de pé direito. Suas pernas viraram gelatina.
"Hoje é dia 25 de novembro." Respondeu ele assustado.
Não isso estava muito errado. Samantha tinha certeza que o dia anterior era 08 de dezembro. Ou ela estava louca ou algo ainda mais louco havia acontecido.
Mas não podia ser verdade.
"Dia 25 de novembro de que ano?" Gemeu Samantha.
"Dia 25 de novembro de 1881." Respondeu Nadir se apressando a segurar Samantha antes que ela despencasse no chão.
"Você é o Persa? Ou Daroga?" Perguntou Samantha. Agora ela tinha certeza de que iria desmaiar de choque a qualquer momento.
"Sim, sou conhecido por esses nomes" Respondeu ele apressadamente. "Mas a única pessoa que me tratava por Daroga era...".
"Erik!" Completou Samantha.
"Sim, mas como você sabe?" Perguntou ele.
Samantha não respondeu. Ela estava beirando a histeria.
Como isso aconteceu? Isso só pode ser um sonho. Uma alucinação! Deus! Ela estava apavorada. Como é que ela foi parar no séc. XIX em carne e osso?
O Guardião das Almas!
Aquele demônio disfarçado de divindade fez alguma coisa? Mas por quê? Ele queria que Erik e Samantha morressem sozinhos sem nunca ficarem juntos. Mas assim mesmo, ela estava no seu corpo usando as suas roupas e bem visível para todos. Como isso era possível?
Ela se lembrou da rua onde ela caiu. Ela imaginava que fosse a Rue de Rivoli, mas ela parou em um lugar completamente diferente. Será que naquele momento ela...
Sem dar continuidade aos seus pensamentos, ela correu para a sacada que tinha no quarto e olhou para a rua e tentou imagina-la numa noite escura.
Ela estava coberta de neve. Mas era sem duvida a mesma rua estranha que ela encontrou ao fugir do Guardião das Almas. E também, agora vendo-a na luz do dia, essa rua era estranhamente familiar. A fez lembrar-se de uma coleção antiga de fotografias que foram expostas em um museu que ela visitou poucos dias antes de tudo isso acontecer. Ela não havia se perdido. Aquela era a Rue de Rivoli, mas no séc. XIX.
Após uns minutos ela notou que estava tremendo terrivelmente. Mas não era de medo e sim de frio, estava uma Sibéria lá fora.
Tiritando de frio, ela entrou novamente no quarto onde o Persa a observava parecendo completamente assustado.
"Quem é você?" Perguntou ele cautelosamente enquanto observava Samantha pegar o seu casaco e cachecol.
Então algo estalou na cabeça de Samantha e ela voltou a ficar histérica.
O Persa falou algo sobre anunciar a morte de um amigo,
Anunciar a morte de Erik!
Samantha se voltou para o Persa.
"Quando que Erik lhe mandou as coisas de Christine?" Perguntou ela.
O Persa se surpreendeu com a pergunta.
"Como você sabe que Erik me mandou alguns pertences de Christine?" Perguntou ele.
Mas Samantha já estava fora de si.
"Por favor, Nadir, não temos muito tempo! Me responda!" Gemeu Samantha desesperada.
O Persa se viu impelido a responder diante do estado deplorável da jovem.
"N-noite passada." Gaguejou ele. "Um pouco antes de eu encontra-la."
Samantha assentiu. Ela estava andando de um lado para o outro torcendo os dedos de modo insano. Ela só parou quando a dor no seu pulso voltou. A dor a fez voltar para a realidade.
Então ela parou e olhou de modo decidido para o Persa.
"Nós precisamos ir até a Ópera imediatamente!" Declarou ela vestindo seu casaco e calçando suas botas que estavam no chão ao lado da cama.
O Persa parecia chocado agora.
"Perdoe-me?" Ele olhou para Samantha como se tivesse se tornado uma completa insana de um momento para o outro.
"Erik!" Gritou Samantha perdendo a paciência. "Nós precisamos impedi-lo de fazer alguma loucura. Ela não pode...".
Ela não conseguiu terminar a frase. Não, ele ainda esta vivo. Ele não pode morrer. Ela estava de volta! Ela iria voltar para ele e nunca mais deixa-lo. Mesmo que ele não a aceite. Mesmo que ele a odeie por tê-lo abandonado naquela noite nos telhados. Ela iria protegê-lo para sempre. De algum modo ela recebeu uma segunda chance e dessa vez ela não iria falhar.
"Como você conhece Erik?" Perguntou o Persa agora sim completamente alarmado.
Samantha se mexia desesperadamente.
"Não há tempo Nadir. Ele está correndo risco." Disse Samantha. "Eu vou demorar muito para contar a minha história com Erik e irei levar muito mais tempo para fazê-lo acreditar nela."
O Persa estava dividido. Ele queria muito mais detalhes sobre essa jovem misteriosa, mas o estado de desespero dela perante a noticia da possível morte de Erik o fez desejar ajuda-la. Ele também não desejava um fim tão triste para o seu amigo. Ele jogou fora seu trabalho e posição para salvar a vida daquele o homem e depois vê-lo desperdiçar o seu sacrifício morrendo por causa de um amor não correspondido. Ele acreditava que Erik valia muito mais do que isso. Ela merecia muito mais em tudo nessa vida.
E agora ali na sua frente estava uma jovem que ele nem sabia o nome e que estava implorando a sua ajuda para salvar Erik.
E se havia alguém que ele gostaria de tirar satisfação sobre essa personagem desconhecida essa pessoa era Erik.
Mas havia algo a mais. Ele olhou nos olhos verde-vivos dela e lá ele viu algo que ele não conseguia explicar, mas que o fez confiar naquela menina.
Vamos! Eu vou mandar Darius arranjar um transporte e então iremos imediatamente.
Em poucos minutos Samantha e Nadir estavam dentro de um cupê em direção ao grandioso Palais Garnier.
Samantha praticamente saltou para fora do veiculo quando eles pararam em frente ao grandioso monumento.
O Persa teve um pouco de dificuldade para segui-la. Samantha era mais rápida do que parecia.
Os dois entraram juntos na Opera. Samantha não conhecia muito bem o edifício, ela esteve lá pouquíssimas vezes. Mas de alguma forma ela sabia qual direção seguir. Era quase como se algo a estivesse atraindo para certo caminho que ela sabia que era o correto.
O Persa a seguiu sem falar nenhuma palavra, mas Samantha podia notar a inquietação dele. Ele acreditava que estava a par de tudo sobre a vida de Erik naquele momento e com certeza essa aparição dela mexeu com essa confiança. Ele a seguiu até que eles estavam no terceiro subsolo.
"Há uma entrada para a morada de Erik nesse nível." Disse o Persa.
Samantha ergueu uma sobrancelha.
"Eu imagino que o senhor não vai querer fazer uma nova visita para o Quarto dos Suplícios novamente. Estou certa?"
O Persa ficou realmente surpreso com essa informação.
"Você sabe que existe um Quarto dos Suplícios dentro da casa de Erik? Você já esteve lá?" Perguntou ele parando de caminhar.
Samantha continuou andando.
"Eu já disse que vou lhe contar tudo assim que encontrarmos Erik." Respondeu ela.
O Persa parecia um pouco desolado.
"Mas, mademoiselle é impossível encontrar a morada de Erik. Levaríamos muito tempo até conseguirmos entrar isso se não encontrarmos nenhuma de suas armadilhas." Disse ele.
Samantha parou de andar. O Persa estava certo, entrar na casa de Erik sem sua permissão era praticamente uma tarefa impossível e suicida. Só que então algo veio à cabeça de Samantha.
Erik pode não estar em casa. E sim...
"Na fonte dos Communards!" Exclamou ela.
"O que disse mademoiselle?" Perguntou o Persa.
"A fonte no caminho dos Communards! Erik disse para que Christine que ela o encontraria lá." Disse ela voltando ao desespero. Como ela não pensou nisso. O tempo que eles perderam vagando pelo edifício...
O Persa parou para pensar por um momento e murmurou algo que soava com "Realmente faz sentido" e fez sinal para que Samantha o seguisse.
Eles desceram ainda mais nos níveis do subsolo e então foram parar em uma grandiosa rede de tuneis que percorriam toda a construção por baixo.
Samantha estava uma pilha de nervos a essa altura. O Persa disse que ele recebera os pertences de Christine na noite passada. E Erik disse que iria mandar os pertences quando sentisse que a morte estava próxima. Mas o quão próxima? Será que ele foi tão calculista que poderia saber exatamente o momento em que iria morrer? Samantha estava com medo do que iria encontrar. Ela não iria suportar perde-lo novamente. A sua vida estava em ruinas pela falta que ela sentia dele, mas agora ter a total certeza que ele havia partido com certeza iria destruí-la.
Não! Ela não podia pensar assim. Por algum milagre ela acabou voltando para o século XIX e agora ela iria lutar bravamente para concertar as coisas. E ela não teria sido trazida para cá se não houvesse esperanças para ela.
Mas foi o Guardião das Almas que a fez parar nesse lugar. E ela não confiava naquele demônio nem de brincadeira.
Eles caminharam pelo que pareciam ter sido milênios até que Samantha começou a ouvir o marulhar da água.
Ela saiu em disparada em direção ao som.
Ela correu sem se importar com o protesto indignado do Persa. Ela só tinha um pensamento na cabeça que era encontra-lo. Ele estava lá ela podia sentir. Ele era a sua alma gêmea e eles eram eternamente conectados.
E então ela o viu.
Erik estava lá. Sua silhueta magra era fracamente iluminada por uma vela disposta ao lado de seu corpo. Samantha soltou um soluço engasgado ao vê-lo.
Ele parecia tão frágil deitado ali na terra crua.
Samantha correu ate ele e se ajoelhou ao lado de seu corpo. Ele estava impecavelmente vestido, ainda mais do que o normal. Samantha sempre adorou o modo elegante com que ele se vestia e mesmo na morte ele não abandonou essa marca. Até a sua mascara era linda. Ele estava perfeito.
Samantha começou a chorar. Era ele! Era o seu Erik ele estava ali e era real. Ela podia senti-lo, toca-lo e vê-lo perfeitamente.
Depois do primeiro choque ao ver o seu amado. Samantha voltou aos seus modos práticos. Ela não conseguia notar a respiração dele pelos movimentos de seu peito. Em pânico com a ideia de que ele poderia não estar mais respirando ela pegou delicadamente uma de suas mãos esqueléticas e com os dedos ela tentou sentir algum sinal de pulso.
Ele segurou a sua respiração em apreensão. Ela estava torcendo, rezando e esperando que não fosse...
Tarde demais.
Cap 20 feito! Me digam o que acharam nas reviews estou super ansiosa por elas!
E sobre a besteira que eu quase escrevi:
Bem Samantha estava no hospital e lá ela viu os documentos sobre Christine. Quando ela saiu correndo os meus planos era que ela parasse na Rue de Rivoli, mas graças a minha pulguinha atras da orelha eu tive a ideia de olhar o mapa de Paris no Google e descobri que nenhum ser humano normal conseguiria correr do hospital até a essa rua. É isso que da querer escrever sobre uma cidade que vc nunca pôs os pés. Doh! Escritora incompetente!
Ok agora q eu compartilhei a minha burrice com vcs minhas leitoras eu espero vê-las novamente nos reviews.
Bjs
S.M
