Disclaimer: personagens e lugares pertencem a JK Rowling e à Warner Brothers. Fanfiction escrita sem fins lucrativos.

Quaisquer semelhanças com outras fics não passam de meras coincidências.

Avisos: fanfiction não apropriada a menores de 13 anos.

Spoilers: PF, CdS, PdA, CdF, OdF, PM, TdM

Sumário: colectânea de drabbles relativas às duas guerras no mundo mágico. Porque morrer é fácil, o difícil é sobreviver…


CLOSURE – APRENDENDO A DIZER ADEUS

SILÊNCIO

Que palavras tinha ele para quem acabava de perder um filho?

Os outros deambulavam pelo cemitério, de olhar baixo e faces cerradas, mimando-os com abraços e comentários de conforto:

"O Cedric era um bom rapaz. Tão inteligente… tão simpático… tão afável."

"O Cedric era um bom amigo. Tão afável… tão leal… tão justo."

"O Cedric era ainda tão novo… Tinha tanto para dar…"

Mas seria isso que eles queriam ouvir?

Arthur conhecera Cedric, mas não como os seus pais. Sabia que era um bom rapaz, mas isso não seria novidade para eles. Sabia que ia ter saudades, mas era em sua casa que o vazio nunca seria preenchido.

Amos chorava copiosamente. Não havia discurso que o acordasse do seu pesadelo. Aproximou-se lentamente, a mão repousou nas suas costas.

"Lamento imenso, Amos!" Ele só chorou. "Quero que saibas… estarei sempre aqui para ti, amigo!"

Um soluço incontido. "Eu sei, Arthur." Apertou-lhe o braço, como se isso lhe aliviasse a dor. "Eu sei."

E ali permaneceram os dois, velando a campa de Cedric até depois da mãe inconsolável ser levada por familiares, depois de toda a gente se despedir, depois do sol se esconder no horizonte. Não havia palavras para quem perdia um filho, mas entre amigos as acções pesavam mais e o silêncio podia valer ouro.

Três anos mais tarde, depois de ver o caixão de Fred descer à terra, Arthur Weasley sente uma mão pressionar o seu ombro e não precisa virar o rosto para saber quem é a sua companhia. Amos Diggory faz valer o mesmo silêncio que os juntou naquele cemitério num passado que lhe parece já tão distante.


Notas: então um dia estava eu a pensar sobre quem haveria de escrever a seguir e lembrei-me: eu chorei muito com as mortes do Sirius, do Dumbledore e do Fred, ainda choro as mortes do Lupin e da Tonks, mas penso que nenhuma delas me chocou tanto como a morte do Cedric no quarto livro. Porque a verdade é que foi um momento que marcou a série – aqueles livros tão mágicos e bonitinhos, que terminavam sempre em bem no final, "cresceram" no momento em que o Cedric, que não fizera mal a ninguém, caiu morto naquele cemitério pelo simples facto de estar no local errado à hora errada. E a verdade é que a cena do filme ainda me faz arrepiar toda da cabeça aos pés, porque a reacção do Amos, a festejar a "vitória" do filho e depois a chorar sobre o corpo dele, é de partir uma pessoa em duas.

Obrigado pelas visitas, pelas reviews e pelos favoritos. Esta inútil que sou eu agradece.