Notas da Autora

Kabbage alerta a sua cria em relação a...

Após analisar as sensações que o dominavam, Bardock não tem escolha, a não ser...

Yo!

Eu encaro os saiyajins, como uma raça com fortes instintos e o fato de terem uma transformação animal, como a do oozaru, só os torna mais suscetíveis aos instintos quase que animais inerentes a sua raça.

Tenho essa mesma ideia, em seres que tenham um lado animal ou que sejam capazes de se transformar em um, podendo ser de qualquer ser.

Tal como saiyajins, bijuus, youkais, dragon slayers (possuem características de dragões e podem se tornar um, com o uso demasiado de poder), youmas e etc. Já os mestiços, possuem os instintos animais, mas, são mais controláveis do que os puros.

Eu adoro personagens assim, preferencialmente furrys.

Foi mal...

Me entusiasmei. ^ ^

Sem mais delongas, tenham uma boa leitura.

Capítulo 20 - A decisão inevitável e igualmente desprezível

Após alguns minutos, ambos já estão longe do grupo e Kabbage fica de frente para o seu filho, falando seriamente:

- Soube que estão dividindo uma casa.

- Bem, ela não tinha uma casa, ia alugar, eu tinha uma com dois quartos e...

- Pelo menos tem dois quartos. Mas, acho arriscado. – ele fala, cortando o filho.

- Arriscado? – arqueia o cenho.

- Vejo como olha para ela. Sou experiente e veterano. Posso ver o intenso desejo em seus olhos, assim como testemunhei diversas vezes sua possessividade.

- Não nego isso. – ele fala surpreso pela observação de seu genitor.

- O que quero falar, Bardock... É que você irá machuca-la, se continuar assim. Recentemente se tornou adulto e acredito que nunca ficou com nenhuma outra fêmea.

Ele fica surpreso e depois fala, bufando, virando o rosto para o lado:

- Não fiquei... Eu e Gine prometemos um ao outro que nos uniríamos. Logo, não achei certo me envolver com outra fêmea.

Kabbage se surpreende, pois, via a sinceridade nos olhos de sua cria. De fato, ele estava se mantendo fiel, como se eles tivessem se marcado, sendo que não fizeram isso, pois não viu nenhuma marca nele e nem poderiam, pois, Gine era filhote e tal tipo de união era repudiado entre filhotes e/ou de adultos com filhotes.

Aquilo o surpreendeu. Porém, mesmo assim, percebera que não era indicado o que ele fazia, em relação a eles, devido à diferença de idade.

- Confesso que não esperava esse comprometimento, sem terem um vínculo... De fato, tem seus motivos para a sua abstinência, até pela discrepância de idade entre vocês. Mas, ainda afirmo que irá machuca-la e muito se continuar assim. – ele fala seriamente, fazendo a sua cria arquear o cenho.

- Feri-la? Demais? Mas... Como?

- Você ficará muito tempo esperando até que ela se torne adulta e conforme o seu corpo clama pelo dela e se contém, quando puder ter relações com Gine, será de forma selvagem e igualmente violenta por causa da espera demasiada. Não é saudável e não é indicado. Ou julga que tal espera não trará consequências?

Bardock fica pensativo e depois, fala:

- Eu me masturbo, regularmente.

- Acredite, só masturbar-se não vai adiantar. Até porque a espera é muito grande, assim como, de alguma forma, vocês já possuem uma ligação ou algo assim, pois, ela o influencia demais. Tudo isso junto, acarretará em um descontrole feroz, cuja consequência será feri-la. Não pode lutar contra isso. Como você percebeu, saiyajins que se tornam adultos, nos seus primeiros anos da fase adulta, passa a ter um sangue "ardente", que clama para ter relações, o que é normal, considerando nossa perspectiva de vida frente à vida que levamos e o fato de já temos pouco crescimento populacional. Inclusive, ninguém sabe quanto tempo um de nossa raça pode viver, pois, normalmente, morrermos consideravelmente cedo.

Ele fica boquiaberto, pois, não havia visto por esse ângulo.

De fato, sentia que seu desejo por ela estava intenso em demasia, fazendo com que ele se masturbasse mais do que seria o normal. Sentia o seu sangue clamar por ela. Porém, ate agora, a masturbação ajudava, mas, percebera que apenas continha, um pouco, a sua libido, pois sentia seu sangue ferver e clamar pela Gine.

Ademais, se recorda de como ela sofreu e o pensamento de machucá-la durante o ato, somente o apavorava ainda mais. Não suportaria feri-la e fazê-la sofrer. Ela sofreu demais na vida e ademais, tal pensamento era, no mínimo, demasiadamente perturbador para ser cogitado, além de que, se fizesse isso, não saberia como ter o perdão de sua amada.

Analisando agora o ocorrido nos últimos tempos, seu corpo, o clamor de seu sangue, as reações que tinha perante ela, o que o seu pai falara era a mais pura verdade. Masturbar-se, aliviava. Mas, não era o suficiente e provavelmente, quando puder tê-la, estará tão sedento, que irá feri-la, algo completamente imperdoável.

Kabbage observa a face de seu filho, percebendo que o mesmo, enfim, compreendeu o que ele falava e nisso, pergunta em tom de confirmação:

- Entendeu?

- Sim... – Bardock concorda em um murmúrio, cabisbaixo.

- Infelizmente, terá que procurar outra fêmea. Não há escolha e isso é natural em nossa raça. Afinal, vivemos pouco, devido às batalhas, não sabendo quanto anos podemos viver. Portanto, acasalar-se assim que se torna adulto, aumenta a chance de ter uma população mais ou menos estável. E o vínculo que vocês possuem sem marcação, ou algo assim, só agrava ainda mais a situação.

- Isso é verdade e explica o motivo de eu estar com dificuldade em lidar com essa espera... Mas, vou ficar, por enquanto, me masturbando. – ele fala pensativo, olhando para Gine.

- Tem certeza? – Kabbage pergunta, arqueando o cenho.

- Sim. Quando chegar o momento de tê-la para mim, dois dias antes, para ser mais preciso, irei procurar fêmeas saiyajins que estejam de partida e totalmente desconhecidas para ter relações, me certificando que elas não estarão férteis. Muitas de nossa raça apreciam o sexo, já que para nós é algo natural. Irei ter bastante relações, para quando chegar o momento de Gine e eu nos vincularmos, meu sangue estará mais tranquilo e com isso, poderei me controlar para não feri-la.

- Hum... Acredito que dará certo. O importante é aplacar, digamos assim, o seu sangue e instintos saiyajins, antes de se vincular a Gine. Com certeza, após isso, irá se controlar.

- Vou me sentir mal em fazer isso, mas, não tenho escolha. Não posso feri-la e também sei que não posso lutar contra algo que está em nosso sangue, algo que é instintivo e igualmente feroz.

- Isso é verdade... Mas, pense que irá protegê-la de você, fazendo isso. Pode ajudar a lidar com o que terá que fazer, por não ter escolha. – Kabbage fala, enquanto o filho se afastava para voltar a Gine.

Percebera no olhar o quanto seria difícil para a sua cria, mas, sabia que a sua cria estava consciente que não tinha escolha, por mais que tal situação fosse complicada.

Então, Bardock para e olha para Kabbage, que arqueia o cenho e ele pergunta:

- O que houve, Bardock?

- Disse que tínhamos uma ligação ou algo assim, mesmo não tendo nos vinculado. É por causa das minhas reações?

- Sim – ele fala seriamente – E tendo em vista tal comportamento, me inclino para a hipótese de que vocês tenham a lendária ligação verdadeira, porque, isso explicaria a influência dela sobre você e vice-versa, pois, sem ser essa, não consigo encontrar outa explicação, no mínimo plausível.

- Também suspeito disso... Mas, é uma lenda. É um tanto irreal, assim como a lenda do super saiyajin.

- Quem sabe? – Kabbage dá de ombros – Pode ser que exista um fundo de verdade. Afinal, a ligação e vínculo, ainda não são compreendidos profundamente por nós. Mas, em todos os meus anos de vida, nunca vi uma ligação que chegasse próxima da que você possuí por Gine, mesmo entre saiyajins vinculados um com o outro, através da marcação.

Bardock fica pensativo e depois, torna a andar, enquanto analisava o que seu pai falara, concordando com ele e ficando surpreso, que até nisso, eles tinham exclusividade, pois, além de ter uma futura companheira que era única e somente dele, ambos tinham algo que mais nenhum outro saiyajin tinha.

Porém, tal sensação é perdida, quando se recorda de sua decisão é do que tem que fazer para não ferir Gine. Por mais que detestasse, não tinha escolha, pois, sabia melhor do que ninguém o estado em que se encontrava e os riscos envolvidos por tal espera.

Conforme via Bardock se aproximar, Gine fica aliviada, mas, igualmente preocupada ao notar o semblante sério e igualmente compenetrado de seu amado, sendo que ele fica de frente para ela, que encosta delicadamente as mãos nos ombros dele e pergunta, preocupada:

- Tudo bem, Bardock? Aconteceu alguma coisa?

- Nada – desfaz a face outrora pensativa e sorri para acalmar a sua amada - Ele apenas me explicou o que devo fazer para conseguir me tornar um líder de unidade de ataque e planejamento É um tanto difícil. Mas, preciso disso, para poder dar a você uma vida condizente com o seu coração. Ficar conosco, presenciando tanta carnificina, é algo que lhe faz sofrer, pois, noto a sua tristeza.

Ele mentira sobre o que conversara com o seu genitor, porém, não tinha escolha, porque não queria vê-la preocupada, sendo que falava em um tom gentil, acarinhando a face dela, vendo-a sorrir com o carinho.

Frente à mentira, se recorda de que precisava mesmo falar desse assunto para com o seu genitor, para saber os próximos passos.

- Eu quero ficar junto de você, sempre, mas... Essa vida... – ela fala cabisbaixa, porque, por mais que quisesse ficar com ele, sofria e muito ao ver os inocentes sendo massacrados pela sua raça.

- Eu sei. Mas, o seu coração sofre e o que mais quero ver é o seu sorriso e para vê-lo mais vezes, preciso afasta-la dessa vida de mortes. – ele fala sorrindo, encostando a testa dele na dela, que suspira de contentamento.

Ficam assim por algum tempo, até que Kabbage grita para todos voltarem para a nave, sendo o que fazem, inclusive o casal e nisso, partem para a próxima missão.

Alguns meses depois, eles estavam em mais uma invasão.

Porém, havia um dado não computado sobre aquela raça, que era a habilidade de se "adaptar" ou algo assim, ao ofensor, conseguindo diminuir um pouco a sua força e abusar da velocidade, ou sacrificar velocidade para ganhar força, assim como deixar as garras mais afiadas ou vice-versa, podendo mudar esses atributos conforme a necessidade no meio de um confronto.

Essa habilidade, própria dessa raça, estava trazendo problemas para eles, que eram obrigados a tentarem compensar e analisa-los, assim como criar alguma estratégia de luta.

Porém, em relação aos gêmeos, eles enfrentavam sérias dificuldades nesse aspecto.

Afinal, apesar de terem muita resistência e força bruta acima da média de um saiyajin, tinham um déficit demasiado para criar estratégias.

O que estava garantindo que sobrevivessem as batalhas, consideravelmente, era a sua resistência acima dos demais saiyajins, tal como força bruta excessiva, sendo que contavam com ocasionais ajuda dos colegas, ao orientarem eles em como proceder nas batalhas.

O resulto final dessa habilidade que pegou os saiyajins desprevenidos, foi à demora em conseguir subjugar a raça, acabando por fazê-los ficarem demasiadamente cansados, com o confronto prolongado.

Na nave, Gine sente que os ki´s de todos haviam caído, consideravelmente, sendo que o de Bardock conseguia manter-se, graças ao treino em segredo deles. Mas, os demais, encontravam-se mais suscetíveis.

Ele sente que o ki de Seripa estava mais baixo que dos demais e que havia muitos inimigos em torno dela.

Sem escolha, se afasta da nave e se dirige até ela, pois, apesar das desavenças e do fato dela querer seduzir o seu saiyajin, Gine não era cruel ou sangue frio para deixar alguém ferido e cansado, entregue aos inimigos, mesmo que fosse a que mais detestasse e enquanto voava dali, se sentia uma idiota em se arriscar.

Afinal, muitas vezes, Bardock lhe salvou do perigo, pois, ela era incapaz de matar o seu oponente e isso acabava permitindo que o mesmo contra-atacasse, com consequências fatais, se o seu amado não intervisse. Tanto, que ele sempre procurava ficar perto da nave.

Quando chega ao local, vê Seripa extremamente ferida, se levantando, cambaleante, enquanto havia muitos em torno dela, prontos para ataca-la.

Rapidamente, consegue derrubar todos, utilizando o controle de poder, como ela e seu amado se referiam a técnica, para em seguida, após nocauteá-los, pegar Seripa, para tira-la dali o mais rapidamente possível, ou ela iria morrer.

Quando esta percebe que é levada por alguém e observa que é Gine, fugindo com ela em direção à nave deles, exclama embasbacada:

- Você?! Mas...

- Por mais que a deteste, por ficar se atirando para cima do meu Bardock, não posso deixa-la morrer. Não sou sangue frio.

A jovem fala sem olha-la, enquanto olhava para trás, se certificando que não eram seguidas, assim como procurava rastrear algum ki próximo delas.

Quando ela pousa em frente à nave, aliviada de não terem sido seguidas, uma explosão separa ambas, tendo sido lançado por uma espécie de arma e enquanto Gine se refazia, se amaldiçoando por não ter percebido, por estar preocupada demasiadamente com os ferimentos consideravelmente profundos de Seripa, passa a olhar desesperadamente para a mesma, ao ver que um ataque potente se dirigia em direção a ela, que estava curvada, sem conseguir se levantar, por mais que lutasse para ficar de pé.

- Seripa! – Gine exclama, enquanto tentava se aproximar dela, para salva-la.

Porém, vários ataques a obrigam a se esquivar, para desespero dela que quer salva-la do ataque à queima-roupa.