- Se você não ia - disse Harry Potter, sem nem um boa tarde ou um "como você esta" - o mínimo que podia fazer era ter me avisado.
Hermione o olhava desconfortavelmente. Fosse lá o que ela estivesse esperando quando permitiu que o condutor a ajudasse a entrar naquele coche de bom gosto, não tinha sido aquilo. Ele parecia tão zangado como uma nuvem de tempestade de verão ameaçando fazer cair uma torrente. Na sombria luz da carruagem, cujas cortinas atenciosamente abaixara, assim ninguém poderia reconhecer Hermione no passeio deles, ele parecia mais sombrio que nunca.
Sombrio, talvez, mas inegavelmente atraente, de um jeito que Ron, que era mais bonito, no sentindo tradicional, nunca fora.
- Eu não podia. - Hermione disse, cuidadosamente. - Estou sendo castigada. Não estou nem permitida de mandar uma mensagem pelos criados. Mamãe instruiu todos eles para...
- Por ter ido ao jardim comigo? - a expressão dele foi de zombaria para incrédula. - Eu sou um ogro, agora?
Hermione riu disto. Ela não pode evitar e disse:
- Não, muito pior. Foi por causa da sua reputação. - Ao ver que sua única resposta foi um sorriso, ela prosseguiu - Não finja que você não sabe que eles o chamam de o Lothario de Londres - e ficou muito satisfeita porque o pequeno estremecimento que sentira ao pronunciar esse nome não aparecera em sua voz. No entanto, exatamente que emoção era aquela ela se recusava, é claro, a admitir para si.
Mas Harry Potter não fez esforço para esconder o que ele sentiu ao ouvir o seu popular apelido. Ambas as suas mãos, que não estavam enluvadas como a dela, se cerrou no punho, por um momento. E depois os dedos dele relaxaram de novo.
Hermione, sentada ao lado dele, ficou observando e só franziu o cenho, sentindo uma onda de impotência perpassar seu corpo. A visão daqueles punhos, tão grandes e masculinos, a fez lembrar o que Gina dissera em seu quarto. Ele era de um mundo diferente, no qual punhos, balas, facas e garrotes eram um lugar-comum.
Não que Hermione achasse que ele usaria os punhos nela. Mas vendo-os, ela se lembrou o outro nome do qual ela ouvia as pessoas chamando ele: Dead Eye.
O que ela estava fazendo? O que ela estava fazendo ali? Gina estava certa. Ela era uma tola. Ela não deveria estar ali. Ela deveria estar com Ron, que não tinha outro nome além de Ron, e ocasionalmente, Lord Winchilsea, e quem ela nunca vira fechando a mão em um punho.
- Então sua mãe - Harry Potter disse, rompendo os desvairados pensamentos dela - trancou você em seu quarto como punição por estar no jardim de Dalrymples com o Lothario de Londres.
Sua voz estava neutra, não tinha inflexão. Porém, Hermione se apressou em garantir a ele:
- Bem, só porque ela não conhece você, só a sua reputação. Tommy fala sobre você, quase incessantemente.
- Isto é estranho - ele disse, de um modo quase esquisito - que seu irmão não compartilhe seus sentimentos sobre a imoralidade das minhas armas, considerando o que uma fez com ele.
Hermione assentiu.
- Ele continua afeiçoado a elas. Mais estranho ainda é a ânsia dele para voltar à escola no outono. Você pensaria que depois do que aconteceu com ele, Oxford seria o ultimo lugar que ele iria quer ver de novo, mas ele parece ávido. Ele ate sugeriu que nos fizéssemos uma viajem de final de semana para lá, embora o doutor disse que ele não estava pronto. Ele supostamente não poderia dançar, também, mas nada o detém.
- Você acha que ele quer achar o homem que... - mas ele se deteve, e apenas olhou para suas mãos.
Ela o olhou questionadoramente.
- Homem que o quê?
- Esqueça. Eu instrui meu condutor para dar uma volta pelo parque. Eu senti que tínhamos coisas para discutir, você e eu. E desse modo, não seremos mais interrompidos.
Relembrando precisamente o que eles estavam fazendo a ultima vez que eles tinham sido interrompidos – quando Ron foi ao encontro deles no jardim –, Hermione engoliu em seco e tomou cuidado de não olhá-lo ao dizer:
- Sim. Eu quero falar com o senhor também. Eu... eu iria escrever, assim que minha mãe me deixasse enviar uma mensagem. Veja...
- Não precisa dizer nada - ele disse. Havia muito cansaço em seu tom. Hermione arriscou olhar em seu rosto, e o viu virado na direção do dela, os incríveis olhos verdes dele a olhavam com uma intensidade que enviava tremores para cima e para baixo da espinha dela como se ele tivesse encostado um único dedo nela. - O processo. Eu sei que você não será capaz de testemunhar...
Ela estava sacudindo a cabeça antes que as palavras saíssem de sua boca.
- Oh, não - ela disse. - Não é isto. Claro que eu ainda vou... ajudar você. - E depois ela se lembrou do aviso da mãe dela noite passada, sobre vender os cavalos dela, e fechou seus lábios. - Eu poderia - ela disse - precisar de um lugar para por meus cavalos por um tempo, entretanto, se eu for fazer isso. Quantos cabem em seu estábulo? Por acaso não poderia alojar mais uns vinte?
O intenso olhar que ele dava para ela se transformou em confusão.
- Vinte cavalos a mais?
- Eles... - ela balançou a cabeça de novo com um sentimento de desespero. - Oh, esqueça. Estou certa que ela não quis dizer isto. Não, eu prometi que o ajudaria no processo de Lady Cho, e o farei. Mas tenho receio de que não serei capaz de continuar com as ... lições.
Lentamente, a sobrancelha com a cicatriz levantou, e com isto, um lado de sua boa – só um canto.
- Então é assim - ele disse, com um tom que sugeria que ele estava apenas meio interessado no que ela estava dizendo.
- Sim - ela disse, firmemente. - Veja, simplesmente não vai dar certo.
De novo o tom de desinteresse. - Você acha que não?
- Não. Não há razão para isso agora.
A sobrancelhas e aquele único canto de sua boca voltaram ao lugar, até que ele franziu a testa para ela. Não havia nenhum desinteresse no seu tom quando ele perguntou, rapidamente:
- O que você quer dizer?"
Hermione balançou a cabeça tristemente e disse:
- As calças não servem.
Ele pareceu confuso.
- Que calças?
Hermione suspirou. - Ron. Você sabe o que eles dizem. Não compre uma calça antes de experimentá-la. Bem, eu experimentei, e acontece que elas realmente não servem. Então nenhuma razão para continuar as aulas, há?
Embora estivesse a uns quinze centímetros dele, e nem mesmo a beira de sua saia tocando nele, ela o sentiu enrijecer. Quando ela ia começar a se virar na direção dele questionadoramente, ele se virou no assento e agarrou ambos os ombros dela.
- Você teve relações com Ron? - ele perguntou, com uma voz alterada.
Hermione encarou seu rosto escurecido pela raiva, completamente confusa com sua suspeita e pelo fato de ele estar tão zangado.
- Relações? - ela ecoou, chocada. - É claro que não! Eu apenas o beijei, pelo amor de Deus!
O aperto em seus ombros se afrouxou de uma vez. Toda a cor escura que tinha surgido em seu rosto desapareceu, e quando ela invocou o nome de Deus ele a soltou, passando um braço pelo ombro dela.
- E ... eu - disse Hermione gaguejando - eu tentei beijar ele do jeito Frances, você sabe, do jeito que me ensinou, e ele não pareceu gostar nada. Na verdade, ficou completamente desconcertado. Então, veja, além do fato de que as calças não servem, suas aulas não estão funcionando. Então que razão há?
Sentada ao lado dela, Harry levantou a mão – uma daquelas mãos traidora que que tão estouvadamente a haviam agarrado instantes atrás , apesar das promessas que havia feito a si mesmo que não tocaria nela de novo. – e a levou ate seu espesso cabelo escuro. Qual, ele se perguntou, era a razão? Ele estivera fazendo exatamente a mesma pergunta a si mesmo enquanto o relógio da lareira soava quatro horas e meia e ele admitia finalmente que Hermione não viria. Ele não conseguia imaginar que loucura o induzira a ordenar que sua carruagem rodasse e parasse diante da porta dela.
Ele disse para si mesmo que era porque ele não era um homem que costumava ficar esperando. As pessoas simplesmente não quebravam compromisso com Harry Potter. O fato de que Lady Hermione tinha feito isto, sem nem mesmo pedir desculpas, tinha enfurecido ele. Ela tinha prometido vir às quatro horas, e quando ela não chegou, ele tinha se sentido perfeitamente justificável em ir ate a casa dela e exigir uma explicação...
Mas mais do que isso, ele supôs, que tinha vindo para... ver. Para ver o que exatamente, ele não estava muito certo. Para ver se o almofadinha do noivo dela tinha descoberto exatamente o que eles estavam fazendo no jardim noite passada antes dele interrompê-los. Para ver se Hermione Granger, a quem ele não tinha julgado ser uma covarde, estava se escondendo atrás da saia da mamãe, com medo, pelas sensações que ele sabia ter despertado nela.
Ou talvez apenas para ver se ainda havia centelhas voando naqueles seus olhos brilhantes.
Se este fosse o caso, ele teria sua resposta. Havia centelhas lá, tudo bem. Centelhas e até, ele fantasiava, uns quatro foguetes. Lady Bartlett podia trancar a filha no quarto por uns mil dias, mas ela nunca seria capaz de apagar o fogo que brilhava naqueles profundos olhos marrons, olhos que refletiam cada emoção vivida, olhos no quais Harry poderia se perder...
Voltando a si, ele disse tão calmamente quanto pode:
- Eu sinto que preciso investigar isto mais afundo.
Hermione, aliviada por considerar que qualquer que fosse a paixão que o tomara já havia desaparecido, perguntou:
- Investigar o que?
- A falha que você citou. - Ele estava cuidadosamente não olhando para os lábios dela. Mas não podia olhar também para dentro daqueles translúcidos olhos. Fixou o olhar em suas mãos enluvadas, dobrada recatadamente em seu colo. - Com o seu noivo.
- Falha? - Ela compreendeu. - Oh, você quer dizer o beijo? Bem, dificilmente importa. Eu te disse, é claro que as calças não servem. Eu posso ver agora que... que este aspecto do nosso casamento ... - ela estava muito embaraçada para dizer a palavra sexual. - provavelmente nunca será particularmente boa...
Se isto for verdade, Harry disse para si mesmo, é só porque Ron não é interessado no sexo feminino. Ou era um eunuco.
- Assim eu pretendo me concentrar em outras coisas, coisas mais importantes.
Harry teve que olhar nos olhos dela. Ele não pode acreditar que ela estava falando serio. Mas seu olhar firme disse a ele que certamente, ela estava.
- Mais importante do que ocorre na cama matrimonial? - ele perguntou incrédulo. - E que coisas seriam estas?
Hermione suspirou. Realmente, era vergonhoso, ter que se explicar para este homem todo o tempo, e era ainda mais pelo fato de que ela não tinha que fazer isso. Não era como se ele tivesse trancado a porta da carruagem. Ela podia abri-la e sair quando quisesse.
Mas ela não queria. O que era ainda mais vergonhoso.
- Mobiliar nosso novo lar - ela disse, devagar. - Receber nossos amigos. Ron tem um monte deles, você sabe. Ele é apaixonado por cartas , ele e Tommy, e ele recebe freqüentemente jogadores de cartas. Eu terei que ser cordial, uma vez que serei Lady Winchilsea...
- E isto é mais importante para você - Harry disse, meio irônico - Ser Lady Winchilsea, e cordial com jogadores de cartas, do que casar com um homem que...
Ele se interrompeu. O que ele estava fazendo?
Ela estava encarando ele de seu canto da carruagem.
- Claro que isto não é o mais importante para mim - ela disse, com raiva. Os foguetes, ele viu, estavam ali, muitos. - Como você pode dizer tal coisa? Eu disse para você porque eu estou me casando com ele.
- Por causa do que ele fez pelo seu irmão? Me diga uma coisa Lady Hermione. Se o homem que tivesse salvado o seu irmão tivesse sido um trabalhador braçal todo empoeirado em vez de um marquês, ou um corcunda de um olho só, ao invés de um dândi ruivo, você teria a mesma obrigação de se casar com ele?
Os foguetes se tornaram vulcões.
- Claro que não - Hermione disse em voz alta. - Eu não concordei em casar com Ron só pelo que ele fez pelo meu irmão. Eu o amava, também.
Depois, como se ela tivesse percebido que tinha dito algo indiscreto, ela pressionou os lábios juntos, e virou o rosto para longe dele, até ele ser escondido atrás da borda de seu chapéu.
Sentindo de repente uma explosão que só poderia se chamada de prazer, Harry escorregou pelo assento ate que os seus quadris se tocassem – algo que parecia perturbar Hermione, já que ela se afastou, até ficar quase prensada a porta.
- Você o amava? - Harry esticou o braço e o ergueu um cacho que tinha escapado do chapéu dela, e caia sobre sua bufante manga branca. - Mas você não ama mais?
- Eu não disse isto. - Tudo que ele podia ver do rosto dela era sua bochecha, que esta decididamente rosa. - Claro que eu amo ele.
- Mas não, talvez - Harry disse, trazendo o cacho para mais perto de seu rosto, como se ele quisesse examiná-lo - do modo que uma esposa deveria amar seu marido. Mais, talvez, do jeito que uma irmã ama o homem que salvou a vida de seu irmão.
- Se você diz - foi à dura resposta de Hermione.
- Mas você uma vez o amou de um jeito diferente - Harry disse. Ele levantou o cacho para o seu nariz. O cabelo dela cheirava como ele sabia a lavanda. - Se não, você não teria me procurando com sua interessante... proposta. Eu me pergunto o que aconteceu, Lady Hermione, para fazê-la desapaixonasse pelo seu noivo.
Ela sabia o que ele estava pensando. Ela sabia com toda a certeza como ela sabia seu nome. Harry achava que ela estava apaixonada por ele.
E ele estava errado? Não era, é claro, o que tinha acordado ela do estupor no qual os beijos de Ron a tinha colocado. Se ela apenas pudesse contar para ele o que realmente aconteceu para quebrar o feitiço! Isto certamente varreria o sorriso de sabe-tudo do rosto dele.
Sim. E uma bala atravessaria Ron.
Ela não podia contar para ele. Ela não contaria nunca para ele. Melhor deixá-lo achar que ela o amava do que ele saber a verdade.
Oh, como ela pode ter feito algo tão estúpido quanto se apaixonar por Harry Potter? Porque em despeito do que ela tinha dito para Gina – que Harry Potter não era o grande sedutor que todos achavam, mas de fato um homem muito bom, atencioso, que pelo menos tinha tentado dizer não quando ela o procurou primeiramente com seu ridículo plano – não havia como negar o fato de que ele era um Lothario – O Lothario, na verdade. O Lothario de Londres.
Ela levantou a mão e tirou o cacho de cabelo dos dedos dele.
- Nada aconteceu - ela disse, cuidadosamente evitando o olhar dele. - Eu não estou apaixonada por Ron.
- Mas a senhorita acabou de me dizer - ele foi rápido em apontar - que as calças não serviram.
Ela se amaldiçoou. Porque ele tinha que ter aberto a boca sobre isto? Ela tentou um curso diferente.
-Bem - ela disse. - Talvez não foi as calças que não serviram. Talvez eu apenas tenha feito feito errado.
Quando, um segundo depois, ele deslizou uma daquelas fortes mãos ao redor do pescoço dela, ela sabia que não tinha dito a coisa certa.
- Eu acho - ele disse com os profundos olhos verdes fixos nos dela. - que é melhor você me mostrar o que você fez. Assim nos podemos averiguar a fonte do problema, e tentar repará-lo.
Hermione estava se debatendo entre o irresistível desejo de sentir a boca dele na dela uma vez mais, e uma forte suspeita de que ela estava sendo apenas uma peça numa engenhosa engrenagem de manipulação que ele estava movendo para se distrair. Mas realmente, quando ela pensou obre isto, era ridículo pensar que ele tinha algum desejo de seduzir ela. O que poderia ela – Lady Hermione Granger – fazer para alguém como Harry Potter?
- É só um beijo, Hermione. - ele disse com censura.
- Eu sei disto. - Agora ela foi tomada por uma indignação.
- Então do que você esta com medo?
- Do senhor. De que fique agressivo novamente.
- Eu? - ele disse com uma careta - Agressivo? Quando eu me tornei agressivo?
- Noite passada, no jardim de Dalrymples, é claro.
-Não fui nem um pouco agressivo. Eu fui um perfeito cavalheiro.
- Um perfeito cavalheiro que pôs a mão no meu seio.
Agora ele estava rindo, evidentemente divertido-se muito com ela.
- Eu tive a impressão de que a senhorita gostou quando eu fiz isto.
- Eu não gostei! - Hermione mentiu, de modo afetado. - E se eu o beijar agora, você tem que prometer não fazer de novo.
Ele suspirou.
- Tão rigorosa para alguém tão nova... e tão inexperiente. Que seja então. Eu prometo não por a mão em seu seio.
Hermione começou a suspeitar que ela estivesse sendo caçoada, e não tendo certeza do que deveria fazer sobre isto.
- Então está certo. Eu prometo respeitosamente não por a mão em seu seio desta vez. Agora por que você não vem para mais perto de mim? - Ele disse isso, fazendo uma pressão muito leve em sua nuca.
Hermione o atendeu – embora ir até lá, com a sua crinolina, não era tão fácil quanto ele pensava. Ela deu um jeito de se aproximar dele o suficiente, contudo, no apertado assento da carruagem, o ombro dela ficava no espaço sob seu braço, e mais uma vez, o quadril dela estava encostado no dele. - embora, é claro, sobre camadas e camadas de roupa, para não mencionar as barras de aço da saia dela.
- Certo - ela disse, decidindo rapidamente que se ele estivesse manipulando ela, bem, ela não se importava. Nenhum homem podia manipulá-la quando ela estava usando tantas roupas como ela estava usando no momento. - E agora?
- Agora - ele disse - me mostre o que você fez com Ron.
Ela suspirou para mostrar que achava tudo aquilo muito desagradável, depois, sentou-se sobre um dos pés, para ficar mais alta no assento, inclinou a cabeça e aplicou uma série de beijinhos de leve na boca de Harry Potter.
Só que desta vez, em vês de manter a boca firmemente fechada, como Ron tinha feito, Harry deixou seus lábios separados só um pouquinho. Só o suficiente para Hermione escorregar sua língua. Ela o fez com hesitação, perfeitamente consciente do que tinha ocorrido na ultima vez que ela tinha beijado ele.
Mas quando os segundos passaram, e nada aconteceu – nada mesmo – Hermione puxou a cabeça para trás e o olhou, apreensivamente.
- Eu estou fazendo errado, não estou? - ela perguntou. Não é de admirar que Ron tenha olhado para ela do jeito que ele olhou!
Os olhos de Harry estavam fechados. Então suas pálpebras se abriam devagar, e ela estava surpresa de ver seu olhar normalmente aguçado, estava um pouco distante.
- Eu não estou certo - ele disse, em uma voz não muito firme. -É melhor você tentar de novo.
Hermione assentiu, e pondo o outro pé sob ela para ter mais equilíbrio, e assim ficou com os joelhos ao lado dele no banco estreito, estava pronta para recomeçar. Desta vez, ela levantou uma das mãos e levou à nuca dele, para ter mais apoio quando se esticasse para alcançar os lábios dele.
E quando ela iniciou a segunda agressão nos lábios dele, ela teve melhor sorte. Os dedos que ele tinha colocado na nuca dela se apertaram. Hermione achou isto um bom sinal, e começou a beijá-lo com mais energia, tentando uma aproximação mais audaciosa com sua língua, empurrando-a com segurança para dentro de sua boca.
Ela não estava de jeito nenhum preparada para a reação dele.
A ponta de sua língua mal tocara a dele, quando ela se desequilibrou de repente, quando ele colocou seu outro braço em volta de sua cintura. Os anéis da armação da crinolina, e sua saia foi esmagada quando ela se levantou do banco e a depositou no colo dele, com as pernas escarranchadas nas deles. Alarmada, Hermione tentou puxá-las, mas ele continuava com a mão em sua nuca, tentando habilmente evitar que ela escapasse. Hermione só teve tempo de estar agradecida por estar usando um vestido que fosse fechado até o pescoço, antes de tomar consciência da pressão dos lábios dele na boca dela, e sentir aquela sensação familiar de estar derretendo, e estava perdida.
(N/A): Oiii, bem rápido esse, hein ? Essa Hermione não consegue mesmo resistir por muito tempo e já está beijando Harry de novo!
Muito obrigada a todos que estão lendo essa adaptação de uma adaptadora sonhadora :) principalmente a:
Midnight: Sei que sempre posso contar com seus comentários, muito obrigada por estar sempre comentando. E realmente, a Gina apesar de todas aquelas frases: "Mulheres são iguais aos homens e tal, fica indignada com a Mione, mas ainda vamos ver que ela ainda vai aprontar algumas que vai aumentar o conceito de Mione sobre o Harry, hahaha olha eu dando spoiler! Uma caracteristica que eu acho mega legal nos personagens de Meg Cabot é o modo como as principais são diretas e se mostram a frente do seu tempo - como é claramente provado em Liberte meu Coração -, o problemas delas é a teimosia e a dificuldade em declarar seus sentimentos - como de novo é provado em Liberte meu coração -, mas... vamos esperar e ver no que vai dar, chega de Spoiler por hoje. Espero que tenha gostado do capítulo. Beijoos, flor e até mais.
Forever Loving Jimmy: Oiii, tudo bom, e ai como foi a prova do Enem ? Também a fiz e UAU, que prova cansativa! Achei que não acabava nunca! Graças a Deus acabou, é bom te ver de novo e espero que tenha gostado do capítulo. Beijoos e até a próxima.
