Notas da Autora
Após os garçons se assustarem com os pedidos feitos por eles, segue-se uma conversa animada, frente ao fato de...
Depois do almoço, segue-se um passeio divertido, sendo que Yuri, Pan e Buu...
Capítulo 20 - Passeio parte IV - Restaurante
Yuri olha o cardápio, agora, não segurando mais de ponta-cabeça e após ler, pergunta:
- O que é cordeiro? Porco? Salmão? – e nisso, se sucede as perguntas sobre os tipos de carnes que apareciam no cardápio.
- Bem, cordeiro é isso – Pan tira o celular e após pesquisar, faz uma seleção de imagens, sendo holográficas em 3D, com os animais do menu.
Yuri ficara entusiasmada e após os mesmos serem mostrados, fica indecisa, pois todos pareciam apetitosos e então, após pensar, pede euforicamente:
- Meia porção de tudo! – exclama entusiasmada. – Quero provar para ver qual é o mais gostoso!
Nisso, os garçons ficam estupefatos e os demais da mesa surpresos, até que um leve riso toma conta de todos ao ver a face inocentemente feliz dela e os olhinhos brilhantes, enquanto ficava entusiasmada.
- Senhorita... É muito. – um dos garçons tenta argumentar.
- Não acho. Por sorte, eu cacei há pouco tempo e, portanto, não estou com tanta fome! – ela exclama feliz.
Nisso, os garçons se entreolhavam e Bra dá uma leve risada ao vê-los confusos, pois a face de confusão dos mesmos era quase cômica.
- Se ficaram assustados com a quantidade dela, se preparem para a dos outros. – Trunks fala controlando a risada.
Os garçons se entreolhavam, novamente, sem compreender as palavras do jovem e o motivo da diversão do mesmo.
Porém, conforme os pedidos eram feitos, ficavam estáticos, tendo que ser repetido nada menos do que duas vezes o que fora solicitado, pois ficaram tão surpresos que não copiaram na primeira vez.
Pelo que notaram os únicos pedidos considerados "normais", foram de uma senhora de cabelos azuis e sua filha, parecida com ela, assim como de um jovem de cabelos lavanda, a filha de Mister Satan e o mesmo, pois o reconheceram, enquanto achavam à senhora familiar.
Todos os pedidos foram "padronizados" em relação a quantidade, menos da jovem com orelhas, na opinião deles, que decidira provar um pouco de todo o menu e do campeão Buu-sama, como se referiam a ele, inclusive com alguns clientes pedindo autógrafos ao mesmo, que pedira porções imensas de todos os doces que existiam no menu e em porções quadriplicadas, conforme o esperado.
Com os pedidos absurdos que foram solicitados, sendo em grande quantidade, o estabelecimento tivera que deslocar outros garçons para servir a mesa de Goku e seus amigos, acabando por sobrar pouquíssimos garçons para atender aos demais clientes e os poucos que se encontravam no estabelecimento ainda estavam estáticos, pois ouviram os pedidos, achando surreal tal demanda e consequentemente, deixando-os estupefatos.
- Kaa-chan... Não me lembro de já ter sentindo tanta fome assim, como ando tendo nesses dias. – Pan comenta, levemente preocupada, pois, ela nunca pedira tanta comida por se sentir faminta, pelo menos, até uma semana atrás.
- Também estranhei a quantidade. Vai mesmo comer tudo isso?
A genitora pergunta com um sorriso, embora arqueasse levemente o cenho, porque também estranhara a demanda de alimentos da filha que fora exacerbado, sendo algo decorrente nos últimos dias.
Afinal, os meio-saiyajins, pelo que aprendeu, normalmente, comiam a mesma quantidade de comida de um chikyuu-jin e somente comiam muito, ao ponto de quase se igualarem ao dos saiyajins, quando gastavam demasiada energia, principalmente após uma luta intensa. Mas, esse não era o caso de sua filha, pois, mesmo sem gastar grandes quantidades de energia, ela comia uma quantidade anormal, quase se igualando a um saiyajin puro.
Inicialmente, foram várias porções de comida durante o dia, além das refeições, pois a fome dela não cessara, tendo que a jovem caçar um peixe enorme e assa-lo como já vira o seu avô fazendo, para sacia-la, sendo tal comportamento repetido todos os dias, pelo menos duas vezes.
Frente a isso, os pais tinham resolvido que iriam perguntar ao avô da mesma sobre isso.
Porém, frente aos últimos acontecimentos, desde a chegada de Yuri e do bioandroíde, tal indagação ficara em segundo plano, pois, era só comida e ela não estava doente pelo que detectaram, sendo que a fome anormal dela era o que os preocupava, pois, nunca comera tanto assim antes.
- Acredito que seja porque despertou a forma super saiyajin 4. Com certeza, ficou mais forte, resistente e poderosa nessa forma do que antes. Afinal, cada transformação altera nosso organismo, mesmo não estando transformado, como se "despertasse" o sangue saiyajin ou algo assim, também. – Goku fala pensativo, analisando as mudanças que o seu corpo sofreu após as transformações.
- O que Kakarotto disse tem fundamento. Portanto, pelo que percebemos nessas transformações, há essas variações e, portanto, Pan – nisso, ela olha para Vegeta - seu apetite, força, velocidade e resistência nada devem para uma saiyajin pura, embora seu coração seja chikyuujin. Essa transformação não é apenas mais uma transformação e sim, ela é a nível biológico, já que quando transformados nela, não passamos de oozarus com forma humanoide estando nele, graças ao fato de dominarmos por completo a transformação oozaru e inclusive nos metamorfoseando quando queremos e se quisermos, controlando as ondas brutz e podendo inclusive provoca-las artificialmente dentro de nós, através do ki, para desencadear essa transformação, que aliais, parece mais em uma espécie de mutação do que qualquer outra coisa. Em vista disso tudo, a consequência foi uma demanda maior do seu corpo por alimento, igualando o seu apetite ao de uma saiyajin pura, mesmo sendo mestiça.
- Então, é como se o meu lado saiyajin tivesse despertado? – Pan pergunta surpresa e igualmente animada.
- Sim. – Goku fala sorrindo, gentilmente.
- Legal!
A jovem exclama feliz e contém a muito custo a sua cauda de sair da cintura, notando o quanto era difícil contê-la e inclusive, de mantê-la firmemente enrolada.
- Isso não é bom, filha? Agora, não precisa mais ficar chateada ou entristecida por não poder acompanhar o seu jii-chan nos treinos.
Videl fala sorrindo, acarinhando a cabeça da filha que ainda sorria imensamente feliz, pois, sabia melhor do que ninguém, o quanto significara à ela conseguir a transformação e assim, poder chegar próxima do poder do seu avô para poder acompanhar o treino dele e ser adversária de luta do mesmo, tal como Vegeta, pois, antes a diferença de poderes, chateara e entristecera a jovem quando a mesma cresceu e percebeu que não podia acompanhar o mesmo ritmo de treinamento do seu avô.
- Isso é bom, não é, Pan-chan?
Mister Satan pergunta entusiasmado em tom de confirmação, pois, a sua neta já confessara a tristeza que sentia ao saber que não podia acompanhar o seu avô Goku nas batalhas e treinos, ficando exasperado na época, pois, queria ver a sua neta feliz, mas, não sabia o que fazer para ajuda-la e agora, a sua preocupação acabara, pois, enfim, sua amada neta conseguira o que tanto queria, o enchendo de felicidade e prazer, tal como alívio, pois ela não ficaria mais triste.
- Sim, jii-chan Satan! – exclama sorrindo.
- Será muito bom tê-la como parceira. Afinal, antes, era somente eu e Vegeta. É bom ter um terceiro e, além disso, pode ajudar Uub, também. – Goku fala sorrindo imensamente, sendo acompanhado de Yuri que ficara feliz pela felicidade de sua amiga.
- Mas, se acalmem! Lembrem-se, que a Terra não suporta uma luta séria de vocês, que são agora três. – Bulma fala, seriamente.
- Bem, isso é verdade. – Bra comenta.
- Viajei por todo o universo e vi muitos planetas. O ideal seria um planeta grande e denso? Se for assim, eu conheço alguns e posso leva-los com o meu teletransporte. – Yuri comenta com um sorriso.
- Excelente ideia, Yuri! – Goku exclama feliz, pondo as mãos nos ombros dela.
- Faria isso, Yuri-chan?
Pan pergunta, animada e Vegeta ficara surpreso, enquanto agradara ao mesmo a ideia de poder lutar com um pouco mais de liberdade, sem a restrição que era obrigado a fazer por causa do planeta Terra.
- Para esta Yuri é fácil levar todos. E tipo, podemos ir a vários planetas e aí, vocês escolhem qual é o melhor. – fala animada, abanando a cauda de forma quase indecente pela extrema felicidade em sentir-se útil, podendo assim retribuir tudo o que faziam por ela.
- Que bom, né, Kaa-chan? – Pan pergunta para a genitora que consente sorrindo.
- Eu também quero treina-la Yuri. Você é muito poderosa e seria bom aprender a lutar! Você disse que queria. Ainda deseja? – Goku pergunta com um sorriso.
- Sim. Parece divertido... Assim, porque vocês ficaram felizes ao falarem isso, então, deve ser divertido. – ela responde sorrindo.
- Quem sabe não podemos ver alguns eventos no universo? – Pan pergunta animada ao seu jii-chan Goku que sorri.
- Seria legal, Pan.
- De fato, no universo há espetáculos lindos... Conforme viajava cruzando o espaço, via eventos maravilhosos que me detinham ao ponto de ficar admirando por algum tempo, antes de tornar a seguir caminho.
- Eventos maravilhosos... Seria a morte de estrelas e surgimento de astros, tal como de sistemas solares? – Trunks pergunta animado.
- Como assim? Eles são brilhantes e tal... Claro, lindos. Mas, como assim, astros e morte de estrelas?
Nisso, Bulma explica sobre os astros, surgimento dos mesmos, assim como sobre o brilho das estrelas, sendo que estas já morreram a milhares de anos luz e que o resplendor delas ainda chegava ao planeta, deixando a in-ookami fascinada.
Enquanto isso, Trunks mexia no seu celular de última geração e recém-desenvolvido pela empresa de sua família e mostra uma animação, 3D, em laboratório, do surgimento de um sistema solar e ao olhar, ela comenta.
- Ah! É algo mais ou menos assim. Mas, não é tão sem graça. É mais bonito e reluzente, além de ser "agitado", digamos assim. – comenta com um sorriso.
Nisso, todos comentam o quanto seria legal ver tais eventos, ao vivo e pessoalmente em vez de fotos distantes ou animações de computação e então, Yuri fala, sorrindo imensamente:
- Podemos procurar algum dia. Eu, tipo, sinto algo fraco, quando acontece um grande evento. Desde que esteja próximo. Quem sabe, podemos combinar de um dia saímos para "caça-los"? Ficaria feliz em mostrar como o universo pode ser lindo e todos cabem em cima de mim na minha forma verdadeira. Então, irei criar uma espécie de barreira para protegê-los do vácuo do espaço e com isso, vocês poderão assistir de perto.
Isso entusiasma todos, com exceção de Vegeta, que como de costume, continuava com a sua face impassível, pois, chegara a ver esses eventos quando viajara pelo universo, ás vezes, acordando da espécie de hibernação da nave por causa da luz intensa que tais espetáculos emitiam.
Mas, compreendia o entusiasmo dos demais, pois, esses nunca viram algo assim, pessoalmente. Inclusive, ele não vira pessoalmente e sim, através do vidro da pequena nave que usara no passado para viajar pelo espaço.
Então, após a animação inicial, sendo que os clientes que assistiam a empolgação generalizada da outra mesa os achavam loucos em virtude das conversas "sem sentido" para eles, os amigos de Goku e o mesmo, decidiram marcar um dia para "caçarem" esses eventos com Yuri os levando pelo espaço em suas costas.
Após alguns minutos, começaram a chegar os pedidos e quando a in-ookami ia abocanhar o que tinha no prato, já começando a curvar a cabeça enquanto abria a boca, ela percebe que muitos usavam objetos para poderem comer e ao olhar para frente e para os lados, vê os mesmos que estavam a sua frente, sendo que um era usado para apoiar a comida e os outros, idênticos aos dos demais, eram utilizados para levar à comida a boca, assim como cortar o alimento.
Pelo menos, a maioria os utilizava, pois, alguns, somente usavam um deles. No caso, Goku e Vegeta que comiam com voracidade, como se estivessem disputando entre si para ver quem comia mais.
Ao notar a curiosidade de Yuri, Videl fala:
- Isso é um prato. E apoiamos a comida nele. Isso se chama talher – ela pega os seus talheres e mostra a in-ookami que também pega os dela e torna a olhar para a chikyuujin - Este o garfo, esta é a faca e esta é a colher. Eles são os talheres básicos, digamos assim.
- Talheres? – ela pergunta, curvando levemente a cabeça para o lado.
- Isso. Você corta com a faca os alimentos e com o garfo, você os espeta para levar a boca ou usa a faca para coloca-los em cima do garfo para comer. A colher é utilizada mais para alimentos líquidos ou sobremesas, sendo que a colher de sobremesa é bem menor e não se usa a faca junto com a colher.
Yuri olha para os talheres e depois de alguns minutos, sorri, exclamando:
- Entendi!
- Veja como nós fazemos e nos copie. Se tiver qualquer dúvida, basta perguntar que responderemos.
- Tá! – ela sorri, abando a cauda euforicamente e quase derrubando algumas cadeiras atrás dela no processo.
Então, passa a observar todos comendo, notando que no caso de Goku e Vegeta, eles comiam vorazmente e isso a fazia sorrir imensamente, pois lembravam ela comendo quando estava faminta. Mas, percebera que os demais comiam calmamente o alimento.
Então, ao olhar para o seu prato, percebe que não estava com tanta fome e que por isso, não precisava comer como os saiyajins, julgando que eles estavam famintos e por isso comiam daquele jeito.
Nisso, passa a usar os talheres, até porque estava entusiasmada por aprender algo novo e também por se sentar em uma mesa para comer pela primeira vez na vida.
Então, Mister Satan pergunta, sorrindo:
- Ei, Yuri-chan! Quer provar uma cerveja?
- Cerveja? – ela inclina a cabeça para o lado, confusa.
- É uma bebida alcoólica, Yuri-chan. – Videl explica – Cerveja é isso.
Nisso, a chikyuu-jin pega seu copo e mostra para Yuri que compreende, enfim, de onde vinha o cheiro amargo que sentia e fala:
- O cheiro é ruim. Não quero. – ela nega e volta a comer.
- Isso mesmo, Yuri. Eu também não gosto do cheiro. – Pan fala sorridente, sendo seu sorriso correspondido por Yuri, para depois ela tornar a comer, enquanto Videl sorria com a cena.
- Aqui tem água.
A meia saiyajin estende a garrafa e Yuri pega, virando o conteúdo no copo como vira os outros fazerem, enquanto sorria, pois sempre sentira vontade de se sentar-se à mesa e usufruir de copos, como descobrira o nome deles e dos talheres, tal como sabia que as espécies de discos planos se chamavam pratos.
Quando era escrava, via o seu antigo dono, antes do bioandroíde pega-la, matando o seu dono anterior e sempre tivera vontade de fazer o que este fazia, enquanto ficava do lado de fora, observando, já que, antigamente, ficava na sua forma verdadeira o tempo todo.
Eles ficaram surpresos pelo fato dela devorar tudo o que pedira, como se o seu estômago não tivesse fundo, sendo algo surpreendente, pois esperavam isso de saiyajins, sendo que inclusive era usual dos mesmos.
Já as demais pessoas como garçons, Maitê e clientes, ficaram estarrecidos com o fato dos dois homens e uma jovem, todos com cauda e a garota de orelhas e cauda terem comido quantidades absurdas de comida, fazendo-os ficarem estáticos, mesmo que ignorassem o campeão Buu comendo diversas travessas de doces sem parar.
Então, após uma hora, recolheram os pratos sujos e retiraram a mesa, colocando em seguida talhares limpos, tal como pequenos pratos para as sobremesas solicitadas pelos demais e nisso, todos comiam o que pediram.
Inclusive, Buu decidiu compartilhar os doces que pedira, dando um de cada para Goku, para Pan e para Yuri, que agradeceram, enquanto que a grande e felpuda cauda da in-ookami não parava de abanar uma única vez, dificultando o trabalho dos garçons de servirem a mesma, enquanto ela pedia inúmeras desculpas, parando os movimentos por um tempo, até que a felicidade dela aumentara drasticamente ao saborear as iguarias e então, sua cauda tornava-se a se mexer para os lados.
Após meia hora, com os demais terminando de ver Yuri e Buu comendo os últimos doces, sendo que haviam desistido há algum tempo, eles se levantam e pedem a conta.
Bulma queria pagar, mas, Videl insistia que pagaria e nisso, segue-se uma pequena discussão entre elas, até que Bra propõe da mãe pagar metade da conta e Videl arcaria com a outra metade, sendo que após pensarem, ambas aceitam a sugestão.
Já, Pan, olhara torto para o seu avô Satan, pois, ele se fazia de desentendido e fingiu se ocupar de alguma coisa, apenas para não se oferecer para pagar e estoicamente, ignorava o olhar torto da neta, que em seguida suspira cansada, pois, deveria esperar algo assim dele.
Então, com a conta paga, o grupo segue o passeio no shopping com Pan puxando Yuri, tal como Buu, que aos poucos sentia cada vez menos receio instintivo da in-ookami, enquanto eram levados para experimentar chapéus ou óculos, até outras coisas, provando-as e rindo do resultado, enquanto Yuri correspondia, se divertindo, passando a amar cada vez mais a Terra e desenvolvendo com a mesma um forte instinto de proteção, tal como sua raça tinha com o planeta natal deles que chegava ao ponto da devoção, pois, sentira como se fosse o seu lar.
A felicidade e a paz que experimentara, havia jurado a si mesmo que protegeria não importando o que custasse.
Afinal, era instintivo e inerente a sua raça proteger o que era importante com unhas e dentes, assim como, com os seus amigos, experimentava a essência da amizade, fazendo-a querer proteger essa felicidade a todo custo.
