Olá a todos. Bom, como esse capítulo também foi escrito no dia 31 de Julho, achei necessário fazer uma pequena homagem a Joanne e a Harry. Aqueles cujo quiserem ler, ela estará aqui em baixo. Quem quiser pular para o capítulo, apenas desça um pouco mais a página :)

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Queridos Potterheads, ou devo chamar de família?

Vamos nos unir neste dia tão maravilhoso e importante para nós e comemorar o aniversário da mulher mais brilhante que eu já tive o prazer de conhecer, mesmo que não pessoalmente, mas por suas idéias, contos e jeito.
Joanne Kathleen Rowling.

Feliz aniversário.
Todos os dias, eu acordo com um sorriso no rosto por conseqüência do que você fez, do que você é.
Quero agradecer a Deus por ele ter colocado você no mundo, você é uma mulher brilhante, maravilhosamente talentosa e com o dom não somente da escrita, mas do encanto. Você não apenas escreveu uma história de bruxos, você escreveu a nossa infância, você escreveu a nossa geração.
Então obrigada por todas as aventuras que você nos proporcionou nesses sete anos em Hogwarts, obrigada por todos os sorrisos que você nos causou nos livros e filmes. Obrigada pelos personagens que nos fazem pessoas melhores e por cada memória que tatuou em meu coração.

Obrigada por ter se sentado naquele vagão de trem e colocado sua mente para funcionar e assim criar o também aniversariante, e a sua mais brilhante criação de todos os tempos: o menino que sobreviveu.

E por fim, obrigada ao Pottermore, uma continuação da vida que todos nós escolhemos aceitar.

Feliz aniversário Jo. Espero que o restante de sua vida seja o mais maravilhosa possível, com vários sorrisos, amores, abraços e tudo o que houver de bom neste planeta, pois você merece. Isso, e muito mais... Amo você, mesmo você sendo a Serial Killer mais maldita da história.


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Agora marotada, já passado o momento emotivo... Vamos ao Chapter. AMÉM, CHEGOU A HORA DO MELHOR CAPÍTULO DA HISTÓRIA!
E como, para comemorar o aniversário de Harry desta vez, além de serem três capítulos em um, é o capitulo que vocês mais esperavam! Amanhã mesmo, assim que eu voltar da escola, postarei a segunda parte. E talvez amanhã a noite a última. Okay?

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Harry – 13 anos – The Marauders - James POV – Part 1

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Lily chorava baixinho. Ela sempre fora uma garota emotiva, mesmo com coisas e criaturas que havia conhecido a pouco tempo. Por exemplo, Buckbeak acabara de ser executado. E ela estava aos prantos. Eu tinha a boca comprida e os olhos em Harry. Ele fez menção de voltar para a cabana de Hagrid e eu entrei na sua frente, mesmo sabendo que não adiantaria de nada.

- Hagrid – disse Harry, mais Ron e Hermione o pararam.

Fui até Lily.

- Você está bem?

- Sim – disse ela enxugando as lágrimas – é só que... o Buckbeak...

- Eu sei – eu a abracei e ela olhou por cima dos meus ombros e ficou rígida.

- ...James? – ela chamou. Olhei para seu rosto mas então segui seu olhar até a margem da floresta. Na beira, era possível ver uma leve luminosidade. Marlene. Ela não havia nos visto. E estava com Sirius. O que eles estava fazendo tão perto dos arredores da escola em plena luz do dia?

- O que Sirius está fazendo? - falei. Eu e Lily não fomos os únicos a ver. Peter ou Perebas, como preferir, viu também. O rato que estava na mão de Ron, viu o animal negro parado aos pés de Marlene e arregalou os olhos. Assim como todos nós, ele conheceria aquele cão em qualquer lugar. Na verdade, era seu pesadelo. Claro, Peter teria medo de qualquer um dos outros Marotos, mas vamos todos admitir que Sirius era macabro quando queria. E no momento, estava sanguinário.

Ele começou a se debater na mão de Ron enquanto o garoto tentava fazer ele ficar quieto. Assim que Peter conseguiu se livrar das mãos de Ron, ele correu para a direção contrária de Sirius. Este não aguentou. O cachorro preto puxou os lábios o máximo que conseguiu pra cima. Vi Marlene tentando impedir alguma coisa com as mãos, mas Padfoot rosnou e correu atrás de Peter.

- Sirius não! – berrou Lene e disparou atrás dele.

Enquanto Lily seguiu o trio de ouro e o traidor, eu corri na direção do cachorro e de Lene.

- James, que diabos...!?

- Pettigrew! – gritei e comecei a correr ao lado do cachorro – Sirius! Não! Eles vão pegar você!

Mas ele corria com os dentes a mostra, podia ver sangue em seus olhos, literalmente. Eu jamais teria a velocidade de um cachorro. Eu me transformei em cervo e então avancei, o alcançando sem maiores dificuldades. Era bom estar na forma animal, dava mais liberdade.

- James! - Marlene berrou atrás de mim - o Salgueiro Lutador! - eu pude ver com o canto do olho a árvore no topo da colina, o que infelizmente era a direção que o trio mais a frente seguia. Ron se jogou no chão e agarrou o rato alguns metros antes. Já Sirius não parou. Os meninos puderam ouvir suas patas e se viraram na hora que eles os alcançava. Harry entrou na frente e Lily gritou seu nome, mas Sirius saltou e jogou Harry no chão, tentando passar por cima do garoto sem machucá-lo. Lily se preocupou com Harry, mas sabia o que Sirius queria.

O enorme cão negro agarrou o braço de Ron com força.

- Sirius! – gritou Lily. Harry se agarrou nos pelos de Sirius e tentou soltá-lo. Se ele ao menos soubesse que ele queria o rato! Eu parei ao lado do trio, observando enquanto eu não podia fazer nada. Sirius, com força arrastou Ron e entrou no túnel do Salgueiro.

- Ron! – Harry gritou ao vê-lo desaparecer.

- James! – gritou Lily ao lado de Harry.

Olhei pra ela em pânico com a situação.

- Vá atrás de Sirius! Você conhece o túnel! Sabe o caminho!

Assenti e corri pelo túnel. Era possível ouvir os gritos de Ron. Mais atrás, eu podia ouvir o Salgueiro despertando com o movimento de pessoas. Eu coloquei mais força nas patas e me joguei bem mais veloz pra frente, começando então a alcançar Sirius, que puxava Ron túnel a dentro feito um cachorro com raiva.

Assim que a boca do túnel surgiu, Sirius arrastou Ron acima e o jogou sem delicadeza alguma no sofá e correu pra perto de um armário. Nas mãos de Ron, Peter se debatia. Olhei feio pra ele e avancei em Ron. Abaixei a cabeça e observei levemente a ferida do garoto. Virei somente a cabeça e olhei pra onde Sirius tinha ido. Andei até lá calmamente e tive de olhar pra cima. Sirius se transformara.

Estava bem mais magro do que da última vez que o vi como homem, mas seus olhos... estavam bem mais... livres. Isso me deixou leve. Ele estava bem. Não muito, mas no geral... bem. Ron gemeu em pânico e fez uma careta.

- Sirius Black! Oh meu Merlin! Você é Sirius Black! É um animago!

Sirius não respondeu e manteve os olhos no rato. Os cabelos negros de Sirius, antes com uma rebeldia própria e sexy, agora grandes e mortos, sem vida. Não demorou e eu pude ouvir um grito.

- James! – era a voz de Lily. Ela estava chegando.

Resolvi me transformar de volta. Assim que elas passaram pela porta eu já estava humano. Lily e Lene vieram a mim e Harry e Hermione foram a Ron.

- Ron você está bem?

- Onde está o cão?

- É uma armadilha – dizia Ron – não é um cão.

- Quê...?

- Ele é o cão... é um animago...

Harry e Hermione giraram devagar e encararam Sirius. Mesmo nós, mortos, ficamos tensos com a situação. Afinal, haviam histórias diferentes no recinto. Sirius sabia a verdade, mas Harry, Ron e Hermione acreditavam que ele era o culpado, e na verdade, o culpado estava ali com eles.

- Expelliarmus! – gritou Sirius. Há quanto tempo eu não ouvia sua voz! Estava rouca e fraca, mas ainda era a mesma. As duas varinhas, de Harry e de Mione voaram para Sirius, que se aproximou devagar. Em seus olhos foi possível ver as mesmas expressões que eu vi na rua Magnólia: Carinho, respeito, amor, culpa, orgulho e a mais forte de todas, a que mais brilhava: saudade.

- Achei que viria ajudar seu amigo. Seu pai teria feito o mesmo por mim – disse ele.

Eu teria. Teria ido até o inferno por Sirius e iria até hoje, mesmo sabendo que não faria diferença alguma. Teria entrado na frente, teria enfrentado Lord Voldemort novamente se fosse Sirius que estivesse me fazendo companhia na noite de 31 de outubro em Godric's Hollow.

- Foi muita coragem não correr à um professor. Fico agradecido... vai tornar as coisas mais fáceis...

Lily olhou pra mim, e então eu sabia que ela também tinha notado o tom meio sanguinário de Sirius. Nós não estavamos gostando, ele estava vingativo, queria matar Peter. Rasgá-lo em pedacinhos com seus dentes e depois jogar para os gatos brincarem. Por mais que eu quisesse justiça e quisesse Peter morto, não queria que Sirius tivesse que sujar suas mãos ou patas.

Harry avançou em Sirius por alguma razão, mas Hermione o bloqueou.

- Harry! Não!

Ron gritou pra Sirius.

- Se você quiser matar o Harry, terá que nos matar também!

Sirius olhou pra perna quebrada de Ron, que agora havia tentado se levantar.

- Deite-se. Só vai piorar.

Porém Ron, continuou de pé.

- Você me ouviu? – disse Ron – terá que matar nós três.

Harry também tinha um amigo cuja iria no inferno atrás dele, e isso me fez sorrir. Aliás, dois amigos. Nas feições da garota ao seu lado, notei que ela era o Remus da equação deles. Sem ela, nada seria possível.

- Só irá haver uma morte esta noite – disse Sirius.

- Por que? – disse Harry – Você não se importou com isso da última vez não foi? Não se importou de matar aqueles trouxas...

Harry continuou falando, mais eu rolei os olhos e não prestei atenção.

- ... Que foi que houve? Amoleceu em Azkaban?

Eu fiquei nervoso com Harry com essa.

- Harry – censurei com os olhos semicerrados. Lily tocou meu braço pra me acalmar.

- Harry fique quieto! - Hermione pediu.

- ELE MATOU MINHA MÃE E MEU PAI! – Harry berrou.

Lily estremeceu ao meu lado e virou o rosto pra longe. Ela nunca havia gostado de ouvir coisas assim. Ele se livrou de Hermione e avançou em Sirius. Nem usou a magia. Harry socou a cabeça de Sirius do lado. Fiquei puto.

- Harry James Potter! Largue ele agora! - berrei.

- Harry! – berrou Lily.

- Sirius! Harry, solte! – disse Marlene.

Sirius apenas para se defender agarrou a garganta de Harry.

- Não... esperei tempo demais!

Aquilo também me fez ficar puto.

- Sirius Orion Black! Largue ele agora!

Hermione chutou Sirius e este gemeu se encolhendo. Assim que Harry agarrou a varinha, foi em direção a Sirius.

- Vai me matar Harry? – disse Sirius. Não gostei. Aquilo me pareceu um pedido. Sirius não tinha mesmo muitas razões para se manter vivo. Aliás, apenas uma: o rato. Harry apontou bem pro coração.

- Você matou meus pais – acusou Harry.

Lily agarrou meu braço e me puxou de volta pro meu lugar.

- Não nego que matei – disse ele triste. Fiz uma careta de dor. - Mas se você soubesse da história completa...

- Que história completa? Você vendeu meus pais a Voldemort. Só preciso saber disso.

- Você tem que me ouvir – Sirius implorou – Você vai se arrepender se não me ouvir... você não entende...

- Compreendo muito melhor do que pensa – disse Harry – você não a ouve não é? Minha mãe, tentando impedir Voldemort de chegar a mim, e você causou aquilo.

Antes de mais qualquer coisa, Bichento avançou e se sentou no peito de Sirius. Jamais pensei que veria um gato em cima dele. Ele odiava gatos e gatos odiavam ele.

- Saia daí – disse Sirius.

Não demorou e pudemos ouvir passos. Nós três olhamos pra porta em pânico.

- Estamos aqui! – gritou Hermione – Sirius Black... Depressa!

- Merda – xinguei.

A porta se escancarou e Remus entrou. Em outras ocasiões eu teria sorrido, mas lembrando que Remus pensava que Sirius era o traidor, a situação me fez xingar repetidamente enquanto eu tentava me acalmar. Merda, merda, merda, merda...

- Remus! – disse Marlene. Ela ainda não o tinha visto.

- Expelliarmus! – gritou Remus. Ele arrancou a varinha de Harry. Remus se virou pra Sirius. Em seu olhar, ainda tinha algo frio.

- Onde ele está Sirius?

Sirius respirou devagar. Sabia que ele estava com medo, mas então apontou pro Peter, nas mãos de Ron. O rato estava tendo uma crise de pânico. Remus olhou confuso.

- Mas então... – disse Remus. Eu o conhecia a muito tempo. Ele estava prestes a entender. Remus pegava as coisas fáceis, amém – Por que ele não se revelou antes? A não ser que... - Remus arregalou os olhos. – a não ser que ele fosse o... a não ser que tivesse trocado... sem me avisar?

Respirei com o coração aliviado pela primeira vez em muito tempo. Tudo estaria bem. Sirius assentiu. Harry tentou discutir, mas Remus foi mais rápido. Agarrou as vestes de Sirius, o pôs de pé, e lhe tascou um abraço tão apertado... tão saudoso que encheram os meus olhos de lágrimas. Fazia tempo que eu não chorava.

- EU NÃO ACREDITO! – gritou Hermione – eu confiei no senhor, e todo esse tempo, esteve ajudando ele. Eu tenho encoberto você... – disse ela. – é amigo dele durante todo esse tempo...

- Eu não era amigo de Sirius, mas agora sou... deixe-me explicar – pediu Remus.

- Ele é um lobisomem! – ela gritou.

Lene, que não sabia dessa parte da história (ela sabia apenas sobre mim, Sirius e Peter sermos animagos, e sempre havia imaginado que Remus também fosse) soltou uma arfada tão profunda e cobriu a boca com a mão. Eu e Lily olhamos pra ela.

- Mais tarde – disse ela – vocês terão que me explicar isso... perfeitamente e com todos detalhes – ela disse bem nervosa.

Assenti com um pouco de medo.

- Há quanto tempo você sabe? – perguntou Remus.

- Há séculos – respondeu a garota. – percebi por que o senhor só ficava doente na lua cheia e que seu Bicho-papão se transformava em lua.

- Você é a bruxa de treze anos mais inteligente que já conheci. – disse Remus.

- Não sou não. Deveria ter contado a Dumbledore.

- Ele sabe. Todos os professores sabem.

Lene olhou pra mim e para Lily como se dissesse:

"Por que diabos eu não sabia disso?"

Olhei pra ela sorrindo culpado.

- E Dumbledore contratou o senhor mesmo sabendo que era um lobisomem? Ele é louco?

- Alguns acham que sim. Tive que trabalhar muito para ganhar sua confiança...

- Ele estava enganado! – berrou Harry – o senhor esteve ajudando ele durante todo esse tempo...

- Eu não estive ajudando Sirius... – disse Remus – Olhe... ele entregou as varinhas deles de volta. Eu e Lily nos entreolhamos. - Pronto. Estão armados e nós não. Agora irão nos ouvir?

Harry olhava confuso.

- Se o senhor não estava ajudando – perguntou Hermione – Como sabia que ele estaria aqui?

- Okay – disse Lily – essa é uma pergunta justa da qual eu também quero saber a resposta.

Sorri pra ela.

- O Mapa do Maroto. Eu estava na minha sala examinando-o...

- O senhor sabe como mexer no mapa? – perguntou Harry desconfiado.

- Oh por favor! – exclamei.

- Claro que sei – disse Remus – Eu sou o Moony – ele disse – preparei o mapa.

- O senhor... preparou... ? – disse Harry.

Sorri e cruzei os braços.

- Qual vai ser a reação dele quando descobrir que eu sou o Prongs? - perguntei olhando pra Lily - quer bater uma aposta? Chocado ou feliz?

- Mas de qualquer maneira, estava observando o mapa, por que pensei que vocês viriam visitar Hagrid. Acertei né? Você poderia estar usando a capa de seu pai...

- Como é que o senhor soube da capa? – perguntou Harry.

Remus sorriu com carinho.

- O número de vezes que vi James desaparecer em baixo da capa... – disse ele me tirando um sorriso enorme – Mas o fato é, mesmo quando a pessoa está embaixo da capa, é possível ver aonde ela vai. Vi vocês irem até a Hagrid e voltar. Mas então, estavam acompanhados de mais uma pessoa.

- Quê? – disseram os meninos – não, não estávamos...

- Eu não podia acreditar no que estava vendo. – continuou Remus – Então vi Sirius indo na sua direção... vi o colidir com você e arrastar dois de vocês pelo túnel...

- Um de nós – corrigiu Ron.

- Não. Dois.

O ambiente estava ficando mais tenso a cada minuto e eu e Lily parecíamos que íamos explodir. Aqui, nosso filho saberia a verdade. Conheceria a outra parte da sua família, uma que não era de sangue, mas do coração. Os dois homens na sua frente.

- Posso olhar o rato? – perguntou o professor.

- Quê? – disse Ron. – O que ele tem a ver com isso?

- Tudo. Por favor?

Ron segurou o desgraçado pelo rabo e deixou Remus observar.

- O que meu rato tem a ver com isso? – ele repetiu.

- Isso não é um rato – rosnou Sirius com nojo, olhando para a criatura que se debatia nos dedos de Ron.

- É sim – disse Ron.

- Não, não é. – disse Remus – é um bruxo.

- Um animago que atende pelo nome de Peter Pettigrew.

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continua...