Nota da Autora: Aqui é onde você consegue a sua primeira aparição de Renée. É CRUCIAL para a trama, então, por favor, leia este capítulo.
Capítulo 20 - Por que você está fazendo isso?
Edward POV
A mãe de Bella, Renée, parecia como se ela tivesse visto o círculo mais escuro do inferno. Seu cabelo era escuro, como o de Bella, mas listrado no meio com quantidades generosas de cinza. Seu rosto estava magro, o rosto afundado com desnutrição dando a ela uma aparência como de caveira. A pele era anormalmente pálida com manchas altas e frenéticas de cor brilhante em suas maçãs do rosto. Seus lábios estavam pressionados em uma linha dura e havia manchas roxas escuras penduradas debaixo dos olhos como luas crescentes sangrando.
E seus olhos castanhos escuros, os olhos que tanto me faziam lembrar a minha Bella, eram simplesmente mortos. Qualquer fragmento de vida que poderia ter estado lá tinham murchado como uma rosa no deserto do Saara há muito tempo. Ela estava paralisada, isolada do mundo.
Bella e eu estávamos parados exatamente dentro da porta da casa em que ela havia crescido. Estávamos na sala, a Sra. Danvers avançando para Renée para cuidar dela.
"Renée, querida." A Sra. Danvers arrulhou, tocando o braço cansado da mulher. "Bella chegou para ver você".
Renée não se mexeu. Sua quietude gelou meus ossos e eu achei difícil acreditar que ela tinha apenas trinta e oito anos. Ela parecia velha; sua dor a fez idosa. Lembrei-me de volta ao carnaval, quando Bella tinha me dito que Renée nunca chorou, nunca permitiu que sua agonia fosse mostrada. Sua miséria a tinha consumido de dentro para fora, como o ácido derramado pela garganta de um gatinho, Renée havia deixado sua tristeza consumi-la.
"Você me ouviu, Renée?" Sra. Danvers perguntou pacientemente, apontando para Bella ficar ao lado dela. Renée continuou olhando pela janela, usando uma simples camiseta e calças pretas que não combinavam. "Eu disse que sua filha chegou para vê-la. Sente-se aqui, Bella, ela ficará bem em um momento".
Eu não sabia quanto tempo tinha sido desde a última vez que Bella tinha realmente visto a mãe, mas eu podia ver a dor que estava agora gravada em seus olhos.
"Mãe?" Ela perguntou delicadamente, seus olhos olhando com descrença no rosto afundado de Renée. A dor em sua voz era evidente. Sua própria mãe se recusava a reconhecê-la, até mesmo olhar para ela.
Eu fiquei perto da porta, incapaz de fazer qualquer coisa além de ser uma testemunha para a exibição. A raiva estava se construindo lentamente dentro de mim, uma ferida exasperada. Como uma mãe não poderia sequer olhar para sua filha? Especialmente quando a mãe tinha pedido, quase exigido, ver sua filha. E ainda assim, Renée a ignorava.
Quando Bella falou de novo, sua voz estava trêmula de emoção. "Mamãe?"
Rapidamente, eu cruzei a sala e sentei ao lado de Bella na poltrona, tomando sua mão na minha. Não havia muito que eu pudesse fazer para ajudá-la agora, embora eu quisesse desesperadamente consertar todos os problemas dela. Seus olhos encontraram os meus, as profundezas chocolate recheadas com gratidão, e eu sorri tranqüilizadoramente, trazendo nossas mãos juntas aos meus lábios para beijar os nós dos seus dedos.
Quando me virei para a mãe de Bella, fiquei surpreso ao descobrir que seus olhos mortos estavam em nós, olhando para a nossa troca. Os olhos de Renée piscaram para sua filha e eu pensei ter visto algo faiscar para a vida dentro deles.
"Estou aqui, mãe." Bella disse calmamente, mas intensamente, como se ela estivesse com medo de quebrar a frágil atenção de sua mãe. "Eu estou aqui. Por que você queria me ver?"
Silenciosamente Renée segurou a bochecha de Bella em concha com sua mão e eu senti como se estivesse me intrometendo em um momento privado. Por um segundo, os olhos de Renée já não eram sem vida. Os olhos dela suavizaram enquanto ela olhava para Bella, a dor penetrando-os novamente. Sentado ali, percebi que essas duas belas mulheres, ainda que emocionalmente perturbadas, haviam segurado sua dor profundamente dentro delas, com medo de demonstrar isso. Fiquei apavorado que Bella cresceria sendo como Renée e, em reação, minha mão apertou a dela. Eu a protegeria desse destino a qualquer custo.
Então Renée voltou-se para a janela e vi a esperança deixar Bella em um instante.
"Está tudo bem, Bella." Eu assegurei a ela. "Ela vai vir".
Bella sorriu, mas balançou sua cabeça. "Obrigada, Edward." Ela sussurrou. "Mas... eu preciso falar com a Sra. Danvers por um momento".
Eu balancei a cabeça em compreensão e ela saiu da sala.
De repente eu estava plenamente consciente de que eu estava sozinho na minúscula sala com Renée.
"Não fique chateada, querida." Eu ouvi a Sra. Danvers dizer a Bella de algum lugar fora no corredor, sua voz se afastando enquanto elas se afastavam. "Ela não tem falado em seis anos".
Eu me sentei de volta na poltrona, seguindo a linha de visão de Renée de fora da janela. Renée vivia nos arredores de Phoenix, sua casa cercada pelas montanhas nuas e escarpadas do deserto.
"Você ama a minha filha".
Sua voz era surpreendentemente forte, um pouco mais grave pela falta de uso, mas cheia de autoridade. Minha surpresa durou apenas um instante. Eu me perguntei se seria sensato mentir para uma mulher como Renée.
"Sim." Respondi. "Muito".
"E seu nome é Edward..." Ela parou incisivamente.
"Cullen." Eu respondi.
"Sua ocupação?"
Eu hesitei. "Modelagem e... entretenimento".
Ela nunca nenhuma vez olhou para mim, seu objeto de interesse era a vista fora da janela.
"Eu pensei que você fosse muda voluntariamente." Eu disse, olhando para ela.
Os cantos dos seus lábios puxaram para cima por apenas um segundo em algo que mal era qualificado como um sorriso. Então ela estava impassível novamente. "É o meu castigo." Ela murmurou. "Por ferir Bella".
"Você a está ferindo mais por não falar com ela".
Ela fez uma pausa. "Eu sei".
"Então por que continuar?"
Seus olhos se agarraram aos meus. "Por muitos anos vivi com o conhecimento de que eu destruí a infância de Bella. Eu era a mãe, eu deveria ter cuidado dela, não o contrário. Eu tinha essencialmente a abandonado quando ela mais precisava de mim. Depois que Charlie morreu, era difícil o suficiente sair da cama pela manhã, quanto mais cuidar de uma menina pré-adolescente. Eu nunca me perdoei por isso".
"Você estava de luto".
"Isso não é desculpa para o que eu fiz, eu tinha uma criança para cuidar - uma vida que dependia de mim".
O silêncio pairou sobre o ambiente como um cobertor grosso, sufocante. "Suas tentativas de suicídio... elas ferem Bella".
"Eu sei. E essa é a pior parte. Eu sei e faço isso de qualquer maneira." Ela respirou fundo. "A ausência dele ainda dói. Toda vez que vejo uma camisa de flanela, ou vejo uma viatura da polícia – é como uma faca no meu coração. Se há uma maneira em que eu puder estar com ele novamente, eu vou fazê-la. Eu sou egoísta".
"Então por que não dizer a ela que você a ama? Por que não falar com sua filha e explicar tudo antes que você faça algo imprudente? Antes que seja tarde demais".
Ela hesitou. "Eu estou com medo. Depois de todo esse tempo... e se ela se ressente comigo?"
"Você a viu hoje, ela não se ressente com você, Renée." Respondi com firmeza. "Ela está praticamente implorando pelo seu amor. Ela te ama tanto e a machuca profundamente quando você não fala com ela. Sua filha já é uma mulher crescida, Renée. Você não pode adiar para sempre. Você pisca e ela própria será uma mãe com sua própria filha adolescente para cuidar".
O olhar calculador de Renée se voltou para mim, olhando diretamente através da minha alma. Eu não fiquei desconfortável sob o seu escrutínio, em vez disso tomei isso como uma oportunidade de observá-la. Eu esperava que ela comesse alguma coisa, ela me lembrava as fotos que eu vi das mulheres morrendo de fome na Etiópia.
"Você é sábio além da sua idade, Edward Cullen." Ela disse, um respeito silencioso brilhando de seus olhos gentis. "Se há alguém que merece Bella, é você".
"Obrigado, senhora." Eu disse sinceramente. Ganhar o respeito dela era algo que eu não tinha sequer esperado. Por baixo de sua trágica tentativa de suicídio, Renée era uma mulher forte, independente e apaixonada. Assim como sua filha. Ela disse que eu merecia Bella, ela aprovou a nossa relação. Eu me permiti pensar nisso por um momento. Mesmo que ela não soubesse o que eu fazia para viver, Renée aprovou-me. Isso significava que eu realmente merecia estar com Bella?
Pensei sobre como tragédia e sofrimento formam uma pessoa, a moldam. Renée ainda estava lutando. E Bella tinha crescido em uma mulher digna de mais do que a Terra poderia dar a ela. Bella foi marcada pela vida, ainda assim como eu fui. Não fomos todos? Isso nos faz ideal um para o outro, já que entendemos a dor do outro?
Ouvi passos e me virei para ver Bella entrando na sala, um sorriso corajoso grudado em seu rosto.
Eu esperava que, pelo amor de Bella, René falaria com ela.
Capturando os olhos de Renée, eu sabia que ela queria que eu saísse para que ela pudesse falar em particular com Bella.
"Eu estarei na cozinha." Murmurei para o meu anjo, pressionando meus lábios na sua testa.
E eu saí para que as feridas pudessem ser curadas sem intrusos, para que a mãe pudesse explicar e pedir perdão para a filha.
xXx
Mais tarde, quando estávamos indo para o hotel naquela noite, Bella finalmente me contou o que aconteceu entre ela e sua mãe.
Eu estava dirigindo, deslizando suavemente pelo trânsito. Bella tinha passado duas horas na sala de estar com Renée enquanto a Sra. Danvers e eu bebíamos chá quente na cozinha. Eu nunca tinha tido um chá quente antes, era um conceito estranho. Lembrei-me de perguntar-me se a Sra. Danvers era inglesa.
"Mamãe pediu desculpas." Bella disse suavemente, olhando para fora de sua janela. "Ela disse que sabia que o que ela tinha feito quando eu era criança era errado, mas já era tarde demais para mudar isso. Você sabe, por alguns anos eu quase odiei a minha mãe. Ela mal falou comigo então, quase não fez nada para mim, e eu me ressenti com ela por isso. Eu sabia que ela estava ferida, mas eu estava sofrendo também. Meu pai tinha acabado de morrer e não havia ninguém para me consolar".
Puxando para o estacionamento do hotel, coloquei o carro no estacionamento e fiquei sentando no banco do motorista, escutando.
"Eu perguntei por que ela tenta se matar." Bella começou. "Eu já sabia o por que, mas perguntei a ela, de qualquer maneira." Os olhos dela se viraram para mim e eles estavam grandes e grossos de emoção. "Acho que ela vai tentar novamente em breve. Ela está praticamente morta por dentro, Edward".
"Eu sei, Bella." Eu disse, tomando sua mão na minha. "Ela passou por muita coisa e você também. Exceto que ela não pode se consertar. Ela não vai se consertar. Talvez ela pense que seria uma traição a Charlie arranjar-se e seguir em frente com a vida dela".
Uma lágrima escorreu pelo seu rosto. "É injusto para ela estar com tanta dor. Ela é apenas uma concha".
Incapaz de suportar a visão dela chorando mais, eu a puxei para o meu colo, suas costas pressionadas contra o volante. Eu cobri seu rosto com as minhas mãos, sentindo a pele macia debaixo dos meus dedos e angulando seu rosto para que ela olhasse nos meus olhos. Lágrimas permaneciam nas órbitas escuras, tempestuosas com tristeza, medo e remorso. Doía para ela ver sua mãe como ela estava hoje, e agora que elas tinham conversado, Bella não sentia mais o ressentimento que ela tinha antes. Em vez disso, pena era a emoção predominante que ela sentia de sua mãe. E amor. Pena e amor.
"As coisas vão funcionar." Eu assegurei a ela. "Embora seja um clichê, tudo acontece por uma razão. Você pode levar essas experiências dolorosas e usá-las para o melhor. Eu sei que não ajuda agora, mas você tem a inteligência da sua mãe e a força silenciosa".
Ela sorriu fracamente e o esforço quase a levou às lágrimas novamente. Eu beijei uma lágrima que escorria pelo seu rosto.
Quando nós pegamos nossas malas do carro e fomos para a recepção para os nossos quartos reservados, percebi exatamente o quanto eu estava escorregando. Minha decisão de não mostrar nenhuma emoção romântica para Bella estava desmoronando em pó. Eu me perguntava, enquanto entramos no elevador, se era realmente tão ruim dizer a ela que eu a amava. Mas sim, sim, era. Por quê? Eu não me importava mais. Tudo o que eu sabia era que não daria certo, então eu deveria endurecer meu coração para ela. Francamente, eu estava com medo. Isso significaria entrar em território desconhecido. Eu lembrei o que Renée havia dito, que se alguém merecia Bella, era eu. Empurrando isso para fora da minha mente, cerrei meus dentes e esperei até que as portas do elevador se abrissem para que eu pudesse sair, Bella arrastando-se atrás de mim com uma expressão confusa.
Eu sabia que a machucaria e eu me odiava por isso.
Bella POV
Eu não entendi por que houve uma mudança tão repentina nele. No carro ele tinha sido tão doce, tão amoroso, beijando as minhas lágrimas.
E agora...
Agora ele estava agindo frio.
Corri para acompanhá-lo quando fomos ao fundo do corredor para o nosso quarto. Edward segurou firmemente a chave em sua mão, seus dedos brancos, e parou abruptamente na porta. Corri em suas costas e rapidamente bati nele, corando levemente.
Ele nem sequer olhou para trás enquanto ele deslizava a chave do cartão na porta e a abria.
Frustração borbulhou dentro de mim e eu entrei no quarto de hotel depois dele, batendo a porta atrás de mim. E ainda assim ele não olhou para trás para mim.
"Qual é o seu problema, Edward?" Exigi, estabelecendo a minha mala em cima da única cama no quarto. Ele largou sua mala pesadamente no chão e acendeu a lâmpada que pendia ao lado da cama.
"Eu asseguro a você que não tenho idéia do que você está falando".
"Sim, você tem." Ele estava começando a me irritar. Senti-me de repente e rapidamente rejeitada. Ele tinha sido tão carinhoso no carro e agora ele estava agindo como se eu o repelisse, como se eu fosse uma leprosa. O que eu tinha feito de errado? Foi algo que eu disse no carro? Ridiculamente, lágrimas surgiram nos meus olhos e eu rapidamente as enxuguei.
"Não, eu não tenho, Bella." Ele discordou, ligando a TV com o controle remoto.
Rapidamente, eu caminhei para ele e peguei o controle remoto de suas mãos, jogando-o sobre a mesa de cabeceira. "Por que você está fazendo isso?" Eu perguntei, minha voz quase quebrando no final. Eu respirei fundo para me controlar. A rejeição era aguda demais para ignorar, violenta demais para fingir que nunca aconteceu. Eu estava ferida, não importa o quanto eu tentasse negar isso.
Seus olhos verdes fitaram os meus por não mais que um momento antes de ele se levantar e andar até a janela, apoiando-se sobre ela com suas mãos, olhando para fora na noite escura, que era brilhante com as luzes do centro de Phoenix. Suas costas pareciam rígidas, tensas, e eu me perguntei se havia mais no seu silêncio do que apenas não querer mais falar comigo.
"Porque é melhor assim." Ele disse fracamente para a janela.
Suas palavras enviaram uma estaca gelada de medo na minha espinha porque pensei que eu sabia do que ele estava falando. "O que você quer dizer?" Eu perguntei com a voz trêmula. Sentei-me rapidamente na cama, minhas pernas de repente fracas.
"Você sabe, uma semana depois que eu te conheci, eu sabia que eu estava ficando muito profundo." Ele disse baixo, sua voz profunda com memórias presas. Ele riu logo em seguida, afiado e auto-depreciativo. "Então eu jurei a mim mesmo que manteria o nosso relacionamento profissional, como negócios, e é assim que deve ser. Isso, esses sentimentos, não deveriam acontecer. Lillian ameaçou arruinar-me se eu cruzar o seu caminho novamente e que eu sou essencialmente um prostituto. Minha vida não é para você, Bella. Eu não sou para você. Era muito melhor se eu fingisse que nada estava acontecendo entre nós, muito melhor se eu mantivesse os meus sentimentos para mim. Mas eu não mantive. Eu cometi erros e agora é pior do que era antes".
Fiquei em silêncio, olhando para suas costas. A janela mostrava o meu reflexo como um terrível espelho escuro, refletindo horror. O vidro preto reflexivo boquiaberto diante de mim como os olhos de um intruso.
"Eu..." Eu parei, minha voz fraca. "Eu não entendo".
Ah, mas eu entendia. Sim, eu entendia. E por isso eu senti como se meu coração tanto quebrasse como decolasse simultaneamente.
"Nosso relacionamento não é o que deveria ser." Ele disse rispidamente, não se deslocando do seu lugar na janela. "Eu estraguei tudo, Bella. Tenho fodido tanto a sua vida como a minha".
Ele estava me contando que era tudo um engano que nós alguma vez nos importamos um com o outro. Ou, pelo menos, ele estava me dizendo que era um erro eu o amar. Eu fodi a sua vida. Isso é o que ele estava me dizendo. Minhas mãos estavam frias no meu colo e meu corpo parecia de chumbo.
"Você me odeia." Eu disse, minha voz drenada de toda a emoção.
Ele girou-se. "Não! Não, claro que eu não odeio. Como eu poderia alguma vez odiar você, Bella?" Eu podia ver na minha visão periférica que seus olhos estavam arregalados de horror e choque enquanto ele olhava para mim.
Eu continuei olhando para o chão. Eu não acho que eu poderia olhar diretamente para ele, mesmo se eu quisesse. Eu estava aterrorizada com o que eu veria em seu rosto se eu olhasse mais perto. Então, eu olhava para o chão. O chão era seguro, normal, impassível e indiferente.
"Mas você disse que eu fodi a sua vida." Eu sussurrei.
Ele encostou-se à janela, desta vez diante de mim. "Não, Bella, eu disse que eu fodi a sua vida. Eu estraguei as nossas vidas com as minhas ações. Eu deveria simplesmente ter me distanciado de você desde o início. Em vez disso, eu nos guiei para esta relação conturbada. Eu vou embora depois que os 20 dias tiverem terminado".
De repente, senti algo dentro de mim faiscar novamente. Eu me levantei da cama e olhei para ele agora, mas ele estava olhando para o chão como eu tinha feito antes. "Você está indo embora? Por quê?"
"Porque isto não está certo".
Minha indignação quase dominou minha perda, rejeição, dor. "Não está certo? Isso é uma mentira, Edward, e ambos sabemos disso. Por que você está indo embora?" Eu insisti.
Ele grunhiu em frustração e seus duros olhos verdes encontraram os meus, sua mandíbula tensa com a frustração. "Eu disse a você, isso não está certo!"
"Pare de mentir para mim, Edward Cullen. Isto não é sobre se é certo ou não e eu mereço, pelo menos, saber a verdade!" Meu coração batia forte e minha voz tinha levantado para um grito. Eu lutei contra as lágrimas que ameaçavam derramar pelo meu rosto. Eu queria saber por que ele estava lutando tanto com isso, por que ele estava tão desesperado para ir embora e acabar com isso.
Seus olhos verdes estavam selvagens com a frustração e auto-aversão. Ele caminhou em minha direção e parou apenas a centímetros de mim e eu vi a raiva nos olhos dele. Mas estranhamente não pareceu ser orientada para mim. Era quase como se ele estivesse com raiva de si mesmo pelo que ele estava prestes a fazer. "Porque eu fodidamente amo você, está bem?"
Eu congelei, incapaz de respirar.
Lá estava.
As palavras que eu ansiava ouvir de seus lábios há dias. Mas por que elas cortaram-me tão profundamente? Eu senti como se uma lâmina tivesse aberto a minha garganta, cortando minhas cordas vocais e tornando impossível para eu falar. Seu peito arfava e eu praticamente podia sentir a frustração rolando para fora dele. Em vez de uma declaração de amor que eu tinha imaginado, esta foi dura e cruel. Era uma coisa tão terrível para ele me amar?
Olhando nos olhos dele, eu vi meu reflexo em seus olhos impassíveis e indiferentes. A falta de emoção que eu vi me tirou o fôlego e eu afundei no chão atordoada, incapaz de permanecer em pé por mais tempo.
Nota da Tradutora:
OMG, esse foi o cap. mais triste de todos até agora... primeiro todo o sofrimento com a mãe de Bella, que finalmente resolveu falar... e agora essa declaração de Edward, que vontade de torcer o pescoço dele... tadinha da Bella.
Deixem reviews e posto o próximo cap. amanhã.
Bjs,
Ju
