Capitulo 16 – Visitas Inesperadas.

Segunda-feira veio calma e sem grandes alaridos. Hinata levantou da cama, perto das 6 e 30 minutos da manha, e foi antes de ir ao banheiro espreitar sua mãe que dormia serena na cama de casal, coberta desta vez com uma grossa colcha salmão, e lençóis polares do mesmo tom.

Após verificar que tudo estava bem com ela, Hinata direcionou-se como sempre ao banheiro, querendo retirar o resto que sonho que a ainda a perseguia. Ao entrar lá foi rapidamente de encontro á pia, lavando a cara com água morna e passando e de seguida o seu sabonete favorito de cheiro de framboesa, doce e fresco, no rosto de modo a limpar toda a sua pele, onde no final passou um simples hidratante de igual cheiro. Hinata gostava de cheiros assim, doces e frescos e suaves. Porém gostava a ainda mais do cheiro de Kakashi, esse sim, a envolvia por completo, fosse onde fosse.

Quando terminou o processo que sempre fazia todas as manhas, mirou-se demoradamente no espelho. Seu cabelo estava ligeiramente desalinhado, a franja também, e os seus olhos perolados, apesar de ter lavado o rosto, continuavam ligeiramente sonolentos. Não se acha feia, mas tinha seus complexos, e por muito que ignora-se os comentários que Karin, havia feito sobre a sua aparência, não podia dizer que não a tinham machucado. Sabia que não era alta, como Temari ou Sakura, nem as feições sensuais de Ino, ou o corpo definido, devido ao desporto, de Tenten. Mas nunca ligara a isso, alias nem conseguia perceber porque de ligar a isso agora. Bem perceber ela não percebia, mas sabia qual a razão. Era o fato de namorar Kakashi que a tornara mais atenta a própria aparência. Queria parecer bem perto dele, ficar bela aos olhos dele, apesar de Kakashi já lhe ter dito que era linda do jeito que era.

Abanou a cabeça tentando deixar os pensamentos, a seu ver um tanto tontos. Afinal o sensei, a quisera mesmo sendo a rapariga baixinha e franzina que era, ela tinha amizades verdadeiras e uma família. Ou seja, pessoas que gostavam dela verdadeiramente, pelo que ela era não por fora mas sim por dentro. Corou depois ao relembrar o sonho que tinha tido durante a noite. Sonhara com o Hatake novamente, e ela não podia dizer que fora de forma pudica. No sonho eles beijavam-se lascivamente, e Kakashi a havia deitado na cama dele, descendo pelo pescoço, enquanto mãos

Continuo os seus afazeres na casa de banho, e de lá saiu penteada e perfumada. Foi seguidamente direta a cozinha onde preparou o próprio café da manhã, e também deixou algum chocolate quente feito para a mãe que ela sabia não tardar a acordar.

Desde que Rina iniciara o tratamento que passara a dormir um pouco mais que o usual. O cansaço que a abatia vinha dos tratamentos rigorosos que vinha fazendo, a quimioterapia dava cabo dela, deixava extremamente cansada.

Hinata tomou o seu café da manhã, não tão calmamente como sempre. Hoje Kakashi vinha busca-la um pouco mais cedo, pois de tarde o Hatake teria reuniões até tarde não podendo estar com ela. Os alunos também haviam sido dispensados das aulas da parte da tarde, visto que os professores, estaria todos sendo convocados para as reuniões intercalares.

Após o café tomado, a pequena Hyuuga andou novamente até ao banheiro onde fez a sua higiene bocal, indo depois para o quarto para se vestir devidamente com o uniforme escolar.

Uma vez todo feito, foi ao banheiro onde apenas passou a escova de modo a ajeitar os fios lisos e sedosos que componham a sua cabeleira, e obviamente a franja. Eram quase 7 e dez, hora que a senhora que "tomava conta" de Rina chegar. E tão certa como um relógio, a senhora, que não era nem baixa nem alta, nem cheia nem magra entrou na casa, de cara simpática e afável, entrou dizendo não muito alto:

-Dona Rina cheguei!

A Hyuuga menor saiu do quarto para falar com a senhora.

-Bom dia Kyoko, a mamãe ainda não acordou!

A senhora que mesmo sabendo, o porque de Rina cada vez dormir um pouco mais tarde, tentou animar a garota.

-Dona Rina anda saindo da ordem… anda muito dorminhoca.

Hinata riu discretamente, porém acrescentou.

-Não se abale pelos apelos da mamãe, seja determinada na hora de ela tomar os remédios.

A enfermeira particular assentiu.

-Pode deixar comigo!

Logo após ouviu-se o som de um carro na porta, Hinata corou e a enfermeira sorrio um tanto maliciosa, ela sabia que o Hatake vinha buscar Hinata, afinal não se veriam o resto do dia, e apegado a menina como ele era, era óbvio que viria busca-la para passar o maior tempo possível.

De seguida ouviu-se umas batidas duas batidas na porta, e mesmo envergonhada Hinata foi abri-la, deparando-se assim com o belo e robusto Hatake, olhando para ela com ternura e desejo, tornando a face já rosada, vermelha. A Senhora que estava no corredor achando que estava a mais, simplesmente anunciou.

-Bem Senhorita Hinata, vou para a cozinha, preparar tudo para a sua mãe.

E não deu tempo da mais pequena responder pois já tinha ido na direção da cozinha, deixando a porta desse mesmo comodo apenas aberta por uma fresta, dando alguma privacidade ao casal, que no inicio havia causado espanto para Kyoko, mas que agora, co a convivência, passara a ver com naturalidade, e achando até que os dois formava o par perfeito.

O Hatake vendo que estavam ambos a "sós", adentrou na casa, porém não fechou a porta atrás de si, logo sairia.

-Bom dia pequena.

Cumprimentou com voz rouca e sensual, perto do ouvido feminino, sentindo a menina estremecer enquanto suas mãos se ocupavam da cintura estreita da mesma. A garota respondeu quase num suspiro.

-B-Bom dia Ka-Kakashi kun!

O Hatake sorriu de lado e rapidamente abaixou a mascara com a mão direita, para depois mordicar o glóbulo da orelha da namorada, ouvindo-a suspirar novamente, enquanto a mão retornava a cintura. Kakashi conteve o desejo desenfreado que lhe percorria de beija-la ferozmente, ouvi-la suspirar e falar daquela forma vexada e enfraquecida de desejo, sentindo-a tremer com seus leves toques, despertava-lhe um desejo que seria capaz de queimar uma floreta inteira. Com Hinata sempre seria assim, nenhuma mulher lhe despertava o desejo com tanta força com tão pouca coisa, todas as outras mulheres que tinha tido precisaram de várias caricias para faze-lo sentir daquela maneira, mas com Hinata, ele apenas necessitava pensar nela para logo o seu corpo responder de forma direta. Era como se fosse praticamente automático. Afastou-se um pouco colocando uma das mãos sobre o rosto pequeno, acariciando-o cuidadosamente, perguntando sinceramente preocupado.

-Sua mãe está bem?

Hinata sentiu se entristecer, e o Hatake percebeu de imediato isso. Sabia que Rina iria começar a passar mais tempo dormindo, apenas nunca pensou que fosse tão depressa, a doença estava ficando mais forte, mesmo com todos os tratamento que a Senhora Hyuuga vinha fazendo.

O mais velho resolveu então mudar de assunto, pois ele, melhor que ninguém, sabia que não valia a pena sofrer por antecipação.

-Então vamos embora?

A mais nova entendendo as intenções de Kakashi, deixou os pensamentos tristes de lado. Não queria preocupar o amado, mais com que ele se preocupava. Céu, ela sentia-se tão inútil por deixar que Kakashi cuida-se de tudo, sentia-se mal por ser ele a sustentar todo o tratamento da mãe e as despesas das mesmas, já havia tentado recusar, porém o namorado revelara-se totalmente irredutível, sendo a única vez em que agira sem o consentimento dela. Para Kakashi a única coisa importante era proteger e cuidar da sua menina e das coisas importantes para ela. E faria isso quer ela concorda-se ou não. Não deixaria que ela jamais passa-se qualquer tipo de provação, se ele pudesse evita-la. Porém haveria uma pela qual ela iria passar, que, infelizmente, ele não poderia evitar.

Hinata então colocou um sorriso discreto, e replicou.

-Hai, só vou buscar a minha mochila.

O Hatake, recuperando os pensamentos maliciosos, quando ela iria se virar para voltar ao quarto de modo a buscar a mochila escolar, ele pegou-a pela cintura, e rapidamente, enquanto a girava, a colou no seu corpo, mirando-a intensamente, para seguidamente falar num tom de voz que não escondia as suas segundas intenções.

-Vá depressa, temos muitos assuntos a tratar.

Hinata ficou vermelha como um pimentão e assim que sentiu os braços de Kakashi frouxarem o agarre em torno de si, saiu disparada em direção ao quarto. O Hatake sorriu de lado vendo-a envergonhada. Esse estado dela era um dos que mais gostava, demonstrava o quão tímida e inocente ela era em relação a esses assuntos, mesmo depois de algum tempo de namoro.

Quando Hinata regressou, o professor já tinha recolocado a mascara no rosto, pronto para partir. Despediram-se da senhora Kyoko, e seguiram para Konoha School.

Sakura, estava com Ino no banheiro, enquanto a mesma se escorria em lágrimas. Tinham vindo ambas mais cedo, porque Ino telefonara a Sakura, amiga que conhecia desde a infância, dizendo que necessitava falar urgentemente com a mesma. Sakura havia deixado de vir com Sasuke, e viera com o motorista dela.

Desde que haviam chegado, ela estava com Ino no banheiro, tentando consolar a amiga que parecia simplesmente, inconsolável.

-Ele não me quer Sakura! Não me deseja como mulher! Poxa já é a segunda vez que tento!

Sakura respirou fundo. Ino quando queria conseguia ser surpreendentemente lerda. Sakura já tentara explicar as razões de Gaara se ter recusado a fazer sexo com Ino. Sasuke mesmo lhe contara, sem detalhes obviamente, que o Sabaku apenas se recusava porque via que Ino era muito imatura para encarar a sexualidade, e também porque ele mesmo sentia que ainda não era o momento ideal para ele, afinal tirar a pureza da mulher amada, era algo que vinha com muita responsabilidade, e que tinha que ser pensado por ambos, não queria algo que acontece-se por acaso.

-Ino já disse a você que tem de esperar, não tenha tanta pressa, e deixe essa ideia que ele não te deseja.

Porém mesmo a Haruno, insistindo Ino reafirmou.

-Como não vou pensar isso, ele me rejeita!

Sakura suspirou derrotada, ela não estava em melhor situação que Ino. Porém como não era tão cabeça dura como Ino, tentara enxergar as coisas de outro panorama, e acabara percebendo que ela estava errada. Sasuke também se recusara a ter sexo com ela pelas mesmas razões. Sasuke não era experiente em relação ao sexo, somente havia transado uma única vez e fora bêbado com Karin, na época em que ele ainda não conhecia Karin, o rapaz lembrava-se de pouca coisa, e com sinceridade ele não queria lembrar como tudo havia acontecido nessa noite. Sakura percebera então que era melhor darem tempo ao tempo, e realmente encararem o sexo de forma madura. Sakura era apenas uma adolescente de 16 anos, que iria fazer 17, será que ela tinha toda essa maturidade necessária? Não ela não tinha.

Claro que os dois queriam fazer amor, não se tratava disso, mas sim se era o momento indicado. Não era melhor se conhecerem por completo antes? Terem a certeza que realmente estavam preparados mentalmente para tal?

A Haruno então teve uma ideia para ajudar a amiga, e logo expôs.

-Olha vamos marcar uma reunião de urgência com as meninas, na casa da Hina chan, o que você acha?

Ino encarou-a chorosa e depois assentiu.

-Eu aceito, só o chocolate da Hina chan pra me animar hoje!

E Ino voltou a abraçar a amiga, como se essa fosse sua mãe. Os pais de Ino eram pessoas ausentes, e notava-se que Ino tinha uma certa falta da presença de uma mãe. Talvez fosse por isso que fizesse tantas tempestades em copo de água, era carente de atenção.

….

Estavam os dois debaixo da costumeira árvore de amendoeira que tantas vezes testemunhava o romance entre o professor e aluna. Hinata estava deitada no chão, e Kakashi encontrava-se ao seu lado, mais precisamente quase em cima de si, beijando-a com carinho, sendo correspondido. Tinham de aproveitar o todo o tempo que estivesse livre, pois não se veriam durante todo o dia, mas afinal trabalho é trabalho, e Kakashi levava bastante a sério o seu, mesmo que financeiramente não dependesse dele.

Para infortúnio de ambos o alarme soou causando um susto na rapariga, que chegaria atrasada pela primeira vez. Queriam tanto estar com ele que se esquecera de olhar as horas. Ultimamente encontrava-se tão preocupada e cansada a nível emocional, que tudo o que queria era alguns momentos mais tranquilos com Kakashi. Momentos para namorar, conversar sobre coisas banais como tinham feito assim que chegaram ao local e durante o trajeto casa-escola, e falarem sobre eles mesmos. Enfim ter os momentos que todos os casais precisam, independentemente de ser mais ou menos comuns, pois o relacionamento dois, Hinata sabia, não era comum.

O Hatake liberou a pequena do seu agarre e ela tentando levantar rapidamente, tropeçou e caiu em cima do namorado, que só conseguiu sorrir com aquele comportamento dela, que el achara fofo.

Ao mesmo tempo que se levantava o herdeiro das empresas Hatake, ergueu a namorada no colo com facilidade, vendo-a ficar ainda mais vermelha.

-K-Kakashi kun eu não posso atrasar mais e …

Calou-a com um beijo suave nos lábios, um selinho carinhoso e depois proferiu.

-Se sair um pouco mais cedo das reuniões, irei até sua casa vê-la pequena.

A Hyuuga acalmou-se ao fitar os olhos cheios de ternura de Kakashi. O Hatake então colocou-a de pé no chão de grama verde, buscou a mochila da mesma e deu-a a menina, que observava cada movimento ágil e habilidoso do namorado. Como sempre Kakashi estava com uma aparência impecável, que valorizava os muculos bem trabalhados do homem assim como o seu porte atlético.

Hinata corada abraçou a mochila olhando Kakashi que sorriu com o ato envergonhado da namorada. O Hatake provocou.

-Então pequena, esqueceu das aulas?

Hinata fez cara de espanto, e como sempre caio na provocação sem se aperceber da brincadeira implícita na voz do amado.

-Hai, eu já estou…- e então entendeu pelo sorriso de Kakashi que não falara a sério com ela. Emburrou fazendo bico.

-Baka.- Exclamou, andando abraçada a mochila até á escola. Na realidade, não tinha ficado zangada, era só uma brincadeira.

Ao ver-se já quase na entrada traseira, virou-se para trás e sorriu ao Hatake que a seguia metros distante, sendo retribuída.

Ao entrar na escola foi direto para a sala, onde muito envergonhada pediu desculpa pelo pequeno atraso, e a professora facilmente perdoou, visto que Hinata nunca se atrasava, por isso tinha algum crédito junto de todos os professores. Quando se sentava, não reparou, que Karin lhe lançava olhares que prometiam ameaças, que pretendia cumprir.

-Dona Rina, venha tomar os remédios!- Gritou Kyoko já pela quinta vez para Rina que se havia trancado no quarto querendo fugir da enfermeira. Os remédios lhe causavam náuseas por vezes, não gostava nada de toma-los.

A enfermeira na cozinha suspirou, já ouvira vários relatos de que as mulheres quando entravam na idade da menopausa, se comportavam como crianças, sendo necessários ou intimida-las ou incentiva-las com algo.

-Olhe que eu conto pra a Hina chan!

Rina suspirou irritada e retrucou.

-Isso é jogo sujo Kyoko!

A enfermeira suspirou por sua vez também, "eita mulher teimosa", pensou.

-Tudo pela sua saúde dona Rina, e por Hinata também!

Rina respirou fundo derrotada, e saiu do banheiro mais que limpa. Lavara os dentes duas vezes só para fazer tempo. Gostava da Senhora Kyoko, só não gostava dos remédios que ela lhe obrigava a tomar todo o santo dia.

-Tá bem tou indo!

E foi para a cozinha se sentido rendida. Chegou na cozinha e tomou os remédios num só gole, e todos uns atras dos outros.

O Telefone tocou, chamando a atenção de ambas que foram a correr como duas crianças brincando de corrida. Rina chegou primeiro e atendeu ouvindo uma voz conhecida do outro lado.

-Rina, quero convidar você e Kyoko para passear ao final da tarde, aproveitamos e colocamos o papo em dia.

-Dona Rina…- repreendeu Kyoko.

Rina desviou o telefone por breves segundos, e retorquiu a Kyoko.

-Não se preocupe Kyoko, você vem junto!

A Hyuuga recolocou o aparelho no ouvido e redarguiu.

-Claro que vamos Jiraya, é a que horas?

- Às 17:00, o Naruto vai passar a tarde com os amigos, e só volta as 19 horas!

Rina ficou entusiasmada com a saída, nem que fosse só passear mesmo, estava cansada de sentir inválida.

-Estarei á sua espera!

E Desligar o telefone. Kyoko a censurou com o olhar.

-O que foi?

Inquiriu Rina com um olhar intimidado.

-O que a senhora vai fazer com Hinata?

Rina fez cara de quem tinha ouvido um absurdo.

-Bem se ela quiser vem connosco, senão fica em casa. Não preciso de mais uma enfermeira. A sério que entendo a preocupação de todos a minha volta, mas quero que todos tenham uma vida normal independente de eu estar doente, a vida continua.

Kyoko respirou fundo, Rina tinha razão, a vida continua, portanto é bom aproveitar enquanto dura, e afinal um passeio não faria mal algum a Rina, já havia lido e visto que o sentido de humor, podia fazer o doente suportar melhor a doença e até mesmo melhorar da mesma, faria bem distrair.

-Tudo bem nós vamos!

Rina sorriu como uma criança pequena.

-Éba!

Kyoko sorriu, já sabia de onde vinha a infantilidade contida em Hinata, mesmo com 16 anos, era um traço que herdara da mãe.

….

Já era de tarde e Hinata estava em casa vendo a mãe ir com Kyoko. Rina chamou pela última vez juntamente com Jiraya, a sua filha para sair.

-Vem Hina filha!

Hinata acenou levemente e replicou a mãe.

-E-eu quero ficar em casa ma-mae.

Jiraya então falou.

-Vamos nós três, ela deve estar esperando o namoradinho!

Hinata enrubesceu perante a insinuação direta de Jiraya, confirmando as suspeitas de todos.

Kyoko fez se presente.

-Bem vamos indo, não vamos empatar a vida amorosa da Hina chan.

Rina deu o aviso a filha não deixando a mesma responder a provocação.

-Já sabe filha, nada de abrir a porta a estranhos!

Antes que a mais nova pudesse contestar todos saíram pela porta em direção ao parque.

A Hyuuga menor tinha a esperança de o Hatake sair mais cedo, e por isso ficou em casa, esperando por ele.

Foi na cozinha então preparar o seu lanche e escolher um filme, visto que já tinha realizado todas as suas tarefas escolares.

Preparou então uma sandes de queijo e o seu chocolate quente e foi para a sala e escolheu uma comédia romântica. Sentou-se no sofá e enquanto comia via o filme.

Passada a primeira meia hora do filme, que já havia feito Hinata rir um pouco sozinha, ela ouve umas batidas na porta. Na hora pensou de Imediato que era Kakashi, e como estava louca para o ver, pausou rapidamente o filme e foi correndo quase até a porta, vestindo um pijama com uma estampa de coelhinhos rosa, em um tecido bem quente azul e umas meias coloridas de dedos, que realçavam o pequeno tamanho numero 34 europeu dos seus pés delicados. Sem sequer perguntar quem era, pois pensava ser o namorado, Hinata abriu a porta, e abraçou pela cintura a pessoa do lado de fora pela cintura, como sempre fazia com Kakashi.

Passados segundos Hinata sentiu um cheiro diferente vindo da pessoa, que não era de Kakashi, era um cheiro masculino até parecido, mas não como o do seu Hatake, e mesmo o corpo apesar de ser duro não era tanto como o do seu namorado, e acrescendo que, sempre que se abraçavam, ou o professor a envolvia nos braços ou lhe acariciava o cabelos, porém em vez disso as mãos do homem estavam, nos seus cotovelos, como se quisessem impedir algo.

A pequena Hyuuga assutada com a sua gafe, largou o homem rapidamente sentido uma vergonha sem limite, dando três passos para trás de cabeça abaixada.

-D-Desculpe moço, a-achei que f-fosse outra p-pessoa.

O Homem riu quando foi chamado de moço.

-Bem fazia muitos anos que não era chamado de "moço".

Hinata então ergueu o olhar deparando-se com a face do homem, que era extremamente parecido com o namorado. Era quase tão alto como o mesmo, sendo a diferença pequena, o rosto era também parecido mas era um pouco mais quadrado, continha pequenas rugas de expressão quase invisíveis, e estava com umas calças negras, sapatenis preto, uma camisa branca e uma blusa de lã cinza de decote em V por cima, este homem também parecia gostar das mesmas cores que o namorado e tinha uma cara simpática, mas ainda assim indagou receosa.

-Q-Quem é o S-Senhor?

O Homem falou calmamente querem que a rapariga se acalma-se.

-Sou Sakumo Hatake, pai de Kakashi.

E nesse momento os olhos de Hinata se abriram mais.

-D-Desculpe a o-ousadia, m-mas o que o S-Senhor q-quer a-aqui?

O Hatake achou uma graça a inocência da sua nora.

-Sei que vim de surpresa e provavelmente fora de hora, porém necessitava conhece-la, juro que não venho dizer nem fazer nada de desagradável.

Hinata olhou atentamente o homem, de fato a semelhança absurda, entre o namorado e aquele homem eram em demasia para não serem no mínimo parentes próximos. Então acreditando no homem simplesmente falou.

-B-Bem senhor s-sendo assim, p-pode entrar.

E Deu espaço para o sogro passar, que entrou curvando ligeiramente a cabeça.

Os garotos estavam todos reunidos na casa de Sasuke. Naruto, Shikamaru, Lee e Sasuke tentavam consolar Gaara. O relacionamento dele com Ino, não ia bem. Ela queria se entregar mas ele não conseguia toca-la sabendo que ela não tinha a completa noção do que estava se metendo. Gaara era mais velho que Ino, andava no primeiro ano de faculdade e cursava administração, de certa forma, ele tinha a obrigação de cuidar dela e saber se controlar.

-Ela ficou muito chateada?- Indagou Lee com cara de preocupado, não boiando no assunto como normalmente fica va.

Gaara apenas ergueu os olhos um tanto molhados para o teto retorquindo:

-Claro que ficou Lee, ela não entendeu o que eu quis dizer, outra vez.

Sasuke entrou na conversa.

-Você já tentou conversar com ela direito?

Gaara assentiu.

-Já mas ela parece não compreender.

Naruto então pronunciou-se dando uma ideia a Gaara.

-Então porque você, não leva ela a passear e conversam?

Gaara olhou para Naruto e depois para Shikamaru que entreviu.

-A ideia do Naruto é boa Gaara, você deixa passar o dia de hoje, para ela esfriar a cabeça e depois faz o que o Naruto diz, tenho a certeza que estando ela mais calma tudo se resolverá.

Gaara suspirou, faria o que os amigos diziam na esperança de tudo se ajeitar.

Sasuke picou Naruto.

-Acho que pela primeiríssima vez você disse algo que preste Naruto.

O Uzumaki não aceitou a ofensa e ripostou.

-AO CONTRÁRIO DE VOCÊ QUE PASSOU A VIDA INTEIRA SEM FAZER NADA DE UTIL!

Sasuke ficou incrédulo e respondeu de igual tom.

-OLHA COMO FALA SUA BARANGA AMARELA.

Naruto aproveitou a Deixa.

-ME CHAMA DE BARANGA MAS ONTEM DE NOITE BEM QUE GOSTOU NÉ!?

E dali se formou uma discussão.

Nervosa, era o estado em que Hinata se encontrava. Desde que haviam entrado Sakumo ainda não havia dito uma palavra, e parecia analisa-la. Tentando quebrar o gelo Hinata ofereceu.

-O S-Senhor quer um café?

Sakumo olhou então para Hinata e replicou simpático.

-Se não for incomodo.

Hinata maneou a cabeça e fugiu da sala em direção á cozinha. Por Kami, que figura ela estava fazendo na frente do sogro. Primeiro abraçava-o pensando que era outra pessoa, ele a esta hora devia pensar que o filho namorava uma maluca com certeza, pensou Hinata. E ademais, ela havia atendido a porta vestida num dos pijamas mais infantis que tinha e descalça, apenas com um tipo de meia usado por palhaços no circo. Além de pensar que ela era maluca, devia também achar que ela era infantil ao extremo e pior que tudo não servia para ser nora dele. Ele devia também pensar que ela era gaga, já que parecia mesmo uma falando com o mesmo. Porém o sogro lhe parecia um homem simpático, talvez lhe desse um desconto, afinal ela estava em casa, não podia imaginar que um estranho vindo do nada bate-se na porta desejando conhece-la.

Rapidamente fez o café e foi em direção á sala, onde o Senhor se encontrava sentado no sofá. Realmente o namorado e o seu "futuro sogro" eram muito parecidos, para não dizer quase idênticos. Entregou o café ao homem que a ajudou.

-Obrigada.- Agradeceu o homem tomando um gole do café posando-o em cima da mesa em seguida.

E então começou a falar.

-Bem como deve imaginar fiquei muito surpreso por saber que meu filho estava namorando, bem…- pausou- … uma jovem ainda adolescente e ainda por cima aluna dele.

A menor interveio.

-E-Eu sei que não sou a n-nora, que o S-senhor ou qualquer pai esperaria de um filho, já tão adulto, tivesse, tudo o que posso dizer é que nada foi planejado, apenas quando vi já estava amando o seu filho.

O Hatake mais velho ficou surpreendido com a sinceridade e humildade da moça, além de realista. De fato ele nunca imaginara que seu filho firma-se compromisso com alguém quinze anos mais nova.

-Me diga menina, você e o meu filho namoram sério a quanto tempo?

Hinata corou ao recordar o dia do primeiro beijo, e depois da tarde que ela havia passado junto a ele, a primeira de muitas, onde se haviam declarado um para o outro, naquela mesma sala, e depois olhou a aliança de prata com dois traços em cada uma das bordas, todo o tempo que passara com Kakashi fora maravilho.

-A quatro meses e duas semanas Senhor.

O Hatake ficou impressionado.

-Realmente estou impressionado.

Hinata olhou para ele pensando que o sogro estava triste com a escolha do filho. E Sakumo percebeu o olhar dela e logo acrescentou.

-Não me leve a mal, é que o meu filho nunca namorou, se é que posso chamar de namoro, por mais de duas semanas, ele sempre foi… como devo dizer… mulherengo.

Hinata estava totalmente ruborizada.

-É eu sei, seu filho e outras pessoas me disseram.

O Hatake então observou bem a garota, agora ao "vivo", apesar de estar vestida de uma forma completamente infantil, a menina parecia ser bem madura em alguns assuntos, e também pelo que ele percebera era uma moça séria e de bom carater, visto que em nenhum momento sequer falara de nenhum dos bens do filho. E também tudo indicava que o filho estava namorando firme com moça, visto que a mesma tinha uma aliança de compromisso no dedo, e pelo perfil da mesma, sabia que havia sido Kakashi que mandara fazer. Conhecia os gostos do filho, apesar de a aliança conter aquela parte dourada, que ele tinha a certeza que era uma das cores favoritas da mesma.

-Mas não se preocupe com isso, você menina é um caso totalmente diferente, pelo que vejo ele ama você do mesmo jeito que você ama ele.

Hinata sorriu com isso mas acrescentou.

-As vezes penso que vou sufocar com o que sinto por ele, o senhor acha isso normal?

Indagou inocente e o Hatake sorria em resposta. Ela realmente amava ele do fundo da alma, e pelo olhar apesar de preocupado com alguma coisa, via que era feliz e correspondida no amor. O Hatake achou que já havia feito todo ali.

-Bem menina Hinata, acho que tenho de ir.

-M-Mas já? D-Desculpe se fiz alguma coisa errada.

Sakumo sorriu novamente.

-Não menina eu apenas já entendi tudo que havia a entender, conhece-la foi esclarecedor.

Hinata ficou confusa. Mas não queria atrapalhar a vida do sogro.

-B-Bem o senhor quer que o acompanhe até a porta?

O Hatake maneou a cabeça em confirmação.

-Claro menina, e por favor me chame de Sakumo, me sinto um velho sendo chamado de senhor, ainda mais vindo de você.

E então amos se levantaram e foram até a porta onde ao abrir a porta Hinata deu de caras com as meninas que ficaram boquiabertas. "Será que a Hina chan tem imã pra homem gostoso!?" E foi o que todas pensaram.