Dezembro
Hogwarts
Baile de Natal do Clube do Slugue
Harry e Liz atravessaram o corredor vazio. Estavam atrasados para o baile.
- Você amassou meu vestido. - reclamou Liz, parando no meio do caminho para tentar desamarrotá-lo.
- Desculpa. - pediu, sorrindo malicioso.
Elizabeth aproximou-se dele, ajeitando a gravata.
- Está tão bonito... – comentou ela.
- Foi assim que nos atrasamos, lembra?
Ela revirou os olhos e eles voltaram a caminhar.
O baile estava cheio e Liz logo pode ver seus pais.
Florence estava com um vestido azul escuro, longo, com os cabelos presos em um coque frouxo. Sorriu ao ver a filha. Mas ao olhar pro seu pai não foi um sorriso que viu, bem ela não esperava por um, ali em Hogwarts ele não sorria, mas a expressão de choque e fúria que viu nos olhos dele a fizeram temer por Harry.
- Olhe, sua mãe está aqui. – murmurou Harry, tremendo de medo ao perceber os olhos fixos de Snape sobre si. Florence tinha uma mão sobre o braço do marido. – Ela está segurando ele, Lizzie. – a voz dele tremeu. – Ele quer vir aqui...
- Pare de tremer, Harry.
- Eu sabia que não era uma boa idéia virmos juntos!
- Pare de bobagens. Meu pai não vai fazer nada, mamãe está aqui pra impedi-lo. Eu pedi à ela que viesse.
- Agora me sinto muito mais tranquilo! – disse ele sarcástico. – Mas o que acontecerá quando ela não estiver por perto? Nossa primeira aula segunda de manhã é DCAT!
- Vamos dançar?
Harry olhou pra namorada como se ela estivesse cor de laranja.
- Você está louca? – murmurou ele, exasperado. – Daqui a pouco você vai querer que nos beijemos!
- O que tem de errado em dançar? Praticamente não vai estar tocando em mim. Estou completamente coberta. - brincou, colocando a mão no vestido.
- Duvido que seu pai concorde. - disse Harry, olhando para o professor.
- Pare de olhar para ele. Vai deixá-lo desconfiado. - reclamou - Vai dançar ou não? Se não vou dançar com outro garoto...
- Ele não vai durar um segundo. E eu não serei o assassino. - comentou, olhando novamente para Severo.
- Se olhar mais uma vez para lá, eu... - Liz não terminou a frase.
Gina, que dançava com Dino, acertou o ombro dela.
- Desculpe. - disse a ruiva, falsa.
- Tudo bem. - respondeu Liz, sorrindo.
- Nossa, que vestido lindo, Liz. - comentou Gina, sorrindo exageradamente.
- Obrigada. Você fica muito bem de verde. - continuou Liz, mais confusa a casa instante.
- É, ser ruiva é bom por isso. - falou, olhando para Harry.
Irritada, Liz tratou de afastar-se, junto com Harry, da estranha e desagradável presença de Gina.
- Ela é ridícula. Parece que ainda tem onze anos. – reclamou Liz.
Harry sorriu.
- Você está com ciúmes.
- Cala a boca, meu pai está aqui.
- Por que ignoramos seu pai só quando lhe convém? – comentou ele, olhando novamente pra onde Snape estava.
- Quer dançar?
Harry respirou fundo e eles começaram a dançar, mas foram logo interrompidos pelo professor de poções.
- Harry! Que bom que veio. – Slughorn quase gritou - Trouxe a senhorita Elizabeth, eu vejo. Não desgrudam por nada, percebi.
Elizabeth irritou-se. Aquele velho gordo ia estragar tudo. Seu pai ia ouvir.
- Gostaria de deixar claro, professor, que eu e Harry viemos ao baile na condição de amigos.
- Claro. - disse Horácio, piscando - Tão amigos quanto Severo e... - antes que o professor pudesse continuar, Florence interrompeu:
- Professor, posso roubar Liz por um segundo?
- Se o senhor Potter deixar. - brincou o professor.
Florence sorriu, tirando Liz imediatamente de lá.
- Nem preciso dizer que seu pai está uma fera, preciso?
- Eu sei, eu sei. Péssima idéia. Não sei se reparou mamãe, mas desde que aceitei namorar o Harry, só tive péssimas idéias. - ela procurou o namorado com o olhar e um pavor lhe subiu. - Por que o papai está conversando com o Harry?
- Recado de Dumbledore. Harry está relativamente, temporariamente, seguro.
- Relativamente, temporariamente? - questinou Liz.
- Seu pai não faria nada com ele. Aqui.
- Mas por que ele ficou irritado? - perguntou - Papai é muito complicado.
- Sim, complicado e ciumento. Você não sabe o que aconteceu quando vocês chegaram, se eu não tivesse o segurado...
Liz continuou observando o namorado e o pai conversando, viu que Harry tremia levemente e que ele perguntou algo que seu pai ignorou.
- Mãe, posso passar o natal na Toca? – pediu ela, casualmente.
- Claro que não. - respondeu - Seu pai nunca deixaria.
- Mas o Harry vai para a Toca, de novo. - explicou, pensando que sua mãe entenderia.
- E...? - pediu Florence.
- Gina não o deixa em paz. É isso. – rosnou ela.
- Você está achando que ele vai te trair? Com a Gina? – Florence riu. - Por favor, Liz, você não tem motivos para desconfiar de nada. Ele ama você. Estão unidos pelo encantamento, lembra?
- Gina está linda, mamãe. Muito mais bonita do que eu!
- De onde você tirou isso, Liz? Você está maravilhosa. - Florence passou a mão no cabelo da filha - Fica linda de branco.
Liz levantou o rosto, como que tentando fazer as lágrimas não caírem.
- Sentia isso... medo de perder o papai pela distância?
- Liz...
Florence temeu que falar sobre Rosmerta deixasse sua filha ainda mais desconfiada.
- Sim, e muito. – respondeu Florence. - Mas você tem que entender uma coisa, linda: eu e seu pai brigávamos muito por conta das escolhas dele, depois ficamos três anos separados e quando nos reencontramos brigamos mais um pouco antes de nos acertarmos. Eu tive motivos para chorar de ciúmes. Você não tem!
A menina respirou fundo.
- Tem razão, Harry nunca faria isso comigo. – murmurou Liz.
Filch entrou, interrompendo todas as conversas e danças, trazendo Draco pendurado pelas vestes. Ele havia sido pego andando pelos corredores próximo à festa.
Elizabeth percebeu o sutil olhar trocado entre seus pais e viu Snape levar Draco, no mesmo momento em que um estranho medo apareceu nos olhos de sua mãe.
Viram quando Harry também saiu da festa, seguindo os dois, nada discreto.
- E lá vai ele... - disse Florence. – Harry está desconfiado do Draco?
- Harry Potter nasceu desconfiado. – bufou Liz.
Férias de Natal
Mansão Snape
Florence e Elieen tomavam chá e conversavam na cozinha, enquanto Liz e Chris estavam na sala com o pai, brincando com a irmã caçula.
- Dá para acreditar em uma coisa dessas, madrinha?
- Realmente... trazer Harry pra cá, de madrugada, foi o pior plano que eu já vi.
- Não sei no que Liz estava pensando! – exclamou Florence.
- Provavelmente, na mesma coisa que vocês dois pensavam quando eu os peguei de madrugada na minha cozinha, Flor. – riu Eileen.
- Exatamente! E isso não está certo.
- Por que não? A única diferença aqui é que você não tinha uma mãe para impedi-la de fazer o que você queria. Liz tem você. – Eileen riu, alto. – E também o fato de Liz ter um pai que... bem, nós conhecemos meu filho e... – ela gargalhou. – Pobre Harry...
- Eu engravidei cedo demais e em um período crítico demais. Não quero o mesmo pra minha filha. A situação dela é ainda mais preocupante do que a minha.
- Não acho... ambas as situações são preocupantes, Flor.
- Harry é o menino-que-sobreviveu e Liz é neta de você-sabe-quem.
- E você era a filha de você-sabe-quem e Severo um comensal da morte. – rebateu Eileen. – Realmente, a situação de vocês era bem mais perigosa.
- De qualquer forma... eu não sei o que Severo vai fazer quando descobrir... – Florence estava séria. – Ele viu os dois juntos na festa do Slughorn e... eu tive que impedí-lo de ir até eles!
- Mas o que ele faria?
- Ele disse que tiraria a filha dele de perto do Potter.
- Por que você não conta pra ele...? – perguntou Eileen.
- Que eles são predestinados? Acho que seria pior. Vou deixar isso pra quando Harry pedir a Liz em casamento. Severo via ter um ataque de qualquer modo.
Elas ouviram que Snape e as crianças vinham em direção à cozinha e pararam de conversar sobre Liz e Potter, mudando o assunto para Sophie, que entrava na cozinha rindo, nos braços do pai.
- Por Merlin, essa menina cresce mais linda a cada dia! – exclamou Eileen, pegando a neta no colo.
Elizabeth sentou do lado da mãe, servindo uma xícara de chá pro pai e outra pra si.
- Hey, Lizzie. – chamou Eileen.
Liz ergueu a cabeça, estranhando que a avó lhe chamasse de "Lizzie".
- O que você acha de passar uma semana comigo? – continuou Eileen.
Florence olhou para a sogra e então para o marido. Estranhou o fato de Eileen não ter comentado com ela que convidaria Liz para ir pra Spinner's End.
- Claro! Se me permitirem ir. – ela disse olhando para os pais que se entreolhavam.
- Pode, sim. – disse Snape.
Nick e James entraram na cozinha.
- Liz, vamos à Londres sábado. Quer ir junto? - pergunta Nick.
- Vou outro dia. Vou passar a semana na casa da vovó. - explica, sorrindo.
- Cuidado. - disse James, olhando para o irmão, cúmplice. - Aquele lugar é perigoso.
- Perigoso? - questiona Liz, confusa.
- Especialmente no Natal. - contou Nick.
- Do que estão falando, meninos? - perguntou Florence.
- Vovó disse que vocês ficavam se pegando no Natal, na casa dela. – explicou James.
Liz riu, olhando sua avó, que tentava não rir também.
- Lizzie está segura. - disse Eileen. – Eu nunca permitiria que nada assim acontecesse com minha neta.
Novamente, Severo ficou desconfortável. Já Florence finalmente parecia perceber o que a sogra pretendia.
Não satisfeito, James disse:
- É, mas se você ficar até o aniversário do papai, aí sim...
Liz não entendeu.
- Nós – disse James, apontando para si mesmo e para Nick. - Fomos feitos em um aniversário do papai, lá na casa da vó.
- Eu tenho só dezesseis anos! - disse Liz, corando.
Antes dos gêmeos enfatizarem que naquele dito natal seus pais também tinham dezesseis anos, Chris interrompeu, perguntando:
- Como foi que a mamãe e o papai fizeram vocês?
Praticamente todos caíram na risada, menos Florence e Severo, que não estavam achando graça desde o começo.
- Viu o que vocês conseguiram? - questionou Liz, fingindo estar zangada, mas ainda rindo. - Agora expliquem.
Mas, mesmo com as desconfianças de Florence, Liz foi naquele mesmo dia para a casa da avó.
Ao saírem da lareira da pequena e aconchegante casa na Rua da Fiação, Eileen sorriu pra neta, dizendo:
- Vou pedir à Sam que faça um chá pra nós. Enquanto isso, você suba e se ajeite no quarto que era do seu pai e... mande uma carta pro seu namorado.
Liz olhou pra avó, não acreditando. E se aquilo ali fosse um teste? E se ela enviasse uma carta convidando Harry e no momento que ele chegasse seu pai pulasse de trás do sofá?
Mas Eileen praticamente leu os pensamentos da neta.
- Não, isso não é um teste, seu pai não me pediu pra fazer isso. Pelo contrário, Severo enfatizou que se eu deixasse algum "verme" pisar nesta casa ele me proibiria de trazê-la novamente.
- Mas... – ela ainda estava indecisa, parada no meio da sala.
- Vá, querida! O chá está quase pronto. Mande uma carta para o Harry e diga a ele para vir hoje mesmo!
- Mas e o natal? Você não está pensando em levar o Harry lá pra casa, não é? – estranhou Liz.
- Não, não. Isso seria provocação demais. Severo não suportaria! – Eileen riu. – Não. No natal, Harry vai pra casa dos Weasley... é isso, não é? Um dos meninos é amigo dele, sua mãe me comentou a respeito. Harry vai pra Toca e nós duas vamos lá pra mansão. Depois você pode combinar dele voltar pra cá. Como os seus irmãos lembraram, no natal este aqui é um lugar perigoso... – ela ria mais.
Elizabeth corou e subiu as escadas. Antes de chegar no quarto, ouviu sua avó gritando:
- Sua mãe provavelmente vai lhe mandar uma carta avisando para que você não traga o Harry pra cá! Não dê ouvidos a ela!
Liz sorriu e correu pra dentro do quarto e tratou de escrever uma carta pro namorado:
"Harry
Estou na casa da minha avó, em Spinner's End, e ela me deu permissão para convidá-lo para vir posar aqui comigo enquanto eu estiver aqui.
Não este não é mais um dos meus terríveis planos furados. Nada dará errado, desta vez.
Me diga que virá ainda hoje.
Me responda logo!
Beijos,
Lizzie"
Harry não demorou para responder. Mas junto com a carta dele, chegou uma de Florence.
- Eu disse que ela ia lhe escrever. – falou Eileen.
Liz abriu a da mãe, primeiro:
"Elizabeth
Eu posso muito bem imaginar que sua avó permitiu que Harry fosse dormir aí com você. Se eu sequer cogitar que isso realmente aconteceu, eu contarei ao seu pai e deixarei que ele resolva o assunto da forma que melhor achar.
Mantenha sua cabeça no lugar e as roupas no corpo.
Florence."
Eileen riu.
- Ela não era tão paranóica assim...
- Você falou algo do tipo quando ela e meu pai ficavam juntos aqui nas férias?
- Eu conversei com eles, mas esse negócio de encantamento não dá pra controlar. Na noite de natal, quando eu menos esperava eles não desceram pra tomar café e Flor não dormiu no quarto comigo. – ela riu. – Abra a do Harry!
E Liz abriu:
"Lizzie
Eu vou hoje à noite para aí, mas eu realmente espero que não seja mais um plano furado.
Harry."
Esse capítulo nem é meu, não sei o que estou fazendo aqui, implorando por reviews, se foi a Florence que escreveu praticamente tudo. Obrigada amiga, você é incrível.
Beijos gente, e eu preciso de comentários! Verdade, eu amaria saber o que estão achando! Que tal?
