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Memória XVIII: Sobre a Terra e Abaixo dos Céus

Dono: James Potter

Música: Era – Misere Mani


Depois do início do namoro dos dois, Lily tornou-se mais permissível; James tomou respeito pelas regras. Embora isso não signifique que ele as cumpra fielmente.


Parecia loucura, tudo aquilo... Já fazia muito tempo desde que eu tentava chamar Lily Evans para sair e, sinceramente, eu cheguei a desistir. Quem diria que um dia ela correria atrás de mim, e não só fugiria, hã? Eu devo admitir: estava empolgado. Mais empolgado do que em qualquer outro dia de minha vida. Eu havia pedido Lily em namoro no dia anterior e, para completar minha felicidade, ela havia aceitado. Vocês devem estar imaginando como eu a pedi.

Bom, foi no salão principal, durante o jantar, de uma maneira que chamasse bastante atenção. Eu subi na mesa da Grifinória e gritei para todos ouvirem. Tensão... Muita tensão... Dava pra sentir a pressão de meu pedido no ar... Todos olhavam de mim para ela, dela para mim. Pensemos como nossa relação era até pouco tempo antes do pedido: xingamentos, berros e discussões contínuas. E, de repente, eu a peço em namoro.

Quando ela disse sim, veio o silêncio. Demorou alguns segundos até mesmo para Sirius, Remus e Peter começarem a puxar as primeiras palmas e assobios. Ela riu quando viu Sirius batendo palmas olhando para Marlene, como que pedindo que ela apostasse que ele não seria capaz de pedi-la. Pelo que ela me contou foi isso. Ou eu estava com uma cara de idiota muito grande. Não faz diferença: ELA ACEITOU!

Bem, e lá estava eu, na Torre de Astronomia. Não, ainda não era noite. Eu estava ali porque o meu encontro com ela começava por aqueles lados. Eu ouvi passos e, logo esbocei um sorriso. Eu vi uma cabeça ruiva aparecer nas escadas e sorri realmente quando vi o rosto de Lily Evans com um sorriso ligeiro e, pasmem, marauder nos lábios. Eu comentei em voz alta:

- Merlin, eu realmente me esforcei muito e agradeço por você me deixar ficar com uma garota tão linda e inteligente assim, tá? – ela riu e me deu um tapa de leve no braço – Tudo bem, ruivinha linda do meu coração? – perguntei sorrindo, dando um selinho rápido nela. –

- Tudo sim, Jay... – ela me olhou desconfiada – E então, o que vamos fazer na torre de astronomia durante o dia. – vejam como a minha adorável Lily Evans é sutil.

- Bom, você pode ter certeza que não vamos acampar para ver as estrelas durante a noite. – ela sorriu – Não ainda. –

Ela me olhou desconfiada, apertando os olhos. Eu puxei a varinha do bolso e fiz um aceno rápido. Accio. Eu pude ouvir um zumbido peculiar, distante.

- James Potter, o que você pensa que vai fazer? – ela perguntou, exigindo a verdade com um olhar. Eu apenas ri e ela bufou. Ela já me conhecia suficientemente bem para saber que, se eu estava rindo, não iria respondê-la tão cedo.

Quando ela pensou em perguntar de novo, eu estendi a mão e, no instante seguinte, uma vassoura novinha parou em minhas mãos. Nimbus 1001. A melhor que eu tive. Segundo os fabricantes, voava a cento e sessenta quilômetros por hora, mas quem conta quando se está sentindo o vento no rosto?

- Vamos, Lil. – eu chamei, montando na vassoura, e apontando a garupa pra ela. – Quer dar uma volta por aí? –

- Eu não vou subir... Nisso aí! – ela falou apontando para vassoura e eu fingi consolar a vassoura.

- Ela não sabe o que diz, Nimmy... Não escute essa garota malvada... Não, não... – eu falei acariciando a vassoura com uma voz falsamente delicada – Vamos lá, Lily! Não é nada ruim voar! – eu falei.

Ela relutou. Quando abriu a boca, eu a cortei.

- Se você for comigo, eu juro que estudo com você por um mês. – eu falei. Poderia ser um preço caro a se pagar, mas, ainda assim, se ela aceitasse poderia valer à pena. Ou não.

Ela mordeu o lábio inferior, pensando. Eu já comentei o quanto ela fica linda mordendo o lábio? Eu já comentei como ela fica linda fazendo qualquer coisa? Eu já comentei como ela... Ta parei.

- Um mês e meio. – ela falou e, para não perder o encontro, concordei vencido.

- Ta, sobe aí. – eu falei, me deixando levar pela promessa.

Ela ainda parecia receosa, mas ainda assim subiu na vassoura. Não esperei muito tempo perguntei se estava pronta e, com um aceno que eu percebi ser um não, decolei da torre, fazendo a vassoura tomar um grande impulso de arrancada.

Eu sabia que ela estava de olhos fechados. E sabia que ela se agarrando com força contra mim estava muito bom... O vento batia em meu rosto e eu sorria com toda a alegria que me dominava. Sorri o melhor que pude e, reduzindo cada vez mais a velocidade, até parar completamente.

Com um sorriso suave no rosto eu falei para a minha amada ruiva:

- Abra os olhos, Lily.

- Não... – ela falou, ainda com os olhos fechados, apertando minha cintura com força.

- Você não vai morrer se abrir os olhos. – eu comentei – E, além do mais, estamos a poucos palmos do chão! –

Ela parecia relutar e, pra falar a verdade, só consegui saber que ela tinha aberto os olhos quando ela gritou:

- MENTIROSO!

- O quê? Estamos a poucos palmos do chão. Quinhentos palmos são uma quantidade pequena. – ela me apertou com mais força ainda. – Lily, se acalme! Olhe para qualquer lugar que quiser, e veja se a altura não torna as coisas mais belas. – eu sorri.

Senti ela me soltar um pouco e, rapidamente, passei uma das pernas pela vassoura e a encarei. Estava de frente para a minha ruiva. Ela olhava ao redor e, por vezes, me encarava até desviar o olhar.

- É... Lindo... – falou com uma voz suave, diferente da anterior.

Eu sorri e ajeitei uma mecha dos cabelos dela, atrás de sua orelha. Ela baixou os olhos e, naquele instante, parecia ter se esquecido da altura. Eu sorri. Em outros tempos, ela teria me empurrado da vassoura, ou melhor, sequer teria subido... Aproximei meu rosto do dela e lhe dei um beijo no rosto, aproveitando para sussurrar ao pé do ouvido dela.

- Eu te amo, Lily Evans. Eu faria qualquer coisa por você. – eu sorri, quando a senti respirar ao pé de meu ouvido também.

- Coisas de que tipo...?

Eu ri baixinho... Um riso que nem ela, àquela distância, seria capaz de ouvir.

- Eu leria todos os livros de todos os continentes para te contar as lendas do passado. – me afastei de modo que pudesse olhá-la nos olhos. – Eu esperaria o sol, no topo do mundo, para te contar tudo sobre a beleza da luz. – deu para ver que ela havia corado um pouco. Colei minha testa na dela. – Eu posso olhar para lua, estrelas cadentes, para te contar o quão mágico é o nosso universo. – ela sorriu de leve e eu também o fiz. – Por você, Lily. Por você eu faria tudo isso... E muito mais. –

Ela me encarou e eu sustentei o olhar esmeralda dela. Eu juro que nunca vi olhos tão verdes, tão brilhantes... Tão belos quanto os dela. Eu juro.

- James, eu... –

- Por favor... – eu fechei os olhos, me aproximando dela suavemente, falando em um sussurro, suplicante – Por favor, Lily, me diz que vai me deixar fazer tudo isso por você. –

Eu senti meus lábios tocarem os dela. Eu senti um choque em todo meu corpo, choque que, não importava quantas vezes eu a beijasse, sempre sentia... Era como se uma barreira entre o real e o surreal fosse quebrada. Era... Mágico.


E enquanto James provava daqueles lábios, nós nos distanciávamos, nos perdendo entre o azul do céu e o acinzentado da Penseira.


Notas do Autor: Demorei, mas não me matem por isso. For the love of God, espero que compreendam que, por estar em período de aulas, ainda amais integral, eu chego em casa e, quando não estou fazendo trabalhos, estou dormindo. Me desculpem pela demora e espero não ter decepcionado vocês. Obrigado por compreenderem e, aliás, tenho uma coisa a avisar: O NC está pronto e tive o auxilio de dois amigos meus: Danilo Henrique e Felipe Ferreira (sim o Ferreira XD que mandou uma review.). Obrigado, Danny e Ferreira!

Meus agradecimentos aos leitores, lelezuda, Ferreira XD, Layla Black, paola peverell e Juli Hale P. Cullen. Muito obrigado por lerem!

Observação: O capítulo foi melhor desenvolvido, juro, mas se eu fosse escrever tudo levaria cerca de um mês, ou, no máximo, dois, pelo número de tarefas que estou tendo que fazer.