Chuva
Sakura acordara com um cheiro doce no ar. Sentou-se na cama e bocejou, tranquila. Reparou que em sua volta nada era como em seu antigo quarto; sem a penteadeira com seus cosméticos de beleza, sem o tapete elegante no meio do cômodo, sem as cortinas rosas que enfeitavam as janelas... Era apenas um quarto, bonito até, mas não seu quarto.
Foi até a janela fechada e observou casa a fora; um casebre no meio de uma clareira na floresta, bem escondido pelas árvores.
Confusa, desceu as escadas do lugar e chegou até a sala, atravessando-a e indo até a cozinha, onde um homem conhecido parecia fazer um chá.
- Ah, acordou? - perguntou ele servindo a bebida em duas xícaras e sentando-se na mesa, oferecendo a outra a ela - Dormiu bem? - perguntou calmo, mesmo recebendo um olhar de indignação por parte da kunoichi.
- Quer mesmo saber, Itachi? - disse brava - Acha mesmo que alguém pode dormir bem sendo sequestrado no meio da noite? - perguntou sarcástica, cruzando os braços e sentando-se a mesa.
- Era necessário. - ele disse sorrindo de canto. Vê-la brava, era no mínimo, divertido.
- ...Por que?
Ele suspirou.
- É uma longa história. - disse o moreno bebendo um pouco de chá. - Eu tenho mesmo que explicar?
- Tem. - disse monossilábica.
- ... - ele suspirou de novo e começou - Quando voltamos para a Akatsuki, você dormiu por um bom tempo. No primeiro dia, o líder me chamou para uma conversa séria. Era a respeito do Hebi.
Flashback Itachi on
- O Hebi está atrás da Akatsuki.
- ... Isso não é uma novidade... - respondeu Itachi de pé próximo a porta, enquanto Pain estava de costas para uma janela, as mãos para trás, fitando pensativo.
- ...De fato não é, mas é algo para nos preocuparmos. Você sabe, o Hebi tem um potencial alto. E aliás, você sabe de quem eles provavelmente estão atrás. E eu não me refiro a você.
- ... Entendo.
- Ela não pode mais ficar aqui. - disse o ruivo rapidamente - Melhor, uma situação que dê a entender para todos que a garota fugiu da Akatsuki. Um sequestro.
Flashback Itachi off-
Um sequestro? - perguntou arqueando uma sombrancelha.
- Exatamente.
- M-Mas... Os outros Akatsukis não poderiam fingir que eu não estava mais entre eles?! - perguntou
- Não. Se o Hebi descobrisse o esconderijo e fizessem um ataque surpresa, alguns dos Akatsukis não conseguiriam esconder o fato de você estar lá. Fugir no ápice também não funcionaria. Por isso, nada melhor do quê espalhar a notícia de que você abandonou a Akatsuki e os próprios membros da organização acreditarem... Até para não criar problemas para a própria organização.
- ...Isso quer dizer que além de ser uma fugitiva de vários países, ainda sou perseguida pelo Hebi e pela própria organização que sirvo?!
- ...É... Mas por enquanto, ficarei aqui com você. - disse ele levantando-se e colocando a sua xícara na pia. - Eles não encontrarão esse casebre. Essa floresta possui um tipo de árvore especial que estranhamente consegue esconder chackra's alheios. Como está a sua memória?
Ela colocou a mão esquerda levemente sobre os cabelos, suspirando.
- Consigo me lembrar de muita coisa, mas ainda tem algumas partes 'escuras'... Minha cabeça dói sempre que tento trazer essas lembranças à tona...
Ele virou-se e caminhou até ela, colocando as duas mãos sobre seus ombros. Puxou-a para si em um abraço carinhoso. Embora assustada, a kunoichi aninhou-se entre os braços do rapaz, pensando em como a vida fora generosa lhe dando um homem tão carinhoso. Ele beijou o topo dos cabelos rosados e apertou-a contra si.
- Não se esforce. - pediu afagando a cabeleira peculiar da Haruno. Afastou-se um pouco e levantou o queixo de sua aluna, que estava um tanto nervosa com o que poderia vir a seguir. O moreno tocou os lábios com os seus, capturando delicadamente a boca da pupila.
Se separaram por falta de ar e ele sorriu. Pegou o manto da Akatsuki que estava jogado na cadeira e vestiu-o, saindo logo em seguida.
Para Sakura, a vida que já estava confusa, havia ficado pior ainda. Quando pensava que havia conseguido uma vida estável como uma assassina - embora não atuasse como uma -, acontece algo e tudo fica de pernas para o ar novamente.
Vencida, começou a limpar a casa, enquanto imaginava qual era a verdadeira intenção por trás dos beijos de seu mestre.
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Já passava da meia-noite. E ele não voltara.
O relógio marcava exatamente meia-noite e dez minutos. Para quê esperá-lo afinal? Parecia uma esposa preocupada com o marido. Riu da própria conclusão e encarou a porta por mais alguns instantes. Dando-se por vencida, subiu, vestiu a camisola e deitou-se para dormir.
Meia-noite e quarenta e três minutos.
Itachi abrira a porta calmamente, como se temesse acordar a aluna adormecida, caso a mesma estivesse na sala. Pensou vagamente que ela havia esperado um pouco e subira para dormir. Caminhou até o sofá e jogou-se nele. Tirou os sapatos com os próprios pés e suspirou. Fazia quanto tempo que não realizava missões tão cansativas como aquela?
A única coisa que faria agora era dormir. Soltou um suspiro de decepção ao imaginar que só poderia ver sua amada no dia seguinte. Subiu para o segundo andar, foi para seu quarto, pegou uma muda de roupas limpas e seguiu para o banheiro, para tomar um banho. Sujeira e sangue ao redor do seu corpo não era o que faltava. Ligou o chuveiro e deixou a água correr pelo seu corpo.
Uma hora da madrugada.
Finalmente saiu do banho, refrescado e relaxado. Começou a remexer as roupas e procurou no banheiro uma toalha.
- Droga!
Ah, claro. As toalhas ficavam guardadas em uma das gavetas do ENORME armário de Sakura... Era grande mesmo, já que o seu comparado ao dela era o quartinho dos fundos.
- Parabéns, Itachi... Conseguiu! - murmurou irônico, vestindo os boxers e a calça de moletom preta mesmo estando molhado. De fininho, saiu do banheiro e foi até o quarto da rosada.
A primeira coisa que pensou ao pisar lá era que o lugar era preenchido com o cheiro dos cabelos da moça. Não, não era cheiro de shampoo, ou cremes, mas um cheiro único, natural, nem doce demais, nem cítrico ou grosseiro. Cheiro que passava quase despercebido, mas não para ele. Caminhou até o guarda-roupa, abriu a gaveta e puxou uma toalha azul e colocou-a sobre os ombros, secando os pingos de água ali presentes.
Deu uma olhada pelo quarto branco até seus olhos caírem sobre um ponto vermelho em cima da cama.
Seus olhos faíscaram em um brilho que poderia ser julgado como malicioso e pode sentir o calor crescer dentro de si. A garota dormia tranquilamente, os cabelos esparramados sobre o travesseiro. Até aí tudo bem, seria a imagem mais inocente do mundo, se ela não usasse uma camisola vermelha.
Lembrou-se que na fuga, entrou apressado no quarto dela e puxou todas as roupas que couberam na primeira bolsa que encontrara no cômodo. Devia ter pegado umas três camisolas para ela, no mínimo, e lembrou-se que as roupas de dormir da sua pequena eram bem coloridas! Então, por que diabos ela deveria usar a vermelha justo hoje?
Direcionou-se para a porta. Vermelho mexia consigo. Vermelho era cor da paixão, luxúria, desejo, literalmente, mulheres vestidas de vermelho sempre conseguiam mexer com o seu consciente. Lembrava-se quando ia frequentemente até as casas de prostituição e tinha preferência pelas vestidas de vermelho.
- Hum... Itachi...
Ainda com a mão na massaneta, virou-se para direção que vinha o pequeno 'murmúrio', para não dizer gemido.
Sakura revirou-se na cama de novo, suspirou e chamou pelo nome do mestre novamente. Maldita provocação! Diaba! Com esses pensamentos, caminhou até a cama e deitou-se junto com a garota. Encarou o rosto claro e a expressão calma da Haruno.
- I...tachi... - murmurou com um pouco mais de dificuldade. Ele sorriu malicioso. Será que ela tinha sonhos eróticos com ele? Ou alguma imaginação relacionada à algo do tipo? Não sabia, mas notar que a garota nutria aquele tipo de sentimento por ele era animador.
Sem poder controlar seus movimentos, sua mão tocara a da aluna e fora subindo lentamente pelo braço fora do cobertor e parar no ombro da moça. Logo, a mão seguiu para o pescoço e para os lábios rosados. Ela suspirou. Ele sorriu. Aproximou-se e tocou novamente seus lábios com os dela, e rapidamente, como se estivesse acordada, a língua de ambos se enroscaram em um profundo beijo. Apenas aquele gesto fizera sensações diferentes acordarem no corpo de ambos, como se uma carga de energia elétrica atravesasse seu corpo.
Sakura abriu sentiu as pálpebras pesadas, mas abriu-as com um imenso esforço. Sentou-se de supetão, assustada, corada e não entendo a situação. Tentou dizer algo mas ele a silenciou com os próprios lábios. Ela continuou sem entender, mas aceitou de bom gosto a carícia do Uchiha.
Passou seus braços até a nuca do moreno e beijou-o mais apaixonadamente. Ele ficou por cima da rosada e separou-se dos lábios da pequena e começou a traçar uma trilha de beijos até o decote da camisola vermelha que o atiçara tanto, arrancando suspiros doces de Sakura, que apenas incentivavam o mais velho. Abaixou as alças do tecido, expondo os ombros magros que rapidamente foram percorridos pela língua e pelos dentes do moreno.
Ela gemeu mais, passando as mãos pelos cabelos negros do rapaz, como se com tal ato, pudesse manter-se sã. Impossível! Parecia que estava deitada na areia do mar, sem poder se mexer e as ondas vinham com frequência, tentando arrastá-la para a imensidão azul. Bem, ela já estava naquela imensidão prazerosa a muito tempo.
Ele puxou a camisola mais para baixo, expondo o busto com seios médios da aluna. Ela corou e até pensou em fazê-lo parar, mas ele não permitiu. Não deixou. O que começara terminaria. Não se importou quando ele passou suas mãos masculinas pelo seu corpo desnudo e seus lábios finos e doces sugaram lentamente um dos mamilos, enquanto massageava o outro seio. Arqueou as costas e tentou abafar um gemido, mordendo o lábio inferior, mas não conseguia, ele provocava, fazendo com que a tarefa ficasse cada vez mais difícil.
E ele foi abaixando, abaixando... Escorregando o seu nariz no ventre, tirando alguns sorrisos e risadas da kunoichi. Rapidamente, preparou-a para recebe-la, ato que a deixou pronfundamente anestesiada de prazer. Não demorou muito para chegar o momento mais aguardado pelos dois.
- ...Tem certeza? - perguntou o rapaz já despido, arfante.
- ...Por que pergunta? - questionou
- ...Não sei. De repente você levava uma vida de paz e eu te tirei dela no pretexto de te deixar mais forte. Faço você lutar contra seus amigos, se tornar uma procurada e sem o direito de ter um lar, uma família. Será que eu sou digno de possuí-la? - perguntou com um pouco de remorso na voz.
- ...Você foi a pessoa que me tirou daquela vida de lamentos pelo passado. Ensinou-me muito, deixou-me forte e junto com isso me mostrou um amor que é puro e sincero. Ainda tens dúvidas? - perguntou calmamente.
Ele não respondeu, apenas perdeu-se nos olhos verdes da Kunoichi. Sem mais lamúrias, decidiu-se e por ali foi-se uma longa noite.
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Sakura acordou de manhã. Sentou-se na cama, já vazia. A primeira coisa que lhe passou na cabeça era o quê poderia ter acontecido, fazendo com que muitas coisas passassem por sua cabeça, desde uma missão de última hora, um sonho até apenas 'uma noite de sexo e nada mais'.
Sentiu os olhos marejarem e deu um soco no travesseiro, xingando-se de tudo, tudo mesmo. Como podia ser tão idiota? Tão besta?
- Ah, acordou?
Ficara tão entulhada em seus pensamentos que não ouvira o barulho de chuveiro da suíte. Uma lágrima escorreu, de alívio, ao vê-lo ali, de pé, com uma toalha na cintura e secando os cabelos molhados. Ele se aproximou e apoiou um joelho na cama, se aproximando.
- Está chorando? - perguntou preocupado. - Eu te fiz algo? Te machuquei noite passada? Me desculpe Sakura, de verdade... Eu...
Ela o silenciou com os lábios, jogando-se sobre ele, que perdendo o equilíbrio, caiu no chão.
- Bobo... Bobo! Nunca fui tão feliz! Nunca estive tão feliz!
Ele soltou um suspiro pesado de alívio e deixou a cabeça cair para trás, enquanto a garota beijava toda a extensão de seu corpo. Ele deu uma risada e a garota estranhou, levantando o rosto.
- Qual é a graça?
- Ontem você não estava tão fogosa. - disse sentando-se e a rosada rapidamente passou do rosa para o vermelho e deste para o roxo. Ele riu mais alto - Ainda bem, senhora Uchiha.
Ela corou mais, mas logo abriu um sorriso e o beijou.
Como nunca fizera antes.
Com a palavra, a descarada da autora: Bora lá. Cara, desde semana eu estou tendo provas. Esse deveria ser um dos motivos, mas como eu não sou de ficar uma hora em cima do livro (eu só tapeio ele com os olhos), não tenho desculpas para o meu atraso. Deve ter sido a minha falta de criatividade e capacidade para escrever um Hentai, e isso ainda ficou um Lime! Eu realmente não consegui. Sei lá, deu vergonha, falta de coragem, nem sei mais. BAUM, deu isso, e enfim, eu espero que vocês gostem; Eu realmente dei o melhor de mim para fazê-lo! Pelo menos agora descobrimos que eu não presto para hentais ;D
Bjos e Ja ne o\
