Every You & Every Me
Autor: Rebeca Maria
Categoria: spoilers até a 3ª temporada e alusão da 4ª.
Advertências: Futuro smut, Angst.
Classificação: M/MA - Nc17
Capítulos: E este é o décimo sétimo
Completa: Não
Sinopse: "É sempre tudo sobre você e tudo sobre mim, Temperance! Sempre. Eu quero fazer com que seja tudo sobre nós!"
Every You & Every Me
Capítulo 17
The Temperance in Keithy
Booth & Bones
Romance
Smut
THE TEMPERANCE IN KEITHY
"Keithy quis se esconder, fugir. Quis esquecer. Mas era impossível, porque não se esquecia uma coisa daquelas. Mas mesmo assim ela quis se afastar. Por muito tempo.
Mas então, Andy estava lá. E Anne também. E todos os outros estavam lá. Esperando que ela voltasse, de um jeito ou de outro.
E ela voltou, apenas para ele, por enquanto. Era o suficiente e era o que ela precisava.
Abraçar-se a ele debaixo do chuveiro. Dizer que o amava. De verdade. Mais do que amava a si mesma. Repetir, pelo menos três vezes até que ele a calasse a beijasse. Ele não precisava falar que a amava também, porque ela sabia disso.
"Por favor, Andy..." – ela pediu, com a voz tão baixa que ele mal pôde ouvi-la.
Ele sabia do que ela falava. Ele sabia que, da forma dela, ela estava pedindo por ele. Um pedido quase desesperado. Triste. Ela estava trêmula nos braços dele. Chorando. Não era o momento certo, por mais que o próprio corpo dele estivesse reagindo tão intensamente à proximidade do corpo dela. Tanto tempo...
"Keithy..." – ele chamou, segurando-a pelos ombros. Ela não abriu os olhos para olhar para ele – "Keithy... não é o momento certo pra você. Não agora, nesse segundo, por mais que você pense que seja."
Ela baixou a cabeça, apoiando no peito dele, deixando que a água do chuveiro caísse sobre eles por infindáveis minutos. Estava quentinha, e aos poucos, com a ajuda do corpo dele abraçado ao seu, ela parou de sentir frio por conta da chuva que tinha apanhado quando estava indo para a casa dele.
"Eu senti sua falta." – ele sussurrou, beijando o alto da cabeça dela.
"Eu quero que você fique, Andy." – ela murmurou de volta, finalmente olhando para ele e juntando os lábios, num beijo doce e gentil.
Andy considerou falar alguma coisa. Considerou beijá-la novamente e até mesmo deixar-se levar pelo pedido anterior dela. Mas apenas continuou abraçado a Keithy.
Depois de alguns minutos ele desligou o chuveiro e embrulhou a ambos com uma mesmo toalha. Deixou que ela escolhesse uma roupa dele para dormir e depois escolheu a sua própria.
"Me prometa que não vai se matar no trabalho." – ela olhou para ele, e ele percebeu um olhar bem mais leve e divertido do que os outros que ele acostumara-se a ver.
"Este não é o meu trabalho, me matar, você sabe."
Ela ensaiou um sorriso para Andy, mas não chegou a alcançar seus olhos. Sorrir não era algo que ela fazia muito nos últimos tempos, talvez tivesse que re-aprender a fazer isso novamente. Algum dia.
"Você precisa se cuidar, comer, dormir melhor." – ela deixou escapar um longo suspiro com o que ele disse. Ela sabia que era verdade e que ele tinha razão – "Você não tem feito muito isso ultimamente." – e ela odiava quando ele tinha razão, porque significava, basicamente, que ela não tinha razão nenhuma nessa história.
Ela não queria retrucar por uma causa perdida. Já tinha pedido para ele ficar, e implicitamente para ele cuidar dela. Ela queria e precisava disso. Precisava desesperadamente que alguém fizesse algo que ela não conseguia fazer por si mesma.
Há muito tempo ela não comia tão bem como comera naquele dia. Há muito tempo ela não se sentia tão confortável num ambiente tão familiar e doméstico como se sentira durante o jantar. Mas o melhor de tudo foi sentir que o dia finalmente acabara quando ela se deitou na cama e se aconchegou nos braços de Andy. Aquele longo dia, desesperador e profundamente triste. Aquele dia em que ela se viu perdida, por ter perdido. Finalmente acabara.
"Durma." – ele sussurrou – "E amanhã eu te darei o que você quiser." – era uma promessa de que tudo ficaria bem.
x.x.x
Keithy abriu os olhos e a primeira coisa que viu foram os olhos de Andy. 'Bom dia', ele disse apenas movendo os movendo os lábios, sem emitir som algum, e logo depois se inclinou para beijá-la.
Era aquele beijo longo e demorado, profundo e sensual que Keithy sentira tanta falta. Aquele beijo que dava vida à promessa de Andy da noite anterior. O toque dos lábios, seguido pelo toque da mão dele subindo lentamente pela lateral do corpo dela, por baixo da roupa, aproveitando para tirar a camisa que ela usava e logo em seguida deixando que ela tirasse a dele.
Ele parou com os dedos bem abaixo da curva do seio dela, fazendo-a fechar os olhos e inspirar profundamente, antecipando o toque verdadeiro.
"Eu senti sua falta, Keithy."
Aquilo dava a Keithy uma estranha sensação de dejà vu. Uma boa sensação.
Andy deixou que seu polegar apenas tocasse e circulasse o mamilo dela, provocando pequenas reações em seu corpo. Arrepios, gemidos baixinhos. E ele apenas ficou olhando, tão fascinado pela reação dela, como se a visse pela primeira vez. Incontáveis vezes sempre seriam a primeira vez. Sempre.
"As manhãs são nossos melhores momentos." – ele sussurrou, bem perto de seu ouvido, fazendo-a arquear o corpo e ficar mais próxima a ele – "Você é o meu melhor momento." – e ela pensou, por um segundo, que já tinha ouvido Andy dizer aquilo para ela uma vez, em algum momento.
Ele espalmou a mão no seio dela, ao mesmo tempo em que a beijava profundamente. Ela derreteu-se nos braços dele. Deixou-se levar ainda mais pelo beijo de Andy.
A janela do quarto se abriu de repente, deixando uma rajada gelada de vento entrar e bater nos corpos deles. Eles se arrepiaram. Ela tremeu. E ambos sorriram. Andy ameaçou levantar-se para fechar a janela, mas Keithy o impediu, fazendo-o voltar a ficar em cima dela, apanhando a boca dele uma vez mais. O contraste gelado/quente foi apreciado pelos dois, tornando tudo ainda mais intenso.
Não demorou mais do que alguns minutos até que Andy retirou toda a roupa de Keithy e deixou a sua própria esquecida, jogada num canto. Olhou intensamente para ela e sorriu.
Ele ajeitou-se sobre ela, prendendo os pulsos de Keithy com uma de suas mãos, impedindo-a que o tocasse. A mão livre ele apoiou no colchão, e depois, unir-se a ela da forma mais genuína possível, fazendo-a gemer e suspirar, fechar os olhos e sentir.
Beijou-a durante longos, infindáveis minutos, enquanto movia-se sobre ela, permitindo que ela pudesse tocá-lo e arranhá-lo enquanto vocalizava a sensação que ele provocava no corpo dela e que há muito tempo ela não sentia.
E então ele parou, e imediatamente ela abriu os olhos, fitando o brilho do olhar escuro de Andy, perguntando-se 'por quê?'. Ele apenas sorriu. Aquele sorriso que lhe dizia o quanto ele a queria, que completava o brilho sacal dos olhos dele.
Simplesmente porque ele queria parar. Ele queria vê-la pedir por mais apenas com o olhar. Queria relembrar-se de como era fazer amor com ela. De como era tê-la em seus braços, em sua boca, em sua pele, em seu corpo, em sua alma.
Andy beijou a curva do pescoço dela, deixando uma marca ali, como as marcas que ela deixara em suas costas. A seguir, desencaixou-se do corpo dela, e viu um olhar questionador por parte de Keithy. Novamente o sorriso.
Um ato depois e não havia mais aquele olhar questionador. Havia sim uma expressão contorcida no rosto dela, olhos fechados, o lábio inferior entre os dentes, cabeça jogada para trás, o corpo arqueado, as pernas flexionadas.
Uma trilha de beijos desejosos e longos, passando por seus seios, sua barriga, descendo para as coxas e subindo, num ritmo tortuoso, quase inacreditável, até a virilha. E ali ele ficou, por longos minutos, permitindo que ela sentisse o calor da língua dele e se deliciasse da melhor forma possível.
As mãos dela buscavam algo em que se segurar, queriam algo para apertar, para suportar e fazer perdurar todo aquele prazer. Apenas encontrou os cabelos dele, e puxou-os. Ele sequer reclamou. Ela queria apenas sentir, por um tempo eterno, incalculável, a língua dele brincar com ela, enquanto, agora, as unhas dele roçavam por suas pernas, tentando puxá-la, para ter mais algum contato.
E foi então que, pela segunda vez, ele parou. Mas dessa vez por um segundo apenas. Foi num ato brusco que Andy ficou novamente por cima de Keithy. Beijou-a de uma forma necessitada e novamente encaixou-se no corpo dela. Era o que bastava, para ambos. Sentiram, quase que instantaneamente, os corpos vibrarem, juntos e unidos, por tempo suficiente para deixá-los prostrados, satisfeitos, aproveitando, ainda, aquele gostoso contraste que o vento gelado que entrava pela janela provocava no corpo quente deles.
Eles pararam. O corpo deles parou. E eles apenas permaneceram ali, unidos e quietos aproveitando o conforto que apenas conseguiam quando estavam juntos. Por muito tempo, até que Andy refugiou-se para o lado, saindo de dentro dela, puxando-a para que pudesse virá-la e ficar de frente para ela, mas ainda assim próximos, com as pernas entrelaçadas.
Olharam-se. Enquanto os dedos dela tocavam o braço dele e os dedos dele tocavam a lateral do corpo dela. Toques suaves, calmos."
Poisoned Bones
Por Temperance Brennan
Booth terminou de ler e virou-se na cama, fitando Brennan, que apenas sustentava um sorriso calmo e um olhar quase adormecido. Ele estava profundamente extasiado com o que ela escrevera, sobre o que acontecera entre eles quando ela voltara para os braços dele algumas noites atrás.
"Me falta o final do capítulo." – ela sussurrou.
Ele sentou-se na cama e apanhou uma caneta e um papel na gaveta do criado-mudo e escreveu algo enquanto falava com ela.
"Quer dizer que o Agente Especial Andy Lister sempre foi baseado em mim?"
"Sempre foi sobre mim e sobre você Booth. Não tudo, óbvio, já que não tínhamos um envolvimento sexual quando eu escrevi os primeiros livros, mas as cenas com conteúdo sexual obviamente tinham algum fundo de lógica com relação ao meu relacionamento com você."
"Como é que mesmo com tanto sono você ainda consegue falar coisas tão complicadas?"
"Meu cérebro não distingue palavras complicadas das não-complicadas, Booth, mesmo com sono." – ele riu e curvou-se para beijar levemente os lábios dela.
"Hei..." – ele sussurrou no ouvido dela, baixinho – "...eu ainda quero que seja tudo sobre nós." – e quando terminou de falar, passou o papel para ela ler – "Seu final."
"Temperance gostava de olhar para Booth e analisar a incrível boa estrutura óssea do rosto dele. A simetria. A beleza invejável que isso causava. Gostava de passar os dedos na tão bem formada e trabalhada massa muscular do corpo dele. Era admirável.
Seeley gostava de olhar para Temperance e ver a alma dela através do brilho de seus olhos. Ele gostava de ver a bela e maravilhosa mulher que se escondia atrás da cientista fria e calculista, a Temperance Brennan que havia na personagem Keithy Reichs. Ele gostava de enxergar o amor que ela tanto escondia atrás de um muro de pedras criado ao longo do tempo. E gostava mais ainda quando finalmente ele pôde estender a mão e tirá-la de trás desse muro."
Quando ela terminou de ler, apenas olhou para ele, com um sorriso tímido no rosto. Ela nunca era tímida. E Booth achou adorável vê-la dessa forma.
E apenas o que ele fez foi colocar a sua mão sobre a dela, entrelaçando os dedos e curvando-se para dar um leve beijo nos lábios dela.
Olharam-se por mais alguns minutos, até que Brennan adormeceu e Booth continuou observando e admirando alguém que ele tanto amava.
"Ainda será tudo sobre nós, Temperance..."
x.x.x
N/Rbc: estudar é para os fracos. xD
