Naruto e seus personagens não me pertencem

~*S2*~

Adaptação/tradução da telenovela Corazón Salvaje de 93, que é uma adaptação do romance da escritora Caridad Bravo Adams

~*S2*~

Fanfic dedicada a Pinkuiro que me convenceu a transcrever essa maravilhosa história 3

~*S2*~

Érica, obrigada pela recomendação no Nyah! Fico mega feliz que gostou da minha escrita. A maior parte dos créditos por essa história apaixonante é da Caridad Bravo Adams e a Televisa queem 93 melhorou ainda mais a saga Corazón Salvaje.

~*S2*~

O cantarolar dos pássaros invadia cada canto da residência dos Uchiha, aumentando a felicidade da recém-casada preparando o primeiro café manhã de casada.

Hinata experimentou uma uva, sentiu o sumo doce deslizar por sua língua. Mas nada se comparava ao sabor dos beijos de Sasuke, a doçura de seu toque, as palavras que deslizavam como néctar por seus ouvidos.

O sorriso apaixonado irradiou por seu rosto, assim como a coloração suave o fez em suas bochechas ao relembrar a noite anterior e como fora maravilhoso acordar ao lado de Sasuke.

Como de costume acordara cedo e, com alegria impregnada em sua pele, aproveitara-se que o marido não despertara para apreciar sua beleza, os lábios que devastaram seu corpo e alma, os macios fios negros espalhados no travesseiro, a pele cálida que estava em contato com a sua.

Sem se atrever a toca-lo, por medo de desperta-lo, levantara com cuidado e se arrumou, evitando qualquer mínimo ruído para não incomoda-lo, antes de se encaminhar para a cozinha.

Como combinado na noite anterior, encontrou Temari desperta e a postos para atender seus pedidos. Agora, com todos os alimentos prontos para servir, com delicadeza e esmero, Hinata arrumou a mesa de jantar para que quando Sasuke acordasse tomassem o primeiro café da manhã juntos.

Estava tão concentrada em sua tarefa, e em suas lembranças, que só percebeu a presença do Uchiha quando este já estava a poucos passos dela e a saudou.

— Bom dia!

Hinata ergueu os olhos, observando o rosto contido do marido, que nada deixava transparecer, como de certo o dela o fazia. Sorriu timidamente, sentindo a face ardente, antes de retornar o foco na fruteira que arrumava no centro da mesa.

— Bom dia! — respondeu evitando olhá-lo de frente.

Observando o rosto corado de Hinata e o corpo coberto por um belo vestido que Sasuke sabia esconder curvas tentadoras, ele se felicitou por seu autocontrole. Poucos instantes antes, ao ouvi-la suspirar de prazer ao provar um fruto, o desejo se alastrara como fogo por suas veias, exigindo que a capturasse em seus braços e a fizesse repetir aquele som contra sua pele suada pelo enlace de seus corpos.

— Porque se levantou tão cedo? — questionou parando ao lado dela, seus dedos formigando de vontade de toca-la.

— Sempre me levanto bem cedo — ela explicou, exasperando Sasuke por continuar concentrada nas estúpidas frutas.

— Por um momento pensei que havia fugido — revelou. O gosto amargo de despertar e não a encontrar ao seu lado retornando e incomodando-o.

— Por quê...? — ela questionou ainda sem fita-lo com medo dele perceber como se sentia, pois não conseguia parar de pensar na noite anterior, de como se sentira nos braços dele. Jamais fugiria. Desejava ter muitas e muitas noites como aquela.

Sasuke se moveu para perto dela, se inclinando para sentir melhor o perfume suave de rosas que emanava dos longos cabelos índigo.

— Talvez porque tenho medo de que você fuja — confessou em voz baixa e rouca.

Cansou de resistir ao desejo e a virou impaciente, atraindo-a para um beijo faminto.

Hinata não sabia como agir. O beijo fez seu corpo amolecer de maneira estranha e o cheiro másculo a cercou. Deixou-se beijar por um momento depois afastou-o, alarmada por se deixar levar pela atração em um lugar que poderiam ser flagrados.

— O que foi...? — ele perguntou sem entender sua atitude.

— É... — arfou insegura e olhou em direção à cozinha — as criadas podem entrar...

— E daí? Esta é nossa casa, estamos casados. — Ele sentiu-se irritado. Tinha tanta sede dela...

Puxou-a possessivamente, beijando-a com intensidade, sentindo os lábios macios correspondendo instintivamente. Ela aprendera a beijar bem... Mas também a recuar, notou desanimado quando ela voltou a afastar-se.

— Eu vou buscar o seu café — ela informou com um sorriso frágil.

Ele a observou afastar-se, decepcionado com a atitude fria e distante dela. Pensara que seria mais fácil hoje, mas agora percebia que precisaria de mais algumas noites, e dias, de paciência para vencer a timidez de Hinata Uchiha.

~*S2*~

O café da manhã na casa dos Hyuuga seguia como sempre, tranquilo e sem conversar, da forma que Hiashi exigia, até Sakura entrar e sentar ao lado do patriarca e de frente para a mãe.

— Bom dia, mamãe! Bom dia papai!

— Bom dia, filha! — ambos responderam.

— Mãe, passe-me o leite, por favor!

— Sim, filha! — Kurenai pegou a garrafa a sua frente, a entregou e aproveitou a oportunidade de ter a atenção de Sakura, para dizer: — Querida, não me entenda mal, mas creio que não era preciso que ficasse conosco — pronunciou olhando para Hiashi em busca de apoio ao completar reprovativa. — Devia ter partido com seu marido.

— Penso o mesmo — Hiashi concordou servindo-se de pãezinhos caramelados. — O lugar da mulher é ao lado de seu esposo.

— Não me sentia bem e Naruto preferiu não me expor a uma longa viagem — mentiu astuta, antes de informar a sua mãe. — Mamãe, levarei para Hinata a roupa que deixou aqui.

— Não se moleste — pediu Kurenai com frieza por duvidar da justificativa da primogênita. A casa dos Uzumaki não era tão longe para que a desculpa surtisse efeito. — Tenho certeza que Hinata enviará alguém para buscar.

— Aproveitarei para despedir-me antes de retornar a fazenda — retrucou encarando a mãe com desafio, antes de se voltar para o pai. — O Uchiha disse se tem planos para a viagem de lua de mel, papai? Por acaso levará minha amada irmã a Europa?

— Não sei nada — Hiashi resmungou a irritação voltando a fervilhar por suas veias e semblante.

— Contou para você mamãe?

— Não me atrevi a perguntar — Kurenai respondeu incomodada. — Parece-me um homem tão estranho que nunca sei como interpretara os questionamentos.

— Por isso não compreendo porque deixas-te tua filha casar com esse tipo. Nem porque Kushina aprovou esse enlace absurdo — esbravejou Hiashi levantando-se incomodado pela paz de seu café ser maculado. — O que está feito, está feito. Resta-me conforma-me em ter um... homem da pior espécie em minha família.

Nervoso, Hiashi despediu-se rapidamente da filha e da esposa, ansioso em refugiar-se no trabalho.

Contendo a vontade de rir do desgosto visível do pai em relação ao casamento de Hinata, Sakura tomou seu suco e controlou-se antes de comentar:

— Papai não aceitou de fato o casamento de Hinata.

— Logo se acostumara.

Sakura soltou um fingindo suspiro consternado, antes de lançar mais um de seus esquemas.

— Naruto pensa em convida-los a passar uma temporada em Campo Real.

— Não creio ser prudente — Kurenai declarou a encarando com reprovação. — Que pena que se equivocou sobre o bebê. Tinha tanta esperança que tivesse engravidado.

— Tão pouco é uma tragédia — Sakura desdenhou. — Haverá tempo. — Limpou os lábios, pousou o lenço com descaso e levantou-se. — Vou ao meu quarto me arrumar antes de levar as roupas para Hinata. — anunciou retirando-se sobre o olhar crítico de Kurenai.

Sakura foi ao seu quarto como havia dito, mas só para buscar a foto de Naruto. Obcecada em destruir qualquer chance de felicidade do casal Uchiha, com o retrato em suas mãos saiu pela sacada de seu quarto, desceu até o pátio dos fundos e entrou pela varanda do antigo aposento de Hinata.

Abriu a mala sobre a cama e colocou a fotografia entre os vestidos de sua irmã. Rindo satisfeita, fez o caminho de volta ao seu quarto e como na ida evitou ser vista. Seu plano dependia disso.

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Após o café da manhã, Sasuke seguiu Hinata até a sala para conversarem.

— Quero saber até onde chega a sua generosidade aos demais.

— Não entendi — Hinata murmurou.

Sentando no sofá de madeira maciça, a jovem escorreu a mão pelo revestimento em linho creme. Desde que acordara, agora sem o nervosismo da noite anterior, reparara em cada detalhe da casa e se impressionara pelas escolhas do marido. Lindos móveis em estilo Luís XV misturados com peças rústicas, a decoração mesclava peças francesas com cores e enfeites marítimos, ele se esforçara em misturar o mundo dele ao dela. Ela o amava ainda mais por isso.

A satisfação de ser esposa de Sasuke a dominava a cada pequeno movimento dele, até mesmo sentar-se ao seu lado a fazia suspirar, sua pele se arrepiava e seu coração parecia não caber no peito.

Com medo de fazer algo errado, juntou as mãos em seu colo com o recato exigido, esforçando-se para prestar atenção em tudo o que ele dizia. Embora fosse difícil se controlar e manter a posse como o esperado, mal conseguia olha-lo nos olhos.

— Apesar da fortuna que tenho agora, sou gente do povo, cresci entre o povo — ele explicou. — Meus amigos são pessoas simples. Quando me visitam comem na minha mesa... — silenciou ao ver Hinata abaixar o olhar, o que interpretou como insatisfação. — Claro que se não quiser, não é necessário que esteja conosco.

— Não... Não... — negou forçando-se a olha-lo de frente, compreendendo que sua vergonha de mostrar o quanto ele a afetava foi mal interpretada. — Não tenho motivo para menosprezar ninguém.

Sasuke sorriu de canto, satisfeito com a resposta tímida.

— E a respeito de Ino: ela não está aqui como empregada. Gostaria que a tratasse como da família... — Sasuke franziu o cenho quando Hinata ocultou novamente suas feições. Porém não foi rápida o suficiente para que ele não percebesse o desagrado endurecendo o rosto feminino. — O que foi? Uma órfã não é companhia para uma condessa?

— Não é isso. Tenho afeto por Ino. Sei que sua vida tem sido difícil, que necessita de atenção e carinho... — Hinata declarou insegura, sua mente procurando uma forma de esconder o que a afligia desde que Temari contara que a jovem ocupava um dos quartos de hospede. — Creio que poderíamos manda-la de volta ao convento, para que termine sua educação.

— Quer dizer que não a quer aqui — ele sentenciou com dureza.

— Não é isso... É só que...

— Seja sincera! — esbravejou diante da gagueira da esposa. — Diga que a despreza!

— É que... Talvez tenhamos costumes diferentes — ponderou incerta de como proceder sem desagradar ainda mais o marido.

— Isso é evidente — ele vociferou irritado. — Porém, por mais casados que sejamos, não mudarei minha forma de pensar por sua ideias aristocráticas e decadentes.

A acusação enfurecida de Sasuke, seu julgamento, fez Hinata revidar no mesmo tom.

— Não pode me obrigar a morar debaixo do mesmo teto em que vive a... — percebendo que se descontrolava, baixou o tom e desviou o olhar ao prosseguir — mulher que foi... que teve algo com você — finalizou em um fio de voz.

Sasuke ergueu-se cruzando os braços frente ao corpo, incomodado ao compreender o motivo de Hinata querer Ino longe.

— Quem te disse?

— Ela... quando a conheci no convento.

Sasuke ficou desconcertado por tê-la julgado tão duramente quando o erro era dele.

— Deixe-me explicar...

— Kakashi já o fez — Hinata o interrompeu. Preferia evitar saber detalhes do relacionamento dele com Ino. — Não os culpo. Isso faz tempo. Mas, por favor, entenda-me, para mim não é...

A sineta da porta soou interrompendo Hinata.

Sasuke olhou intrigado para a porta, mas, esperando que Temari ou Ino aparecessem para atendê-la, voltou à atenção para a esposa em busca da justificativa silenciada.

— Se incomoda por preconceito ou por ciúmes?

Hinata ergueu-se e deu as costas ao marido. Como dizer que se corroía de ciúmes sem confessar que o amava? Tinha tanto medo de ser cedo para se declarar, dele ainda amar Sakura e, pior, rejeitar seus sentimentos como Naruto fizera.

— Responda-me! — exigiu frente à muralha que Hinata ergueu entre eles. — Quero saber.

Diante da insistência do sinete e do mutismo de sua esposa, impaciente caminhou até a porta para abri-la.

— Bom dia, Sasuke!

O reconhecimento e a surpresa tomou Hinata ao mesmo tempo em que, altiva, Sakura entrou seguida de perto por Kin. Percebendo que a empregada carregava a mala que deixara na casa de seus pais, a recém-casada se reprendeu por não ter pedido para trazerem tudo no dia anterior.

— Olá! — Sasuke cumprimentou seco, sem corresponder ao sorriso sedutor da rósea.

Hinata olhou indignada para a irmã, que observou a casa com interesse e desgosto antes de pousa-lo na irmã caçula.

— Mamãe me pediu que trouxesse a roupa que deixou.

— Não precisava se incomodar — Hinata retrucou revoltada com a rapidez da mais velha em azucrinar sua vida e procurar Sasuke.

Caprichosa, Sakura se divertiu com a expressão nervosa e insegura de sua irmã, e supôs que a lua de mel tinha sido um fracasso.

— Não incomoda! Além disso, queria falar contigo — replicou sorrindo docemente ao se voltar para o cunhado. — Sasuke, não seja mal e indique para Kin onde acomodar os trajes.

— Eu levo — Hinata se antecipou disposta a se livrar rapidamente da irmã.

— Não! Eu faço isso! — Sasuke cortou, sabendo que Sakura só iria embora quando falasse com Hinata, por isso indicou perspicaz: — Fique com sua irmã. Seguramente quer lhe fazer perguntas "pessoais", espero que suas respostas lhe satisfaçam. Vamos, Kin! — ordenou para a empregada que seguiu apressada a passada larga do Uchiha.

Sem testemunhas, Sakura sorriu sarcástica.

— Bom, já que Sasuke tocou no tema, conte-me: Como foi sua noite? — perguntou puxando a irmã até o sofá.

— Muito bem!

— Não acredito! — burlou com um sorriso prepotente. — Estamos em família, pode confessar que foi dolorosa e terrível.

— Não foi e não quero falar sobre isso com você.

Sakura retirou o elegante chapéu e o pousou ao seu lado antes de continuar a afligir sua irmã.

— Se não quer me contar, significa que não foi como diz.

— Não tenho motivo para te falar sobre a minha vida e a do meu marido — Hinata retrucou, sorrindo ao utilizar o mesmo cinismo da mais velha. — E você é uma mentirosa. Fazer amor não é como você disse.

Sakura estava a ponto de lançar mais uma de suas frases venenosas quando Sasuke e Kin reapareceram na sala, rápido demais para que seu plano tenha sido colocado em ação.

— O que aconteceu? — questionou a servente.

A jovem esperou Sasuke sumir de suas vistas rumo a outro cômodo antes de responder.

— O senhor Sasuke não quis que acomodasse a roupa.

Ocultando seu desgosto, Sakura pediu para Hinata indicar em que local Kin poderia aguardar enquanto conversavam. Sua arma principal podia ter sido evitada, mas não sairia daquela casa sem plantar alguma intriga.

~*S2*~

Incomodado por ninguém ter atendido a porta, Sasuke entrou na cozinha em busca de Temari, porém encontrou Ino sozinha, encostada na bancada cortando calmamente uma fruta.

— Ouviu a campainha?

— Sim — ela respondeu sem tirar os olhos do pedaço recém-cortado. — Ouvi chamarem a porta.

— Porque não foi abrir?

— Não sou uma criada — ela respondeu com pouco caso.

— Mas vive aqui — retrucou indignado. — A porta qualquer um pode atender.

Ignorando a repreensão do Uchiha, Ino deu de ombros com petulância.

— Onde está Temari?

— No pátio, lavando roupa.

— Faça-me um favor, vá ao meu quarto acomodar algumas coisas de Hinata que acabam de trazer — pediu. — Sua irmã quer levar a maleta.

— E porque sua mulher não faz isso? — Ino afrontou antes que ele saísse.

— Faça o que digo — ordenou irritado. — Mas tarde conversaremos.

Percebendo que o Uchiha não a ouviria, o seguiu furiosa até a sala, logo depois seguindo sozinha para o quarto do casal, porém não sem antes lançar um olhar furioso a Hinata.

Embora Ino tenha ignorou a presença de Sakura, a rósea não fez o mesmo, acompanhando a loira com um sorriso de descrença e satisfação perversa.

Sasuke observou sua protegida seguir espumando de raiva para os quartos, se detendo em frente às irmãs para dizer a Sakura:

— Quando Ino terminar de retirar a roupa devolverá sua maleta.

— A maleta não é de Sakura, mas sim de minha mãe — Hinata corrigiu, sem conseguir disfarçar seu incomodo em ter Sasuke e Sakura tão perto um do outro.

— Ela pediu que a regressasse — explicou Sakura satisfeita com a reação de Hinata. Era evidente que a irmã a temia.

— Bom, as deixo para que conversem — Sasuke declarou encaminhando-se para fora da residência.

Ao vê-lo se afastar sem sequer olhar para a esposa, Sakura exclamou risonha.

— Sasuke nunca aprenderá a ser um cavalheiro. Nem sequer se despediu — observou atenta a irmã tomar um longo respiro, sua expressão não ocultando que a atitude do Uchiha a incomodara. Era tão fácil desestrutura-la e tão bom, que era impossível parar. — Bem, sua noite não foi ruim porque Sasuke é um homem com muita experiência e sabe agradar as mulheres. Teve tantas...

— Quando voltará à fazenda? — Hinata a interrompeu para colocar fim ao assunto.

— Não sei... — desconversou, voltando a questionar sarcástica: — Sasuke nem se preocupou em leva-la em uma viagem de lua de mel?

— Não falamos disso — Hinata respondeu apressada, forçando-se a não cair no jogo da rósea. — E vocês, depois da safra, irão para a Europa?

— Perdi a vontade. Não tem graça depois de tanto tempo. — Sakura ajeitou-se em seu lugar, o sorriso estendendo-se por perceber que Hinata queria mudar o foco. Mas ela não deixaria. — Sasuke resultou ser o marido que esperava?

Hinata sorriu apaixonada e decidiu que essa resposta merecia a mais completa verdade.

— Foi muito amoroso e terno.

— Quando um homem é "amoroso e terno" quer dizer que logo se aborrecerá — Sakura comentou mordida de ciúmes, em seguida declarando maldosa: — Comigo sempre foi ardente e apaixonado.

— É vergonhoso que fale de seu relacionamento com meu marido — Hinata ralhou, enfurecida com o descaramento da outra.

— Por quê? Estamos em confiança e temos algo em comum — Sakura afrontou no mesmo tom.

— Não temos nada em comum — Hinata negou disposta a colocar a irmã em seu devido lugar. — Ele foi seu amante, mas agora é meu marido.

— Por quanto tempo? — Sakura caçoou. — Crê que Sasuke é homem de uma mulher só?

A aparição de Ino impediu Hinata te contestar a declaração.

— Aqui está sua mala — Ino rosnou praticamente jogando a maleta aos pés de Sakura antes de sumir rumo à cozinha.

— Que caráter! — Sakura comentou observando a loira marchar para outro cômodo. Ergueu-se, apontou na direção que a outra seguira e exclamou triunfante: — Ali está a prova do que digo. Claro que nunca pensei que Sasuke se atreveria a ter a substituta no quarto ao lado.

— Basta! Estou farta de você cuspir seu veneno! — Hinata bradou erguendo-se. Estava farta de suportar os desvarios da mais velha por educação. Pegou o chapéu abandonado no sofá e entregou para a surpresa Uzumaki. — Vá embora e nunca mais volte a minha casa!

— Não seja rancorosa, só estou tentando abrir seus olhos — Sakura reclamou fingindo estar sentida pelo tratamento rude. Carregando a expressão de sofrimento, voltou-se para a saleta em que a empregada fora enviada e gritou — Kin!

A empregada apareceu de pronto.

— Sim, senhora!

— Recolha a maleta que já vamos.

Obedecendo a ordem, a morena pegou a maleta largada perto do sofá e se despediu da segunda filha de sua patroa.

— Com licença, senhorita Hinata!

— Desejo-lhe sorte — Sakura lançou afrontosa antes de, com indisfarçável satisfação pelo incomodo que causara na mais nova, partir.

Quando alcançaram a rua, Kin se sentiu segura para justificar:

— Eu ia colocar a foto debaixo da almofada como pediu, mas o senhor não deixou.

— Não se preocupe. — Sorrindo, Sakura ajeitou o chapéu sobre o penteado perfeitamente modelado. — Ino fará bom uso dela.

— Acha que ela mostrará a ele?

— Essa víbora? — Sakura riu. — Claro que sim.

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Cerca dali, Naruto batia na porta de seus sogros em busca de Sakura.

— Saiu para levar as roupas de Hinata, mas não se tardará — Kurenai informou acompanhando o genro até a sala. — Entre e sente-se, por favor!

— Obrigada, tia!

Ansiosa em assegurar que a filha mais velha ficaria longe de confusão questionou sentando-se de frente ao Uzumaki:

— Regressara a fazenda hoje mesmo?

— Sim. Estamos em plena safra e tenho muito trabalho — Naruto respondeu, porém o alivio de sua sogra durou pouco. — Sakura lhe disse que iremos morar aqui?

— Aqui em São Pedro? Por quê?

— Minha mãe e ela não se levam bem. — O fazendeiro começou a explicar, notando com estranheza que a sogra não gostara da novidade. — Antes que piore seu relacionamento, prefiro que mudemos.

— Kushina sofrerá muito — Kurenai reclamou preocupada com a prima, mas, acima de tudo, preocupada em que Sakura usasse a proximidade como desculpa para ir atrás de Sasuke.

— Também fico com pena, mas que posso fazer?

Kurenai respirou fundo e colocou em palavras o que a afligia:

— Diga-me uma coisa: De quem foi à ideia, sua ou da minha filha?

Estranhando a pergunta, Naruto voltou a declarar que a decisão fora dele, expondo seus motivos.

O medo de Kurenai era tamanho que não prestava atenção em mais nada do que ele dizia. Contava com Kushina para barrar os planos de Naruto, mas se o pior ocorresse precisava alertar Hinata para prestar atenção no marido e impedir que ele cometesse algum desatino com Sakura.

~*S2*~

Com a aproximação do almoço, enquanto Sasuke não retornava, Hinata se ocupou em ensinar Temari os segredos da culinária.

— Quando o caldo se reduzir a metade, espete a carne com o garfo e se a sentir tenra jogue o tempero — comandou antes de passar a colher de pau a empregada. — As verduras também devem estar macias.

— Sim, senhora!

— De todos os modos daqui a pouco virei ver.

Hinata retirou o avental e se despediu, seguindo para a sala de jantar a fim de arrumar a mesa. Tinha se preparado a vida toda para aquele momento e queria que tudo fosse perfeito para agradar Sasuke, seu marido. Seu marido. Não cansava de mentalizar essas duas palavras com um riso interno aquecendo todo seu ser.

Logo após a saída da recém-casada, Ino entrou na cozinha pela porta dos fundos.

— Já se foi?

— Não seja tão grosseira, Ino — Temari a repreendeu. — A senhora é uma mulher muito boa.

— Isso é o que você acha. — Ino se aproximou da Sabaku e tirou da parte superior do vestido a foto que encontrara entre as roupas de Hinata. — Veja isso.

Temari estreitou os olhos ao reconhecer a pessoa na imagem.

— O que faz com o retrato do senhor Naruto?

— Quero que leia o que diz aqui — Ino pediu virando a fotografia para que a amiga visse a mensagem.

— Não sabe ler?

— Aprendi um pouco com as freiras, mas algumas palavras me confundem... — explicou, voltando a empurrar a foto para Temari. — Leia!

Temari a pegou e com certa dificuldade desvendou as palavras em caligrafia bonita.

— É... e sem... pre... será... meu... único amor.

— Amor?

— Sim. Aqui diz amor — confirmou, verificando novamente a mensagem e apontando para a palavra. — Onde encontrou isso?

— Entre a roupa da senhora Hinata.

— E porque estava lá? — estranhou a jovem.

— Não sei.

— Talvez... — murmurou observando com confusão a imagem do Uzumaki.

— O que?

— É que a senhorita Hinata iria se casar com o senhor Naruto — relembrou deixando Ino surpresa e interessada.

— Quem te disse isso?

— Todo mundo na fazenda sabia — respondeu, complementando: — Desde criança ouvi isso. Que o senhor Naruto era prometido da senhorita Hinata Hyuuga.

— E porque não se casaram?

— Como posso saber? Quando me levaram todos diziam que se casariam em breve, mas quando voltei para a fazenda fiquei sabendo que o senhor Naruto tinha se casado, mas com a irmã dela.

Ino absorveu o relato com interesse, comentando ao fim:

— Conheci a senhora Hinata no convento, iria ser freira... Depois casou com Sasuke. — Franziu o nariz arrebitado, soltando um resmungo baixo ao retirar o retrato das mãos de Temari. — Porque ela guarda uma foto de outro se é esposa de Sasuke?

— Não sei — Temari respondeu, em seguida suplicou a amiga: — Mas coloque isso onde o encontrou.

Fazendo ouvidos surdos, Ino recolocou a fotografia no decote canoa e se apressou para seu quarto para escondê-lo e evitar que Temari o pegasse. Não sabia ao certo o que fazer com a revelação que Hinata guardava lembranças de outro, mas tinha certeza que Sasuke ficaria furioso se soubesse.

~*S2*~

Na taberna de Shikamaru, sentados junto ao balcão com a companhia do enorme cão branco de orelhas manchadas, Kiba e Sasuke conversavam sobre o novo projeto comercial.

Enquanto o Inuzuka relatava o andamento dos planos para a viagem que fariam em poucos dias, Sasuke navegava em mares desconhecidos, em sentimentos que não conseguia definir, guiado somente pelos olhos enluarados de sua esposa.

Era estranho. Tivera muitas mulheres, das várias castas sociais, mas nunca se sentira como agora. Nunca se importara com o que elas sentiam por ele como agora.

Não conseguia parar de pensar nela. Em sua pele, seu corpo, seu aroma, os sons de prazer que reverberavam de sua garganta enquanto faziam amor. Ensina-la na arte do prazer seria uma missão satisfatória para ambos, mas ele tinha medo. Medo de Kakashi ter sido enganado. De Hinata ainda amar Naruto.

Remexeu-se desconfortável, acenou a algo que Kiba falou e continuou divagando sobre sua mulher.

Hinata era tímida, controlada, mas o despertara para algo que o desconfortava, que não conseguia definir, que tinha medo de definir.

Era difícil não admitir que na festa dada em sua casa, respirara aliviado quando Naruto partira, que toda vez que o Uzumaki se aproximava de Hinata ficava apreensivo, notando cada mínima reação dela enquanto queimava de vontade de agarra-la e afasta-la dele.

Era um homem possessivo, mas sua reação à esposa o assustava.

— Sasuke? Ouviu algo do que perguntei?

— Hum...

— Esta pensando na esposa?

Kiba abriu um sorriso amplo, pronto para fazer uma brincadeira, mas sua atenção se fixou no semblante fechado e os olhos queimando em aviso.

— O que foi capitão, se arrependeu?

Sasuke respirou fundo.

— Não... Só não a conheço o suficiente, ainda.

Kiba o encarou com dúvida.

— Desde que a conheci em Campo Real, sua esposa foi sem dúvida, uma das mulheres mais doces que já vi em minha vida. Eu já a vira de longe vestida de freira, sem o hábito ela é deslumbrante! — elogiou sorrindo descarado ao receber um olhar contrariado de Sasuke. Era óbvio que o Uchiha não gostava que reparasse na ex-noviça que aceitara em casamento. — Então, o que há para conhecer capitão? Teme que seja como Sakura?

Sasuke assentiu. Embora não fosse necessário Kiba ter sido tão enfático, Hinata de fato era amorosa e sua beleza irradiava de dentro para fora. Tudo nela era belo e em nada lembrava Sakura. Mas como ter certeza que cedo ou tarde não seria traído?

Quando as vira juntas naquela manhã fora inevitável não recordar que confiara em Sakura e fora apunhalado pela jovem.

— Ninguém além de você pode saber, mas não creio que seja como sua irmã — Kiba sentenciou, estranhando o comportamento do Uchiha. Sasuke era conhecida por muitos adjetivos, mas inseguro não era um deles.

— Também Sakura pareceu sincera.

— Bem, mas Hinata cumpriu a palavra.

Sasuke se moveu desconfortável. Hinata cumprira a palavra, mas o motivo não tinha sido necessariamente ele.

— Se te disser por que se casou comigo me consideraria um imbecil

— Por aceitar? Está arrependido? — perguntou novamente, embora a resposta fosse óbvia a qualquer um que visse Sasuke agora.

— Não... — murmurou soltando um longo respiro. — Só tenho medo de apegar-me a ela.

Kiba segurou uma risada. Seu capitão podia ainda não se dar conta, mas era óbvio que se apegara a esposa.

— Seria o ideal — limitou-se a comentar.

— Quando se é correspondido sim.

— E porque ela não iria correspondê-lo? — caçoou. Cada vez era mais difícil não rir da insegurança do temido filho do diabo.

— Nosso relacionamento foi distinto. Sakura me enganou, traiu, somente um imbecil pode seguir querendo uma mulher assim — ele explicou amargo.

— O mesmo aconteceu com Hinata — Kiba recordou para fazer o Uchiha perceber as semelhanças entre eles. — Não disse que foi o Uzumaki que rompeu o compromisso? Ela também deve ter se decepcionado.

— As mulheres pensam diferente.

— Desfrute o que conseguiu — recomendou temendo que o medo infundado do Uchiha interferisse em seu raciocínio e prejudicasse seu casamento. — É rico e acaba de casar com uma mulher linda e distinta. Aproveite e logo o tempo lhe dirá.

Nesse momento, Shino – primo do Inuzuka e um dos marinheiros do Satán -, entrou anunciando que o carregamento pedido pelo Uchiha chegará ao porto.

— Talvez tenha razão — Sasuke disse levantando-se. — Temos que aproveitar o que a vida nos dá.

Sasuke tentou controlar sua preocupação, mas tanto Kiba quanto Shino o encaravam com uma expressão interrogativa no rosto. Soltou um meio sorriso para quebrar o clima e, encolhendo os ombros, mudou de assunto.

— Verificarei a carga e depois irei para casa — Chamou Shino e acenou em despedida. — Nos vemos amanhã.

— Até!

— Até mais Shikamaru! — bradou para o amigo que servia um grupo de homens três meses adiante.

— Até!

Instantes depois da saída intempestiva do capitão com Shino, Shikamaru se aproximou de Kiba.

— O que aconteceu com ele para estar aqui tão cedo? — perguntou ajeitando a bandeja de madeira embaixo do braço. — Não gostou da nova mulher?

— Gostou mais do que ele pretendia — Kiba zombou, inclinou-se para confidenciar: — Inclusive está com ciúmes.

Shikamaru riu sendo acompanhando por Kiba.

— Que barbaridade! O filho do diabo com ciúmes!

~*S2*~

Em Campo Real, avisada por Shion, com o semblante ocultando sua aversão em relação à nora, Kushina seguiu para a sala para dar as boas vindas de volta à fazenda ao filho e sua desprezível esposa.

— Como foi o casamento? — perguntou após os cumprimentos.

— Foi bom. Hinata estava muito linda — Naruto elogiou para raiva de Sakura.

— Simples, com poucos e desimportantes convidados — ela ressaltou com pouco caso. — E você como está?

— Bem! — Forçou um sorriso, recebendo um igualmente falso. — E sua mãe?

— Um pouco triste por não ter mais a companhia de suas filhas.

— Esse é o destino das mães. — Sorriu carinhosa para o filho. — Não de todas afortunadamente.

Sakura entortou os lábios em desagrado e olhou para Naruto, crendo que era uma ótima chance para revelarem que morariam em São Pedro, mas diante do silêncio do marido cansou de fingir felicidade em ver a cara de sua sogra.

— Vou trocar-me, com licença!

Sem a presença insuportável e sufocante de Sakura, Kushina enlaçou o braço do filho com o seu e o fez acompanha-la.

— E Kabuto, onde está?

— Quis ficar mais alguns dias em São Pedro.

— Vamos para o escritório, quero falar contigo.

Assentindo, o fazendeiro se deixou levar até o escritório.

— Espero que não volte a ficar longe da fazenda, pois faz muita falta aqui — declarou Kushina ocupando a poltrona da antessala enquanto o filho sentava na poltrona a sua frente. — E sua mulher tampouco deve fazê-lo com o pretexto de visitar sua mãe — completou sem esconder o desdém e o desgosto com a desculpa sem vergonha de sua nora. — Hinata está muito perto da casa dos pais e isso deve ser suficiente para aplacar qualquer saudade.

— Você não gosta da Sakura, não é? — Naruto sentenciou desanimado.

— Ela te disse isso?

— Não. Mas é óbvio.

— Claro que gosto dela — mentiu para despistar. Tudo o que não precisava era do filho interessado em seus motivos para odiar a jovem esposa. — Ocorre que Sakura às vezes tem uns modos que não gosto. Não se interessa pelos deveres da casa, não faz nada. Oro para que engravide em breve, assim ficara entretida com...

— Definitivamente não gosta dela — Naruto cortou, não se deixando levar pelas negativas e sim pelo tom de desaprovação.

— Não é isso meu amor! Só tem coisas em seu caráter que temos que corrigir para que todos possam viver bem — recomendou deixando Naruto sentido por não conseguir que as mulheres de sua vida se dessem bem.

— Talvez seja melhor que Sakura e eu moremos em São Pedro.

— Ela te pediu — Kushina disse entredentes, o coração gelando diante da possibilidade de perder o filho.

— Não. Eu decidi — falou, embora pudesse perceber que sua mãe não acreditava. Era estranho que Kurenai também tivesse a mesma expressão e fizera uma insinuação parecida sobre a mudança ser ideia de Sakura. — É preferível, antes que tenhamos problemas maiores.

— Não faça isso filho... Vivi tantos anos sozinha nessa casa... — Kushina lhe rogou, tanto temendo ficar sozinha quanto por medo de Sakura se envolver novamente com o Uchiha e Naruto descobrir. — Suplico que não vá. Prometo que serei prudente, tolerante e não voltarei a dizer nada dela. Juro, filho.

— Não quero faze-la sofrer.

— Eu o entendo... A verdade é que não me dei conta... Talvez eu seja muito exigente — soltou angustiada. — Juro que não voltarei a ser assim, juro!

Naruto saiu de seu lugar para sentar-se ao lado de Kushina, com carinho envolveu as mãos de sua mãe entre as suas.

— Mamãe, tenho consciência de todos os sacrifícios para manter a fazenda e para que eu tivesse uma boa educação.

— Nenhum sacrifício é o suficiente para você, meu amor — Kushina declarou com lágrimas nos olhos, acariciando o rosto do filho. — É o único que me importa neste mundo. Não resistirei à outra separação entre nós.

Incapaz de suportar o sofrimento de sua mãe, Naruto cedeu.

— Está bem... Falarei com Sakura para também entrar em acordo e fazer a sua parte para que se deem bem.

— Obrigada filho! — murmurou abraçando-o com força. — Muito obrigada!

De sua parte, Kushina prometeu que daria um jeito para que sua nora nunca mais tirasse os pés de Campo Real.

~*S2*~

A primeira coisa que Sasuke captou ao voltar a seu lar foi o cheiro delicioso no ar. Caminhou devagar até a sala de jantar, encontrando a mesa posta para três pessoas.

Voltou-se ao ouvir passos se aproximando e viu Hinata entrar na sala carregando uma vasilha.

— Não me diga que você cozinhou? — questionou duvidoso.

— Porque estranha? — Hinata perguntou parando de frente a ele.

— Sabe cozinhar?

— Claro que sim! — declarou orgulhosa de seu talento.

— Isto o que é? — ele perguntou olhando curioso o recipiente que ela carregava.

— Doce — ela respondeu colocando-o na altura dos olhos do marido.

— Estará bom ou em vez de açúcar colocou sal? — brincou mergulhando um dedo no doce e levando aos lábios sob a o olhar reprovador de Hinata.

— Sasuke! Sei cozinhar — ela queixou-se colocando a vasilha sobre a mesa.

Quando se voltou, Sasuke a cercava, seu corpo tão próximo que a deixou momentaneamente sem reação. Ele se aproveitou da surpresa para beija-la

— Creio que é uma bruxa... — ele murmurou dando leves beijos nos lábios macios — que quer me enfeitiçar...

— Não diga isso! — ela sussurrou aturdida. Avassalada por tantas emoções, não resistiu em toca-lo levemente no ombro.

— É a verdade — Sasuke revidou aprofundando o beijo com paixão, suas mãos segurando-a pela cintura junto a si.

— Pensei que tinha fome? — ela murmurou ao fim do beijo que deixou sua pele arrepiada e seu coração em polvorosa.

— Tenho, de ti — ele respondeu mirando os lábios úmidos, esquecido do que os cercava, desejando ter sua mulher entregue a paixão que queimava em seu corpo.

Hinata riu suavemente.

— Você é muito atrevido.

— Te incomoda? — questionou voltando a beija-la, dessa vez suavemente no pescoço, causando um arrepio que fez Hinata suspirar.

— Não sei... é que nunca pensei que seria assim...

— Quando dois se querem... — ele começou a falar, mas se calou olhando-a nos olhos com uma mistura de desejo e incerteza. — O que sente por mim? O que sentiu a noite?

Pega de surpresa pela pergunta, com a vergonha e a insegurança quebrando a magia do momento, Hinata se afastou, ficando de costas para ele.

— Por favor... é indelicado perguntar isso... me envergonha falar de certas coisas...

Sasuke segurou a frustação sobre a máscara de frieza que o acompanhava há anos.

— Tudo bem! Veremos quão boa cozinheira você é — desconversou sentando-se na cabeceira da mesa.

Aliviada pela mudança de assunto, Hinata se afastou.

— Voltarei em um instante.

Apressada foi para a cozinha, encontrando Temari terminando de preparar as bebidas.

— O senhor Sasuke chegou — Hinata avisou com alegria. — Onde está Ino?

— A chamei e avisei que seu prato estava na mesa, mas ela disse que não tem fome.

Hinata ficou decepcionada. Estava se esforçando para atender os desejos de Sasuke, colocando seus receios de lado e agora tinha que preocupar-se com a indelicadeza de Ino.

Respirou fundo. Não podia obrigar a loira a fazer o que ela queria, principalmente porque sabia que a Yamanaka nutria sentimentos por seu marido. Era até melhor que continuasse a ignora-la e se negasse a se unir a eles na mesa, seria menos um problema para lidar, por enquanto.

— Ajude-me a levar as outras travessas — pediu movendo-se para as vasilhas perfeitamente arrumadas na bancada, pegando duas enquanto Temari a imitava.

Com a ajuda de Temari, não demorou muito para tudo estar pronto. A Sabaku retornou para almoçar na cozinha e Hinata ocupou seu lugar a direita de Sasuke.

Durante o almoço, Hinata surpreendeu-se que Sasuke - no lugar de exigir silêncio à mesa, como seu pai fazia - quis saber mais do que ela sabia preparar.

— Sei fazer bolos, tortas, curtidos, licores.

— Onde aprendeu tudo isso? No convento ou em casa?

— Em ambos.

— E o que mais sabe fazer?

— Costurar, bordar, fazer compras — Hinata sorriu satisfeita por ter algo a ser exaltado, algo que daria orgulho a Sasuke. Podia não ter a beleza deslumbrante de Sakura, mas superava a irmã na administração dos afazeres domésticos e em todos os talentos exigidos pela sociedade. — Também toco piano e sei um pouco de francês.

Sasuke, diante da serie de atributos que Hinata possuía, pontuou com desdém:

— Tudo que uma boa esposa deve saber.

Percebendo o desagrado na voz do marido, Hinata desviou o olhar incomodada. Sasuke era tão diferente das pessoas que estava acostumada que chegava a ser frustrante tentar agrada-lo.

— Perdão, Hinata — Sasuke pediu apertando a mão de Hinata com carinho. — O que ocorre é que tudo que para vocês é importante, para mim não é. Claro que uma mulher deve saber cuidar de sua casa, mas não é tudo.

— E o que mais uma esposa deve saber? — questionou interessada.

— Uma esposa, além disso, deve ser mulher — ele respondeu aumentando a confusão da jovem. — Um ser humano que pensa, opina e decide.

— Me ensinaram que devo ser prudente, obedecer e acatar as ordens do meu marido — Hinata retrucou calmamente.

— E se não estiver de acordo? — ele enfrentou deixando-a desconfortável e confusa. — Suponhamos que eu lhe dê uma ordem equivocada, o que faria?

— Nada... Obedecer.

— Por isso colocou um lugar para Ino, mesmo depois de me dizer que não a queria aqui?

— Sim... — a morena concordou desviando o olhar ainda ressentida, tanto pelo pedido do marido quanto pelo descaso de Ino. — Mas ela não quis comer conosco...

— Sacrificando-se outra vez, Santa Hinata? — ele zombou fazendo Hinata se irritar.

— Por favor, não volte a me chamar assim.

— Então não atue como mártir — ele revidou disposto a fazê-la reagir, que despertasse o temperamento que o atraíra em Campo Real e atuasse sem temor. — Não quero uma escrava, e sim uma mulher. Assim que, discuta, lute, diga o que sente.

— Para que? De todos os modos será feito o que você decidir, não é? — Hinata reclamou desviando o olhar contrariado.

Tranquilo e cálido, Sasuke se aproximou dela.

— E não pensa que pode convencer-me?

Surpresa, ela o encarou sem saber como responder uma pergunta que jamais pensara ser possível.

~*S2*~

Ino só saiu de seu quarto horas após o almoço, seguindo para a cozinha em busca de comida e de informações do casal, que não vira e nem ouvira no caminho dos quartos até a cozinha.

Guardando a louça, Temari a encarou com reprovação por ter mentido para não atender ao pedido da senhora da casa.

— Os senhores estão em casa? — Ino perguntou, recebendo uma resposta negativa. — Onde foram?

— Ouvi que o senhor Sasuke a levaria para conhecer seu barco.

A rebeldia de Ino desmoronou em lágrimas sentidas, que assustaram Temari.

— Ino! O que foi?

— Eu o amo! — declarou tentando em vão segurar o pranto. — Porque teve de se casar? Nunca lhe faltou mulheres.

— Todo mundo cedo ou tarde se casa — Temari anunciou pondo uma mão no braço de Ino para transmitir conforto, embora incerta se a jovem aceitaria.

— Ele não — revidou com os olhos perdidos. — Não me importava que tivesse outras. Elas iam e vinham, e eu sempre ficava — comentou aumentando o espanto da Sabaku.

— Dormia com você?

— Bem, se preocupava comigo, conversava, me cuidava — declarou para alivio da amiga. — Agora que casou será diferente. E eu não quero! Não quero!

~*S2*~

Ao entardecer, Naruto, ao buscar a esposa para o jantar, a encontrou transbordando felicidade enquanto ajeitava diversos vestidos sobre a cama, anunciando que pediria para as empregadas começarem a guardar seus melhores vestidos.

— Em São Pedro teremos mais vida social, planejo saraus, festas, reuniões com famílias que conheço e, claro, com Hinata e Sasuke. Nossa presença, pode ajuda-lo a se introduzir entre as pessoas respeitáveis. — ela dizia empolgada enquanto selecionava outra peça no guarda-roupa. — Estava pensando, meu amor. Enquanto não termina a safra, posso ir antes, arrumar a casa. Creio que precisamos trocar algumas cortinas e móveis. O que acha?

Naruto se aproximou, removeu a peça das mãos da esposa e a fez sentar no banco da penteadeira.

— Querida, esquecemos o projeto de mudarmos para São Pedro — pediu vendo o sorriso dela definhar. — Falei com minha mãe, ela aceitou que era rígida contigo, mas prometeu...

— Não me importo e não acredito em suas promessas! — ela se exaltou erguendo-se. — Ela mente.

— Está falando da minha mãe! — Naruto queixou-se.

— E eu sou sua esposa!

— Sakura...?!

— Sakura, nada! Estou farta que ela te maneje como bem entender, que você tenha tão pouco caráter que qualquer um pode convencê-lo menos eu — reclamou quase aos berros.

— Por favor, controle-se! — ele pediu surpreso com a explosão da rósea.

— Não me controlarei! — ela revidou enfrentando-o. — Você prometeu e tem que cumprir, mesmo que sua mãe não queira.

— Nunca imaginei que agiria de forma tão irracional, e peço que reconsidere seu comportamento — ele exigiu.

Desconsolada e frustada, Sakura lhe deu as costas e cobriu o rosto com as mãos. Seus soluços tiveram o efeito desejado ao amolecerem a zanga do marido.

— Sakura! — Ele se aproximou e segurou seus braços, mas Sakura se soltou e se afastou sem olha-lo. — Melhor jantarmos e depois conversaremos com calma.

— Perdi a fome — ela choramingou.

— Sakura, por favor, não seja infantil.

— Não é um capricho de criança — ela reclamou olhando-o com os olhos mergulhados em lágrimas. — Você me prometeu que não viveríamos mais aqui.

— Mamãe prometeu...

— Sua mãe mente! Em alguns dias voltará a atacar-me. Sabes por quê? Porque não me suporta. Para ela, a esposa ideal sempre será Hinata — declarou com raiva, suas palavras seguintes atingindo o coração de Naruto em cheio. — Maldita a hora em que lhe disse sim.

— Não diga isso, meu amor.

— Seria mil vezes melhor — ela soltou entredentes, afastando com mãos nervosas as lágrimas que nublavam sua visão para encara-lo com revolta. — Você estaria casado com Hinata e eu não estaria aqui sofrendo — gritou se jogando na cama. — Não quero ficar aqui, não quero!

Alterado e magoado com a declaração da mulher, Naruto partiu.

Sakura lançou um olhar irado para a porta fechada e afundou o rosto no travesseiro soltando um grito de fúria, para depois esmurrar o objeto imaginando o rosto altivo de Kushina nele.

— Veremos quem ganhará sogrinha maldita! — esbravejou disposta a tudo para fazer valer sua vontade.

~*S2*~

Animada após o passeio no porto, Hinata entrou no quarto rindo seguida de perto por seu satisfeito marido.

Ansioso em mostrar a esposa seu ambiente, Sasuke temera que ela rejeitasse sua gente, sua vida, mas tivera uma ótima surpresa.

Levara Sakura ao Satán uma única vez, a jovem desdenhara de tudo e todos. Os marinheiros, ao mesmo tempo em que ficaram encantados com sua beleza, tinham demonstrado não gostar do tratamento frio dela. Com Hinata fora o inverso.

Sua esposa se mostrara superior às expectativas, conversara com todos que lhe dirigiram a palavra, fora gentil com os marinheiros, cumprimentara Kiba, relembrando quando o vira em Campo Real e ganhara de imediato o afeto de Akamaru. Em certo momento um marinheiro mais ousado dera uma margarida para ela, a coloração suave que subiu pelo rosto dela e o riso suave e envergonhado de agradecimento fez Sasuke encarar o marinheiro com raiva. Ele deveria ser o homem que faria isso a sua esposa, só ele.

— Muito bonito o seu barco — Hinata disse tirando o chapéu e deixando-o sobre a mesinha do quarto junto à flor amarelada, sua face ainda corada pelo sol e pela animação.

— Pretendo comprar um maior — informou fechando a porta.

— Espero que coloque outro tipo de nome — ela recomendou encostando-se na madeira do pé da cama.

— Que te parece Santa Hinata? — Sasuke perguntou causando uma reação negativa na jovem.

— Já te disse que não gosto...

— É um nome bonito — ele a interrompeu se aproximando. — Santa Hinata. Gosto desse nome — insistiu pousando uma mão na cintura dela ao confessar: —, como gosto de você. — Com o coração latindo apressado, Hinata tentou escapar do cerco masculino, mas Sasuke a prendeu entre ele e a madeira. — Não! Agora não escapará. — Colocou ambas as mãos na cintura de Hinata, seus dedos deslizando em uma carícia que mesmo com o obstáculo do tecido fazia o corpo dela se arrepiar e vibrar. — O que pensa de mim? Sou melhor ou pior do que imaginava?

— Melhor...

— E o que sente por mim? — quis saber puxando-a, desejando beija-la, mas também querendo que ela lhe dissesse que o amava como tinha declarado para a mãe.

— Me solte, por favor... — ela suplicou, remexendo-se para se soltar. — É que... Assim sinto dificuldade de falar...

Contrariado, Sasuke atendeu seu pedido, observando com reserva ela sentar no colchão impondo distância entre eles.

— Sinto que... é muito bom, nobre... E te quero muito.

— Mesmo? — perguntou duvidoso, procurando nos olhos claros a veracidade daquelas palavras e encontrando-os úmidos.

— Sim — ela murmurou com voz embargada pela timidez e pelo medo da rejeição.

— Porque chora?

— Não sei... é que... fico envergonhada...

— Nunca fique envergonhada comigo — ele pediu aproximando-se, as mãos procurando novamente a cintura feminina para puxa-la para perto. — Está me envolvendo como uma enfermidade, Hinata — confessou. Carinhoso subiu uma mãos aos fios índigo acariciando-os ao mesmo tempo que apoiava a cabeça dela para pousa-la sobre a cama. — Não sei o que vou fazer contigo.

Sentindo-se excitada, Hinata o acariciou no rosto e sussurrou febril:

— O que quiser!

— Não se atreva a enganar-me — Sasuke pediu com suavidade. — De você não poderia suporta-lo.

— Nunca farei... — prometeu acariciando os cabelos negros e oferecendo seus lábios para que a beija-se. — Te juro!

~*S2*~

Em Campo Real o jantar de Kushina e seu filho seguia no mais completo silêncio. A viúva observava o filho remexer o prato e comer muito pouco.

— O que houve meu filho? — Viu os ombros do filho caírem e o olhar desanimado deu a viúva coragem para perguntar: — Sakura se chateou por ficarem?

— Ela se aborrece aqui — justificou sem erguer os olhos azulados do prato. — Tinha a ilusão de viver em São Pedro, fazer amizades, frequentar a casa de Hinata. — Moveu a comida de lugar, cada vez mais chateado ao lembrar as palavras da esposa. — Talvez se conforme se a deixo de vez em quando com os pais.

— Como queira.

O tom reprovador fez Naruto erguer o olhar e soltar um sorriso desanimado.

— Não aprova, não é?

— A mulher deve ficar junto ao marido — Kushina recordou. — Mas você decide.

— Nunca a vi tão alterada — Naruto explicou deixando a comida de lado de vez. — Mãe, acha que Hinata me traiu com Sasuke?

A mudança brusca da conversa, ainda mais por recair sobre Hinata, deixou Kushina sobressaltada.

— Hinata disse isso? — sondou para não cair em contradição.

— Não, nunca admitiu. Pelo menos não na minha frente. — Passou os dedos pelo cabelo loiro bagunçando-o. A reação de Sakura o fizera pensar em como Kushina podia aprovar Hinata se a jovem se envolvera com um contrabandista. — Como me fez isso se segundo Sakura estava muito apaixonada por mim? E porque entrou no convento se queria Sasuke? Deveria ter sentido alivio quando rompi o compromisso — presumiu cada vez mais confuso. Nada fazia sentido em sua mente.

— Recorde que tomou essa decisão para evitar a vergonha que significou o rechaço — Kushina recordou, buscando justificar a atitude de sua afilhada e afastar qualquer suposição que levasse a verdade. — Além disso, entre ela e esse sujeito não havia futuro. Seu pai não a deixaria casar com um marinheiro pobre.

— Por isso os apoiou, para compensa-la por meu repudio?

— De certa forma, sim — mentiu.

— Tinha uma opinião muito diferente sobre você — Naruto comentou deixando Kushina com medo. Mas logo o filho sorriu e a tranquilizou ao declarar: — Nunca pensei que podia ser tão generosa e boa!

— Talvez não seja generosidade e bondade, mas sim o grande amor que lhe tenho.

Naquele momento as palavras amorosas de sua mãe foram suficientes para Naruto esquecer seus problemas com a esposa, reavivando sua alegria e esperança. Sakura o amava. Conseguiria encontrar um meio de agradar a esposa sem se afastar de Campo Real.

~*S2*~

Sentado na cama, ainda com o corpo se recompondo, Sasuke conversava com Hinata, deitada ao seu lado, decidindo colocar em palavras uma das coisas que tomaram seu pensamento após o café da manhã.

— Cometi um erro ao trazer Ino para essa casa — lamentou, observando a expressão magoada de Hinata. — Não pensei em você, ignorava que sabia sobre como a conheci.

— Kakashi me disse.

— Por quê?

— Quando Sakura me visitou no convento, Ino a viu e me contou sobre o que acontecia entre você e minha irmã... — explicou titubeando antes de ter coragem para continuar. — Ela estava enojada e nervosa, então me disse que você e ela... Bem, perguntei para Kakashi se era verdade. Ele me explicou como a conheceu e o demais...

— E o que pensou? — Diante do silêncio, ele mesmo respondeu. — Que sou um desgraçado por ter me aproveitado de uma mulher tão jovem? — Encarou Hinata que permanecia calada. — Sei que não existe justificativa, mas todos os homens fazem isso. E mulheres sem sorte como ela, aceitam para sobreviver. Ino e eu temos muito em comum — complementou atraindo a atenção da esposa. — Crescemos na rua, entre golpes, maltratos, conhecemos a fome e o frio. Mas ela teve o azar de nascer mulher — concluiu, apoiando um braço na cabeceira e outro no joelho cobrindo a boca com a mão, aclarando seus pensamentos antes de completar com dor. — Quando se é pobre é muito mais fácil se defender quando se é homem. As mulheres sempre levam a pior parte. Por isso não a julgue duramente — pediu.

— Eu entendo... — Hinata murmurou compreendendo de verdade os motivos de Sasuke e se compadecendo de Ino.

— Quero casa-la, mas não encontrei com quem — explicou com honestidade. —Tenho medo que se a regresso ao convento escape e nunca mais voltemos a encontra-la. É muito jovem e impulsiva. Pode voltar ao de antes.

— Que fique aqui, então — conformou-se Hinata tocando seus dedos suavemente nos dele.

— Mas sua presença a incomoda.

— Agora que me explicou seus motivos não incomoda.

— Façamos o seguinte: a deixo em suas mãos — determinou. — Fale com ela e decida. O que acha?

— Se você quer...

Sasuke inclinou-se sobre ela, sua mão procurando a macie do rosto feminino, deslizando os dedos carinhosamente pelos lábios inchados pelos beijos trocados minutos antes.

— O que quero é te ver contente — sussurrou a olhando apaixonado. — Que nunca se arrependa de casar comigo — continuou fechando os olhos momentaneamente para absorver a leveza do toque dela em seu rosto. — E entenda o que é a vida para os que não tiveram tanta sorte como você.

— Jamais me arrependerei — garantiu juntando seus lábios aos dele.

~*S2*~

N/A – Ia atualizar em outubro, mas fiquei muito triste com coisas que aconteceram nesse mês que eu deveria amar – por ser de vários nivers importantes, incluindo o meu -, e isso acabou com a minha vontade de escrever. Tive de dividi-lo para postar e parar de empurra-lo por mais tempo. Mas espero de coração que gostem, pois dei o meu melhor nesse momento.

Avisem-me de qualquer erro. Corrigirei o mais breve possível.

Obrigada a todos que me enviaram reviews e mensagens, amei ler e responder todos eles. :*

Obs: Esse capítulo corresponde ao episódio 23 e 24.

Respostas aos reviews não logados:

Ninahy: Fico feliz que gostou e espero que esse capítulo compense a demora. Beijos

Alexita: Oi! Os personagens encaixaram direitinho com a versão Naruto, tive que modificar alguns, mas no geral foi fácil, principalmente o casal principal. Realmente não assisti Amor Real, mas tem uma autora que adaptou essa história aqui nesse site, se chama "True Love" da Love Line. Eu que agradeço por comentar e torcer para que eu consiga chegar ao ponto final, todo esforço vale a pena por leitores como você, muito obrigada! 3

Srta Jaque: A melhor parte de transcrever essa fic é que amo a novela, ela é 1000 vezes melhor que a fic, recomendo muito 3 Beijos

Lo: Daqui em diante terá mais momentos SasuHina. Do jeito que a Sakura não é discreta não demorará a ser descoberta. Espero que curta o capítulo e que ele compense a demora. Beijos

AshleyHinaUchiha: Obrigada! Espero que esse capítulo compense a demora. Beijos

Até o próximo capítulo estrelas da minha vida! o/

Big beijos,

Lucy