é eu sei que foi bem pequeno esse capítulo, mas por enquanto os capítulos estão saindo pequenos mesmo, o importante é saber se vcs gostaram dele ou não... Não tive muito reviews, o que me deixou um pouquinho triste... mas sei que vcs leram e se desse teriam deixado essa escritora de fic muito contente com um review
Bom os agradecimentos
Carolina Gaunt - Muito obrigada.... ficou realmente muito bonito, pelo menos eu achei.....Não morra. por favor, fique viva até terminar essa fic, eu preciso de sua leitura e seus reviews...... rsrsrsrs......Ainnnnnn agora e fiquei realmente emocionada..... mas na verdade as pessoas não gostam muito de uma fic que demora tanto para ser postada... elas são sedentas mesmo.....
Umbreon-chan - Sim... um pequenino capitulo... eu não estou tendo tempo para postar um capítulo muito grande.... mas as ferias estão chegando ai eu terei tempo para isso... Sim, a Lily é conselheira do Sev.. eu sempre imaginei que Sev era tão ligado com Lily que a via em seus sonhos e até mesmo acordado... para mim Sev jamais deixará de amar Lily, agora virou um amor platonico.... lindo... Eu tb acho que ele tem que se dar por inteiro... mas ele tem medo de rejeição... da para entender neh o porque disso.... afinal ele é o Severus... se bem que eu não o rejeitaria
Bom meninas, agora vou deixar vcs com esse capítulo.... eu postarei dois hoje, para não ser muito pequeno, mas os dois falam mais de Harry, pq agora eu vou mostrar mais o Harry antes de ir para Hogwarts e depois eu volto com o Snape e com coisas muito legais que acontecerá com os dois......
bjusssss
Capítulo 20
Harry descia lentamente os degraus da torta escada dos Weasley, seus pensamentos estavam tão longes que nem percebeu a chegada de Rony e quase pulou tamanho o susto que levou.
- Ei cara vamos logo, preciso de uma companhia agradável lá embaixo.
- Como assim?
- Digamos que minha família aumentou um pouco. O Gui vai se casar e imagina com quem?
- Quem? – Perguntou Harry após perceber que o amigo queria mesmo que ele adivinhasse.
- Fleur Delacour.
- A Fleur do torneio?
- Essa mesmo
- Deve ser legal, você não era amarradão nela? Só a Hermione não vai gostar.
- Na verdade Mione vai adorar. Eu não suporto aquela mulher. Harry você tem que ir lá embaixo agora. Gina é legal e tudo o mais, mas não igual. Vamos logo.
- Ta bom, vamos então.
Rony praticamente o empurrou escada abaixo fazendo derrapar pelo chão recém limpo da senhora Weasley. Harry endireitou-se e sorriu para a senhora Weasley que lhe abraçou novamente e lhe disse que estava realmente muito feliz que ele estivesse ali.
- Obrigada senhora Weasley.
- Olá Harry – Disse Gina quando o menino sentou-se ao seu lado
- Olá Gina.
A mesa dos Weasley foi estendida para que coubessem ao todo onze pessoas. Senhor e senhora Weasley, Gina, Rony, Fred, George, Gui, Fleur, Harry e os convidados Lupin e Tonks.
- Oi Tonks
- Oi Harry.
Tonks estava diferente do que Harry se lembrava, seus cabelos não estavam rosa berrante, estavam quase um vinho. Seus olhos estavam caídos e enfeitados com olheiras fundas e negras. Ela estava péssima. Lupin ao seu lado não estava em seus melhores dias. Havia acabado de passar a época de lua cheia e o ex professor ainda sentia-se afetado pela recente época de transformação.
Após todos os cumprimentos Harry começou a comer em silêncio. Ao seu lado Gina conversava animadamente com os irmãos e Harry não pôde não rir das piadas dos gêmeos. Fleur era constantemente um alvo para eles, era como se não pudessem ver ninguém mais na sua frente, como se suas mentes nublassem qualquer informação sobre outras pessoas. Eles só viam Fleur e seus defeitos.
Em meio a toda a conversa Harry tentava se lembrar do sonho. Não lembrar-se mas imaginar quem era aquele vulto imaginário. Ele sabia que era da sua cabeça, sabia que era pura ilusão pensar que era alguém, mas não podia evitar, toda hora o nome dele, o rosto dele, a voz dele vinha em sua mente. A única pessoa que ele podia pensar, que ele queria que fosse, era Snape. Snape e seu jeito introvertido, seu anti-socialismo, sua voz grossa e rouca, seus olhos vazios, afiados e penetrantes. Simplesmente Snape. Mas a pessoa que ele via, a pessoa que o fez delirar em seu sonho, que o fez atingir o ápice de seu corpo, que o fez suar e desejar, a pessoa não era igual Snape. Snape era cruel, era injusto, era sarcástico, era totalmente diferente, ele não gosta de Harry, ele odeia o Harry e deixa isso claro para quem quiser ouvir e saber. O professor das masmorras não podia ser o homem que o tocou com tanto carinho, que lhe falou palavras doces, que se preocupou em não o machucá-lo, não era ele.
Sua mão foi levada até o peito onde ainda sentia dor pelo rompimento feito com Snape após saírem das masmorras de Voldemort. O contrato que Snape fez com seu tio o prendia ao homem, ele era dele, mas agora não era de mais ninguém. Snape não o queria, Snape o dispensou, Snape não o tocou, Snape sentiu repulsa dele, Snape o odiou. Mas pelo menos o libertou das garras do seu tio, ao menos era o que havia escrito na carta que mandara havia apenas alguns minutos. A coruja que chegou um pouco antes de Harry descer para o jantar estava em cima do armário de Rony e a carta estava perfeitamente fechada e dentro do bolso do menino. As palavras escritas com a letra fina e junta de Snape ainda passava por seus olhos.
"Senhor Potter,
Esteja avisado que seu contrato com o senhor Dursley acabou. O senhor não tem nenhum dever de cumprir suas tarefas de agora em diante. A família Dursley o despensa de todos os seus deveres para com eles e os clientes fixos que o senhor tinha.
O diretor manda lembranças e pede para que fique na residência dos Weasley até que faça contato com o senhor.
Severus Snape"
A sensação de liberdade ainda não passava por Harry. Ele ainda não conseguia tocar a liberdade com suas mãos. Parecia que aquilo não importava. Era como se aquele detalhe fosse realmente isso, um mero detalhe. Agora sua vida seria diferente, ele sofreria por uma dor diferente. A dor da ilusão e a dor da verdade. A ilusão de achar que aquele Snape que o tratou gentilmente em sua residência, que o abraçou, que o deixou chorar em seus braços, achar que ele o amava. Ilusão, pura e límpida. Snape jamais o amou, nunca o amaria. Proteção era o que ele fazia, proteção a pedido de Dumbledore. Ele precisava garantir que o menino de ouro estivesse bem, tanto fisicamente como psicologicamente, afinal, ele precisaria lutar em uma guerra brevemente, ele precisaria enfrentar um dos maiores bruxos do mundo e não podia fazer isso enquanto seu mente estava tão esfrangalhada daquela forma. Ele deixou Snape ver sua vida pensando que ele queria conhecê-lo, queria cuidar dele, sarar suas feridas antigas. Mentira. Ele queria saber qual era o local que deveria ter mais cuidado. Ele estava apenas preparando-o para a guerra. Como sempre ele estava apenas fazendo seu papel.
Mas ainda assim, ainda que ele estivesse realmente fazendo aquilo, que não o amasse, que o odiasse, que apenas fizesse seu papel ajudando o menino de ouro a não morrer, por mais que só obedecesse ao Dumbledore, Harry não podia negar seus sentimentos e não podia não amá-lo. Essa era sua sina, amar quem não devia. Ele não podia negar o desejo cada vez maior de o ver, aquele desejo que parecia um veneno corroendo sua alma. Ele precisa vê-lo. Ele ainda o amava.
- Harry? – Chamou Lupin segurando cuidadosamente sua mão.
O tom cauteloso de seu ex-professor chamou sua atenção e só depois de ser seu olhar preocupado que percebeu o quanto estivera absorto em seus pensamentos.
- Harry – Chamou Lupin novamente – Qual o problema?
Harry olhou em volta e viu que a mesa já estava quase vazia. Tonks estava com Gina e os gêmeos na sala de estar. Rony, Gui e o senhor Weasley conversavam no andar de cima, Fleur e a senhora Weasley conversavam sobre como lavavam as louças. A senhora Weasley fazia uma tentativa falha de mostrar o quanto Fleur era incapaz de cuidar de seu filho mais velho. Mas Fleur era, para desgosto de Rony, perfeita pára Gui. Na mesa estavam apenas Lupin e Harry, todos já haviam acabado de comer e o único prato cheio era o se Harry.
- Desculpe – Disse Harry soltando o garfo e a faca que ainda segurava.
- O que está acontecendo?
- Nada – Mentiu – Não está acontecendo nada. É só...
- Está com saudades dele não está?
Os olhos de Harry se arregalaram para Lupin e por um momento ele imaginou que o ex-professor fosse capaz de ler seus pensamentos. Que havia descoberto sobre Snape. Que sabia que ele o amava, que sentia falta do morcego, que queria estar com ele, que queria vê-lo desesperadamente.
-É o Sirius não é?
A pergunta o pegou de surpresa. Há quanto tempo não pensava em Sirius? Sentiu-se envergonhado por isso, o amava, mas o afastou totalmente de seus pensamentos, o manteve longe de sua mente e agora sentiu verdadeiramente a dor dessa distância. Era difícil mentir para os olhos carinhosos e preocupados de Lupin, mas a necessidade de guardar o seu sentimento por Snape, o impedia de ser sincero.
- Sim, é o Sirius – Disse e percebeu ser verdade. Sirius realmente fazia muita falta e a culpa pelo afastamento do padrinho o maltratava. Por mais que ele não pensasse nisso, aquela culpa estava ali, o tempo todo – Lupin, é por minha culpa que ele não está aqui, é por mim que ele teve que se esconder em outro lugar, fora do país. Se eu não fosse tão idiota e, como dizem, metido a herói, ele estaria no Largo Grimald. Como sempre é culpa minha.
- Harry, preste atenção. Não é culpa sua. Tudo o que você fez teria que ser feito porque você é você. Você não é metido a herói e não tem culpa de não suportar saber que alguém pode ser morto e ficar quieto.
- Mas eu separei vocês. Os deixei longe um do outro.
- Fiquei longe daquele convencido durante doze anos, posso agüentar mais um pouco.
- E como Tonks está?
- Triste. Infelizmente não posso dar à ela o que ela deseja. Não posso ser o homem que ela quer, já estou preso a outro. Mas ela vai superar.
- Vai sim. Tonks é forte.
- Vou pedir para Molly trazer outro prato de comida para você. Você realmente precisa se alimentar.
Depois de acabar com dois pratos de comida, Harry caminhou lentamente pelo jardim sentindo o vento gelado passar pelas pontas de seus dedos. Ele abriu a blusa que estava vestindo e a deixou cair no gramado onde os duendes andavam furtivamente. O vento agora atingia seu corpo por inteiro deixando-o completamente gelado e o fazendo sentir pela primeira vez a sensação de liberdade que a carta, ainda em seu bolso, o dera. Ele estava livre, finalmente livre.
