Muuuuito obrigada a:

Ana Krol, MarcelaRansom, Lara Cullen - sz, Laurem Mc'phei, Carol Black Cullen, gby00, Beatriz, Sophiatt e Helo Zanon.

Dedico essa fic a todas vocês que tiveram a paciência de ler, acompanhar e mandar reviews! ^^

Importante! Leiam a nota final!


A dor não veio, mas eu cai. Nada queimava, nenhum calor, nenhum sangue... Abri os olhos e os arregalei.

Aro estava no chão, sua blusa se manchava de vermelho e seus olhos ainda abertos me olhavam. Tudo acontecia em câmera lenta pra mim naquele momento. Sulpicia subia com o helicóptero, as mãos na boca horrorizada.

-Renée... – Aro levantou a mão tentando encostar no meu rosto, mas sua força acabou antes que cumprisse o objetivo. Sua mão caiu mole, e o rosto virou pro lado. Meus olhos ainda arregalados, o semblante assustado pregado no meu rosto. Ele tinha se jogado na minha frente... Salvado a minha vida.

-Bella! Bella! – ouvi a voz de Edward e o olhei – Meu amor! – eu queria abraçá-lo também, mas minhas mãos continuavam presas.

Um homem que eu não conhecia pegava a arma que Sulpicia tinha deixado cair com um saco. Outros homens, Jasper, Emmet e Carlisle chegavam perto também.

Mas então tudo ficou preto.

...

-Ah, graças a Deus! – minha mãe gritou quando me viu chegando com Bella no colo. Passei direto a colocando deitada no sofá.

-Sam, acho que ela não estará em condições de falar nada hoje... – Sam assentiu.

-Vou deixar Paul e Jared aqui. Só pra dormir tranqüilo – Carlisle assentiu – Amanhã eu volto para as perguntas.

Eu não estava prestando atenção em mais nada. Apenas olhava o rosto de Bella. As roupas sujas, os pulsos machucados pelas cordas e algumas marcas no braço.

Ouvi meu pai contar a história as mulheres. Alice ofegava e Rosalie olhava meu pai e Renesme que estava em seu colo, não querendo deixar de prestar atenção em nenhum dos dois. Bella abriu os olhos, olhava em volta ainda estranhando e então se sentou de repente.

Todos olhamos pra ela e ela me abraçou. Fechei os olhos sentindo um mundo sair de minhas costas ao senti-la me abraçar, ao vê-la bem e comigo. Ouvi seu choro.

-Shiii... Está tudo bem agora... Está em casa.

-Eu não podia deixar ele ficar com Renesme... Não podia.

-Não se preocupe. Eu faria a mesma coisa. – ela se soltou de mim.

-Onde ela está? – Rosalie se levantou sentando ao lado de Bella.

-Acho melhor tomar um banho antes de pegá-la – ela disse e Bella concordou.

-Vem. – ela pegou minha mão e eu a levei pra cima.

...

Edward me levou até o banheiro e me despiu, pela segunda vez naquele dia. Sorri sentindo os carinhos dele pelo meu corpo. Ele sempre me tratava assim, desde a primeira vez, como se eu fosse de vidro e pudesse quebrar se ele forçasse demais.

Mas diferente de mais cedo eu levei minhas mãos a barra de sua blusa e a puxei pra cima, ele levantou os braços me ajudando. Beijei seu pescoço, seus ombros e onde eu alcançava, sem abaixar, do peito. Ele arfou.

-Fiquei com tanto medo de te perder... – sorri o abraçando.

-Eu só pensava em você e Renesme... Pra me dar forças. Imaginava você e ela bem.

-Nós nunca ficaríamos bem sem você... Nessas, enormes, horas eu entrei em estado vegetativo e foi um custo fazer Renesme pegar a mamadeira. – ela se sobressaltou – Jasper conseguiu.

-Sempre ele... – ele me abraçou, senti seu corpo no meu e estremeci.

-Estou começando a ficar com ciúmes dele...

-Engraçado como ele a acalma. – Edward riu.

-Se ele consegue fazer isso com Alice... – olhei seu rosto. Minha respiração acelerou apenas em olhar pra ele. Ele beijou meu rosto todo, calmamente, me puxando pro Box.

A cena dessa vez era bem diferente, em vez de lágrimas, sorrimos um pro outro, em vez de medo, alívio. Ele me prensou na parede gelada, contrastando com a água quente que escorria por nós. Nos beijamos como se não nos víssemos a muito tempo, e era isso que eu sentia.

Levantei a perna e ele a segurou em seu quadril, logo o senti me preencher. Sorri enquanto ele beijava meu pescoço. Eu não conseguiria ser de mais ninguém, eu pertencia a Edward e seria assim pra sempre.

Só ele me fazia sentir borboletas sempre que falava meu nome. Acelerava meu coração apenas em me olhar. E me fazia suspirar só em olhar pra ele.

...

Saímos do banho e pude pegar minha filha no colo. Era como se tudo se encaixasse, algo que estava fora do lugar que havia voltado. Ela estava acordada e eu fiquei admirando como se fosse a primeira vez que a via. Cada pequeno traço. Os cabelos cor cobre iguais aos de Edward, os olhos castanhos como os meus, as bochechas rosadas e a boca em forma de coração.

Coloquei o seio pra fora e ela o abocanhou. Eu me sentia tão ligada a ela nesses momentos. Via o quanto dependente de mim ela é. O quanto eu tinha que protegê-la e amá-la. Edward nos olhava do meu lado. Eu não entendia o que ele sentia, mas conseguia ver pelos seus olhos satisfação em nos olhar. Nos sentíamos família.

-Você gosta de nos olhar. – ele sorriu.

-É algo inexplicável o que sinto quando vejo você amamentar... È a mesma coisa de quando Renesme abriu os olhos pra mim. – sorri.

-O pesadelo acabou – ele assentiu – Mas Sulpicia ainda está a solta... E com o meu dinheiro. O dinheiro que meu pai deixou pra mim. – ele sorriu e eu não entendi.

-Esse assunto... Bem, enquanto você fugia. – senti minhas bochechas esquentarem – Nós estávamos vendo as probabilidades... Quil, um dos homens de Sam, ele sabe muito de computadores. Sulpicia não ficou com nada. Ela viu na conta dela o que Quil queria que ela visse.

Fiquei estática por um momento, apenas sentindo Renesme sugar meu seio.

-Ela não ficou com nada? – ele negou com a cabeça, e eu sorri aliviada – Não me importo com o dinheiro em si... Mas saber que ela ficaria com o dinheiro depois de matar meus pais e... Seqüestrar minha filha por ele. Eu fiquei revoltada. – ele viu que Renesme tinha dormido mamando.

-Eu levo ela pro berço... – sorri entregando ela a ele. Mas em vez de levá-la para o quarto, deixou no Moisés em nosso quarto – Não sei se vou conseguir deixá-la sozinha no quarto por um tempo. – eu ri.

-Você é muito super protetor.- ele estava sério quando deitou do meu lado. Eu podia ver pela luz da lua que entrava.

-Nunca mais quero sentir o que senti hoje. Pensar em perder você ou Renesme... Odeio lembrar do que senti.

-Shhii... – me aconcheguei em seu corpo, em seu abraço – Estamos aqui. Estamos bem e juntos. È isso que importa. – ele assentiu.

Depois de tanta tensão, senti meus olhos pesarem.

...

Acordei com Edward beijando todo o meu rosto. Sorri e ele não me esperou abrir os olhos para me completar. Gemi e com os olhos serrados o vi sorrir.

Caímos ofegantes deitados na cama.

-Que jeito de começar o dia... – ele riu.

-Um jeito ótimo. – assenti beijando sua bochecha. Me levantei. – Vai aonde? – o olhei sorrindo maliciosa.

-Tomar banho. – ele riu e veio atrás de mim.

Estava secando meu cabelo quando Renesme chorou. Sorri a pegando no colo e abrindo o roupão a deixando mamar. Edward apareceu com a toalha enrolada na cintura enquanto secava o cabelo com uma menor. Sorriu e veio sentar.

-Ela acordou três vezes de madrugada... – disse suspirando. Eu ri.

-E vai ser assim por um bom tempo... – ele nos olhou atentamente.

-Posso agüentar. – eu ri e dei um selinho nele. – Vamos tomar café? – assenti.

Me vesti e descemos os três. Esme me abraçou colocando uma panqueca no meu prato e pegando Renesme. Todos já estavam na mesa menos Alice. Essa desceu um pouco depois, conversou com todos, mas não me olhou nos olhos.

Eu tinha que conversar com ela. Dizer que não a considerava culpada de nada. Suspirei. Saímos todos da mesa e fomos pra sala, teríamos que esperar Sam e os outros para as perguntas.

-Alice? – ela me olhou sobressaltada – Podemos... Conversar? – ela assentiu e nos levantamos indo para o escritório de Carlisle.

-Bella... – levantei a mão pedindo que ela me deixasse falar.

-Você não precisa me pedir desculpa... – ela voltou a abrir a boca, mas não deixei ela continuar – Você não teve culpa. Me desculpe você por eu ter te falado aquilo ontem. Mas eu precisava que alguém fosse comigo para trazer Renesme, e ninguém aceitaria... Nem você na verdade, então eu tive que dizer. Me desculpe.

-Você realmente não me acha culpada?

-Claro que não! Culpados foram eles... – ela veio até mim e me abraçou.

-Mas eu me sinto tão culpada! Acho que nada disso teria acontecido se eu não tivesse ido atrás daquela droga de taça de champanhe... – ela chorava.

-Estamos bem Alice... E você não precisa se sentir culpada. Você não teve culpa! – ela assentiu me apertando mais. – Você é uma das madrinhas dela.

-Não sei se mereço mais isso.

-Pare de falar assim. Os culpados foram eles!

-Você... – me abraçou de novo e eu ri.

-Bella? – Edward bateu na porta, eu e Alice limpamos as lágrimas.

-Entra.

-Sam chegou... Vamos? – assentimos e seguimos meu marido.

...

Bella se sentou de frente para Sam.

-Bella... Tenho que fazer algumas perguntas pra você. – ela assentiu visivelmente nervosa, segurei sua mão – O que aconteceu depois que você saiu daqui com Alice?

-Paramos na mesma entrada em que vocês foram encontrá-los... Ele devolveu Renesme e me levou para uma cabana não muito longe dali.

-Saberia voltar lá?

-Talvez... – ele assentiu a fazendo continuar – Me deixou num cômodo, me amarrou e passei a maior parte do tempo assim. Sulpicia apareceu lá em certa hora, ela não parecia saber que ele tinha trocado Renesme por mim. E então, eles começaram a discutir...

-Sobre o que?

-Ela queria pegar o dinheiro e, ou me devolver, ou me... Matar – tremi ao seu lado – Mas Aro não queria e começou a falar... Coisas.

-Que coisas?

-Ele disse que sabia que ela tinha contratado os caras para matarem minha mãe... Ele também não queria matá-la. O plano era me seqüestrar e pedir resgate, mas Sulpicia tinha ciúmes da minha mãe... Por causa de Aro.

-E depois?

-Ela concordou. Ficaria com o dinheiro e ele que fizesse o que queria comigo. Ele não fez nada comigo – disse olhando pra mim – Só voltou a me procurar quando foi pra ir até vocês.

-Aqueles caras que estavam com eles na estrada. Os conhecia?

-Não. Na casa eu tinha visto o loiro que estava com Sulpicia, mas fora isso... Não.

-Aro está morto. – Sam disse o óbvio – Mas Sulpicia sumiu. O helicóptero foi encontrado, mas já tinha sido abandonado.

-Acha que ela pode voltar? – perguntei.

-Não sei. Tudo é possível... Pode ter medo de ser presa, ou pode querer voltar assim que souber que não recebeu dinheiro nenhum na realidade... Temos que esperar. O inquérito foi aberto e alertamos a polícia internacional, caso ela consiga sair do país. Por hora é só – se levantou – Mas qualquer coisa me liguem. – assentimos esperando não ter que chamá-lo tão cedo.

...

-Não está animada? – Alice parecia estar ligada na tomada – No final do mês já estaremos em Dartmouth! – eu sorria trocando a fralda de Renesme. Essa estava uma coisa fofa! Já naquela fase gordinha e risonha. – Viu como ela também está animada!

-Ainda fico preocupada em como vai ser isso... Faculdade e Renesme...

-Vamos estar todos lá Bella... Você, Jasper e Edward vão ter praticamente a mesma carga horária de aulas na DMS... Rosalie e eu vamos ter iguais e diferentes de vocês... E Emmet... Bem, ele vai ter aulas de manhã e os treinos só a noite. Sempre vai ter alguém em casa, não se preocupe.

-Só o fato de estar longe dela me preocupa... – a levantei colocando no meu colo. O semblante de Alice entristeceu. Podia ter se passado três meses, mas ela ainda se considerava culpada por tudo. – Não estou com medo que ela suma Alice... Quando for mãe vai entender que eu estando na sala e ela no quarto me preocupa. – Alice assentiu mais ainda com uma aura entristecida.

Renesme estava com quatro para cinco meses e era a alegria da casa. Ela tinha nos ajudado a sair do marasmo e medo do mês seguinte a todo aquele caos. Sulpicia não tinha mais dado as caras, e eu duvidava que ela fosse voltar a aparecer.

Edward, Emmet e Jasper haviam comprado uma casa em Dartmouth, todos moraríamos juntos. Mas nós três ainda não tínhamos visto a casa, já que eles diziam ser surpresa. Menos de um mês nossas vidas mudariam... E sempre que pensava isso me dava um frio na barriga.

-Amores... Temos que ir. – Edward disse na porta. Suspirei e assenti.

Me despedi de todos e eu e Edward saímos em direção contraria a Forks.

-Tem certeza? - perguntou olhando pelo retrovisor.

-Tenho que fazer isso... É a casa dos meus pais. – ele assentiu continuando a dirigir. Paramos na casa tão conhecida por mim. Apesar de que as cores escuras e o semblante frio não me davam nenhum conforto. Saímos do carro, eu ainda segurava Renesme e Edward ia com a mão nas minhas costas. Entramos.

-Essa casa é muito sombria... – ele comentou.

-Sempre foi... – Aro gostava de algo perto da realeza gótica. As paredes eram vinho, combinava com os móveis de mogno e os detalhes que eles tinham em dourado.

-Não deixa de ser bonito...

-Me dá arrepios. – ele passou o braço pela minha cintura e continuamos a andar pela casa. A cozinha, onde eu era terminantemente proibida de ir, por Sulpicia achar uma afronta os patrões entrarem onde só empregados tinham que entrar. O escritório de Aro, onde aprendi a não entrar por medo. A sala de jantar, tão fria e mórbida quanto o resto da casa. Subimos as escadas. – Meu quarto.

Entramos. Aquele quarto não tinha nada a ver comigo. As paredes lilás, lisas, uma prateleira com livros que nunca peguei, uma cabeceira com fotos minhas quando pequena, e um guarda roupa cheio de vestidos que eu odiava.

-A primeira vez que estive aqui, achei esse quarto o oposto de você. – ri.

-E ele é... Por isso o quarto no colégio era tão diferente. Meus tios odiavam! – saí do quarto indo em direção a suíte.

-Bella, você não...

-Preciso sim. – dei Renesme pra ele e entrei no quarto.

Ali, eu podia dizer, que nunca tinha entrado. Pelo menos enquanto era habitado por eles. O guarda-roupa estava revirado, mas a cama e o resto do quarto estava impecável.

-Acredita que nunca entrei aqui? – ele assentiu – Pelo menos não que eu lembre... Devo ter entrando quando meus pais ainda eram vivos...

Passei a mão pela cômoda e abri as gavetas. Alguns papeis, que eu não queria ler. Nada me importava ali... Mexi nos papeis os revirando e vi uma foto. A peguei e senti as lágrimas arderem em meus olhos. Eu já tinha visto aquela imagem!

O homem de bigode sorria radiante olhando para a mulher sentada que amamentava um bebê. A mulher deixava seus cabelos meio avermelhados caírem sobre o colo, enquanto o bebê se alimentava e deixava a outra mão espalmada no outro seio. Senti Edward atrás de mim, olhando para a foto.

-São meus pais... – ele não disse nada – Uma vez eu tinha achado essa foto no escritório de Aro... Fiquei três dias trancada do quarto sem saber o por que e nunca mais entrei lá.

-Eles parecem muito felizes. – sorri assentindo.

-Até onde eu sei, minha mãe tinha dificuldade de engravidar... Algo hereditário... Sulpicia não pode.

-Parece que puxou o seu pai então... – eu ri, achando realmente graça. Já que, tinha dezoito anos, e já tinha engravidado duas vezes.

-Ainda bem... – me virei passando a mão pelo rosto de Renesme, ela fez um barulho engraçado e nós dois rimos. – Vamos...

-Ainda tem algum cômodo?

-Tem a biblioteca, outros quartos, o sótão e o porão... Mas acho que vou pedir para alguém especializado tomar conta disso... Ver o que posso vender daqui e depois reformar essa casa.

-Poderíamos vir morar aqui depois da faculdade... – eu o olhei. Edward era o melhor homem do mundo! – É bonita, perto da casa dos meus pais...

-Eu te amo sabia? – ele riu de lado e eu senti minhas bochechas esquentarem, com a mão livre ele afagou minha bochecha.

-Eu também te amo... – dei um selinho nele.

-Vem com a mamãe... – disse esticando os braços, sentindo Renesme se inclinar pra frente vindo pra mim. A aconcheguei e ela soltou outro barulho engraçado. Saímos da casa e eu a olhei de perto do carro.

-Quando a gente voltar, ela vai estar muito diferente.

-Espero. Espero também devolver a ela a alegria que mostra nessa foto. – olhei para a foto na minha mão.

-Nós vamos. – o olhei sorrindo.

-Juntos...

-Sempre.

...

Alice, Bella e Rosalie ainda estavam paradas olhando de boca aberta para a casa. Jasper, eu e Emmet sorriamos vendo a surpresa delas.

-Gostaram?

-Se nós gostamos? – Alice gritou – È perfeita!

Voltei meu olhar para a casa. Não era tão grande quanto a de nossos pais, mas era confortável. Quatro quartos, cozinha, dois banheiros, sala, um pequeno escritório e uma área com varanda.

-Como conseguiram isso? – Rosalie perguntou chegando perto de Emmet, mas ainda embasbacada.

-Não foi fácil – ele disse se gabando e eu ri com Jasper, sabendo que tinha sido mole comprar aquela casa com um acréscimo de vinte mil no que era realmente valia – Mas a gente faz tudo por vocês... – Rosalie o agarrou.

-Vamos entrar? – perguntei. Bella sorriu assentindo e eu peguei Renesme de seu colo. Era engraçada a sensação que tinha em segurar Renesme. Bella devia sentir a mesma coisa, mas era como se algo se encaixasse.

-Está tudo tão lindo!

-Mamãe que decorou. – disse sorrindo me sentando no sofá, colocando Renesme nas minhas pernas e brincando a fazendo rir. – Ela é a melhor.

-Com certeza!

-E os quartos? – Alice perguntou pulando. Do jeito que Renesme gostava de pular, ela seria bem parecida com Alice nesse aspecto.

-São quatro... Um para cada um e vamos deixar o outro vago... Depois pensamos se vamos deixar para quando papai e mamãe vierem pra cá, ou alugamos, ou transformamos em alguma coisa... Sei lá. Vamos ficar uns anos aqui certo? Pode ficar para Renesme... – Emmet explicava pegando a mão de Rosalie, girei os olhos quando ele a olhou malicioso – Quer conhecer o nosso ursinha? – Rosalie sorriu assentindo. Emmet a pegou no colo a fazendo gritar, e nos fazendo rir, indo pro corredor e sumindo.

-Eu também quero conhecer o meu! – Alice gritou e Jasper pegou sua mão – Ah, não... Quero ir no colo também! – ri vendo a cara de Jasper. Esse suspirou e a pegou, Alice sorriu acenando pra gente. Renesme balançou a mãozinha em seu thau desajeitado.

-E então, o que achou?

-É linda... Perfeita pra nós sete! – ela riu – Isso não assusta você? – a olhei confuso – Essas mudanças... – ela viu que eu ainda não entendia – Deixa... Talvez que sou paranóica...

-Não... Fala, o que quer dizer?

-Minha vida sempre foi tão... Previsível. Em casa tinha que fazer o que mandassem, na escola, extravasava nas festas e saídas e coisa e tal... Mas essa Bella... Mãe – sorriu passando a mão pelos cabelos ruivos já grandinhos de Renesme – Esposa – passou a mão pelo meu rosto – Eu não conheço essa... – sorri.

Coloquei Renesme no chão, a vendo começar a se esforçar para engatinhar, logo conseguindo ir pouco a pouco em frente. Cheguei mais perto de Bella passando meus braços por seu corpo.

-Você tem feito muito bem até agora... – ela riu e colocou o rosto na curva do meu pescoço me arrepiando.

-Eu quero que você e Renesme sejam felizes... São as pessoas mais importantes pra mim, e essa vida nova, cheia de felicidade me assusta. – passou o braço pela minha cintura – Eu nunca passei muito tempo feliz Edward. Isso me assusta. Penso que a qualquer momento algo vai acontecer e...

-Nada vai acontecer! A gente vai brigar... Vamos nos preocupar... Mas não temos que ter medo Bella... Nos amamos, somos felizes... Isso que importa. – ela assentiu me olhando e sorrindo – Mas tranqüila?

-Com você? Sempre... – eu ri e ela me beijou. Apertei sua cintura, o efeito que Bella tinha sobre mim nunca tinha diminuído, era o mesmo que o beijo de um ano atrás tinha feito comigo. Ouvimos o grito de Renesme e a olhamos, ela estava sentada perto da estante, reclamando por atenção. Sorrimos indo sentar ao lado dela no chão.

Bella me olhou sorrindo, enquanto Renesme testava suas habilidades de engatinhar, indo de um para o outro, rindo e soltando alguns gritinhos. Ver Bella e Renesme felizes me enchia do tal sentimento... Eu não tinha nome pra ele. Era algo que transcendia o amor.

-Edward? – olhei para elas que me olhavam. Renesme já estava apoiada em minhas pernas esticadas no chão, sorri a levantando acima da cabeça. Bella veio para o meu lado e eu vi um flash antes da risada de Alice.


Mas uma fic terminada, e estou tão feliz por isso!

Sendo que, eu tenho pensado numa continuação para essa(que já comecei) e até uma terceira (só pensamentos), mas não me adianta nada continuar escrevendo se vocês acharem que está bom por aqui...

E então? O que acham de uma continuação?

Me respondam, e dependendo da resposta terão a continuação de Destination! ^^

Ah, e eu vou começar a postar outra "Fruto Proibido"

Uma palhinha para vocês ;**

"-Calma aê, cara! – vi Jasper segurá-lo – O que foi?

-Aquela ali... – Emmet respirou fundo – É Isabella Swan!

...

-E do que quer escapar?

-Ultrapassando limites de novo, Cullen.

-Argh! Você é irritante.

...

-Oh não... – ela sorriu – Esses detalhes sórdidos, realmente não me interessam...

-Mais não tem nenhum detalhe sórdido... – me aproximei de novo e ela voltou a avermelhar-se. – Pelo menos, não um que eu contaria a você... – ela sorriu.

-Bem... – voltou o olhar para o papel que continuava em suas mãos, virando de costas pra mim – Então, por que? – eu já estava bastante próximo e dei mais alguns passos e encostei em suas costas. – O que...?

-Por que você não saiu da minha cabeça... – sussurrei em seu ouvido, a sentindo estremecer perto de mim."