Cap. 20 – Repentina mudança.
Seus orbes arregalados a denunciavam que se encontrava surpresa... Já permanecia surpresa por descobrir que estava grávida, mas quem poderia imaginar que carregava duas crianças em seu ventre? Aquilo fora como um choque sobre si, mas ver o fruto de seu amor com Zero crescendo dentro de si, fizera seus olhos lacrimejarem.
- Oh... – Ouviu Maria murmurar assim que ela notara que estava chorando. – São Lindos, não são? – Ela lhe perguntou.
- Qual mãe acharia seus filhos feios? – Sorriu com que dissera.
- De fato Senhora Kiryuu! – A médica lhe lançara mais um de seus sorrisos.
Enquanto sorria, seus longos dedos acariciavam sua face, a fim de limpar seu rosto molhado.
- Agora não tenho mais dúvidas... – Murmurou.
- Está vendo? Não foi tão ruim assim!
Yuuki rira com o comentário de Maria. Mas... Zero ficaria surpreso em saber o que acabara de descobrir. De fato, ele ficaria...
- Creio que com isso, você ficou mais animada com esta gravidez!
- Sim! – Yuuki concordara com a afirmação proferida pela médica.
- Bem, o que poderei fazer no momento é isso Senhora Kiryuu. Se desejar, acompanharei todo o processo da gravidez, mas pedirei que faça alguns exames!
- Certo, eu os farei. Mas... – Manteve-se receosa com o que perguntaria.
- Mas...? – A médica a incentivara a continuar a falar.
- Está tudo bem? Digo... – Ela começara a falar. – Com eles... Está tudo bem?
Maria piscou seus orbes por alguns instantes, mas logo gargalhara da maneira que Yuuki se referia aos seus filhos.
- Sim, está tudo bem!
- Que bom... – Suspirou de maneira aliviada.
- Não há necessidades de se preocupar tanto... Vê, está tudo bem com eles! – A médica pressionou o aparelho novamente sobre seu ventre e mostrou no telão os embriões em desenvolvimento.
- Er... – Murmurou.
Piscou seus olhos escuros e fingiu entender na intenção de ocultar sua ignorância. De fato não sabia identificar muito bem o que o telão transmitia, mas saber que seus filhos estavam bem era o mais importante no momento.
- Marcarei os exames que quero que faça!
- Certo... – Yuuki murmurou mais uma vez. – Mas...
- Mas...? – A médica a incentivara novamente a falar.
- Não sei como não percebi que estava grávida! – Comentou.
- Isso acontece Senhora Kiryuu! Há casos de mulheres que mesmo grávidas ainda menstruam... Não como o de costume, mas posso dizer que ainda o organismo não se adaptou as novas mudanças! – Explicou a médica. – Creio que são casos raros, mas pode acontecer!
(Muitos ficaram surpresos quando a médica havia comentado sobre o período que a Yuuki estava grávida, então me senti na obrigação de explicar :D Creio que isso deva ser realmente verdade, porque a minha cunhada só descobriu que estava grávida quando estava no quinto/sexto mês de gravidez, e pelo o que ela me disse... A sua menstruação vinha, apesar de estar atrasada... Mas ela não chegou a desconfiar de nada já que sua menstruação sempre foi atrasada, então só o fato de ainda menstruar, pelo menos que um pouco... Não a fez perceber que estava grávida, sendo que ela não aparentava estar realmente grávida, já que ela não tinha barriga e olha que já se encontrava no quinto/sexto mês de gravidez. Aqui em casa, ninguém chegou a desconfiar :O Então eu acho que vai de mulher para mulher! Depende... Creio, que há a possibilidade de isso vir a acontecer com alguém ...)
- Entendo, mas... – Murmurou a ultima parte para si mesma. – Não sei como contarei isso a Zero! – Por mais baixo que Yuuki conversava consigo mesma, ainda assim a médica escutara suas palavras abafadas.
- Zero? – Viu-a arquear suas sobrancelhas demonstrando estar confusa. – O pai?
- Oh... Sim! Ele mesmo. – Sentiu sua face corar, e Maria achara graça da atitude de sua paciente.
- Me informaram que havia um homem na recepção acompanhando uma das mulheres que ainda estavam para ter consulta comigo... Seria este o Zero?
- Bem... Sim! Ele me acompanhou...
- Ótimo! – Maria sorrira. – Espere aqui Senhorita Kiryuu!
E dizendo tais palavras, a médica começara a andar dirigindo-se para fora do local onde estava.
- Eh...? – Yuuki piscara seus orbes de maneira confusa.
Esperar... Mas o que diabos Maria pretendia fazer? Um pensamento se passara por sua cabeça... Não, não dia que...
- Ah, meu Deus! – Arregalara seus olhos.
E antes que pudesse fazer algo a respeito, fora que percebera a presença de Zero e Maria no local.
- Ze... Zero!
Tudo o que pôde fazer fora sussurrar o nome de seu amado.
- Bem... Começarei então! – Ouviu Maria quebrar o silêncio do lugar.
Permaneceu quieta enquanto observava atentamente cada movimento feito pela médica. A mesma pegara o aparelho de ultrassom e pressionara contra o seu ventre novamente e a vira passar o aparelho sobre o local permitindo que a imagem no pequeno telão voltasse a se formar.
- Veja Senhor Kiryuu!
O único homem presente naquela sala continuou quieto por alguns instantes, mas assim que vira o telão seus lábios entre abriram-se levemente e seus olhos lilases arregalaram-se devido o que via.
- São... São... Dois?
Podiam-se ver claramente ambos os fetos em desenvolvimento... Então... Seria pai de... Gêmeos?
- Isso mesmo Senhor Kiryuu! – Maria sorriu.
-... – Yuuki engolira em seco.
Abaixara a cabeça e fitara o aparelho ainda em seu ventre... Mas... Mas o que diabos esta médica estaria pensando? Maldita... Sim, de certa forma ela era uma maldita! Mas não a culpava. Cedo ou tarde Zero saberia! Apenas não havia pensado em nada para lhe dizer sobre a "novidade". É... Não queria admitir, mas Maria lhe fora útil de alguma forma.
Continuou quieta e de cabeça baixa... O silêncio era torturante, mas não sabia se comportar ou até mesmo o que dizer em uma situação como aquela... Preferiu por fim, manter-se quieta. E em meios aos seus pensamentos não percebera que suas madeixas eram acariciadas pelas grandes mãos de Zero. E assim que se dera conta, levantara sua cabeça suavemente com a intenção de poder fitá-lo nos olhos. Vira um suave sorriso brotar sob os lábios bem desenhados de seu marido. Aquilo a acalmara... Aquele simples ato a fizera se sentir aliviada... Como se um peso lhe fora tirado das costas. De fato, nada era mais confortador do que o sorriso... De Zero.
OoOoOoOo
Durante todo o percurso do caminho se manteve quieta. Já fazia algum tempo desde que saíra do consultório juntamente com Zero. E agora... O silencio dentro daquele veiculo era de certa forma... Cansativo! Mas continuou calada durante todo o percurso até chegar a sua residência. E assim que o veiculo resolvera parar, fora a hora que julgou ser certa para descer do mesmo.
Ambas as portas de fecharam juntamente. A forte rajada de vento bagunçara seus longos cabelos formando pequenos nos em seus longos finos. Ajeitara suas madeixas, passando seus finos dedos entre os fios desfazendo os nos presentes e fazendo tal coisa passara a caminhar em direção a porta de sua grande casa.
Caminhava a passos lentos sendo seguida por Zero. Adentrara na sala e não demorou ao ouvir seus estomago clamar por comida. Levara sua mão em direção a seu ventre e o acariciou de maneira carinhosa. Desde que ficara grávida, passara a comer mais do que estava acostumada, e nesse momento já fazia um bom tempo desde sua ultima refeição.
- O que foi? – A voz de Zero surgira atrás de si.
Virou-se bruscamente e o vira parado diante de si.
- O que foi? – Zero voltara a perguntar.
- Ah... Não é nada! – A jovem Kiryuu acariciou mais uma vez seu ventre por cima do tecido de sua roupa.
- Algo errado? – Vira Zero arquear suas sobrancelhas assim que lhe perguntara.
- Não... Apenas estou com um pouco de fome!
-... – Os orbes lilases de Zero piscaram de forma lenta e demorada, mas podiam-se ver claramente seus lábios se curvarem revelando um singelo sorriso. – Suba e tome um banho, prepararei algo!
Apenas assentira positivamente sua cabeça com as palavras pronunciadas por seu marido e em seguida rumou em direção a grande escadaria passando a subi-la de forma rápida. Enquanto dirigia-se até seus aposentos, Zero resolvera preparar algo de que a fizesse se sentir satisfeita.
Adentrara seu quarto e rumara até o banheiro de seu quarto. Em pouco tempo banhara-se e não demorou a trocar suas vestes por vestes limpas e bem passadas. Optou por uma regata branca e uma saia de pregas curta na tonalidade preta. E em seus pés, optou por uma rasteirinha com detalhes em prata. Deixaria de lado seus amados sapatos de salto por um bom tempo. Bem, até que seus filhos nasçam... Continuaria a usar sapatos baixos e confortáveis. Iria ser mais seguro caso fizesse isso.
Passou seus dedos sobre seus cabelos ajeitando-os enquanto dirigia-se para fora de seus aposentos. Percorreu as escadas rapidamente e não demorara em adentrar a cozinha. Suas narinas captaram o cheiro de algo sendo refogado. Seus orbes automaticamente se dirigiam ao fogão, e não ficara surpresa por encontrar Zero preparando algo.
- Que milagre, você não demorando no banho! – Ouvira o comentário de Zero. E o mais surpreendente era que o mesmo não fizera questão em virar-se para confirmar se encontrava-se presente no local, apenas lhe lançara o comentário como se até previsse o momento exato que chegaria na cozinha.
- Como sabia que estava aqui? – Quis saber.
- Seu cheiro! – Lhe dissera como se fosse óbvio. – Conheço muito bem o cheiro dos cremes que você passa Yuuki! – E dizendo tais coisas, um sorriso malicioso surgira em meio aos lábios rosados de seu marido.
-... – Permaneceu quieta, mas seu rosto começara a tomar uma tonalidade avermelhada.
Por mais que soubesse o quão malicioso e pervertido Zero poderia ser, ainda assim não se acostumara totalmente com o jeito e os comentários do mesmo. Corou ainda mais ao lembrar-se do que ele acabara de dizer. Abaixou a cabeça afim de não permitir que ele notasse o quão vermelho seu rosto se encontrava, mas a risada alta de Zero de alguma forma lhe chamara a atenção. Levantara sua cabeça e arqueara suas sobrancelhas de maneira confusa, maldito seja... Estava se divertindo a suas custas...
O olhou irritada, mas ignorara as provocações lançadas por ele. Por fim, caminhou até o balcão e sentou-se em uma das cadeiras em frente ao mesmo. Colocara seus cotovelos sobre a pedra fria de mármore e apoiou seu queixo sobre uma de suas mãos. Fechou seus olhos e suspirou logo em seguida, resolvera por fim permanecer deste jeito por alguns instantes...
- Ainda está com fome? – Escutou a voz de Zero que parecia estar... Muito próxima de si.
Abrira seus olhos e se surpreendera ao encontrar Zero diante de si. Ele encontrava-se apoiado no outro lado do balcão com as grandes mãos apoiadas sobre o frio mármore fazendo menção de estar tão próximo de si. Sua respiração quente percorria o delicado e belo rosto de Yuuki. E mais uma vez sentira seu rosto... Corar.
- O... O que... Fo... – E antes que pudesse terminar de proferir suas palavras, sentira os lábios quentes de Zero pressionando os seus.
Fechara seus orbes e deixou-se levar pelo toque dos lábios. Aos poucos sentira que Zero distanciava-se de si e mais uma vez pôde apreciar os belos olhos lilases de seu marido e os contornos de seu rosto.
- Minha pequena... – O escutara dizer.
- Nani?* (o que?*)
- Estás cada vez mais bela! – Sentiu seu rosto ser acariciado pelas grandes mãos de Zero.
- o que você está dizendo? Eu não... – Fora interrompida.
- Para mim... – Escutou o rouco murmúrio de Zero. – És a mulher mais bela de todas!
Piscou seus orbes castanhos a fim de processar o que acabara de acontecer, e não deixou de corar diante da situação. Desde quando Zero se tornara tão... Tão... Não saberia dizer a palavra correta para a repentina mudança do mesmo. Mas sabia, ele havia mudado muito... Não era mais o homem grosso e egoísta que conhecera há meses atrás.
- Er... – Um murmúrio fora tudo o que sairá de seus lábios rosados.
As sobrancelhas não muito grossas de Zero se arquearam de ante de si, como se não estivessem entendendo a atitude da jovem e bela mulher. Ora... Já era mais do que a hora de Yuuki se acostumar com suas costumeiras atitudes, sejam elas pervertidas ou até mesmo carinhosas.
O vira piscar seus orbes lilases por algumas vezes continuando sem entender o porquê de Yuuki estar tão surpresa no momento. Não era um segredo que a achava a mulher mais bela de todas! Ela já deveria saber algo como isso... Mas antes que pudesse dizer mais alguma coisa o repentino cheiro de queimado invadira suas sensíveis narinas desviando a sua atenção de sua mulher.
- Ah... Não! – Fechou fortemente seus olhos e tentou ignorar o tal pensamento que surgira em sua mente. Não diga que...
- Queimou! – E Yuuki mais uma vez concluirá suas suspeitas.
Os olhos lilases aos poucos foram se abrindo, mas a nova expressão em sua face não era uma das melhores que já fizera por toda sua vida.
-... – Deixou o queixo cair levemente ao notar a nova expressão assassina no rosto de seu amado. – Não foi minha culpa! – Se prontificou em garantir de que estaria segura.
- Eu sei! – Suspirou desanimadamente. Eram raras às vezes em que deixava algo no fogo queimar. – A culpa é inteiramente minha! – Suspirou mais uma vez.
- Ora, coisas deste tipo acontecem! – Yuuki tentou ajudar.
- Não comigo... – Murmurou soltando mais um longo suspiro enquanto analisava se realmente poderia comer... Aquilo! – Mais que porr... – Conteve-se em terminar sua frase.
Segurou o cabo da panela e levou-a até a pia, jogou-a dentro da cuba e abrira a torneira para deixar a água cair sobre a comida que fazia... Se aquilo poderia se considerar uma comida no momento.
- Ah... Mais que droga! –Se lamentava pelo estrago que cometera.
- Er... Zero? – O chamou.
- O que?
- Porque não pedimos algo por telefone? – Sugeriu Yuuki.
- Porque tem certas coisas que é melhor você evitar! – Ele lhe respondera. E logo se lembrara de que fazia algo de que ela poderia comer. – Droga... Mil vezes, Droga! – Passou a mão agressivamente em seus cabelos prateados.
- Podemos pedir... Uma pizza! – Ela sugeriu.
- Humn... – Zero parara de bagunçar seu cabelo. – Podemos pedir uma de Brócolis! – Algo que certamente ela poderia comer, mesmo assim no período em que se encontrava não era muito recomendado comer coisas com muitas calorias... Ou então acabaria engordando mais do que o esperado.
- Bro... Brócolis? – Ela lhe fizera uma careta. – Eeerrrr... - E logo em seguida lhe lançara uma cara de nojo.
Piscou seus orbes lilases por alguns instantes. Pelo jeito parecia que sua adorável esposa não gostava muito de verduras. Bem... Não sabia por que, mas neste exato momento dera graças a Deus pela comida ter queimado, ou então não veria sua mulher comê-la tão cedo.
- Tudo bem... Então, uma de mussarela! – Ele arqueou suas sobrancelhas. Se ela fizesse mais uma vez aquela cara de nojo, certamente a obrigaria a comer a pizza de Brócolis. (que amor o_o')
- Bem... Comparando com a sugestão anterior! Está ótimo... – Seus olhos brilharam.
-... – Zero sorrira fracamente. Ela deveria estar morrendo de fome. Claro, agora estaria comendo por três. – Irei fazer o pedido! – E dizendo isso caminhou até a sala a fim de usar o telefone.
Em poucos instantes fizera o pedido e logo que o terminara de fazer voltou à cozinha a onde Yuuki se encontrava.
- Espero que não tenha pedido a de Brócolis! – E mais uma vez fizera cara de nojo.
- Não, eu não a pedi! Não sou tão ruim assim... – Zero sorriu.
- Humn... – Ela soltou um murmúrio.
De certa forma foi obrigada a desviar sua atenção para o seu estomago que voltara a roncar, e com isso não pensou duas vezes em acariciar seu ventre por cima da roupa. A idéia de que vidas cresciam dentro de si a fazia se sentir... Estranha. Não saberia dizer ao certo se era desta maneira que se sentia, mas estava animada com o que acontecia.
Continuou a pensar sobre como seus pequenos filhos iriam ser e não deixou de conter que um pensamento lhe passasse por sua mente. Acariciou seu ventre mais uma vez e mirou seus olhos em Zero que insistia em organizar um par de pratos, talheres e copos de vidros sobre a mesa a qual estava sendo coberta por uma bonita toalha.
- Sabe... Lembrei-me de algo Zero! – Ela logo passou a falar.
- O que? – O vira lhe perguntar enquanto terminava de organizar a mesa.
- Sua família ainda não sabe... – Ousou parar sua frase.
- Não sabe do que? – Seu marido a incentivara a continuar a falar e desta vez ele dava uma atenção maior a Yuuki e não a mesa que momentos antes resolvera arrumá-la.
- Que estou esperando filhos seus! – Disse como se fosse o óbvio.
- Ah droga... Esqueci de avisá-los! – Passou a mão por seus curtos cabelos prateados deixando-os ainda mais bagunçados do que já se encontravam.
- Podemos ir amanhã à casa de seu pai...
- Ligaremos para ele amanhã! – Zero a interrompera.
Sabia muito bem de que Zero nunca se dera muito bem com seu sogro, então não poderia realmente estranhar que Zero preferisse apenas ligar para o mesmo. Mais ainda assim deixou com que seus orbes se estreitassem com as palavras proferidas por ele.
- O que? – Ele lhe perguntara não gostando nada da maneira como ela o olhava.
- Iremos amanhã ver seu pai! – Ela lhe disse. E suas palavras de alguma forma eram muito parecidas com uma... Ordem. Oh, via que ela acabara roubando algumas de suas maneiras. Este era o resultado por conviver tanto consigo.
- Ora Yuuki, sabe que não me dou bem com... – E agora ele quem fora interrompido.
- Eu sei! Mas isso não é motivo suficiente para não o vê-lo! – A vira trincar seus dentes. – Há quanto tempo que não o vê? Três ou... Quatro meses? – Continuou.
Zero apenas suspirou diante do que ela lhe dizia. Ele sabia mais do que ninguém que perderia caso continuasse a retrucar as palavras proferidas por Yuuki. E então... Deixou-se levar. Concordando que iria amanhã até seu pai. Mas não fazia isso pelo simples fato de que queria vê-lo, mas sim porque no momento encontrava-se obrigado em fazê-lo.
- Certo... Certo! – Ele pareceu concordar.
- Ótimo! – Yuuki soltara uma palavra baixa, tão baixa que seu marido não fora capaz de escutá-la.
- Disse algo? – Arqueou suas grossas sobrancelhas enquanto os seus olhos lilases eram mantidos fixos sobre a figura pequena sentada a frente do balcão de mármore.
- Não! – Obrigou seus lábios a responderem rapidamente.
- Humn... – Continuou a manter suas sobrancelhas arqueadas. Tinha a absoluta certeza de que Yuuki havia falado algo, o que logo fora ignorado.
O silencio desconfortável seguiu-se após isto e na intenção de quebrá-lo, Yuuki batucava suas grandes e bem feitas unhas sobre a pedra, mas o pensamento de que poderia quebrá-las fez com que a mesma parasse o que fazia. Piscou seus orbes castanhos e logo os arregalara com a idéia que se formava em sua mente.
- Ei... Zero? – Resolvera chamar a atenção de seu marido.
- O... O q... Que? – Sua voz tremeu. Temia o que mais estaria por vir desta vez.
- E se não formos amanhã visitar seu pai?
Os orbes lilases piscaram rapidamente, demonstrando que estava confuso perante as novas palavras proferidas por Yuuki. Ora, não era ela que estava tão animada em ver seu pai? E agora estava lhe dizendo para não irem? Oh, o que diabos ela estaria pensando? Possuía até certo receio em o saber...
- O que quero dizer é... O que acha de irmos visitar o seu pai depois que jantarmos? – Sugeriu animadamente. Até porque, não era tão tarde... E sabia muitíssimo bem que seu sogro não iria se importa em recebê-los.
- O... O que? Cof... Cof... Cof!
Tivera que engolir a saliva devagar para não engasgar-se, mas confessara que as palavras de Yuuki tiveram o efeito contrario. Mesmo com o esforço inútil de tentar engolir decentemente sua saliva sem engasgar-se, ainda assim Yuuki o fez tossir de forma desesperada a procura de ar. Oh droga, ela sabia perfeitamente que não gostava de ver seus familiares.
- Você... Você está bem? – Fizera menção de levantar-se do lugar onde estava sentada para garantir se Zero estava bem.
- Estou... – O vira estender a mão para si, fazendo com que continuasse onde estava. E não demorou a ele a parar de tossir.
- Você... – Estava receoso em continuar sua frase. – Você realmente quer visitar meu pai agora? – Fez uma careta ao lembrar-se do que a jovem gostaria de fazer.
- Sim, eu quero! E se não formos hoje, tenho a absoluta certeza de que amanhã você irá inventar alguma desculpa para não irmos! – Sorriu.
Piscou seus orbes lilases novamente e suspirou derrotadamente. Captara com seus orbes o sorriso vitorioso que predominava sobre a face de Yuuki. Maldita seja, ela sabia muito bem de que não recusaria nenhum pedido que Fizesse... Mesmo se este o obrigasse a ver seus parentes.
Suspirou mais uma vez... Assim que terminasse de jantar, seria melhor preparar-se mentalmente para encarar o seu velho... Muito em breve.
OoOoOoOo
Apertou fortemente o volante de seu carro, e de alguma forma tentava inutilmente tranqüilizar-se fazendo tal coisa. Ao seu lado encontrava-se sua mulher que insistia em se olhar no seu espelho de mão.
Oh, mais que raios. Porque Yuuki tivera que o meter nesta confusão? Era óbvio que teria que acompanhá-la, já que estaria indo ver o seu pai. Mas sabia... Que assim que encontrasse seu velho pai, provavelmente brigaria mais uma vez com ele. E não queria presenciar mais uma vez as cenas que já eram rotineiras no seu passado. De certa forma, agradecia a Yuuki por ter se casado com a mesma. Porque assim que o fizera, seu pai parara de se intrometer-se em sua vida. O que era... De certo modo maravilhoso.
Suspirou mais uma vez naquele dia. Sua vontade era de fechar seus orbes e relaxar na intenção de ignorar o que estaria por vir. Mas no momento, não seria a melhor hora para fazê-lo. Caso fizesse, teria a certeza que guiaria seu veiculo para o primeiro poste que estaria em sua frente. E a idéia de que isso fosse vir a acontecer o fizera ficar de olhos... Bem abertos.
Continuou a dirigir... E a cada farol que passava, a cada rua que percorria... Estava cada vez mais próximo da residência de seu pai. Contou até dez mentalmente, mas perdeu-se em seus próprios números devido ao radio que insistia em continuar ligado. Pelo menos ele o distraia... Era isto o que achava.
- Já estamos chegando, não é? – Yuuki perguntou, sem desviar sua atenção do espelho que tinha em mãos.
-... - A atenção do rapaz fora direcionada a si. – Ah... – E então se dera conta de que... Estava próximo demais da residência de seu pai! – Sim... – Sua voz saíra como um murmúrio no final.
-...
E foi como concluirá. De fato estava muito próximo da residência de seu pai, o que não demorou a estar estacionando seu carro em frente à casa onde muito tempo não vinha. Desceu do carro, sendo seguido por Yuuki.
Não hesitou em tocar o interfone, e torceu o rosto com o alto barulho do mesmo. Enquanto esperava, manteve-se ao lado de Yuuki. Ambos escutaram uma alta risada, fazendo-os virar seus rostos a fim de descobrirem o motivo para tal. O que para Zero não era surpresa em ver três homens caminhando pela rua naquele horário. Os mesmos passaram por ele e pareciam surpresos em vê-lo novamente ali.
Arqueara seus orbes castanhos e logo vira Zero levantar sua mão acenando para os três homens que passavam. Os mesmos seguiram seu exemplo, levantara suas mãos e acenara de maneira educada e logo adentraram a casa do outro lado da rua.
- Eles são...? – Yuuki quis saber após Zero ter voltado sua atenção ao interfone.
-... – Ele tocou o interfone novamente e então resolvera responder a pergunta de sua mulher. – São Vizinhos! Na época em que eu ainda morava com meu pai... Passava a maior parte do meu tempo aqui na porta de casa... Lembro-me que costumávamos virar a noite de tanto que ficávamos conversando aqui na frente! – Ele sorrira. (isso me faz lembrar do traste do meu irmão ê.é por ele... ele morava na rua ¬¬ -fato.)
- Humn... – Yuuki sorriu com o que acabara de ouvir.
Parecia... Que lembrar-se de seu passado, não era algo tão ruim assim!
-... – Mas o sorriso no rosto de Zero logo dera lugar a sua expressão séria. Tocou mais uma vez o interfone e não demorou a seu irmão atender.
- O que? – Ichiru perguntou de forma irritada.
Colheu-se com a forma que o irmão de seu marido perguntara e Zero pareceu notar. Segurou sua mão e logo passou a falar.
- Sei que devo ter atrapalhado algo realmente muito bom... – Começou a dizer de forma maliciosa. – Mas é assim que trata seu irmão? – E por fim, terminou sua frase de maneira divertida.
- O... O que? Zero? – De inicio pareceu não acreditar. – Maldito Filho da... – A antes que pudesse terminar sua frase, fora interrompido.
- O que foi Ichiru? Não vai abrir o portão? Ou... Eu vou ter que arrombá-lo? – Perguntou de forma debochada.
- Já estou indo! – Ouviu seu irmão dizer.
- E não se esqueça de trazer o controle do outro portão... Não vou deixar o meu carro na rua!
- Tudo Bem! – Notara que Ichiru suspirara e logo em seguida observou que Ichiru desligara o interfone.
-...
Os lábios de Zero se curvaram e um sorriso surgira em meio a sua bela face. Fitou-o por alguns instantes mais logo fora tirada de seus devaneios quando ouvira o barulho da chave virar e o pequeno portão de ferro se abrir. A sua frente estava Ichiru que possuía apenas uma calça e encontrava-se com o seu musculoso peito desnudo.
Sua respiração parara assim que o vira. Apesar de Ichiru ser exatamente idêntico a Zero, podia-se notar que seus músculos não eram tão fortes. Em comparação com os músculos de Zero... Ichiru era menos musculoso que seu marido. Disso tinha certeza... Mas, por serem tão parecidos em certas características, não conseguia tirar os olhos do irmão de seu Marido. (ate eu não tiraria :9) E parecia que Zero notara os olhares que Yuuki lançara a seu irmão. Piscou seus olhos e logo os mesmos foram tampados por uma das mãos de Zero.
- Você poderia pelo menos ter colocado uma roupa! – Zero disse de forma debochada.
- Mais eu coloquei! – Ele lhe respondera se referindo as calças.
- Oh... – Yuuki corara com o comentário proferido por Ichiru. Quer dizer que Ichiru... Oh, Santo Deus! -... – Corou ainda mais ao imaginar...
- Estava me referindo à blusa! – Ouviu Zero dizer e o mesmo tirou suas mãos dos olhos de Yuuki, deixando-a enxergar novamente. – Pegou o controle?
- Peguei! – E após dizer tal coisa, o vira apertar o pequeno botão do controle fazendo o grande portão se abrir revelando o interior da residência.
- Entre Yuuki, irei apenas colocar o carro para dentro! - Disse dirigindo-se em direção ao carro a fim de manobrá-lo no interior da residência.
-Certo! – Ela caminhou até onde seu cunhado estava e aguardou Zero estacionar novamente o veiculo.
Zero saíra do carro e apertara o botão de sua chave com a intenção de esperar seu carro apitar, mostrando que o mesmo já estava trancado. Mas apenas para constatar se o carro estava devidamente trancado, dirigiu sua grande mão em direção a porta do veiculo e tentou abri-la, o que não aconteceu. Assim que o fizera, pediu para Ichiru fechar o portão. O que foi devidamente obedecido. Vira seu cunhado novamente apertar o botão do controle e mais uma vez o portão movimentou-se.
- O oyaji* está em casa Ichiru? – Zero perguntou. (Velho*)
- Sim, está Zero! – Ichiru conduziu Yuuki para dentro da residência.
- Humn...
Caminhou a passos lentos até permanecer ao lado de Zero. Caminhando ao lado dos dois irmãos acabara se sentindo incrivelmente pequena com a diferença de altura que possuía de ambos. Sabia que os irmãos Kiryuu eram altos, mas agora que estava próxima de ambos sentia-se de certa forma... Pequena. E foi com estes pensamentos que se dirigiu calada até o interior da casa.
- Onde está o Oyaji?* (Velho*)
- Ele disse que iria fazer alguma coisa na cozinha! – Ichiru mexeu em seus curtos cabelos. – Eu irei chamá-lo! – E dizendo isso, retirou-se da sala a fim de encontrar seu pai.
Enquanto aguardava pacientemente seu cunhado chamar seu sogro, não se conteve em observar bem o lugar que se encontrava no momento. Era uma sala bem organizada, tinha que confessar. E pela maneira que os enfeites decorativos eram alinhados nos moveis, deu a entender que alguém certamente era contratado para fazer este tipo de serviço, no caso... Manter a casa sempre limpa e organizada. Levou a mão ao queixo e analisou atentamente.
E enquanto fazia sua analise, mal percebera que orbes lilases eram mantidos sobre si. O dono dos orbes lilases levou uma de suas mãos e abafara o riso assim que notara o que sua adorável esposa fazia. O abafado riso de Zero a tirara de seus devaneios em relação à organização do lugar, fazendo-a virar o rosto para encará-lo de maneira interrogativa.
- O que foi? – Ela ousou perguntar.
- Nada! – Zero continuou a achar graça da maneira de sua mulher.
Seus olhos castanhos acompanharam os passos de Zero até a entrada da sala. E antes que o mesmo pudesse sair da sala, ousou lhe fazer uma pergunta.
- Aonde vai? – Seus olhos ainda o seguiam. Notara perfeitamente que seu marido retirava algo do bolso de sua calça.
-... – Ele nada disse. Entretanto, ousou levantar a mão e mostrar a ela o que acabar de retirar de seu bolso.
- Humn... Entendi! – Ela torceu o nariz e fizera uma careta diante do maço de cigarros que Zero tinha em mãos.
Ora... Esta não era hora para fumar. Mas sabia que Zero estava incomodado com o fato de estar na casa de seu pai e por certo necessitava de algo que o acalmasse no momento. Então... Deixou passar.
Fitou seu redor e seus olhos pararam sobre o sofá de couro. De certa forma o mesmo era bem convidativo. Caminhou pela sala e sentou-se em um dos sofás presentes no recinto. Encostou-se nas almofadas e relaxou. Seus olhos desta vez se dirigiram a Zero... E dera graças aos céus pelo sofá se encontrar longe da entrada da casa, assim não teria que inalar aquela maldita fumaça.
Torceu o nariz mais uma vez ao ver Zero tragar a fumaça. Não sabia como ele conseguia ingerir tanta nicotina, se fosse ela... Não teria a coragem que Zero tem de levar o cigarro em direção aos lábios. Não por estar grávida... Mas mesmo antes de estar, sempre ficava enojada com o cheiro do cigarro dos seus muitos amigos de faculdade. Provavelmente... A maioria era depende deste maldito vicio. (Concordo :S é um maldito vicio :x) E devido a isso, sempre se via obrigada a manter-se certa distancia dos mesmos.
Continuou a fitá-lo, enquanto seus pensamentos não a deixavam entediada. Piscou sem orbes e logo concluíra que Zero resolvera sair da sala justamente devido a si mesma. Ele não queria que sentisse o forte cheiro da fumaça, ou até mesmo que ingerisse tal coisa que poderia prejudicar seus filhos. Sorriu com tal pensamento... Mas ainda assim não deixou de torcer o nariz ao vê-lo mais uma vez tragar o cigarro. Voltou-se a encostar-se nas almofadas e esperou Zero terminar de tragar seu cigarro. Enquanto fazia isso pôde escutar alguém gritar no segundo andar da casa.
- ICHIRUUUUUU! – Uma voz feminina o chamou... Bem, na verdade... Gritou.
Zero que levava mais uma vez seu cigarro em direção aos lábios, conteve-se em continuar o processo assim que escutara sua cunhada gritar do segundo andar da casa. Arqueou suas sobrancelhas e moveu sua mão que se encontrava parada no caminho de levar o cigarro aos lábios.
Dera sua ultima tragada e jogara o cigarro que já se queimava o filtro no chão para assim pisá-lo na intenção de apagar o final do mesmo. E assim que o fizera não se conteve em chutá-lo para longe... Bem, pelo menos para algum lugar que não permanecesse no campo de visão de alguém. Adentrou novamente a casa não se esquecendo de limpar seus pés no tapete da entrada. E não fora sua surpresa em escutar novamente o chamado de sua cunhada.
- ICHIRUUUUUU! – Ela gritou mais uma vez.
- Humn... - Fechou seus olhos castanhos e levou suas mãos aos ouvidos. Dessa vez o grito fora mais alto... – Zero, porque não chama o Ichiru? – Retirou suas mãos dos próprios ouvidos e ficou em alerta no caso da mulher no segundo andar gritar novamente.
- Não vou precisar fazer isso! – Ele lhe disse enquanto permanecia parado próximo a entrada da sala.
- E porque nã...? – E antes completar sua frase a mulher que segundos atrás havia gritado, agora estava descendo os últimos degraus da escadaria.
- Por causa disso! – Ele lhe respondera, mesmo que ainda não teve tempo de completar o que ia lhe dizer.
A jovem mulher terminara de descer os últimos degraus da escadaria, e assim que colocara os pés no chão da sala fora que realmente notara a presença do casal.
- Oh! – Ela murmurou.
Seu rosto começara a tomar uma tonalidade avermelhada. Parecia que estava sem graça por ter gritado lá de cima. E com isso murmurou roucamente um "desculpe".
- "Essa mulher..." – Yuuki pensou. A conhecia de algum lugar... Ah sim, como podia esquecer-se? Ela era a noiva de seu cunhado.
- Você continua a mesma Shizuka! – Ouviu o comentário de Zero.
Seus orbes arregalados piscaram algumas vezes e para disfarçar sua surpresa em ver Zero diante de si, passara a acariciar os seus longos cabelos prateados.
- Que ótima surpresa... Zero! – Ela seguiu seu exemplo, e não deixou de fazer um comentário. – Agora sei por que Ichiru demorava tanto! – Ela continuou.
- Sinto muito se atrapalhei algo importante Shizuka! – Zero lhe sorrira de forma maliciosa.
O rosto da jovem mulher voltara a tomar uma tonalidade avermelhada. Mordeu seu lábio inferior e abaixara sua cabeça. Estava envergonhada... E assim se lembrou de que havia mais uma pessoa na sala. Levantara a cabeça e fitara a jovem garota sentada no sofá.
- Boa noite! – Falou Shizuka de maneira educada e como planejara, conseguiu fugir dos comentários de Zero com tal coisa.
- Boa... Noite! – Notara que desta vez ela dirigia a palavra a si, e como forma de educação... Desejara-lhe o mesmo.
- Bem... Onde está Ichiru? – Shizuka voltou a perguntar.
Iria abrir a boca para responder, mas seu marido fora mais rápido.
- Disse que iria chamar o Oyaji* que está na cozinha, mais até agora não voltou! (Velho*)
- Humn... – Shizuka murmurou.
- O que deu nele agora? Resolveu virar chefe de cozinha? – Riu debochadamente.
- Não fale assim Zero, seu pai cozinha bem! – Shizuka retrucou na intenção de defender seu sogro.
- Sei... – Virou a face e ignorou as palavras de sua cunhada.
E assim que falara de seu pai, não demorou muito para o mesmo que se encontrava acompanhado de Ichiru, atravessar os cômodos da casa até chegar à sala.
- "Não morre mais!" - Shikuza pensou. (:D)
Assim que vira seu sogro entrar na sala, ousou levantar-se de onde estava sentada e enquanto se mantinha em pé totalmente ereta e com as mãos juntas em frente ao corpo, não pôde conter-se em fazer uma pequena reverência ao mesmo.
(A costumeira reverência japonesa :3 o simples ato de abaixar levemente a cabeça as outras pessoas é uma forma de cumprimentar, agradecer , despedir, pedir desculpas ou até mesmo uma forma de educação õ/)
- O que foi Oyaji?* Se perdeu na própria casa? – Escutou Zero chamar a atenção de seu sogro de uma forma um pouco... Grosseira. (Velho* -eu também chamo meu pai assim .-.)
Seus orbes castanhos se estreitaram com a grosseria de seu marido. Mas parecia que Kaien não se importava tanto, ou melhor... Já se encontrava acostumado com a maneira de seu filho o tratar. Deixou sua expressão se suavizar e continuou parada, e assim como os outros presentes no recinto... Todos pareciam estar esperando alguma resposta da parte de Kaien.
- Não podia sair da cozinha e deixar o que estava fazendo! – A resposta de Kaien viera.
- E por isso, fui obrigado a ajudar! – Ichiru resmungara enquanto cruzava os braços em frente ao forte peito. – Muito obrigado... Zero! – Terminou sua frase, fazendo questão de pronunciar o nome de seu irmão.
- Agora entendi porque demorava tanto Ichiru! – Shizuka caminhara em direção a seu noivo mantendo-se ao seu lado enquanto suas mãos delicadas acariciavam as costas desnudas de Ichiru.
- Você não foi à única que passou a compreender Shizuka! – Zero sorriu.
- Calado! – Resmungou mais uma vez seu cunhado.
- Humn... – Tentou ignorar a ordem de seu irmão.
Um silencio predominou sobre o lugar, que logo fora quebrado por Kaien.
- O que faz aqui Zero? Pensei que tinha se esquecido de seu pai...
Yuuki ousou aproximar-se do restante dos presentes no recinto.
- É uma pena que isso não pode acontecer, entretanto... A razão por eu estar aqui é ela! – Apontou para a jovem garota que se encontrava agora ao seu lado.
Ela manteve-se parada ao lado de seu marido enquanto todos a observavam atentamente.
- Senhorita... Kuran? – Kaien perguntou.
- Oh! Boa noite Senhor Kiryuu... – Ela fez novamente mais uma reverência a ele.
- Boa Noite! – Ele seguira seu exemplo e fizera uma reverência. – Qual o motivo para receber sua visita?
- Bem... – Ela começou a falar.
Estava confiante em lhe contar o real motivo, mas não sabia por onde começar. Dera uma rápida olhada em direção a Zero como se pedisse silenciosamente para que a ajudasse. Mas parecia que podia ler os pensamentos de Zero. E o mesmo a dizia para "Se virar sozinha". Como se já houvesse feito demais em apenas levá-la para ver seu sogro. Suspirou então... Teria que contar por si só. Às vezes jurava que Zero não havia mudado... Mas que continua o mesmo de sempre.
Não sabia como contaria... Mas lembrou-se que dentro da bolsa havia algo que poderia usar sem utilizar nenhuma palavra. Sorriu com a idéia. Zero iria se arrepender amargamente por não a ter ajudado quando o fizera um pedido silencioso de ajuda. Não deixaria que ele visse a maneira que estava nervosa diante da situação. Se ele achava que não podia lidar com uma situação como esta... Ah, ele estava enganado.
- ... – Continuou a sorrir calada. – Tenho algo para mostrá-lo Senhor Kiryuu! – Fitou o rosto de Zero e ele arqueara suas sobrancelhas.
Virou-se e caminhou novamente até o sofá que estava minutos anos. Apanhou sua bolsa que descansava sobre o couro branco e de dentro dela retirou alguns papeis. Segurou firmemente os papeis em mãos e caminhou ainda com o sorriso no rosto.
- Aqui estão! – Ela disse, entregando-lhe alguns papeis a seu sogro.
- E... O que seria isto? – Apanhou os papeis estendidos para si.
- Veja! – Ela o incentivou a olhar.
Zero manteve-se quieto o bastante ao notar do que os papeis se tratavam. Kaien abaixou seus orbes e fitou o que tinha em mãos. Pareciam... Resultados de exames. Ora, mais o que diabos eram isso? Não diga que...
- Zero... – Ele começou. – Você está morrendo por causa destes malditos cigarros? – Seu pai disparou sua pergunta.
Ichiru engasgou-se com sua própria saliva enquanto Shizuka dava alguns tapinhas em suas costas desnudas.
- O... O que? – Agora Zero se encontrava perplexo. – O que diabos você está dizendo Oyaji?* (Velho*)
- Então... Você não está? – Ele arqueou suas sobrancelhas. Olhou para seu filho e depois para a jovem mulher ao seu lado que no momento estava com suas mãos massageando suas têmporas.
- Claro que não! – Disparou sua resposta.
Ichiru pareceu voltar ao normal com a ajuda de Shizuka. Parecia que ninguém notou que havia engasgado.
- Então... O que é isso...? – E antes que seu pai terminasse de dizer, o próprio Zero resolvera o interromper.
- Ande logo e veja isto! – Na verdade... Ele não pedira e sim, mandara.
- Ora... – Seu pai murmurou. Mas fez o que lhe foi pedido. Abrira os papeis e vira o nome da paciente na folha. – Yuuki...? - Arqueou suas sobrancelhas enquanto lia.
Por alguns instantes ficou a observar o que tinha em mãos. E bastou ler algumas palavras no resultado do exame para que seus olhos se arregalassem. Mas o que...
- Isso é verdade? – Seu sogro perguntou.
- Verdade... O que? – Shizuka perguntou.
- Isso é verdade? – Kaien voltou a perguntar.
- Bem... – Yuuki corou.
- O que você acha? – Zero perguntou. As atenções de todos foram direcionadas a ele, que logo sorrira como se confirmasse o que seu pai queria saber. – Parabéns... Você vai ser vovô! – Ele sorriu.
- Vovô...? – Ichiru e Shizuka perguntaram juntos.
Por um momento viu que seu pai não possuía nenhuma expressão em sua face, mas antes que pudesse se dar realmente conta ele já o estava abraçando fortemente enquanto possuía um grande sorriso em seu rosto.
Zero permaneceu imóvel enquanto seu pai o abraçava. Não esperava estar sendo abraçado justamente por... Seu pai. Virou sua cabeça e fitou Yuuki. Ela apenas balançou a cabeça positivamente... Parecia que entendia o que se passava por sua cabeça. (Yuuki lê mentes :O –qq.) Ele pareceu sorrir. Deixou-se levar pelo o que acontecia e erguera os braços para abraçar seu pai como há muito tempo não o fazia.
Ele pareceu notar o que acontecia. Zero o estava abraçando... Desde quando ele mudara seu modo de ser? Se fosse o antigo Zero que conhecia, jamais lhe permitiria fazer tal coisa. Afastou-se lentamente de seu filho e o fitara. Ele sorria para si e com tal atitude não deixou de... Sorrir para ele. Não demorou muito e cessaram o abraço. Kaien piscou seus olhos, parecia não acreditar ainda.
- Então... São dois? É verdade? – Seu pai perguntou, e mal notara quando Ichiru puxara os papeis que ainda segurava. Pegou os papeis e com sua noiva começou a lê-lo.
- Sim! São dois... – Yuuki respondera.
- Oh! – Kaien segurou suas mãos e a beijara. – Maravilhoso! – Comentou.
O casal sorrira. E novamente o Sorriso de Zero chamara a atenção de seu pai. Fitou-o enquanto soltava as mãos de sua nora. Vira Zero entrelaçar os dedos de Yuuki e aproximar-se da jovem a fim de beijar sua testa. Ela pareceu corar com tal atitude inesperada de seu marido e ele riu achando graça de como Yuuki ainda podia corar diante de suas atitudes. Como Zero mudou... E tudo por causa da bela jovem ao seu lado. Riu... É, parecia que até mesmo o pior homem poderia se tornar... O melhor.
- OH! – Ouviram dois gritos que os tiraram de seus devaneios.
Olharam em direção a Ichiru e Shizuka. Ambos ainda analisavam juntos os resultados dos exames.
- Olha Ichiru... É o ultrassom! - Os olhos de Shizuka brilharam.
- E são dois... Dá para perceber! – Ele apontou para a imagem.
Os restantes dos presentes apenas observavam o casal que continuavam a avaliar o exame.
- Oh Ichiru... Agora quero ter filhos! – Os orbes de Shizuka continuaram a brilhar.
- É... Eu... – Ele pareceu se dar conta do que ela acabara de dizer. Seu sorriso em seu rosto desaparecera aos poucos. – O... O QUE? – E por fim, ele gritou.
Os restantes dos presentes assistiam a cena enquanto riam.
- Não é uma má idéia Ichiru! – Zero pareceu concordar.
- Calado! – Seu irmão estreitara seus orbes.
Continuou a rir. O clima que antes estava ruim começou a tornar-se mais agradável.
- Bem... Creio que Yuuki deva estar com fome! Preparei algo na cozinha, não gostaria de comer querida? – Seu pai perguntara.
- Ela acabou de comer pai! Não precisa se preocupar... – Mas suas palavras foram em vão.
- Eu aceito Senhor Kiryuu! – Seus orbes brilharam.
- Não precisa me chamar de Senhor Kiryuu... – Seu sogro começou. – Me chame de pai querida! – Ele segurou suas mãos.
Zero não agüentou... E começara a rir diante da situação.
- O que foi Zero?
Escutou seu pai lhe chamar a atenção.
- Não foi nada! – Ele disse. – Ande logo Yuuki, vá comer para irmos embora... Tudo bem? – Acariciou o topo da cabeça de sua adorável esposa.
- Uhuumm! – Murmurou baixo diante da caricia.
- Venha querida... – Seu pai a conduziria até a cozinha. – E você dois também... Venham comer! – Disse referindo-se a Ichiru e Shizuka que ainda conversavam em relação aos seus futuros filhos.
Sorriu de leve e passara a caminhar seguindo seu pai e sua doce Yuuki. Logo atrás de si Ichiru tentava convencer Shizuka.
- Zero vou te matar! – Ele escutou um rosnado atrás de si. Ichiru parecia estar com... Problemas.
Riu baixo enquanto continuava a seguir seu pai e sua mulher. Não demorou a chegarem à cozinha e o cheiro de algo pronto invadiu suas narinas. Dirigiu ao balcão e encostou-se nele. Fechou os orbes e alguns minutos de passaram. Assim que voltou a abri-los percebeu a presença de seu pai ao seu lado.
Trocou olhares com ele e logo se virou para frente. Fitou a mesa a sua frente e vira Yuuki comer uma bela porção de carne e arroz. Continuou a fitá-la enquanto a mesma sujou o canto de seus lábios, fazendo-o sorrir. Estava tão entretido observando sua esposa que mal notara que seu pai ainda o fitava.
- Mas Ichiru... Eu os quero! – Escutou Shizuka falar.
- Podemos pensar em ter depois que nos casarmos o que acha? – Sorriu amarelo.
- Demo...* - Ela choramingou. (Mas...*)
Viu Yuuki rir enquanto observava o casal a mesa tentar decidir-se sobre seus futuros filhos. Sorriu... Não importava mais nada para si. Se pudesse ver o sorriso de Yuuki todos os dias, nada mais importava. (own *-*)
- Você mudou Zero... – Kaien lhe chamara a atenção. De fato... Zero mudou. Havia até reconhecido de que seu filho havia mudado. – Sorriu diante do que via.
Seu filho havia mudado... Da maneira que desejava. Não era mais o homem irresponsável que conhecia há meses atrás. E tudo isso por causa de uma mulher... Estava surpreso. Mas contente ao mesmo tempo...
-... – Continuou a sorrir. Bebericou a bebida que tinha em mãos e que acabara de colocar em seu copo.
- O que está dizendo Oyaji?* Ficou louco? – Ele lhe lançara um olhar rápido. (Velho*)
Kaien parou de tomar sua bebida assim que escutara seu filho lhe chamar de velho. Estreitou seus olhos e fechara a cara.
- Não... Eu me enganei! – Kaien ajeitou seus óculos em seu rosto. – Você continua o mesmo! – Virou a cara e continuou a beber o que tinha no copo.
Zero o fitou de maneira divertida e não deixou de curvar seus lábios... Em um sorriso.
OoOoOoOo
Er... Eu peço mil desculpas pela demora meus amores D: Acho que muitos devem ter pensando que eu abandonei a fic D: Eu desejava postar antes do natal ou até mesmo antes do ano novo, assim eu desejaria um Feliz Natal e um Feliz ano novo a todos... Mas como não consegui, aqui estou eu lhes desejando um feliz Natal e um feliz ano novo... (Bem atrasado por sinal ;s) Desculpem minna-san D: mais pensem bem... é o primeiro poste de 2O11 *-* rsrsrsrs.
Não Atualizei a fanfic antes, pelo fato de que eu estava escrevendo este cap. nas minhas folhas de fichário, e eu estava com certa preguiça de passá-las para o computador ^^hihi. Mais acho que vocês entendem... No colégio, sem nada pra fazer, o jeito foi pegar as folhas e colocar minhas idéias pro papel .-. rsrs; E como eu não havia terminado o cap. ainda, fiquei mofando aqui com a minha preguiça D: realmente, me desculpem D: mas pra falar a verdade, eu terminei o cap. ontem a noite .-. às 3 horas da manhã ... (ah, ainda estou com sono :O –boceja.) mais só faltava um pouquinho pra acabar o cap. então eu aproveitei e consegui terminá-lo õ/ rsrs ; serio, acho que este foi o cap. mais demorado de todas as fics que já escrevi x.x –humn. Enfim, eu já estou de férias :D –ão posso me dedicas mais a fic õ/ Mais ai vocês me perguntam, porque demorou então se estava de férias ? D: Sabe... Há muitas coisas que eu não podia fazer quando estava estudando, então aproveitei e fiz coisas que não podia fazer naquela época... Como por exemplo, dormir as 3 da manhã e levantar ao meio dia :D HAUSHUAHSUAHSU. Então, eu TIVE que aproveitar .-. Acho que vocês entendem :B
Mas aqui está o cap. meus amores :D Ele têm 20 folhas para vocês lerem ... Acho que me empolguei um pouquinho D: HAUHSUAHSUAHS. –é para compensar a demora :D (mais olha que engraçado... Cap. 20 – 20 folhas no word...) adorei isso :D HAUSHAUHSUAS. Ah, quero agradecer a minha querida amiga Rekishi-san, que sempre me anima a continuar a escrever a fic *-* Muito obg querida :D Aqui está o cap. que você tanto queria õ/ rsrs ; Bem, Agradeço as Reviews que escreveram *-* Estarei respondendo-as agora :D
Reviews –
Aika-sama: Peço imensas desculpas pela demora D: espero que este cap. compense a demora da atualização da fic :3 Bem, creio que quando ler o cap. irá entender um pouco sobre a demora da Yuuki descobrir sobre a sua gravidez :3 Eu agradeço suas Reviews Aika-sama, e mais uma vez... Me desculpe pelo atraso D: Espero que goste do Cap. Kissus :*
Cosette: Ah amiga, eu já estava com saudades de você ;-;' Faz tempo que não nos falamos D: mais enfim, que bom que voltou *-* Pois é, cada leitora imaginou algo, então pensei... Por que não gêmeos ? :D HAUSHUAHSUAHSU. Pelo menos vai vir um Zerinho para nós õ/ Cosette, ai está o cap. 20, espero que goste minha onêe-sama (: e me desculpe pela demora D: prometo que o próximo não irá demorar tanto... eu acho :O rsrsrs. Kissus Cosette-chan :* s2
Livia Helena Holopainen: omg :O você lê bem rápido Livia :D HAUSHAUHSUAHSU. Pois é D: eu tento controlar meus dedos sabe? Mais não consigo, e sempre sai caps. Gigantes .-. hihihi. Concordo D: De certa forma Yuuki é um pouco lerdinha... Mas coitada D: ela mal tinha tempo de ficar com o Zero direito por causa do tio dela D: Ela acabou se focando mais em tentar descobrir o que acontecia na empresa, e que se esqueceu dela mesma D: bem, eu acho que faria o mesmo na situação dela :O –eu acho .-. HAUHSUAHSUAHS. Livia, fico contente em saber que goste da fanfic :3 Espero que goste deste novo cap. e me desculpe pela demora D: Prometo que no próximo cap., eu não demorarei tanto assim para atualizar .-. Kissus :*
Bem, espero que gostem... E não se esqueçam de apertarem estas lindas palavras em azul ai em baixo :D –apanha. HAUSHAUSHUAHSU. Serio, se acharem que o cap. foi merecedor de uma Review, não deixem de comentar! Com sugestões, duvidas, criticas... Reviews são sempre bem vindas *-* Sendo assim, isso me inspirara a fazer sempre o meu melhor a vocês (: Vou ficando por aqui... Kissus meus amores :* s2 Até o próximo cap. *-* /eu espero ^^'
