Capítulo 21 – Entregando-se Às Tentações.

- Muito bem. Trouxeram o que eu pedi antes dos feriados? Espero que sim ou não teremos aula. Eu consegui arranjar algumas coisas também, mas não tudo. Por isso, espero que me emprestem um pouco de vocês.

Tom estava na sala de Slughorn em mais uma aula com seus Comensais.

- Antes de começarmos tenho boas notícias para dar. Arranjei um novo lugar para nossas aulas. O que é ótimo porque, mesmo que não tivéssemos que fazer isso pelos que vão sair, não poderíamos usar a sala de Slughorn para sempre para aprender Arte das Trevas. Em algum momento iríamos ser descobertos.

- Onde é? – Malfoy perguntou ansioso.

- Na Floresta Proibida.

Os garotos arregalaram os olhos e cochicharam entre si. Debra ergueu a mão.

- Anh...só uma pergunta.

- Claro.

- Você é louco?

Tom estreitou os olhos e ficou calado. Depois ergueu as sobrancelhas com ar zombeteiro.

- Está com medinho?

- Bom, sim. Em primeiro lugar a Floresta Proibida é um lugar mortal! Há vários seres sinistros lá!

- Bom, nossos companheiros do sétimo ano estarão formados e com isso, conclui-se, que saibam fazer alguns feitiços de proteção.

- Tudo bem. Agora a segunda coisa: como treinaremos lá se não podemos usar magia fora de Hogwarts?

Tom suspirou, cansado. Olhou para Malfoy que deu um passo a frente e começou a falar:

- No Natal passado,eu dei um livro de Arte das Trevas, que comprei na Travessa do Tranco, para Tom. – falou orgulhoso de si, por poder mostrar que era tão próximo do Lord.

- Pare de se gabar e vai logo direto ao assunto. – Tom cortou.

- Bem, er, então...nesse livro ensina como menores de idade podem fazer magia fora de lugares autorizados sem serem localizados pelo Ministério.

Mais cochichos.

- Silêncio. – todos se calaram. – Então, na última aula do ano, vou ensinar a vocês o que fazer, mas ouçam bem: NÃO usem os feitiços que ensino aqui fora do nosso clube. Já sabem o que acontecerá caso desobedeçam, não é?

Todos fizeram que sim com a cabeça.

- Dada a notícia...

- Espera. – era Debra novamente. E novamente Tom inspirou e expirou, para não jogar uma Maldição Imperdoável na garota.

- Pois não?

- E como os que vão sair vão saber dos dias e horários das reuniões?

- Debra Millan, responda-me: que dias são nossas reuniões?

- Sábados e domingos.

- Que horas?

- Às oito.

- E até hoje isso mudou?

- Não.

- Então sua pergunta foi respondida. Vamos começar! – ele ordenou, antes que ela o interrompesse outra vez. – Peguem seus materiais. Hoje vamos fazer a poção da Regência de Sonho.

Uma menina, que era aluna nova, levantou o braço.

- Você não tinha dito que íamos continuar do feitiço Clamor Flamman?

- Vou relevar sua audácia porque é nova, mas nunca mais se refira a mim como "você" e muito menos fale sem permissão. – a menina engoliu em seco. – Eu sou Lord Voldemort, mas pode me chamar de Lord ou Milord, se preferir. Em todo caso, sim, íamos continuar daqui, mas achei melhor começar a poção. Vocês foram muito bem nas duas últimas aulas desse feitiço. Caso eu veja necessidade de voltar nele, eu interrompo as poções. Sem falar que poções não são tão complicadas de se aprender quanto feitiços. É só seguir receita e conseguir fazer exatamente como escrito. Bem, a poção Regência de Sonho faz com que possamos entrar no sonho da pessoa que tomou. Qual a utilidade disso? Nos sonhos estão nossos desejos e medos, meus caros. Sem falar que podemos roubar ou até inserir ideias nessas mentes.

- Inserir ideias? Por que vou querer dar uma boa ideia para alguém? – um outro rapaz, perguntou.

- Eu não disse "boas ideias". Eu disse "ideias". Tais como um suicídio ou homicídio, ou coisas que podem favorecer a nós.

Vários deles sorriram e pareceram animados, ainda mais porque dessa vez não precisariam testar em si próprios.

- Muito bem, vou escrever os ingredientes no quadro. Essa poção demora exatamente uma semana para ficar pronta, mas até o final da aula tem que estar negra. Amanhã acrescentaremos o restante dos ingredientes e ela passará a cinza. Por fim, daqui a uma semana, se tiveram feito tudo corretamente, ela deverá estar azul bebê.

Tom apontou a varinha para o quadro e os ingredientes começaram a surgir.

- Desta vez farei com vocês. – fez aparecer um caldeirão e começaram o trabalho.


Obviamente o caldeirão de Tom ficou impecavelmente negro. Alguns outros alunos conseguiram chegar perto, outros tiveram que jogar tudo fora. Apenas Debra conseguiria se igualar a Tom.

Ao término da aula, falou para todos guardarem suas poções em uma proveta, escreverem seus nomes e dar a ele, pois não confiava que eles fossem guardar direito.

A sala ficou vazia e Tom terminou de arrumá-la. Guardou as provetas em sua mochila, desligou as luzes e se preparou para trancar a sala. Estava quase fechando, quando seus olhos foram tapados e ele ouviu uma voz:

- Adivinha quem é?

- Erin! – Tom se afastou e tentou fechar a porta.

- Sabia que você ia reconhecer minha doce voz, meu pequeno lorde. – ela lhe deu um beijo na boca e olhou para dentro da sala. – O que estava fazendo aí?

- Estudando.

- E por que não estava na biblioteca?

- Porque estava cheia.

- Sério? Passei por lá e não vi uma viva alma.

- Bom, na hora que eu fui estava cheia. – ele falou emburrado e puxou a maçaneta para a porta fechar e poder trancá-la. Erin, porém, segurou a porta e entrou.

- Você não está escondendo nada de mim, não é?

- Por que eu esconderia? – Tom estava louco para tirá-la dali. Tinha arrumado tudo direito, mas Erin era muito audaciosa. Poderia desconfiar de qualquer coisa.

- Diga-me você. – ela o olhou de forma penetrante.

- Olha, a conversa está muito interessante, mas eu tenho que ir dormir.

- Ok, Tom. Vou direto ao assunto. – ela sentou na mesa do professor e cruzou as pernas. – Ouvi boatos de que você tem um clube. Quero entrar.

- Já disse que não sei do que você está falando.

Ela fez cara de choro.

- Você não gosta mais de mim?

- Não é isso. – mentiu. Aproximou-se e tentou puxá-la pela mão para saírem dali. Ela, então, o segurou e o puxou para junto de si e ficou olhando em seus olhos. Tom leu seus pensamentos. Ela queria seduzi-lo para que ele, estando ainda mais apaixonado, contasse tudo.

- Vamos Tom...então é o que? Sabe, você anda demais com minha irmã. Não gosto nada disso.

- Deixe de bobagem. – ela fazia carinho em seu cabelo e seu rosto. Tom tentou se desvencilhar, mas seu coração batia descompassado.

- Não é bobagem... – ela foi abaixando a voz e curvou a cabeça em direção ao seu ouvido. – é ciúme.

- Sei...mas agora vamos. – falou, mas sem muita certeza como antes.

Ela o beijou profundamente. Quando o soltou, sorriu.

- Vamos ter um pouco mais de privacidade. – apontou a varinha para a porta que se trancou. Depois voltou a beijá-lo e o puxou para cima da mesa.

Tom não sabia o que fazer. Como aquela garota de 15 anos podia ser tão atirada? E tudo isso para conseguir fazer com que ele falasse sobre os Comensais? E mesmo assim...ele a queria.

Tom a beijou de forma bruta e rápida. Estava com raiva. Ela conseguia sempre seduzi-lo quando bem queria. Mas que mal poderia fazer? Se ela queria se aproveitar dele, ele também se aproveitaria dela.

Não contaria nada e ainda cumpriria sua vingança, independente do que acontecesse.

Deixou-se levar pelos seus desejos.


Tom estava deitado com a cabeça no ombro de Erin. Respirava rápido e seu coração parecia que ia saltar pela boca. Tremia e suava, enquanto Erin ria e fazia carinho em sua cabeça.

- Viu como eu te amo? – ele nada respondeu. Continuou espantado demais para falar. – Provei meu amor, por que você não prova o seu me contando o que esconde de mim? – ela perguntou, beijando o topo de sua cabeça.

Tom pareceu voltar a si, levantou-se e vestiu suas roupas. Olhou-a com um sorriso debochado que mostrava total desprezo.

- Muito obrigado por isso. Foi um ótimo presente de Natal e aniversário. Agora tenho que ir.

- O que? – ela levantou, irritada. – Ainda assim não vai me contar?

- Não. Quer saber, Erin? Eu sei que você gosta do Allen e sei também que só aceitou namorar comigo e fez...isso...porque queria saber sobre meu grupo, entrar nele e falar para seu namoradinho.

- O...que? C-como você sabe disso? – estava surpresa com a reviravolta. Não esperava essa reação de Tom.

- Sua aprendiz de rameira. – ele se aproximou e apoiou o braço na mesa, ficando com o rosto bem próximo do dela. – Eu posso ler mentes. Sei muito bem que nesse momento você está desesperada porque traiu Kian a toa, e quando ele descobrir não vai ficar nada feliz.

- Por...por que você aceitou então? – seus olhos estavam cheios de lágrima.

- Porque eu quis. Eu queria você e tive. Agora que já consegui o que quero, posso ir embora. Quero dizer, tive parte do que eu quero. – seu sorriso alargou-se.

- O que quer dizer com isso?

- Não se preocupe. Você vai saber do que estou falando em breve. – deu um rápido beijo na garota em estado de choque e abriu a porta. – Saia.

- Mas...

- Saia agora. Tenho que trancar a porta e não vou deixar uma menina patética, seminua, em uma sala que o professor me deixou responsável.

- Tom, eu...

- NÃO ME CHAME DE TOM! ODEIO ESSE NOME! CHAMA-ME DE LORD VOLDEMORT! SAIA AGORA!

Erin teve um sobressalto, recolheu suas coisas e saiu correndo pelo corredor. Tom respirou fundo e olhou a menina correndo.

Estava se sentindo muitíssimo bem.


Em primeiro lugar: desculpa por não postar nas últimas duas semanas. A faculdade estava desesperadora e eu não tinha tempo nem de respirar. Fiquei cheia de olheiras e sem conseguir dormir direito. Ainda bem que entrei de férias (que só durará três semanas :( mas tudo bem. Melhor do que nada) e agora posso me dedicar às fics, minhas leituras e descansar.

Em segundo lugar: taí o que me perguntaram. O cap. que o Tom perde a virgindade. Alguns podem se decepcionar, mas eu simplesmente não consigo descrever cenas de sexo. Principalmente se for de um menino de 13/14 anos rs.
Mesmo assim espero que tenham gostado do capítulo e aguardem pois esse foi só um dos motivos para essa fic se chamar "perda da inocência".

Terça coisa: Eu to vendo Once Upon a Time. Mais alguém vê? To dizendo isso porque tem um personagem que me deixou completamente apaixonada e que me lembra muito o meu amor Sirius Black: o Capitão Gancho. Gente...que cara lindo e safado rs. Parece muito o Sirius com uma pitada a mais de maldade.
Perfeito.

Enfim...

Review:

BabiProngs - Achou o cap passado assustador? rs Aguarde os próximos... rsrsrs
Sobre o Scott voltar ao normal...não posso responder isso, mas você descobrirá.
Ok! Veja sim e quero saber o que achou.
Comecei a ler o quinto livro enorme...ainda não li muita coisa pois to lendo outra coisa ao mesmo tempo, mas já apareceu o Tyrion e isso me faz feliz :)
apesar de que ele está mal humorado...eu adorava o Tyrion respondão e engraçadinho.

Beijos e até semana que vem!