Até os mais fortes, às vezes caem – Capitulo 21.

Autora: Karla Malfoy;

Beta: Ash Queen;

Par/Personagem: Sherlock Holmes e John Watson;

Classificação: M (18+)

Disclaimer: Sherlock Holmes, suas histórias e seus personagens foram criados por Sir Arthur Conan Doyle, a serie televisionada foi criada por Steven Moffat e Mark Gatiss e são de propriedade da BBC. E eu sou só uma fã ardorosa de seus personagens, quer dizer de alguns, pois têm outros que dá vontade de matar... (cara de brava) e só para lembrar... Eu não quero e nem pretendo ganhar dinheiro com eles. Seria felicidade demais para uma pessoa só, deixo isso com o povo da BBC...

Aviso1: Está fic é de conteúdo Slash, ou seja, relacionamento entre homens. Se não gosta, por favor, não leia.

Aviso 2: Ler a fic sem qualquer outra presença humana por perto OU ter admiráveis habilidades de reflexo e audição para poder minimizar a janela toda a vez que ouvir passos se aproximando. Ponto principal: Visão de 180º graus porque a tela do computador ou do note que podem denunciar o que quer que você esteja lendo ou vendo. By leitora Lara - xD

Nota da Autora: o/ olá! Quanto tempo! xD Eu nem tenho mais o que dizer, de novo... então vou me recolher ali no cantinho e esperar...

Espero do fundo do coração que gostem e que perdoem essa ficwriter pelo imenso atraso.

Tempo de Morrer

Anos de treinamento no exército fizeram com que seus instintos de sobrevivência sempre viessem à tona quando algo a sua volta não estava certo. E foi com essa sensação que John foi arrancado dos braços do sono e seu primeiro reflexo foi levar a mão debaixo do travesseiro procurando por sua arma, seus dedos não encontraram nada, então ele preparou seu corpo para uma possível luta e ao abrir os olhos e a primeira coisa que viu foi um emaranhado de cachos negros e olhos azuis bem próximos a ele.

– Jesus, Sherlock Que susto! Se minha arma estivesse aqui eu poderia tê-lo matado. – Sherlock o olhava como se quisesse entrar em seu crânio. – Onde está a m...

– Nunca mais faça isso! – Sherlock disse interrompendo o que John estava dizendo, e sua voz demonstrava uma raiva e descontrole que o médico nunca tinha presenciado antes.

– Fazer o quê? – ele perguntou confuso, ainda tonto de sono.

– VOCE SE FOI DUAS VEZES! – Sherlock gritou e se levantou e ficou andando de um lado para o outro no quarto.

– Sherlock, eu não estou entendendo! – colocou as pernas para fora da cama e se levantou indo em direção a ele. – Como assim eu fui? Não fui a lugar nenhum Sherlock! Você não está falando coisa com coisa.

– Na explosão... na segunda... você teve uma parada cardíaca... não respiratória. – Sherlock gesticulava e não parava de andar de um lado para o outro como se fosse um animal que estava enjaulado por muito tempo.

– Oh... eu não.. eu...

– Eu... eu não sabia o que fazer... e eu sei tudo John, TUDO! E A MINHA MENTE NAQUELA HORA ERA UM BRANCO TOTAL – ele gritou e parou de andar.

Sherlock olhava para um ponto distante acima da cabeça de John, seus olhos indo a todas as direções, ele balbuciava e movimentava os dedos das mãos como quem escrevia em um teclado invisível e John começou a se preocupar, Sherlock parecia fora de si, mas quando fez um movimento para se deslocar, o foco do detetive pareceu recair novamente para ele e Sherlock começou a falar sem parar.

- Essas lembranças de você sem respirar nos meus braços e eu sem saber o que fazer... ficam girando aqui dentro. – O moreno bateu a mão do lado da cabeça com força próximo aos pontos, ele parecia quase descontrolado e com muita raiva.

– Sherlock, pare, você vai se machucar. – ele tentou fazer com que seu amigo parasse e se aproximou tentando lhe segurar, mas o detetive se desvencilhou dos seus braços.

– Eu tentei apagar, mas não CONSEGUI! – Ele gritou assustando John – Você entende? Você sabe o que é reviver uma situação de novo e de novo e de novo e não conseguir parar? Não, claro que não... ninguém entende... você John... você... é ... nunca mais faça isso! - ele disse isso em um tom que John nunca tinha ouvido.

John viu que Sherlock estava tremendo, mas quando seu cérebro começou a processar essa informação, seu amigo o agarrou pelos os ombros e o empurrou de encontro à parede.

- Eu preciso tirar isso de mim John! – Ele gritou próximo ao seu rosto. – Eu preciso tirar... eu preciso...

- Sherlock pelo amor de Deus, se acalme você está me assustando. – As mãos de Sherlock eram como garras o mantendo preso, John sentia a pressão dos dedos do amigo sobre si.

- Você não entende John... – Sherlock tinha apoiado a testa contra a garganta do loiro, e sua voz era nada mais que um sussurro agora. – Eu preciso tirar isso do meu sangue, isso de mim, do meu sistema, eu não consigo pensar... meu peito dói é como se eu não conseguisse respirar. – John podia sentir o corpo de Sherlock tremer

John podia sentir o aperto de Sherlock sobre seus braços diminuir, então conseguiu se mexer, não sabia o que estava acontecendo com seu amigo, John levou suas mãos ao rosto de Sherlock e o obrigou a encará-lo. Os olhos do detetive estavam muito abertos, ele parecia quase em pânico, mas por quê? Pânico do quê? Ele parecia com... medo... Sherlock com medo? Ele nunca tinha visto o detetive assim antes.

- "JESUS" – John pensou, o homem mais controlado e seguro de si que conhecia estava ali na sua frente tremendo como uma criança e com medo...

- Por favor, John... – Sherlock murmurou.

Sherlock nunca pedia nada, ele simplesmente tomava para si, e naquele momento ele estava ali pedindo, por favor, para algo que John não sabia o que era e talvez o próprio Sherlock não soubesse o que estava pedindo. Então John fez a única coisa que estava ao seu alcance.

Ele o beijou.

Seus lábios se encontraram, o beijo foi suave apenas um roçar de lábios. Os olhos de Sherlock se abriram ainda mais, se é que isso era possível, e ele suspirou com o contato ficando completamente imóvel, e John foi dando pequenos beijos. O médico tirou uma das mãos do rosto de Sherlock e levou em direção à nuca do detetive e a outra desceu até a cintura do homem mais alto e o puxou um pouco mais para si. E assim John começou a beijar Sherlock de verdade, ele apertou seus lábios aos do detetive e usou a língua para fazer com que o homem brilhante a sua frente abrisse os lábios para dar passagem para sua língua.

E John ouviu Sherlock gemer com a intrusão. Todas as vezes que tinham se beijado, a iniciativa sempre tinha sido de Sherlock, os beijos eram sempre rápidos, selvagens, confusos e em todas às vezes John se sentia culpado por estar quem sabe se aproveitando de algum momento de fragilidade de Sherlock ou sentia raiva por talvez pensar que tudo isso que seu amigo estava fazendo era nada mais do que uma experiência absurda.

Mas agora tinha sido ele a começar o beijo, e parecia tão certo estar ali, beijando aqueles lábios tão perfeitos, tocando com sua mão os sedosos cachos na nuca e... tudo naquele homem era nada mais que perfeito. John poderia passar o resto da sua vida ali beijando o detetive, sentindo seu gosto e aquele corpo de encontro a ele, Sherlock se afastou um pouco, sua respiração era rápida e ele gemeu de encontro ao ouvido de John.

- Oh, Johnnn! – O detetive tirou os lábios de seu ouvido e levou suas mãos ao rosto de John o encarando, com uma luxúria que ele nunca sonhou em ver naqueles olhos incrivelmente azuis, que fez algo dentro de John se agitar. - Oh John, você não imagina as coisas que quero fazer com você agora. – Sherlock disse e sua voz era nada mais do que um rosnado baixo e sensual que fez o corpo de John vibrar em antecipação.

Depois do que parecia tempo demais para John, seus lábios se encontraram novamente e com muita força dessa vez, o loiro sentiu gosto de sangue em sua boca sem se importar. O detetive pressionou e friccionou seu corpo ao dele de forma quase obscena, que ele só conseguia gemer.

- "Cristo!" - John pensou, ele já estava duro, e se sentindo um maldito adolescente com os hormônios em fúria.

O corpo de Sherlock estava quente contra ele, magro e firme.

– "Foda-se!" – John pensou em sua cabeça e levou as duas mãos aos cachos de Sherlock e o puxou para mais perto se isso era possível. Que Deus o ajudasse... isso... esse beijo só tinha começado porque ele queria ajudar seu amigo de alguma forma, fazê-lo sair do frenesi que estava antes, mas agora já não era mais isso, ele estava cansado demais de lutar e dizer que não queria e que não podia e que não devia... Ele era apenas humano, sua força de vontade tinha acabado, ido embora de férias, ele não era um santo, e ele sentia que precisava disso, de sentir Sherlock, provar seu sabor, mesmo que estivesse se aproveitando dele e isso o levasse para o inferno. Seu maior desejo estava ali, lhe beijando, seus corpos juntos, em movimentos em perfeita sincronia, e foi então que ele resolveu pegar o que lhe estava sendo oferecido no momento e depois juntaria o que sobrasse dele e de seu coração, e abraçaria o inferno de bom grado.

E John o beijou como nunca tinha beijado ninguém, beijou como se o mundo fosse acabar logo em seguida, como se fosse alguém que estava há anos no deserto sem água e agora tinha encontrado um Oásis, um lindo Oásis com uma pele tão branca e pálida, com olhos azuis como safiras e cabelos negros como a noite. E o beijo tinha tudo o que sentia. O médico saboreava daqueles lábios, doces e macios e que estavam duramente de encontro aos seus, e uma língua quente, que tocava a sua, com uma agitação nervosa, ansiosa, e dentes que mordiam os lábios, e um gemido, e o beijo se aprofundava mais e mais. John não sabia o que tinha causado essa aparente angustia em seu amigo, ou talvez soubesse, mas ele não iria questionar, não agora.

Que a razão e tudo o mais fossem para o inferno, naquele momento ele só queria Sherlock, e se aquela seria sua única chance de ter Sherlock só para si ele estava determinado a ter, a ver, tocar, provar tudo e guardar essas lembranças no fundo de sua mente.

John sentia Sherlock continuar a explorar sua boca com a língua e ele não conseguia segurar os gemidos de prazer que sentia. Depois de algum tempo eles se separaram cada um em busca de ar. John apoiou sua cabeça no tórax do amigo que também respirava com dificuldade.

John ainda tentava se lembrar de como respirar, tentando fazer com que ar entrasse em seus pulmões, seus pensamentos eram como uma locomotiva descarrilada, entretanto seus pensamentos foram parados quando Sherlock se mexeu e foi para a curva de seu pescoço, começando a beijar e a lamber e chupar.

- Jesus! – John sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo e sentiu Sherlock envolver sua cintura com um braço e sentiu-se ser empurrado contra a parede novamente.

- Tire a blusa!– Sherlock disse contra a pele exposta de sua clavícula.

A voz de Sherlock era baixa e rouca sobre a sua pele, e então o detetive tirou a mão de sua cintura e se afastou. John nem se quer chegou a pensar, ele simplesmente tirou a blusa e jogou-a no chão de qualquer jeito. Ele olhou para Sherlock e se perdeu na beleza peculiar daquele homem fantástico sob a luz no quarto rasa, e pôde ver que as pupilas do detetive estavam tão dilatadas que o preto quase cobria todo o azul de seus olhos. Sherlock desamarrou o roupão que estava vestindo e o deixou escorregar por seus ombros revelando que ele estava completamente nu e muito excitado, fazendo John ofegar com a visão.

Sherlock deu dois passos de encontro a ele, bem devagar, como se quisesse apreciar bem lentamente aquele momento, como se o que estava preste a fazer fosse a coisa mais importante do mundo e que exigia sua completa e máxima atenção. Eles ficaram por alguns segundos se olhando, John podia sentir calor irradiando do corpo do amigo, o médico sentia a garganta seca, uma vontade imensa de tocar aquele corpo, era uma necessidade que chegava a doer, mas ele se forçou a ficar parado esperando. Sherlock diminuiu a distancia entre eles e colocou ambas as mãos na parede cada uma de cada lado do corpo de John.

O detetive se aproximou mais e passou a língua pelo lábio inferior de John e o médico fechou os olhos ao sentir o contato. Ele levou as mãos à cintura do moreno e tentou o beijar, mas Sherlock ignorou seus lábios e foi em direção ao seu lado esquerdo e mordeu o lóbulo da sua orelha e começou a traçar o contorno com a ponta da língua, depois foi para seu pescoço e ele ficou ali beijando e mordendo. John sabia que ficaria com algumas marcas vermelhas no pescoço amanhã, mas ele não se importava. Sentiu umas das mãos de Sherlock tocar em um dos seus mamilos e começar a traçar o contorno com os dedos muito lentamente e depois ele trocou os dedos pelos lábios e começou a lamber muito delicadamente e alternando com leves mordidas.

- Oh Céus! – John gemeu, ele não sabia que essa parte do seu corpo era tão sensível, sentindo que ficava mais duro e gemeu mais ainda quando sentiu o corpo de Sherlock pressionado ao seu, podia sentir muito bem o membro do amigo duro contra seu corpo.

Deus, ele sentia que iria explodir se não tocasse aquele corpo, no entanto se obrigou a ficar parado aproveitando os toques que recebia em seu corpo. Em determinado momento o detetive mordeu o mamilo de John um pouco mais forte, um misto de dor e prazer ao mesmo tempo. Sherlock contornou o mamilo com a língua mais uma vez, depois parou e se afastou um pouco e o olhou. Seu olhar era faminto.

- SHERLO... – Se Sherlock fosse embora e lhe largasse daquele jeito ali, John tinha certeza que iria cometer um assassinato, mas Sherlock lhe ignorou se abaixando ficando com o rosto a centímetros da sua ereção que já era muito óbvia por causa da calça do pijama que usava.

E sem tirar os olhos de John, Sherlock puxou o cós da calça do loiro lentamente para baixo só um pouco, expondo uma parte da cueca, aproximou o rosto de sua ereção e cheirou.

- Oh Meu Deus. – disse em um tom nada másculo.

E sem cerimônia, ele puxou a calça para baixo o deixando apenas com sua cueca branca.

- A vermelha era mais interessante. – disse mais para si mesmo.

- Como é... – disse John, mas foi parado ao sentir a língua de Sherlock em seu membro por cima do tecido fina da cueca. – PUTA QUE PARIU. – e foi tudo o que ele conseguiu dizer antes de levar a mão de encontro à boca e sentiu Sherlock rindo de encontro a sua ereção.

Sherlock se afastou e levou os longos dedos no cós na cueca de John que só observava, se sentindo inebriado, mas sentia que aquilo tudo ali era um sonho, que a qualquer momento iria acordar e perceber que aquele tinha sido um de seus melhores e mais realistas sonhos. Pois não tinha como aquilo ser verdade, não tinha mesmo. Não podia ser, Sherlock não era aquele ser sensual e tátil que estava ali. Seu amigo nunca tinha demonstrado o menor interesse em sexo, tudo bem que ele estava se comportando de forma muito estranha ultimamente. Talvez a dor, mais remédios e cansaço estavam lhe pregando peças, talvez ele estivesse delirando com os remédios, talvez...

Sherlock parou de fazer o que estava fazendo e o olhou com seus grandes olhos azuis e franziu a testa.

- É isso que acha? Um sonho John? Ohh, tão sem criatividade. Mas se você está pensando tanto é porque não estou fazendo isso direito. – Então terminou de tirar a cueca de John e jogá-la para longe junto com a calça e blusas e se levantou.

- Cama, agora! – E sem dizer mais nada, Sherlock lhe puxou da parede e o empurrou em direção à cama.

John foi empurrado e andou de costas até sentir o colchão de encontro as suas pernas e foi empurrado sem cerimônia nenhuma e caindo de costas sobre o colchão.

E diferentemente dele, Sherlock subiu na cama com a graciosidade felina e o empurrou em direção a cabeceira da cama até sentir suas costas na madeira fria, e então ele se sentou sobre suas coxas e começou a traçar os músculos da sua barriga com as pontas dos dedos. Milhões de coisas passavam pela cabeça de John, na velocidade da luz, sem conseguir se concentrar em uma a uma, mas seus olhos estavam mesmerizados em uma parte do corpo de Sherlock. John já tinha visto algumas, mas nunca tinha sido de tão de perto, literalmente a um toque de distancia. E ele queria tocar, ele sentia sua boca seca, ele umedeceu os lábios com a língua e o movimento pareceu chamar a atenção do homem a sua frente.

- Você quer me tocar, John? – O detetive parou de traçar com aqueles longos dedos o labirinto nos músculos da barriga dele, que estava concentrando antes e começou a tocar a si mesmo. O membro do amigo estava ereto, vermelho e se projetado orgulhosamente para frente. – Quer saber como faço para gozar, John? Quer saber o que penso ou em quem penso quando as necessidades do meu corpo se sobrepõem a minha mente lógica?

John não respondeu, pois sabia que não tinha voz

Sherlock se aproximou, inclinou a cabeça e o beijou, mas não nos lábios, ele deslizava as mãos sobre o corpo de John, o bom doutor fechou os olhos ao sentir a boca do amigo pressionando em sua clavícula próxima a sua cicatriz, subindo para o pescoço e depois descendo para o peito. John sentiu algo quente e úmido ao redor de seu mamilo esquerdo. Ele sentiu choque e excitação e isso enviou setas de puro prazer através de seu corpo. Ele estava quente por toda parte e se contorcendo, tentando empurrar os quadris para cima em direção a Sherlock.

Sherlock se afastou e ficou o olhando, John aproveitou e levou suas mãos até a cintura magra do amigo, ao primeiro toque de seus dedos na pele do detetive o médico viu Sherlock fechar os olhos. Ele sentiu a pele quente, músculos magros e firmes sobre seus dedos. John viu e sentiu uma cicatriz fina que desaparecia sobre a saliência tentadora de um osso ilíaco.

Sherlock olhou para baixo e John olhou para cima e seus olhos se encontraram. Sherlock estava ofegante e estendeu a mão e passou os dedos pelo cabelo de John.

- John...- ele sussurrou.

John passou as mãos pelo abdômen do detetive sentindo alguns fios de cabelos grossos traçando um caminho para baixo, quando começou a descer em direção ao pênis de Sherlock e finalmente ousou fazer o que sonhara por várias noites. Sherlock era Incrível, seu pênis longo e convidativo, a ponta dele brilhando ligeiramente à luz rasa do quarto, ele passou os dedos sobre a ponta em torno da parte que ele achava que era mais sensível. Sherlock suspirou e jogou a cabeça para trás empurrando os quadris para frente. Lentamente e com cuidado John passou seus dedos em volta da ponta esfregando, dando-lhe um puxão lento da base à ponta, tirando um gemido baixo de Sherlock. Foi tão bom, e John de repente percebeu que estava muito, muito duro, e seu próprio pênis doía.

- Sherlock... eu... – John não sabia como dizer ou pedir, revelar que ele queria provar, sentir o gosto e o peso do membro do amigo em sua boca, e sem precisar dizer nada e nem terminar direito de pensar no que queria, Sherlock se moveu e com um giro hábil ele estava de costas na cama e John em cima dele.

John sorriu, e olhou para o homem abaixo dele, tão lindo e naquele minuto seu... só seu... e sem pensar mais ele se abaixou e acariciou seu rosto na virilha de Sherlock. O detetive gemeu e inclinou a cabeça para trás em seu travesseiro. John já tinha feito sexo oral em algumas mulheres, mas nunca em um homem, então tentou agir por instinto e fazer o que gostava que fizessem com ele, lembrou das duas vezes que Sherlock fez isso com ele. Bom, duas vezes se contar a vez que Sherlock fez isso em seus sonhos naquela vez que eles estavam presos e quase morrendo afogados e com frio, mas ele balançou a cabeça para espantar os pensamentos. Então, de leve, tocou o membro do detetive segurando na base, ele deu uma lambida experimental, sentindo o gosto que ele tinha, e pode sentir os músculos da coxa de Sherlock enrijecer debaixo da palma de uma das suas mãos. Aquilo fez seu estômago dar uma reviravolta de excitação e ele levou Sherlock em sua boca, encobrindo tudo, sentindo toda a extensão e rigidez com a sua língua e sentiu os dedos do amigo em seu couro cabeludo e o detetive empurrou seus quadris para cima.

John segurou os quadris de Sherlock para baixo para evitar se engasgar e arrastou sua boca de volta até a ponta, e descendo novamente, saboreando toda a sua extensão em sua língua, um pouco de sal e amargo, mas não ruim. Ele apertou tão forte os dedos nos quadris de Sherlock que com certeza deixariam marcas em sua pele, ele ouviu a respiração de Sherlock ofegante cada vez mais curto.

John lambeu da ponta a base de forma lenta, ele podia ouvir Sherlock gemer e balbuciar pedindo-lhe para alguma coisa. Seus joelhos se espalharam ainda mais, suplicante, e os dedos dos pés enrolado. Ter Sherlock assim, sentir seu gosto em sua boca, sentir o calor de seu corpo em suas mãos era como prazer líquido.

- Ohh John... – Sherlock gemeu.

John olhou para cima para encontrar Sherlock olhando para ele, com os olhos agora uma sombra quase opaca de cinza, pegando fragmentos de luz, rosto corado e lábios entreabertos, respirando com dificuldade. John encontrou um ritmo de vai vem com sua boca no pênis de Sherlock, e tudo era tão bom, ele não pode segurar o gemido de satisfação que vibrou em sua garganta em torno da ponta sensível do pênis de Sherlock, úmido com saliva e pré-ejaculação. Sherlock arqueou todo o seu corpo em uma curva tensa, sua mão livre cavando os lençóis da cama.

- Johnnn. - era uma exalação, apenas um fôlego, e John pensou que talvez ele tivesse imaginado, talvez isso era o que ele queria ouvir, ele podia sentir a tensão nas coxas do amigo, ele estava perto, muito perto, ele queria sentir Sherlock chegar, o pênis pulsar em sua boca e finalmente sentir o gozo inundando sua boca.

John começou a se tocar na mesma velocidade que chupava o membro de Sherlock, era tão bom e ele pode sentir que está quase lá, que sem muito esforço ele logo estaria gozando, ele podia sentir o prazer se concentrar logo abaixo de seu estomago, só mais alguns golpes e ele...

- Johnnn, pare... pare... – Sherlock gemeu quase em dor... John soltou o membro do amigo da boca com um som molhado e gemeu em frustração, ele estava quase. Será que ele tinha feito algo errado?

Sherlock caiu de costas na cama, com o peito subindo e descendo, ele tinha os olhos fechados. John ficou observando por um momento, quase hipnotizado pelo movimento. Seu pênis muito duro, vermelho e molhado e a excitação era dolorosa.

- Eu fiz algo errado? – Perguntou.

- Aqui, venha aqui. - Sherlock disse e quando John se aproximou Sherlock o puxa contra si.

- Eu não queria vir assim, eu quero mais... muito mais John, eu quero consumi-lo, devorá-lo, mas ... – Ele sussurrou e eles começam a se beijar de novo e John gemeu novamente, desta vez com o alívio de sentir ser tocado, finalmente. Ele não tinha estado tão duro há um bom tempo, e com apenas algumas investidas do moreno ele sentia uma pressão subir de dentro do seu corpo, um prazer que deixava sua mente em branco, ele nunca tinha experimentando um prazer tão intenso com apenas poucos toques.

Sherlock empurrou John contra a cama, prendendo suas mãos sobre a cabeça e o beijou.

- Respire, John.- disse ele, sua voz rouca e grave. – Ainda não.

John se sentia muito sensível. Ele precisa vir... seu corpo dói de necessidade.

- Sherloc... eu..- ele sussurrou contra a boca de Sherlock.

Sherlock soltou suas mãos, se ajustou entre as pernas de John se enlaçando nele, pressionando seus corpos e unindo suas ereções com seus longos dedos e começou a se movimentar.

- Ohh Deus... Sherlock... – John gemeu com a fricção dos seus membros juntos.

- Sim, isso é bom? – Sherlock perguntou quase sem fôlego e orgulhoso.

- Oh Deus, não pare. – Sherlock diminuiu o ritmo. John podia sentir seu corpo quase literalmente pegar fogo. - Sherlock, por... f..avor..não pare, não posso. – Sherlock sorriu e soube o que ele queria dizer, ele sempre sabia.

John jogou a cabeça no travesseiro e sentiu Sherlock inalando o cheiro de sua pele, mordendo com força em seu pescoço, e gritou de prazer. John sentiu Sherlock apertando suas ereções mais forte e mais rápido e tudo era muito. John balançava os quadris para cima em direção a Sherlock desesperadamente. Ele podia ouvir Sherlock gemendo alto balançando seus quadris também e balbuciando coisas que ele não podia entender, mas que parecia francês, ou outra língua infernal que John agora não se importava.

John estava muito duro por muito tempo, e a angústia saiu dele como um gemido, enquanto ele continuava empurrando, precisando de libertação, mas não conseguia alcançá-lo em seu estado muito excitado.

- Sherlock... Oh Deus.. eu preciso...mais, por favor...

Sherlock soltou suas ereções e John quase... quase gritou de frustração, só parou pelo som de comando da voz de Sherlock.

- Se levante e fique de joelhos na cama de frente a cabeceira da cama e coloque as mãos na parede.

John se viu obedecendo, sem questionar, com um pouco de tremor de excitação pelo que estava por vir e quando se posicionou, ele sentiu o corpo quente e molhado de Sherlock a suas costas. Sentiu também o pênis duro do detetive contra a curva da sua bunda, John sentiu vários arrepios pelo corpo. O médico fechou os olhos e começou a se tocar, mas sentiu um tapa em suas mãos, ele olhou para trás, mas foi empurrado de encontro a cabeceira da cama por um detetive alto, magro e muito excitado.

- Não, John... você vai vir pelas minhas mãos. – Ele sussurrou em seu ouvido.

- Oh Jesus...- John gemeu e sentiu as mãos do detetive úmidas ao redor de sua ereção e ele gemeu empurrando buscando atrito. – Sherlock... porra... eu preciso...

- Mãos na parede, John. – disse.

John obedeceu, Deus... se ele não viesse logo, ele ficaria louco, e seu pensamento foi cortando quando ele sentiu o pênis de Sherlock por entre suas nádegas.

Sherlock colocou as duas mãos em volta de seu pênis, simplesmente segurando enquanto esfregava seu membro entre as nádegas de John, o movimento era sinuoso e tortuosamente lento. John não sabia se empurrava os quadris em direção as mãos de Sherlock que seguravam seu pênis ou empurrava sua bunda na direção do membro do amigo em suas costas.

- Ohhh Deus... ohh Deus... Sherlock... por ..favor... eu preciso...

- Presque, John ... juste um peu, juste um peu... – Sherlock disse e começou a movimentar mais rápido em suas costas, John sentiu o membro duro do amigo em sua bunda e em algumas vezes ele pressionava contra sua entrada e John ofegava. E Sherlock o mantinha no lugar com as duas mãos em seu membro. E o detetive gemia cada vez mais rápido. Sherlock tirou uma das mãos do membro de John e se apoiou na parede e a outra mão segurou John forte pela cintura e o médico ouviu Sherlock gemer alto e apertá-lo mais ainda.

- Oh John ... Je suis presque à mi-chemin ... vous êtes tellement magnifique, et si ... ohhhh ... John! – E Sherlock gozou em suas nádegas.

A voz de Sherlock chegando ao clímax e dizendo seu nome foi a coisa mais sexy que ele tinha ouvido na vida, e ele queria se tocar, muito... e Oh Jesus... ele iria morrer se ele não viesse. Sherlock estava parado apoiando seu corpo em suas costas respirando pesadamente.

John sentiu Sherlock passar a mão em sua bunda e retirar um pouco do sêmen que estava escorrendo por seu corpo e depois sentiu a mão do amigo sobre seu membro, Sherlock estava usando seu próprio sêmen como lubrificante. Porra! Ele iria ter vários sonhos com isso.

- Sua vez, John. – Sherlock disse sobre seu ombro e o empurrou sem aviso sobre a cama e subiu em cima dele, seu rosto a milímetros de seu membro muito duro, vermelho e vazando. E Sherlock o levou em sua boca.

- Oh Deus. - John gemeu sua mão alcançando instintivamente para a cabeça de Sherlock. Ele enredou os dedos naqueles cachos escuros. Sherlock olhou para ele e John pensou que ele estava sorrindo, se a sua boca não estivesse tão cheia. Ele se movimentava rápido, John sabia que não duraria muito.

- Oh Deus. - John guinchou novamente, sua voz em um tom que ele nunca tinha ouvido em sua própria boca.

Sherlock puxado para trás e riu. – Não Deus, John, só Sherlock.

Parecia incrível, tão apertado e quente e a língua de Sherlock era ondulante contra ele, circulando a cabeça de seu pênis quando ele tirou quase todo o caminho para fora. As coxas de John tremiam e sua respiração estava ofegante.

John assistiu, extasiado, como Sherlock continuou para cima e para baixo em seu pênis, habilmente sugando-o, enquanto sentia uma das mãos dele acariciando suas coxas, suas bolas e aproximando-se lentamente de sua entrada, brincando ao redor e...

- Ah, ah ... Sh...sher...lock aah!" - John gaguejou como uma espécie de aviso, enquanto ele tentava empurrar a boca de Sherlock fora dele. John jogou a cabeça para trás, os olhos fechados com força quando sentiu seu orgasmo ultrapassá-lo. Sherlock apenas agarrou seus quadris com sua outra mão, segurando John contra a cama, enquanto o dedo lhe penetrava e então John estremeceu e gemeu seu orgasmo sendo arrancado vigorosamente dele. Sherlock manteve seus lábios entorno do membro de John, delicadamente chupando e gemendo baixinho. John abriu os olhos a tempo de ver Sherlock com um olhar muito orgulhoso.

- Pare de olhar tão presunçoso, seu eu tivesse forças eu te acertaria.

- Hum... – disse ele passando a língua pelos lábios. – Você vai ter que trocar algumas coisas em sua dieta, John. Seu sêmen está um pouco amargo, que tal abacax... – Sherlock não conseguiu terminar porque foi acertado por um travesseiro que John jogou nele.

- Eu juro que um dia de mato e seu irmão nunca vai encontrar seu corpo. – E olhou muito desafiador, claro tanto quanto sua situação de nudez podia lhe proporcionar. Sherlock em poucos segundos estava rindo e segundos depois John o seguiu.

- Você vai ser minha morte Sherlock Holmes! – John disse e se ajeitou na cama, ele estava exausto.

- Não tanto quanto você será minha, John Watson!

Sherlock se ajeitou às costas de John e logo eles estavam dormindo sem se importar com a bagunça na cama ou os resíduos do que tinham acabado de fazer em seus corpos.

John tinha a mente em branco, ele sentia o calor do corpo atrás de si, uma satisfação que o preenchia e uma calma e alegria que há muito tempo não sentia. Ele ouvia o ressoar do moreno abraçado a ele, e aquele som o embalava para um sono profundo, relaxante, satisfatório, de alguém que precisava disso a muitas e muitas semanas. E foi assim que ele adormeceu, embolado em meio a lençóis e pernas e braços e gozo, com o cheiro dos dois amantes pelo quarto.

Continua...

Nota da autora: Oie pessoal! o... Esse é o vigésimo primeiro capitulo da fic, espero que tenham gostado. E finalmente eles se agarraram... eu escutei um aleluia? \o/ E depois desse tempo todo uma ano... *vergonha* espero que todos ainda continuem comigo... tem alguém ai? Ô_o ... alguém? *eco*

Gostaria de agradecer minha Beta a Ash Queen, que me deu forças e inspiração para escrever, e nunca desistiu de mim... e esteve ao meu lado no período em que eu não achava graça nenhuma na vida. Você sabe que te amo né?

Gostaria de agradecer as reviews que eu recebi do capítulo 20: Lia Collins, Ash Queen, DragonLord, Gisely Dalzy, Gabriela Fagundes, Another, Murakami Shiromi, Emma, Zebraum, Aurora Boreal, Lara, Gabby D, Sophie Claire, Mylena, Bia, Iyukai, Pandora42, Ananda Sander, Vitria Undominiei, Guest, CR, Caroles, Jess, Marina, Lannys, Lady Watson, HatSherlocked, Thamijohnlocked, Vickysmile, Takgu, Stephanie.

Gostaria de agradecer a todos que leram e deixaram review e aqueles que leram e não deixaram review também... saibam que amo todos vocês! o/

Se eu esqueci de alguém, forgive me!

Mesmo com a Betagem da Ash Queen se por acaso sobraram alguns erros, lembrem-se eles são todos meus.

Contatos: Para quem quiser entrar em contato comigo, fique a vontade e me adicionarem no Twitter: arroba karlamalfoy, Tumblr: karlamalfoy ou pelo e-mail: karlamalfoy arroba yahoo . com .br . Serão todos muito bem vindos!

Leitura da Fic:
Essa fic pode ser lida também nos sites: FFNet, Nyah, e AO3. Procurem por Karla Malfoy ou pelo nome da fic e sejam felizes... \o/

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Tradução do texto em Frances:
- Presque, John ... juste um peu, juste um peu " - Quase, John hum ... apenas pouco, só um pouco de hum...
- Oh John ... Je suis presque à mi-chemin ... vous êtes tellement magnifique, et si ... ohhhh ... John! " Oh John ... Estou quase lá ... você é tão lindo, e assim ... ohhhh ... John!

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Próximo capitulo: Tempo de Explicar

Cenas do próximo capítulo:

(...)Ele começou a repassar em sua cabeça o que tinham feito, Deus, ele tinha adorado cada segundo. Mas algo fez seu coração pesar, teria sido essa a primeira e última? Teria sido só um rompante de Sherlock? Ele agiria como se não tivesse acontecido nada quando ele passasse pela porta e o encontrasse na sala? (...)