Vítima do Acaso – capítulo 21
Fandon: Supernatural
Personagens principais: Sam / Dean / John
Sinopse: Com a mesma rapidez com que se apaixonara, Dean agora estava com o coração partido. E sem poder acreditar que aquele garoto de sorriso meigo e olhos pidões, pudesse ser mesmo um assassino cruel.
Nota: Sam e Dean não são irmãos, e também não são caçadores.
John voltou para Saint Louis, levando Julia com ele. Estavam experimentando para ver no que isso iria dar. Apesar do gênio difícil, Julia era uma excelente pessoa, sabia ser doce e amável, e John aos poucos estava se acostumando a ter companhia novamente, pois desde a morte de Mary, nunca mais se relacionara com alguém por mais de uma semana. Havia sido promovido a delegado em Saint Louis, e iria ficar morando por ali, enquanto Dean preferiu continuar morando em Lawrence e tocar a sua oficina.
Passaram-se mais de dois meses e sua saúde já estava completamente restabelecida, depois do tiro, apenas seu coração ainda continuava em pedaços. O último fiozinho de esperança de que Sam algum dia o procurasse novamente, já estava se rompendo.
Pensou em tudo o que haviam passado juntos desde que se conheceram. Foram tão poucos momentos bons, seguidos de tanta desgraça. Talvez não tivessem mesmo destinados a ficar juntos. O destino por muitas vezes podia ser cruel. Sabia que Sam estava bem, que tinha saído há uma semana da clínica, e que permanecia na casa de Bobby.
Bobby tinha a Sam como um filho. E Dean pensou sorrindo que talvez não existisse uma criatura no mundo, que não passasse a amar Sam logo que o conhecesse, e que sentisse necessidade de protegê-lo. Era sempre assim, até mesmo seu pai havia sido conquistado, mesmo não querendo admitir.
Dean passava os seus dias e noites enfiado na oficina, se dedicar ao trabalho era o melhor que podia fazer para não pensar em Sam o tempo todo.
Não queria criar expectativas, afinal Sam era livre para escolher o seu caminho, mas no fundo tudo o que mais queria era tê-lo junto de si novamente.
- x -
Sam estava ajudando Bobby na oficina , quando Julia apareceu para vê-lo.
- Isso aí Bobby, bota esse menino pra trabalhar! – Julia brincou, ao entrar na oficina.
- Julia! – Sam correu para abraçá-la.
- Que saudades, meu menino, que saudades! – Julia o abraçou apertado, e depois apertou suas bochechas – Você até engordou um pouquinho, e está mais corado, eu estou gostando de ver!
- E você... o que aconteceu? Está tão diferente! – Sam estranhou logo de cara, Julia agora usava os cabelos castanhos soltos, que iam até abaixo dos ombros, e estava muito bem vestida, com uma saia até os joelhos, e um terninho preto. E também tinha algo diferente em seus olhos... parecia mais feliz, mais leve.
- Bom, é uma longa história, Sam – Julia o abraçou pela cintura e foram andando pelo ferro velho. – Eu e o John, sabe... estamos...
- Você e o John? Sério? – Sam ficou espantado.
- Sam, eu sei que você talvez não aprove, mas...
- É claro que eu aprovo, Julia! Se você está feliz com ele, eu só posso ficar feliz também. É só que... isso soa meio estranho pra mim, sabe.
- Eu sei, e pra mim também é estranho ainda. E eu que sempre tive aversão a policiais. Mas o John é um bom homem, além de... Deixa pra lá!
Sam deu risadas.
- Sam, tem outra coisa que eu preciso te falar, e eu sei que essa história é muito delicada pra você, mas... A sua mãe foi presa, acho que você já podia esperar por isso, não é?
- Quando?
- Há duas semanas. Eles a encontraram, e ela acabou confessando, assim que soube que você estava sendo acusado pelo crime.
- Ela falou por que fez isso? Por que matou o meu pai? – Sam perguntou com os olhos marejados.
- Segundo o que o John me contou, ela tinha planejado fugir com alguém, mas parece que o seu pai descobriu e tentou impedi-la, e na hora da raiva ela pegou a faca e... Disse que agiu por impulso, não teve tempo de pensar a respeito. Ela tinha colocado sonífero no suco, justamente para que vocês dois dormissem e ela pudesse fugir.
- Agiu por impulso? Foram dezessete facadas, Julia!
- Eu sei Sam, mas é melhor você não pensar mais nisso. Eu sei que é muito doloroso, e você já sofreu demais.
- É, você tem razão.
- Você falou com o Dean, depois que saiu da clínica?
- Não, eu... eu ainda não tive coragem.
- E por que não?
- Eu não sei se ele ainda... Já faz tanto tempo, e eu acho que ele deve estar melhor sem mim. Eu só fiz ele sofrer, Julia.
- Não fale assim, Sam. Não foi culpa sua, você não tinha escolha. Mas agora você é livre, pode escolher seu caminho.
- Eu quero ficar mais alguns dias aqui com o Bobby. Ele machucou a perna, e precisa de ajuda aqui na oficina. E nesse tempo eu posso colocar as idéias em ordem, e decidir o que vou fazer.
- Ok meu amor. Você sabe que qualquer que seja a sua decisão, eu sempre estarei do seu lado, não sabe?
Alguns dias depois Bobby já estava bem melhor, e achou que era hora de ter uma conversa séria com Sam.
- Sam, você tem falado com o Dean? Eu digo, depois que você saiu da clínica?
- Não, eu ainda não...
- Eu já posso me virar sozinho agora, garoto. Você sabe que é livre pra fazer o que quiser.
- Bobby, e se o Dean não quiser mais saber de mim? Sabe, já fazem três meses, ele já deve ter me esquecido, e eu só fiz ele sofrer, e...
- Já chega, Sam! Chega de sentir medo! Se o Dean não te esqueceu em dois anos que você não deu notícias, acha que vai esquecer agora?
- É, talvez você tenha razão. Eu estava pensando... Eu quero ver a minha mãe, ela está num presídio lá perto, e depois disso eu vou lá falar com o Dean.
- É uma boa idéia, filho.
- Bobby, você vai ficar bem? Aqui sozinho?
- Claro que eu vou ficar bem, garoto. Eu sempre me virei sozinho. Só espero que você apareça pra me visitar, e não se esqueça desse velho aqui.
- Como eu poderia me esquecer de você Bobby, aliás eu nem sei como agradecer tudo o que você tem feito por mim.
- Não tem o que agradecer, filho. Foi muito bom poder te ajudar, e eu tenho certeza que você faria o mesmo, no meu lugar.
- x –
Sam desceu do ônibus e parou diante da oficina. Seu coração parecia querer sair do peito, de tão forte que batia. Queria tanto chegar ali, mas agora que estava tão próximo, não tinha coragem de dar o próximo passo, tamanho o seu nervosismo. Olhou para suas mãos que tremiam, e só em pensar em reencontrar Dean, em ouvir novamente a sua voz, em ver seu sorriso, fazia o seu coração apertar de emoção.
Respirou fundo e entrou devagar, parando na porta da oficina. Estava tudo silencioso, e não via ninguém por ali, até que escutou uma ferramenta cair, e percebeu que Dean estava deitado debaixo de um carro. Sam ficou em silêncio, apenas o observando.
Dean saiu debaixo do carro e limpou as mãos em uma toalha, e no que ia pegar uma ferramenta na prateleira, foi que percebeu a presença de alguém ali.
Olhou em direção de Sam, e não conseguiu dizer nada, apenas o encarou, e sentiu seus olhos marejarem pela emoção.
Ficaram por algum tempo em silêncio, apenas se olhando. Sam estava muito bonito. Não tinha mais aquele rosto abatido, estava corado e sem olheiras, tinha até encorpado um pouquinho.
- Sammy! – Dean finalmente conseguiu falar, então andou em sua direção e se abraçaram. Um abraço terno e apertado, onde ambos choravam de emoção.
Dean então se soltou do abraço e o encarou, secando suas lágrimas com a ponta dos dedos, que ainda cheiravam a graxa.
- Eu nem acredito que você voltou! – Dean falou emocionado.
- Eu... eu queria muito te ver... Eu precisava ver como você está. Você melhorou mesmo, Dean? – Sam demonstrava preocupação.
- Sim, estou pronto pra outra, Sam. Mas e você? Como foi tudo lá na clínica?
- Foi tudo bem. Acho que me ajudou bastante, mas sabe... Tem coisas que não dá pra esquecer. Mas acho que eu consigo seguir em frente.
- Eu fico feliz com isso, Sam.
- Sabe, eu... eu estive no presídio, fui ver a minha mãe. Eu queria falar com ela, eu precisava saber...
- E como foi?
- Eu não consigo entender, não consigo aceitar. Ela me pediu perdão, mas... Dean, ela matou o meu pai! Eu sei que ele era uma pessoa difícil, mas ele era o meu pai! Eu o amava! Como ela pode fazer isso?
- Tem coisas que a gente nunca vai entender, Sam. Mas ela te deu algum motivo?
- O mesmo que ela já tinha dito pra polícia. Eu só tenho pena dela, Dean. Olha o que vai ser da vida dela agora... acabou!
- E o que ela fez da sua, não é mesmo? Afinal nada do que você passou teria acontecido se ela não tivesse feito o que fez.
- É verdade. Mas não adianta nada se lamentar, não é mesmo? Eu só quero tentar esquecer tudo isso.
- E você já pensou no que vai fazer agora?
- Eu não sei, mas eu pretendo arranjar um emprego, e voltar a estudar. O Bobby me deu algum dinheiro, e vai dar pra eu me virar por enquanto. Ele fez tanto por mim, Dean! Acho que eu nunca vou poder agradecer o suficiente.
- O Bobby é uma pessoa incrível, Sam.
- Você também! Tudo o que você fez por mim, você até levou um tiro no meu lugar! Você me salvou por diversas vezes, Dean.
- Eu amo você, Sam! E eu faria tudo de novo se fosse preciso.
- Eu sei. Mas você... Eu tive medo que você fosse me odiar depois de tudo, que você tivesse me esquecido, e seguido em frente.
- Eu jamais faria isso, Sam.
- Agora eu sei, mas se você fosse uma pessoa sensata, você faria.
- É, talvez. Mas quem disse que eu quero ser uma pessoa sensata? – Dean falou aproximando seus lábios e o beijando apaixonadamente.
Estar novamente nos braços de Dean, era algo ao mesmo tempo louco e reconfortante. A sensação de ter seus braços em volta do seu corpo, sentir aqueles lábios macios e sua língua atrevida brincando dentro da sua boca, era algo indescritível.
Sam se sentia seguro, amado e desejado ao mesmo tempo. Isso lhe dava uma sensação de felicidade, e fazia crescer novamente a esperança de que podia ser feliz, de que tinha este direito, tinha escolhas, e tudo o que queria agora ele permanecer ali, ao lado de Dean, ao lado do seu amor.
Dean beijava seu pescoço com fome, com desejo, precisava sentir Sam, precisava tocá-lo, precisava tê-lo para si. O amava com todas as suas forças, e queria que Sam se sentisse protegido, seguro em seus braços. Queria lhe dar todo amor e todo prazer que um ser humano pudesse sentir.
Dean entrou com suas mãos por dentro da camisa de Sam, sentindo a pele lizinha, então sorriu em meio ao beijo...
- Pelo jeito alguém fez um bom trabalho aqui, não é? – Dean falou brincando.
- Fez sim, agora finalmente eu posso me olhar, sem lembrar daquele pesadelo horrível.
- Isso é passado, Sam. A nossa vida está começando agora, sem ninguém para interferir.
- Eu te amo tanto, Dean!
- Eu também te amo, Sam!
Voltaram a se beijar, e Dean abriu o botão e o zíper da calça de Sam, escorregando as mãos por suas nádegas, por dentro da boxer. Neste instante Sam travou, como se tivessem lhe jogado um balde de água fria, e suas mãos começaram a tremer pelo nervosismo.
- Sam, me desculpe! Eu não queria...
- Está tudo bem, Dean. – Sam falou ao mesmo tempo em que fechava novamente as suas calças.
- Eu não... Eu não queria forçar a barra, me desculpe, por favor!
- Me desculpe você, Dean! Eu te quero... eu te quero muito, mas... É mais forte que eu, eu preciso me acostumar primeiro...
- Ok, você tem o tempo que precisar, eu não vou te pressionar, me desculpe! – Dean abraçou Sam com ternura, lhe passando segurança – Agora, o que você acha de comermos alguma coisa? Você deve estar com fome, não é?
- É, eu estou sim. – Sam falou secando suas lágrimas. – E eu também preciso de um banho.
- Bom, eu também. Ainda estou fedendo a graxa. Mas vai você primeiro, enquanto eu ligo pedindo pizza, ok?
Depois do banho tomado, e da fome saciada, os dois ficaram algum tempo sentados no sofá da sala, conversando e trocando beijos e carícias. Logo já era tarde, e o sono já estava começando a bater.
- Você está com sono, não é? – Dean falou sorrindo.
- Estou, será que tem algum cantinho pra eu dormir nesta casa?
- Tem sim. Eu não sei o que você prefere. Tem o quarto que nós dois dormíamos na época que você esteve aqui, e eu estou ocupando agora o quarto que era do meu pai, onde tem uma cama de casal. Se você quiser dormir lá comigo, eu prometo que não vou te molestar. – Dean falou brincando.
- Claro, eu confio em você! – Sam falou e lhe deu um selinho nos lábios, sorrindo.
Sam deitou de costas para Dean, e ficaram abraçados por algum tempo. Ambos estavam sem camisa, e Dean não pode deixar de sentir a pele quente de Sam colada a sua, seu queixo estava encostado na nuca do mais novo, então também podia sentir o seu cheiro, e ouvir a sua respiração.
Dean não pode evitar uma ereção, e se afastou um pouco, para que Sam não percebesse. Mas Sam não se conteve, e empurrou seu quadril ainda mais próximo, então ambos riram, se lembrando da primeira vez, quando se tocaram na cama de Dean.
- Você não deveria me provocar deste jeito. – Dean falou com malícia na voz.
- Eu te desejo muito Dean, se você tiver um pouco de paciência, a gente pode tentar. – Sam falou encabulado, se virando para ficar de frente para Dean.
- Eu tenho muita paciência, Sam. E nós temos todo o tempo do mundo.
Dean voltou a beijar seus lábios, e passaram então a se esfregar e se acariciar mutuamente. Ambos estavam com a respiração ofegante, e Dean entrou com sua mão pela boxer de Sam, tocando o seu membro, e o masturbando com empenho. Sam fez o mesmo com Dean, e ambos gemiam entre os beijos.
Dean então parou com os movimentos, e retirou a boxer de ambos, então se ajeitou na cama, abrindo suas pernas e puxando Sam por cima dele.
Sam o olhou espantado, então Dean apenas sorriu, consentindo.
- Você tem certeza disso, Dean? – Sam perguntou, inseguro.
- Eu confio em você, Sam!
Sam sorriu um pouco nervoso, mas logo voltou a se sentir confiante, se Dean tinha dado carta branca, com certeza ele iria aproveitar...
Sam desceu beijando e lambendo o peitoral e o abdômen de Dean, e ficava mais duro a cada gemido que ouvia do loiro, completamente entregue. Continuou descendo até chegar em seu membro, depositando beijos molhados em sua extensão, em seguida chupando e lambendo, levando Dean a loucura.
Quando Dean estava prestes a gozar, Sam o tirou da boca, e dobrou um de seus joelhos, então colocou lubrificante em seus dedos, e introduziu um deles na entrada do loiro, sentindo este se contorcer. Sam moveu seu dedo lentamente, esperando Dean se acostumar, e Dean gemeu alto quando Sam introduziu o segundo dedo, os movimentando com cuidado, para dentro e para fora.
Assim que sentiu Dean mais relaxado, Sam colocou um preservativo, se posicionou melhor entre as suas pernas, e então forçou a entrada com seu pênis, sentindo Dean arfar e gemer ainda mais pela dor.
Logo começou a se movimentar, e os gemidos do loiro eram de puro prazer, cada vez que Sam acertava aquele ponto em especial, e logo passaram a se mover em um só ritmo, com seus corpos suados, tendo seus gemidos abafados pelos beijos.
Dean era quente e apertado, e Sam estava amando a sensação de estar dentro dele, e de lhe proporcionar prazer. Dean, apesar de não gostar de se sentir vulnerável, confiava em Sam, e estava se deliciando com estas novas sensações, que lhe traziam um prazer indescritível. Nunca pensou que dor e prazer pudessem andar em tamanha sincronia.
Logo os dois atingiram o clímax, gozando numa explosão de prazer. Permaneceram abraçados, e se beijaram com paixão, para só depois Sam sair com cuidado de dentro do loiro, e se livrar do preservativo.
Sam então deitou a cabeça no peito de Dean, que o abraçou, e assim dormiram, aconchegados um nos braços do outro.
Na manhã seguinte, Dean acordou radiante, quase não acreditando que Sam estava mesmo ali, em sua cama. Não iria deixar que nada de mal lhe acontecesse daqui por diante, e nada iria interferir em seu amor.
Quando Sam acordou, os dois foram para o chuveiro, e recomeçaram com as carícias.
- Ontem a noite... foi incrível, Dean. Eu amo tanto você! – Sam falou olhando diretamente em seus olhos.
- Foi incrível sim, apesar de eu estar um tanto dolorido hoje. – Dean disse fazendo uma careta.
Sam deu risadas...
- Tudo bem, agora você já pode fazer comigo o que quiser. Eu confio em você, Dean! Eu não vou mais ter medo, eu sei que você nunca vai me machucar.
- Eu jamais faria algo pra te machucar, meu amor. Eu só quero te fazer feliz...
Depois de se amarem no chuveiro, os dois foram para a oficina, e como Sam havia aprendido alguma coisa com Bobby, conseguiu ajudar Dean com bastante eficiência.
Tinha decidido que iria tentar uma bolsa na faculdade, para fazer engenharia mecânica, ali mesmo em Lawrence, assim poderia continuar trabalhando durante meio período com Dean na oficina.
Chegando o fim de semana, Sam estava apreensivo, pois John e Julia viriam para Lawrence, para lhes fazer uma visita.
Sam não sabia como John reagiria ao ver que ele estava ali morando com Dean, mas este pediu que Sam não se preocupasse com isso.
Prepararam o almoço juntos, e ficaram esperando pelos dois, até que ouviram o portão se abrir.
Julia correu para abraçar Sam, lhe enchendo de beijos nas bochechas, e depois fez o mesmo com Dean.
John abraçou Dean primeiramente, e depois olhou para Sam, que estava um tanto desconfortável com a situação. John se aproximou e o puxou para um abraço.
- Seja bem vindo a nossa família, filho! – John falou emocionado, deixando Sam sem palavras.
- Oh, que lindinhos! Eu nem acredito que finalmente vocês estão juntos! – Julia falou emocionada também.
- Eu estou sentindo um cheirinho de comida, será que só eu estou com fome? - John perguntou brincando.
- Que nada pai, acho que em matéria de fome, o Sam ganha de você.
Sam sorriu sem graça.
- Ah, mas ele precisa comer muito, senão não vai dar conta do recado, não é, filho? – John brincou mais uma vez, e todos começaram a rir.
Dean olhou ao redor, finalmente se sentindo completo. Sua família reunida, seu pai e Julia com planos de casamento, Sam finalmente conseguindo superar o seu passado, apesar de ainda estar triste por causa da sua mãe, que continuaria presa por muitos anos.
O que importava era que ele estava conseguindo seguir em frente, e com o amor e a persistência de Dean, havia conseguido recuperar seu amor próprio. Agora vivia sorrindo, e fazia planos para o futuro. Seu futuro que antes era incerto, agora era cheio de esperanças, se sentia amado, e não precisava de mais nada, além do amor de Dean.
Aquele amor tão puro e tão profundo que o havia resgatado, que o havia trazido de volta a vida. Amava Dean com todas as suas forças, e agora tinha certeza, podiam contar um com o outro, e juntos seriam muito felizes...
FIM
Ok, eu confesso... apesar de tudo, eu sou fã de finais felizes. Estive relendo a fic, e confesso que não sei como consegui escrever tanta maldade.
Quem lê minhas fics, sabe que não é este o meu estilo, eu até gosto de fazê-los sofrerem, mas apenas por amor. De qualquer forma, acho que descarreguei minha fase sádica toda nesta história.
Para quem acompanhou, só posso agradecer por terem lido, e pelas reviews engraçadas e carinhosas que recebi. São elas que me dão energia e vontade para continuar escrevendo.
Um grande abraço a todos!
Beijokas,
Mary.
