Warnings: Incesto, linguagem chula e cenas explícitas de morte e sexo.

Disclamer: Naruto não me pertence, não ganho nada escrevendo essa história.

N/A:Mas uma vez vejo necessidade em pedir perdão pela demora da atualização. Terminei um namoro de muitos anos e estou em uma "mais ou menos" fossa, não é uma total fossa porque era eu quem queria terminar e tudo mais. Ai, pra me distrair, estou arranjando saídas em todos os momentos livres que eu tenho, o que dificultou meu tempo pra escrever o capítulo, além da falta de cabeça pra tal. Mas estou aqui, de ressaca pós Oktoberfest, escrevendo pra vocês. Vejam como são importantes pra mim =).

Chega de enrolação, ao capítulo.

[N/A (14/04/2012): Capítulo corrigido/revisado]

PRIDE AND JOY

Naruto acelerava sentindo o vento bater em seu rosto. Por mais que a situação fosse séria, não conseguia deixar de sorrir com a sensação de dirigir um digníssimo Porsche Boxster S Black Edition, carro este que nunca sonhara em sequer ver em sua frente, quem dirá comprar.

A desculpa de que "precisava velocidade para alcançar os Uchiha" não colou nem no argumento contra sua consciência, mas ainda sim ele teve que comprar seu sonho de consumo. E para qualquer um que perguntasse: tudo pelo bem dos Uchiha, certo? Er... certo.

Independente da felicidade e da adrenalina geradas pela velocidade, precisava achar os Uchiha o quanto antes. Com o dinheiro as coisas eram mais fáceis: nunca achou que fosse tão fácil comprar um carro com dinheiro vivo, sem necessidade de declaração em imposto de renda posteriormente. Dinheiro, aparentemente, corrompia o mundo inteiro.

Olhava eventualmente para o GPS, onde estava demarcado a sua rota. Naquele rítmo, em duas horas estaria na próxima cidade da rota, a indicada previamente pelo vendedor de passagem empresa de ônibus.

_ Já vi esse homem sim senhor. Comprou duas passagens para essa cidade, estava com um garoto bem parecido com ele... Realmente parecido, pareciam parentes.

Relembrando a última informação adquirida, o loiro não pode deixar de pensar: o que as pessoas não fazem por mil dólares? De qualquer maneira, o dinheiro estava sendo mais útil do que ele esperava, e se tudo estivesse certo (o que indicava estar, pois haviam fontes diferentes que indicavam os mesmos lugares) Naruto chegaria no destino dos irmãos Uchiha em breve, rezando para encontrá-los o quanto antes e acabar com essa angustia. Dinheiro, bom papo e uma foto de Itachi recortada do jornal, era tudo que ele precisava.

Para alguns, poderia parecer idiotice o que o loiro fazia. Mas ele sabia que quando Itachi revelasse a verdade para Sasuke, a reação deste não seria a das melhores. Naruto se sentia na obrigação de estar ao lado do amigo e tentar criar um pouco de juízo na mente confusa do Uchiha. E sabia muito bem que Itachi seria incapaz de fazer isso.

Apertando o volante com mais força e pisando mais intensamente no acelerador, Naruto sorriu. Tinha plena convicção de que qualquer que seja a reação de Sasuke, ele conseguiria contê-la. Ele iria contê-la. Afinal, não era atoa que o loiro considerava o moreno prepotente seu melhor amigo.

E é isso que melhores amigos fazem um pelo outro.

(***)

Sasuke corria, o mais rápido que suas pernas conseguiam se mover. Estava respirando descompassadamente e sentia as fisgadas desconfortáveis no lado esquerdo do abdômen, mas não diminuía o ritmo em nenhum momento. Sabia que Itachi não seria louco o suficiente de correr atrás dele, não naquele momento, mas ainda sim continuava cada vez mais rápido: fugia, ou pelo menos tentava fugir, da dor imensurável que o atingira.

As lágrimas ainda escorriam livremente por sua face, mas suas feições não mais implicavam a dor que sentia. Em outra situação, poderia dizer que estava parecendo cada vez mais com Itachi, exibindo mais veementemente as feições frias e indecifráveis que o irmão sempre demonstrava diante das outras pessoas... Mas ali não haviam outras pessoas, ele tentava esconder seus sentimentos de si mesmo, pois não sabia como lidar com a tamanha onda de sensações.

Eventualmente parou de correr, piscando forte para focalizar onde se encontrava. Parecia um parque levemente deserto, com um parquinho infantil em ruínas e algumas arvores que precisariam de uma poda o quanto antes.

O ódio era intenso, sua cabeça parecia que iria explodir. Não conseguia pensar em nada mais, mal percebeu quando deixou o corpo padecer e sentou-se de qualquer maneira no chão frio do concreto de ciclovia. Não soube por quanto tempo ficou naquele lugar, deixando as ideias nada confortantes brotarem em seu cérebro, enquanto para terceiros apenas pareceria que estava encarando seus calcanhares de forma desinteressada.

Suas feições congelaram na máscara da indiferença de maneira eterna, as lágrimas não mais corriam. Sua íris tremia, como se estivesse processando novas informações, um novo plano, uma nova meta. Limpando o rosto que ainda exibia traços de lágrimas com a barra de sua manga, respirou profundamente, decidido no que deveria fazer.

Levantou-se mecanicamente, andando de volta para a direção de onde veio, parecendo ainda hipnotizado pelo plano que acabara de formular, envolto de uma alma fria e cruel, jamais antes percebida ao redor do Uchiha caçula.

(***)

_ Para um fedelho, você realmente tem audácia garoto.

_ Poupe-me de suas ofensas. - Gaara disse, sorrindo para o homem a sua frente enquanto o cumprimentava com um aceno leve de cabeça. O ruivo sabia muito bem que era da natureza de Hatake Kakashi as piadas irônicas e a aparente falta de interesse em nada que não fosse ligado aos seus livros eróticos (os quais pareciam ter nascido colado ao braço esquerdo do grisalho). No entanto Gaara sabia que este sorria por debaixo da blusa de gola altíssima que impedia a visão de sua boca, mas os olhos de Kakashi sempre o denunciavam – Dados concretos, por favor.

Kakashi abriu uma maleta de trabalho, retirando alguns papeis e gravadores portáteis. Entregou-os todos para o ruivo, que analisou o conteúdo franzindo o cenho, enquanto o homem mais velho começava suas explicações.

_ Fugaku Uchiha é bem previsível quando se esta acostumado a lidar com gente como ele. Seu telefone esta grampeado a três meses, ele provavelmente já sabe de qualquer coisa que você tenha dito através dele.

_ Suspeitei dessa possibilidade, ele não sabe muito além do que eu o deixei saber. Ademais, fiz varias ligações falsas para laranjas, ele com certeza tem muita pista falsa pra ocupar seu tempo. – respondeu Gaara de maneira despreocupada, virando a pagina para ler mais informações.

_ No entanto, o telefone dele esta grampeado a seis meses – Kakashi respondeu despreocupado, abrindo o livro de pornografia para ler enquanto continuava a falar – adquiri informações relevantes, como pode ver nos relatórios, mas só nos últimos dias surgiram coisas mais palpáveis. Tentei entrar em contato, mas você estava viajando... e, bem, telefonar estava fora de questão.

_ Realmente... esclarecedoras... - Gaara respondeu, pegando um dos gravadores e colocando o fone de ouvido na orelha esquerda, para escutar uma conversa em específico.

_ Você pegou a conversa do informante, não foi?

_ Sim.

Ambos ficaram em silêncio por alguns instantes, Kakashi aguardando pacientemente que seu cliente ouvisse a longa conversa, Gaara sentindo seu sangue ferver a cada palavra. Após um pequeno click indicando que a fita chegara ao fim. Gaara abaixou levemente a cabeça, tentando processar o que ouvira.

_ Kakashi...

_ Sim?

_ Já que meu telefone esta grampeado, você pode, por favor, me emprestar o seu? - o ruivo respondeu em voz baixa, ainda parecendo submerso em pensamentos. O grisalho não questionou, sabendo que Gaara certamente sabia quem era o informante e, seja lá quem fosse, certamente havia destruído boa parte da confiança do rapaz naquele exato momento. Entregou o telefone para Gaara, que começou a discar os números com as mãos trêmulas.

(***)

_ Uísque.

_ Senhor, acredito que já tenha tomado o suficiente para uma noite.

_ Uísque. - Itachi repetiu, olhando ameaçadoramente para a garçonete atrás do balcão. Ela estremeceu de leve, decidindo que seria melhor não contrariar. Puxou uma garrafa de Johnny Walker, praticamente cheia e ainda provida de dosador, e colocou na frente do moreno, virando de costas enquanto respondia.

_ Preciso atender outros clientes, se você quer se matar, se mate sozinho.

Itachi não prestou atenção à petulância da garota, enchendo o copo até a borda. Não havia mais gelo em seu copo, mas pouco importava. Tudo que ele queria era beber, beber até esquecer a dor que o consumia. Em três grandes goles tomou todo o conteúdo do copo generoso, batendo-o com força no balcão em seguida. Sua mão deixou o copo e passou a circundar apenas a garrafa, levando-a consigo para uma mesa mais próxima do palco.

Estava em uma casa de prostituição. Soube segundos depois de ter entrado no recinto, mas não tinha a menor vontade de dar as costas e escolher um lugar mais apropriado: puteiros, apesar de putas, também possuem álcool. Sentou-se esticando as pernas, encarando a garota que dançava no palco com outras duas meninas, enquanto bebia o conteúdo diretamente da garrafa.

As três dançarinas, percebendo a evidente embriaguez do rapaz a sua frente, passaram a dançar especialmente para ele, na esperança de ganharem um presente maior em dinheiro ou, quem sabe, um programa dos bons. Não que estivessem com medo de não faturarem aquela noite, mas seria consideravelmente mais interessante um programa com o moreno sentado a frente, do que com os homens de terceira idade presentes nas demais mesas.

Itachi, no entanto, sequer prestou atenção no interesse das prostitutas para consigo: tentava bloquear a mente para não pensar em nada, pois tudo que vinha até ela era Sasuke... Tinha errado, e feio. Sabia que o irmãozinho não estava pronto para ouvir tudo que ouvira, talvez devesse ter contado os acontecimentos de forma mais gradual, se bem que talvez Sasuke ficasse mais irritado ainda. Sentia uma raiva de si mesmo que não conseguia expressar em palavras, e depois de revirar a cidade em busca de seu irmão não sabia mais o que fazer.

Pensou em ligar para Gaara, ele possuía dinheiro, o que por si só já era uma ferramenta de busca, mas obviamente isso seria arriscado demais. Era bem provável que Fugaku desconfiasse levemente do ruivo e, apenas por precaução, colocasse escutas telefônicas no celular do garoto. Pensou em Naruto, mas o que o pobre do loiro poderia fazer estando a quilômetros de distância e na mesma situação financeira que os irmãos Uchiha?

Dois goles longos, um estalar de lábios no momento que estes se separaram do bico da garrafa, e uma risadinha envergonhada. Itachi piscou, inutilmente tentando focalizar a garota a sua frente. Percebia pela silhueta que não era nenhuma das dançarinas do palco, mas não conseguia enxergar todos os detalhes de seu corpo. Percebeu, no entanto, que seus cabelos eram negros e curtos, seu corpo era pequeno, sua pele pálida... Itachi xingou mentalmente todos os deuses do mundo, pois a aparência da garota apenas o fez lembrar mais de seu irmão prontamente.

_ Gostando do show? - ela perguntou casualmente, se sentando ao lado do primogênito em uma cadeira vazia. Itachi acompanhou seu movimento com o olhar, percebendo alguns detalhes que o fizeram lembrar ainda mais do irmão: ela sorria abertamente, mas suas bochechas estavam coradas, por blush e não pela leve vergonha que Sasuke sentia e o deixava tão belo... Não respondeu, olhando novamente para o palco. A garota riu novamente, não parecia ter percebido a falta de interesse do Uchiha em sua pessoa. Levantou-se da cadeira, roubando a garrafa de Itachi com as mãos, tomando um gole profundo e colocando-a novamente na mesa, enquanto sentava no colo do homem a sua frente – Não gosto de ser ignorada.

Foi tudo que disse. Itachi olhou novamente para a mulher, vendo seus traços mais detalhadamente. Definitivamente, não havia nada de Sasuke nela... e mesmo se houvesse, nada justificaria esse tipo de comportamento, ele não havia dado tal liberdade. Tentou graciosamente empurrá-la para longe, mas ela segurou sua mão com cuidado, trazendo-a para sua boca enquanto falava:

_ Você é uma gracinha... Abro uma exceção e não cobro nada por esta noite, vamos nos divertir? - lambeu o dedo médio de Itachi, e este puxou a mão com força, surpreendendo a garota. Itachi, sem perder a compostura apesar de tantas bebidas, respondeu em voz baixa:

_ Não faça isso. - Ele tentou se levantar, mas ela o empurrou de maneira que ele não conseguiria se mover sem derrubá-la. Ainda sorrindo, estendeu a mão e pegou um copo de alguma bebida que uma das garçonetes trazia em uma bandeia para outra mesa. A garçonete olhou-a de forma questionadora, mas deu de ombros e retornou do caminho de onde veio, retornando para fazer outro drink.

_ Vou por na conta do cliente. - exclamou antes de sair.

_ O cliente está por minha conta essa noite. - respondeu a prostituta em voz alta, sorrindo abertamente. Itachi franziu o cenho, mas ela apenas sorriu ainda mais em respostas.

_ Quem é a garota de programa aqui é você. Eu posso muito bem pagar por aquilo que consumo, e não vou ser comprado desta maneira.

Ela gargalhou alto, tomando a bebida em um gole só. Colocou o copo com força em cima da mesa, e ajeitou-se no colo de Itachi, fazendo suas virilhas aumentarem o impacto. Itachi estremeceu, poderia não estar gostando nada da situação, mas ainda assim seu corpo respondia a fricções mecânicas como aquelas.

_ Não seja tão estraga prazeres... - ela sorriu, devolvendo a garrafa de Uísque para Itachi, que aceitou com uma das mãos, enquanto saia do colo do rapaz, voltando a se sentar na cadeira do lado e ascendendo um cigarro que retirou de suas mínimas vestes – Vamos beber, se você aceitar sair comigo eu pago sua bebida... Se não, você pode pagar sua conta da maneira que quiser e sair sem olhar pra traz, mas me da uma chance...

_ Suma daqui. – Itachi rosnou, olhando seriamente para o rosto da prostituta. Esta pareceu surpresa, mas deu um sorriso final cínico antes de se levantar e sair de perto do moreno.

Itachi bebeu um gole grande direto da garrafa, e ela liberou mais conteúdo do que o normal, mas ele não se importou.

Que puta petulante, praticamente insinuou eu fosse como uma delas.

Mais um gole.

Que idiotice minha a comparar, nem que fosse por um segundo, com Sasuke.

Outro gole.

Sasuke jamais faria uma insinuação deste tip...

Itachi se sentiu levemente tonto, tentou olhar aos arredores a procura de uma ajuda mas a tontura aumentou consideravelmente em poucos segundos. Seu corpo escorregou para fora da cadeira, caindo de qualquer jeito no chão. A garrafa caiu a poucos metros a sua frente, despejando todo o conteúdo muito rapidamente no chão, e ele percebeu que ela esteve sem...

_ Dosador...¹ - sussurrou para si, sentindo o peso da ignorância atingir sua cabeça. Tudo estava ficando cada vez mais confuso, a musica não era mais clara, as luzes se misturavam uma nas outras, mas ele pode ver, clara e nitidamente, o rosto da garota olhando para si, enquanto pisava em uma de suas mãos para dificultar ainda mais sua movimentação. Uma sombra apareceu por de trás da mulher, mas ele não conseguia mais distinguir maiores detalhes.

_ Parece que, no fim, sou eu quem vai pagar a conta. - uma gargalhada seguiu, e tudo ficou escuro. Itachi teve tempo apenas para constatar que a voz que ouvira não vinha da prostituta a sua frente, nem sequer poderia pertencer a ela.

Era a voz de Fugaku Uchiha.

(***)

O quarto estava vazio: Itachi não se encontrava ali. Apesar disso, seus pertences ainda estavam jogados pelo lugar, não seria mal um bom e velho serviço de quarto. Sasuke se demorou vendo as manchas de sangue no chão e lençóis da cama, e olhou levemente para a palma de suas mãos: sim... Iria infeccionar.

Deixando tais pensamentos de lado, Sasuke pegou a mala de Itachi. Estava trancada com um cadeado, mas nada que um pouco de força e um objeto pontiagudo não resolvesse. Em poucos minutos, abriu e retirou peça por peça de roupa, sentindo o cheiro familiar de sol invadir suas narinas. Não se sentiu comovido, não fraquejou: ele sabia o que devia fazer, tinha que fazer, e nem Itachi, nem ninguém o impediria disto.

Poucos segundos depois, encontrou o diário de Mikoto, segurando-o como se fosse feito de um material extremamente delicado. Acariciou a sua borda, folheando as páginas sem lê-las, imerso num sentimento de nostalgia de um passado que sequer recordava em ter, que sequer teve, mas que poderia muito bem ter tido.

Apreciou mais demoradamente os detalhes do pequeno caderno de capa vermelha, se demorando em pormenores antes passados despercebidos: era um caderno simples, de coloração rubra, mas realmente pesado, envolto de algum metal forte, finalizado com um encapamento suave de cetim vermelho. Ao que tudo indicava, ele era realmente um caderno feito para não ser lido, e Itachi havia dado sorte de ter encontrado o diário sem o fecho, pois provavelmente seria necessário soldar o fecho para conseguir abri-lo. Era muito forte para um diário comum, Mikoto evidentemente prezou de todas as formas por sua segurança. Antes que seu corpo expressasse qualquer sentimento visível de tristeza, Sasuke fechou o diário bruscamente, colocando-o no bolso interno da camisa social que usava.

Encontrou pouco depois a foto dos três irmãos Uchiha. Sentindo uma raiva indescritível, rasgou a foto exatamente aonde Fugaku se encontrava, e encarou com mais cuidado as feições dos outros dois integrantes da fotografia. Não conseguia saber quem seria Izuna, quem seria Madara apenas analisando os detalhes físicos dos irmãos, mas a disposição da foto não negava: Izuna era o mais distante dos irmãos que se abraçavam, e o que expressava as feições mais pacificas. Picotou os outros dois integrantes da foto, guardando a de Izuna consigo no mesmo bolso interno, sentindo o peito esquerdo mais quente por estar tão próximo de recordações de seus verdadeiros familiares.

Quente sim, pois o ódio era um sentimento tão intenso do que o amor, há quem diga que até mais.

Levantava-se, decidindo continuar o plano, porém sua atenção foi pega por um embrulho de camurça negro, inegavelmente curioso. Sentindo sua curiosidade falar mais alto, Sasuke estendeu a mão e apalpou seu conteúdo, não conseguindo descrever do que se tratava o objeto apenas pelo tato. Decidido, pegou o embrulho, abrindo-o com rapidez.

Seus olhos arregalaram com o que viu dentro do envolto de camurça. Acariciando a superfície, sua respiração se tornou descompassada, e uma onda de adrenalina invadiu sua corrente sanguínea.

Gargalhando sonoramente, imerso num prazer descomunal e com pensamentos sobre destino e sorte, guardou o embrulho no bolso da jaqueta, sabendo que faria muito bem uso de seu conteúdo.

continua...

N/A2: Este é um capitulo basicamente de explicações. Serve apenas pra demonstrar onde estão os personagens principais e o que estão fazendo, pois, obviamente, tudo vai se juntar mais pra frente... Comparado ao capitulo anterior (e até mesmo aos demais) esta indiscutivelmente pequeno, mas era necessário que eu o desmembrasse do capitulo seguinte, pois no próximo capitulo estarei desenvolvendo o segundo plot da fanfic e, se der, o terceiro.

Pra deixar as coisas claras, temos três plots envolvendo os Uchiha. Um dos plots já foi parcialmente desenvolvido, que é o plot principal relativo ao diário. Os outros plots foram reapresentados aqui, e serão desenvolvidos no próximo capítulo...

Chutes do "que" o Sasuke achou e de quem é o informante são sempre bem vindos xD Reviews e PMs igualmente apreciadas! Sempre!

¹ Tem gente menor de idade, que não bebe (ou não deveria beber, olha olha hein! Hahaha) e não sabe o que é um dosador. Dosador é uma espécie de capinha de plástico que fica na boca da garrafa de varias bebidas alcoólicas, principalmente naquelas que costumam ser adulteradas. O dosador impede que qualquer líquido entre na garrafa, o que gera uma garantia de que, na melhor das hipóteses, o liquido não foi adulterado, além de fazer com que o líquido saia de maneira mais lenta, o que permite regular a quantidade da dose (dai vem o nome). Pra quem entende de bebida, no entanto, sabe que as produções clandestinas também põe dosadores, então isso não significa muita coisa na garantia da procedência da bebida. Mas no caso do Itachi, ele estava com uma garrafa que possuía um dosador, e que foi substituída por uma SEM o dosador... tirem suas conclusões a respeito.