Recomeço - capítulo 21
Fandon: Supernatural
Personagens principais: Jensen / Jared
Sinopse: Jensen tinha um dilema: Como poderia ajudar seu paciente a encontrar um motivo para seguir em frente, quando ele próprio não conseguia encontrar seu caminho? ** Padackles / AU**
Nota: Esta fic é pura ficção, o foco dela é o relacionamento entre o psicólogo e o paciente, eu não entendo nada a respeito de psicologia, psiquiatria, ou qualquer outro tipo de tratamento.
Jensen ficou surpreso ao chegarem, a casa era em estilo rústico, cercada por árvores, um jardim enorme e muito bem cuidado na frente, e nos fundos, a menos de cinquenta metros da casa, havia um lago enorme. A vista dali era incrível, além do que, dentro da casa havia todo luxo e conforto possíveis.
- Isso é pra ser uma casa de campo? – Jensen perguntou espantado quando entrou.
- Meio exagerado, né? Frescuras da minha mãe.
- Eles vêm bastante pra cá? Os seus pais?
- Que nada! Talvez o meu pai vinha com a amante dele, mas a minha mãe quase nunca.
- E você? Já trouxe alguém pra cá? – Jensen perguntou curioso.
- Não, você é o primeiro, pode ficar tranquilo. – Jared disse divertido.
- Nem o Jason? – Jensen estranhou.
- Não. Na verdade, na época eu não me entendia muito bem com o meu pai, então também não usufruía de nada que era dele. Mas isso aqui também não fazia muito o estilo dele.
- E faz o meu?
- Não. Mas eu tenho a impressão que você vai gostar. E aqui a gente pode ficar a vontade, não tem vizinhos, nem testemunhas, ninguém.
- Bem pensado.
- Está com fome?
- Na verdade, estou.
- Bom, esse é o único problema aqui, nós vamos ter que cozinhar. O primeiro restaurante fica há 20 quilômetros daqui. Vai querer encarar?
- Se tiver algo aqui, acho que a gente pode se virar. – Jensen disse indo para a cozinha.
Os dois cozinharam juntos, fazendo uma lambança geral na cozinha, mas a comida até que ficou muito boa. Jared fez macarrão, que é a sua especialidade, e Jensen cuidou da salada e da carne.
- Pronto, agora que estamos comidos, você limpa a bagunça, Jen. – Jared disse zoando.
- Oh, eu vou ser sua empregada, agora?
- Não, você vai ser meu escravo! – Jared disse gargalhando, enquanto levava os pratos para a cozinha.
- Nem em seus sonhos, baby! – Jensen disse o acompanhando.
Os dois limparam a bagunça, trocaram de roupas e foram dar uma volta pela beira do lago.
- Esse lugar é mesmo incrível.
- É sim, quando eu era criança nós vínhamos muito aqui. Ali naquela árvore tinha uma corda onde a gente se balançava e caía dentro do lago, era muito divertido.
- Você deve ter feito muitas macaquices quando criança.
- Ei, o que faz você pensar isso de mim? – Jared disse empurrando Jensen pra beira do lago.
- É só olhar pra você que já dá para adivinhar. Você ainda é uma criança grande! E esse lago, a água é limpa? É seguro pra nadar?
- É sim, mas eu não acredito que você vai querer mesmo entrar na água.
- E por que não? Você não quer?
- Não, a água deve estar fria! – Jared disse enquanto subiam no trapiche.
- Fria nada, está fazendo calor hoje. É impressão minha, ou o seu sorriso desapareceu de repente?
- É impressão sua – Jared tentou disfarçar.
- Então, você ainda não teve coragem? Pensei que você tinha dito que podia superar isso.
- É, mas eu não pude, está feliz agora? - Jared fez uma cara feia.
- Tudo bem, eu vou ter que entrar na água sozinho, então. É uma pena...
- Vá em frente, tomara que você congele o seu traseiro, ou melhor, o seu traseiro não, eu prefiro ele quentinho – Jared disse brincando.
Jensen tirou a camisa e os tênis, entrando na água apenas de bermuda, fazendo Jared quase ter um ataque com a visão. Mergulhou e reapareceu alguns metros mais longe, enquanto Jared ficou sentado no trapiche.
- A água está uma delícia, Jared! Tem certeza que não quer tentar? – Jensen provocava.
- Sim, eu tenho certeza. – Mas não era nem a água que estava o atraindo agora, mas sim Jensen sem camisa e todo molhado dentro do lago.
Jensen se aproximou do trapiche, onde Jared estava, usando seu melhor sorriso malicioso...
- Bom, como não tem ninguém por aqui, acho que eu posso ficar mais a vontade – Jensen falou ainda sorrindo e então tirou a bermuda e a boxer, as colocando em cima do trapiche.
Jared o olhava de boca aberta, não acreditando no que estava vendo.
- Isso é golpe baixo, Jen!
- E agora? O que você acha de entrar na água comigo? Ainda está com medo?
- Se eu morrer afogado, a culpa vai ser toda sua! – Jared ficou de pé e tirou suas roupas, ficando completamente nu, e Jensen sentiu um arrepio correr pela espinha com aquela visão.
Se aproximou da beirada do trapiche e pulou dentro da água, mas quando voltou a tona, o pânico voltou, e começou a tremer involuntariamente.
Jensen se aproximou e o segurou pela cintura, preocupado.
- Jared, olha pra mim! – Jared obedeceu, o encarando – Você está seguro agora, só olha pra mim e respira fundo, vai ficar tudo bem, não tem o que temer. Você conhece esse lago como a palma da sua mão, sabe que está seguro aqui. Jared respirava fundo, conforme Jensen pediu, e logo estava mais calmo, parando de tremer.
- Tudo bem, agora?
- Jen, você já pode parar de apertar o meu braço desse jeito. – Jared falou rindo novamente, voltando a se sentir seguro.
- Ah, ok. – Só então Jensen percebeu que estava o segurando apertado demais. – Vamos nadar um pouco? O último a chegar do outro lado é mulher do padre! – Jensen provocou.
Jared gargalhou pela brincadeira infantil, e o seguiu.
- Você quer que eu te deixe ganhar? – Jared perguntou zoando.
- O que? Você acha mesmo que ganha de mim?
- Cara, eu nadava quase todos os dias, e no mar.
- Ok, mas você está fora de forma.
- Então vamos ver.
Jared tomou a dianteira, chegando bem antes que Jensen do outro lado.
- Agora você vai ser minha mulherzinha! – Jared provocou.
- Você é padre, por acaso?
- Eu posso me converter! – Jared puxou Jensen pela cintura, e este circulou suas pernas pelo quadril do moreno, enquanto se beijavam.
Jared o levou até a parte mais rasa, onde podia ficar de pé, e passou a beijar e chupar o pescoço de Jensen, que gemia baixinho, enquanto arranhava suas costas. Jared desceu sua mão, e tomou o membro do loiro, que já estava ficando desperto há essa hora, passando a massageá-lo, fazendo Jensen gemer com mais vontade. Jensen soltou suas pernas da cintura de Jared e também ficou de pé, fazendo o mesmo com Jared. Se masturbaram mutuamente, enquanto exploravam a boca um do outro, num beijo de tirar o fôlego. Seus gemidos eram abafados pelo beijo, e não demorou para gozarem, permanecendo ainda por algum tempo nos braços um do outro.
- Então, não valeu a pena entrar na água? – Jensen perguntou assim que recobrou o fôlego.
- Não tem mesmo como resistir a você. Ainda mais molhado e delicioso desse jeito.
- Acho melhor a gente voltar pra casa agora, já está escurecendo e a água está ficando fria.
Cataram suas roupas e voltaram para casa, onde se amaram na cama macia e quentinha...
- Jared, eu estava pensando... É engraçado como as coisas podem mudar tão de repente. – Jensen falou enquanto descansava deitado no peito de Jared, depois do sexo.
- Do que você está falando?
- Da minha vida. Se alguém me dissesse há um mês atrás que eu estaria na cama com você hoje, com certeza eu mandaria internar.
- E você está arrependido?
- Não! Claro que não, eu só tenho um pouco de medo, porque não sei onde isso tudo vai me levar.
- Eu sei, você gosta de ter o controle sobre a sua vida, não é? Relaxa, Jen... deixa as coisas simplesmente acontecerem...
- Você consegue pensar assim o tempo todo?
- Eu tento não encucar muito com o futuro, principalmente agora, depois de tudo...
- Como assim?
- Olha o exemplo do Jason... Por sorte ele era uma pessoa que fazia tudo que dava na telha, mas mesmo assim, ele tinha planos pro futuro, e olha só... Acabou. De uma hora pra outra, acabou. Então, sem essa de viver cada dia como se fosse o último, claro que não, mas eu procuro fazer tudo que eu quero, sem deixar pra depois.
- Você tem razão. Mas é complicado pra mim. Eu sei que como psicólogo eu deveria ser uma pessoa mais bem resolvida, mas... Sei lá, acho que foi a minha criação. Eu sempre fui muito centrado, muito perfeccionista, e não se muda isso de uma hora pra outra.
- Claro que não, eu até me surpreendi pelo jeito que você está conseguindo levar as coisas.
- É, eu realmente estou tentando mudar. E está me fazendo muito bem, sabe. Um exemplo foi o meu casamento. Quando eu a perdi, eu entrei em desespero. Eu sempre prezei muito essas coisas, sempre achei que casamento seria para a vida toda. E por isso eu fiquei teimando em voltar, e aí fiz o que fiz. Até me dar conta de que tinha sido um erro. Eu sempre tenho que quebrar a cara primeiro, sou um péssimo exemplo.
- Bom, você tinha que ter algum defeito, não é? Ninguém é perfeito. Mas sabe que eu gosto desse seu jeito? Todo certinho... Acho que desde o começo, eu gostava de tirar você do sério, só pra te provocar.
- Eu percebi isso. Eu já tive pacientes de todo o tipo, mas você mexeu comigo desde o início. Você tirou o meu sono algumas vezes, sabia?
- É mesmo?
- Sim, mas eu sempre gostei de um desafio.
- Eu também.
- E o seu último desafio, foi levar o seu psicólogo pra cama?
- Não, isso até que foi fácil. Meu desafio é fazer com que ele se apaixone por mim.
Jensen quieto por algum tempo, sem saber o que dizer, então Jared quebrou o silêncio...
- O que você acha da gente tomar um banho e ir até um barzinho aqui perto?
- Acho que é uma boa idéia. Mas nada de cerveja pra você.
- Isso é pura maldade, sabia? Eu odeio você! – Jared falou brincando enquanto entrava no chuveiro.
Jensen entrou no chuveiro também, e o banho acabou sendo mais demorado que o previsto...
Jared o prensou contra a parede do box, o beijando e explorando o seu corpo. Se esfregaram por algum tempo, roçando suas ereções, até que Jared ficou de joelhos, observando por um momento o membro de Jensen totalmente desperto, e depois o tomando na boca, fazendo movimentos com a língua que deixaram Jensen a beira da loucura. O moreno chupava Jensen com vontade, se deliciando com seus gemidos, enquanto masturbava a si mesmo com a mão livre. Jensen o agarrou pelos cabelos, movimentando seus quadris no mesmo ritmo que Jared, fodendo a sua boca, enquanto gemia e dizia coisas desconexas, até se derramar dentro de sua boca, com um gemido longo. Jared voltou a ficar de pé, ainda se masturbando...
- Deixa que eu termino isso pra você – Jensen sussurrou em seu ouvido, e então passou a masturbar Jared com empenho, enquanto beijava seu pescoço, e dava leves mordidas em seus ombros. Logo Jared também gozou em sua mão, apoiando a cabeça em seu ombro, tentando recuperar o fôlego...
Depois do "banho" terminado, se vestiram e Jared ficou olhando Jensen, novamente com seu olhar de predador...
- O que foi agora? – Jensen perguntou sem graça, vendo que o outro o observava.
- Nada, é só que você fica muito gostoso desse jeito – Jared falou e se aproximo,u o abraçando e apertando seu traseiro por cima do jeans. – Você não prefere mesmo ficar em casa? – Jared perguntou malicioso.
- Definitivamente, não. E vamos logo, porque se a gente continuar desse jeito, amanhã eu não vou poder sentar.
Jared gargalhou, e seguiu Jensen, contrariado.
O bar ficava um pouco longe, mas valeu a pena, porque era um lugar bem agradável.
- O que você vai querer? – Jensen perguntou.
- Batatas fritas e uma cerveja.
- Engraçadinho!
- Não por nada, Jen, mas algum dia eu vou poder parar de tomar estes remédios?
- Não por nada Jared, mas ainda vai demorar um pouco. – Jensen o imitou, achando graça.
Jared apenas bufou.
- Você pode até achar que não faz diferença, mas não é bem assim. Você pode estar bem agora, mas a qualquer momento pode ter uma recaída, e os medicamentos evitam que isso aconteça.
- E a terapia?
- A terapia serve pra avaliar o seu estado psicológico. Te ajudou, não ajudou?
- Claro, mas... acho que isso não é mais necessário.
- Eu acho que é, sim. E eu estava mesmo querendo falar com você sobre isso. Acho que, devido ao que está rolando entre nós, não é mais aconselhável que eu continue a ser o seu terapeuta.
- Você acha?
- Eu sei que vai ter coisas que talvez você não vai mais querer falar pra mim, mas que talvez seja mais fácil falar para outra pessoa. Jared, eu tenho um amigo, o Sebastian, eu acho que você iria gostar muito do estilo dele.
- É o cara do divã?
- Esse mesmo. – Jensen teve que rir.
- E ele é bonitão? – Jared perguntou zoando.
- Acho que eu vou te indicar alguém mais velho, não sei não, essa sua tara por psicólogos está começando a me preocupar. - Jensen tentou parecer sério.
- Qual é, Jensen? Será que eu sou o único paciente seu, que teve vontade de jogar você em cima daquela mesa, no seu consultório?
- Sim, você é o único. Pelo menos o único que tentou. – Jensen teve que rir.
- É bom saber disso.
Saíram do bar quando já era tarde da noite, e como estavam realmente cansados, foram logo dormir.
Jared adorou acordar pela manhã com Jensen em seus braços, sentindo seu calor, seu cheiro. Logo Jensen também acordou, som aquele sorriso que era só dele.
- Animado hoje? – Jared perguntou, vendo seu sorriso.
- Estou começando a gostar de acordar do seu lado, pelo menos você sempre acorda de bom humor, eu geralmente não.
- Não, é? Mas eu posso fazer você ficar de bom humor. – Jared disse lhe fazendo cócegas. – Jensen, o que você acha de dar uma volta de barco pelo lago?
- Vocês tem um barco aqui? E quem vai dirigir?
- Eu!
- E desde quando você sabe pilotar um barco?
- Faz uns anos já, eu tenho habilitação.
- Engraçado, eu não imaginava.
- Nem eu, mas o Jason teve uma fase de pescador. Aí ele comprou um barco, e pescava todo maldito final de semana. Então eu aprendi a pilotar. Mas por sorte, essa fase só durou uns três meses. Então ele vendeu o barco pela metade do preço que pagou. Um excelente negócio – Jared teve que rir, lembrando.
- Ok, vamos andar de barco então. – Jensen pulou da cama animado.
Deram a volta pelo lago, e a uma certa distância, Jared desligou o motor, parando no meio do lago.
- Por que você parou? – Jensen perguntou inocentemente.
- Eu pensei que talvez você quisesse pilotar um pouco, sabe, você pode sentar aqui no meu colo. – Jared não se aguentou e teve que rir.
- Bom, eu já estou percebendo que deixar você no controle não é uma boa idéia.
- Fala sério, Jen! Bem que você gosta disso, não gosta?
- Quem falou que eu gosto? - Jensen perguntou enquanto sentava no colo de Jared, obediente.
- Você pode admitir, estamos só nós dois aqui – Jared sussurrou em seu ouvido, enquanto tratava de tirar sua camisa.
Jensen não respondeu, apenas o beijou com paixão, mas no fundo adorava ser manipulado por Jared, apesar de de vez em quando querer tomar as rédeas para si...
Continua...
Reviews??
Respondenso as reviews:
Alexia: Bom, se ele já está apaixonado, ainda está difícil de admitir, não é? Espero que tenha gostado do FDS, e você tem razão, quem é que não baba pelo Jensen? Obrigada por ler e comentar! Beijos!!
Flavia Veloso: Sim, os dois são lindos juntos. O Jared tarado? De onde você tirou isso? rsrs Acho que a mãe dele vai dar uma sossegada agora. mas afinal, mãe é mãe, não é?? Beijos, e obrigada pela review!
AmandA: Então você gostou do Jensen pegar o Jay de jeito? (nossa, quanto J!) Fico feliz que você esteja gostando do rumo da história. Obrigada. Beijos!!
WF: Só esclarecendo, independente do capítulo, o comentário chega até mim por e-mail, e fica disponível na página de reviews. Se você ainda não conhecia os universos alternativos, seja bem vindo ao nosso mundo, então! Fico feliz que tenha gostado do roteiro e da forma que escrevo, e quanto ao que você escreveu sobre jovens suicidas, você deve ter razão, obrigada pelo comentário. Fiquei muito feliz com sua review, obrigada! Beijos!!
