Capítulo XXI – Começa pelo fim -

"Aonde quer que eu vá"

"Um dia tudo volta para o seu lugar"

"Um dia vai ficar como devia estar"

"Vai ficar como devia estar"

Como devia estar – Capital Inicial.

Ele adormeceu e ela não, mas manteve-se junto a ele, brincando mais uma vez com seus cabelos. Ela não sabia a razão de mexer tanto naqueles fios, mas por alguma razão, aquilo era bom e antes de concluir mais algumas coisas, parou.

Era a última vez que faria carinho no jovem dormindo ao seu lado.

- Amanhã você não estará mais aqui – falou, se soltando dele e pegando no sono.

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Recolheram as roupas e voltaram até a casa. A jovem já caminhava para o banho quando ele a parou.

- Ainda é cedo, temos que treinar – alertou ele.

- Mas, Sasuke-kun eu estou suja – reclamou.

Com um sorriso maroto ele a deixou sozinha, indo para algum lugar.

- Não demore – avisou ele.

E assim ela fez. Logo estava treinando junto do Uchiha.

- Você tem que prestar mais atenção na respiração do seu oponente, se ela se intensificar, indica que ele vai atacar – avisou ela. – Concentre-se e aprenda a sentir o chakra.

Terminaram a noite exaustos. Para ele, mais ainda. Com o sharingan, tudo era bem mais fácil e sem ele concluiu que ser um ninja sem nenhuma habilidade genética realmente era mais difícil do que ele imaginava. Entendeu que a jovem que o ajudara realmente passara por uma grande mudança e agora pôde ver que evoluir somente com esforço era algo bem mais complexo.

E em meio ao cansaço, os corpos deitaram em busca do sono que não demorou a chegar.

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O dia amanhecera e com ele o Uchiha despertara. Apesar de precisar da moça para seus treinos, não a acordou e seguiu sozinho. Às vezes treinar sozinho poderia ser mais compensador, pois treinaria e não teria palpites e veria se tinha memorizado perfeitamente.

Não demorou sair para que o viajante vir buscá-la. Entrou como se fosse um ladrão ou até mesmo um enamorado proibido. Pulou a janela e esperou a moça acordar. E logo ela o fez. E o fez levando um grande choque, pois não esperava ver Sai ao lado de sua cama, a observando.

- Sai?! O que faz aqui? – perguntou, surpresa.

- Vim te buscar – respondeu, com seu costumeiro sorriso.

- Eu não vou – respondeu, fechando a cara.

- Não pareceu se lembrar dele quando dançou comigo e quando me beijou – falou, chegando próximo a moça.

Corada e sem o que dizer seu silêncio permaneceu, sendo quebrado por ele.

- Quando se deixa uma vila por uma missão é uma coisa, quando se sai sem avisar é outra – falou, encarando os olhos dela.

- Eu não quis sair – respondeu ela.

- Mas está aqui e não quer voltar – concluiu ele. – Pretende acompanha-lo até quando?

- Eu não pretendo voltar – encerrou.

- Sabe que ele é um vingador e não irá deixar seu objetivo por você – comentou.

- Ele é meu objetivo e eu não vou deixá-lo – disse, convicta.

- Você será cassada assim como ele – lembrou.

- Não me importo se você ou qualquer um vier atrás de mim – falou, já emburrada.

- Eu não virei atrás de você mais – falou, dando uma pausa. – Estou aqui para levá-la e se quiser vir, será dessa vez.

- Me desculpe, Sai – falou, olhando o jovem. – Eu lamento pelo o que aconteceu e lamento mais por deixar meus amigos. Mas não vou voltar.

- Eu gostaria de entender para que servem os sentimentos e emoções – falou, atípico. – Eu não entendia muitos deles e até hoje não os entendo perfeitamente, mas quando Naruto e Hinata me disseram que o amor era complicado, eu deveria ter compreendido.

- Por que diz isso?

- Não percebe? Eu não sabia o que era amar, até você aparecer e eu não sabia por qual razão me sentia bem ao seu lado e quando eu te irritava, sentia que era a única forma de chamar sua atenção para mim. – Você foi a melhor coisa que me aconteceu e também a pior – concluiu.

- Desculpe – falou, duvidosa.

- Eu não a culparei, você fez o que eu fiz – concluiu, mexendo os cabelos. – Foi atrás de quem queria, mesmo que a principio tenha sido trazida. – Você teve mais sorte que eu, pois não recebeu um não – falou, voltando com seu cínico sorriso.

- Gomem – balbuciou ela, dando as costas a ele. – Eu não queria te fazer sofrer – falou. – Mas quando te beijei, não consegui esquecer de Sasuke e não queria usá-lo.

Sai se silenciou e respirou fundo. Sabia que ela não estava mentindo e se quer se fazendo de vítima. Isso era exatamente o que ela sentia e foi o que ele entendeu.

- Seja feliz – falou, deixando o quarto pela janela.

Ela não o olhou e ele não olhou para trás. Agora não existiam mais vínculos entre eles, fora as lembranças. E quantas lembranças. Mas foram apenas breves e boas lembranças que seriam guardadas, porque ela assim desejou. Se dependesse dele, as lembranças seriam estendidas. Mas como não se constroem esperanças e nem lembranças sozinho, isso não aconteceria.

Ele não a esqueceria tão facilmente e ela jamais esqueceria o Uchiha. Ela até pensou que poderia esquecer aquele que a fizera sofrer por vários anos. Não descartou o adjetivo que a caracterizava como uma bela de uma idiota, porém seria mais idiota ainda se tivesse abandonado o seu desejo de vários anos por apenas um momento.

Um momento bom e que ela guardaria com carinho.

Carinho, mas não amor.

Apressou-se e foi procurar por Sasuke. Agora parecia ter encontrado o verdadeiro eixo.

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A moça acordou sozinha em sua cama. Não lamentou a falta dele ao seu lado, pois sabia o que aconteceria. Levantou e caminhou até o chuveiro, onde se livrou do cheiro de suor que ambos corpos exalaram. O trato que fizera dizia que ela não poderia deixar o lugar até se certificar de que Sai já deixara a vila.

Depois de ter feito tudo e mais um pouco para enrolar e passar o tempo deitou-se no sofá e adormeceu. Não viu quando ele chegou para avisar.

Encontrou uma folha de caderno com seu esboço nela. Nunca tivera talento para admirar um desenho ou uma obra de arte e muitas vezes não sabia como diferenciar nada. Tudo se resumia a "bonito" ou "feio". Mas mesmo sem conhecimento algum sobre desenhos, admitiu que seu rosto estava transcrito para o papel com perfeição.

O desenho e o agradecimento logo abaixo da imagem.

Guardou o papel em porta-retratos e pendurou na parede.

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Três meses depois

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Ele deixou o cargo de "Orokage". Os três meses de treinamento renderam frutos. Mesmo sem o sharingan, agora acreditava ter chances de vencer e matar o irmão. Não seria fácil e disso ele sabia. Sabia que Itachi era especialista em genjutsus e que sem o uso de seus olhos, não poderia apenas enxergar por eles. Ele teria de não cair neles. Julgou-se pronto e partiu sua caminhada atrás do antigo time Hebi.

Ainda que dissipados, seriam fundamentais. Sakura prosseguiria junto e ele não questionou o fato em nenhum momento. O comportamento do bando não era igual ao do time 7, no entanto não havia maiores atritos.

Existia uma tensão entre Karin e Sakura, mas no atual estado, a morena não se envolvia em problemas e muito menos com o Uchiha. A rosada questionou a necessidade dela para localizar Itachi, mas se já era difícil com o sharingan, seria pior sem a habilidade dela.

- Você volta para Konoha – avisou, frio.

- Por eu voltar? – perguntou, incrédula.

- Você não pode continuar assim – falou, indiferente.

- Ah é assim? Você me tira da minha casa e me traz até você, conta com a minha ajuda para o seu treino sem o sharingan além de se aproveitar de mim durante todos esses dias e agora simplesmente me manda embora? – gritou, ela.

- Eu não me aproveitei de você – falou, firme.

- Ah não? Não aproveitou? E o que você chama de me arrastar até o meio do mato e rasgar minha roupa ou me convidar para se banhar num lago? Não me venha com essa conversa, Sr. Hipócrita!

- Não grite – aconselhou ele.

- E o que quer que eu faça?

- Que volte para Konoha – insistiu.

- Eu sou uma traidora e não posso só voltar – avisou, com um tom de quem já deveria saber.

- Eles te aceitarão – respondeu, firme.

- Agora que estou ficando gorda me dispensa, não é mesmo? – falou, apontando o dedo na cara dele.

Ele a segurou e a olhou firme, a fazendo se acalmar.

- Eu não quero que continue vagando por aí junto comigo.

- Eu deveria ter ido embora antes – falou, deixando o rapaz sozinho.

- Não faça escândalos – avisou. – Eu vou te buscar – lembrou ele.

- Eu não quero voltar! Acha que vou ficar esperando você novamente por sei lá quantos anos?

- Eu tenho razões para voltar – disse ele.

- Eu fui só sexo, não é mesmo? – continuou escandalosa. – E agora Karin vai me substituir para amenizar suas necessidades – cutucou.

- Sakura, sexo é sexo e eu acho isso em qualquer mulher, inclusive com a Karin – falou, suspirando – Mas para ter um filho meu...Tinha de ser você – concluiu ele.

- E quando vai me buscar? Quando matar Itachi?

- Sabe que sim – afirmou.

- E se você não voltar? – perguntou aflita.

- Eu vou voltar – avisou ele. – Eu não quero que continue andando por aí sem rumo, agora existe um Uchiha dentro de você e eu vou voltar – disse, tocando a face dela.

- E se demorar?

- Cuide dele.

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Acordou com o peso das mãos dele sobre o seu corpo. Mesmo que isso acontecesse com freqüência, ainda não tinha se acostumado acordar com alguém respirando muito perto de sua nuca. O cheiro dele impregnava os longos fios dela. As mãos dela aos poucos afastaram as mãos dele para poder levantar, com cuidado, para ele não despertasse.

Ela não gostava de acordá-lo e quando o via dormir, sentia uma paz inimaginável. Era como se uma criança deitasse e assim permanecesse. E era o jeito infantil dele que a contagiava. Enrolou-se nos lençóis, deixando o loiro nu.

Caminhou até uma cômoda e de lá remexeu até que encontrou uma toca que ele, provavelmente, usara quando criança. O formato de bichinho a fez sorrir e depositar o apetrecho sob o sexo do moço, o tampando.

Tomava seu banho quando ouviu a porta ser aberta, não se surpreendeu ao vê-lo entrar. Era comum que ele o fizesse e ela sabia o que isso significava. Sorriu ao ver o moço entrar debaixo do chuveiro e quase escorregar.

- Precisa acordar, Naruto-kun – brincou ela, ficando vermelha logo após.

- Eu já estou acordado – falou, se enfiando debaixo d'agua.

Molhou os cabelos dourados e esfregou um pouco de água no rosto, para logo em seguida a olhar com segundas intenções. A pegou encostando seu corpo nas frias paredes do banheiro e distribuindo beijos por seu pescoço.

A saliva se misturava a água e a água dissolvia a essência dele.

Sem paciência, ergueu o corpo da jovem e passou as pernas dela pela sua cintura, aumentando ainda mais o contato íntimo que mantinham. Não demorou a sentir seu corpo ser invadido e a agarrar as costas dele com força.

Soltou um sorriso de felicidade ao sentir que ele se sentia bem dentro dela.

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Trocou a roupa que usava para seus treinos e missões pelo colete verde. E não era apenas uma questão de estética. O colete significava muito mais do que uma mera classificação ou um novo lançamento da moda. O colete em seu corpo representava o árduo trabalho pelo qual passara.

O êxito obtido no exame chunnin chamou a atenção dos lordes, que chegaram a apostar muito nas investidas dela.

O rosto de Hiashi não demonstrava muita alegria, mas também não deixava de soltar um sorriso, ainda tímido, ao ver a moça derrubar os adversários. A arquibancada delirava quando um favorito ganhava e também chorava quando um amigo ou filho perdia. Assim que enfrentou a última luta, deixou o lugar procurando por água.

Com os cabelos presos em um bem alto rabo de cavalo, desfilou por entre os que estavam presentes até chegar ao seu destino, ganhando congratulações e também alguns elogios por parte dos mais assanhados.

Gostava de recebê-los e normalmente os correspondia com um malicioso sorriso e logo em seguida esnobando quem quer que fosse.

Sabia que chamava a atenção e gostava disso. Enquanto abria uma garrafa e bebia o conteúdo, foi surpreendida por uma voz muito familiar.

- Parabéns – falou ele, a fazendo virar e o fitar.

- Obrigada – falou, fechando a garrafa e dando as costas para o moreno que a olhava.

Sentiu o braço ser segurado por ele e o encarou.

- Solte o meu braço – avisou, sem paciência.

- Até quando vai me ignorar? – questionou.

- Enquanto eu viver – respondeu, puxando o braço para se soltar.

- Você já é uma chunnin – falou ele.

- Eu sei – respondeu, mal-educada.

- Hoje conversarei com seu pai sobre você – lembrou ele.

- Ainda não desistiu disso?

- Sua barriga não vai desistir de crescer – avisou ele.

Ela arregalou os olhos brancos e o encarou.

- Como sabe disso? – perguntou, já que não comentara o atraso que tivera durante os últimos três meses.

- Você não sentia nojo ao sentir o cheiro de peixe e muito menos tem bulimia – lembrou ele.

Ainda sem barriga pelo curto período de gestação, conseguiu entrar no exame e ser aprovada, o que não significou responsabilidade por parte dela. Qualquer golpe poderia ser fatal e com sorte não fora.

Sem nenhuma reação, passou a mão pelos cabelos e tornou a encarar o primo, que ao invés de continuar a discussão, a pegou pela mão e a tirou do ginásio em que prestara o teste. Ele não sabia dizer o que ela pretendia ao esconder, pois uma hora ou outra, todos saberiam e a recepção da noticia não seria de bom grado.

- Acha certo se casar só por conta de um bebê? – perguntou.

- Não é apenas pelo bebê – aliviou ele, roçando os dedos por sobre a pele dela.

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A viagem de volta nunca pareceu tão longa para a kunoichi de cabelos róseos. Mesmo contra a vontade dele, voltou sozinha. Ele queria levar a jovem até o destino, mas ela não aceitou porque achava que dessa forma, ele não acreditaria nas capacidades dela e também não queria se despedir. Também não podia contar com a ajuda de Konoha, ou seja, não poderia mandar uma mensagem onde estivesse expresso a ajuda de um ninja para acompanhá-la.

Chegou diferente, já não usava as roupas de treino, agora usava trajes típicos japoneses e quando finalmente avistou a entrada da Vila, suspirou.

Ela chegara em casa e estava com seus amigos. Sabia que teria de passar por alguma penalidade e viveria vigiada por um tempo. Não existiria confiança.

Derrubou algumas lágrimas ao imaginar que Sasuke poderia não voltar. Mas dessa vez ele não tinha e despedido com um mero "obrigado".

Ela acreditava que ele voltaria, mesmo que desacreditasse na maioria das vezes. Causando olhares surpresos nos moradores e nos jounnins que vigiavam a entrada, ela passou por todos e seguiu direto ao prédio da Hokage, abrindo a porta sorrateiramente.

A mulher que segurava o copo de sakê o derrubou tamanha surpresa. Os olhos cor de mel dela se arregalaram ao encontrar os verdes.

- Onde você estava? – perguntou, voltando ao estado normal.

- Com Sasuke – respondeu, sem rodeios.

- Você sabe quantos ninjas eu mandei que fossem atrás de você?

- Não – respondeu, desinteressada.

- E porque voltou? Cansou de brincar de esconde-esconde? Ou ele se cansou e te mandou voltar.

- Ele vai voltar – falou, um pouco irritada.

- Não se iluda e se prepare para uma reunião com conselheiros e líderes – alertou. – Não sairá daqui sem a minha companhia – sentenciou.

Sakura não gostou, mas sabia que seria assim. Sentou-se na cadeira a frente da mesa da Hokage e de lá ficou a observar o trabalho da loira que parecia ignorar sua presença, ainda que não descuidasse um só segundo.

- Eu estou grávida – falou.

Tsunade arregalou os olhos e parou o que fazia. Agora entendera a razão de voltar e não deixou de pensar sobre os motivos da ninja. Era como se seu coração amolecesse.

- É um Uchiha?

- É – respondeu.

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Após alguns dias o comentário sobre a volta de Sakura era o mais mencionado na Vila. Estava presente em todas as equipes e até mesmo nas pessoas que mal a conheciam. Após receber uma punição, ela já retornava aos poucos nos trabalhos do hospital, o que era bom para os pacientes de Konoha.

E também muito bom para a Godaime, já que agora, poderia passar mais tempo no bar ou virar as madrugadas na velha jogatina sem se preocupar de dar plantões.

A moça já se reunia em várias conversas com os amigos e já sabia dos rumores do casamento da mais nova de Hiashi e das escapadas que Hinata dava de vez em quando para dormir na casa de Naruto. De todos que viu, faltou apenas ele: Sai.

Este não aparecera e muito menos pareceu se importar com isso. A surpresa de Ino se concretizou quando o jovem adentrara a floricultura dela e a olhara com seu belo sorriso.

- Veio pedir informações sobre a Sakura? – perguntou, já cutucando.

- Não – respondeu, sorrindo.

- O que quer? – perguntou, emburrada.

- Quantos dias uma flor agüenta somente na água?

- Se trocar a água sempre, uns três dias – respondeu, pensativa.

- Vai querer alguma?

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Partiu imediatamente. Não parava muitas vezes e quando o fazia, parava próximo de rios para trocar a água. Passou pelos caminhos mais abertos para evitar atrasos e armadilhas e chegou ao seu destino. O pequeno cômodo que outrora lhe fora acolhedor. Entrou na casa e se colocou a observar o movimento dentro. Não encontrando ninguém, aparentemente, viu um desenho pendurado na parede.

O reconheceu de imediato e sentiu uma certa felicidade ao ver que o que ele dera estava sendo mostrado e não guardado em uma gaveta qualquer. Despertou quando ouviu alguns barulhos que vinham da cozinha e foi até lá.

Observou a jovem cozinhando algo e achou graça.

- Tem suficiente para dois? – perguntou, assustando a moça.

Reiko parecia não acreditar que via quem mais amava. Mas então se perguntou o que ele fazia ali.

- O que faz aqui?

- Eu vim te buscar – avisou, entregando algumas flores já murchas para a moça

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Passaram-se alguns anos. Muitas mudanças ocorreram nesse ínterim e mesmo assim, algumas coisas sempre permaneciam como eram. E dentre elas, Sakura continuava sozinha. Não sozinha exatamente. Tinha a companhia de um pequeno garotinho.

O menino não tinha mais que cinco anos e já se comportava feito o pai, mesmo sem nunca tê-lo visto. Era fechado, frio e tímido. Também pudera, às vezes quando a Haruno o levava para algum lugar e ele via algumas crianças acompanhadas de homens, perguntava a razão de não ter um para que o acompanhasse.

Ainda era muito novo para entender que certas coisas nunca mudam. Também era muito novo para entender a falta de sorrisos no rosto da mãe e também muito novo para entender a razão da mãe se xingar na maior parte dos momentos.

Mas como tudo aquilo era presente na sua pequenina vida, acabava por encarar como comum.

Diferente dela. Vestiu o vermelho vestido que vestira a alguns anos atrás e se olhou no espelho. Já não era mais uma moça, era uma mulher jovem, mas com grandes responsabilidades. Enrolou os longos cabelos rosas crescidos em um coque e o prendeu.

Ajeitou os cabelos negros dele e puxou melhor as calças do menino.

- Vamos, sua cerimônia começa daqui a pouco.

Estava prestes a entrar na academia gennin e Sakura se sentia feliz por isso. Sentou-se nas mesas destinadas aos pais dos novos alunos e de lá contemplou o filho entrar. Enquanto sorria ao ver o garoto de profundos olhos negros aparecer, viu uma cabeleira rosa conhecida.

Não se lembrou do nome da menina que vira quando estava na companhia de Sai, mas viu que a dona de cabelos rosas escuros seria a jounnin responsável pela formação do filho.

Como o tempo passou e ela se deu conta disso. Olhou em volta ao salão e focou a direção da mesa onde outrora se sentara na companhia de alguém. Baixou os olhos ao pensar que tudo teria sido diferente.

Olhou para dois jovens que se sentavam naquela mesa e viu que um ruivo entregava uma rosa vermelha para a morena. Era como se tudo se repetisse a sua frente.

Pegou um champanhe e bebeu sozinha, vendo o menino correr com as outras crianças após as apresentações. E também viu o menino voltar ao seu colo, para se aninhar.

- Com sono? – perguntou ela, vendo que o garoto parecia querer dormir.

O menino afirmou e Sakura deixou a festa. Trouxe o menino no colo já dormindo. Abriu a porta e colocou o menino na cama. Trocou-se e também foi dormir. Olhou para o lugar onde guardava a foto do antigo time sete e logo adormeceu.

E novamente olhos negros a chamavam. Pensou ser um sonho, mas descordou quando sentiu ser puxada. Acordou e com surpresa não disse nada.

Não havia como dizer. Os lábios dela foram silenciados pelos dele, para logo sentir seu corpo ser tocado. Não havia luz, mas ela sabia quem era.

Passasse mil anos e ela jamais esqueceria. Sentiu ele se afastar e puxar a mão dela, a levando para o quarto do pequeno, onde entrou e se sentou na beirada da cama, alisando os cabelos negros do garoto.

- Qual o nome dele? – perguntou, baixo.

- Uchiha Otani – falou ela, sussurando.

Realmente, se ela tivesse voltado, tudo seria bem diferente.

FIM

-Nya-

Acabou, ufaaaa!!!

Eu ia demorar para postar o último, mas resolvi fechar isso logo.

Confesso que o rumo da historia se tornou diferente, eu pretendia matar o sasuke e fazer o sai cuidar do bebe da sakura e do uchiha... mas mudei de idéia pq eu simplesmente me apaixomnei pela Reiko!

Para todos que acompanharm meus sinceros agradecimentos!

Tsunay Nami

Anynha

Ray Higurashi (menina que sempre ajuda XD)

Missy Hyuuga

Vic.hst

Haruka's Onigiri

Fashunrey

Yuki Mao Kitsune

Diessika

Debby Uchiha

Hanna uchiha

Hikari-sama

Claudinha-chan

Tali

Xiis

Tsubame hitori

Blueberry-chan

Pluffy

Myiuki Uchiha

Dih

Carol-chan

Mah-chan-Uchiha

Jolie Black Uchiha

Ichhi-chan

Thami

Sansa-chan

Sandro

Aline Agatha

Tamires Scabian Lee

Tina Granger

Camila

A árticipação de vcs foi essencial! Espero ter agradado a todos, mesmo sabendo que é impossível!

Kissus a todos e até a proxima