Capítulo XXI
Os olhos azuis correram pelo corpo inerte sobre os lençóis de sua cama enquanto se livrava rapidamente de sua capa. Sentou-se ao seu lado observando com atenção redobrada os cortes em seu rosto, eram muitos e alguns mais profundos que os outros. Ela suspirou fundo, os olhos turvaram, desceu delicadamente os dedos até as têmporas dele, afastando os fios de cabelo negros da testa. Colocou a mão devagar sobre a pele dele e sentiu-a quente, estava febril. A respiração era ruidosa e fraca, desabotoou as pesadas roupas de veludo e retirou-as com cuidado, deixando-o apenas com as calças que estavam rasgadas sobre uma perna. Exceto por alguns arranhões, não havia nada demais sobre o tórax e sua atenção voltou-se para a perna que estava estropiada. Aquele ferimento não cicatrizaria tão facilmente. Retirou a calça com cuidado, deixando-o somente com a peça intima. Foi até seu toillet e trouxe uma vasilha com água morna e panos limpos.
Num gesto de varinha ela retirou o excesso de sujeira sobre os cortes e devagar passou o pano úmido sobre eles. Molhou novamente o pano, passando-o sobre os cabelos sujos de sangue e limpou-os. Cobriu-o com lençóis e depois embebeu o pano limpo ao lado da tigela, colocando-o sobre a testa de Snape. Ele não esboçava nenhum movimento e aquilo começou a inquietar Luna. A porta do quarto se abriu e o Sr. Lovegood entrou por ela, seguido de uma mulher de uns quarenta anos, os cabelos castanhos presos a um coque e roupas de medibruxa. Ao vê-la a mulher esboçou um pequeno sorriso, dizendo em seguida:
― Como vai, Luna? Thomas disse que o caso era grave e eu vim o mais rápido que pude. O que há?
Luna engoliu em seco e se afastou da cama para deixá-la ver o enfermo. O espanto moldou as feições da medibruxa, mas ela conseguiu se controlar e se aproximou da cama.
― Madame Pomfrey, desculpe-me envolvê-la nisso, mas não conhecíamos mais ninguém em que pudéssemos confiar – disse Luna tristemente. – Não vai demorar para o Ministério estar atrás dele, e eu não posso deixar que o peguem assim. Ele não terá nenhuma chance.
― Vou ver o que posso fazer – disse Pomfrey, sentando-se na beirada de cama e começando a examinar Snape. – Os cortes são muito profundos em algumas áreas e essa perna levará muito tempo até cicatrizar por completo.
― E a febre? – indagou Luna. – Ela não cede.
― Srta. Lovegood, é incrível que esse homem ainda esteja vivo depois de tantas maldições desferidas contra ele – disse calmamente. - Eu realmente não posso afirmar que ele ficará sem alguma seqüela depois disso tudo.
As lágrimas rolaram do rosto da moça enquanto o pai abraçava fortemente junto ao seu corpo.
Pomfrey correu a varinha sobre os ferimentos do rosto de Snape murmurando e, um a um, os cortes se fecharam, apenas aqueles mais profundos ainda sobressaiam sobre a pele pálida como filetes acobreados. Ela verificou se havia alguma fratura no tronco dele, mas nada foi constatado. Dedicou-se então à perna que tinha uma fratura bem exposta e estava quase em frangalhos. O osso foi posto no lugar e o tecido remendado por cima dele, mas a aparência ainda era grotesca e Pomfrey conjurou umas bandagens, colocou-as ao seu lado enquanto espalhava suavemente uma pomada esverdeada sobre o machucado. Depois o cobriu com as bandagens, retirou um vidro de dentro da valise que trouxe consigo e levantando-se, entreabriu os lábios de Snape e derramou um pouco do conteúdo em sua garganta.
― Bom, isso é tudo o que podemos fazer por hora – disse solenemente. – Temos que esperar que ele reaja à poção e a febre ceda o mais rápido possível.
― O que pode acontecer se ela perdurar por algum tempo? – perguntou Luna nervosa.
― Temo que isso possa afetar demais a memória dele e deixe de ser um quadro reversível – explicou pacientemente. – Ele resistiu muito tempo à Imperius e essa febre é conseqüência disso. A maldição ainda está percorrendo o corpo dele, o perigo maior é o efeito sobre a mente dele, já que está tão debilitado pelos outros ferimentos. Ele pode se esquecer de alguns fatos, principalmente aqueles que esteve tentando ocultar de alguém.
Os olhos de Luna turvaram novamente e a muito custo ela impediu que as lágrimas escorressem.
― Os cortes mais profundos desaparecerão daqui a algum tempo, e você deve continuar usando essa pomada sobre eles três vezes ao dia. Quanto à perna, ela irá cicatrizar completamente em uns dois meses, e se for bem cuidada, ele conseguirá andar normalmente depois. – Completou dizendo: - Dê essa poção a ele de duas em duas horas até que não haja mais febre, e veremos como ele irá acordar.
― Sim, Pomfrey – murmurou Luna. – Eu não vou sair do lado dele até que ele melhore.
― Isso pode levar dias, Luna – ponderou Pomfrey. – Eu tentarei que voltar aqui para vê-lo.
― É melhor não se arriscar, Pomfrey – disse Thomas. - Se houver necessidade eu procurarei.
― Está bem, Tom – sorriu -, mas não se incomode em fazê-lo. Eu não morro de amores pelo Snape, mas não quero vê-lo morto.
― Obrigada, Madame – disse Luna com a voz embargada.
― Não há de que – deu-lhe um tapinha no rosto -, mas descanse, sim? Quando ele acordar você ainda terá muito trabalho.
Luna assentiu e os dois saíram do quarto. Ela colocou uma poltrona perto da cama, trocou a compressa sobre a testa dele e sentou-se nela segurando a mão dele entre as suas. Acordou assustada e verificou que já estava na hora de mais uma dose da poção, e fez exatamente como Pomfrey fizera. Trocou mais uma vez a compressa e voltou à poltrona.
Durante três dias o estado dele permaneceu inalterado. No quarto dia, porém, a febre cedeu um pouco e ele começou a delirar. Murmurava coisas inteligíveis, algumas vezes abria os olhos e depois caía num estado de torpor. A agonia de Luna só aumentava. Durante mais quatro dias ele permaneceu num estado de semi-inconsciência. O Ministério emitiu um mandado de prisão em nome dele, e o pai de Luna sugeriu que eles se escondessem na casa de Kerrier, era um refúgio seguro com todos aqueles feitiços que a Sra. Lovegood usara para proteger seus segredos. Era imapeável acima de tudo. Os preparativos foram feitos, e na noite daquele mesmo dia eles se mudaram para lá. Luna continuou com os cuidados redobrados e ao final de dois dias, a febre cedera por completo.
A noite caiu suavemente sobre os jardins da casa, a brisa fresca soprava do mar. Luna subiu para ver como Snape estava e passar, pela última vez naquele dia, a pomada nos cortes dele. A expressão em seu rosto era serena, e então ela deslizou os dedos espalhando uma camada fina de pomada sobre a pele, os cortes tinham praticamente desaparecido, deixando apenas umas poucas linhas tracejadas sobre a pele clara. Ela sorriu ao constatar isso, mas uma mão forte a impediu de prosseguir, os olhos pretos a encararam frios e a voz impassível chegou até seus ouvidos:
― O que pensa que está fazendo, srta. Lovegood?
― Cuidando de você, Severo – disse suavemente sorrindo, e abraçando-o apertado contra seu corpo, completou: – Estou tão feliz que tenha acordado.
― Eu estive inconsciente por muito tempo? – perguntou frio.
― Sim – ela voltou a fitá-lo, os olhos úmidos –, quase uma semana e meia – inclinou-se para beijá-lo, mas ele desviou. Luna recuou receosa enquanto ele a fitava, desconfiado.
― O que exatamente aconteceu? - perguntou Snape.
― Você não se lembra de nada? – disse Luna.
― Vagamente – respondeu com cuidado.
― Você ajudou Harry a derrotar Voldemort, mas ficou muito ferido... – explicou Luna.
― E a senhorita bondosamente me trouxe para cá? – completou com escárnio.
― Eu achei que era o melhor a fazer – retrucou. – Ou queria morrer no campo de batalha e virar um herói?
― Levando em conta tudo o que fiz, me parece uma boa alternativa – disse mordaz.
― E eu não conto? – ela o encarou em azuis tristonhos.
― Você? – ele a fitou, atônito. – Onde você se encaixa nisso tudo?
― Você não se lembra de nós? – azuis se encontraram com pretos surpresos.
― Nós? – repetiu, mas para si mesmo do que para Luna.
― Sim, nós, Snape – disse Luna. – Nós somos noivos. Não se lembra de Harry também?
Ele a encarou por alguns instantes antes de dizer:
― Suponho que lhe contei que ele é meu filho?
― Sim, contou – respondeu, tentando disfarçar a voz embargada. – E me deu a carta de Lílian para que eu guardasse com cuidado.
― Isso não pode estar acontecendo! - rosnou
― Mas infelizmente está – rebateu Luna, os olhos nublados, colocando-se de pé.
― Aonde você vai? – ele a encarou em pretos cintilantes.
― Andar, Severo – enxugou as lágrimas. – Preciso pensar.
― Eu sinto muito, srta. Lovegood – murmurou segurando por instantes a mão dela.
― Eu também – respondeu puxando a mão bruscamente. Luna saiu do quarto batendo a porta atrás de si, enquanto Snape fechava os olhos, confuso, tentando assimilar o que ouvira.
Os dias passaram rapidamente, e ao final de um mês, ele já havia se acostumando novamente com a presença dela. Luna por sua vez decidira não tocar mais no assunto do noivado, ou nada que se relacionasse a eles dois. Snape precisava se recuperar o mais rápido possível, e quem sabe com o tempo, e estando juntos, a memória não voltasse? Afinal, Madame Pomfrey disse que o quadro poderia ser reversível. No final do segundo mês, o corte na perna já havia fechado por completo, mas ele ainda teria que reconquistar a confiança na perna machucada.
― Então o que minha enfermeira recomenda agora? – ele a encarou curioso.
― Talvez fosse melhor esperar mais um pouco – disse calmamente. – Você ainda está fraco.
― Eu não pretendo ficar o resto da minha vida deitado numa cama com uma mulher me dizendo como e quando devo fazer o que quer que seja - praguejou.
― Ótimo – rebateu Luna. – Vamos, dê um passo em direção à liberdade!
Os olhos dele cintilaram de raiva diante da bravata dela, e erguendo o corpo dos travesseiros, jogou as pernas para fora da cama. Firmou a perna boa primeiramente no chão, Luna fingiu que não viu, depois a machucada e apoiou o corpo sobre ambas. A perna ruim falseou e ele perdeu o equilíbrio, se segurando na cabeceira da cama. Num gesto rápido, ela se colocou na frente dele e sorriu:
― Quer ajuda, Severo?
― Acho que posso conviver com isso – respondeu crispando os lábios.
Luna revirou os olhos e enlaçando-o pela cintura o ajudou a ficar de pé.
― Aonde vamos? - perguntou
― Ar puro, srta. Lovegood – disse calmamente.
― Destino: Jardins – brincou.
Mais um mês se passou, o aniversário de Luna chegou, entretanto, ela nada disse a esse respeito. Apenas se arrumou com um pouco mais de zelo, apesar de saber que não o comemoraria, nem mesmo seu pai iria aparecer, com as buscas intensificadas pelo Ministério. A noite chegou com uma rapidez imensa, talvez tentando impedi-la de sofrer. Ela se sentara, como sempre fazia nos últimos dias, na saleta de leitura tendo Snape ao seu lado. Ele agora andava com a ajuda de uma bengala e conseguira se lembrar das cenas da batalha contra Voldemort, descobrindo que quem lhe lançara as Imperius havia sido Malfoy pouco antes dele imobilizá-lo. Ela folheava um livro sem muito interesse, Snape, por sua vez, estava entretido em sua leitura. A elfa entrou devagar na saleta e se dirigiu até ele, sussurrando-lhe algo e saiu com uma reverência. Luna o fitou de canto de olho, mas quando o viu olhar para ela, desviou seus olhos para o livro. Snape se colocou de pé, e num tom suave disse:
― O jantar está pronto, Srta – foi mancando até ela e ofereceu-lhe o braço. – Permita-me?
― Claro – Luna sorri.u – Por que não?
― Eu gostaria de lhe pedir uma coisa antes de levá-la até a sala – disse com calma. – Posso?
― Sim – respondeu desconfiada.
Snape crispou os lábios e puxou um pequeno lenço preto do bolso. Luna o olhou inquisitivamente, ele fingiu não perceber e colocou-o sobre os olhos dela.
― Confia em mim? – perguntou ao segurar a mão dela entre a sua. Por alguns instantes seu olhar ficou detido no anel que o dedo feminino ostentava, mas a voz de Luna o tirou de seus pensamentos.
― Plenamente – respondeu docemente.
Outra crispada de lábios e com o braço dela envolta do seu, Snape e Luna deixaram a saleta. Ela ouviu o barulho de uma maçaneta girar e depois a brisa soprar em seu rosto, o cheiro da maresia. Deu mais alguns passos em direção ao desconhecido e sentiu os dedos dele roçarem seus cabelos, retirando-lhe a venda. A lua estava brilhante no céu, jogando seu luar prateado sobre a mesa a sua frente, e duas velas encantadas tremulavam no centro dela. Snape afastou gentilmente a cadeira para que ela se sentasse e depois de acomodá-la, fez o mesmo. Abriu a garrafa de vinho que estava no balde de gelo e serviu-os.
― Feliz aniversário, Luna – disse erguendo a taça na direção dela, e com a voz mais suave que o habitual completou: – Eu achei que essa seria um boa oportunidade de lhe agradecer por cuidar de mim, sinceramente não sei como retribuir tanta dedicação.
― Obrigada – ela hesitou em responder. – Não há necessidade de me agradecer por nada, eu só fiz isso porque...
― De alguma forma, que eu ainda não descobri, se apaixonou por mim – ele completou encarando-a em pretos brilhantes. – Não faço a mínima idéia de como chegamos a noivar.
― Eu sei – ela suspirou, desviando seu olhar para o anel em seu dedo e rodou-o. – Desculpe-me, eu agradeço a sua cortesia, mas eu – colocou-se de pé –, não estou me sentindo bem...
― Você nem tocou no seu vinho – disse macio.
― Talvez não seja a melhor ocasião para o vinho – ela o fitou em azuis esperançosos.
― Eu soube que era seu aniversário olhando um álbum de foto que estava no armário do meu quarto. – E constrangido completou: - Talvez tenha sido impertinência minha fazer esse jantar, mas eu queria me sentir um pouco mais próximo...
― Próximo? – Azuis encaram pretos angustiados.
– Sim, eu queria vê-la feliz e sentir como era quando estávamos juntos - os lábios dele tremeram – Sei que não tenho costume de agir assim, até hoje só uma pessoa havia conseguido isso... E mesmo assim, eu confesso, fui muito estúpido para assumir o que sentia e a perdi – as palavras morreram, e ele a fitou intensamente para depois completar: - Não gostaria de perder sua afeição...
― Eu o amo, Severo – corrigiu. – Eu acho melhor irmos deitar, já está tarde.
Snape se levantou e contornou a mesa se colocando a frente dela, impedindo-a de sair.
― Dança? – pretos procuravam por aceitação.
― Como? – perguntou aturdida.
― Dança comigo? – repetiu a pergunta enquanto agitava a varinha fazendo surgir o som de violinos encher o ar.
― E sua perna? – retorquiu.
― Não será empecilho – disse e estendeu a mão para ela.
Snape pousou suavemente a mão sobre a cintura dela, enlaçando-a com carinho e trazendo-a mais para perto, inalando jasmim. Os lábios dele roçaram de leve a testa dela e Luna se afastou um pouco, temendo esquecer que aquilo era apenas uma comemoração de aniversário, só e simplesmente isso. Ele a conduziu habilmente pelos jardins, a perna não parecia ferida, Snape era realmente um Mestre. Uma das mãos dele subiu até suas costas enquanto a outra a mantinha presa fortemente ao seu corpo. Luna discretamente deixou que seus dedos entrelaçassem alguns fios de cabelo dele sobre a nuca, esbarrando de leve sobre a pele morna do pescoço, e seus olhos encaram os dele no instante em que seu coração disparava diante daquele contato. Azuis estavam em pretos, as bocas próximas, hesitantes. Ele subiu a mão até a nuca dela, prendendo os cabelos revoltos com a brisa, pretos se tornaram intensos em azuis. Luna por sua vez entreabriu os lábios, a respiração acelerada, sentindo o hálito quente dele cada vez mais próximo. As costas da mão dele escorregaram sobre seu rosto, acariciando-o, e ela fechou os olhos, tremendo. Os lábios tocaram suavemente suas bochechas, deslizando calmamente até seus lábios, e roçaram suavemente sobre eles, pedindo consentimento para prosseguir. Luna abriu os olhos, encarando pretos, e trouxe o rosto dele mais perto, escorregando a língua sobre os lábios dele, experimentando-os. Snape a apertou forte contra si deixando que ela prosseguisse, penetrando suavemente na boca de Luna, deleitando-se.
As mãos deslizaram de volta para o cabelo dela mantendo-a presa a quentura de seus lábios, impedindo-a de fugir. Luna deslizou os lábios pelo pescoço dele, cerrando os dentes sobre a pele quente, enquanto as mãos desabotoavam-lhe a camisa. Snape fechou os olhos se inebriando com cada toque, sentindo os beijos dela sobre seu tórax, as mãos que deslizavam tão conscientes em cada parte de seu corpo. A um passo de perder a sanidade, ele a interrompeu, trazendo-a até seu rosto e encarando azuis. Pousando a mão na cintura dela, segurando-a firme contra seu corpo, desaparatou com ela no quarto.
Beijou-a novamente com ardor, Luna agarrou seus cabelos pretos mantendo seus lábios nos dele enquanto ele a deitava na cama, desabotoando seu vestido, deixando a pele clara dela exposta às suas carícias. Os lábios dele desceram úmidos pelo pescoço, percorrendo todo seu corpo, deixando-a entregue. Snape crispou os lábios ao fitá-la nua sobre os lençóis e deitou-se sobre ela, possuindo-a com carinho, delicadamente; abraçando-a desesperadamente enquanto Luna mordia-lhe o ombro quando seus corpos se preencheram saciados. Ele a manteve envolta em seus braços como sempre fazia, enterrando seu rosto nos cabelos loiros dela, e Luna se abrigou na quentura do corpo dele, impedindo-se de pensar no amanhã.
Eu sei há algo por trás do seu sorriso.
Eu tenho a noção ao olhar em seus olhos, sim.
Você construiu um amor, mas aquele amor se quebra.
Seu pedacinho do paraíso se torna muito sombrio.
Escute seu coração
Quando ele chamar por você
Escute seu coração
Não há nada mais que você pode fazer.
Eu não sei aonde você vai
E eu não sei por que,
Mas escute seu coração
Antes de você lhe dizer adeus.
Às vezes você deseja saber se esta briga valeu a pena.
Os momentos preciosos estão todos perdidos na maré, sim.
Eles são varridos e nada é o que parece ser,
O sentimento de pertencer a seus sonhos.
E há vozes
Aquele desejo a ser ouvido.
Tanto mencionar
Mas você não pode achar as palavras.
O cheiro de magia,
A beleza que é
Quando amor é mais selvagem que o vento.
( Listen to your Heart – Roxette )
