Capítulo 21

Narrado por Bella

–Se cuida neném e cuida das crianças também. –se despediu de mim fazendo um carinho em meu rosto. –Te ligo mais tarde. –sussurrou.

–Se cuida também Ed. - murmurei.

Observei Edward entrar no carro com Emmett e logo depois o carro sumir de vista.

Suspirei pesado. Eu já sentia falta dele. Era diferente quando eu e ele estávamos no trabalho, ou cada um em seu apartamento, afinal eu sabia que iria vê-lo no dia seguinte, mas agora eu não sabia quantos dias ele teria que ficar longe. E como uma boa namorada eu iria lhe dar o suporte necessário em sua carreira, eu não seria aquela que o prenderia, afinal ele estava nessa vida a mais tempo do que me conhecia e pelo pouco que o conheço sei que Edward ama seu emprego, então eu iria lhe apoiar incondicionalmente.

Já dentro de meu apartamento percebi que Bernie já havia mudado de humor e estava triste e acuada em seu cobertor assistindo a TV.

–Fica assim não menina. –me aproximei dela e acariciei sua grande cabeça de pelos amarelos, Bernie me olhou com seus olhinhos amendoados e tristes e aquilo cortou meu coração, será que meus olhos tinham a mesma aparência? –Seu papai vai voltar daqui alguns dias e ele logo, logo vai estar aqui com a gente. –Bernie apenas suspirou e voltou sua atenção para a TV.

Olhei a minha volta mais uma vez procurando por Bear. Onde esse safado estava e o que ele estava aprontando?

Segui em direção ao meu quarto, meu sexto sentido me dizendo que ele estava por lá. E não teve erro, lá estava Bear sobre a minha cama mastigando meu chinelo.

–Bear desce daí! –gritei.

–Au. –latiu e então se levantou, pegando o chinelo na boca e correu dali, passando por entre minhas pernas, quase me derrubando em meio a sua corrida desenfreada.

–Malandro! –corri atrás dele, eu tinha que tentar salvar aquele chinelo, além de ter a obrigação de tirar esse costume errado desse cachorro.

Esse cachorro não era normal, essa era a única explicação cabível a ele! Se Bin Laden tivesse um cachorro como o meu, tenho certeza de que ele teria se entregado ao Exército Americano antes de qualquer outra eventualidade.

Ao chegar à sala, Bear estava deitado ao lado de Bernie, empurrando ela com o focinho, tentando animar sua amiguinha, que estava triste com a partida de seu dono. Sério, ver aquela cena me comoveu. Acho que eles estavam apaixonados, assim como eu e Edward e também estávamos um pelo outro.

Como eu sabia que Edward estava apaixonado por mim? Simples. Os momentos vividos nessa madrugada ainda estavam frescos em minha mente e pele e eu ainda podia sentir a sensação de ter suas mãos em meu corpo e do seu corpo colado ao meu.

Suspirei. Seriam longos dias longe de Edward, eu havia ficado viciada em sua presença. Mas vendo isso através do olho profissional de psicóloga, essa distancia faria certo bem a nossa relação de poucos dias, estávamos tão grudados um no outro que nosso relacionamento uma hora acabaria ficando desgastante, mas ver essa distancia através dos olhos de uma mulher apaixonada era difícil de suportar.

Como Rosalie, estando grávida agora, suportava ficar longe de Emmett quando ele tinha que se ausentar por causa do trabalho? Talvez mais tarde eu ligasse para ela para combinarmos de fazer algo juntas durante os dias que nossos parceiros estivessem afastados, talvez assim a falta deles não seja tão sentida assim. A quem eu estava tentando enganar? Não fazia nem 10 minutos que Edward havia partido e eu já sentia imensa falta sua agora imagina isso daqui a alguns dias. Se isso não é amor eu não sei nada sobre o mesmo.

Bear continuou perturbando Bernie e aproveitei a deixa para me aproximar lentamente dele, a fim de recuperar meu chinelo. Foi uma tentativa em vão, pois ele percebeu a minha aproximação e voltou a pegar o chinelo correndo para o outro lado da sala.

–Isso não vai ficar assim! –grunhi.

Mesmo eu sabendo que daqui algumas horas eu teria que ir trabalhar e que eu precisava começar a me arrumar para não pegar transito, eu não podia desistir! Eu tinha que mostrar quem manda nessa casa, se não Bear iria reinar mais do que já reinava.

Avancei pé ante pé em sua direção e o safado apenas empinou a bundinha pra cima, continuou a mastigar meu chinelo e batia seu rabinho animadamente. Aquele abusado!

Eu estava quase a ponto de pegá-lo quando a campainha tocou e Bear saiu correndo com om chinelo na boca.

–Merda. –resmunguei.

Ajeitei-me e fui atender a porta, com sete pedras na mão para tacar na pessoa que havia atrapalho minha batalha pessoal com Bear.

–SURPRESA!

–Mãe? Pai? –perguntei confusa olhando para as duas pessoas a minha frente.

–Eu estava com tantas saudades meu amorzinho. –minha mãe me puxou para seus braços afetuosos, mas eu não conseguia sentir o afeto, somente sabia que respirar estava sendo difícil naquele momento.

–Reneé larga a Bella, ela não consegue respirar. –ouvi meu pai dizer.

–Nossa Charlie como você resmunga homem. –minha mãe disse ao me soltar.

–Como você está minha bonequinha? –meu pai me puxou para seus braços, foi um abraço delicado e sem força, pois eu ainda me recuperava do abraço de minha mãe.

–Ela não é mais uma criança pra você chamá-la de bonequinha! –minha mãe disse logo meu pai me soltou de seu abraço.

–Ela sempre vai ser meu neném. –ele disse e corei ao me lembrar de outra pessoa que me chamava de neném e de quando ele me chamava assim, mas meus pais não precisavam saber dos detalhes.

–Vejo que continuam os mesmos. –resmunguei ao continuar ouvindo os dois resmungando e implicando um com o outro.

Vejam bem, meus pais se amam, nunca tive duvidas disso, mas quem ama briga e discute certo? E meus pais brigam e discutem demais, portanto eles se amam mais ainda, no fundo no fundo eles só faziam isso porque gostavam de irritar um ao outro. E durante minha infância, Tânia e eu passávamos momentos divertidos juntas vendo nossos pais brigando um com o outro pelos motivos mais bobos.

Meu peito se apertou ao me lembrar de minha irmã. Era como se ela nunca tivesse realmente ido. Ela estaria sempre aqui comigo, em meu coração, com um lugar unicamente reservado para ela e minhas sobrinhas.

Desviei meus pensamentos da nostalgia e voltei à realidade. Meus pais ainda trocavam farpas.

–Vocês querem entrar? –ofereci tentando apartar a discussão.

–Achei que não ia convidar nunca, estava começando a me perguntar aonde foi que errei na sua educação querida! –minha mãe jogou sobre mim sua mala de mão e entrou em meu apartamento.

–Ainda bem que você não puxou a educação dela né querida? –meu pai murmurou enquanto passava pela porta trazendo suas malas e ri de sua piadinha. Uma coisa era certa, com meus pais por perto era impossível não rir.

–Ahhhhhhhhhhhhh. –ouvi o grito de minha mãe da sala e até podia imaginar o motivo do mesmo.

–Calma mãe. –tentei acalmá-la ao ver que ela estava em pé em cima do sofá e Bear tentava subir no mesmo atrás dela, abanando o rabo freneticamente, na tentativa de fazer uma nova amizade, acho eu, Bernie ainda estava deitada sobre o tapete, mas encarava a cena com bom humor, isso se percebia pelo seu olhar divertido.

–O que são esses monstros filha?

–Não são monstros, são cachorros. –eu disse. –Agora desce do meu sofá, você está de sapato mãe!

–Só se você tirar esse pulguento do meu pé.

–Meu filho não tem pulga. –disse desgostosa. –Vem com a mamãe. –peguei Bear no colo e o afastei de minha mãe, qualquer incidente anterior envolvendo chinelos mastigados havia sido perdoado, eu era uma mãe defendendo seu bebê nesse momento. –Nossa, bebê como você tá gordo. –resmunguei ao sentir o peso dele em meu colo, ele não pesava tanto assim quando o adotei.

–Querida, como sua mãe tenho o dever de colocar juízo na sua cabeça. –minha mãe disse e meu pai só encarava a cena com diversão. –Porque você foi pegar esses monstros tá maluca?

–Primeiro eles não são monstros. –eu disse. –E segundo só esse aqui é meu. –balancei Bear em meu colo que grunhiu divertido. –Aquela ali é a Bernie, e ela é do meu namorado.

–Namorado? –meu pai e minha mãe disseram ao mesmo tempo.

–Como assim namorado? –disse meu pai confuso.

–Que lindo ela desencalhou! –só podia ser minha mãe a dizer isso.

–Não querendo ser chata nem agir como uma filha desnaturada, mas e a casa de vocês? –perguntei depois da reação exagerada deles ao anunciar que estava namorando, qual é não era para tanto também!

–Mandamos dedetizar, vamos ficar pelo resto da semana com você, isso não é demais? –minha mãe deu pulinhos animados de seu lugar.

–Como assim? Desde quando você tem um namorado? –meu pai estava parecendo um zumbi, de boca aberta e olhos arregalado olhando para o nada.

–Deixa de ser tonto Charlie nossa filha já é mulher! –minha mãe deu um tapinha de leve em seu rosto acordando-o e trazendo-o de volta para o nosso mundo.

–Como assim ela já é mulher? –disse com a voz esganiçada.

Iriam ser longos dias esses. Primeiro, Edward ficaria fora por tempo indeterminado e agora meus pais ficariam aqui pelo resto da semana. O que foi que eu fiz de errado meu Deus? Não que eu não gostasse de ter eles por perto, muito pelo contrario, mas com eles aqui eu estaria fazendo um teste de resistência nível máximo, se eu não ficasse louca com eles aqui não ficaria nunca!

Dizer que aqueles dias distantes de Edward estavam sendo confusos era pouco. Ele me ligava várias vezes ao dia e muitas vezes eu não podia atendê-lo ou porque eu estava no consultório com um paciente, ou porque eu tentava defender Bernie e Bear dos ataques neuróticos de limpeza de minha mãe. Ao chegar do primeiro dia de trabalho depois de Edward ter ido viajar, entrei em minha casa já com a sensação de que algo de errado estava acontecendo.

–Renée larga a Bernie, ela vai te morder! –ouvi meu pai gritar.

–Vai nada, essa porcalhona tem que tomar banho e você vá lavar o tapete! –as vozes vinham do banheiro.

Joguei minha bolsa sobre o sofá, e retirei meus sapatos de salto que estavam matando meus pés naquele momento, olhei para o tapete da sala a fim de saber o porquê de minha mãe ter mandado meu pai lavá-lo. Havia uma grande mancha de molhado ali, e eu já previ o que havia acontecido. Bear havia acontecido, se algo de errado acontecesse em um raio de 10 km pode ter certeza de que era Bear.

–Oi gente. –fui até o banheiro.

Eu não sabia se ria ou se me desesperava com a situação que eu presenciava. Minha mãe usava uma máscara descartável em seu rosto e luvas de borracha amarelas até o cotovelo, os cabelos presos em um coque alto. Bernie estava acuada em um canto do banheiro se desviando dos jatos de água do chuveirinho que minha mãe descarregava sobre ela.

–Para com isso mãe! –entrei em meu banheiro tomando o chuveirinho de sua mão.

–Querida ela está muito suja.

–Não ela não está Edward leva ela para tomar banho toda semana e ela já tomou nesta. –menti, afinal eu não sabia se ele havia levado ou não, mas eu tinha o dever de ajudar a pobre Bernie, ela tinha motivos para temer minha mãe e a sua neurose por limpeza.

–Então ele se chama Edward, diga-me mais sobre esse rapaz querida. –meu pai disse com uma voz grossa, cruzando os braços sobre o peito estufado.

Revirei os olhos.

–Ele é investigador da CIA, trabalha com o Emmett, tem 27 anos, e tem apartamento próprio, seus avós moram em Louisiana. –dei de ombros.

–Ele é bonito? –minha mãe perguntou com uma risadinha tipicamente feminina.

–Se é. –não pude conter meu sorriso ao me lembrar do quão sortuda eu era por ter um homem como ele ao meu lado.

–Filha preciso de mais detalhes sobre ele, preciso saber como o inimigo age!

–Pai é melhor você não vir com essa de ter sido soldado no exército pra cima dele, ele tem treinamento e se você tentar enfrentá-lo vai sair perdendo.

–Olha aqui mocinha, eu manjo dos paranauê viu! –meu pai se abaixou fazendo uma posição engraçada em que ele estava parecendo um macaco pronto para atacar.

–O que é paranauê? –perguntei a minha mãe, temendo a cena bizarra a minha frente, pois meu pai havia começado a se movimentar em círculos mostrando os movimentos do tal de paranauê!

–Seu pai tentou aprender a lutar capoeira no Brasil. –minha mãe revirou os olhos. –Querido chega que isso está ficando constrangedor.

–Constrangedor nada, tenho certeza de que esse tal de Edward vai se sentir ameaçado quando ver esses movimentos. –meu pai se levantou e ouvi o som de alguns ossos estralarem.

–Sim, ele vai se sentir muito ameaçado ao ouvir o som do osso da sua bacia estralar. –minha mãe disse.

–O que aconteceu no meu tapete? –interrompi a discussão que estava por vir. –Vocês não podem deixar o Bear fazer essas coisas no lugar errado se não ele vai ficar mal acostumado.

–Não foi aquele terrorista do seu cachorro. –ótimo até meus pais já sabiam que Bear era um terrorista. –Foi essa porcalhona da Bernie.

–A Bernie? Mas ela é tão comportada! –eu disse estranhando.

–Se ela é comportada ou não eu não sei, só sei que parecia que ela havia bebido toda a água do mar porque te juro, não acabava nunca!

Encarei Bernie ainda acuada em um canto do banheiro. Que ela estava estranha por sentir falta de Edward era fato, mas duvido que ela fosse mal educada em sua ausência, desde que a conheci ela sempre havia sido muito comportada, porque seria diferente agora?

Hoje eu havia recebido um novo e inesperado paciente em meu consultório e estava meio que sem saber como agir depois de sua aparição. Porque ele havia resolvido aparecer logo agora? E porque ele havia me procurado? De todas as pessoas que ele poderia se aproximar, porque logo eu?

Todas essas perguntas tinham respostas, respostas dadas pelo próprio e essas mesmas respostas não podiam sair da porta de meu consultório para fora, pelo menos não por enquanto, e eu não gostava nem um pouco dessa situação. Desde pequena eu nunca havia gostado de mentir e não seria agora que eu começaria a fazê-lo, mas e se descobrissem sobre Ele? O que eu faria? Só havia uma pessoa que eu sabia que sairia ferida nessa história, e era com essa pessoa que eu realmente me preocupava, será que tudo seria como antes depois dele aparecer? Eu não gostava de pensar nessas coisas e todas essas conjecturas colaboraram com a pior dor de cabeça da história da minha vida.

Fui para casa me sentindo um caco, querendo paz e sossego e mais do que tudo, tomar um longo banho, comer alguma coisa bem gordurosa e me enfiar em minha cama e não sair de lá até que Edward estivesse de volta!

Era tudo o que eu pretendia fazer, não fosse pelos meus pais Bernie e Bear estarem reunidos na minha sala, comendo pizza e bagunçando, assistindo um programa de comédia na TV. Ao que parece minha mãe não tinha alergia a cães coisa nenhuma, era tudo conversa para não ter que limpar a sujeira que eles faziam! E também ao que parece a dona Renée já havia ganhado novos amiguinhos peludos, Bernie estava um pouco mais animada agora, também não tinha como não ficar com meus pais estando por perto, a energia desses dois contagiava uma multidão e era por isso que eu os amava tanto!

–Está tudo bem filha? –meu pai me encarou preocupado.

–Dor de cabeça. –resmunguei, enquanto tirava meus sapatos e me arrastava para o sofá, me enroscando contra as almofadas.

–Tome um remédio e vá dormir que passa. –disse minha mãe também preocupada. –Você comeu alguma coisa? –perguntou.

–Se eu comer algo vou vomitar. –resmunguei.

–Vá tomar um banho então, vou preparar um chá e pegar uns comprimidos para você.

Fiz o que minha mãe pediu e depois de estar com o cabelo o mais seco possível tomei o chá que ela havia preparado e dois comprimidos de remédio para dor de cabeça que ela havia me dado. Só sei que deitei em minha cama e morri para o mundo só acordando ao ouvir vozes exaltadas vindo da sala.

Levantei-me rapidamente, achando que algo sério estava acontecendo, eu estava nua da cintura para cima, mas como estava preocupada não me preocupei em me vestir, apenas me enrolei em meu lençol e fui ver o que acontecia.

A cena que vi parecia estar acontecendo em outra realidade. Talvez o remédio tenha me deixado muito grogue e eu estivesse tendo um sonho muito doido.

Lá estava Edward ao lado da porta de entrada olhando para meu pai que apontava para meu namorado o controle remoto da televisão, Bernie sentada perto de Edward, Bear continuava a dormir como se nada estivesse acontecendo, e minha mãe estava com a cabeça aparecendo por cima do sofá, o cabelo todo armado e revoltado em volta de seu rosto e cara amassada de sono e parecendo estar brava.

Não era sonho e Edward estava bem ali a minha frente, mais lindo do que nunca. A saudade fez com que eu agisse e me apertei contra ele, sentindo seu corpo contra o meu.

Agora estávamos em meu quarto e sozinhos e tudo o que eu mais queria era matar a saudade de meu namorado, e dai que meus pais estavam nada sala? Eles não pensavam que eu dormia no quarto ao lado do deles quando eu ainda morava com eles, pensavam?

Mas Edward estava hesitante e com medo de meu pai. Realmente, o sr. Swan sempre conseguia amedrontar meus namorados e os de Tânia com a desculpa de ter sido do exército, talvez o bigode ajudasse a convencer, mas a questão aqui era que eu não iria desistir, não depois de ter passado tanto tempo longe de Edward.

–Seus pais estão na sala neném. –murmurou sem tirar os olhos do meu corpo, agora coberto apenas pela calcinha que eu vestia.

–É só a gente não fazer barulho. –disse ao me aproximar dele.

–Bella... –deu um passo para trás.

–Estou com saudades.

–Eu também, mas se você quiser a gente passa o dia no meu apartamento, aqui não.

–Não vou aguentar até lá, passei três dias longe. –o abracei, passando uma mão por seu peitoral, subindo lentamente, até enroscar meus dedos no cabelo de sua nuca e eu soube naquele momento que era causa ganha, já que Edward havia me puxado com força contra seu corpo.

–Você vai ter que ficar quietinha então. –puxou meu cabelo para o lado e sussurrou no pé do meu ouvido e eu senti todo o meu corpo se arrepiar em resposta. Aquilo era golpe baixo!

Enquanto Edward mantinha nossas bocas coladas em um beijo quente e sensual foi caminhando lentamente até minha cama e se inclinando até que nossos corpos estivessem deitados na mesma, sem desgrudar nossos lábios.

Em poucos minutos ambos estávamos nus, e eu tinha a visão privilegiada de uma bela ereção a minha frente e do restante do belo corpo de Edward, e era tão bom saber que tudo aquilo era meu. Edward tinha um sorrisinho de lado estampando seu rosto e aquilo enviava ondas de calafrio e excitação diretamente no meio de minhas pernas.

–De quatro Neném. –puta que pariu!

Fiz o que ele mandou e aguardei.

–Já sabe né? Sem fazer barulho. –disse ao e senti se posicionar atrás de mim, passando toda a sua mão grande por meu corpo e parando em minha entrada, me penetrando lentamente com seus dedos e sem querer acabei soltando um gemido. –Sem gemer. –ele usou uma mão para abafar os sons que saiam de minha boca e dizer que aquilo foi quente seria eufemismo puro.

Edward continuava ministrando toques em minha intimidade, enquanto a outra mão abafava meus gemidos sôfregos, não aguentei muito tempo e senti todo meu corpo de se contrair em volta de seus dedos.

–Isso que eu chamo de saudade. –disse se inclinando sobre meu corpo e dando pequenas mordidinhas em minha nuca.

–Edward. –disse com a voz abafada pela sua mão, ao sentir sua ereção pousar em minha intimidade.

–Que foi neném? –ouvi sua voz safada ao pé do meu ouvido.

Empinei meu corpo em sua direção, lhe demonstrando o que eu queria que ele fizesse e ele continuou a me provocar, esfregando sua ereção em minha intimidade úmida e pulsante por ele.

–Sempre tão molhada. –senti a cabeça de seu membro encostar-se a minha entrada e me empinei mais para trás, fazendo com que ele entrasse todo de uma vez em mim e dessa vez quem gemeu alto foi ele. –Provocadora. –murmurou e sorri contra sua mão.

Logo depois Edward havia iniciado os tão esperados movimentos de vai e vem dentro de meu corpo e eu podia jurar que delirava de prazer ao ter seu corpo tão colado contra o meu e momentos antes de eu me entregar ao prazer completamente Edward se retirou de dentro de mim, me virando de frente para ele e voltado a me penetrar rapidamente e assim, enquanto ambos nos entregávamos a um intenso orgasmo estávamos um olhando no olho do outro, aquela troca de olhares tinha muito mais significado do que qualquer porção de palavras teria.

Só sei que nos amamos até o cansaço dizer chega e que eu havia adormecido, feliz, satisfeita e tranquila por estar em seus braços novamente. E antes de me pregar ao sono senti minha língua coçar para dizer aquelas três palavras que estavam abafadas em meu peito, mas talvez fosse muito cedo para dar um passo tão grande e quilo poderia acabar assustando e afastando Edward de mim. Então eu manteria as palavras somente para mim por algum tempo, na hora certa elas iriam sair.

Voltei a me aconchegar no corpo quente de meu namorado e me entreguei aos braços de Morfeu de vez.