CAPÍTULO VINTE E UM – Um é pouco, dois é bom...
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Merrier the more
(Quanto mais melhor)
Triple fun that way
(Diversão tripla desse jeito)
Twister on the floor
(Enroscados no chão)
What do you say?
(O que você me diz?)
Are you in?
(Você topa?)
Livin' in sin is the new thing
(Viver em pecado é a nova moda)
Are you in?
(Você topa?)
I am countin'!
(Estou contando!)
One, two, three
(Um, dois, três)
Not only you and me
(Não só eu e você)
x Britney Spears – 3 x
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— Bella, vamos! – Edward me apressou, e eu continuei me olhando no espelho do banheiro. Eu estava com vergonha do meu vestido curto florido e aberto nas costas. – Pequena, eu tenho certeza que você está linda, vamos logo!
Respirei fundo e abri a porta do banheiro, o olhando. Ele vestida uma blusa vermelha e calça jeans. Suspirei.
— Nada justo você estar toda sensual e eu parecendo um bobo com esses colares de flores. – resmungou ele, e eu ri.
— Você gostou? – murmurei, e ele deu a volta ao meu redor para inspecionar todos os ângulos.
— Mais do que gostei. Isso vai ficar ótimo rasgado mais tarde. – gemeu, e eu ri de novo. – Vamos logo, pequena. Vá quebrar alguns corações.
Eu tinha passado a tarde inteira pensando na proposta de Marley, e ela foi a primeira pessoa que nós vimos quando chegamos.
— Olha a sua amiga ali. – falou Edward, e eu fiz uma careta.
— Bella, Edward! Vocês vieram! – se animou, e eu corei.
— Pois é. – murmurei, sem saber o que dizer.
— Eu vou pegar uma bebida. Vocês querem alguma coisa? – perguntou Edward, tentando nos deixar à vontade. Eu o encarei, hesitando.
— Me traz qualquer coisa que tenha álcool. – implorei, e ele fez cara feia. Revirei os olhos e o encarei, insistindo com o olhar. Ele suspirou e se rendeu.
— E você? – falou, olhando para Marley.
— Não quero nada, obrigada. – garantiu a mulher ao meu lado e ele saiu.
— Quantos anos ele tem? Porque eu diria que vocês tem a mesma idade, mas ele age bem protetor com você, como se a diferença fosse grande. – fez Marley, e eu tive que dar um ponto à ela pela observação.
— A diferença não é tão grande. – murmurei, corando. – Eu tenho dezoito e ele tem vinte e cinco.
Ela levantou as sobrancelhas, surpresa. Eu ri e revirei os olhos.
— Eu sei, ele não parece ter mais que vinte e dois nunca. – li os pensamentos dela e ela riu pra mim.
— Você já falou com ele sobre a proposta? – perguntou, e eu suspirei. Edward ainda estava fazendo os pedidos.
— Não. – admiti.
— Do que você está com medo? Dele gostar da ideia? – deduziu, e eu a encarei. – Bella, eu já disse que eu não quero roubá-lo de você, não precisa se preocupar.
— Não é esse o problema. – resmunguei, constrangida. Ela me olhou, esperando. Mordi o lábio. – Eu não consigo decidir se eu quero. Só tenho certeza de que eu não quero fazer só por ele. Mas ao mesmo tempo, nós conversamos sobre isso um tempo atrás e eu meio que já tinha concordado com a ideia, mas... A prática é muito diferente da teoria.
Ela suspirou.
— O que te preocupa, de verdade? Você é insegura? Olha, eu não quero nem o telefone de vocês. Nós não vamos nos ver de novo, eu juro. – ela insistiu, e eu dei uma risadinha.
— Minha insegurança não é quanto a isso. – garanti. Eu sabia que Edward se encontrava comigo por muito mais do que sexo. Nós éramos bons amigos agora, e ele nunca faria nada pra me magoar. – Eu não sei, talvez você seja intimidante. E tão... experiente. Eu... Eu perdi minha virgindade com ele, tipo dois meses atrás.
— Eu posso te dar umas dicas, se esse é o problema. – ela sugeriu rapidamente, e eu olhei pra cima pra ver Edward voltando.
— Eu não sei, Marley. – murmurei, corando.
Edward nos encarou, confuso.
— Tudo bem? – perguntou, observando meu rosto vermelho. Eu assenti e peguei o copo da mão dele, tomando logo de cara um gole grande. – Hey, vai com calma.
O encarei, mordendo o lábio. O silêncio se instalou entre nós três e eu abaixei a cabeça, constrangida.
— Vou dançar. Vejo vocês depois. – fez Marley, apertando meu ombro antes de sair. Ela mal tinha levantado e Edward já estava sentado no lugar dela, me abraçando.
— O que foi? O que ela te disse? Por que você está com essa carinha? – perguntou rapidamente, preocupado. Eu ri baixo e balancei a cabeça para ele.
— Eu te conto depois. – garanti, corando.
— Tem certeza que está tudo bem? – insistiu, e eu o beijei carinhosamente.
— Eu estou bem. – prometi, e ele suspirou.
— Quer dançar? – sugeriu, e eu dei de ombros. Ele pegou minha mão e nos juntamos ao aglomerado de pessoas que se balançavam ao ritmo de uma música qualquer.
— Não sou uma boa dançarina. – avisei, mas ele nem se importou e me puxou pela cintura para me guiar.
— Eu acho que você é boa em tudo o que faz. – discordou.
— Tudo? – ecoei maliciosamente.
— Tudo. Você teve um ótimo professor. – brincou, e eu ri. Ele me beijou e eu deixei minhas inseguranças irem embora.
Ele podia não ser meu namorado, mas ele se importava comigo. E Marley tinha dito que me daria dicas. Não parecia uma ideia tão ruim. De repente me bateu uma vontade de desabafar com a minha melhor amiga, e hesitei. Edward notou.
— O que foi? – murmurou nos meus lábios.
— Nada. – menti, e ele se afastou. Ele nem precisou perguntar de novo, eu notei imediatamente que ele ia insistir no assunto e suspirei. – Não queria estragar o momento. É só que... Estou preocupada com a Allie sozinha e morrendo de tédio.
— Oh. – fez ele, surpreso. – Ligue pra ela. Quer dizer, você vai ter que ir para a entrada, aqui não vai conseguir ouvir nada. Você prefere que eu espere aqui?
Eu dei um passo atrás e peguei meu celular.
— Vai ser só um minutinho. – garanti, sorrindo. Olhei ao redor e notei minha nova colega sorrindo para mim. Mordi o lábio e corei, mas pisquei para ela. Ela sorriu ainda mais.
Fui para o lado de fora do bar e disquei o número da minha amiga rapidamente.
— Oh meu Deus, isso são horas de mandar notícias? Eu estava morrendo de curiosidade! – Alice guinchou ao atender ao telefone e eu ri.
— Desculpa! – pedi, ainda rindo. Ela suspirou tragicamente.
— Péssima amiga, Isabella Swan. Péssima. Me diga como é aí.
— É lindo, Allie! Estamos numa praia linda. Está tendo uma festa, eu tenho que voltar logo porque Edward está me esperando. Allie, promete que não vai me julgar? – murmurei.
— Bella? O que você fez? – ela perguntou, rindo.
— Nada. Ainda. – confessei. Ela gargalhou.
— O que é? Me conta.
— Eu... conheci alguém? – falei, soando confusa. Tinha soado como se eu estivesse traindo Edward, e embora não tivéssemos um relacionamento sério ou exclusivo, eu não gostava da ideia.
— Como assim? – fez Alice, surpresa.
— Não do jeito que está pensando. Merda! É... uma mulher. Ela é local. Ela quer... fazer... você sabe. Com a gente. – sussurrei.
Minha amiga ficou em silêncio por um segundo, e então gargalhou.
— Por que diabos você está me ligando pra dizer isso e não aproveitando? Meu Deus. Jasper enlouqueceria por algo assim. Confesso que eu não teria coragem, mas ele já disse que gostaria. Eu falei que não! Mas é claro que você é destemida. Ou louca, talvez. – gargalhou mais uma vez. Eu corei mil tons de vermelho.
— Eu não tinha certeza se eu queria fazer isso, mas você não parece estar achando que eu sou uma vadia, então acho que vou. – expliquei, e ela bufou.
— Não seja boba. Não tem nada demais com isso. Se os três estão de acordo, simplesmente vá lá e faça! Como ela é?
— Não sei. Bonita pra caramba. E mais velha que eu. – admiti.
— Nem ouse ficar insegura! Edward adora você. – mandou, e eu suspirei.
— Tudo bem. Vou voltar pra lá agora. Eu converso com você amanhã pra te contar os detalhes. – garanti, e ela suspirou.
— Divirta-se. Usem camisinha! Vocês não sabem onde essa mulher andou. – instruiu, e eu assenti, mesmo que ela não pudesse ver. – Te amo! Estou orgulhosa da sua coragem.
— Obrigada. Também te amo. Beijo. – me despedi, e desliguei.
Respirei fundo e arrumei o cabelo.
Vamos lá, Bella. Você consegue! – mandei, e fui até o bar e pedi uma bebida, já que a minha tinha ficado lá dentro. Tomei o copo quase num gole só e imediatamente me senti quente. Voltei para o salão e de longe já avistei Edward – dançando com a minha nova colega. Me perguntei se eu era anormal por não sentir ciúmes, mas deixei quieta a questão por agora. Andei até eles e fui por trás de Marley e quase a abracei, de tão perto que estava.
— Acho que você já sabe a minha resposta. – murmurei para ela, bem perto de seu ouvido para Edward não escutar. Ela se virou para mim bruscamente e nós batemos os narizes e por pouco não encostamos os lábios. Eu a encarei, afastando o rosto. Ela riu da minha timidez e aproximou a boca da minha orelha.
— Hoje ou amanhã?
Um plano tinha se formado na minha cabeça, então eu escolhi a primeira opção.
— Mais tarde. – respondi, e ela sorriu brilhantemente, se afastando um pouco do meu acompanhante. – Voltei.
Edward nos encarava com uma expressão pensativa e um sorriso safado. Bati nele, rindo.
— Um cara pode sonhar, não pode? – perguntou retoricamente, e eu revirei os olhos para ele. Óbvio que ele estava pensando safadeza.
Marley acenou para nós e foi pegar algo pra beber. Eu o abracei, respirando fundo.
— Como Alice está? – fez ele, tranquilo.
— Ansiosa para saber os detalhes. Aliás, não tenho muita coisa pra contar pra ela ainda... – falei sugestivamente. Ele riu alto.
— Você quer ir embora? – perguntou, e eu balancei a cabeça. – Quer sentar um pouco? Estou cansado de dançar.
— Pode sentar... Eu vou dançar com a minha nova amiguinha. – respondi, rindo.
— Achei que você não gostasse dela. – pontuou ele. Eu dei de ombros.
— Ela é legal... Bonita, não é? – murmurei. Ele me encarou, franzindo o cenho. – Você não acha que ela é bonita?
— Hã... Não sei se eu devo responder essa pergunta. Namoradas anteriores me ensinaram que eu tenho que dizer que qualquer outra mulher é horrível, mas acho que eu não sou tão bom mentiroso. – fez ele.
Eu ri e revirei os olhos.
— Não sou sua namorada. – lembrei. Ele deu de ombros. – Não é possível que você não ache a Marley bonita. Ela é linda!
— Tudo bem, ela é bonita. É isso que você queria ouvir? - reclamou, brincando.
— Na verdade sim. – admiti, piscando para ele e indo para a sujeita em questão e começando a dançar com ela.
— Você falou com ele? – perguntou, ansiosa. Eu ri.
— Não vou perguntar pra ele. Ele é muito óbvio, estava olhando pra nós duas e fantasiando sobre isso. – revirei os olhos.
— Então qual é o seu plano? – fez Marley, e eu contei minha ideia. Ela sorriu e concordou, adicionando algumas dicas e ideias. Entreguei discretamente para ela o meu cartão de entrada para o quarto e disse em que andar estávamos hospedados e ficamos um pouco mais na pista de dança. – Você tem alguma proibição?
— Como assim? – murmurei, confusa. Ela deu de ombros.
— Algo que você não queira que eu faça com ele. Ou com você. – explicou. Eu corei vermelho-beterraba e ela riu de mim. – Você é muito fofa.
— Eu acho que eu não gostaria que você o beijasse na boca. – admiti, e ela assentiu. Tentei pensar se havia mais alguma coisa, e então me lembrei subitamente. – Anal.
— Não entendi. – fez ela, se aproximando mais de mim.
— Eu me sentiria extremamente desconfortável se você fizesse sexo anal com ele. – elaborei, e ela assentiu.
— Tudo bem. O que você acha de provocá-lo? Porque ele está... bom, babando. – fez ela, rindo. Eu olhei para o lado e vi Edward nos encarando com a boca semiaberta. Gargalhei e assenti para ela. Ela começou a rebolar mais e quase se esfregar em mim enquanto dançava. Tentei acompanhá-la, mas só consegui rir. Por fim, ela subitamente me deu um selinho e saiu andando.
Eu a encarei, completamente chocada e envergonhada. Edward também parecia surpreso. Me lembrei dela falando sobre provocá-lo e andei até ele rapidamente.
— Você viu aquilo? – falei, e ele assentiu. – Ela me beijou!
— Eu vi. – fez ele, desconfortável. O encarei, surpresa com seu tom estranho e então notei o volume em sua calça. Foi impossível segurar minha risada. – Do que está rindo?
— Ai meu Deus, você gostou! – apontei, e ele segurou minha mão.
— Ninguém te ensinou que é feio apontar? – murmurou, constrangido. Devia ser a primeira vez que eu o deixava envergonhado na vida. Ele me puxou para sentar em seu colo e disfarçar sua animação.
— Você estava curtindo. – falei, insistindo no assunto.
— Você também estava. – pontuou, e eu dei de ombros. – Marley é bem... amigável, não é?
Eu ri.
— Ela é. Isso te incomoda? – perguntei, e foi a vez dele de rir.
— Inferno, não. Eu gostei dela.
O encarei com as sobrancelhas levantadas. Ele mordeu o lábio, constrangido.
— Quer dizer, ela parece ser uma pessoa legal... Não quis dizer no sentido físico. – garantiu. Revirei os olhos para ele.
— Edward, embora eu honestamente torça que, pelo menos enquanto estou do seu lado, você não fique encarando outras mulheres, eu não espero que você seja cego também. – revirei os olhos mais uma vez. – Agora estou cansada dessa festa. Que tal... eu ia dizer 'descansarmos', mas não é isso que eu quero fazer...
Ele suspirou e se remexeu de ansiedade na cadeira, fazendo sua ereção acariciar minha bunda.
— Por favor, vamos. – pediu, e eu assenti.
Hora do show!
Peguei minha bolsa e fomos para o quarto. Eu o guiei até a cama, e então parei.
— O que foi?
— Eu tenho uma surpresinha. – admiti, e ele sorriu. Peguei minha mala pequena e fui para o banheiro.
Marley estava tranquilamente sentada na borda da banheira.
— Achei que vocês não iam chegar nunca! – sussurrou, rindo baixinho.
— Eu estava o provocando. – expliquei, e então travei. Meu Deus, se eu não conseguia trocar de roupa na frente dessa menina, como eu pretendia fazer sexo a três?
Ela percebeu meu dilema e se levantou, indo até mim.
— Relaxa, Bella. – pediu, e eu respirei fundo. Ela segurou meus ombros no lugar e então se aproximou de mim e me deu um selinho. Respirei fundo mais uma vez.
Marley então tirou a blusa e ficou só de lingerie. Óbvio que o corpo dela era perfeito. Mordi o lábio e tirei a roupa que eu estava e fiquei só com o sutiã e a calcinha. Eram bonitinhos, mas eu tinha trazido coisa melhor.
Troquei a parte de cima e a de baixo, me sentindo extremamente exposta e tímida.
— Isso não vai dar certo. – resmungou minha companheira, e então me puxou e me beijou.
Nem tive tempo de protestar: ela me agarrou e já foi logo enfiando a língua na minha boca. Falei pra mim mesma que aquele era um beijo como qualquer outro e a beijei de volta como eu faria com Edward. Depois de alguns minutos, ela se afastou e eu estava um pouco ofegante.
— Bella? – Edward chamou, batendo na porta. Nós duas pulamos no lugar e eu fiz um sinal para Marley ficar quieta.
— Já vou! Volta pra cama e me espera. Dois minutos, prometo que vai valer a pena! – falei para ele, rindo de sua ansiedade.
— Abre a porta, vai? – pediu, tentando virar a maçaneta, mas eu tinha trancado.
— Edward Anthony Cullen! Seja um bom menino e sente na cama para me esperar. Quanto mais você demorar pra ir pra lá, mais eu vou demorar pra sair daqui! – reclamei, brincando. Ele bufou e ouvi se afastando.
— Só relaxe, ok? – Marley sussurrou pra mim. – Se algo te incomodar, diga não. Você vai primeiro ou eu?
— Eu vou. – respondi, respirando fundo. Os drinks tinham feito efeito e eu estava me sentindo leve e destemida. – Espera ele falar alguma merda, que eu sei que ele vai falar, e então você entra, ok?
— Você acha que eu deveria... parar do seu lado, ou o quê? – perguntou, e eu pensei por um segundo.
— Eu não sei. Talvez enganchar o braço no meu? – murmurei, colocando a mão na cintura. Ela passou o braço pelo vão e sorriu.
— Isso é perfeito! – garantiu ela, e eu sorri. Destranquei a porta e abri uma fresta para ver se Edward estava sentadinho, e como um bom menino, ele estava. Abri totalmente a porta e saí, descalça com um conjunto de lingerie que o deixaria louco.
Edward levantou os olhos para mim e ofegou.
— Puta que pariu, Isabella. Você está tentando me matar ou o quê? – ele falou, arfando. Aquela era a dica, e eu coloquei as mãos na cintura. Marley desfilou até mim e enganchou o braço com o meu, sorrindo. – Merda. Eu tô sonhando, não tô? Eu vou ficar tão puto quando acordar...
Nós duas rimos e andamos até estar na frente dele.
— Você não está sonhando. – falou Marley, e nós duas tocamos o ombro dele, cada uma de um lado, ao mesmo tempo. Ele olhou para mim, hesitando.
— Você... quer isso? – perguntou, docemente preocupado. Eu sorri e assenti, corando. – Puta merda, pequena. Você um dia ainda me mata do coração com essas surpresinhas.
Eu ri, mordendo o lábio e o empurrando para o centro da cama.
— Fica ali. – pedi, apontando para a cabeceira da cama. Ele se encostou e eu subi na cama com a garota que estava comigo.
— Vocês vão se beijar? – ele perguntou inocentemente.
— Acho que nós vamos fazer um pouquinho mais do que isso. – Marley falou, e Edward gemeu e passou a mão pelo cabelo nervosamente.
A mulher na minha frente sorriu pra mim e se inclinou para me beijar. O gemido de Edward foi alto e me fez sorrir antes de corresponder o beijo. Era estranho beijar uma garota porque ela tinha os lábios muito delicados e, óbvio, havia aquele volume entre nós atrapalhando um pouco as coisas. Mas Marley sabia o que estava fazendo, e eu fui me deixando levar. Ela tocou minha cintura e então subiu para minhas costelas, e em seguida roçou a mão em meu seio.
Eu não sabia se devia fazer o mesmo, mas não queria ficar com a mão parada. Respirei fundo e movi minha mão esquerda – o meu lado que Edward podia ver – para tocá-la. Ao invés de subir, eu desci minha mão para a coxa dela, apenas acariciando de leve. Edward xingou um palavrão.
Nos separamos do beijo e Marley sorriu para mim com algo de orgulho ali. Eu corei.
— Você não acha que ele está muito vestido, Bella? – fez ela, e eu sorri. Nós duas engatinhamos até Edward.
— Vocês não tem ideia do quão sexy isso é. – murmurou ele, com a voz rouca de desejo. Eu tirei a calça dele e Marley desabotoou sua camisa rapidamente. Apenas uma boxer grafite estava no corpo dele agora e eu acariciei de leve o volume não muito escondido.
Marley bateu na minha mão e eu fiz um bico para ela, o que fez ela e Edward rirem. Como nós estávamos cada uma do lado do corpo dele, nos inclinamos por cima das pernas dele e começamos a nos beijar de novo. Senti a mão dela subindo pelo meu corpo, dessa vez massageando meu seio com vontade. Soltei um gemido involuntário e Edward engasgou. Logo senti sua mão quente e masculina subindo pela minha coluna e depois descendo para agarrar minha bunda. Eu pulei de surpresa e quase me desequilibrei. Marley agarrou minha cintura e me trouxe mais para perto, mas as pernas do meu professor estavam no meio do caminho.
Eu comecei a tocá-la timidamente e, devagar, abri seu sutiã.
— Humm... garota esperta. – fez ela, se afastando e tirando a peça pelos braços.
Edward parecia hipnotizado e quase enlouquecendo de tesão. Sorri para ele ao acariciar minha nova amiguinha, arrancando dela um suspiro. Isso era melhor do que eu tinha imaginado, e eu estava curtindo tanto as carícias dela que me perguntei se não estava me enganando ao dizer que era hetero. Mas então minhas noite com Edward invadiram minha mente e eu tive bastante certeza da minha orientação sexual.
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EPOV
Puta que pariu.
Obrigado, Deus, por decidir que eu já tinha me fodido demais na vida e finalmente resolver me agraciar com a mais pura felicidade. Ou talvez pura seja uma palavra que não se encaixe nesse contexto, ainda mais levando em conta o fato de que eu estava deitado, completamente exausto depois de 5 orgasmos fodidamente incríveis com duas mulheres gostosas pra caralho. Merda, eu devia tentar não falar tantos palavrões, já que isso é uma oração... Mas o Senhor vai me perdoar, certo? Porra, espero que sim.
Tudo tinha começado apenas com uma fantasia suja que se passou pela minha mente quando eu vi Bella cochichando no ouvido da moça que tinha se apresentado a nós simpaticamente, Marley. O jeito que as duas se moviam ao dançarem parecia ter sido criado exatamente para me provocar, e eu inevitavelmente fiquei excitado ao imaginá-las fazendo um pouco mais do que apenas dançar juntas, e quase gozei ali mesmo na cadeira quando Marley subitamente deu um beijo na minha garota.
Quando Bella decidiu finalmente – finalmente! – voltar para o quarto, eu estava louco para me enterrar nela o mais rápido possível e relaxar um pouco antes de beijar o corpo dela inteiro e... provavelmente dizer a ela que eu a amo. Subitamente agradecido pela distração de Marley, suspirei, me lembrando da conversa com meu irmão na sexta-feira.
FLASHBACK~
Estávamos sentados na minha sala assistindo um filme estúpido sobre uma vingança com espadas e armas, quando de repente se tornou demais pra aguentar. A verdade que vinha me assombrando há semanas tomou a forma de palavras e escapou dos meus lábios antes que eu pudesse segurá-la.
— Eu... eu a amo, Emm. – murmurei, encarando o copo na minha frente.
— Quem? – fez ele, se virando pra mim confuso. Respirei fundo e passei a mão pelo cabelo. Desliguei a televisão e fiquei em silêncio por um minuto antes de o vômito de palavras me dominar.
— Quer dizer, como eu poderia não amar? Ela é uma das mulheres mais inteligentes e divertidas que eu já conheci. O sorriso dela é simplesmente perfeito e ela é tão decidida sempre... – divaguei, quase suspirando.
— De quem você está falando? – insistiu ele, e eu só fiquei quieto. – Não é a Tanya, não é?
— Não! – quase gritei, chocado. Por que diabos ele tinha citado o nome da minha ex que foi um dos (senão o principal) motivo de eu ter me mudado para Forks? – Eu não falo com a Tanya desde antes de mudar pra cá.
— Okay, quem então?
Tentei não demonstrar nenhuma emoção e comecei a me perguntar como eu poderia fazer Emmett esquecer aquela minha confissão.
— É a Bella, não é, seu filho da puta? – fez ele.
Eu esperaria que ele estivesse nervoso e querendo me socar, mas seu tom era tranquilo, apesar do xingamento.
— Não xingue a mamãe. – respondi simplesmente, sabendo que não conseguiria mentir e negar.
— Vocês... conversaram desde... aquilo? – perguntou meu irmão, e eu franzi o cenho.
— Se eu disser que nós não ficamos apenas na conversa você vai quebrar a minha cara? – questionei retoricamente, e ele grunhiu.
— Você... O que você fez, Edward? – perguntou, preocupado.
— Eu entreguei o meu coração para uma aluna minha que é sete anos mais nova que eu e ainda por cima não sente o mesmo. – murmurei.
— Que merda. – fez ele, e eu ri sem humor.
— Nem me fale...
— Mas cara... Você é todo charmoso, se não fosse meu irmão até ia achar que é gay! – brincou, e eu revirei os olhos. – Conquiste-a.
— Não é tão simples assim. – resmunguei.
— Leve ela pra sair, sei lá. Não precisa desistir só porque ela não gosta de você agora. – insistiu. Eu respirei fundo.
— Vou levá-la pra praia esse fim de semana. – admiti, e ele sorriu.
— Já é um começo. Vocês... eh, transam? – perguntou, e eu o encarei, sério. – O quê? Não é porque vocês passaram a noite juntos uma vez que tenha acontecido de novo.
— É o único motivo pelo qual ela sai comigo, por sexo. – expliquei.
Emmett arregalou os olhos como uma criança que acabou de receber a notícia que a barriga grande da mamãe é porque tinha uma criança lá dentro.
— Uau, nunca ia imaginar que a Bella tem uma vadia escondida dentro dela. – tirou sarro.
— Ela é uma vadia por gostar de sentir prazer? – perguntei retoricamente, tomando em mim a ofensa descabida sobre a minha pequena.
— Não, é que... - ele se enrolou e eu bufei.
— E por que ela é vadia e eu não, se é o que nós dois queremos um com o outro? – insisti.
— Okay, Edward, eu entendi. Ela não é uma vadia. – resmungou. – Mas isso não vem ao caso. Eu perguntei porque já que vocês fazem sexo, esse é o outro jeito para conquistá-la.
— Como? – murmurei, de repente percebendo que estava pedindo conselhos amorosos para meu irmão mais novo e achando a situação ridícula. Ri sozinho e balancei a cabeça. – Quer saber, Emm? O que tiver que ser, será. Eu não posso forçá-la a gostar de mim. Vou criar coragem e dizer a ela, e então seja o que Deus quiser.
— Faça amor com ela. – ele sugeriu, como se eu não tivesse dito nada. Revirei os olhos. – Não, é sério. É a maior prova de amor. Ainda mais pra vocês que estão nesse... acordo.
Respirei fundo e assenti, decidindo colocar o plano em ação na praia, onde todo o cenário trazia à tona o romantismo.
FIM DO FLASHBACK
O domingo já estava amanhecendo e nós não tínhamos feito nada além de sexo movido à ansiedade e desejo. E no sábado à noite, quando eu achei que poderia amá-la docemente, ela tinha trazido a amiga para participar. Ah... aquela amiga.
Olhei para o meu lado esquerdo e notei Marley enrolada nos lençóis. Do lado direito estava Bella, aconchegada em meu peito.
Suspirei, me lembrando de todos os detalhes da melhor noite da minha vida. Depois de as duas se beijarem e começarem a tirar as lingeries, eu tinha ficado louco de desejo e interferido, puxando Bella para um beijo cheio de desejo. Rapidamente, enquanto eu beijava a minha pequena, Marley tinha passado a distribuir beijos e carícias em meu pescoço e peito.
Logo estávamos todos sem nenhuma peça de roupa e eu fui deitado na cama enquanto as duas revezavam em chupar meu pau. Infelizmente aquilo tinha durado muito pouco porque aquela imagem era simplesmente sexy demais e eu tinha gozado antes do que pretendia.
E então enquanto eu beijava os seios de Bella, Marley começou a beijá-la no lugar que eu sabia que apenas eu tinha tocado. Os suspiros e gemidos que Bella soltava quase me fizeram gozar de novo. Era demais para mim, elas deviam saber disso. Desci minha boca minha boca para ajudar Marley em sua tarefa. Em pouco tempo, Bella estava tremendo e gritando na nossa frente e nós observávamos com sorrisos satisfeitos.
E o resto da noite foi assim, nós três nos revezando em dar prazer um para o outro. Em algum ponto da noite nós tínhamos desmaiados de cansaço depois da madrugada mais deliciosa que eu já tinha vivido.
— Hummm... – Bella resmungou, se aconchegando mais a mim, sonolenta. Ela abriu os olhos e me encarou com um sorriso preguiçoso. – Bom dia.
— Bom dia, pequena. – respondi, e senti Marley se espreguiçando ao meu lado. – Que tal café da manhã, senhoritas?
— Argh, hoje eu só queria pedir serviço de quarto, mas eles não tem isso aqui, não é? – reclamou Bella, se esticando. Marley riu e se sentou.
— Vamos para o café Sandy. – sugeriu, e eu assenti, mesmo sem saber onde era.
Bella pulou da cama e alcançou minha camiseta para vestir. Marley, nem um pouco tímida, andou sem roupa até o banheiro como se estivesse em casa. Me mexi, desconfortável, e olhei para Bella, que me encarava.
— Desculpa, é inevitável! – murmurei, sentindo meu rosto ficar vermelho. Ela riu para mim e me beijou.
— No final do dia, ou pelo menos nos fins de semana, sou eu queestou na sua cama. – falou simplesmente, e eu levantei as sobrancelhas, surpreso com sua compreensão.
Haviam duas opções: Ou Bella era completamente desprovida de sentimentos por mim ou era a garota dos meus sonhos.
Eu torcia muito que a correta fosse a segunda.
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Heey, sexy ladies!
Como prometido, aqui estou eu! :D
Gostei muito dos comentários de vocês, dei muita risada. Achei engraçado que eu comentei que haveria um ménage à trois, vocês ficaram super animadinhas, aí quando surgiu a possibilidade, surgiram vários comentário dizendo que a Bella devia dizer não e manter o Edward só pra ela e tal hahah.
O próximo capítulo ainda não está pronto, então vão ter que aguardar eu escrever. Óh, vocês tem que me amar, pq esse capítulo ficou bem grandinho, hein! E como vocês viram, o nosso Edward está caidiiiinho pela Bella! O que acontecerá agora? Será que ele vai se declarar pra ela? O que ela vai dizer disso?
É... vocês torcendo pra declaração chegar logo, vocês ainda estão querendo que ele se declare? Haha.
Vou responder todas as reviews desse capítulo aqui, e não por PM. Ok? Que tal vocês me animarem com muitas reviews, pra eu escrever e postar logo? Hehe.
Poe Haha, verdade. È porque eles são bem amigos :) Roubei fatos da sua vida? Haha. Eu roubei alguns da minha também!
Srta. Ayanami-Granger Obrigada! :D
Nathalia N Eu sou malvada? :O Nem sou, sou super boazinha! Haha. Postado já, não precisa mais quicar!
Daiane Farias Ah, como você pode ver, a Bella já decidiu o que fazer hehe. E a Bella é muito ingênua, ela quer só a parte boa...
Daia Matos Obrigada! Postado já com as aventuras da Bella haha.
Kathyanne Hahahhaa. Por que não aceitar? A Bella não liga pra essas coisas de exclusividade não! ;)
Luna Sophie êê, capítulo postado, espero que tenha gostado! :)
Kjessica Hahahahahhaha eu tbm adoro ela sem vergonha! Pode parar de pular que eu postei! :D
Poli Ah, mas a graça de ser adolescente é experimentar! Haha.
Theslenn Urils Hahahahah quase acertou! Ele quase teve um ataque mesmo! Hahahhahha
Lady vampie Obrigada!
Annacaroll Obrigada pelo boa sorte! E, acredite, tem gente que tem essa cara de pau. Semana passada eu estava voltando da casa de uma amiga e um casal parou a gente na frente do ponto de ônibus pra saber se queríamos "brincar" com eles! As pessoas não tem mais vergonha na cara hoje em dia kkkkk
Raaphaele Rolarão mais momentos de sinceridade, prometo! Postei já :D
xXx
Bom gente, é isso! Espero que tenham gostado dessa aventura deles hehe. Pode deixar que essa Marley provavelmente nunca mais vai aparecer na história. Nada de drama nesse estilo, sem destruidora de lares pra acabar com eles, ok?
Fui bem na maioria das provas! Fechei com 95 em inglês escrito, isso que importa! S2 hahaha
Posto quando der! Se houverem bastante reviews, posso me animar a escrever mais ~chantagem disfarçada~
Beijinhos, beijinhos, bye bye!
Isa
