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Disclaimer: Naruto não é meu, mesmo que eu queira muito.
E o enredo de também não, Liberte Meu Coração pertence a maravilhosa Meg Cabot e eu somente juntei duas coisas que amo muito e vamos ver no que vai dar.
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Liberte Meu Coração
Capitulo 21
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Sakura viu a cabeça de Sasuke pender frouxa para um lado e soltou um grito de dor que parecia ter sido arrancado das profundezas de sua alma.
— Ah, não! — gritou, desesperadamente agarrando-se aos dedos do marido. — Não, Sasuke, não!
— Minha querida. — As mãos do xerife Uzumaki estavam pesadas sobre os ombros dela. — Minha querida, não há nada que possa fazei, deixe para aqueles que podem ajudá-lo...
Sakura lutou para se livrar das mãos fortes do xerife e só parou de se contorcer rebeldemente quando o irmão Gaara abriu caminho na multidão perplexa e, com o rosto ficando pálido ao ver Sasuke no chão, a pegou pelo braço. Neste momento, o boticário da aldeia já tinha passado no meio do tumulto. Sakura observou quase prendendo a respiração quando o homem curvou-se sobre o marido inconsciente e examinou o machucado com um olhar crítico.
— Está cravada profundamente. — Kiba levantou o corpo e suspirou depois de uma pausa, que para Sakura foi assustadora. — Mas não acertou o coração.
— Só Deus pode dizer com certeza — foi a resposta altamente insatisfatória de Kiba.
Sakura, nos braços de Gaara, começou a chorar de raiva enquanto o boticário preparava o paciente para ser levado de volta ao solar.
— O que aconteceu? — perguntou ela em meio a lágrimas, com as mãos fechadas em punho. — Quem pode ter feito isso?
— Não vamos falar disso esta noite, minha senhora — disse o com seriedade. — O importante agora é que ele seja levado para dentro de casa e tenha chance de se recuperar...
— O importante agora é que a pessoa que fez isso seja descoberta! — declarou alguém no meio da multidão de espectadores que tinha se reunido em volta do conde caído. Sakura ficou surpresa ao ver, em meio a lágrimas, que não era ninguém menos que escudeiro do marido, Konohamaru.
— Sim — concordou ela, a voz trêmula de emoção. — Konohamaru está certo. Precisamos descobrir quem fez isso...
— Acho que é bastante óbvio — interrompeu Konohamaru rudemente. Sakura foi pega de surpresa, mas sentiu as mãos do irmão apertarem seus ombros.
— O que você está dizendo, garoto? — perguntou Gaara com irritação.
—Você ousa...
— Sim, eu ouso. — disse Konohamaru com escárnio. — Ouso acusar sua preciosa irmã de tentar assassinar lorde Sasuke!
Num segundo, Gaara tinha soltado Sakura e partido para cima do jovem. Apenas os rápidos movimentos do xerife Uzumaki impediram que acontecesse mais uma tentativa de assassinato na frente de seus olhos. Mas mesmo enquanto o xerife separava os dos homens, uma outra pessoa fez uma acusação:
— O garoto está falando a verdade!
— Ele vai sobreviver? — perguntou calmamente o xerife, porque Sakura tinha enterrado o rosto no ombro do irmão com um soluço.
Sakura arfou. O pai de Taiuya, Danzou Miles, o prefeito de Stephensgate, estava de pé sob o brilho vermelho da fogueira, o rosto cheio de rugas repleto de ódio.
— Sim — gritou Danzou. — A verdade! Minha filha me contou o que aconteceu essa tarde. Duas tentativas de acabar com a vida de Sua Senhoria ocorreram hoje antes desta, e Sakura Haruno teve oportunidade nas duas vezes...
— Isso é loucura! — vociferou Gaara —Você não sabe do que está falando. Minha irmã não tentaria matar o marido assim...
— É mesmo? — O prefeito tinha um ar presunçoso. — E lorde Fugaku? Ela não foi casada com o falecido conde e ele não morreu misteriosamente na noite de núpcias?
— Sim — gritou uma voz estridente, e a irmã de Sakura, Saya, seguida imediatamente por Lara e Ino, abriu caminho na multidão até estar na frente dos acusadores da irmã. — Ele morreu. Mas não porque nossa Sakura o tenha matado!
— Ninguém nunca provou que lorde Fugaku tenha sido assassinado — esbravejou Gaara.
— Ninguém nunca provou que lorde Fugaku morrera de... de... — Ino olhou para Gaara, pedindo ajuda. — Como se chama?
— Causas não naturais. E isso foi uma questão completamente diferente! Que motivo teria Sakura para matar lorde Sasuke? Olhe para ela, velho idiota. Qualquer um pode ver que ela o ama.
Se Danzou Miles não apreciava ser chamado de velho idiota pelo futuro genro ou se estava simplesmente aborrecido por ter suas declarações criticadas, ele prestou menos atenção a Gaara Haruno e às irmãs do que alguém prestaria a um ninho de pardais.
— Xerife Uzumaki — disse o prefeito bem alto —, exijo que você prenda esta garota por suspeita de tentativa de assassinato...
Houve um grito coletivo sufocado, rapidamente seguido de vários gritos de indignação e protesto. Sakura, no entanto, estava alheia a tudo isso. As mãos estavam presas à boca, o olhar não deixava o corpo inerte do marido. Se ele morrer, ela pensou. Se Sasuke morrer...
Pain Fairchild avançou aos empurrões para o lado de Gaara e gritou:
— Olhe aqui! Você não pode prender a Sra. Sakura! Qualquer imbecil pode ver que a flecha não foi lançada por ela...
— Ah, qualquer imbecil pode dizer isso, é? —Danzou parecia decididamente irritado. Ele era um homem rico, e que não aceitava críticas. — Você poderia me fazer o favor de me dizer como então, afinal eu devo ser um imbecil.
— Com prazer. —Pain fez um gesto para o corpo de lorde Sasuke quando ele estava sendo colocado sobre uma das liteiras que tinham transportado a cerveja do solar até onde estavam. — Se a Sra. Sakura quisesse que ele morresse, não teria usado uma flecha da própria aljava. Seria uma clara evidência de sua culpa!
Konohamaru, ficando ombro a ombro com Danzou, deu uma breve risada.
— E exatamente isso que ela queria que vocês pensassem...
— Sakura é a criatura mais gentil que eu conheço — Saya declarou firmemente. — Seria mais fácil ela cortar o próprio braço a machucar um homem...
— Gentil! — disse Konohamaru com escárnio. —Vou mostrar para você como ela é gentil! Ela me prendeu numa armadilha de árvore. Quase não escapo com vida!
— Você sabe muito bem que ela só fez isso porque estava tentando capturar lorde Sasuke — Ino repreendeu-o, sacudindo o dedo. — Ela não conseguiria amarrá-lo direito com você por perto.
— Ino — disse Saya rispidamente. —Você não está ajudando.
— E ela nunca teria feito uma coisa dessas — insistiu Ino, ignorando o tom de advertência na voz de Saya —, se eu não tivesse pedido para ela. Sakura é a irmã mais adorável e mais leal que alguém pode ter.
— Adorável! — Konohamaru sacudiu a cabeça, incrédulo. — Então quer dizer que foi adorável quando a escutei xingar Sua Senhoria com o mais vil dos linguajares exatamente antes de ele ser atingido? Ela o chamou de canalha!
A multidão murmurou frente a essa verdade. Todos tinham escutado o xingamento estridente de Sakura, embora ninguém soubesse o motivo do surto. Sakura não fez nada para se defender. Não estava nem mesmo ciente do que estava acontecendo a sua volta. Se Sasuke morrer, era tudo o que ela conseguia pensar. Se Sasuke morrer...
— Posso provar que não foi Sakura que lançou essa flecha — Ino insistiu firmemente.
O xerife Uzumaki, que estava observando os acontecimentos com uma aparente ansiedade, balançou a cabeça de forma divertida.
—Vá em frente, então.
— Se Sakura quisesse realmente matar o marido — a garota loira disse, com uma ênfase cuidadosa —, não teria errado o alvo.
O prefeito bufou, exasperado.
—Você está cega, madame? Ela não errou! Ela o acertou! — Saya, vendo finalmente sentido no que Ino dizia, gritou:
— Mas ela não acertou o coração. Você não está vendo? Sakura tem a melhor mira de Shropshire. Não teria errado um alvo tão fácil, a tão curta distância...
— Bah! — Danzou lançou as mãos para o ar. — Isso é loucura! Xerife Uzumaki, você vai prender essa garota ou eu mesmo terei de prendê-la?
Naruto Uzumaki respirou fundo, o olhar encontrando o de Sakura. Ela abaixou as mãos que estavam presas à boca. As chamas da fogueira já não estavam tão altas agora, mas, sob o brilho laranja, ela ainda conseguia ver o corpo do marido sendo carregado em direção à casa.
Toda a sua atenção estava focada no lento subir e descer daquele imenso peito largo. Se Sasuke morrer... Se Sasuke morrer... Ela também morreria. E não porque seria enforcada se fosse considerada culpada pelo assassinato.
— Tenho que ir com ele — murmurou ela, começando a seguir o corpo de Sasuke, mas o xerife levantou um braço apressado, fechando o caminho.
— Não, Sakura — disse ele, em uma voz surpreendentemente suave para um homem tão grande. — Deixe Kiba cuidar dele Não há nada que você possa fazer...
Sakura balançou a cabeça, completamente atordoada de ansiedade pelo marido.
— Não, não. Você não está entendendo. Tenho que ir com ele... Sou a esposa dele.
—Você não pode ir, Sakura. — O xerife Uzumaki pegou a capa que tinha colocado sob a cabeça de Sasuke e, sacudindo-a, colocou-a sobre os ombros de Sakura. Ela pareceu totalmente inconsciente do gesto e continuou olhando fixamente para a liteira.
— Eu tenho que ir — repetiu ela, mas quando deu um passo na direção do solar, Konohamaru saltou na sua frente, o rosto retorcido de malícia.
— Fique onde está, assassina! — gritou ele. — Xerife, o senhor não pode perder esta mulher de vista! Ela vai fugir e se esconder na floresta, um lugar que conhece melhor do que ninguém...
Chocada, Sakura afastou-se do escudeiro, até que sentiu as mãos do xerife Uzumaki nos ombros. Depois ficou imóvel, encarando os acusadores com olhos arregalados. O ruído em seus ouvidos não era o som das chamas atrás dela, mas parecia vindo de dentro da própria cabeça de forma muito vívida, conforme se lembrava de uma cena não muito diferente dessa que acontecera quase exatamente um ano antes.
— A Sra. Sakura não vai a lugar algum, garoto — ressoou o xerife.
Ela estava tão perto dele que podia sentir o estrondo vibratório da voz dele nas suas costas. — Não, graças à sua imprudência.
— Imprudência! — O senhor prefeito ofendeu-se com o tom do xerife. — Naruto, não há imprudência neste caso. A garota nunca ficou muito certa da cabeça, qualquer um pode dizer isso para você. Que tipo de mulher se veste de maneira tão escandalosa? Que tipo de mulher passa os dia caçando em vez de costurando?
— Já comeu carne caçada por minha irmã muitas vezes, senhor prefeito — lembrou-o Saya com um sorriso irônico. Gaara aproximou-se deles, os punhos fechados de forma impotente.
— Isso é loucura — gritou ele. — Não vou permitir isso. Alguém aqui atirou em lorde Sasuke, mas não foi a minha irmã! Agora, nenhum de vocês vai fazer nada para encontrar o verdadeiro assassino?
— Não há necessidade de procurar mais — disse o prefeito Danzou rispidamente. — A garota é obviamente culpada. Já era para a termos visto ser enforcada um ano atrás, quando ela envenenou lorde Fugaku... — a multidão murmurou.
— Não há nada de óbvio! — declarou Gaara. — Alguém aqui viu minha irmã puxando um arco esta noite? Alguém pode identificar com certeza a minha irmã como a pessoa que atirou em lorde Sasuke?
A multidão ficou em silêncio, todos exceto Konohamaru, o escudeiro. Ele deu um passo para a frente com o desafio.
— Alguém aqui pode dizer que viu alguém puxar um arco esta noite?
Mas Gaara não tinha terminado:
— Minha irmã não está com nenhuma aljava nem tem um arco que possa ser encontrado. Quem pode dizer de onde veio a flecha que atingiu lorde Sasuke? As portas do solar Stephensgate não estão trancadas. Qualquer um pode ter entrado lá e pegado uma das flechas da minha irmã...
— Sim, qualquer um — concordou Konohamaru. — Mas quem melhor que a própria Sra. Sakura?
— Essa discussão é inútil — declarou o prefeito Danzou. Ele apontou para Sakura, que estava com as mãos na cintura, o rosto virado na direção do solar. — Para a prisão! A garota deve ser julgada. Se lorde Sasuke morrer, ela será acusada de assassinato. Se ele sobreviver, por tentativa de assassinato. Por qualquer um dos crimes, ela será enforcada...
O xerife Uzumaki deu um passo para a frente ao ouvir isso, movendo o corpo volumoso para bloquear Sakura da visão do prefeito.
— Isso — esbravejou ameaçadoramente — será suficiente, senhor prefeito. Vou levar Sua Senhoria para a minha própria casa...
— Para a sua casa? — O prefeito deu uma risada rápida e sem humor.
— Com que propósito? Ela deve ser trancafiada na prisão da aldeia, como qualquer criminoso...
—Ela é a esposa do conde de Stephensgate — lembrou Naruto ao prefeito. — A prisão não é lugar para uma dama.
— Não é lugar para mulheres que matam os próprios maridos? — O prefeito Danzou tinha ficado com o rosto vermelho de impaciência. — Xerife, você está me desapontando. Você também caiu nos feitiços da bruxa! Sakura Haruno é uma ameaça, um gavião em busca de suas presas...
O xerife Uzumaki levantou uma das mãos, impaciente.
—Você perdeu a cabeça, Danzou— disse calmamente.
Agora foi Saya que se aproximou e, com os olhos queimando de raiva, caiu em cima do prefeito:
— Eu sei que não lhe agrada o fato de sua filha se casar com meu irmão, senhor — ela sussurrou ameaçadoramente. — Eu sei que você queria que Taiuya se casasse com um homem mais rico ou pelo menos, com um homem com uma melhor posição social na aldeia. Que conveniente para você que lorde Sasuke tenha sido atingido e, aparentemente, com o arco da minha irmã...
Os olhos do prefeito Danzou estreitaram-se.
— O que disse, senhora?
— Preciso repetir? Porque eu faria isso com prazer, só que mais alto, para que todas as pessoas vissem como você renunciou ao bom caráter para se livrar de um genro com tais relações...
O prefeito negou com veemência, mas Naruto Uzumaki interrompeu, esgotado:
— Eu sou o xerife deste condado — lembrou a todos. — Designado pelo próprio rei. O senhor prefeito não faz as leis aqui. Ele obedece a elas, como qualquer outro temente a Deus. E eu sei que a Sra. Sakura não deve ser levada para nenhuma prisão.
Danzou parecia pronto para argumentar, mas fechou a boca com um estalido audível quando os cunhados de Sakura, acompanhados por meia dúzia de vassalos do lorde Sasuke, leais à mulher que tinha ajudado suas famílias durante o longo inverno, abriram caminho na multidão e andaram em direção a ele.
Cruzando os braços extremamente fortes do trabalho duro na terra sobre peitorais musculosos de anos carregando farinha e puxando gado, os camponeses olharam furiosos para o corpulento prefeito, enquanto o marido de Saya o empurrava com um dedo indignado.
— Danzou— disse ele tranquilamente. —Você nunca mais coloca os pés no meu bar.
O prefeito gaguejou alguma coisa, mas foi interrompido:
— E a senhora não vai para nenhuma prisão maldita e infestada de ratos — um dos camponeses anunciou, e os outros concordaram, empregando linguagens dos mais variados graus de obscenidade.
O prefeito Danzou, cujo rosto vermelho tinha se esbranquiçado com a visão dos camponeses troncudos, levantou as duas mãos com as palmas abertas.
— Que assim seja — gritou ele. — Que assim seja. Mas se lorde Sasuke morrer e ela escapar, a culpa é de vocês, não minha.
Sakura, agarrada à capa do xerife, observou a discussão sobre sua culpa tão desinteressada quanto se fosse sobre alguma outra mulher, e não ela. Toda a concentração estava no solar, que ela podia ver a distância. Ela apertou os olhos quando os candelabros dos aposentos de Sasuke foram acesos e ofereceu uma oração para que Sasuke fosse poupado de muito sofrimento. Se ele morrer, ela pensou, repetidas vezes, eu também morro.
A irmã Saya, com uma expressão extremamente irritada, virou-se para Sakura e sibilou:
— O que há de errado com você, Sakura? Onde está o ânimo? Estas pessoas estão falando coisas sobre você e, no entanto, você fica aí muda como uma estátua. Diga a eles que você não matou ninguém. Diga a eles!
Mas Sakura não conseguia pronunciar um único som, nem mesmo para salvar a própria vida. As luzes das janelas dos aposentos do lorde tremeluziam, mas ela não viu nenhum outro movimento lá dentro. Quando o xerife Uzumaki finalmente se aproximou, a expressão tão envergonhada como se tivesse sido ele que a tivesse acusado, ela levantou os olhos verdes cheios de lágrimas e balançou a cabeça em silêncio ao ser informada que estava presa. O xerife parecia tão incomodado pelo silêncio dela quanto as irmãs, e ordenou para que sua montaria fosse trazida com uma aspereza incomum.
— Ah, Sakura — disse Ino, com as mãos no peito, fungando miseravelmente. — Sinto muito por você estar sendo presa novamente! E é tudo minha culpa. Se eu não tivesse pedido para você capturar um homem para mim por um resgate, nada disso...
— Ino — disse Saya rispidamente. — Cale a boca.
Sara, tímida demais para participar de uma discussão sobre a prisão de Sakura, falou pela primeira vez. Colocando mãos gentis sobre o braço da irmã mais nova, ela sussurrou:
— Sakura, minha querida, me diga o que posso fazer por você. Claro que posso cuidar de lorde Sasuke, mas o que mais? Há alguma coisa que eu possa levar para você enquanto você estiver na casa do xerife?
Sakura ainda estava completamente incapaz de falar. Ela viu que a montaria do xerife Uzumaki já tinha sido trazida e que ele e seu irmão estavam de pé ao lado da égua, esperando pacientemente que ela terminasse de se despedir. Obedientemente, começou a andar na direção deles, ignorando as mãos apertadas das irmãs.
— Isto não ficará assim — disse Gaara rangendo os dentes, lançando um olhar para o sorridente escudeiro de lorde Sasuke, que como o prefeito, estava se parabenizando por um trabalho bem-feito, e depois para a trêmula e pálida irmã.
— Não tenha medo, Haruno — murmurou o xerife Uzumaki. — A verdade aparecerá. E é melhor que sua irmã fique comigo
Quem quer que esteja tentando matar lorde Sasuke não irá parar até que esteja realmente morto, e é provável que também fique feliz em dar fim a Sua Senhoria. Ela vai ficar mais segura na minha casa do que aqui no solar.
Gaara concordou, e acrescentou:
— Eu temo por lorde Sasuke... Sempre achei que tivesse sido Hiashi Hyuuga quem matou lorde Fugaku, mas agora me parece que o inimigo veste o sorriso de um amigo.
—Vou posicionar homens do lado de fora do solar de lorde Sasuke — disse o xerife enfaticamente. — Não será permitida a entrada de ninguém, salvo a do boticário. A não ser que o inimigo seja um fantasma e possa atravessar as paredes, o conde ficará seguro o bastante até se recuperar...
Os dois homens ficaram em silêncio enquanto Sakura aproximava- se, quatro das irmãs indo atrás dela ansiosamente. A multidão de espectadores diminuiu desde que lorde Sasuke foi atingido pela flecha.
O prefeito, com as mãos na cintura sob a luz avermelhada da fogueira que já tinha se apagado quase completamente, gritou:
— Você vai precisar de uma corda, hein, Naruto? — Konohamaru, meu garoto, vá correndo buscar um pedaço...
— Não será necessário, Danzou. — O xerife Uzumaki montou na sua sela, depois se curvou sobre a égua para oferecer ajuda à sua bela prisioneira.
— Pise na ponta da minha bota, minha querida. — Sakura fez o que ele disse, levantando a saia com uma das mãos e agarrando os grandes dedos dele com a outra.
— Isso mesmo — disse o xerife com satisfação, enquanto ela saltava habilmente à sua frente na sela. — Exatamente como da última vez, não?
O sorriso triste com o qual Sakura acolheu a pequena piada logo desapareceu totalmente quando a voz do prefeito Danzou anunciou:
— Xerife! Quando você prendeu Fat Maude na semana passada por aquela exibição indecente de nudez na frente do Raposa e Lebre, não a convidou para sentar com você na sela!
— Não — respondeu o xerife Uzumaki brandamente. — Não convidei. Winnie não teria sido capaz de aguentar o peso de Maude.
Quando a multidão de espectadores deu risada, Naruto Uzumaki curvou-se, passando por Sakura para fazer um carinho afetuoso no pescoço da égua.
— Xerife. — O prefeito franziu a testa. — Sua prisioneira deveria ter os pulsos devidamente atados e ser forçada a seguir você e o cavalo a pé...
— Ah, pai! — Pela primeira vez, Taiuya, que tinha ficado muda testemunhando os acontecimentos, falou. — Com certeza precauções como essas são desnecessárias!
— Desnecessárias? A garota é uma assassina! O que vai impedi-la de enfiar uma faca no coração do xerife, hein? Ela já está destinada a ser enforcada por um assassinato. Que diferença faz mais um?
— Pai!
— Na verdade, filha, foi você quem me implorou para fazer com que ela fosse presa. — O prefeito Danzou balançou a cabeça. — E agora fica do lado dela?
— Pai!
Taiuya virou os olhos cheios d'água para o noivo, mas Gaara estava prestando muita atenção na conversa deles e disse bruscamente:
— Não, não interrompa seu pai, Taiuya. Quero muito que ele termine o que tem a dizer.
— Bem. — O prefeito tossiu, lisonjeado por alguém finalmente escutá-lo. — Quando Taiuya voltou da casa do moinho essa tarde com histórias absurdas de um merlão que caiu e de um ouriço debaixo de uma sela, não consegui saber no que acreditar. Mas devo dizer que não estou nem um pouco admirado com o rumo dos acontecimentos desta noite... Especialmente levando em consideração o evidente desprezo que sua irmã sempre nutriu por tudo aquilo que nós, homens, estimamos no belo sexo.
— Sei — disse Gaara e, virando-se para Taiuya, abaixou a cabeça friamente. — Senhorita, só posso dizer que, considerando seu comportamento hoje, você deseja ficar livre do nosso noivado... Taiuya arfou:
—O quê? Gaara, não!
—Você está livre, e só posso lhe desejar uma vida longa e muita felicidade. — Olhando furioso para o pai de sua ex-noiva, Gaara tirou os olhos de Taiuya. — Certamente, você deixou mais do que claro que a minha felicidade não importa para você.
Depois disso, Gaara caminhou na direção do solar, enquanto as irmãs observavam, atordoadas, a mulher com quem ele ia se casar desabar em lágrimas.
— Ah, pai! — Taiuya chorava. — Ah! O que eu fiz?
— Cale-se, filha. Não se aflija. Foi bom ter se livrado desse sujeito. Ele não vale nem metade do que você merece. Agora, xerife — continuou o prefeito, como se não tivessem sido interrompidos —, sobre a sua prisioneira. Você não acha apropriado atar pelo menos os pulsos?
O xerife Uzumaki não estava disposto a servir de instrumento aos caprichos do senhor prefeito. Ele respondeu:
— E você, Danzou, não acha apropriado estar cumprindo os próprios deveres como prefeito? Por favor, permita que eu trate meus prisioneiros como achar adequado.
Bufando indignado, o prefeito Danzou sacudiu um dedo indicador para o homem a cavalo.
— Vou recorrer ao rei, Naruto. Espere para ver. Sua parcialidade com essa garota será sua ruína... Espere, aonde você está indo? Volte aqui. Não me escutou? Eu disse para voltar aqui!
Naruto Uzumaki finalizou a discussão simplesmente indo embora, e Sakura curvou-se com tristeza na frente de sua sela.
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Heeeeey quem estava com saudades? Bom eu estava! Fui viajar, pessoas a melhor viagem da minha vida! Muitas loucuras kkk Tomei meu primeiro porre, não contem para minha mamis.
Mas acabou e eu estou de volta. O que acharam desse capítulo? Será que em como complicar mais? Haha me digam vocês!
Ah e quem acompanha Savin' Me já estou trabalhando no próximo capítulo, e se eu não me enrolar sai rapidinho!
Bom primeira postagem de 2014! Ah que felicidade, vocês aqui comigo!
Enfim, chega de drama, até o próximo.
Kissus de manga!
