capítulo XXI- Pontos de vista e anúncios
pov-senhor Greengrass
Quando eu conheci a melhor amiga de minhas filhas, fiquei realmente surpreso. Mesmo que as garotas tivesse cantado louvores sobre ela, sempre pensei que fossem exagerados, mas a garota era ainda mais surpreendente.
Sempre mantinha um tom amigável e boas maneiras, mas quando começava a conversar sobre economia e política, mostrava uma desenvoltura inimaginável para sua idade.
Durante a abertura da copa demonstrou grande habilidades sociais e domínio sobre diferentes línguas. Claro que percebi que ela estava me usando para ter acesso a figuras importantes, assim como eu estava usando-a para impressioná-los e ela sabia disso, contudo estava satisfeita com o benefício mútuo. No camarote conseguiu ter um grande diálogo com o ministro búlgaro e me deu a chance de discutir alguns empreendimentos com ele.
Na noite depois da copa foi a primeira a perceber algo errado, mesmo durante um momento de crise ela permaneceu calma e com a varinha preparada para qualquer eventualidade, mesmo conseguido trazer Astória em segurança quando nos deparamos.
Sinceramente, ela até mesmo conseguiu me ajudar com minha carga de trabalho no escritório, que tinha aumentado enormemente por causa da confusão que os comensais da morte causaram.
Quando levei as três garotas para o Beco Diagonal para fazer as compras, ela me surpreendeu novamente, quando cumprimentava e falava amigavelmente com os funcionários de cada loja que passamos, como se fossem velhos conhecidos. Embora parecesse que seu relacionamento com a dona da loja de roupas estava mais para velhas inimigas, quando ela convencia a mulher a lhe vender, uma roupa de gala com corte masculino (ela parecia ter um sério problema com saias e vestidos).
Se ela fosse um garoto eu a casaria imediatamente com uma das minhas filhas e começaria a ensiná-la a dirigir meus negócios. Na verdade eu poderia lhe oferecer algum apoio agora em troca de ajudar minhas filhas a dirigir a empresa, assim se o pior acontecer e ambas se casarem com maridos incompetentes nos negócios, elas teriam alguém em que se apoiar.
Com o treinamento certo a garota poderia se tornar uma ótima guardiã para minha família, afinal ela era esperta, inteligente, talentosa, calma sobre pressão e boa amiga de minhas filhas. Sim, eu estudaria os benefícios dessa idéia.
pov-Astoria
A viagem até Hogwarts tinha sido tranqüila e passamos o tempo conversando ou jogando xadrez bruxo. Eu geralmente era boa, mas contra Lucy mesmo as peças pareciam hesitantes em jogar.
Enquanto o trem andava eu me lembrava das minhas férias. Papai parecia que poderia nos casar com Lucy a qualquer momento, eu sabia que ele ia gostar dela. Muitas vezes os dois pareciam velhos amigos que a muito tinham sido separados e agora colocavam a conversar em dia falando sobre política, economia, comércio e outros assuntos que ela não entendia tão bem.
Eu ainda estava um pouco assustada com os eventos que ocorrerão na copa. Quando eu me separei e Lucy me achou, não podia estar mais aliviada, mas então nos vimos os comensais da morte e um deles apontou sua varinha para nos, fiquei congelada de medo.
Então der repente um buraco apareceu em sua máscara e uma explosão de vermelho saiu da parte de trás de sua cabeça. Levei um segundo para perceber que Lucy tinha sua varinha apontada para o homem e entender o que ela havia acabado de fazer, antes que ela pegasse minha mão e corresse me arrastando junto.
Eu entendia que ela havia matado aquele homem para nos proteger, mas mesmo assim fiquei assustada com sua falta de reação. Ela agia como se apenas tivesse matado um inseto qualquer e esquecido o assunto, como se já tivesse feito isso várias vezes.
Quando déssemos do trem e fomos para as carruagens fiquei assustada, as carruagens, que sempre haviam se movido sozinhas, estavam sendo puxada por horríveis cavalos esqueléticos, mas ninguém parecia notar. No momento em que ia chamar minha irmã, Lucy pegou minha mão e disse no meu ouvido.
"Não se preocupe, são testrais. Aja como se não os visse, vou te explicar mais tarde" Eu concordei com a cabeça e a segui, mais tarde ela me explicou que eles eram animais mágicos, que só poderiam ser vistos por aqueles que já tinham visto alguém morrer.
Depois disso comecei a desconfiar que sua vida não tivesse sido tão fácil e comum como ela nos levará a acreditar. Mesmo assim ela era minha amiga e alguém que me protegeu. Eu usaria todos os métodos que pudesse para pagar esse favor e protegê-la também, afinal os sonserinos poderiam não ser nobres, mas protegíamos o que nos era preciso.
pov-Lucy
O tempo estava terrível quando chegamos ao castelo, uma tão chuva intensa que parecia que estávamos debaixo d'água. Lançando um feitiço impermeável em minhas roupas e sapatos e fazendo o mesmo com as meninas, corremos para dentro do grande salão.
Quando sentamos na mesa da Sonserina dei uma olhada na mesa dos professores, o novo professor de defesa contra as artes das trevas ainda não tinha chegado, embora Severus tivesse me dito (a contra gosto) que esse tinha a capacidade para o cargo e seria menos problemático que o último.
Enquanto Dubledor fazia seu pronunciamento após o banquete ouviu-se uma trovoada ensurdecedora e as portas do Salão Principal se escancararam.
Apareceu um homem parado à porta, apoiado em um longo cajado e coberto por uma capa de viagem preta. Todas as cabeças no Salão Principal se viraram para o estranho, repentinamente iluminado por um relâmpago que cortou o teto.
Ele baixou o capuz, sacudiu uma longa juba de cabelos grisalhos ainda escuros e começou a caminhar em direção à mesa dos professores. Um ruído metálico e abafado ecoava pelo salão a cada passo que ele dava, presumi que uma de suas pernas era uma prótese.
Quando alcançou a ponta da mesa, virou à direita e mancou pesadamente até Dumbledore. Mais um relâmpago cruzou o teto. O relâmpago revelou nitidamente as feições do homem e seu rosto era cheio de terríveis cicatrizes, além de ter um olho protético, me lembrando de muitos dos veteranos mais sortudos que tinham sobrevivido a esses tipos de ferimentos no final da guerra.
O estranho chegou-se a Dumbledore. Estendeu a mão direita, que era tão cheia de cicatrizes quanto o rosto, e o diretor a apertou, murmurando palavras que eu não pude ouvir. Parecia estar fazendo perguntas ao estranho, que abanava negativamente a cabeça, sem sorrir, e respondia em voz baixa. Dumbledore assentiu com a cabeça e indicou ao homem o lugar vazio à sua direita.
O estranho se sentou, sacudiu a juba grisalha para afastá-la do rosto, puxou um prato de salsichas para si, levou-o ao que restara do nariz e cheirou-o (provavelmente buscando vestígios de poção) . Tirou então uma faquinha do bolso, espetou a salsicha e começou a comer. Seu olho normal fixava as salsichas, mas o outro dava voltas na órbita registrando o salão e os estudantes.
"Gostaria de apresentar o nosso novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas " disse Dumbledore, animado, em meio ao silêncio. " Prof. Moody" Ninguém parecia compartilhar seu entusiasmo, embora eu não pudesse entender porque, mesmo que a aparência do homem não fosse a mais agradável, ele era Olho-Tonto Moody um auror veterano que lutou ( e mais importante sobreviveu) a mais lutas contra magos das trevas do que a maioria das pessoas se atrevem a tentar. Mesmo Severos admitia a habilidade do homem.
Depois disso Dubledor anúncio o torneio tribruxo. Que na minha opinião apenas mostrava os bárbaros que os bruxos podiam ser, colocando seus alunos para disputarem uns contra os outros em provas potencialmente mortais, por um pouco de ouro e glória. Parecia que estávamos na época dos gladiadores.
As únicas coisas boas eram que ninguém era obrigado a se inscrever e a delegações de Beauxbatons e de Durmstrang viriam para Hogwarts, o que me permitiria fazer contato com membros de outras escolas e talvez garantir uma vaga de transferência, caso as coisas ficassem ruins aqui no Reino Unido.
