Certo pessoal, mais um capítulo saindo quentinho para vcs e eu nem demorei hein...
Agradecimentos como sempre
AB Feta, obrigada por ler a fic e gostar, adoro o sorrisinho. Bjus
Deh Isaacs, eu tb achei lindo esse apoio todo que ele dá neh, ele tem muito amor para dar, mas sempre fica preso em sua mascara de malvadão ai já viu neh. Acho que qualquer um ficaria chocado se visse, mesmo sabendo que era mentira, pois é te deixei curiosa neh, acontece, agora vc vai ficar com mais vontade ainda de ler esse proximo capitulo que estou postando agora. Valeu pelo Review, bjus e espero mais hein
Tehru, nossa faz tempo que não vejo um review seu, pensei ate mesmo que tinha me abandonado, ainnnn que bom que vc esta amando a fic, espero que continue gostando ate o final...obrigada pelo review e bjussss
Obrigada tb a todos que leram a fic, mesmo não deixando comentários. obrigada e bjus
Vamos ao que enteressa agora
Fic
Capitulo 21 – De volta ao lar
- Harry? Harry! Madame Pomfrey venha rápido – Gritou Hermione vendo Harry abrir os olhos – Harry! Graças à Mérlin
Hermione praticamente pulava ao seu lado tamanha a felicidade de vê-lo acordado. Com cuidado fez o menino tomar um copo d'agua e o ajeitou melhor na cama, ele olhava tudo atordoado, não entendia o que estava acontecendo, não sabia como tinha voltado. Madame Pomfrey veio correndo ao ouvir os gritos de Hermione, pelos gritos a enfermeira pensava que havia acontecido algo muito grave, mas pôde se acalmar ao ver Harry deitado com os olhos abertos.
- Oh! Senhor Potter que bom que acordou. Vejo que acordou também Severus.
Hermione só percebeu agora que o professor estava com os dois olhos bem abertos e olhava para ela como se fosse a única pessoa da sala, como se nunca mais pudesse olhar para ela. A menina não pôde esconder o sorriso que brotou em seus lábios.
Harry virou-se imediatamente quando ouviu o que a enfermeira havia dito. Seus olhos encontraram os de Snape que estava deitado ao seu lado segurando sua mão. Por um momento nenhum dos dois falou ou fez nada, mas Harry sentiu sua mão sendo apertada pela do mestre e não conseguiu segurar as lágrimas.
- Severus – Disse Harry atirando-se nos braços de mestre de poções e o abraçando com força, para surpresa das duas presentes Snape o abraçou tão forte quanto era abraçado. Harry chorava agarrado ao professor que passava a mão em seus cabelos despenteados e escondia o rosto na curva de seu pescoço.
Hermione e Madame Pomfrey tiveram tato suficiente de se afastarem um pouco e fecharem o biombo deixando os dois em um momento só deles
- Conseguimos – Disse Snape dando um beijo na cabeça de Harry, naquele momento ele não estava ligando se sua máscara de professor de gelo estivesse caindo, naquele momento ele estava feliz demais por estar de volta, emocionado demais por tudo que passou e todas as sensações novas que descobriu. Depois de tanto tempo amargurado a felicidade estava novamente tomando conta de seu coração e ele a recebia com muito prazer.
- Sim, nós conseguimos, conseguimos juntos – Soluçou Harry que já se acalmava descansando um pouco a cabeça do peito de Snape.
Os dois comentaram as coisas que passaram para certificarem-se de que não era um sonho, que realmente tinham enfrentado tudo aquilo. E depois apenas permaneceram assim, abraçados acalmando seus corações emocionados.
- Professor Snape – Chamou Madame Pomfrey – Posso abrir o biombo, o diretor quer lhe falar
Snape disse que sim e a enfermeira abriu as cortinas revelando um Severus com um Harry descansando a cabeça em seu peito para um Dumbledore que imediatamente abriu um largo sorriso e fez seus olhos brilharem. Ao seu lado estava Minerva MacGonagall e Dobby logo atrás dos dois com seus olhinhos brilhando de felicidade. O diretor caminhou lentamente até a cama, olhou muito para seus dois meninos abraçados e não pode deixar de sentir uma felicidade em seu coração, havia conseguido fazer um professor mal amado aprender que pode ser amado por outras pessoas e fez com que Harry confiasse em seu professor e acima de tudo fez com que o menino tivesse alguém para compartilhar sua vida.
- Que bom que acordaram meninos, como se sentem?
- Bem – Disseram os dois ao mesmo tempo.
- Mestre Harry Potter, mestre Harry Potter – Disse Dobby correndo em direção à cama e fazendo uma reverência exagerada – Que bom que acordou mestre Harry, Dobby está muito feliz.
- Obrigado Dobby – Disse Harry endireitando-se na cama com cuidado
- Mestre Snape, que bom que o senhor acordou, estou aqui para servi-los com o que precisarem, é só chamar Dobby e Dobby atende.
- Que bom, pois estou precisando urgentemente de água. – Disse Snape fazendo com que o elfo corresse até o outro lado da ala para pegar uma jarra de água e um copo e trazê-los para o professor.
- Aqui está senhor.
Dobby colocou água no copo e serviu ao professor que tomou de um gole só, a sensação de garganta seca não era boa.
- Obrigado – agradeceu sentando-se também.
- Fico feliz por terem voltado meus filhos, vocês fizeram muita falta para essa escola e para as pessoas dentro dela.
- Ele deve estar falando com você Potter, porque comigo é que não é – Comentou Snape ajeitando o cabelo bagunçado.
- Ora não seja tão cruel consigo Severus – Disse Dumbledore olhando para Hermione – Tem alguém nesse castelo que sofreu demais por sua ausência.
- Duvido muito
- Abra seu olho e seu coração para poder enxergar e sentir melhor Severus. Às vezes o impossível está bem diante de você – Disse Dumbledore olhando novamente a menina que já estava mais do que vermelha.
Hermione estava nervosa, sabia que o diretor falava dela, ela tentou evitar a todo custo os olhos negros de Snape, mas por fim os olhou e para sua surpresa ele a estava encarando, não com raiva ou com ódios, mas com uma certa surpresa e luxuria. Suas pequenas mãos delicadas começaram a tremer quando todos em silencio olhavam para os dois
- Com licença – Disse saindo, sentindo os olhos negros acompanharem seus passos.
Snape perdeu-se em devaneios olhando os cabelos da aluna que acabou não ouvindo mais nada que os outros falavam.
- Severus? Severus? – Chamou Dumbledore.
- Sim? – Respondeu Snape após alguns minutos.
- Poppy me disse que você pode ir, pode descansar em seus próprios aposentos.
- Eu fiz um exame em você Severus e parece que está tudo normal. Quanto a você senhor Potter terá que ficar aqui por mais uns dois ou três dias – Disse a enfermeira levantando a mão para silenciar um Potter que estava prestes a protestar – Você pode ir Severus, mas tome cuidado, ficou muito tempo deitado, seus músculos devem estar doloridos.
- Já não era sem tempo – Disse Snape levantando-se devagar
- Queira me acompanhar Severus, eu sei que está querendo rever seus aposentos depois de três semanas desacordado, mas preciso de um favor seu, precisarei de sua ajuda em um assunto muito delicado. - Disse Dumbledore
- Três semanas? Eu não posso ter ficado três semanas desacordado, se não eu jamais conseguiria me levantar.
- Eu sei e é exatamente por isso que temos que parabenizar Poppy. Ela preparou uma poção restauradora e lhes dava doses a cada duas horas por isso os dois conseguem andar, mas lamento dizer que não pode correr atrás de seus alunos assustando-os Severus, suas pernas não agüentam tanto no momento – Respondeu Dumbledore recebendo um olhar zangado de Snape
- Isso é uma coisa tão legal. Eu posso andar, mas tenho que continuar aqui nessa cama?- Perguntou Harry.
Snape não pode deixar de dar um sorrisinho ao ouvir o menino reclamando de sua situação.
- Acho que isso que dizer que você ficará um tempo sem jogar quadribol Potter – Disse Snape e antes que Harry pudesse falar algo o professor virou-se para falar com a enfermeira
– Você não estava fazendo um curso toda tarde no ST'Mungus?
- Sim estava, na verdade eu ainda faço esse curso – Respondeu a enfermeira – Eu tive ajuda da senhorita Granger que me ajudou a dar as poções quando não estava, ela não queria sair da ala hospitalar então resolvi que ela poderia me ajudar.
- Pelo jeito você tem ótimos amigos Potter.
Harry olhou de relance para a porta por onde Hermione havia passado e lembrou-se de suas bochechas corando de vergonha. Com um sorriso maroto Harry chamou Snape que se aproximou o suficiente para que o menino sussurrasse em seu ouvido.
- Acho que não era só por mim que ela sacrificava suas tardes professor, depois conversamos sobre isso mais detalhadamente.
Novamente ela, novamente Granger e agora isso que Harry acabou de lhe falar, já não conseguia parar de pensar na menina agora então não conseguiria nunca, nem que quisesse. Ela se dedicou a cuidar deles, a fazê-los beber a poção nas horas certas, esteve sempre ao seu lado, até mesmo sua roupa tinha o perfume dela como se estivesse impregnado daquela presença.
Mas que pensamento idiota, é claro que não era por ele, Potter estava ficando louco também, a menina só ficava ali pelo seu amigo, seu quase irmão, Snape não era nada, era apenas um professor injusto que sempre a humilhava e a fazia chorar. Quem era ele para pensar que merecia o amor de alguém, para pensar que um dia podia ser amado novamente ou pela primeira vez, pois desde que Lily o deixou a dúvida de se ela o amava pairava em sua cabeça.
- Não faz diferença – Disse ríspido tentando afastar a visão da menina de sua mente – Com licença, vou me retirar. Melhoras Potter.
- Obrigado Seve...Professor Snape – Corrigiu-se.
- Vamos então Severus? Poppy me acompanhe até a porta que Dobby pode ficar de olho em Harry esses breves minutos – Disse Dumbledore.
A enfermeira olhou para o elfo doméstico com cara de poucos amigos, todos sabiam que Poppy achava Dobby desastrado e que tinha medo de que o elfo, em um momento de euforia, quebrasse alguma coisa ou atrapalhasse no tratamento de um paciente, porém jamais iria contra uma ordem do diretor. Os três caminharam até a porta, ao sair da ala Dumbledore virou-se para a enfermeira.
- Poppy eu adoraria que você não falasse nada à Harry sobre os acontecimentos recentes e nem deixasse que outras pessoas entrassem na ala a não ser eu, Severus, Granger e Weasley.
- Mas eles não são amigos de Potter? Vão contar para ele – Argumentou a enfermeira.
- Não irão falar nada, pois eu já conversei com eles.
- Sim diretor, mas ele acabará sabendo uma hora ou outra.
- Eu sei Poppy, porém prefiro que ele só saiba quando estiver melhor, temo pela saúde dele – Respondeu o diretor
- Mas o que é que está acontecendo? – Perguntou Snape que não fazia a menor idéia do que estava por trás desse assunto
- Venha ao meu escritório que eu contarei tudo.
Eles se dirigiram em silêncio para o escritório do diretor e ali ficaram por um bom tempo conversando sobre tudo que havia acontecido enquanto seus protegidos dormiam. Após ouvir atentamente Snape levantou-se indo até a janela, abaixou a cabeça tentando respirar corretamente.
- Quando você pretende contar? – Perguntou Snape
- Assim que ele estiver recuperado.
- Meu Mérlin Alvo. Ele não agüentará isso, ele não irá suportar, será demais para ele, é apenas um menino, está frágil.
Dumbledore olhou atentamente o professor e não pôde deixar de sorrir, nada disse apenas deixou que o homem falasse sobre a experiência de estar dentro da mente do menino que por muito tempo fingiu odiar, mas que agora não negava amar.
- Você devia ver a mente dele Alvo. Era toda bagunçada, confusa e escura – Disse Snape pausando e lembrando-se de sua aventura pela mente alheia – Eu podia ver o medo nos olhos dele, eu conseguia sentir sua angustia, sua tristeza e pavor. Eu queria poder ter feito algo para ajudá-lo.
- Mas você fez, você o trouxe de volta para nós.
- Eu sei, mas é que ele ainda sofre e sofrerá mais ainda, eu queria ajudá-lo a não se tornar uma pessoa como eu.
- Severus, lembra-se que te disse para vir me procurar quando se acertasse com Harry? Pois bem, os acontecimentos me fizeram revisar umas coisas e mudar o que estava fazendo, pegue esse papel, quero que leia atentamente e só assine se tiver plena certeza de que quer fazer isso.
Snape pegou o papel desconfiado e o leu, arregalou os olhos ao ver do que se tratava. Sentou-se novamente e releu o papel várias vezes. Após ter decorado cada palavra do documento teve que respirar fundo antes de dirigir-se ao diretor.
- Acha que isso é certo? – Perguntou Snape de olhos fechados – Sabe como sou, sabe que não será fácil. E se eu o magoar?
- Eu sei como você é Severus e é exatamente por isso que eu te escolhi. Percebi que o seu apego pelo menino aumentou consideravelmente com a experiência dos dois. Severus, preciso que entenda que Harry precisará de alguém, precisará de ajuda, de carinho, de amor.
- Alvo, tente ser racional por um momento – Disse Snape abrindo os olhos e encarando os intensos e pequenos olhos azuis – Eu vivo junto ao Lord, o meu pescoço vive recebendo ameaça de ser cortado. E se o Lord descobrir? Eu não temo por mim, mas por ele, Harry é a chave mestra nesse jogo, sem ele não conseguiremos vencer, você ouviu a profecia.
- Sim eu ouvi, e sei que é perigoso – Disse Dumbledore calmamente – Mas também sei que você é um grande Legilimens e que pode protegê-lo.
Dumbledore ficou analisando o professor à sua frente. Viu Snape pegar a pena e assinar no lugar indicado.
- Pronto eu já assinei – Disse Snape sentando-se inquietamente
- O que mais o incomoda Severus?
- E se ele não quiser? – Snape perguntou tão baixinho que Dumbledore mal conseguiu escutar.
- Bom, nesse caso eu sugiro que você deixe que o menino decida por si mesmo assim como pedi para a senhorita Granger.
Dumbledore sorriu ao ver a expressão de curiosidade em Snape, mesmo que esse colocasse sua máscara sem expressão seus olhos o denunciavam.
- O que tem a senhorita Granger?
- Ela veio até mim e me disse que está apaixonada por uma pessoa que, pelo que ela diz, jamais iria querê-la. Acho que qualquer pessoa no lugar dela sentiria medo, afinal ter que conviver quase todo dia com uma pessoa que a humilha, a insulta, é injusto e ainda mais amá-lo não é fácil, não é mesmo Severus?
- O que me importa a paixonite da sabe-tudo Granger?
- Não seja tão rabugento meu filho. Você perceberá mais cedo ou mais tarde que essa paixonite importa mais à você do que a qualquer outra pessoa.
- O que? – Perguntou Snape tentando ver se escutou certo – O que quer dizer com isso?
- Como dizem os trouxas "Para bom entendedor meia palavra basta" e eu já te dei mais que uma palavra. Agora pode ir descansar.
Snape levantou-se com raiva e felicidade em seus olhos, não sabia o que estava sentindo. Queria ficar e obrigar o velho a falar tudo que sabia sobre esse assunto, mas também queria sair e pensar naquela aluna que, pelo que ele havia entendido, estava apaixonada por ele e pelas barbas de Mérlin, ele também estava apaixonado por ela.
Com licença – Disse saindo rapidamente do escritório.
