Olá, eu voltei porque já tinha o capi pronto msm e vcs merecem, fazer os leitores esperarem me dá pena! Ah, e eu escrevi o capítulo ouvindo essa música aqui:
www. youtube watch?v= 5Ay7uHAL43I
Sim, é sobre os sentimentos do Teddy, e acho a música linda e a cara do lobinho, ainda que isso não quer dizer que simbolize o que vai ocorrer na fic.
Cassandra tinha percebido a mudança, ela afinal, percebia tudo em James. O dia depois da primeira lua cheia de Teddy na escola foi angustiante para ela, viu pelos movimentos de James e pelos olhares carinhosos de Teddy que eles tinham passado a um novo nível de intimidade na relação e isso a deixou temorosa. Desde aquela primeira transformação, meses antes, James tinha adquirido o hábito de sempre passar essas noites com Teddy, ela não podia dizer que se importava pelos jogos sexuais dos dois, mas o olhar de triunfo do lobo cada vez que se derretia pelo carinho de James era algo que a rasgava por dentro. Ela não conseguia entender porque ele queria roubar James dela quando podiam perfeitamente chegar a um acordo que não precisaria chatear ninguém, mas claro que não, o lobisomem não iria dividir, ele queria conquistar. E ela o odiava cada vez mais por isso.
- Srta. Malfoy, pode por favor responder a pergunta? – Teddy se dirigiu a ela, já que seus devaneios estavam acontecendo numa das aulas que ele dava como professor assistente.
- Não. – Ela disse, simplesmente.
- É algo bastante simples e…
- A resposta foi não. – Ela disse, cortante.
- Nesse caso menos cinco pontos para Slytherin. – Teddy disse, desgostoso. – Alguém pode me responder?
Ele escolheu uma garota de Ravenclaw e ela passou o resto da aula ignorando-o como fazia sempre que ele estava ocupando o lugar do professor. Quando a aula terminou ela recolheu suas coisas e ia sair quando ele a chamou de novo.
- Srta. Malfoy, espere por favor. – A voz dele soava mais autoritária que o normal.
Rilhando os dentes, a loira parou de andar. Fabriccio olhou para a amiga e depois para o professor.
- Preciso te esperar? – Ele perguntou para ela.
- Não precisa, ele não vai morder, não é lua cheia. – Ela disse, sarcástica.
- Maldosa. – O italiano cantarolou enquanto saía da sala.
- E você adora.
Depois que Fabriccio saiu, um passe da varinha de Teddy fechou a porta e silenciou o lugar.
- Se pretende me matar sugiro que seja outra hora, todos viram você me pedindo pra ficar. – Ela disse, ajeitando a mochila num ombro.
- Esqueça nossa relação pessoal, você se inscreveu nessa aula porque precisa dela e está rendendo bem menos do que faria geralmente só por uma birra infantil.
- A vantagem de ter pais asquerosamente ricos é que a universidade me aceita porque quer meu dinheiro. Só frequento a droga das aulas porque a diretora se recusou a trocar meu horário. – Ela disse. – Não quero ter contato com você e agradeceria se pudesse enfiar isso na cabeça da velha.
- Cassandra! – Teddy exclamou, chocado. – Não pode estar falando sério, pensei que gostasse de lidar com criaturas mágicas, você montou um hipogrifo quando criança e já foi capturar cavalos alados nos Estados Unidos! Não pode deixar isso de lado só porque eu não te agrado mais, sinto te informar bebê, mas a vida é cheia de coisas que nos aborrecem, lide com isso como uma adulta.
- Estou lidando de forma muito madura, não estou te cruciando, estou?
- Não, está ignorando o problema. Espero que não esteja planejando sair de Hogwarts com uma qualificação Troll, Lucius não te deixaria em paz.
- Já falei com meu pai sobre isso, ele entende meu ponto de vista, apesar de discordar.
- E Draco?
Cassandra torceu os lábios, num esgar de desgosto.
- Ele escolheu que lado apoiar muito tempo atrás. Pode ficar tranquilo, você é mais importante que eu, pelo menos pra ele.
- Isso é absurdo! – Teddy protestou, devidamente ofendido pelo veela.
- Claro que sim. – Ela disse com falsa doçura. – Como você classificaria se a sua avó te aconselhasse a largar o James por que ele me ama?
- Não é a mesma coisa. – O lobisomem disse, teimosamente.
- Claro que não, sempre muda quando se trata de mim.
A garota saiu da sala e Teddy ficou com um gosto amargo na boca. Tinha a impressão de que acontecesse o que acontecesse, nada voltaria ao normal na família deles.
T J C
James tinha conseguido uma folga do colégio para ficar um pouco com o pai, já que Harry tinha se machucado ajudando a capturar um dragão desgarrado que tinha resolvido enlouquecer por Londres. Draco não tinha ficado nada feliz com seu marido se machucando para salvar as pessoas, e o Chefe dos Aurores terminou o dia expulso do quarto dos dois, de forma que, pai e filho estavam num dos quartos vazios da mansão, os dois deitados na cama, olhando para o teto com pinturas renascentistas.
- Se eu fizer uma pergunta, vai ser sincero? – James perguntou de repente.
Harry riu e olhou para o filho, que estava sério.
- Sim, vou ser o mais sincero possível. O que há?
- Sabe pelas minhas cartas que eu e Teddy nos aproximamos nos últimos meses.
- Sim. – Harry respondeu, já sabendo por onde ia a conversa.
- Ele está me pressionando por uma resposta e não sei o que fazer. – James disse.
- Isso não foi uma pergunta. – Harry disse, calmo.
- O que eu faço? Com quem eu fico?
- O que você quer?
- Os dois, mas estamos numa situação delicada. Cassie está chegando no limite e estou prevendo que vai saltar no pescoço do Teddy a qualquer momento.
- Ela está finalmente com ciúmes? – Harry perguntou, nunca tinha entendido bem a calma com que sua cunhada levava as escapadas de James com Teddy.
- Raiva, muita raiva, o que é muito perigoso. Cassie é do tipo que guarda rancor e não perdoa fácil, eu a amo exatamente do jeito que é, como diabos faço para escolher? – James perguntou desalentado.
- O que seu coração te diz?
James revirou os olhos.
- Meu coração não fala, bombeia sangue. Mas estou divido, fui me encantando com Teddy nos últimos meses e não sei se ia aguentar saber que ele passa por transformações horríveis porque não estou perto… mas do mesmo jeito me dá uma agonia enorme pensar em não poder dormir com a Cassie, sentir o cheiro dos cabelos dela ou ter alguém que me entenda sem precisar dizer nem uma palavra.
Harry pensou que escolher entre os dois era muita pressão para seu filho, que mostrava estar pensando nisso há um bom tempo. Deixou o rapaz continuar desabafando, enquanto pensava no que dizer.
- É como estar preso e ter que escolher entre o sol e a lua, os dois são perfeitos, como diabos se supõe que vou saber qual é o certo? Como você sabia que era o Draco e não a minha mãe?
Harry fez uma careta.
- A situação não se compara, eu fui apaixonado pela Ginny, mas isso tinha terminado muito antes da Batalha Final. Confesso que continuei com ela por inércia e que fui um namorado pra lá de relapso, hoje reconheço isso. Não era uma questão de escolher entre os dois, era o Draco, sempre foi.
- Isso não me ajuda. – James disse, carrancudo.
- Não, mas sinto te dizer que não existe uma resposta simples pra isso filho. Só posso te dizer que em breve vai chegar o momento em que estar entre os dois vai ser impossível, siga os seus instintos e conviva com a sua escolha. E pare de agir como se fosse uma decisão para a vida toda, você tem dezessete anos pelo amor de Merlin, tem a vida toda pela frente e pode se dar ao direito de ser um pouco inconsequente sobre isso.
- Draco sabe dessa sua opinião? – James perguntou, risonho.
- Claro que sim, acha que me chutou do quarto por causa de uns arranhões do dragão? Isso foi só uma desculpa. Se quiser passar a vida com o Teddy é excelente, vai sentir uma plenitude mágica entre vocês, e ainda vão poder trabalhar essa ligação até que seu vínculo seja forte o bastante para um casamento futuro. Se escolher a Cassie, vão poder namorar e continuar se amando, ainda que eu duvide que ela vá querer um vínculo legal… – Harry brincou.
- Ela aceitaria para agradar o Lucius e não privá-lo de organizar o casamento do século. – James disse, sorrindo também.
- Pobre garota, se bem que Draco não ficaria atrás. Merlin que cenário! – Harry gemeu desalentado pensando nos dois loiros organizando o casamento de seus herdeiros.
- Bom saber que está arrependido, Potter! – Draco disse, parado na porta, segurando a mãozinha de um sonolento Scorpius.
- Sabe que sim, amor, veio se juntar a festa do pijama?
O olhar azedo de Draco foi suficiente resposta, mas ele guiou Scorpius até a cama e o ajudou a subir. O loirinho entrou por baixo das mantas e engatinhou até estar no meio do pai e do irmão.
- Ele queria vocês, agora, deixem de jogar conversa fora e vão dormir. O objetivo de estar de repouso é descansar e não ficar falando, testa rachada.
- Sim senhor, vamos dormir, não é meninos? – Harry perguntou aos filhos com sua melhor cara de inocente.
Seus filhos assentiram solenemente, James segurando o riso. Depois que Draco saiu, ele e Harry estalaram em risadas.
- Meu veela bonito anda de péssimo humor. – Harry disse, sorrindo.
- Vai ver não anda cuidado bem dele, dizem que a idade faz dessas coisas papai. – James caçoou.
- Moleque insolente! – Harry respondeu, rindo.
- Papi mandou domi, não podemos desobedecer poque ele está com um bebê na barriga. – Scorpius disse se ajeitando entre os dois maiores.
- O quê?! – Harry perguntou atônito. – Quem te disse isso?
- Eu senti, você não pode sentir papai? – O loirinho perguntou. – Vovô disse que é verdade quando eu perguntei.
James entendeu, Scorpius era parte veela, ele podia sentir o bebê. A próxima coisa que o ruivo viu foi o pai saindo da cama e tropeçando nos lençóis.
- Veela traiçoeiro e sem vergonha, estou indo te pegar Draco! – O moreno gritou, saindo do quarto.
- Papai está bravo? – Scorpius perguntou, preocupado.
- De jeito nenhum, ele foi fazer as pazes com seu papi, quer ouvir uma história e dormir comigo?
- Dos Marotos. – O loirinho decidiu.
- Claro, sempre deles. – James concordou.
T J C
Cassandra estava estudando poções no quarto de James e Fabriccio quando o namorado chegou sorrindo como em uma manhã de natal.
- O que aconteceu? – Ela perguntou, desconfiada. – Não me diga que andou experimentando os produtos dos seus tios nos alunos do primeiro ano de novo.
James continuou sorrindo e arrancou o livro das mãos dela.
- Eu nunca fiz uma coisa dessas! São calúnias. – Ele afirmou, subindo na cama e se aconchegando ao lado da namorada.
- Claro querido, acredito em você! – Ela disse, enquanto ele beijava seus cabelos. – Vamos lá, me conte.
- Draco está gestando de novo! – James disse alegremente.
A loira deu um sorriso, menor do que seria em condições normais e James percebeu.
- Não acha que devia resolver seus problemas com ele?
- Draco é leal ao que acredita e ele não vai se desculpar, por que eu iria querer me resolver com alguém que não se arrepende de ter me magoado? – Ela perguntou, sempre com sua lógica eficaz.
- Sabe que se um dia eu te magoar, vai ser sem querer, certo? Vai me perdoar?
- Há poucas coisas imperdoáveis James, mas receio que se fizer o que estou pensando nunca vou poder te olhar de novo. Você o escolheu, é isso? – Ela perguntou, sem poder se conter.
James sacudiu a cabeça veementemente.
- Não! Pelas poções de Circe! Eu quero que fique tudo bem, eu quero os dois. Acha que tem um feitiço que possa dar um jeito no Teddy? – Ele perguntou, brincando.
- Não creio, ele é um lobo teimoso e egoísta.
- Mas é um lobo sexy, sabe o que fiz com ele na última lua cheia? – James perguntou junto a seu ouvido com voz rouca.
- Mais brinquedos trouxas? – Ela deu um palpite.
Ele soltou um riso abafado, ocupado em deslizar a mão por baixo da blusa da loira, indo direto para um dos seios da namorada.
- Grampos nos mamilos dessa vez. Fico me perguntando se você iria gostar deles também. – Ela gemeu quando ele beliscou um de seus mamilos, provocando-a.
- Estou disposta a experimentar. Tranque a porta. – Ela pediu desabotoando a própria blusa.
James sorriu de forma predatória para a loira na cama, ia ser uma noite divertida.
T J C
Teddy estava organizando suas anotações sobre os centauros tarde da noite, quando ouviu um uivo ao longe, vindo da Floresta Proibida. Era um lobisomem, e um de linhagem pura, seu padrinho tinha tirado todos os lobisomens desgarrados da área da escola depois do incidente em seu primeiro cio e Teddy grunhiu ao perceber que se os machos alfa estavam voltando para a área era por causa dele.
- Droga de vida. – Ele resmungou.
De mau humor, se pôs a escrever uma carta para seu padrinho, de jeito nenhum iria querer o Controle de Criatura Mágicas indo por ali e capturando os lobisomens. Ele tinha estremecido de apreensão e solidariedade quando visitou o departamento e viu como tratavam os desgarrados, era algo cruel e desnecessário, mas convencer aqueles magos imbecis de que deviam tratar melhor as criaturas era o mesmo que tentar convencer Voldemort a beijar um trouxa.
Depois de enviar a carta ele foi para a Torre do castelo olhar o céu estrelado e sorriu. Ele e James tinham evoluído muito nos últimos tempos, ele esperava que isso bastasse para que o ruivo o escolhesse. Se James namorasse qualquer garota que não fosse Cassandra, com certeza já estaria enredado completamente, mas era incrível que a política de relação aberta da pequena serpente funcionasse para resguardar o relacionamento deles. Qualquer outra garota já teria gritado e recriminado James, provavelmente causando o fim do namoro, mas ela não, era calma e compreensiva. E entendia perfeitamente que os dois tinham que ter proximidade física, é magia e instinto, ela dizia, e estava certa, claro. Pelo menos no começo era algo meramente sexual e extremamente excitante, mas depois dos primeiros meses Teddy sabia que tinha ganhado espaço no coração de James e a esperança dele era que o ruivo o amasse mais, ele sabia que não podia matar o amor de James pela garota, mas tentaria suplantá-lo.
- Preciso de um golpe de sorte gryffindor, preciso que ele a faça ver que quer mais a mim do que a ela. – Ele rogou as estrelas. – Malfoys não ficam em segundo.
T J C
Harry e Draco estavam irritantemente melosos e felizes, segundo a visão de Severus e Lucius, mas quem podia culpá-los? Draco esperava o segundo filho deles e estava radiante. Harry tinha castigado o veela depois de saber que ele tinha escondido suas intenções, o esquecimento do feitiço de privacidade fez a mansão toda ouvir como o veela era punido e pedia por mais, mas os dois já não tinham nenhuma vergonha ao serem provocados pelos mais velhos.
Eles mal tinham começado o café da manhã quando uma coruja do colégio chegou para Harry.
- Por favor, ele não pode ter aprontado em tão pouco tempo. – Draco disse, gemendo, já imaginando o que James teria feito.
- É do Teddy. – Harry disse. – Ele ouviu uivos na Floresta, os lobisomens estão voltando para os terrenos da escola.
- Atrás dele, suponho. – Lucius disse, calmo. – Creio que veremos logo o fim do nosso impasse familiar.
- O que quer dizer papai? – Draco perguntou, sempre tinha detestado a mania do patriarca de dar informações pela metade.
- Muito simples, ômegas tendem a ser disputados, a magia de James vai impulsioná-lo a lutar por Teddy.
- A magia de James o impulsiona para Teddy sempre, mas ele resiste. – Draco disse. – Essa só vai ser outra situação incômoda.
- Não seja ingênuo Draco, há uma diferença entre James ficar com Teddy escondido na Casa dos Gritos e lutar por ele nos terrenos de Hogwarts.
- Ah, você acha que a Cassandra vai se sentir ofendida? – Harry perguntou. – Ela não é ciumenta, nem nada disso. – O moreno disse, desfazendo da ideia.
- O perigo vai para os dois lados, o lobo de Teddy vai se ofender e se sentir rejeitado se seu escolhido não lutar por ele, o que é possível se James não estiver apaixonado o suficiente para arriscar sua relação com a Cassie pelo Teddy. Se James ficar sem tomar uma decisão vai perder Teddy, lobos não gostam de indecisão
Tanto Harry quanto Draco fizeram cara de descrença, eles duvidavam que Teddy fosse desistir de James se ele não entrasse numa briga campal por ele, isso soava tão primitivo e medieval. Isso fez Lucius revirar os olhos, esses dois não entendiam nada de instinto e dominação.
- Vamos esperar então. – Disse, dando de ombros. – Se eu estiver certo, e essa situação com os vira-latas desencadear uma decisão no James, vão me deixar escolher o nome do bebê. – Lucius propôs.
- Feito! – Harry disse, impulsivo como sempre.
Draco revirou os olhos e deu um tapa na cabeça do marido.
- Eu não disse que sim. – O veela teimou. – Não pode escolher o nome do bebê.
- Seu marido disse que sim, e sei que vai honrar os compromissos deles. Não se preocupe filho, de jeito nenhum meu neto vai se chamar Albus. – Lucius disse, sorrindo.
Harry percebeu pelo sorriso condescendente que Severus dava para o marido que Lucius como sempre não tinha revelado tudo o que sabia e que ele provavelmente perderia a aposta. Grunhiu irritado, ele e sua boca grande e gryffindor.
- E quem disse que é um menino papai? – Draco perguntou, desconfiado. – Nem eu pude sentir ainda.
Lucius deu um gole em seu chá e sorriu, misterioso, o que só fez irritar seu filho mais ainda.
- O que ele está aprontando, padrinho?
- Não me pergunte, sou o marido bem domesticado, se lembra? – O pocionista, brincou.
Draco revirou os olhos, disposto a descobrir o motivo dos sorrisos zombeteiros do pai. Lucius não era do tipo que apostava sem ter certeza ou ter uma carta na manga, ele iria investigar, de jeito nenhum ia deixar seu pai influenciar James a ficar com Cassandra. Se Lucius tinha um plano, Draco iria descobrir e dar um jeito de proteger Teddy, já que Lucius nunca planejaria nada contra sua princesinha.
T J C
Teddy recebeu a carta de seu padrinho avisando que tinha mandado alguns aurores para proteger o castelo pouco antes do almoço e ficou mais tranquilo. Ele olhou para a mesa da casa verde e prata e viu como James e Cassandra estudavam mesmo faltando pouco para comerem, ele se lembrava de seu sétimo ano e não inveja os dois, os exames seriam infernais.
- Eles não são um casal bonito? Nunca pensei que iria aprovar isso, mas o filho de Ginny Weasley e a filha de Lucius Malfoy se encaixam como poucos casais que conheço. – McGonagall comentou com ele, numa voz satisfeita e meio divertida, sem saber que enfiava uma faca em seu coração. – James tem sorte de tê-la, essa menina o segura em rédea curta.
- Acha mesmo? – Ele perguntou, incapaz de se conter. – Sempre pensei que fosse desses amores de escola.
- Não, se meus instintos não falham posso dizer que vão em sério. É algo que comecei a fazer anos atrás, aposto comigo mesma os casais que vão dar certo… acertei sobre seus pais. – Ela comentou, de bom humor.
Ele deu uma risada forçada e engoliu a súbita vontade de chorar ao ver como James se inclinava para massagear os ombros tensos de Cassie. Teddy quase rosnou, era o maldito cio começando e o deixando com os nervos a flor da pele. Ia ser um dia divertido, ele pensou sarcasticamente.
E então? O que acharam, me contem, é uma ordem!
