Título: Muito Bem Acompanhada
Autoras: Tati Cullen Hopkins e Nina Rickman
Beta Reader: Dany Fabra
Personagens: Severus Snape/Marlene McKinnon
Rated: M – Cenas de Sexo (NC)
Quando: Sétimo Ano – Época dos Marotos.
Disclaimer: Severus Snape, Marlene McKinnon e cia são personagens de JKR. E "Muito Bem Acompanhada" pertence a Universal Pictures. Ou seja:
Não vamos ganhar nenhum dinheiro com isso, essas humildes irmãs autoras de fic só querem reviews!
"REVIEWS, ASSIM COMO SEVERUS, FAZEM MILAGRES!"
Avisos: Como citado acima, os personagens são de JKR e o filme pertence à Universal Pictures. Mas a fanfic Muito Bem Acompanhada, sua temática, seu enredo, e tudo mais que a compreende, é de autoria única e exclusivamente nossa. Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, adaptação, tradução, postagem ou afins sem a nossa autorização será denunciado sem piedade. Agradecemos pela atenção.
Agradecimentos: Às nossas queridas leitoras (e leitor!) que revisaram o Capítulo 20 e nos presentearam com suas reviews: Moe Greenishrage, Olg'Austen, BCM, Florence D. P. Snape, Coraline D. Snape, Clara L., Suh Campbell, Fernando, N. Black – Blackie, Judy Snape, Ana Paula Prince, Emily Farias, Kitty Pride Malfoy, Luizaarce, AlvoPotterSaga1 (bem-vindo(a)!)Leather00Jacket, Bab's90, Lari SL, Amanda Lais (bem-vinda!) e Gisele Weasley Potter.
Resumo do Capítulo: A redenção de Lorraine é um verdadeiro milagre de Natal.
– CAPÍTULO VINTE E UM –
UM MILAGRE DE NATAL
– MÃE? – Marlene gritou, empertigando-se na cama, cobrindo-se com o lençol; o susto que levara foi tão grande, que até o torpor em que ela se encontrava instantes atrás havia se dissipado completamente.
Lorraine andou rapidamente em direção à cama.
– Vamos Marlene, levante-se daí! – ela mandou.
– Mas... mãe, eu não posso sair da cama assim... – Marlene comunicou, sem sequer se mexer na cama.
– Então vista-se! – Lorraine comandou, enquanto atirava em cima da filha as roupas dela que estavam espalhadas pelo chão. – Você tem que sair dessa cama AGORA! É um caso de vida ou morte.
– Mas mãe, o Severus está no banho e...
Marlene não terminou a frase; Lorraine voltou a interrompê-la grosseiramente:
– Eu já disse, saia dessa cama agora! – ela repetiu. – E acredite, é para o bem dele também que eu estou fazendo isso! Eu já permiti que essa história fosse longe demais!
Marlene não sabia exatamente do que a mãe estava falando, mas se Lorraine estivesse se referindo ao seu namoro com Severus, então ela estava pronta para tomar a mesma atitude do irmão.
– Mãe, você não vai me impedir de ficar com o Severus só porque... – ela começou, mas novamente foi cortada.
– E quem disse que eu estava falando de vocês? – Lorraine perguntou. – Eu disse que é essa minha briga idiota com a mãe dele que já foi longe demais! – ela disse com veemência, e quando a filha suspirou aliviada, ela repetiu: – Vamos Marlene, saia dessa cama! Eu preciso falar com Eileen AGORA!
– Mãe...? – Marlene então piscou confusa; era ótimo que sua mãe quisesse desfazer os desentendimentos do passado, mas... o que ela tinha a ver com isso? Como se já soubesse o que a filha se perguntava, Lorraine então explicou:
– É isso mesmo! – ela disse, e vendo que a filha estava pensativa e ainda não tinha se vestido, ela resolveu tudo com um movimento de varinha; envergonhada, ela acrescentou: – Eu a ofendi demais ontem e a vida inteira se quer saber... Hoje é Natal e como Eileen disse que a casa dela sempre estaria aberta para você, eu gostaria que você fosse comigo...
Marlene então saiu da cama; ficando em pé, ela disse:
– É claro que eu vou, mãe – ela assegurou. – Mas será que eu posso respirar primeiro?
Esse era um pedido que Lorraine teve que negar.
– Depois, querida. Mas coma isso primeiro – ela disse, e tirando uma maçã da bolsa, estendeu à filha que pegou e mordeu a fruta com vontade. – Eu imagino a fome que você deve estar sentindo...
– Huhum – Marlene concordou sem graça, e enquanto devorava a maçã, acompanhou a mãe de volta até a casa; chegando lá, elas foram direto ao terceiro andar e utilizaram a rede de flu para ir a Spinner's End.
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Assim que chegaram a Spinner's End, Marlene e a mãe saíram na lareira de uma sala muito limpa e pequena. As cortinas de renda escura estavam fechadas, e o lugar estava muito frio. Marlene então se voltou à mãe:
– Mãe, eu acho melhor você esperar aqui – ela pediu. – Eu vou falar com a dona Eileen primeiro, pra avisar que você veio junto...
– Claro – Lorraine concordou. – É melhor que ela veja você primeiro.
E sem mais palavras, Marlene sumiu rapidamente por um corredor que levava ao segundo andar da casa.
Eileen, que não esperava visitas naquela manhã de Natal, logo saiu correndo de seu quarto ao ouvir a crepitação na lareira. E, antes que chegasse ao andar de baixo, ela esbarrou em Marlene, que vinha correndo na direção oposta.
– Dona Eileen! – Marlene exclamou esbaforida.
– Marlene? – Eileen perguntou, levando as mãos a boca. – Por Merlin, aconteceu alguma coisa com Severus?
Marlene agitou vigorosamente a cabeça em negativo.
– Não, não, nada disso – ela disse, enquanto terminavam de descer as escadas. – Severus nem sabe que eu estou aqui. Ele... ele está muito bem...
Eileen sorriu cordialmente com a resposta e, ao analisar melhor a expressão de Marlene, teve certeza: a garota ostentava um cansaço diferente, e ela sabia o que isso significava: estava tudo bem entre ela e seu filho, bem até demais, ela arriscaria dizer. Mas sem entender o que Marlene estava fazendo ali, ela resolveu perguntar:
– Mas então...? – Eileen começou, mas antes que Marlene pudesse responder, Lorraine se manifestou, dando um passo a frente e mostrando-se.
– Sou eu, Eileen – ela disse e, aproximando-se mais, ajoelhou-se à frente de Eileen. – Eu vim lhe pedir perdão...
Ainda sem acreditar no que estava vendo, Eileen limitou-se a dizer:
– Levante-se desse chão, Lorraine! Não precisa fazer isso...!
– Preciso sim! – Lorraine insistiu, sem se levantar e disse entre lágrimas: – Há vinte e três anos eu joguei a nossa amizade no lixo, só porque não tive a capacidade de enxergar durante esse tempo todo que a culpa era do meu marido! Me perdoe...
Eileen suspirou fundo e, tomando inesperadamente as mãos de Lorraine entre as suas, forçou-a a se levantar. Olhando nos olhos dela, ela respondeu:
– Claro que te perdôo, minha amiga – ela disse, e seus olhos também se encheram de lágrimas. – Amigos sempre perdoam, mesmo que não haja o que perdoar!
Mal disse essas palavras, Eileen puxou Lorraine para um abraço terno e sincero, como se pudesse resgatar em poucos segundos aquela amizade tão forte que tiveram, fazendo qualquer ressentimento do presente ou do passado se dissipar completamente.
Emocionada com aquela cena, Marlene também sentiu as lágrimas de felicidade enchendo-lhe os olhos. Mas o frio era quase impiedoso e ela teve que interromper aquele momento tão lindo de amizade entre Eileen e sua mãe.
– Desculpe interromper, mas... – ela começou totalmente sem graça – ... será que eu poderia usar o seu banheiro, dona Eileen? Vocês devem ter um monte de coisa pra conversar agora e eu queria tomar um banho...
– Marlene! – Lorraine a repreendeu.
– Deixe-a, Lorraine – interferiu Eileen, voltando-se para Marlene agora: – Claro que sim, fique à vontade.
Marlene sorriu.
– Estou subindo então.
Assim que Marlene se virou em direção à escada, Lorraine voltou-se a Eileen novamente:
– Ela tem razão – disse ela. – Nós temos muito o que conversar...
– Claro – concordou Eileen. – Mas está muito frio aqui – ela disse, puxando a amiga pela mão. – Vamos até a cozinha e eu farei um chá.
A cozinha era pequena como a sala, mas muito agradável. Eileen fez um gesto para que Lorraine se sentasse numa cadeira e enquanto ela preparava o chá, Lorraine buscava a segurança que precisava para finalmente ter aquela conversa, mesmo com mais de vinte anos de atraso.
Assim que Eileen serviu o chá, Lorraine suspirou fundo e então a conversa séria entre elas se iniciou.
– Bem... Eileen... eu...
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Enquanto isso, em Dover, Severus saiu do banheiro ainda preocupado com a maneira como Marlene se encontrava; ele esperava que, o que quer que tivesse acontecido, já tivesse passado. E qual não foi a sua surpresa quando voltou ao quarto e constatou que, para quem não conseguia nem se mexer, Marlene havia simplesmente desaparecido; até as roupas dela haviam sumido, literalmente como que por obra de bruxaria.
Severus pensou que talvez Marlene estivesse faminta como ele e por isso deveria ter voltado para casa. Foi o que ele também decidiu fazer e saiu do barco, indo em direção à casa. Numa última tentativa de encontrar Marlene, Severus foi até o quarto dela, que continuava vazio. Ele percebeu que a casa inteira estava muito silenciosa e que realmente não encontraria Marlene em lugar nenhum. E então, ele resolveu descer até a cozinha, para por fim tomar um café.
Mal ele deu dois passos naquela cozinha, foi surpreendido pela voz animada de Mark:
– Bom dia, Severus – disse ele.
– Bom dia – respondeu ele educadamente.
Mark andou em sua direção com um prato.
– Anchovas? – ofereceu ele.
Severus detestava anchovas, mas com a fome que estava sentindo, não pensou duas vezes em aceitar o petisco.
– Obrigado, senhor – ele agradeceu.
Mark sorriu.
– Me desculpe por não ter um café da manhã decente para lhe oferecer, mas eu não encontrei outra coisa por aqui – ele riu-se. – O que adianta ter vários elfos domésticos se eu nem sei o que mandá-los fazer nessa cozinha?
– Não por isso, senhor – Severus respondeu e meio sem jeito, perguntou: – Hm... o senhor sabe onde Marlene está?
Mark então o olhou surpreso.
– Pensei que ela estivesse com você no barco... – ele respondeu com simplicidade, sem perceber o constrangimento que tomava de assalto o rapaz à sua frente. – Eu não sabia que você também gostava tanto de barcos...
Severus suspirou fundo antes de continuar; não era possível que aquele homem estivesse com mais ciúme de seu barco do que da própria filha.
– De fato, eu não gostava, mas agora eu gosto, senhor – ele respondeu, acrescentando totalmente sem jeito: – Bem, eu não sei o que aconteceu, mas na última meia hora, Marlene simplesmente sumiu...
– Foi exatamente o que aconteceu com a Lola! – Mark exclamou, também surpreso com o fato. – Elas devem estar juntas então, eu tenho certeza...
– É, devem sim...
E então, Mark ficou sério de repente.
– Sobre ontem... – começou ele, porém Severus o interrompeu:
– Está tudo bem, Sr. McKinnon – assegurou ele. – Minha mãe conversou comigo, e independente do que tenha acontecido, isso não mudou em nada o meu relacionamento com a Marlene...
– Você não sabe o quanto me tranquiliza ouvir isso – respondeu Mark, e meio nostálgico, acrescentou: – Eu me lembro exatamente do dia em que Marlene nasceu, nós já tínhamos o Mike, mas eu senti que com ela seria diferente. Sabe, parece que eles vão ficar melhores quando crescem, e que vão lhe preocupar menos, ou que o mundo vai ser melhor; mas as coisas não são bem assim...
Depois de mais um suspiro, Severus tomou coragem para continuar o que estava prestes a dizer:
– O senhor pode achar que isso não faz sentido, mas... – ele disse, e quando Mark voltou-se atencioso para ele, ele prosseguiu: – Eu gostaria de lhe pedir permissão para namorar a sua filha...
Mark o olhou sem estender.
– Pensei que já estivessem...
– Sim, nós estamos – Severus respondeu. – Mas devido ao sentimento que eu tenho por ela, eu sinto a necessidade de pedir isso ao senhor, entende?
– Entendo – respondeu Mark, e curioso, perguntou: – E qual seria esse sentimento que você diz ter pela minha filha?
Severus sabia do que o Sr. McKinnon estava falando, mas não conseguiria resumir aquilo numa única palavra, algo que ele nem tinha certeza se poderia ou até mesmo se era digno de sentir. Ele então falou a primeira coisa que veio a sua mente:
– Eu a protejo com a minha vida, senhor – ele disse, e as palavras pareciam completamente erradas, mas era exatamente assim que ele se sentia.
Mark sorriu novamente.
– Claro, eu deveria saber. Tudo bem – concordou ele. – Tem minha permissão.
– Obrigado – Severus agradeceu.
Logo, ele e Mark engataram outra conversa, ao mesmo tempo em que tentavam, em vão, preparar algo para o café da manhã.
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Em Spinner's End, depois de muita conversa, Lorraine ainda se justificava com Eileen:
– Me desculpe. Essa era uma conversa que deveríamos ter tido há vinte e três anos atrás, quando aconteceu a confusão naquela noite em que Orion me beijou, mas... – ela hesitou. – Você pode imaginar a raiva que eu senti de você, quando soube que você tinha contado tudo a Walburga? Justo você Eileen, a minha melhor amiga, em quem eu confiava de olhos fechados... pode imaginar isso?
Eileen deu um suspiro angustiado.
– Quando eu tentei explicar, você já tinha se decidido por não olhar mais para a minha cara. Eu tenho certeza que se você soubesse das minhas razões, você teria entendido o que eu fiz! Na verdade, tudo o que eu fiz foi por você, minha amiga!
Lorraine não entendeu.
– Mas eu pensei que você tinha feito isso pelo Mark, pra me separar dele...!
– Não, claro que não. O meu sentimento por ele nunca foi maior que a nossa amizade – explicou Eileen. – Eu só contei a Walburga sobre Orion, porque eu queria que ela brigasse com ele; era ele, aquele Black maldito que estava estragando a sua vida, o seu namoro com o Mark. E eu não pude prever que, em vez de brigar com ele, ela fosse chamar o Mark para lhe dar o flagrante... Eu fiquei mais arrasada do que você, pode ter certeza...
– Eu tenho certeza sim, agora eu tenho – afirmou Lorraine. – Mas estive tão cega, que só conseguia pensar que você tinha feito aquilo para que finalmente o Mark terminasse comigo e ficasse com você! Me desculpe...
– Mark entendeu tudo errado, e eu também não queria que fosse assim – replicou Eileen. – Ele sempre me viu apenas como uma amiga e eu já tinha me conformado com isso... Mas quando ele disse que tinha terminado com você, eu simplesmente me entreguei... Mesmo sabendo que não passava de ilusão... Tudo foi acontecendo e quando eu entendi que ele nunca iria deixar você para ficar comigo, então fui eu que o deixei... para sempre. Eu nunca fui amante dele, acredite nisso.
– Eu sei, ele mesmo me confessou isso – Lorraine admitiu. – Eu que agi como uma idiota esses anos todos e continuei agindo assim ontem, mesmo depois que você me salvou... – e depois de um suspiro, ela perguntou: – Por que você me salvou? Você tinha todos os motivos do mundo para me odiar e mesmo assim você me salvou... Por que, Eileen?
Eileen sorriu.
– Porque quando você foi atacada, acho que eu ainda consegui ver a minha melhor amiga, aquela garotinha que me ajudou no meu primeiro dia em Hogwarts...
Naquele momento, foi como se elas estivessem revivendo a mesma lembrança.
– Lembrança –
Uma garota pálida, de maria-chiquinhas negras andava pelo imenso corredor de pedras, analisando tudo a sua volta. Estava indo para a sua primeira aula em Hogwarts, aula de Poções, e estava muito ansiosa; depois de tudo que tinha lido nos livros, a sonserina Eileen Prince já sabia que essa seria a matéria de que mais gostaria.
Foi então que algo a tirou de seus pensamentos...
Como se fosse um tufão, rugindo como verdadeiros leões, Eileen viu dois garotos grifinórios bem mais velhos do que ela passarem por si, sem ao menos se importarem ao ouvir o baque dos muitos livros a se espatifarem sobre o chão; um deles inclusive, pareceu muito satisfeito em chutar seu caldeirão para bem longe dali.
Ela pensou em erguer a varinha para revidar, mas não fez isso; seria muita idiotice arrumar uma detenção logo no primeiro dia de aula. Ela era uma Prince, o que seus pais iriam pensar?
Eileen limitou-se a praguejar em pensamentos:
"Malditos grifinórios!"
Então se abaixou e começou a recolher aquela pilha de livros, ciente de que não teria ajuda.
– Eles são ridículos, não são?
Ela ouviu uma segunda voz e só então reparou que haviam mãos a lhe ajudar a recolher os livros. Voltou os olhos para cima, deparando-se com uma corvinal da mesma idade que ela, muito bonita, de longos cabelos castanhos e lindos olhos azuis, a quem ela lembrou de ter visto um dia antes, na cerimônia do chapéu seletor, assim como ela.
– Eu não gosto desses grifinórios – a menina voltou a falar. – E minha irmã Leah está namorando um deles... o Meadowes, aquele idiota que chutou o seu caldeirão... insuportável...! – e sorrindo, perguntou: – Me desculpe, é...
– Eileen – a sonserina respondeu, ao ver a corvinal arquear a sobrancelha com o intuito de que lhe dissesse seu nome. – Eileen Prince, e você?
– Lorraine Mannering – disse a corvinal. – Nós estamos indo para a aula de Poções e acho que você também, não é?
"Nós?" – Eileen se perguntou, e antes que pudesse responder, uma terceira voz se fez presente.
– Claro que estava, Mannering – disse o garoto de cabelos e olhos castanhos, também corvinal, pelo que Eileen reparou em suas vestes. Ele era muito bonito e ela imediatamente lembrou-se dele, também presente na cerimônia. Voltando-se a ela, o garoto lhe entregou o caldeirão que tinha ido parar longe de suas mãos: – Acho que isso é seu...
– Obrigada – Eileen agradeceu, tomando de volta o seu caldeirão das mãos do corvinal.
– Ah Eileen, esse é o Mark – disse Lorraine, rindo. – Um chato – e voltando-se novamente para o garoto, fez as apresentações: – Mark McKinnon, Eileen Prince.
– Prazer, Srta. Prince – Mark disse, estendendo-lhe a mão e garantiu: – Mas não se preocupe; isso não vai ficar assim. O meu irmão é monitor-chefe e eu vou contar a ele o que aconteceu aqui.
Eileen sorriu e Lorraine enganchou seu braço ao dela sem pedir permissão.
– Viu que legal? – a corvinal indagou contente. – A gente vai mostrar pra todo mundo e principalmente para aquele Meadowes que ninguém se mete com a nossa amiga Eileen!
– Amiga? – Eileen voltou-se a Lorraine quase que em choque. – Eu... amiga... de vocês?
– Ah, qual é? – Lorraine zombou. – Você não é do tipo que só tem amigos se eles forem da mesma casa que você... ou é?
Eileen fez que não com a cabeça.
– Então a partir de agora, você é nossa amiga também – Lorraine afirmou. – Afinal, alguém tem que me ajudar a aguentar esse McKinnon!
Eles riram gostosamente e o trio logo tomou o rumo da sala de Poções. Naquele dia, Eileen aprendeu duas coisas: Primeiro: independente de quão belos eles fossem, aqueles corvinais tinham personalidade. Segundo: ela finalmente tinha amigos.
– Lembrança –
Em meio às lembranças, Lorraine deixou-se dizer:
– Eu realmente agi como uma idiota esse tempo todo. Me perdoe pelos vinte e três anos que eu levei até finalmente ter coragem para ter essa conversa com você...
Eileen deu mais um sorriso.
– Pois eu acho que haverá mais que vinte e três anos para colocarmos essa conversa em dia, minha amiga – ela riu. – A julgar pelo quanto nossos filhos estão apaixonados...
Lorraine também riu.
– Acredita que eu ainda estou pasma com essa história? – ela brincou. – Merlin pensou em tudo direitinho, uniu nossos filhos e como consequência, todos esses mal-entendidos do passado se resolveram... É algo simplesmente inacreditável...
– Se é... – concordou Eileen.
Logo, elas também se envolveram em outra conversa, agora sobre seus filhos, enquanto no andar de cima, Marlene acabava de sair do banho. Ela precisava mesmo daquele banho revigorante, e mesmo que não quisesse, precisava também se livrar da aparência de quem tinha feito amor a noite inteira.
Apesar do banho quente, ela sentiu frio ao sair do banheiro, e parou hesitante em frente ao quarto que deveria ser de Severus. Ela não resistiu ao desejo de conhecer o quarto de seu namorado e abriu a porta. Lá dentro, ela pôde notar que era um quarto muito simples, apenas com uma cama de solteiro, a mesa de cabeceira e um guarda-roupa; no todo, muito menor que o seu próprio quarto, ela pensou. Ainda sentindo frio, ela decidiu se aventurar pelo armário, mas só o que encontrou foram algumas roupas trouxas horríveis e uma manta, a qual ela pegou para se enrolar. Depois de mais uma olhada rápida pelo quarto, ela resolveu descer até a cozinha, de onde vinham as vozes de sua mãe e Eileen.
Eileen sobressaltou-se ao ver Marlene entrando na cozinha.
– Já está pronta, Marlene? – perguntou ela.
– Já estou sim – Marlene respondeu, e sacudindo a manta, disse: – Eu peguei isso no quarto do Severus... Espero que não se importe, eu estava com frio...
– Marlene! – Lorraine a repreendeu novamente.
– De forma alguma – Eileen disse, e vendo o avançado da hora no relógio, perguntou: – Vocês vão ficar para almoçar comigo?
Lorraine riu.
– Eu confesso que adoraria, mas tenho outra proposta – disse ela. – Eu quero que você volte a minha casa de praia e almoce conosco, todos juntos...
Eileen então olhou para Marlene, que deu respaldo à mãe:
– Por favor, dona Eileen! – pediu ela.
– Tudo bem – Eileen concordou por fim. – Eu vou me arrumar e volto com vocês!
Assim que Eileen se afastou tomando o rumo das escadas, Lorraine e Marlene se olharam e trocaram um sorriso cheio de felicidade.
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Em Dover, Mark e Severus ainda conversavam na cozinha e até aquele momento, o café da manhã não estava pronto.
– Sr. McKinnon...! – Severus exclamou, e Mark se virou assustado para a porta.
– Por Merlin, o que é isso? – ele perguntou; ambos se sobressaltaram quando à porta da cozinha apareceram Lorraine, Marlene e Eileen.
– Eu fico um tempo fora e quando volto a minha cozinha está de pernas pro ar? – Lorraine brincou ao ver o caos que o marido e o namorado de sua filha aprontaram na cozinha.
Mark ficou confuso; olhou para Eileen e Lorraine sem saber o que dizer.
Severus aproximou-se da mãe e a abraçou, depois também olhou interrogativo para Marlene, que correu até ele para abraçá-lo; ele tomou-lhe os lábios num beijo ávido, sem se importar que sua mãe e os pais dela estivessem por perto. Depois do longo beijo, ele se afastou um pouco para olhar diretamente nos olhos dela enquanto perguntava:
– Você está mesmo bem? – indagou Severus, e quando Marlene fez que sim com a cabeça, ele insistiu: – O que está acontecendo, o que vocês estavam fazendo com a minha mãe?
Marlene sorriu antes de responder.
– Aconteceu um milagre – ela disse contente. – Um milagre de Natal...!
Lorraine então tomou a palavra.
– Eu só fiz o que eu deveria ter feito há mais de vinte anos – ela comunicou em voz alta. – Eu pedi perdão a Eileen...
Mark continuava olhando para a esposa e para Eileen sem acreditar no que estava acontecendo.
– É verdade, Mark – confirmou Eileen. – Eu acho que a partir de agora, nós voltamos a ser amigas...
– Exatamente – Lorraine voltou a falar, enganchando o braço ao de Eileen exatamente como fazia quando criança. – E se vocês nos dão licença, nós vamos preparar um delicioso almoço para comemorar...
Mal disse essas palavras, Lorraine e Eileen foram até a cozinha; da sala, tudo que Severus, Marlene e Mark ouviam era os risos e as gargalhadas das duas, como se jamais tivessem deixado de serem amigas. Momentos mais tarde, um delicioso almoço de Natal foi servido e à mesa, todos estavam muito felizes com a reconciliação de Lorraine e Eileen.
– Eu estou muito feliz que esteja aqui, Eileen – disse Lorraine, e erguendo o copo, propôs um brinde: – Um brinde a nossa amizade, que não acabou mesmo depois de todos esses anos, mesmo depois do que eu fiz, e bem, o resto você sabe...
Todos então ergueram seus copos acompanhando Lorraine. Todos menos Marlene. E quando a mãe a olhou interrogativa, ela disse:
– Eu queria que o Mike também estivesse aqui para brindar com a gente – Marlene explicou triste, e quando viu a mãe ficar séria, com lágrimas voltando-lhe aos olhos, ela interpôs: – Ah me desculpe! Me desculpe, mãe, eu não queria...
Lorraine levantou-se da mesa calmamente.
– Você tem razão – ela disse à filha, surpreendendo a todos. – Eu não posso comemorar o Natal integralmente se o meu filho não está aqui... – e suspirando fundo, ela desabafou: – Eu demorei vinte e três anos para perceber que tinha errado com a minha melhor amiga... Não posso e nem vou esperar tudo isso para pedir perdão ao Mike! – ela olhou para o marido e comunicou decidida: – Eu vou para o Alasca agora mesmo!
– Então nós vamos com você! – Eileen se dispôs, também se levantando da mesa.
– Claro – disse Mark, ficando em pé.
Mas Lorraine recusou a ajuda.
– Não! – ela disse. – Eu agradeço, mas vocês não podem ir comigo, é algo que eu preciso fazer sozinha! Eu sei que é uma casa cheia de vampiros, mas não importa o risco, eu vou!
Diante daquela determinação, todos se calaram. Lorraine então olhou para Mark e Eileen e acrescentou:
– E eu acho que vocês também precisam conversar.
Eles assentiram discretamente e Lorraine concluiu:
– Eu vou usar a rede de flu da divisão de Aurores do Alasca; chegando lá, eu os encontrarei. Não volto pra casa sem o meu filho e a vampira, digo, a namorada dele... Até depois.
Dizendo isso, Lorraine sumiu entre as escadas. Severus e Marlene se levantaram da mesa, e vendo que seus pais precisavam conversar sozinhos, Marlene tomou a mão do namorado entre a sua e comunicou:
– Pai, a gente vai dar uma volta na praia...
– Vão em paz – disse Mark, apoiado por Eileen, que assentiu com a cabeça.
Marlene e Severus então saíram da sala de jantar, mas para surpresa dela, ele não atravessou a porta com ela; ficou encostado ao batente da porta da sala de estar. Marlene então o repreendeu em voz baixa:
– Eu não acredito que você quer ficar aí ouvindo a conversa deles, Severus...!
– Não deve ser nada diferente do que nós já sabemos – ele sussurrou em defesa, puxando-a pela mão para mais junto de si num abraço.
– Por isso mesmo a gente não deveria escutar – contrariada, ela murmurou contra o peito dele.
– Shh – ele pediu, envolvendo-a mais entre os braços, ao passo que seus pais começavam a conversa.
Ainda na sala de jantar, Mark foi o primeiro a falar.
– Você era a minha melhor amiga e acho que você sabe disso...
Eileen suspirou.
– E eu acho que você sabe que, pra mim, a sua amizade não era suficiente... Mas que mesmo assim, a minha amizade com a Lorraine vinha em primeiro lugar... Você me magoou muito escondendo que ia se casar com ela...
– Se você soubesse o quanto eu te procurei depois para me desculpar, mas ninguém sabia de você em todo o mundo bruxo, você sumiu, Eileen!
– Eu sumi do mundo bruxo, Mark... porque eu não aguentava mais as pessoas apontando pra mim em todo lugar que eu ia, dizendo que eu era sua amante...
– Mas nós sabíamos que isso não era verdade.
– Sim, nós sabíamos... mas eu não podia conviver com aquilo... Então eu resolvi me aventurar pelo mundo trouxa e conheci meu falecido marido... Ele me mostrou uma perspectiva completamente diferente de tudo que eu já tinha vivido e acredite: eu fui muito feliz com ele.
– Claro que eu acredito e por um lado, fico até aliviado por isso... Mas mesmo assim, eu também preciso te pedir perdão; eu jamais quis magoá-la tanto assim...
– Já passou, Mark. E como eu disse a Lorraine, não há nada para ser perdoado. Eu segui a minha vida, vocês seguiram as suas, e foi pelos nossos filhos que nós voltamos a nos encontrar. Não pense mais nisso. Eu mesma não penso mais...
Um silêncio se fez e do outro lado da porta, Marlene voltou a reclamar com Severus aos sussurros:
– Já chega, Severus...! – disse ela. – Eu não quero mais ouvir isso... – e desvencilhou-se dele, embora ele tivesse tentado segurar seu braço e largou-se no sofá à sua frente; logo, ele se aproximou mais, sentando-se ao lado dela e a envolveu de novo num abraço.
– Era só para ter certeza de que eles não pretendem mais ficar juntos – explicou ele, e percebeu que ela ficara mais contrariada ainda.
– E se eles pretendessem ficar, qual seria problema? – Marlene o indagou, séria.
– Problema nenhum... – respondeu ele, calmo, acariciando o rosto dela. – Mas eu não gostaria de ganhar um irmão e uma irmã a essa altura dos fatos... Principalmente se essa irmã fosse você...!
Marlene riu.
– Depois do que aconteceu ontem, nem se eu quisesse, eu não poderia ser sua irmã...! – debochou ela.
Severus, porém, ficou sério de repente.
– Falando nisso – começou ele –, você me deixou preocupado hoje de manhã... – e quis saber: – O que foi aquilo que aconteceu com você?
Ela riu de novo antes de responder:
– Acho que era falta de prática...
A sobrancelha dele se ergueu.
– E... só por curiosidade... – ele deixou bem claro o motivo pelo qual estava prestes a perguntar. – Há quanto tempo você não praticava...? – perguntou ele.
– Desde que eu terminei o meu namoro com aquela pessoa... – disse Marlene, se corrigindo depois: – Não, não. Na verdade foi antes, ele já estava estranho comigo antes das férias... Então fazia um tempão mesmo que ninguém comia ninguém... Ah me desculpe, eu não devia falar dessas coisas desse jeito...
– Não se desculpe – Severus pediu, diante do constrangimento dela. – Fui eu que perguntei, você só falou o que eu queria saber e...
Marlene então o surpreendeu, enlaçando os braços ao pescoço dele e ajeitando-se melhor em seu colo.
– Se eu falei demais... – ela disse – ... então acho que a gente podia falar menos e agir mais, o que acha?
– Concordo plenamente – respondeu ele, antes de tomar os lábios dela em mais um beijo apaixonado.
As mãos dele lhe percorreram as costas possessivamente e ela enlaçou uma das mãos a de Severus e usou a outra para trazê-lo mais junto de si. Marlene imaginava se ele conseguiria ouvir seu coração batendo forte, o resultado de todas as emoções que ele provocava nela. Sem esperar, Severus soltou a mão que mantinha presa a dela para passá-la em sua coxa, erguendo-lhe o vestido com um desejo quase irracional; depositando beijos úmidos pela pele exposta do colo, ele deixava Marlene mais excitada ainda.
E então... um susto. Eles se afastaram quase que na velocidade da luz quando ouviram passos descendo as escadas. Recompondo-se rapidamente, Severus e Marlene saíram da sala e se depararam com Mike, Tanya e Lorraine já na sala de jantar.
– Mike! – Marlene exclamou, abraçando fortemente o irmão; ela se atirou também nos braços de Tanya, mas com tanto ênfase que até esqueceu que a pele dela era dura como mármore. – Aii – ela gemeu baixinho.
– Marlene? – Tanya perguntou preocupada.
– Eu estou bem...! – Marlene gemeu em resposta, e voltando-se a mãe, perguntou surpresa: – Mãe, você os encontrou rápido, né?
Lorraine sorriu, abraçando o filho e Tanya ao mesmo tempo.
– Eu tive muita sorte – explicou ela. – Mike estava na divisão de Aurores pedindo permissão para nos enviar uma carta, e então eu pedi perdão a Tanya ali mesmo, na frente de todo mundo...
Marlene sorriu quando o irmão, emocionado, beijou a namorada. E, enquanto eles seguiam para falar com Mark, ela exclamou confusa:
– Esperem! Como a Tanya conseguiu viajar pela lareira? – ela indagou incerta.
– Eu fiz um feitiço de proteção na pele dela, contra as chamas... – explicou Lorraine.
– Ah... – respondeu Marlene.
Mark logo veio ao encontro deles.
– Eu sabia que tudo terminaria bem.
O resto da tarde correu muito agradavelmente e como era de se esperar, o jantar de Natal também foi um sucesso e mais um brinde foi realizado, porém agora, a família estava completa.
Depois do jantar, sob o pretexto de um jogo de xadrez de bruxo, Mike e Mark se retiraram para a sala de estar, enquanto Tanya entretia Eileen e Lorraine numa conversa sobre a sua filosofia vegetariana enquanto vampira. E claro, para Severus e Marlene, não restou alternativa – muito apreciada por sinal – de se retirarem mais cedo para o quarto.
Já no corredor, ele pressionava fortemente o corpo dela contra o seu; entraram no quarto e entre um beijo e outro, Severus murmurava o nome dela. Marlene tremia em resposta ao ardor das carícias dele, experimentando de novo aquele calor sensual que a arrebatava. Ele beijou-lhe a mão, depois passou as próprias mãos com delicadeza pela cintura dela.
– Vamos com calma; eu quero que você possa se mexer amanhã – Severus disse num sussurro, mas aquilo era mais uma afirmação. – Você já está tremendo...
– Eu sei – Marlene sussurrou em resposta. – Mas não é de frio.
Ela sabia que tremia aos carinhos dele; Severus então lhe abriu o fecho do vestido, afrouxando-o e descendo um pouco abaixo dos seios, a fim de acariciá-los; ele levou as mãos até os seios dela, passando os dedos sobre os mamilos rosados, depois os beijou com suavidade até vê-los túmidos e se encheu de prazer ao ver Marlene estremecer outra vez, arfando. Levando-a gentilmente para trás, ele a deitou na cama com delicadeza e tomando-lhe o rosto entre as mãos, beijou-a demorada e apaixonadamente.
Colocando-se de joelhos sobre a cama, Severus terminou de tirar o vestido de Marlene, sentindo a maciez daquela pele clara e por fim, retirou-lhe a calcinha, que ainda o impedia de tocá-la diretamente; ele se deteve para admirar de novo a beleza daquele corpo pequeno. Com a ponta dos dedos, ele traçou uma linha imaginária dos seios até o ventre dela, gesto esse que a fez gemer por antecipação; ela estendeu os braços para acariciá-lo e então, com uma calma agonizante, tirou-lhe toda a roupa.
Quando Severus se deitou sobre ela, em meio a suspiros apaixonados, Marlene levou as mãos até as costas dele, a fim de apertá-lo mais junto de si. Ele então a beijou, e a ânsia do desejo aumentava a urgência dos seus beijos a cada segundo, ele adorava sentir o gosto dela. Suas mãos apertavam o corpo pequeno abaixo do seu e as mãos dela também o acariciavam, como se estivessem memorizando cada contorno do corpo dele.
Marlene viu-se tomada por um desejo intenso, um ardor exasperante que a fazia vibrar da cabeça aos pés; ela o apertou ainda mais forte, o mais forte que pôde, pois todo o seu corpo exigia saciedade. Ele se uniu a ela com delicadeza e sofreguidão, com desespero e muita calma; seus corpos eram um só, suas bocas permaneciam coladas em beijos sem fim. Amaram-se de modo intenso, sôfrego, apaixonado, até que o clímax os envolveu em ondas sucessivas de completo prazer. Severus a tomou por inteiro, tomou-lhe o coração e a alma, até que Marlene gritasse o nome dele no momento do orgasmo. Perdida entre o êxtase e a paixão, ela teve a impressão de que também o ouvira murmurar seu nome no momento do clímax. Depois, passado o instante daquele arrebatamento devastador, tudo que ela ouvia era ele sussurrar seu nome carinhosamente enquanto a envolvia entre os braços.
Marlene se levantou parcialmente para olhá-lo, mas Severus mantinha os olhos semi-cerrados, quase que adormecido. Ela então tocou-lhe a face com carinho e beijou-lhe os lábios suavemente, antes de voltar a se deitar sobre seu peito, o único lugar que queria como refugio naquele momento. Aconchegou-se a ele, sentindo os braços dele se estreitarem em sua cintura.
Aquela fora mais uma noite em que ela tinha alguém e esse alguém também a tinha. Completamente.
SSMMSSMMSSMM
Notas das Autoras
– TATI –
1. Oi pessoal! Esperamos que gostem dessa redenção da Lorraine! Uma amizade tão linda não podia continuar/acabar daquele jeito, né? RSRSRSR.
2. Respondendo as reviews sem login do capítulo anterior:
BCM: Oi! Que bom, obrigado! RSRSR Depois do cap 20, acho que todas querem um Sev! RSSR Bjus!
Luizaarce: Oi! É mesmo? Bom, se você for incluir, me avisa que vou dar um jeito de ler! Sim, faz milagres mesmo e acho que é mais organizado assim né? RSRSR Bjus!
3. Sabem aquele aviso sobre a fic ser única e exclusivamente nossa, um pouquinho antes dos agradecimentos no início do cap? Então, por favor, não o ignorem! Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Então, sobre o aviso, volto a repetir: não o ignorem!
4. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que ainda não comentaram, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar, né?
5. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!
– NINA –
O recadinho de sempre:
GENTILEZA GERA GENTILEZA
REVIEWS GERAM CAPÍTULO NOVO!
O BALÃOZINHO DO REVIEW THIS CHAPTER É LINDO, NÉ?
ENTÃO CLICA NELE E DIZ PRA GENTE O QUE ACHOU! ;)
III
II
I
