Capítulo 21

Narrado por Edward

Lembranças da noite incrível que tive com minha Bella voltavam a minha mente a cada instante. A forma como ela se entregou para mim, cada toque e beijo, seu corpo quente se movendo abaixo do meu, seus gemidos de prazer causados por mim, tudo isso contribuiu para que aquele fosse o melhor sexo da minha vida, e não foi só sexo, foi amor. Fiz amor com a mulher que amo, e aquilo só fez o ato ser melhor ainda. Não havia nada para que eu usasse como ponto de referência e comparação para tudo o que senti naquela noite, enquanto a fazia minha.

Eu não havia conseguido dormir realmente, havia apenas cochilado por alguns minutos com a minha menina em meus braços, mas ela se remexia muito durante o sono e a forma com que nossos corpos ainda estavam conectados fez a missão de eu tentar dormir falhar miseravelmente, não que eu estivesse reclamando.

Eram quase duas da manhã e eu precisava acordá-la, tínhamos que nos arrumar para ir para o aeroporto se não nos atrasaríamos e perderíamos nosso voo e eu não queria isso. Eu queria curtir cada minuto com minha linda mulher longe de tudo e de todos.

–Bella. –a chamei carinhosamente, acariciando suas costas levemente para não assustá-la.

–Hmmm. –ela murmurou em meu pescoço, se remexendo em meu corpo, fazendo com que o maníaco sexual em mim acordasse. Esse lado meu eu havia descoberto somente ao lado dela.

–Acorda amor precisamos nos arrumar. –sussurrei em seu ouvido.

–Só mais cinco minutos. –ela levantou a cabeça, se apoiando em meu peito e eu, literalmente, me senti endurecer dentro dela. Seus olhos se arregalaram e ela me olhou chocada. –Edward!

–Não tenho culpa de você ser gostosa assim neném. –sorri de lado vendo seu rosto corar. Alisei a lateral de seu corpo, sedento para tocá-la ainda mais. –Vamos tomar um banho. –eu disse minha voz carregada de segundas e terceiras intenções, e pela forma como seu rosto corou mais ainda, ela havia percebido as intenções explicitas em minhas palavras.

–Ok. –ela disse com um fio de voz.

Relutante a desgrudei de meu corpo, deixando-a deitada na cama.

–Fique aqui vou encher a banheira. –coloquei a banheira para encher e despejei alguns sais perfumados, tínhamos algum tempo de sobra até que precisássemos sair. Então eu poderia curtir um pouco mais minha menina.

Quando voltei para o quarto ela estava linda agarrada a um travesseiro, sem nada cobrindo seu corpo e havia voltado a dormir, gravei aquela imagem em minha mente por alguns segundos e depois fui até ela.

Sentando-me ao seu lado, comecei a deslizar a mão por sua coxa.

–Bella, acorda neném. –ela se remexeu manhosa na cama e um sorrisinho no canto dos lábios, ela estava fingindo. –Que pena que você está dormindo. –minha mão foi para a lateral de seu seio descoberto e comecei a massageá-lo lentamente. –Uma pena mesmo. –desci minha mão e vi que ela puxou com força a respiração quando coloquei minha mão entre suas pernas sentindo a umidade ali. –Até dormindo você fica molhadinha pra mim neném. –brinquei com os nervos ali e ouvi seu doce gemido.

–Assim não vale. –ela abriu os olhos e ficou me encarando enquanto minha mão ainda brincava com sua doce intimidade.

–Pensei que você estava dormindo. –sorri quando ela abriu um pouco as pernas, me dando mais acesso ao seu corpo e infiltrei um dedo dentro dela, sentindo como ela estava quente, ela escondeu seu rosto no travesseiro. –Não precisa sentir vergonha de mim Bella. –eu disse, mas ela continuou escondendo seu rosto de mim. –Como você está se sentindo? –perguntei preocupado que eu pudesse tê-la machucado em nossa primeira vez.

–Melhor impossível. –ela descobriu seu rosto e sorriu enquanto fechava os olhos, sentindo as sensações que eu causava em seu corpo. Corpo esse que foi feito exatamente sob medida para o meu.

–Vem tomar um banho neném. –a puxei rapidamente para meu colo e vi que seu olhar se prendeu em algum ponto na cama. –O que foi?

–O lençol. –ela apontou e virei-me para ver do que ela falava, e ali estava uma pequena mancha de sangue.

–Isso é normal, significa que eu te fiz mulher. –sorri de lado ao ver a coloração vermelha atingir seu rosto.

–Mas vai ficar manchado se não lavarmos.

–Não tem problema. –a carreguei para o banheiro e a coloquei de pé em frente à banheira.

Sentei primeiro para podê-la acomodá-la entre minhas pernas e a chamei.

–Vem cá. –abri meus braços e ela entrou desajeitadamente na água morna e se sentou entre minhas pernas a abracei colocando-a contra meu corpo, deixando-a entre minhas pernas.

Eu tentei prolongar o banho o melhor que pude, esfreguei seu corpo com uma esponja macia, lavei seu cabelo comprido. Mas o desejo de tê-la ali, tão entregue em minhas mãos, acabou por me consumir e quando dei por mim eu a virava de frente para mim e com uma perna de cada lado de meu quadril ela encaixava seu corpo ao meu. Timidamente ela começou a rebolar em meu colo, causando sensações incríveis em mim, afundei meu rosto em seu pescoço quando atingi meu orgasmo depois dela.

Depois do intenso orgasmo ficamos abraçados por alguns minutos, curtindo a presença um do outro.

–É muito linda nossa casa Ed, eu adorei obrigada. –ela disse depois de um tempo em silêncio.

–Sim ela é. –afundei meu rosto em seu pescoço, e vi a marca roxa que eu havia feito ali sentindo algo dentro de mim se agitar. –E sabe do que mais neném?

–O que? –ela estremeceu ao ouvir o tom de minha voz.

–Eu pretendo foder você em cada cômodo dessa casa. –usei minhas mãos para acariciar suas coxas. –E vou pegar você por trás em frente aquele espelho ali... –pontei para o grande espelho que havia em nosso banheiro. -... Só para você ver o quão linda é quando goza no meu pau. –pelo jeito como ela tremia em meus braços eu soube que ela gostava quando eu falava sujo assim com ela. –Vou te comer em cada cômodo e corredor dessa casa, ouvindo seus gritos e gemidos quando gozar pra mim.

–É uma casa bem grande. –ela disse baixinho enquanto minhas mãos subiam por seu corpo e acomodei seus lindos seios entre elas.

–Sim, uma casa bem grande. –mordi o lóbulo de sua orelha. –Você gosta quando falo com você assim neném? –perguntei impregnando minha voz com mais sensualidade. –Quando digo que quero foder você de quatro naquele sofá em nossa sala? –sorri sentindo seu corpo estremecer.

–Oh sim. –ela gemeu quando estimulei seus mamilos.

Fiquei mais alguns minutos naquelas provocações, apenas vendo a maneira como minha gatinha fogosa reagia as minhas palavras, me divertindo como nunca. Ela era bem tímida, mas eu esperava que com o tempo ela se tornasse mais solta comigo e não tivesse medo de dizer o queria e o que gostava.

Não tínhamos mais muito tempo para relaxar, se não saíssemos em meia hora poderíamos perder nosso voo. A apertei em meus braços e senti meu coração crescer coma intensidade de meus sentimentos por ela.

–Eu te amo tanto. –não consegui mais segurar aquilo que estava preso em meu peito.

Eu não disse as palavras com a intenção de que ela as dissesse de volta, mas o silencio que se seguiu depois de minhas palavras foi constrangedor, então preferi ignorar e fingir que nada havia acontecido, eu não queria pressioná-la.

–Edward. –ela me chamou enquanto eu me levantava para pegar nossas toalhas, a encarei sem nada dizer. –Eu... Droga! –ela estava muito vermelha e desviou os olhos dos meus, não disse nada para respeitar seu momento. –Eu sou apaixonada por você. –abri um sorriso involuntário com suas palavras, era melhor do que nada. –E-e...

–Tudo bem amor, não precisa dizer, só diga quando realmente sentir. –abri a toalha a sua frente indicando que era para ela vir até mim.

A sequei rapidamente a levei para o quarto.

–Coloque uma roupa confortável, vou lá embaixo ver se tem alguma coisa pra gente comer.

–Tudo bem. –ela disse timidamente.

Com a toalha enrolada na cintura desci para a cozinha e lá encontrei torradas, geleia e suco. Coloquei tudo em uma bandeja e subi de volta para o quarto.

Comemos rapidamente. Levei nossas malas para o táxi que eu havia chamado e saímos para o aeroporto. No caminho todo até Port. Angeles, Bella havia dormido e só acordou quando chegamos ao aeroporto.

–Miami? –ela perguntou olhando para o portão de embarque, onde anunciava o nosso destino.

–É só uma conexão. –eu disse enquanto passávamos pelo detector de metal.

Dessa vez nós dois dormimos no avião e logo éramos acordados pela aeromoça.

–Caribe? –ela perguntou mais uma vez sobre o nosso destino enquanto atravessávamos o portão de embarque.

–Sim, gostou? –a abracei por trás colocando meu queixo em seu ombro e virando meu rosto para cheirar seu pescoço. –Meu pai tem um amigo que possui uma praia particular lá e ele disponibilizou a praia para nossa lua de mel.

–Isso é incrível Ed, obrigada. –ela se virou com um lindo sorriso e me abraçou apertado.

Alice tinha razão Bella adorou a escolha do lugar. Foram horas intermináveis no avião. O bom foi que estávamos na primeira classe e tínhamos algum conforto, como poder assistir televisão e ter uma comida decente para comer.

Quando descemos do avião demos de cara com o dia amanhecendo e o lugar já estava abafado.

–Vem à gente tem que fazer o check-in e pegar um táxi. –puxei Bella pela mão, que andava preguiçosamente ao meu lado.

Em menos de meia hora já estávamos dentro do táxi e dei as indicações do nosso destino para o motorista. A viagem do aeroporto até a casa durou quase uma hora e quando chegamos a nosso destino observei minha menina olhar tudo a sua volta encantada com as maravilhas a nossa volta.

–É lindo aqui. –ela disse enquanto caminhávamos até a entrada da grande casa.

–Quero fazer tantas coisas com você aqui baby. –sussurrei em seu ouvido, sentindo-a estremecer, enquanto a puxava em direção ao meu corpo.

Essas horas longas de toda viajem não me permitiu ter intimidade alguma com ela, apenas alguns beijos inocentes, porque se o clima esquentasse de dentro do avião eu não responderia por mim e eu não queria causar constrangimento algum e muito menos expor minha mulher.

–Então faça. –ela sussurrou seu consentimento e foi a minha vez de estremecer com suas palavras.

Rapidamente coloquei nossas malas para dentro da casa. Confesso que a visão era magnifica, a casa tinha uma varanda rodeada por uma parede de vidro e com vista direto para o mar. O jardim que rodeava a grande casa era repleto das mais diversas espécies de plantas e havia até um pequeno lago, com patos e uma fonte onde alguns pássaros bebiam água. Eu poderia ficar por muito tempo admirando os detalhes daquele pequeno pedaço do paraíso, mas a única coisa que eu queria admirar no momento era a minha esposa gemendo embaixo de mim.

Como um desesperado a puxei escada a cima a procura do quarto que ocuparíamos, assim que o encontrei já entrei arrancando minha camisa, eu tinha uma necessidade latejante dela. Nossas roupas foram arrancadas e logo a coloquei deitada no centro da cama de lençol de seda vermelha, que fazia sua pele se destacar, criando um cenário perfeito em minha mente. Eu iria adorar cada centímetro de sua pele, exatamente como ela merecia.

Tive o privilégio de ver seus seios empinados em direção a minha boca e de sentir seus mamilos durinhos em minha língua, um de cada vez, arrancado gemidos sofridos de minha mulher, quase gozando ao ouvi-la pedindo por mais. Desci por seu corpo distribuindo beijos molhados por onde eu alcançava, brincando demoradamente com o piercing em seu umbigo, descendo cada vez mais para meu objeto de desejo, e senti em minha boca seu abdome se contrair enquanto eu descia cada vez mais. E ouvi seu arfar quando minha boca chegou a sua linda bocetinha, que estava molhada e preparada para meus toques, vermelhinha e suculenta. Gemi ao sentir seu gosto único na ponta de minha língua.

Acredito que fiquei mais tempo do que o necessário com a boca entre suas pernas, mas uma vez ali eu não conseguia concentração suficiente para parar de chupá-la e ouvir seus gemidos era como um pedido mudo para que eu continuasse. Senti o exato momento em que seus músculos se contraíram em minha língua e seu orgasmo veio em minha boca e me deliciei quando ela agarrou meu cabelo nesse exato momento gritando meu nome. Sem tempo para que ela se recuperasse me posicionei acima de seu corpo.

–De quatro baby. –pedi e a observei ficar quase roxa de vergonha, mas fazendo exatamente o que eu pedi, quase me fazendo perder a cabeça enquanto ela se posicionava como eu queria, me fazendo ter a visão privilegiada de sua linda bunda, sua intimidade brilhando em um convite para eu me perder dentro dela. –Linda. –eu disse antes de me posicionar com cuidado em sua entrada, que escorria de excitação, lentamente adentrei seu corpo, apenas observando em como nossos corpos unidos eram perfeitos juntos.

–Edward. –ouvi seu gemido e a encarei, vendo que ela me observava por cima do ombro.

–Que foi neném? –sorri quando ela rebolou levemente, fazendo meu pau afundar de vez em seu corpo, arrancando um gemido doce dela e um selvagem de mim.

–Por favor. –foi só o que ela disse e eu atendi ao seu pedido.

Porra! Naquela posição ela ficava mais apertada ainda, se é que isso era possível e tive que me concentrar ainda mais em meus movimentos, para não machucá-la, mas ao que parece ela não queria colaborar. Em algum momento ela apoiou o peso de seu corpo nos braços e empinou mais aquela bundinha perfeita em minha direção, gemendo coisas sem sentido e rebolando sem sentido em meu pau.

–Goza pra mim Bella. –pedi quando senti meu orgasmo chegando, mas eu não chegaria lá antes dela, essa seria a minha prioridade, nunca gozar antes dela.

–Oh meu... –ela gemeu alto quando com algum esforço ataquei seu botãozinho de prazer, esfregando-o no ponto que eu sabia que a fazia gemer mais alto.

Totalmente cansado depois do incrível orgasmo, a puxei contra meu peito, me deitando na cama, deixando ela de costas para mim, ficando de conchinha com ela.

–Uau. –ela arfou ainda ofegante. –Isso foi UAU!

–Eu sei. –me acomodei melhor em seu corpo, sentindo o cansaço da viajem e do sexo louco de alguns minutos atrás me abater. –Você é maravilhosa Bella.

–Você que é maravilhoso. –foi a ultima coisa que ouvi antes de pegar no sono.

Narrado por Bella

Edward era incrível. Ele era perfeito e sabia exatamente como levar meu corpo a loucura. Quando acordei fiquei por um tempo observando-o dormir serenamente agarrado ao meu corpo, ressonando baixinho.

Levantei lentamente não querendo acordá-lo. A tarde estava a pino e a vista da janela do segundo andar daquela casa maravilhosa era magnifica. Fui em direção ao banheiro jogar uma água no rosto e nos braços, o tempo ali era bem abafado. Fui até o quarto e vesti uma calcinha, que peguei em minha mala, e uma camisa de Edward por cima. Desci para explorar melhor a casa. Aquele lugar era incrível!

Só uma coisa a dizer sobre aquela casa. Ela era a cara da riqueza! Tudo do bom, do melhor e do mais caro. Fiquei um tempo na varanda observando a vista, havia um sofá preto e redes ali, tudo protegido por uma parede de vidro, que eu descobri que era automática, quando apertei de curiosidade um botão no braço de uma das cadeiras almofadadas o vidro começou a subir fazendo que dali eu pudesse sentir a brisa do mar. Como Edward estava demorando para acordar resolvi ir até a praia e olhar melhor a minha volta.

–Ai meu Deus que lindo! –gritei para mim mesma quando fui até o laguinho no jardim ao lado da casa e vi uma família de patos ali, era a coisa mais fofa do mundo!

–Oi gatinha. –ouvi uma voz estranha e me virei para ver de quem se tratava.

Parados atrás de mim havia três garotos me encarando fixamente, segui a direção do olhar deles e vi minhas pernas nuas e a camisa transparente de Edward que eu vestia, só usando uma calcinha pequena por baixo. Droga!

–Essa é uma praia particular não deviam estar aqui. –dei dois passos para trás, vendo o sorriso de um deles se alargar.

–Que isso gatinha vamos nos divertir. –um deles disse.

–Meu marido está me esperando.

–Marido? Mas você é tão novinha. –o garoto mais afastado disso e vi seus olhos percorrerem meu corpo e eu me abracei, tentando esconder a visão deles da camisa transparente que eu usava.

–Não vejo marido nenhum aqui. –o que sorria largamente disse.

–Será que agora você vê? –ouvi a voz de Edward e meu peito se encheu de alegria e alivio.

Edward estava parado atrás dos garotos, sua expressão ameaçadora me deu medo.

–E ai tio! –um deles disse, mas eu não prestava atenção neles para saber qual deles foi o abusado, eu só olhava para meu marido que estava realmente furioso. –Esposinha linda a sua. –o garoto riu. –Golpe do baú?

–Filho da puta! –Edward rugiu.

Não entendi muito bem o que veio a seguir. Só sei que Edward avançou sobre os garotos e eles começaram a correr dele que foi atrás totalmente transtornado. Olhei para a imagem sumindo a minha vista e entrei na casa correndo, com medo de que algum deles escapasse e viesse atrás de mim.

Eu estava sentada no balcão da cozinha, com um pote de sorvete de chocolate entre as pernas, que encontrei na geladeira, e o comia compulsivamente com uma colher. Ouvi a porta da frente se abrir com força e então passos pela sala.

–Bella. –ouvi a voz de Edward me chamar e pude voltar a respirar.

–Aqui na cozinha. –observei ele entrar na cozinha e caminhar até mim, parando de frente comigo.

–Acordei e você não estava na cama, fiquei assustado. –ele disse depositando uma mão em cada joelho meu.

Não consegui me conter e comecei a rir descontroladamente. Ele tinha uma expressão tão engraçada no rosto, tentando fingir que nada aconteceu que só me fez rir ainda mais. Não era para eu achar graça na situação, só Deus sabe o que aqueles garotos poderiam fazer se Edward não aparecesse, mas o jeito que ele saiu correndo atrás deles, só de lembrar mais crises de riso vinha pela frente. Eu ri tanto que minha barriga doía e algumas lágrimas escaparam dos meus olhos enquanto eu tentava me recuperar. Edward esperou pacientemente meu ataque de riso acabar e quando me recuperei, ele tinha uma sobrancelha arqueada ainda esperando uma resposta minha.

–Eu estava explorando, achei que não tinha problema, me desculpe. –abaixei meu olhar e peguei mais uma colherada de sorvete, então parei com a colher dentro da boca vendo que Edward observava cada movimento meu. –O que aconteceu com aqueles garotos? –perguntei enquanto lambia a colher.

–Um guarda estava fazendo a ronda e me viu perseguindo aqueles moleques. –Edward sorriu em meio a uma careta. –Eles não vão mais nos incomodar, não se preocupe.

–Que bom. –respondo de boca cheia. –Quer sorvete? –ofereci já que ele não tirava os olhos da minha boca.

–Quero. –ele disse. Peguei uma colherada e levei até sua boca. –Na colher não. –ele disse com um sorriso safado que fez meu corpo se arrepiar.

–Como então? –perguntei confusa.

–Em você neném. –ele disse enquanto levava as mãos a camisa que eu vestia para desabotoá-la, ergui meus braços para ajudá-lo a retirar a peça de meu corpo, empurrando sua camisa pelo meu ombro, deixando-a amontoada em volta de meu quadril. –Porra neném, tá explicado porque aqueles moleques eram tão abusados. –ele disse encarando meus seios desnudos. –Vem cá. –ele pegou o pote de sorvete e me ajudou a descer do balcão.

–Aonde vamos? –peguei em sua mão e ele caminhou comigo parando em frente à mesa de mármore negro.

–Senta-se na mesa neném. –ele afastou uma cadeira e fiquei encarando ele confusa, mas fiz o que pediu, sentei no tampo da mesa e ele colocou a cadeira a minha frente e se sentou na mesma, de frente para mim.

–Edward o que você vai fazer? –perguntei vendo que ele enchia a colher de sorvete.

–Quietinha. –ele disse.

Ao invés de levar a colher a sua boca Edward espalhou o sorvete em meus seios desnudos, que entumeceram na hora, com o contato do sorvete gelado em minha pele quente. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa Edward atacava um seio meu, lambeando e chupando limpando todo o sorvete de minha pele, depois ele direcionou o mesmo tratamento para o outro seio, um pouco de sorvete escorreu em minha barriga e ele desceu beijos em minha pele limpando o rastro de sorvete deixando em mim. Enquanto ele se mantinha ocupado em minha pele, tudo o que eu soube fazer foi gemer sem controle e curvar meu corpo de forma que ele tivesse mais acesso a ele.

–Fica bem melhor assim você não acha? –eu estava ofegante e ele me encarava com um sorriso torto que me dizia claramente que ainda não havia acabado e eu estremeci só de tentar imaginar o que viria para frente.

Eu não havia me recuperado totalmente de seu ataque com sorvete e me surpreendi quando ele, com uma mão de cada lado em meu quadril, arrebentou as laterais da pequena calcinha de renda que eu usava. Aliás, tudo o que eu tinha de roupa intima em minhas malas eram coisas pequenas e rendadas.

–Isso só atrapalha a gente. –com um puxão o resto de minha roupa intima foi arrancado de meu corpo.

Um pé meu de cada vez foi colocado sobre as coxas de Edward e então em um único movimento ele abriu minhas pernas, deixando-me completamente exposta a seus solhos e completamente envergonhada por saber o que ele encontraria ali. Eu estava completamente molhada, sentindo minha excitação escorrer, chegando a ser incômodo.

–Tudo isso pra mim neném. –não era uma pergunta que necessitava de respostas, ele sabia que eu ficava assim por ele.

Com um dedo ele espalhou minha excitação por toda minha feminilidade, ministrando toques que me deixavam a beira de loucura. Como eu estava de olhos fechado não vi nada a minha volta, só senti o sorvete gelado entrar em contado com a minha intimidade e então os lábios de Edward, exigentes. Sua língua brincava em cada pedaço, limpando nos mínimos detalhes o sorvete que já derretia em mim.

–Edward. –abri meus olhos de repente, sentindo o orgasmo chegar tão intenso, tão arrebatador que não foi possível me segurar e conter meus gritos de prazer. Edward apertou forte em minha cintura e aprofundou as caricias entre minhas pernas enquanto eu estremecia ainda pelo orgasmo recente.

–Que sorvete gostoso. –ele me desceu cuidadosamente da mesa e me sentou em seu colo, arrisquei um olhar em sua direção e vi que ele lambia seus lábios, com o restante de minha umidade ali, não resisti em beija-lo e senti meu sabor presente ali misturado com o gosto do sorvete.

Não sei bem como cheguei ao quarto, eu só sabia que eu acordava sentindo o braço de Edward me apertar de encontro a ele, e uma perna sua jogada acima de mim. Rapidamente me lembrei de tudo o que havia acontecido desde que havíamos chegado a nossa lua de mel.

Não tinha como negar, nem se eu quisesse, Edward era incrível e me amava. Eu sentia algo forte por ele também, só não sabia se era amor, então preferi não dizer nada, a dizer da boca pra fora.

Assim como ele era um homem carinhoso, ele era um amante exigente. Nunca me imaginei fazendo as coisas que ele me levou a fazer dentro de quatro paredes, a voz sexy de comando que ele usava enquanto transávamos loucamente só fazia com que eu enlouquecesse mais ainda em seus braços. Ele era perfeito, em todos os sentidos. Nunca imaginei que era possível sentir tanto prazer quanto ele me fazia sentir, mas eu sabia, eu só alcançaria todo esse prazer unicamente em seus braços.

A praia em que estávamos há três dias era linda, mas o calor era sufocante e eu não estava acostumada a isso e estar prisioneira dos braços de meu excitante marido, só fazia a sensação de calor aumentar ainda mais. Comecei a me lembrar da noite anterior. Fizemos amor na varanda com a vista do por do sol, depois nadamos um pouco na praia e fomos a um restaurante não muito distante dali e quando voltamos fomos assistir um filme de vampiros na TV. E depois quando o filme acabou fizemos amor incansavelmente, vez após outra, assim como ele costumava dizer, eu nunca sentia que tinha o suficiente dele em meu corpo e eu queria sempre mais e mais. Eu cogitava a ideia de estar virando uma ninfomaníaca, acho eu que Edward não iria reclamar caso esse fosse o meu caso.

Delicadamente retirei seu braço e perna de cima de mim e levantei para me refrescar no banheiro. Peguei uma camisa sua que estava jogada no chão e a vesti. Como já era quase meio dia resolvi descer as escadas para preparar algo para comermos. Assim que abri o refrigerador, para pegar o frango para fazer estrogonofe, dei de cara com o pote de sorvete de chocolate e senti meu rosto esquentar com a lembrança do que Edward e um pote de sorvete significavam para mim, nunca mais eu tomaria um sorvete sem me lembrar de Edward limpando o doce de meu corpo com sua boca e língua.

Então decididamente peguei o pote de sorvete e resolvi lhe retribuir o favor, a comida poderia esperar. Eu queria primeiro a sobremesa.

Peguei uma colher em uma gaveta e subi correndo as escadas com o pote de sorvete em mãos. Será que Edward gostaria da surpresa.

Assim que adentrei o quarto que estávamos dividindo dei de cara com um Edward esparramado na grande cama, ocupando todo o espaço da mesma, sorri marotamente colocando o pote de sorvete na mesa de cabeceira e subi na cama, engatinhando por cima dele até sentar em cima de seu quadril, onde havia uma bela de uma ereção matinal, apenas coberta por sua cueca boxer branca. Uma linda visão a ser apreciada. Definitivamente, eu era uma ninfomaníaca, ri comigo mesma com o pensamento.

Desci por cima de seu corpo espalhando beijos em seu peitoral e o ouvi resmungar em seu sono.

–Ed. - dei uma mordidinha em sua orelha e desci beijos por seu corpo. –Ed acorda.

–Hm Bella? –o encarei e ele tinha os olhos em fendas devido à claridade provinda da parede de vidro a nossa frente, com vista pro mar.

–Bom dia. –sorri para meu marido que ainda mantinha uma expressão de confusão no rosto.

–Aconteceu alguma coisa? –ele se remexeu embaixo de mim, fazendo sua ereção roçar em meu centro quente e gemi baixinho.

–Sim. –me acomodei melhor em cima de seu corpo e o vi respirar fundo. –Quero tomar sorvete. –peguei o pote que estava na mesinha ao lado da cama e lhe dei meu melhor sorriso malicioso.

–Bella... –vi a compreensão atingir seu rosto no exato momento em que tirei a camisa que cobria meu corpo quase totalmente nu, não fosse pela calcinha de renda preta e rosa que eu vestia. –Porra não faz isso comigo neném. –ele levantou uma mão para me tocar, mas desviei de seu toque.

–Quietinho que agora eu vou tomar sorvete. –eu disse.

Abrindo o pote, peguei a colher e distribui por seu peitoral e abdome uma quantidade generosa do doce e o lambi para limpar cada parte suja de seu corpo, eu o ouvi suspirar cada vez que eu chegava mais próxima ao meu destino final. Tentando ser sexy, me levantei e comecei a abaixar sua cueca por sua perna, ele levantou seu quadril para me ajudar no ato.

Não precisei de coragem para fazer o que fiz, pois só de ver o desejo nos olhos de Edward eu sabia que eu queria fazer aquilo, além do mais não seria a primeira e nem a ultima vez que eu colocaria a boca nele para lhe dar prazer, só que dessa vez eu esperava que ele fosse um pouco mais além do que havíamos feito da ultima vez.

Depois de espalhar o sorvete em sua ereção desci minha boca pelo mesmo, como se eu estivesse, realmente, chupando um picolé. Ri internamente com a comparação. Os urros de prazer que eu ouvia de Edward, cada vez que eu fazia algo que ele gostava, me encorajavam a ir cada vez mais além e então o senti explodir em minha boca. Engasguei um pouco por não estar preparada, mas logo me recuperei e relaxei, engolindo tudo, o gosto não era parecido com nada que já provei antes e não consegui me decidir se era bom ou não, mas não era tão intragável quanto pensei. Mas só depois de fazer o que fiz foi que eu pensei no que havia feito, será que ele iria pensar mal de mim agora? Nós éramos casados, não havia problema havia?

–Você é maravilhosa. –minhas duvidas foram sanadas quando ele me puxou para o conforto de seus braços e ali eu me senti em casa. –O que eu faço com você baby? –ele tinha um sorriso brincalhão que me encantou.

–Tenho algumas ideias. –eu disse e vi sua expressão brincalhona mudar para maliciosa, rapidamente ele virou seu corpo de forma que ficasse por cima de mim e entre minhas pernas.

–Estou disposto a por em pratica cada uma delas amor. –e então seus lábios estavam exigentes nos meus, fazendo com que meu corpo quente esquentasse mais ainda e a umidade entre minhas pernas crescesse cada vez mais a cada toque.