Esse capítulo contém acontecimentos que se seguiram aos do capítulo anterior.


Algum tempo depois o táxi estacionava em frente ao edifício onde Sesshoumaru morava. Eu paguei a corrida e nós entramos pela portaria, onde logo o porteiro me reconheceu.

- Konbanwa senhorita! – Me cumprimentou da forma cortes habitual.

- Konbanwa! – respondi.

O homem saiu de trás do balcão em que ficava e foi até a porta do elevador abrindo-a gentilmente para que nós entrássemos.

- Tenha uma boa noite. – nos disse depois que entramos.

- Obrigada. – Nós duas respondemos.

- Eu nunca estive aqui antes. – Kagome falou pensativa.

Logo a porta do elevador se abria nos revelando o hall de entrada do apartamento. Sesshoumaru apareceu para nos receber. Ele olhou para Kagome com o semblante tranqüilo e sorriu.

- Você está bem Kagome?

- Estou, mas vou me sentir melhor depois que vir o Inuyasha e depois que conversar com ele.

- Você não vai conseguir conversar hoje, ele apagou no quarto de hóspedes. Vá até lá e fique com ele, tente dormir também acho que você está precisando.

O tom utilizado por Sesshoumaru intrigou minha prima e fez com que ela olhasse para mim e depois para ele.

- Não queremos que nada aconteça a você ou meu sobrinho, não é? – Ele justificou sua atitude e Kagome imediatamente se voltou para mim.

- Eu não disse nada a ele. – me defendi. – Ele simplesmente deduziu.

Kagome sorriu levemente.

- Então você já sabia?

- Já.

- Eu posso vê-lo agora?

- Leve-a até o quarto. – Sesshoumaru se dirigiu a mim.

- Claro. Venha Kagome.

Eu levei minha prima até o quarto e após abrir a porta para deixá-la entrar e entregar-lhe a bolsa com algumas coisas pessoais que tínhamos levado a deixei a sós com Inuyasha.

Ao entrar no quarto Kagome ficou por alguns instantes observando o homem que dormia de bruços sobre a espaçosa cama. O rosto dele estava virado para o outro lado, então ela não podia vê-lo. Inuyasha vestia apenas cuecas na cor branca naquele momento e o lençol que provavelmente o estava cobrindo momentos atrás, agora estava no chão.

A jovem colocou a bolsa com seus pertences sobre uma poltrona que havia ali e caminhou lentamente dando a volta na cama para ir ao lado onde poderia ver o rosto dele. Ela sentou sobre os joelhos no chão quando alcançou a cama e fitou o rosto, agora sereno, mas que horas antes ela vira transformado pela raiva e frustração.

- Meu Inu... – ela sussurrou. – Seu bobo, como você pôde pensar que eu não o queria mais, que eu estava apaixonada por outro? – ela indagou em um tom baixo sabendo que pelo sono profundo em que estava, ele não ouviria.

Kagome levou sua mão delicada ao belo rosto de Inuyasha e o acariciou levemente, ele sequer se moveu.

Minutos depois Kagome se levantou e pegou sua bolsa que estava sobre a poltrona. Ela retirou dali uma roupa confortável para dormir e se trocou, logo depois caminhou de volta à cama e ajeitando o lençol e o edredom se deitou ao lado do homem encostando seu corpo ao dele em busca de calor. As mãos delicadas ficaram sobre as costas musculosas enquanto ela sentia a respiração compassada dele e embalada por esse movimento contínuo a jovem adormeceu.

Quando voltei à sala de estar não vi Sesshoumaru, mas ouvi um som e o segui até a sala de tv. Ele estava sentado no sofá com uma xícara de chocolate quente nas mãos e assistia algum programa ao qual eu não prestei atenção. Fui até ele e me sentei ao seu lado, onde pude perceber que havia outra xícara sobre a mesa de centro, que logo foi estendida a mim.

- Como ela está? – ele perguntou.

- Mais calma. Eu espero que eles conversem e se entendam. – respondi e logo depois sorvi o doce e cremoso conteúdo da xícara. – hum... que delícia.

Sesshoumaru depositou sua xícara sobre a mesinha e se acomodou melhor no sofá, recostando-se a um dos braços.

- Vem minha Rin. – chamou manhoso e eu atendi me colocando entre as pernas dele e repousando minhas costas em seu peito.

Senti os lábios dele, quentes por causa da bebida me tocarem o pescoço carinhosamente e os braços me envolveram.

- Eu estou louca para ver a cara do Inuyasha quando souber sobre o bebê. – comentei enquanto ainda bebia meu chocolate.

- Por que?

- Porque eu acho que ele ficará muito feliz por saber que será pai. Aposto que será muito emocionante.

Sesshoumaru permaneceu em silêncio ainda me envolvendo em seus braços, esse silêncio me incomodou então fiz uma pergunta que estava martelando em minha mente.

- Sesshy, como você reagiria se estivesse no lugar do seu irmão?

- Não sei. Eu nunca me vi casado e com filhos, nunca cogitei essa possibilidade. – a frase dita por ele tão calmamente me causou uma sensação estranha e um aperto no peito que eu não soube explicar.

- Uma vida assim para mim... seria muito solitária. – falei comigo mesma e não sei dizer se Sesshoumaru ouviu porque ele não esboçou qualquer reação.

Passados alguns minutos de silêncio em que Sesshoumaru assistia ao programa da tv e eu estava perdida em pensamentos, resolvi afastá-los da minha mente. Não havia porque ficar pensando naquelas coisas, casamento e filhos eram algo que também não fazia parte dos meus planos naquele momento. Havia muitas coisas ainda que eu queria realizar, mas certamente um dia eu quereria uma família.

- Eu estou com sono, acho que vou dormir. – Falei já me levantando.

Sesshoumaru olhou o relógio em seu pulso e depois para mim.

- É, já está tarde. – Ele pegou o controle remoto e desligou a tv, depois se colocou de pé e me seguiu até o quarto.

Nos deitamos após trocarmos de roupa e Sesshoumaru voltou a me abraçar. Eu correspondi ao gesto ainda que aquela sensação estranha permanecesse dentro de mim.

Logo ele adormeceu tendo as pernas musculosas sobre as minhas, eu observei aquele rosto lindo que eu tanto amava e tentava vislumbrar um futuro para nossa relação. Adormeci também após algum tempo sentindo o calor do corpo dele no meu.

Na manhã seguinte por volta das oito horas Kagome despertou. Ela abriu os olhos lentamente e viu que Inuyasha ainda dormia não tendo nem mudado de posição durante toda à noite, isso a deixou preocupada então passou a observá-lo com cuidado. Aliviou-se ao perceber que a respiração estava compassada e normal assim como sua temperatura.

Kagome se levantou e seguiu para o banheiro da suíte, onde tomou um banho e trocou de roupa. Após escovar os dentes e pentear os cabelos, ela retornou ao quarto e encontrou Inuyasha sentado na cama com o rosto escondido entre as mãos cujos braços estavam apoiados nos joelhos.

- Bom dia. – ela falou em um tom tranqüilo e logo chamou a atenção dele.

A expressão de Inuyasha era séria quando a fitou e demonstrava certa desconfiança. Ele desviou o olhar após alguns segundos e passou a fitar a porta da varanda que estava fechada, mas de onde era possível ver o céu lá fora.

- O que você está fazendo aqui? – ele questionou em um tom amargo e dessa vez sua face demonstrou dor.

- Eu falei com seu irmão ontem e perguntei se podia vir aqui para ficar com você. – ela falou ainda observando a expressão dele. – Inuyasha você está bem?

- Minha cabeça... está explodindo.

Ele voltou a esconder o rosto entre as mãos e Kagome foi até sua bolsa onde dentro de um nécessaire havia um analgésico. Ela se aproximou dele e parou a sua frente.

- Você bebeu demais ontem, por isso está com dor de cabeça. – falou estendendo o remédio. – Beba isso, vai fazer a dor passar. – orientou docemente.

Inuyasha voltou a fitá-la com desconfiança e Kagome se sentiu mal por ver tal sentimento nos olhos dourados que tanto amava.

- Eu vou preparar alguma coisa para o café da manhã, quando eu voltar nós conversamos. – A jovem falou já se dirigindo à porta sobre o olhar atento dele.

Kagome deixou o quarto e Inuyasha permaneceu por algum tempo sentado na cama ainda vestindo apenas cuecas. Ele queria muito saber o que estava acontecendo, mas naquele momento não tinhas forças para interpelar a namorada. Sua cabeça estava doendo muito e ele ficaria feliz em arrancá-la naquele momento se pudesse.

Ao chegar à sala de jantar Kagome procurava por algum sinal de sua prima ou de Sesshoumaru, mas nada encontrou. O apartamento estava no mais profundo silêncio e como ainda era cedo, deduziu que os dois estivessem dormindo.

A jovem resolveu caminhar pelo imóvel para conhecer suas dependências, afinal nunca havia estado ali e se pretendia preparar algo para o café da manhã, tinha que encontrar a cozinha. Minutos depois o encontrou e quando entrou no cômodo viu que Rin já estava ali.

- Bom dia Rin-chan.

- Bom dia Kagome. Como se sente?

- Eu estou bem, mas Inuyasha não muito. – ela falou se sentando em uma das cadeiras ali.

- Ele já acordou?

- Sim. Está com uma dor de cabeça terrível pelo que pude perceber.

- Depois daquela bebedeira, isso já era esperado. Vocês conversaram?

- Ainda não. Eu vim com a intenção de fazer algo para o café e levar pra ele. Dei um analgésico para ele tomar, mas acho que ele precisa comer também.

- É verdade. Ele provavelmente não comeu nada ontem.

- Eu disse que conversaríamos quando eu voltasse. Eu quis dar um tempo a ele, me pareceu meio confuso e me olhou com tanta desconfiança... – Kagome falou com tristeza evidente.

- Isso vai passar assim que contar a verdade e ele souber o motivo da sua mudança de comportamento.

- É. E o Sesshoumaru, ainda está dormindo?

- Não. Ele saiu para correr.

- Ah...

- Já está quase tudo pronto. Você pode colocar em uma bandeja e levar até o quarto para vocês dois comerem e conversarem. – Rin falou retirando algumas xícaras e pratos de um armário.

- Eu não sei se conseguirei comer alguma coisa.

- Precisa se esforçar, não pode mais ficar horas sem se alimentar Kagome, isso vai fazer mal a vocês. – A mais velha frisou a ultima palavra o que fez Kagome sorrir levemente.

Elas arrumaram a bandeja e Kagome se levantou para retornar ao quarto e encarar a conversa séria que teria com o namorado.

- Eu ajudo você a levar até lá, depois deixo vocês dois sozinhos. – Rin disse.

Chegaram até a porta do quarto e esta foi aberta por Kagome. Rin entregou a bandeja a ela e sorriu.

- Boa sorte! – desejou falando baixo.

- Obrigada.

Kagome entrou no quarto e encontrou Inuyasha, já vestido, de pé em frente a porta de vidro que dava para a varanda.

- Eu trouxe o café da manhã. – Ela falou logo depois de depositar a bandeja, que possuía um suporte, sobre a cama.

Inuyasha se virou para fitá-la e se manteve em silêncio por um tempo. Kagome não sabia como iniciar aquela conversa, não sabia se devia disparar logo a notícia ou se devia primeiro prepará-lo.

- Você não quer comer? – Perguntou num tom tímido que nunca era utilizado por ela.

- Eu não estou com fome. – respondeu seco.

Kagome respirou fundo e se sentou na cama mexendo os dedos das mãos nervosamente.

- Eu quero saber o que está acontecendo Kagome. Quero que me diga a verdade seja ela qual for.

- Eu sei...

- Então me diz. Se você quer terminar comigo diga de uma vez, não me faça de bobo como você vem fazendo porque eu sempre respeitei você e mereço o mesmo em retorno.

- Não é nada disso Inuyasha. Eu não estou saindo com outro cara e não quero terminar com você. Eu te amo.

- Então por que? Por que você tem fugido de mim, me evitado?

- É que... – Kagome sentiu as lágrimas voltarem a seus olhos.- Ai Kami! Não tem uma forma simples de dizer isso...

- Dizer o que? – ele questionou caminhando até ela e parando a sua frente.

Kagome mais uma vez respirou fundo como se buscasse força para falar o que precisava se dito o quanto antes.

- Inuyasha... eu... eu ... estou grávida.

- O que? – O jovem perguntou incrédulo como se quisesse confirmar o que havia ouvido.

- Eu estou grávida. – ela repetiu com mais firmeza agora, talvez assumindo pela primeira vez com convicção o seu estado. – Por isso eu andei distante e evitando você, eu não sabia como contar.

Inuyasha levou a mão ao rosto em choque, mas logo voltou seu olhar para sua Kagome que permanecia sentada na cama e chorava. Ele ajoelhou-se na frente dela e ergueu seu rosto mirando os olhos castanhos.

- Por que está chorando Kagome?

- Inuyasha, o que nós vamos fazer? O que vai acontecer com a gente agora? – ela chorava agora com mais intensidade.

- Kagome? – ele a chamou e quando a jovem ergueu os olhos para fitá-lo viu que ele sorria. – Nós vamos ter um filho amor, você deveria estar feliz e não chorando. Você não quer ter um filho meu?

- Não é isso Inuyasha. Eu amo você e desde que nos conhecemos eu penso em me casar com você e nos filhos que nós teríamos, mas não imaginei que isso fosse acontecer justo agora. Eu não estou preparada para ser mãe.

- Mas vai estar. – ele disse a abraçando. – Kagome, eu também não faço idéia de como ser pai, mas nós vamos aprender juntos.

- Eu tenho muito medo do que pode acontecer. – ela permanecia agarrada a ele, buscando por segurança e conforto.

- Eu sei que é normal ter medo, mas vai dar tudo certo. Eu vou estar com você sempre, nunca vou sair de perto de vocês. – Inuyasha se afastou um pouco dela e buscou pela barriga, onde o filho crescia.

Kagome inclinou o corpo para trás permitindo que ele tivesse maior acesso. Inuyasha ergueu a blusa que ela usava expondo a pele macia. A barriga ainda era imperceptível, mas ele acariciou e beijou o local.

- Eu vou ser pai... isso é incrível Kagome, simplesmente incrível.

- Você gostou então? – Ela perguntou ainda muito emocionada.

- Claro! O que você achou que eu ia fazer Kagome?

- Eu não sei. Eu fiquei muito assustada quando eu soube e tive medo da sua reação, afinal a gente não esperava por isso.

- Nós não esperávamos, mas não é por isso que vamos amar menos o nosso filhote. – ele ainda acariciava a barriga dela enquanto falava. – Quando você ficou sabendo?

- Eu fiquei desconfiada há um mês atrás e fiz um exame de farmácia, mas só na semana passada fiz o exame pedido pela ginecologista.

- Devia ter me contado logo quando desconfiou.

- Mas podia ser alarme falso e eu rezei pra que fosse...

- Quanto tempo? – Inuyasha indagou deitando na cama ao lado dela.

- Cinco semanas e meia.

- Eu sabia que você ia ser a mãe dos meus filhos. – Ele falou sorrindo e acariciando o rosto dela ainda marcado pelas lágrimas. Kagome também sorriu.

- Sabia? – Ela indagou e ele confirmou com um aceno de cabeça.

- Só não achei que seria tão cedo, mas tudo bem. Eu estou feliz da mesma forma. – Ele beijou a namorada docemente e trocaram carinhos por um tempo. – Não acredito que você ficou com medo da minha reação Kagome. Parece que não me conhece.

- Desculpe por duvidar amor. Acho que o meu medo foi maior do que a minha confiança em você.

- Eu entendo. Você já contou pra sua mãe?

- Não. A única pessoa para quem eu contei foi a Rin.

- Ah então ela sabia?!

- Sabia e o seu irmão também.

- Por que meu irmão soube antes de mim que eu seria pai?

- Ele pressionou a Rin e ela acabou contando.

- Hunf! – O rapaz resmungou e Kagome voltou a sorrir acariciando o rosto dele. – Nós temos que contar logo a sua mãe e aos meus pais. – Voltou a falar dessa vez em um tom sério.

- Eu não sei como farei isso.

- Fará comigo ao seu lado. Nós podemos ir até lá no próximo final de semana para dar a notícia pessoalmente. O que você acha?

- Acho ótimo. Eu te amo, sabia?

- Eu também te amo minha Kagome.

Eram nove e meia da manhã quando Sesshoumaru chegou em casa de volta da sua corrida matinal. Ele entrou pela sala e foi direto ao quarto para livrar-se da roupa suada e tomar um banho.

Minutos depois ele retornou à sala e me encontrou sentada com as pernas esticadas sobre um dos sofás lendo uma revista.

- Bom dia! – me cumprimentou com um beijo nos lábios.

- Bom dia. - respondi.

- E aqueles dois, algum sinal de vida?

- Eles estão acordados. Kagome veio até a cozinha e levou o café da manhã para o quarto. Eles devem estar conversando agora.

- Espero que ela conte logo e acabe com esse joguinho. Eu vou até a cozinha pegar um suco. – falou já caminhando através do corredor.

Sesshoumaru voltou segundos depois e se sentou no mesmo sofá erguendo minhas pernas e as colocando sobre seu colo. Eu continuei a ler a revista calmamente e ele provavelmente me fitou por um longo tempo antes de chamar minha atenção.

- Rin, está tudo bem?

- Está. Por que?

Ele não respondeu apenas me encarou tentando detectar se havia algo errado e eu logo desviei o olhar de volta para a revista.

- Você não vai tomar café da manhã? Vai tomar apenas suco?

- Não estou com fome no momento.

Naquele momento Inuyasha chegava à sala conduzindo a namorada pela mão.

- Bom dia! – Eu o cumprimentei ao perceber sua entrada.

- Bom dia! – Ele respondeu com um sorriso no rosto.

- Pelo visto já sabe da novidade. – Falei percebendo que o humor dele estava diferente.

- Cumprimentem o mais novo pai do pedaço. – Ele falou divertido e caminhou se sentando em um outro sofá. Kagome sorria largamente agora como era seu costume e pelo menos por aquele momento a preocupação parecia tê-la abandonado.

- Eu disse que você estava sendo tola ao pensar que a reação dele seria negativa Kagome.

- É verdade.

Inuyasha puxou a namorada fazendo com que ela se sentasse em seu colo e a beijou no rosto.

Todo esse tempo Sesshoumaru permaneceu calado apenas observando a cena.

- Eu não sei como a Kagome pôde pensar que eu reagiria mal à notícia de que ela me daria um filho. – Inuyasha disse voltando a acariciar a barriga de minha prima.

Eu sorri vendo o quanto os dois estavam felizes e torci para que tudo desse certo pra eles e essa criança pudesse trazer alegria a toda a família.

- Nós temos que contar a Inutaisho e Izayoi que eles serão avós.

- Ah Kami-sama! Eu tremo só de pensar nisso. – Kagome falou ficando com a face apreensiva.

- Não tenha medo Kagome, meus pais vão gostar da notícia eu aposto.

- O que você acha Sesshoumaru? – Kagome perguntou.

- Concordo. Eles vão gostar da notícia e vão se derreter todos com essa criança. – Falou simplesmente.

- Eu vou ligar para casa agora mesmo e dizer que vamos todos jantar lá, daí nós damos a notícia.

Inuyasha pegou o telefone celular e discou o número conhecido. Esperou alguns segundos até que a chamada fosse atendida.

- Residência dos Taisho. – Uma voz feminina atendeu.

- Kaede, sou eu Inuyasha. Meus pais estão aí?

- Estão sim. – A governanta respondeu. – Com qual deles você quer falar?

Inuyasha sorriu ao ouvir a mulher falar.

- Com a minha mãe Kaede, por favor.

- Eu vou chamá-la.

Segundos depois Izayoi atendia ao telefone e sua voz doce pôde ser ouvida pelo filho.

- Oi meu filho! O que houve?

- Oi mãe! Eu estava pensando, o que você acha de nos reunirmos num jantar hoje?

- Acho ótimo. Qual é a ocasião?

- Eu tenho uma notícia para dar e queria todo mundo reunido.

- Tudo bem. Eu vou definir o menu com a Kaede e preparar tudo. Seu irmão e a Rin-chan também virá?

- Com certeza.

- Certo, então está combinado. Teremos um jantar hoje à noite.

- Obrigado mãe!

- De nada querido. Até mais tarde.

- Até. – falou encerrando a chamada. – Pronto, temos um jantar marcado hoje à noite e vamos dar a notícia.

Kagome se aconchegou ao corpo de Inuyasha e foi abraçada por ele.

Nós quatro passamos o dia no apartamento, almoçamos juntos a refeição que foi preparada por mim e Kagome e conversamos.

Mais tarde no início da noite, Inuyasha pegou emprestado um dos carros do irmão para levar Kagome em casa e eu decidi ir junto para se preparar para o jantar. Ele se prontificou a ir nos buscar mais tarde para nos levar à mansão Taisho.

Sesshoumaru e eu nos despedimos com um beijo leve e eu senti o olhar inquisidor dele sobre mim. Talvez fosse verdade que eu não conseguia esconder nada dele, ele conseguia ler minha alma e sabia que eu não estava bem.

Fomos para casa e logo ao chegar eu fui até o meu quarto deixando Inuyasha e Kagome na sala. Ao chegar lá me sentei na cama tentando entender porque estava me sentindo daquele jeito. Que droga! Por que diabos eu estou me sentindo desse jeito?

Logo Kagome apareceu na porta do meu quarto sorrindo. Eu a fitei e ri também ao ver a face dele tão tranqüila e feliz.

- Ah, o meu Inu é tão fofo! – ela disse se sentando em minha cama.

- Eu não falei que ele ia ficar feliz com a notícia?

- É. Ele está sendo um amor comigo.

- E então, vamos nos preparar para o jantar?

- Vamos sim. O Inu vai voltar para nos buscar daqui a pouco.

- Eu vou tomar um banho e você deve fazer o mesmo.

Kagome se levantou e caminhou até o próprio quarto para se aprontar. Eu me dirigi ao banheiro e tirei as roupas entrando logo depois no chuveiro quente.

Depois do banho voltei ao meu quarto e vestida com o roupão procurei em meu closet por uma roupa adequada para o jantar com a família do meu namorado.


Olá meninas!

O que acharam do capítulo? Longo esse também, não é?

Finalmente Kagome tomou coragem e contou sobre o rebento para o mais novo papai do pedaço. Alguém aí tinha dúvidas de que o Inu ficaria babando com a notícia? Acho que a Kagome era a única. rsrs.

As coisas parecem que vão se tranqüilizar a partir de agora para o casal secundário, mas e o casal principal? Rin ficou um desapontada com o comportamento de Sesshoumaru em relação a toda essa coisa de casamento e filhos. Ele realmente nunca havia pensado em tal coisa, mas será que isso atrapalhará o relacionamento dos dois? Dêem suas opiniões.

Eu gostaria de agradecer aos vários reviews que recebi. Essa coisa de falar sobre gravidez não planejada rendeu bastante. É um assunto polêmico e eu esperava as mais variadas opiniões a respeito o que de fato aconteceu.

Adorei todos os reviews que recebi. Todo mundo conhece um caso como esse e cada um segue um caminho diferente, acho que varia de acordo com o caráter de cada indivíduo. Algumas pessoas tem força para enfrentar tudo o que vier pela frente, outras não, mas isso não vem ao caso, o importante é que tivemos uma boa discussão sobre o tema.

Recadinhos:

Vice-chan - Você é terrível, né? Depois dizem que eu é que sou má rsrs. A única criatura aqui que não sentiu nem um pouquinho de pena do Inu, coitado.

Carlinha - Minha xará. Eu adorei o seu review, acho que seu exemplo serve de lição para todos que lerem esse capítulo, exemplo de que não se deve desistir de seus sonhos e objetivos e de que é possível alcança-los mesmo com um bebezinho à tira colo. Obrigada pelos elogio, apesar de não está sendo muito pontual ultimamente, eu tento postar sempre com pelo menos uma semana de intervalo. Beijo no seu filhote.

Nathy - Até você minha leitora revoltada, teve pena do Inu, só a Vice-insensível-chan que não. Adoro homens que choram, adoro vê-los chorar kkkk, por isso coloquei o Inu chorando. Ele ama a Kagome de verdade e estava achando que ia levar um fora, tadinho. Que bom que consegui alegrá-la naquele dia chuvoso. Obrigada pelo review.

Obrigada Arice-chan, Ravenclaw, Acdy-chan, Lu, Yukiko-hime, Yasmiin e Hinata-chan, adoro todas vocês.

Beijos!

PS: Não deixem de usar camisinha, pelo amor de DEUS.