Ajuste de Contas...

. Komoto olhou para todos os convidados a sua volta, sorriu nervosamente, ninguém se manifestava, procurou por sua mãe que a olhava apreensiva e logo em seguida abriu um sorriso. Komoto olhou na direção em que sua mãe olhava e se surpreendeu em ver um garoto, um pouco mais alto que ela, forte, vestido todo de preto, uma máscara lhe cobrindo o rosto, deixando visível somente a boca e os olhos violeta... O garoto se aproximou, beijou-lhe a mão e iniciou uma dança com Komoto que por sua vez o olhava assustada indagando quem seria aquele garoto... Teve a impressão de que o conhecia de algum lugar... O garoto colou a sua boca de leve no ouvido da garota e sussurrou:

- Olá Komoto... – A pequena garota encarou o par de olhos violeta a sua frente e por um momento não soube o que falar... Quem era aquele garoto? – Vai parar de me encarar agora? – Komoto voltou a si, olhou em volta, estava no meio do salão valsando e todos a observavam... Olhou novamente para o misterioso a sua frente.

- Quem é você? – Komoto percebeu um meio-riso naquela boca.

- A pergunta, minha pequena, é quem é você? – Komoto franziu a testa e ameaçou um meio bico que foi logo percebido. – Nossa... Você ainda faz bico toda vez que é contrariada? – O garoto a lançou sem soltar a sua mão, fazendo com que ela girasse e logo todos aplaudiram. – Na verdade, eu sei muito bem quem você é, mas a pergunta é: Você sabe quem é você? – Komoto não tinha o que falar, aquele garoto que estava dançando com ela a intrigava... Era como se o conhecesse a anos... E ainda assim... Tão misterioso... Alguém esbarrou em seu braço e Komoto percebeu que não dançava mais sozinha, a pista estava cheia dos convidados que agora dançavam ao seu lado. Sentiu ser puxada pela mão... Era o tal garoto mistério quem a puxava e a conduzia ao jardim... Deixou-se ser levada.

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Shun observava todos os casais dançando com uma pontinha de inveja, queria estar lá... Hyoga aproximou-se com duas taças de champanhe e ofertou uma a Shun.

- Não obrigado. – Hyoga fez biquinho, encarou Shun que lhe virou a cara e bebeu da sua taça.

- É uma pena... Está tão bom... – Shun encarou Hyoga com desdém.

- Não devia beber tanto... Depois, quando formos conversar, estará bêbado e não irá me ouvir...

- Mas meu amado Shun! É por isso que eu estou bebendo! – Shun olhou para Hyoga que estava com a taça levantada e aquele sorriso patético no rosto.

- Eu te odeio!!! – Hyoga riu quando viu Shun saindo nervoso da sua vista. Shiryu veio logo em seguida.

- Ei, o que foi aquilo?

- O quê?

- Hyoga, Hyoga... Não se faça de besta, por que o Shun saiu daqui tão irritado?

- Ah... Sabe como é, ele me quer só para ele... Aí alguém me olhou e ele ficou irritado... – Shiryu olhou desconfiado para Hyoga, algo lhe dizia que o loiro estava mentindo...

- Bom, enfim, você sabe o que faz... – Hyoga apontou o dedo para Shiryu.

- Exatamente! Exatamente meu caro amigo!!! Eu sei o que eu faço... E como eu sempre sei o que eu faço... Eu vou atrás do Shun! – Shiryu tentou de todas as maneiras possíveis não rir da cara que Hyoga fez, mas isso foi impossível e logo o libriano iniciou uma sucessão de risos. Acompanhou com o olhar o loiro sair do salão em direção ao jardim.

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- Hum... A noite está perfeita... – Mikatú fechou os olhos e deixou que a brisa leve da noite batesse em seu rosto. A garota que estava com ele somente observava. – Você já fez isso? – Komoto olhou-o assustada. – Você já saiu a noite só para sentir a brisa bater no seu rosto? – Komoto fez uma leve negativa com a cabeça. – Pois devia experimentar... É tão bom...

- Eu acho melhor conversarmos... – Dizendo isso, Komoto sentou-se no banco de madeira em frente ao lago. Mikatú olhou para a garota e repetiu o seu gesto. – Bom... Eu tenho muitas dúvidas em relação a você...

- Que bom! Eu não tenho nenhuma em relação a você! – Komoto fez um quase bico, mas lembrando-se da advertência anterior, resolveu desmanchá-lo.

- De onde eu te conheço?

- Rs... – Mikatu jogou os braços para trás, apoiando a cabeça neles, gesto que Komoto percebeu, lembrava muito o pai... – Você me conhece dos seus sonhos, dos seus pesadelos, da rua, da escola... O que você preferir... – Komoto estava se sentindo extremamente irritada. - Agora eu... – Mikatú chegou bem perto da garota. – Conheço-a como ninguém... – Komoto levantou-se.

- Oras! Quem você pensa que é? Por que insiste em dizer que me conhece? Você não sabe quem eu sou...

- Haha... Sei muito mais do que você pensa... Eu sei que você ama pentear os cabelos, é exímia pianista, culta, tem medo de perder os seus pais, a sua matéria preferida é artes, você tem a irritante mania de roer as unhas, detesta barulho e brigas, dorme com um anjinho de pelúcia ao seu lado, tem uma cicatriz no pé... – Komoto arregalou os olhos para o irmão, como ele sabia da sua cicatriz? – Mikatú aproximou-se mais ainda da garota. – Você o machucou jogando bola... Pisou em cima da bola e caiu em cima de um caco de vidro... – Komoto o encarava com lágrimas nos olhos. – E você tem outra... Na sua nuca... – Komoto levou a mão até a sua nuca.

- Foi o meu irmão... Eu era muito pequena... Ele estava subindo na estante... E eu fui imitá-lo... Só que a estante não agüentou o nosso peso... E nós dois caímos... A estante veio por cima... Rs, lembro que papai e mamãe quase nos mataram... – Mikatú riu e colocou uma mecha do cabelo da irmã atrás da sua orelha. Komoto parou a sua mão. – Quem é você? – Mikatú a encarou, amorosamente... Komoto viu tanto amor naqueles olhos violeta... O garoto ia tirar a máscara... Ouviu gritos vindo do outro lado do jardim e quebrou a sua concentração sobre o garoto. Shun vinha andando rápido, nervoso e gritando. Komoto deu alguns passos para frente para ver o que tinha acontecido com Shun, quando ouviu um barulho, olhou para trás e o garoto tinha sumido... Onde estaria? Onde teria ido? Komoto olhou a sua volta, ele não estava em lugar nenhum... Viu quando Hyoga também saiu e foi ao seu encontro.

- TIO!!!! TIO HYOGA!!!! – O loiro parou e esperou até que a garota chegasse perto dele.

- O que faz aqui fora Komoto?

- Eu estava só... – Komoto olhou em volta, não viu uma pista sequer que denunciasse aonde o garoto tinha ido... – Eu estava só tomando um ar... – Hyoga olhou desconfiado para a garota.

- Hum... Sei... Bom... Eu acho que seria bom você entrar e aproveitar a sua festa antes que os convidados tenham ido embora...

- É verdade... Que tolice a minha... Abandonei a minha festa... Mamãe deve estar a minha procura... – Komoto beijou o rosto de Hyoga e seguiu caminho, parou por um momento e encarou o tio. - Tio? – Hyoga voltou o seu olhar para a garota. – Eu vi o tio Shun indo por ali... Ele estava estranho... – Hyoga riu.

- Eu vou falar com ele... – A garota sorriu e seguiu o seu caminho. Hyoga aguardou até que ela entrasse no salão para ir procurar Shun. – Shunzinho!!!!! Eu acho melhor você parar de brincar de esconde-esconde... – Hyoga andou um pouco mais pelo jardim e avistou o virginiano parado de frente para uma árvore. – Ah! Te achei! Até que enfim você apareceu!

- NÃO OUSE!!! FIQUE LONGE DE MIM!!!! – Shun apontou o dedo para Hyoga que por sua vez, começou a rir.

- Shun... Me desculpe dizer... Mas você está ridículo... – Shun abaixou o dedo e desviou o seu olhar do loiro. – Shun... Podemos conversar agora?

- Não temos nada para conversar... – O tom de Shun era grosseiro e agressivo.

- Ah Shun... Vai pra puta que pariu... Eu não acredito... O que eu fiz pra você?

- Muitas coisas Hyoga, muitas coisas!!!! Na verdade não temos o que conversar!

- Ah, você está bravo? – Dessa vez Hyoga era quem estava perdendo a paciência. – Você está bravinho?

- É Hyoga!!! Eu estou muito bravo...

- É... Engraçado... Não foi você quem ficou abandonado na Sibéria por dois anos... Dois anos Shun!!! Não é um dia, não é um mês... Foram dois anos... Sozinho... E você? Você estava lá, na Inglaterra, com braços fortes o aquecendo, não é mesmo?

- Isso é injusto Hyoga! – Shun começou a tremer. – Você me traiu!!!!

- NÃO! EU NÃO TRAÍ!!!! ARMARAM... A R M A R A M... Qual é a dificuldade de você entender isso? Eu estava confuso, achei que você tinha me traído com o Jabú... Como acha que eu estava me sentindo?

- É... MAS FUI EU QUEM TE PEGUEI NO FLAGRA... FUI EU HYOGA, FUI EU!!!! – Shun batia a mão contra o seu peito. Hyoga esmurrou uma árvore.

- Eu fui enganado Shun... – Hyoga recolheu a sua mão e o sangue começou a escorrer.

- Você me enganou Hyoga... – Lágrimas começaram a descer do rosto do virginiano.

- Não Shun... Você me enganou... O que você está fazendo com o Jabú?

- EU NÃO ESTOU COM O JABÚ... NÓS TERMINAMOS!!!! – Hyoga encarou Shun e não conseguiu disfarçar um meio sorriso. – Nós terminamos ontem, quando eu saí correndo atrás de você... – Shun demonstrou mágoa na voz e Hyoga logo percebeu. – E você se escondeu... Eu senti o seu cosmo e você se escondeu... EU TE ODEIO HYOGA!!! – Hyoga fez uma careta e apontou o dedo na cara do virginiano.

- AH, VOCÊ ME ODEIA??? E O QUE FOI AQUELE BEIJO? VOCÊ SIMPLESMENTE FICOU COM VONTADE DE ME BEIJAR E ME BEIJOU? SIMPLESMENTE UM CAPRICHO? – Shun encarou Hyoga, com os olhos totalmente molhados.

- FOI HYOGA... FOI UMA MERDA DE UM CAPRICHO... É SÓ QUE EU SEI FAZER NÃO É MESMO?

- QUER SABER ANDRÕMEDA? EU TE ODEIO!!!! EU TE ODEIO!!! VOCÊ É UM GAROTO MIMADO, CHATO, EGOÍSTA, SENTIMENTAL... VOCÊ TEM TUDO O QUE EU ODEIO EM ALGUÉM!!!! – Shun chegou bem perto de Hyoga.

- Eu te odeio... Você é metido, arrogante, ignorante, frio... – Hyoga encarou Shun e não tardando mais, puxou o seu corpo para junto do seu e o beijou. Shun por sua vez, retribuiu o beijo violentamente, jogou Hyoga contra uma árvore, mordeu o lábio inferior e o beijou novamente. Hyoga desafrochou a gravata e foi o necessário, pois Shun se encarregou de arrancar a sua camisa e jogou-a com força no mato, jogou-se contra aquele peitoral bronzeado e forte. Hyoga tirou a camisa de Shun de qualquer jeito, se deliciou em ver toda aquela brancura, aquela pele macia... Chupou-lhe os mamilos, arranhou-lhe as costas e Shun gemeu de dor e de prazer. O virginiano ajoelhou-se em frente a cintura do loiro e com raiva abriu-lhe a calça, tirou o membro de Hyoga e colocou-o em sua boca, o loiro gemeu de prazer... Shun tinha pressa, lambeu-lhe os testículos, voltou ao membro, regozijou-se em sentir tudo aquilo dentro da sua pequena boca. Hyoga agarrou a cabeça de Shun e começou a fazer com que ele o sugasse cada vez mais e mais... Quando sentiu que o loiro ia gozar, Shun parou e tomou-lhe os lábios, Hyoga achou que fosse morrer, o virginiano por sua vez estava totalmente excitado... Hyoga resolveu brincar...

- O que você quer? – Shum gemeu baixinho, lambeu a orelha do loiro. – Me diz, o que você quer? – Shun o encarou, com aqueles grandes olhos e sussurrou em seu ouvido.

- Eu quero que você me tome como seu... – Hyoga quase gozou só de ouvir aquela voz sensual o querendo... Não esperou mais, abaixou a calça de Shun e o jogou ao chão, o virginiano colocou-se de quatro e Hyoga enfiou o seu membro de uma única vez, sem prepará-lo, sem avisá-lo e Shun gritou, arqueou as costas, gemeu de prazer, gemeu de dor... Hyoga se arrependeu da brutalidade, parou e tocou nas costas do virginiano.

- Shun? Eu te machuquei?

- Hyoga, seu puto, é pra continuar!!!! – Hyoga arregalou os olhos de surpresa, o seu Shun xingando? O seu Shun? Era demais... Riu e começou as estocadas, primeiro de leve, logo em seguida as intensificando... Ouvia Shun gemer e ele logo estava gemendo também, sentindo toda aquela pressão do virginiano em volta do seu membro.... Tão bom... Sentiu que ia chegar ao clímax, debruçou-se em cima de Shun e com a mão esquerda começou a masturbar o virginiano que respondeu com gemidas mais altas... Hyoga intensificou os movimentos em sua mão e nas estocadas, sentiu que iria gozar, viu que Shun também estava quase lá... Segurou-se o que mais que pôde, porém não conseguiu muito e gritou... Shun também... Sentiu se liberto, o seu gozo dentro do seu maior amor e ele correspondendo, gozando em sua mão... A temperatura subiu e os dois pensaram que fossem morrer... Caíram na grama, ofegantes e suados... Hyoga deitado virou o seu rosto para Shun... Ele estava lá... Ofegando... Porém rindo... Hyoga deu a mão ao garoto e riu também.

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Saori e Seiya estavam se despedindo dos convidados que estavam indo embora quando Shun e Hyoga surgiram do jardim. Seiya encarou o loiro e esboçou um sorriso que foi retribuído pelo russo. Shun segurou no ombro de Hyoga fazendo-o parar.

- O que foi Shunny?

- É que... Eu não sei bem... – Hyoga riu e pegou na mão de Shun.

- Shunny... Acabou... Somos nós agora... – Em seguida beijou a sua mão e continuou a caminhada. – Ah... Hoje você dorme comigo? Estou com saudades de você...

Shun encarou Hyoga, abaixou a cabeça, mordeu o lábio e consentiu... O loiro abraçou-o por trás.

- Seremos felizes... Te prometo Shun... – O virginiano não respondeu, se limitou a fechar os olhos e sentir a sensação do bafo quente de Hyoga em seu pescoço.

CONTINUA.

Aiai.. Confusões a vista... Bom, meu primeiro lemon, me desculpem se não consegui transmitir muito bem a mensagem, mas queria uma cena de raiva, sabe?

Recadinho para Karol: Linda, brigada pelo review e seguinte, não é preciso que você escreva fics para ter uma conta no fanfiction e além do mais, caso você queira começar a escrever, não tenha vergonha, comece com uma oneshot (um capítulo apenas), veja o que achou, se o problema for o português, é só adotar uma beta, se for reviews, não se preocupe, o meu review você já tem garantido!!!!

Genti, brigada por todos os reviews, estou muito feliz, atingimos 116 em 20 Caps!!!!

Bjus!!!! Até o próximo Caps!!!!