Capítulo 21
Segredo revelado.
Hermione chegou em Harry com lágrimas nos olhos e deu um selinho nele.
- Hermione, o que aconteceu? Vocês brigaram?
- Não, a gente só discutiu muito feio - disse ela limpando as lágrimas - Vamos esquecer isso?
- Vamos - disse Harry beijando Hermione - Fica tranqüila, vai ficar tudo bem com Rony... E tudo bem com todos, inclusive seus pais!
- Eu não sei, Harry, eu não sei - disse ela ajeitando as vestes dele e deitando a cabeça em seu ombro.
Harry colocou seu queixo na cabeça dela e abraçou com força.
- Eu te amo.
- Eu também te amo.
- Olha ali, se não é o Malfoy - disse Luna com um sorvete nas mãos e a língua para fora da boca, e ao invés de mexer o sorvete para lambê-lo, ela movia a cabeça para cima e para baixo como se estivesse dizendo toda hora "sim" - Vamos aprontar com ele.
Gina sentiu o coração bater bem forte novamente, ficou gelada e suas bochechas imediatamente ganharam um tom rosado bem forte.
- Melhor não, ele vai querer me beijar de novo e eu não quero isso.
- Ah, corta essa! Você está gamadona nele.
Então Draco avisou as duas e andou mais depressa, parando de frente as duas.
- Ora, ora, Weasleyzinha o que faz aqui?
- O mesmo que você - respondeu tentando manter um tom arrogante e desviando os olhos dos deles, ficando na ponta dos pés como se procurasse alguém.
- E será que a filhinha do papai já foi contar para o irmãozinho sobre o beijo?
Gina encarou ele e deu um passo para frente, nisso Luna já tinha deixado os dois a sós.
- Lun ... Volta aqui - mas ela já tinha saído e estava longe demais para ouvir qualquer grito - Sabe, eu não sou dessas garotas ai que correm para contar para o irmão os segredinhos, porque eu sei me defender sozinha.
- É, eu vi quando te beijei, você soube se defender direitinho – zombou Draco com desdém.
Gina deu um passo para trás pois Draco se aproximava.
- Eu só não te bati...
- Porque gostou do beijo! - afirmou Draco emendando - Mas eu não vou repetir a dose, a primeira vez é grátis, as outras precisam pagar, ou as garotas serem bonitas para ganhar, que não é o seu caso.
Gina soltou uma gargalhada e tentou não desviar o seu olhar ao de Draco.
- Você dizendo isso parece que já beijou muitas garotas - disse em tom sarcástico.
- Beijei o suficiente para ficar experiente, e aposto que você gostou como todas as outras – Draco deu um passo a frente e ela começou a recuar a cada palavra que ele dizia.
- Ah, sim, se babar é beijar bem, pode se dizer que o meu beijo é um dos melhores do mundo.
- Eu não disse que você beija mal - disse Draco se aproximando dela, agora a garota só faltava escalar a parede para fugir dele.
- Então, acabou de afirmar que eu beijo bem.
- Acertou, você beija mesmo bem - disse sorrindo.
Gina ficou astuta, aquele não era Draco, um Malfoy nunca diria aquilo para uma Weasley. Estava brincando, só podia!
c- ia dizendo Gina mas nesse momento Draco já estava com as mãos na cintura da garota e a puxou para perto, Gina não conseguiu tentar se afastar por muito tempo, pois o beijo de Draco era mesmo muito bom e não era um beijo comum, era um rompimento entre a inimizade dos dois.
Gina bagunçava o cabelo do garoto enquanto ele fingia brincar com ela, mas a brincadeira que ele fingia era só para poder ganhar alguns beijinhos dela, mas Gina reuniu forças e empurrou ao pensar que isso poderia cair na boca de Rony.
- Vamos parar por aqui, Draco, ninguém pode saber.
- Mas você gostou?- disse ele sorrindo com uma cara de maroto.
- Eu não sei, estou na dúvida – disse ela um pouco descontraída.
- Se está dizendo isso é porque gostou, Gi... Weasleyzinha.
"Ei, você quase chamou a garota de Gina, se toca, ela é uma Weasley pobretona e sempre será uma Weasley imunda e pobre, e esse beijo só foi uma raiva do que aconteceu há alguns dias na Ala Hospitalar" ele parou para pensar "Você só está se vingando do que ela te fez na ala hospitalar... só! E isso não passa de brincadeira!"
Ele queria... era isso! Achou a palavra certa, queria se vingar de Gina Weasley.
- Dra... Malfoy, pára de brincar assim comigo, isso me incomoda.
Draco sorriu, "ela gostou! Isso é bom, ou será? NÃO! EI PARA DE PENSAR ASSIM DELA, ela é sua inimiga".
- Posso te chamar assim, Draco? É que facilita as coisas, se eu falar "Malfoy" a Luna pode confundir com o seu pai... e...
- Pode sim, ruivinha! - respondeu ele sorridente.
- Ok, olha Draco, é melhor a gente parar com isso, essas brincadeiras não dão certo.
- Gina, você está doidinha para ganhar mais, eu vejo nos seus olhos.
- Ok, ok, olha eu admito que adorei, até gostei se quer saber, mas não dá mais para continuar, entendeu?
- Ok, se você quer assim, pode ir embora, só que nunca mais me procure.
Gina olhou para ele, como conseguia ser tão sistemático? Puxou ele pela gola das vestes e o beijou.
- Nossos caminhos ainda tem muito o que se cruzar – ele sussurrou quando ela afastou.
E ela saiu contente, sorrindo, por mais que não reparasse estava rebolando pelas ruas de Hogsmeade, estava tão feliz que não conseguia parar de se achar um minuto, afinal era uma das garotas mais felizes de Hogwarts; ou Hogsmeade. Já Draco encarava suas costas, ou melhor, algo abaixo de suas costas achando tudo aquilo muito impressionante, ou melhor, não passava de uma brinca de mau (ou bom) gosto.
Harry acordou mais cedo do que o comum no dia seguinte, tinha sonhado com Sirius, por que isso agora? Justo agora que ele tinha superado as lágrimas? Foi até o malão e puxou o espelho de Sirius, parecia mais escuro, contemplou o espelho e passou os dedos nele, foi até o banheiro, girou a chave e sentou no chão.
- Sirius - chamou Harry - Sirius Black!
Ninguém respondeu, o espelho foi ficando mais escuro, e então Harry pode ver dois olhos, o susto foi tão grande que o espelho saltou de suas mãos e por sorte foi parar em um canto onde tinha muitas roupas no chão, e por sorte não quebrou.
- Sirius Black?- chamou Harry se levantando e aproximando do espelho, mas nele não tinha mais nada, Harry pegou o espelho e voltou para o quarto, agora ele tinha certeza que não ia mais dormir.
Desceu para a Sala Comunal deserta, exceto por Bichento que procurava ratos em volta da mesa, então Harry apanhou Bichento e levou ele para o sofá e ficou brincando com o gato.
- Gostaria de ser você, Bichento, um gato comum como todos os outros, já eu, sou um garoto anormal, todos me olham... me apontam... a única pessoa capaz de acabar com esse inferno que está acontecendo no mundo, eu sou culpado de tudo! - respondeu chateado.
Bichento miou baixinho como se lamentasse.
- Que história é essa?- perguntou Hermione de camisola com as mãos na cintura atrás do sofá.
Harry se levantou em um sobressalto e Bichento caiu no chão e soltou um miado zangado.
- Harry, você está escondendo algo de mim?
"A profecia" pensou ele rapidamente, corando.
- Não tem mais o porque você ficar escondendo as coisas, somos namorados agora, Harry – ela pegou as mãos dele e apertou com força.
Harry olhou para os sapatos, contava agora ? ou não?
- Luna, eu posso julgar que você é maluca?
- Eu sei - murmurou ela.
- Se o Filch pegar a gente, em uma hora dessas fora da cama...
- Não vai pegar - disse ela olhando para os lados para conferir se o corredor estava deserto.
- Como você pode ter tanta certeza?
- Mandei o Pirraça acabar com a Sala dele.
Gina soltou um riso abafado.
- Eu ainda não acredito que estamos fazendo isso - disse Gina descendo as escadas e olhando para os lados.
- Nem eu, mas precisamos ir - disse ela bocejando.
Luna e Gina desceram até as masmorras, então ouviram passos.
- Snape - murmurou Luna bem baixinho, pegou Gina pela gravata e puxou ela para trás de uma armadura.
Assim que Snape subiu para o Saguão as duas saíram aliviadas, então Luna pegou o pulso de Gina e levou para o final do corredor.
- Boa sorte, amiga - disse Luna dando um beijo na testa de Gina - Não esqueça de bater na porta.
- Ei, espera - disse Gina quando Luna já sumia na escuridão das masmorras.
"Não esqueça de bater na porta" Foi o que Luna disse, Gina esticou as mãos e bateu levemente, a porta foi escancarada por um garoto louro, sonserino, com o corpo alto.
- Eu pensei que você não vinha.
- O que?- perguntou ela assustada.
- Recebi seu bilhete e vim aqui imediatamente – disse ele óbvio.
- Que bilhete?- perguntou Gina incrédula.
Draco tirou do bolso um bilhete escrito.
Draco, Sua ruivinha.
Me encontre na última Sala das Masmorras, estou com saudades de experimentar o seu veneno.
Gina sabia que aquele era mais um plano de Luna. Pelo menos a caligrafia era garranchosa igual à dela.
- Não foi eu quem escreveu!
- N-não? – perguntou perdendo o chão aos seus pés.
- Não - respondeu Gina secamente - Foi a Luna.
- C-como a-assim?
- Isso, Luna escreveu para unir a gente, mas eu já disse, nós, não podemos continuar isso.
Gina girou os calcanhares e foi em direção à porta, mas Draco a pegou pelo braço e a puxou com força, fazendo ficar frente a frente a ele.
- Podemos lutar pelas indiferenças, se você quiser.
Gina não estava acreditando no que ele estava dizendo. Mas na mente dele só havia uma idéia, fazer a Weasley sofrer! E isso não passaria de um plano, estava decidido.
- Não, você é um Sonserino, maldoso, você é um Malfoy e sempre será um Malfoy!
- Gina, pára de falar besteira, e-eu, eu te amo.
Gina apurou os ouvidos e essas palavras ecoaram da cabeça ao coração, ela simplesmente não estava acreditando no que estava vendo, ou melhor, ouvindo.
- Não me ama não, você ama sua Pansy, e vai atrás dela.
- Por que está fazendo isso? Pára de se fazer de difícil.
- Draco, só estou sendo realista, se toca, a gente não tem futuro, nossos pais nunca iam deixar a gente namorar, e você é um Malfoy – sua voz estava começando a se alterar automaticamente.
- Eu posso mudar. Você pode mudar. Nós podemos mudar isso!
- Você já devia ter mudado se quisesse! - disse Gina pegando o pergaminho, e jogando no peitoral dele com violência, e abriu a porta, saindo correndo pelas masmorras.
- Ok, eu mudei, ok? – ele disse entrando na frente dela.
- Prova - disse ela tão alto que ficou com medo de alguém ouvir no Salão Principal, e seu grito ecoou pelas masmorras, Draco corria ofegante atrás dela, já que estava alcançando os degraus para o Salão Principal.
- Perai Gina, você precisa me escutar.
- Não, Draco, não tenho mais nada para dizer!
- Eu mudei, todos mudam. Você precisa acreditar em mim – disse depressa, ele pensou por um instante em mudar de profissão, sabia mentir excelentemente bem.
- Eu sei, então prove, eu já disse.
- Que tipo de provas que você quer?- perguntou Draco quando eles chegavam no Saguão.
- De que você mudou - respondeu ela secamente.
- Gina, não esconda, você me ama também e quer me beijar. EU SEI!
- N-Não, eu não te amo, mas estou gostando de você, é diferente de amar, e esse gostar pode ser destruído, vou aproveitar que estamos no começo de tudo isso e acabar logo com isso, eu quero te esquecer, certo?
Draco ficou ali, incrédulo com a atitude da Weasley, nunca pensou que a garota fosse tão difícil assim, enquanto a garota subia pelas escadas do Saguão, então uma varinha com a luz acesa se ergueu no rosto de Gina.
- Peguei você Weasleyzinha - disse Snape com os olhos brilhando de felicidade.
Draco olhou aquilo assustado, será que devia correr? Ou ajudar, Gina? Precisava pensar em segundos. Era uma questão de agir, pela razão, ou pelo coração, e como dizia seu pai.
"Sempre siga o lado da razão...e não do coração, meu filho!"
Mas ele estava pensando...
- É quer sabe, Hermione? - disse Harry decidido - Eu acho melhor eu ir dormir, amanhã eu te conto tudo, certo?
- Não, eu quero saber tudo agora – pediu com meiguice.
Harry sentou nas poltronas.
- Dumbledore me contou sobre a profecia do Ministério da Magia, e aquela profecia diz "enquanto um viver o outro não poderá sobreviver". Foi isso – disse tudo de uma vez.
- Mas quem são esses dois?
- Eu e Voldemort - respondeu Harry fazendo Hermione debulhar em lágrimas e Harry começou a contar tudo a ela detalhadamente.
Harry esperava conselhos, mas Hermione não parava de chorar mais e mais.
- Harry, pode contar comigo - disse ela pegando nas mãos dele - Eu vou estar aqui para o que der e vier - e beijou a testa do rapaz.
- Eu te amo, Hermione - disse Harry abraçando ela.
Draco tinha decidido pela razão, mas nas seguintes hipóteses; ele queria descontar sua raiva em Gina, e para isso, tinha que fingir que estava do lado dela, e não do lado de Snape, jogando a culpa nesses fatos, ele julgou que agisse pela razão e sobressaltou até a dupla.
- Prof. Snape - disse Draco indo até lá, seu coração palpitando pela boca - Eu também estou aqui.
- Malfoy? O que você está fazendo? Não, volte para sua Sala Comunal. Agora mesmo!
- Quero a mesma punição do que Gina - respondeu ele secamente - Nós dois estamos fora da cama.
- Mas... – ia dizendo o professor crispando os lábios e deixando o queixo cair.
- 50 pontos da Grifinória e 50 pontos da Sonserina, e mais detenção – disse Draco tentando imitar o professor Snape, como se comandasse as ordens.
- Tudo bem... 50 pontos para Grifinória! 50 pontos para a Sonserina! E mais uma detenção para cada um – concordou o professor com cara de estupefação.
Draco sorriu.
- Posso ir, agora?
- Amanhã sem falta, os dois na minha sala, às 8 da noite - e deu os ombros, muito irritado.
Draco olhou para Gina.
- Eu podia ter corrido – justificou Draco.
Gina deu um beijo no rosto de Draco.
- Isso é a segunda prova de que você mudou - disse ela virando as costas.
Draco ficou um tempo estupefato, parado, então correu atrás de Gina para alcançá-la.
- E qual foi a primeira prova?
- O beijo de Hogsmeade - disse ela virando as costas e subindo.
- Gina, o que faz aqui?- perguntou Hermione limpando as lágrimas e se levantando da poltrona.
- Te conto outra hora, vou deixar você dois em paz, ah! Antes que eu me esqueça...
Gina sentou de frente a Harry e Hermione e contou toda a versão que Luna escutara na Casa dos Gritos.
- Príncipe Mestiço?- perguntou Hermione.
- Eu gostaria de saber quem é o garoto da profecia - disse Gina olhando para Harry que fez uma cara de quem não sabia de nada, Hermione olhou para Harry, com um certo ar de mistério.
- Gina, vá descansar.
- Ok - disse ela se levantando - Bom madrugada para os dois - disse ela antes de entrar no dormitório.
- Hermione, Snape ou McClagan, um dos dois é o Príncipe Mestiço, mas quem será?
Hermione fez uma cara de dúvida.
- Assim que amanhecer temos que abrir o jogo com McClagan, só assim para descobrir. Essa história está mal contada.
- É isso que eu vou fazer - disse Harry beijando Hermione - Bom, já que não consigo dormir - mas uma coruja cortou o Salão Comunal e deixou uma carta cair sobre eles, Harry apanhou, estava endereçado para ele mesmo.
Harry rasgou o envelope, não costumava receber carta de mais ninguém, exceto dos amigos, Sirius, Rony e Hermione.
Caro amigo Harry, Gostaria que você desse uma escapadinha hoje em Hogsmeade amanhã de manhã, temos um segredo para te contar, Três Vassouras, às 10 horas, tudo bem pra você e seus amigos?
Remus Lupin.
- Será que essa carta é mesmo de Lupin? - perguntou Hermione pensativa.
- Talvez, descobriremos hoje.
- Olha, vamos fazer o seguinte, eu e o Rony vamos à frente e depois daremos o sinal para você ir, certo?
- Não, não vou arriscar a vida da minha namorada - disse Harry beijando ela.
E logo atrás Rony apareceu.
- Comentavam sobre mim?
- Sim - respondeu Hermione contando sobre a carta a ele.
- Então Hermione disse para você e ela irem na frente para ver se a carta era mesmo do Lupin.
- Vocês não estão de segredinho sem mim? Por que não fazem as coisas sem mim? Não somos mais um trio - disse Rony ajeitando as vestes e virando as costas.
- Pára de besteira, garoto infantil - disse Hermione se levantando - Ainda somos um trio, você que está bancando como um idiota.
Rony resmungou alguma coisa e então disse.
- Ok, eu vou com vocês.
Harry sorriu e deu um abraço em Rony.
- É assim que se fala, cara.
Rony sorriu e continuou abraçado com Harry.
Assim que tomaram café os três deixaram Hogwarts e foram para Hogsmeade, Harry consultava o relógio pelo menos três vezes em dez minutos, e às 9:45 resolveu que era melhor já irem indo para o Três Vassouras.
Os três não avistaram ninguém da Ordem tão cedo, quando o relógio anunciou 10 horas em ponto que Lupin, logo depois Tonks e por último Hagrid.
- Olá - disseram os três indo ao encontro dos rapazes.
- Pensei que vocês não iriam vir - disse Rony.
Tonks sorriu e abraço Rony que corou levemente, e então pegaram uma mesa no fundo, Hagrid tinha lágrimas nos olhos.
- Sinto muita falta de Hogwarts.
- Nós sentimentos falta de você também - disse Hermione quase no mesmo instante.
Hagrid derramou mais lágrimas no copo de Cerveja dele mesmo e de Lupin que estava ao seu lado.
- E então Lupin, sobre o que você queria dizer?
- McClagan, saiu de Hogwarts, certo?
- Saiu – confirmou Harry olhando para Rony que fingia não escutar.
- Ok, certo, então precisamos contar, Dumbledore nos disse tudo, e espero que você tenha dito aos seus amigos.
Harry corou e sentiu escorregar por debaixo da mesa, mas Hermione deu um cutucão fazendo Harry sentar normalmente.
- Ok, eu só contei para Hermione.
Rony ignorou e continuou olhando a loja, como se nunca tivesse visto antes.
- Então, é sobre a profecia, bom, aconselho que conte para o seu amigo Ronald outra hora então, precisamos conversar urgente com você, sobre o Príncipe Mestiço.
Harry engoliu em seco.
- É o Snape ou o McClagan - disse Hermione - Nós já ligamos os fatos e sabemos da história.
- É, mas, olha, vocês não podem sair dizendo que são só eles, eu também estou incluído na história. Ou o mundo inteiro pode estar, não se pode afirmar nada em circunstancia alguma!
Harry corou.
- Snape, você e o McClagan, ok, mas quem achou a coroa?
- Ainda não acharam - disse Lupin - Ela ainda está na base de Lord Voldemort.
Então ouviram um copo de cerveja amanteigada estourar, era uma mulher na mesa ao lado conversando com o namorado.
- Desculpe - disse Lupin se voltando para Harry.
- Mas quando vou descobrir sobre esse tal Príncipe?
- Então, a questão é essa, eu e o McClagan acreditamos que Snape não tenha nada haver com isso tudo, portanto, somente eu e o McClagan vamos entrar na base de Vold...-vocês-sabem-quem – acrescentou depressa ao ver os olhares de censura de Hagrid.
- Vocês piraram?- perguntou Harry aos sussurros - Nunca ninguém conseguiu entrar lá.
- O Príncipe Mestiço sobreviverá, se um de nós somos o Príncipe, vamos sobreviver para ajudar você um dia.
Harry balançou a cabeça.
- E se for o Snape?
- Precisamos descobrir, não há outro meio.
Harry estava incrédulo, Hermione assustada.
- E Hagrid, quando você volta para Hogwarts?
- Não vou mais voltar - disse ele abafando um riso - O meu casamento com Madame Maxime está marcado para dia 25, bem no Natal - murmurou ele feliz derramando mais lágrimas - Vai ser na Terra dos Gigantes e infelizmente vocês não poderão ir.
- Tudo bem, Hagrid, nós entendemos - disse Hermione olhando para Harry que concordava, ela pensou em olhar para Rony mas o amigo estava se dando ao trabalho de reparar nos detalhes do teto da loja.
- Grope está ajudando à Ordem da Fênix - disse Tonks animada.
- Que legal - murmurou Harry feliz - Ele está mais controlado agora?
- Exatamente, ele está nos ajudando muito, é o guarda da Ordem.
- E Harry, temos outro assunto mais inquietante - disse Lupin - Mas precisamos dizer a você, antes que você saiba por outra boca.
Harry olhou assustado, Tonks não parecia bem.
- Você acha melhor falar mesmo Lupin?
- Acho - disse ele fitando Tonks - Antes que o Malfoy conte a eles.
Tonks pareceu engolir um gelo, Hagrid virou o rosto para não deixar o rapaz um tanto espantando, e então Lupin começou.
- A Sede da Ordem foi descoberta, Dementadores invadiram a Ordem, mas por sorte, conseguimos tirar muitos deles.
Harry pareceu que ia chorar, Hermione bufou olhando para o teto enquanto Rony disfarçava bem fingindo reparar a loja.
- Eu não acredito - disse Harry dando um soco com muita força na mesa.
- Acalme-se, está tudo sobre controle - disse Lupin tentando acalmar Harry - E tem outra coisa que eu preciso entregar a você - Lupin se levantou, remexeu nas vestes e tirou um embrulho para Harry, ele pensou no começo que fosse um livro ou algo do tipo, isso foi até antes de rasgar um pouco do embrulho e então perguntou assustado.
- Por que isso agora? - perguntou para Lupin - Eu já estava tão bem.
- Harry, eu preciso que você descubra, aconteceu alguma coisa, eu vi dois olhos hoje de manhã nesse retrato.
Harry recuou para trás.
- Eu também vi dois olhos esta manhã.
- Então, pensei que você soubesse de algo, mas acho melhor você pegar os dois espelhos e ficar com você, se descobrir alguma coisa, você saberá onde encontrar a gente, não mande só uma carta, mande mais de uma só para ter certeza de que ela chegará, afinal, muitas corujas estão morrendo com a Segunda Guerra.
Hermione olhou tristemente para Harry e segurou a mão dele.
- Estamos indo, vamos Hagrid?- chamou Lupin se levantando.
Harry, Rony e Hermione se levantaram e abraçaram Lupin, desejaram boa-sorte e então se despediram de Hagrid, e quando Harry foi abraçar Tonks ela deu um passo para trás.
- Ei, eu vou ficar.
- Como assim?- perguntou Harry sem graça abaixando os braços.
- Eu vou substituir McClagan.
Hermione sorriu e bateu palmas.
- Parabéns - disse Hermione contente abraçando ela.
- Boa-sorte com a sua nova carreira, Tonks - disse Lupin acenando antes de sair com Hagrid que acenou, também.
- Rony, eu preciso te explicar...
- Eu já entendi tudo, fui excluído do trio, Harry, quer saber? Agora que Tonks está em Hogwarts vocês tem uma pessoa para me substituir.
- Rony, pára de barraco - pediu Hermione com gentileza olhando pelo canto do olho o número de gene que estavam olhando eles - A gente vai explicar tudo.
Harry com a ajuda de Hermione explicou tudo ao Rony e pediu desculpas, mas isso foi em um lugar mais isolado das redondezas, o garoto pareceu não entender muito bem e aceitou as desculpas mesmo que fosse contra sua vontade.
Os quatro andaram por Hogsmeade o dia todo, e deixaram de ser um grupo de quatro pessoas quando encontravam Gina e Luna conversando sobre o kit-maquiagem Tonks se animou com o assunto e passaram a ser seis.
A noite chegou no castelo sombrio, Harry e Hermione passaram um tempo discutindo sobre Lupin e McClagan, Tonks foi apresentada por Minerva no jantar, ela ficou muito grata por ser a nova professora, e Harry ficou com medo de perder o emprego.
- Alunos do segundo ao quinto ano, o Prof. Tofty teve que sair à pedido do Ministério, McClagan pediu demissão, e do segundo ao sétimo ano teremos aula somente com Tonks, o pessoal do primeiro ano continuará com o Professor Harry, e eu gostaria de pedir desculpas pelo transtorno.
Após muitas palmas Harry se levantou e disse.
- Rony, Hermione, desculpa, mas estou cansado e preciso dormir - disse Harry pegando o guardanapo e limpando os lábios - Nos vemos mais tarde.
Harry deu essa desculpa dizendo que ia dormir mas na verdade iria estudar os dois espelhos, chegou no quarto, a primeira coisa que fez foi abrir o malão e tirar o outro espelho, após muito investigar Harry cansou e guardou os dois espelhos no malão e decidiu que estava na hora de dormir.
Gina de despediu de Luna assim que terminou o jantar, comeu de modo desconfortável para que pudesse chegar na hora marcada da Detenção.
- Eu devia estar nessa detenção - disse Luna chateada – Em todo caso, vai que rola uns beijinhos – e ela riu da própria piada - Mas não queria fazer isso, desculpa, não era a minha intenção.
- Tudo bem, isso está servindo de prova para ver se o Draco realmente mudou.
Luna beijou Gina no rosto e disse.
- Boa sorte na detenção, espero que Snape pegue leve, ou então ameace algumas azarações a ele, eu faria isso no seu lugar – disse ela empolgada.
- Obrigada - disse virando às costas e descendo as escadas, deixando o comentário idiota de Luna para trás.
No começo das masmorras Draco veio correndo e disse.
- E então, está pronta para a detenção?
- Estou - respondeu escondendo a animação - E você?
- É, também, só quero provar a você que mudei.
- Ótimo, mas não pense que essa é uma prova que vai dizer tudo.
- Ah, Gina, o que mais você quer que eu faça? Que eu me ajoelhe aos seus pés?
- Pode ser - disse ela abafando um riso.
Draco prendeu as mãos na cintura dela e a beijou no rosto e nesse mesmo instante, Snape abriu a porta.
- Sr. Malfoy? Eu n-não estou acreditando nisso, vou escrever para o seu pai agora mesmo.
- N-NÃO! - berrou Draco entrando na frente de Snape - Não faça isso, por favor.
- Mas o Sr. está enlouquecendo, está beijando uma Weasley?
- Eu sei, eu e ela estamos amigos - disse Draco olhando para Gina por cima do ombro de Snape, a garota estava inquieta.
- Endoidou de vez - respondeu o Professor dando às costas - Foi por isso que ontem você entrou na detenção?
- NÃO! - berrou ele - Não é nada disso que o senhor. está pensando.
- É sim - disse Gina colocando o pé na frente de Snape - O Draco estava me provando que virou uma pessoa legal.
- Srta. Weasley eu não a chamei para a conversa, mais uma noite de detenção e por insultar o Malfoy, mais uma outra noite de detenção.
Gina abriu a boca, incrédula.
- O que ela disse tem razão, eu era um garoto mau, agora estou mudando.
- Está pirando, isso sim - respondeu Snape – Vou escrever aos seus pais.
Draco não conseguiu ficar quieto.
- O SENHOR É PATÉTICO! - respondeu Draco aos gritos e não se deu conta do que estava fazendo - SÓ PORQUE EU SOU DA SONSERINA, O SENHOR ACHA QUE EU SOU ASSIM COMO VOCÊ, EU SINTO NOJO DE PESSOAS ASSIM COMO VOCÊ! - disse Draco aos berros atraindo olhares curiosos no corredor, mas logo depois despertou à realidade e afastou alguns passos.
Snape ficou estupefato, apenas esticou a mão e apertou o pescoço de Draco na parede.
- Como se atreve a dizer isso de mim? - perguntou quase enforcando o garoto, mas Gina interrompeu a briga com a varinha.
- Se o senhor não largar ele eu juro que acabo com você - disse Gina brava, soltando faíscas de fogo pelos olhos.
Snape e Draco giraram os rostos, apenas encararam a garota.
N/A: Esse foi uma dos capítulos que eu mais gostei, não sei porque mas achei o fim bem interessante, cena legal ;D
Danny: Lindaaaaaaaa! Obrigadoooooooo por comentarrrrrr, amo seus comentários e amo vcccccc, mto mto mto, bjãoooooo
