Capitulo 17 – Internamentos e Problemas Armados Parte 1

As meninas olhavam espantas para o homem que lhes olhava de igual modo, porém por uma razão diferente. As moças olhavam para ele como se tentassem ler-me a mente e saber de onde viera. Percebeu então que era melhor ir embora, aquelas moças deviam ser amigas da sua nora e definitivamente não queria que ela passasse por mais uma saia justa, o fato de ele ter aparecido ali hoje já fora suficiente. E então pediu educadamente as garotas:

-Posso sair?

As meninas se deram então conta que estavam no meio da porta. O grupo de 4 garotas afastou-se deixando o homem passar sobre os olhares espantados e indignados pela tamanha sorte da amiga que parecia viver cercada de homens lindos e tentadores.

Sakumo quando chegou perto do pequeno portão apenas desejou ara Hinata:

-Cuide-se menina.

Hinata assentiu simpática.

-Igualmente Senhor.

O homem fez cara de desgosto pelo "senhor" mas depois sorriu levemente para a nora. Seu filho havia escolhido bem, era o pensamento que o dominava. As meninas entraram então na casa de Hinata e olhando para a mesma em uníssono interrogaram, após a Hyuuga presente na casa fechar a porta.

-QUEM É AQUELE HOMEM HINA CHAN?

Hinata suspirou, já sabia que teria que contar tudo, afinal não havia nada a esconder.

….

O Hatake mais velho dirigia pelas ruas pensando que a nora escolhida pelo filho, era perfeita para o mesmo, e desejava de todo o coração que os dois fossem felizes, seu filho já havia sofrido muito com várias mortes de pessoas amadas. Pensando nele, parou o carro junto de um passeio e pego o celular, ligando para outro homem muito parecido consigo.

-Quem fala?-Indagou Kakashi, que estava numa pequena pausa da reunião que ainda se estenderia algumas horas.

-Sou eu…- Sakumo nem teve tempo de dizer o resto que o outro Hatake reconhecendo a voz do progenitor, inquiriu.

-O que quer?

Seu filho era tão direto, quanto ele mesmo.

-Vim lhe desejar meus parabéns!

O Hatake ficou confuso em princípio.

-Pelo quê?

O Hatake mais velho replicou explicando.

-Por ter escolhido uma ótima moça para se casar.

Kakashi sorriu quando Sakumo falou de Hinata, aquela menina não lhe saíra nunca mais do pensamento assim que a conhecera.

-Vejo que já a foi conhecer, espero que pelo seu próprio bem não a tenha assustado.

Sakumo suspirou derrotado, afinal as mágoas de anos não podiam ser eliminadas num só dia.

-Não a assustei, fui bastante simpático com ela, lhe garanto. Ela é uma ótima moça, apesar de ser jovem e sua aluna.

O Kakashi rebateu.

-Para mim o fato dela ser Jovem e minha aluna, são meros detalhes perto do que sinto por ela.

O atual Presidente das empresas Hatake constatou.

-Você a ama.

Novamente, o mais novo falou.

-Mais que o seguro.

O outro, percebeu do que ele falava, ele próprio amara assim a mulher.

-Tome cuidado com isso, se controle, se bem que sei que não necessito dizer isso a você, visto que é tão ou mais inteligente que eu.

-Fique descansado.

Sem conter a curiosidade o homem sem mascara perguntou.

-Quando pretende se casar com ela?

Kakashi foi rápido, como se fosse algo planejado a décadas, e de fato, no lado possessivo e egoísta do Hatake, Hinata havia nascido para ser dele, só dele.

-Pouco tempo depois de a pequena completar a maioridade.

O mais velho então desejou.

-Espero que sejam felizes.

O Hatake sorriu, sabia que passariam por muitas provações, mas também sabia que seriam extremamente felizes, um com o outro.

-Nós seremos, Pai, adeus.-Respondeu sem nem perceber que tinha chamado o velho Hatake de pai.

-Adeus meu filho.- Se despediu, sentindo-se feliz com a resposta do seu garoto. Realmente, não existia no mundo pessoa melhor para o herdeiro que a menina Hinata Hyuuga. Ela era a única a tocar o seu coração e a envolve-lo por completo, tanto ao ponto de faze-lo esquecer toda a mágoa.

….

Na sala Hinata havia acabado de contar que aquele homem que elas tinham visto na entrada, era na realidade, Pai de Kakashi, e por isso seu futuro sogro, que se deslocara até a casa dela para conhece-la.

-VOCÊ TÁ ME DIZENDO QUE AQUELE GOSTOSO É NA REALIDADE, SEU SOGRO?-Indagou Temari incrédula, por ter babado por um homem que tinha mais que idade para ser seu pai. Um velho, assim pensou.

A menina confirmou com a cabeça e replicou.

-Hai.

A rosada então inquiriu por sua vez, simpática sem escândalo, a primeira impressão já passara.

-Ele foi simpático para você?

A Hyuuga sorriu.

-Hai, ele foi muito simpático comigo.

Tenten por sua vez interrogou.

-Ele gostou de você? É sempre bom o sogro gostar da gente!-Comentou pensando na própria experiencia, os pais de Lee foram muito agradáveis consigo.

A menor respondeu de igual forma.

-Hai ele pareceu gostar de mim, pelo menos deu isso a entender. Eu também gostei dele, me pareceu muito simpático.

Temari exclamou quase interrompendo Hinata por um segundo.

-NÃO ACREDITO QUE A GENTE FICOU BABANDO UM VELHO!

Sakura ralhou.

-NÃO CHAME O SOGRO DA HINA DE VELHO, ATÉ PORQUE DISSO O HOMEM NÃO APARENTARAVA TER NADA!

E assim se formou uma sessão de gritos.

Tenten e Hinata que observavam Ino, chamaram a atenção das duas raparigas que discutiam, reprendendo-as.

-Meninas…

As duas pararam e fitaram as que as tinham chamado, e depois viraram as suas atenções para Ino que aparentava estar tristonha.

A Haruno e a Sabaku lembraram-se então da razão de estarem ali. O problema de Ino. A garota loira platinada estava num canto um tanto mais afastado e parecia pensativa, o que era raro na loira que normalmente era muito faladora, e era quem normalmente brigava com Sakura. Hinata percebeu que algo se passava com Ino, porém não sabia do que era.

A Loira de coques e a rosada pediram ao mesmo tempo:

-Desculpe Ino.

Ino então forçou um sorriso e proferiu.

-Não é preciso, eu é que estou estragando a nossa tarde.

Todas ali sabiam do que se passava com Ino, menos a Hyuuga de olho perolados que Indagou para Ino.

-Ino você está triste, o que ouve?

Então a loira vendo o olhar pidão e preocupado de pequena Hinata, Ino deixou uma lágrima correr silenciosamente lembrando que não conseguia mentir para Hinata ou qualquer uma das suas amigas, que ao contrário do que muita gente pensava, eram apenas aquelas quadro meninas ali presentes ao seu lado. Hinata vendo que Ino chorava, saiu do seu lugar e timidamente sentou-se ao lado de Ino. Pegou delicadamente a mão de Ino, como se fosse a de uma criança pequena, e perguntou.

-Você quer falar comigo Ino?

A loira mesmo com os olhos cheios de água, fitou Hinata brevemente e assentiu com a cabeça. Hinata afirmou então.

-Somos todas ouvidos.

E Ino secou as lágrimas e contou o que tinha acontecido, no final sua cabeça já estava no colo da Hyuuga, sempre fora assim, Hinata apesar de mais nova, tinha um grande instinto maternal, e de alguma forma Ino sentia-se protegida, como se Hinata por uns instantes se transforma-se em sua mãe, que na realidade, não tivera presente. Nada substitui o amor e carinho de uma mãe, e a falta dele formava um grande buraco no coração de Ino, talvez fosse por isso que ela era tão imatura por vezes. Sakura então explicou.

-Eu já falei com ela meninas, mas ela não me ouve.

Temari interferiu.

-Ino eu sei, com a maior certeza deste mundo, que o meu irmão Gaara te ama, as coisas não são como você está pensando.

Tenten concordou com Temari por sua vez.

-A Temari tem razão Ino, você não está vendo as coisas com clareza.

Por último Hinata falou.

-S-Sabe Ino, eu te compreendo…- pausou surpreendendo todas incluindo Ino- …sabe quando eu conheci o Kakashi kun, ele já tinha uma vida praticamente feita, tinha conhecido muitas mulheres antes de mim, e eu ficava insegura…- Ino então tirou a cabeça do colo de Hinata, e olhou diretamente para a mesma-…acreditava em qualquer coisa que me diziam, sobre ele não me querer, de eu não ser suficiente…- Pausou novamente-… eu e o Kakashi kun conversamos, e percebi que se ele não me tinha tocado de forma mais intima, era porque ele queria e quer algo diferente e especial para mim, ele quer que eu me sinta a vontade com ele, e principalmente que eu tenha a certeza absoluta do que quero para mim.

Ino interrompeu.

-Mas Hina…

Hinata interrompeu continuando.

-A primeira vez Ino, apesar de não ser muito entendida no assunto, é um passo importante na vida de uma menina, não deve ser encarado de animo leve, deve ser pensado pelas duas pessoas envolvidas e de certa forma um pouco planejado. Não estou dizendo que se deva marcar um horário ou dia, não é isso, é planejado no sentido de ambos falarem sobre o assunto e se preparem para que aconteça de modo agradável e especial…- Ino a ouvia atentamente assim como as outras- O Gaara san, está demonstrando a você, que te ama ao ponto de deixar os desejos do corpo de lado, e te colocar acima deles, de dar a você a oportunidade de fazer da sua primeira vez um momento especial, e não forçado. Não sei se existem muitos namorados que façam isso, por isso respeite e dê valor Ino, assim como eu, aprendi a dar.

Ino estava perplexa com as palavras de Hinata. Agora ela compreendera a dimensão do que ela se estava metendo, mesmo que ama-se Gaara, ela não tinha maturidade nem certeza de nada em relação ao sexo, contrariando o que a maioria dos outros pensava a seu respeito. Ela não havia conversado com Gaara, minimamente. E só isto, deixando de lado as outras coisas, demonstrava o quão imatura era. Agradeceu:

-Obrigada Ino.

Temari deu a sua opinião.

-Mandou bem Hina chan. Deu uma bela chinelada na Ino.

Hinata corou com esse pensamento.

-T-Temari chan…

Sakura também.

-Você disse tudo Hina.

Tenten também por sua vez.

-Também acho Hina, você esteve perfeita. Muito madura.

Hinata querendo desviar as atenções si, ofereceu tímida.

-Q-Querem c-chocolate q-quente m-meninas?

Todas responderam brincando.

-SÓ VIEMOS AQUI PARA ISSO!

A Hyuuga sorriu e foi para dentro da cozinha, fazer o idolatrado chocolate quente.

Já haviam-se passado duas semanas, e Mei voltava a entrar no seu apartamento com suas malas, tinha se recém-chegado da viagem. Mei vinha com os cabelos alaranjados brilhantes presos num coqué de topete, e vinha vestida envolta num casaco de peles marrom escuro, calçava, como na maioria das vezes, umas botas negras de salto compridas, iam até acima do joelho. Despiu o casaco, revelando uma blusa azul escura, com um espartilho em volta da cintura, enaltecendo tal parte do corpo e os seios também, e umas calças jeans, coladas no corpo alto e esbelto.

Colocou o casaco marron no cabide e foi diretamente a sua bolsa que tinha jogado numa cadeira perto da porta, e de lá tirou o seu aparelho de comunicação e telefonou a Gnema.

Gnema entrava e saia rápido do corpo feminino, e com mais algumas estocadas atingiu a ápice juntamente com a mulher que estava embaixo de si de bruços, que era uma "amiga" sua. Saiu de dentro da mulher que assim como ele tentava recuperar o folego. Ela não tardou a adormecer, novamente, era cedo.

Após alguns minutos de silêncio o celular de Gnema vibrou fazendo um barulho um tanto sonoro devido ao silêncio morta, dentro do casaco que estava no chão perto da cama. Aborrecido por ter de busca-lo, resmungou entre dentes, e pegou no celular e atendeu, ficando contente com a voz que ouvia.

-A quanto tempo Gnema.

O homem moreno replicou.

-Posso dizer o mesmo, já pensava que não regressava.

-Sabe bem que tenho "assuntos" aqui.

-Claro, querida Mei.

Mei foi direta ao ponto.

-Conseguiu a "substancia" que pedi? E o contacto?

A face de Gnema ficou séria.

-Sim consegui, o número do celular foi difícil.

Mei sorriu.

-Não esperava menos do meu Hatake.

Gnema sorriu cínico.

-Vejo que continua louca pelo Kakashi.

Mei alfinetou.

-E você louco de tomar a miudinha sem sal nos braços.

Gnema não se fez de rogado.

-Lá isso é verdade! Quando vamos por em ação o nosso plano?

Ela foi sucinta.

-Daqui a alguns dias.

Gnema indagou.

-Tem a certeza que vai resultar?

Mei sorriu confiante.

-Claro Gnema, não tem como não dar.

Mal sabia ela que iria dar com os burros n'água.

….

Era de tarde e faltavam alguns minutos para soar o alarme que anunciaria a próxima aula. A garota de olhos perolados, estava sentada na secretária do professor Hatake de frente para o mesmo, que a beijava com vigor e apertava a morena para si. Uma das pernas dele, estava entre as dela, e por isso uma das mãos grandes do Hatake, agarraram a coxa que estava exposta, levantando-a levemente, enquanto a apertava. Mesmo por cima dos collants era possível sentir o quão macia era a pele de Hinata, mesmo não a tocando diretamente. As mãos pequenas e delicadas da menor estavam em volta, uma do pescoço, e outra num dos ombros largos e fortes. O corpo do Herdeiro Hatake, cobria totalmente o da Hyuuga, e o fato de ela ser tão pequena comparada a ele deixava-o de certa forma mais anestesiado de prazer. Adorava senti-la frágil e entregue a si, tinha vontade de protege-la e agarra-la, e isso o deixava dividido, e o seu controle era praticamente todo usado. As mãos femininas faziam carinhos amorosos e recetivos, como se o chamassem para ir para os braços frágeis dela, como se dissessem para ele se afundar nela. Até que quando os beijos do Hatake param, terminando em selinhos por toda a face da Hyuuga que sorria com o carinho demonstrado, sentia-se alegre quando acarinhada daquela maneira por ele. Kakashi então passou delicadamente a ponta da língua sobre o pescoço pálido, sentindo o sabor doce de framboesas.

-Sua pele é tão deliciosa menina, macia, doce…- Sua voz morreu quando chupou suavemente o pescoço alheio, retirando da sua Hime, um suspiro leve de prazer com aquele ato. Os corpos se apertaram mais.

O Homem experiente já sentia o seu membro ereto, pulsando de desejo, Hinata não precisava de fazer quase nada para deixa-lo assim. Percebendo que já se começava a excitar demais, sendo isso notado pelos chupões fortes no pescoço e no agarrar firme em torno da coxa e da cintura estreita, o Hatake abrandou novamente o ritmo, voltando lentamente aos lábios delicados que o esperavam, percorrendo o pescoço, que se encontrava ligeiramente jogado para trás. Colocando a mão na nuca feminina e pálida puxou os lábios femininos de encontro aos seus, Kakashi beijou-a com fulgor, afinal logo depois teria de sair.

Quando terminaram de se beijar, miram-se e a azulada obviamente corou com a intensidade do olhar e desviou os olhos o que fez o Hatake dar um sorriso de canto e puxar o seu rosto de encontro ao seu, voltando a sua atenção para as duas perolas tímidas que eram os olhos da Hyuuga. "Tão bela" foi tudo o que o Hatake conseguiu pensar antes de dizer.

-Não precisa ter vergonha de mim pequena…

A Hyuuga mesmo vexada replicou.

-M-Mas não consigo n-não ter…

O Hatake interrompeu-a, completando a frase que havia iniciado.

-O fato de você ser tão tímida minha menina, é algo que faz parte do seu charme, e me encanta particularmente.

A Hyuuga ficou da cor de um pimentão, e o mais velho beijou a sua testa antes de colocar a mascara, e seguidamente ajuda-la a sair de cima da mesa, visto de os pés dela não alcançavam o chão. Então, a contragosto, o professor se despediu da garota abraçando-a fortemente enquanto sussurrava no seu ouvido:

-Estarei esperando você no final da aula na entrada.

Logo a após Kakashi saiu, e apenas 3 minutos depois, o alarme tocou, anunciando assim a ultima aula da tarde. Mal sabiam que o passeio que tinham combinado seria completamente adiado.

Rina e Kyoko andavam pela rua, passeando como de costume perto das 17:30 minutos, pois não fazia bem a Hyuuga mais velha passar todo o tempo dentro de casa.

As duas tinham acabado de passar no mercado, e Kyoko tinha apenas um pacote no colo assim como Rina. As mulheres ao avistarem um anco de jardim, sentaram-se. Estavam bem perto de casa. A Hyuuga avistou uma barraquinha de pipoca e os seus olhos brilharam como os de uma criança vendo o seu doce favorito.

-Olha Kyoko, vou ali naquela barraquinha comprar pipoca pra gente.

Kyoko assentiu, pois Rina estivera o dia todo bem, e para além disso eram apenas uma meia dúzia de passos até a barraquinha.

-Hai.

A Hyuuga então pegou o seu pequeno porta-moedas e foi na direção da barraquinha. Porém no meio do caminho sua visão começou a escurecer e o seu corpo a ficar extremamente pesado. Kyoko que estava sentada ao ver Rina passa mal rapidamente se levantou, deixando as compras para trás, indo em socorro de Rina que antes de desmaiar por completo, só ouvi-o a voz de Kyoko desesperada.

-E-Eu vou já ligar pro hospital Rina, aguente firme!- E então a mãe de Hinata desmaiou.

….

Kakashi e Hinata estavam num dos parques do centro da cidade, onde normalmente, os casais se encontravam perto de um lago. O casal estava um pouco mais afastado, andando de mão dada, num local onde estava pouca gente.

O Hatake puxou Hinata pela mão e fez o corpo da mesma vir de encontro ao seu corpo, não hesitou em beija-la suavemente, para depois indagar.

-Quer tomar sorvete comigo, pequena?

Porém Hinata não pode responder, pois o celular de Kakashi fez um som sonoro, de alerta chamada. Hinata que até então sorria despreocupada, de repente a sua expressão mudou subitamente, ela sentia-se mal e não sabia o motivo com aquela ligação, era como se fosse trazer uma notícia ruim ou desagradável. Kakashi atendeu colocando o telemóvel perto da orelha.

-Aconteceu alguma coisa?-Inquiriu rápido, pois o celular mostrava que era Kyoko, que só telefonaria em caso de emergência.

A voz de Kyoko ouviu-se do outro lado, apesar de controlada, parecia desesperada.

-A Senhora Hyuuga teve um desmaio senhor Hatake, estou com ela dentro da ambulância, a caminho da clinica Yoona.

Kakashi retrucou preocupado e rápido.

-Nós também vamos pra ai, lá me conte tudo em detalhes.

Kyoko confirmou observando Rina, controlando a tristeza.

-Hai.

E o Hatake desligou o celular, e o seu olhar preocupado, fez Hinata confirmar o que suspeitava, algo tinha acontecido, e pelo olhar de preocupação dirigido a ela, era porque estava relacionado com a mãe, os seus olhos começaram a marejar só com o pensamento. Interrogou com a voz falhando.

-A-Aconteceu alguma coisa com a mamãe Kakashi kun?

O Hatake triste e percebendo que ela sabia que era um problema com a mãe da mesma, respondeu de maneira simples para não fazer a amada sofrer voz preocupada mas carinhosa.

-Temos de ir para a clinica pequena!

E lágrimas caíram dos olhos da menina, que rapidamente foi abraçada pelo Hatake, que depois afastou-a ligeiramente com as mãos nos ombros, e encarando-a inquiriu.

-Vamos, menina?

Hinata sacudiu a cabeça em concordância. O Hatake colocou o seu braço por cima dos ombros frágeis de Hinata que se agarrou a ele enquanto saiam do parque em direção ao estacionamento.

….

Durante o caminho, tremula, Hinata pegou no seu pequeno celular, que o Hatake insistira em dar a ela, no gosto dela, e a Hyuuga escolhera o mais simples. Hinata não era o tipo de garota que se ligava muito nas novas tecnologias, normalmente só as usava para estudos ou situações de emergência, o que era o caso. Ligou para Jiraya.

O velho Uzumaki estava sentado no sofá da sua casa e Naruto estava na sua frente jogando vídeo game. Jiraya sentia um leve desconforto dentro de si, porém ignorava-o até ouvir o celular tocar. Pegou-o e atendeu a chamada para sua agonia, ouvindo a voz de Hinata pelo telefone, chorosa.

-Jiraya kun, mamãe…-A Hyuuga não conseguia continuar, e Jiraya logo entendeu do que se passava. Hinata nunca ligava assim triste para ele, a não ser que fosse algo de extrema emergência e que estivesse relacionado com Rina.

-Entendi Hime, é a mesma clinica?

Hinata respondeu com voz fraca.

-H-Hai.

Jiraya sério e preocupado levantou, chamando a atenção de Naruto que ao notar a seriedade no rosto do avô, parou de jogar e percebeu que algo de grave estava acontecendo. Jiraya afirmou então.

-Estou indo para lá agora Hime, tente ficar calma.- Pediu sabendo que Hinata devia estar uma pilha de nervos e aflição.

Hinata apenas confirmou com um sussurro.

-Vou tentar.

E desligou. Naruto notou que o avô ia sair então perguntou ao mesmo, serio também.

-Aconteceu alguma coisa Ojiisan?

Jiraya foi rápido a responder.

-Rina teve um problema de saúde e está indo para o hospital.- Replicou enquanto vestia o casaco e procurava a carteira e a chave do carro.

Naruto então indagou.

-Quer que eu vá junto com você Ojiisan? A Hina chan deve estar desesperada, não era melhor ligar para as amigas dela?

Jiraya pensou um pouco ao mesmo tempo que colocava a carteira no bolso, o celular e segurava a chave.

-É melhor não. Hinata se sentiria ainda mais desesperada com tanta gente lá, é melhor ser depois que as coisas acalmarem, neste momento poderia até ser prejudicial ao estado mental da Hime. Depois eu ligo pra você dizendo pra vir. Já sabe tem comida na geladeira e algum dinheiro, daqui a algumas horas eu volto.

E o velho Uzumaki saiu deixando um outro Uzumaki loiro dentro de casa preocupado com a situação. Assim que as coisas acalmassem ligaria ao pessoal para visitarem a mãe de Hinata. Afinal os amigos eram pros bons e maus momentos.

Queria dizer Olá pro meus leitores daqui!E Tamém queria agradecer a todos os que me deixaram reviews! Não tenho muita experiência com este site e as vezes esqueço como responder aos reviews! Espero que gostem do que escrevo, pois faço-o para vocês! E agora que anotei como se edita um documento aqui no site, vou sempre responder aos reviews e qualquer comentário que façam, criticas e duvidas são sempre bem vindas! :)