Capítulo 21 – Aflição
Os passos precisos podiam ser ouvidos de longe. A sola do finíssimo sapato social batendo no chão de madeira fazia um barulho considerável, e logo Shinji estava bem próximo do escritório do Comandante do Gotei 13. Mas para chegar ao seu objetivo final, ele precisaria passar antes pela sala de Sasakibe, e era exatamente lá que o loiro se encontrava naquele momento, onde rapidamente foi questionado pelo Tenente sobre a sua presença inadequada ali.
— Ei! Quem é você? O que faz aqui usando essas roupas e esse sapato? Sabe que não pode usar sapatos dentro deste recinto! – Esbravejou, enquanto Shinji revirava os olhos, balançando a cabeça em negativa e cobrindo as orelhas com as mãos.
— Blá blá blá! Qual é o seu problema, guardinha? Estou aqui para falar com o velho Yamamoto, portanto suma.
— Mas que abusado! Fique sabendo que eu não sou um "guardinha". Eu sou o Tenente da Primeira Divisão e o braço direito do Comandante Yamamoto e você não passa de um intruso vestindo trapos e não vou permitir que invada a sala do meu Capitão.
— Tra... Trapos? Fique sabendo que no mundo dos vivos eu estou é muito bem vestido, portanto suma, Tenente! – Debochou.
Parou sua breve discussão e invadiu a sala de Yamamoto seguido por Sasakibe, que tentou impedir em vão que ele entrasse. O velho Shinigami ficou gélido ao ver o Ex-Capitão diante de si, pois jamais imaginou vê-lo de novo, já que para ele, os Vizards tinham virado Hollows e exterminados por alguns Shinigami. Mero engano...
— Hirako Shinji...
— Há quanto tempo, Comandante? – Falou em um tom irônico.
— Inacreditável... como é possível que esteja vivo?
— Eu tive a sorte de contar com alguns amigos quando você e aqueles miseráveis da Central 46 ordenaram o nosso extermínio.
— Não foi bem assim. Eu não ordenei nada disso. A central 46 foi que...
— Não me venha com historinhas agora. Todo mundo sabe que a Central 46 é um bando de babacas que durante anos foram manipulados pelas ilusões ridículas do Aizen. E qual foi a sua agora? Resolveu mandar um Capitão e Tenentes atrás de mim?
— Então aquela Reiatsu dupla da qual fui relatado...
— Era eu. O monstro horrendo com Reiatsu de um Shinigami e poderes de Hollow.
— Mas se você está aqui, o que aconteceu com o Capitão Kira e os outros?
— Nada. Eles estão na mansão do Kuchiki.
— Entendo. Já que é assim, eu não entendo o motivo dessa sua visita.
— Deixe a mim e aos meus amigos em paz. Não mande ninguém atrás de nós, pois não representamos ameaça alguma a vocês. A menos... é claro, se alguém quiser nos atacar. – Concluiu ao virar as costas para sair.
— Espere, Hirako!
— Hã? – Voltou a virar-se.
— Você gostaria de voltar para a Soul Society e reassumir o comando da Divisão Cinco?
Shinji estreitou o olhar e deu voltas ao redor dele mesmo, procurando algo nas paredes, chão ou teto.
— Isso é algum tipo de piada? Cadê a câmera escondida?
— Não é nenhuma piada. Eu estou falando sério.
Hirako olhou bem para o velho com uma viva cara de espanto e começou a gargalhar alto, levando as mãos ao estômago devido à falta de ar de tanto que riu, fazendo o idoso Shinigami arquear uma das suas enormes sobrancelhas.
— Você andou bebendo? A velhice te afetou a níveis extremos? Usou drogas, ou andou usando o mesmo crack que o Tite Kubo?
— Eu vou ignorar a sua falta de conduta e reafirmar o que disse.
— Peso na consciência, Yamamoto? Acha que restituir o posto que me é de direito vai me premiar em alguma coisa? Que voltar a ser chamado de "Capitão Hirako" vai apagar tudo de ruim que aconteceu a mim e aos meus amigos? Pois não vai! Então pegue a sua oferta e enfie onde quiser. Isso era tudo que eu tinha a dizer.
Saiu de lá um tanto aliviado e voltou ao mundo dos vivos, onde andaria alegremente para aquele que, apesar de humilde, era o seu verdadeiro lar: o velho armazém abandonado onde aprendeu a viver com seus amigos.
Em seu quarto, Rangiku acabara de tomar um banho bem gelado, e nua como estava, se jogou na cama. Sua cabeça estava confusa, e o motivo de tal confusão se chamava Kira Izuru. Ela não entendia o porquê, mas desde que trocaram aquele beijo no quarto do Capitão e ela pôde sentir sua pele suada queimando de encontro a sua, e como todo o seu corpo tremeu e se arrepiou enquanto ele a beijava aquela lembrança começou a atormentá-la. Há dias, longos dias, os tenebrosos pesadelos que tinha com Ichimaru Gin se converteram a pensamentos nada limpos ou inocentes com o loiro. Só de lembrar do gosto dos lábios dele nos seus já fazia seu corpo ferver de tesão. Não fazia ideia sobre desde quando se sentia assim, e também não sabia mais de que forma passou a ver seu bom amigo ou mesmo o que sentia por ele. Mas que adoraria repetir aquele beijo, disso ela não tinha a menor dúvida. Pensar nessas coisas já tinha virado rotina, e antes que percebesse, seus dedos estavam dentro de sua própria intimidade em chamas, e ela gritou descontrolada ao se debater com a sensação de um orgasmo súbito.
— Merda! O que foi que eu fiz? Devo estar ficando louca mesmo... E eu tinha acabado de tomar um banho... Que situação mais deprimente. Que pessoa mais patética eu sou. – Condenou a si mesma. — Já está ficando ridículo. Acho que preciso de um vibrador decente ou vou pirar de verdade.
Foi ao banheiro e se lavou, depois disso, vestiu uma confortável calça de moletom e uma blusa de meia manga em um tom rosa claro, e era assim que queria dormir aquela noite. Estava com sede e resolveu descer até a cozinha para pegar um copo d'água, mas não percebeu que a campainha tocou, e ao chegar ao topo da escada, ela teve uma visão inusitada do hall de entrada. Izuru recebia a visita de Kukkaku, que gentilmente foi até lá para devolver seu sobretudo.
— Não precisava ter se incomodado.
— Não foi incômodo nenhum. Você me ajudou quando eu estava na pior. Obrigada por ter me emprestado sua roupa. Eu estou verdadeiramente agradecida pelo que fez por mim hoje. Mas é melhor eu ir embora logo. Não quero que o Ukitake me veja aqui. As coisas podem ficar muito piores, e eu não quero que isso aconteça.
— Tudo bem. Obrigado pela sua atenção por ter vindo devolver meu sobretudo. Se cuida.
— Você também. E obrigada de novo.
Kukkaku deu um inocente beijo no rosto do loiro, que corou com a fofa timidez que ostenta. Shiba vai embora e Rangiku volta para o seu quarto desolada, jogando-se novamente na cama quando, lágrimas invadem seu lindíssimo rosto sem que ela permita.
— Maldição! Por que esse choro? Por que eu estaria incomodada? Kira e eu somos apenas amigos. Então por que? Por que eu me sinto assim? Por que me incomodo tanto ao vê-lo perto de outra mulher? Que merda é essa, afinal?
Desistiu do choro, desistiu de entender. Levantou, sacudiu os cabelos e secou as lágrimas, deitando novamente para desfrutar de uma noite de descanso que ela rezava para que fosse tranquila...
[Cerca de duas semanas depois...]
A equipe do Capitão Kira resolveu permanecer no mundo dos vivos por mais algum tempo. Izuru pediu isso ao Comandante Yamamoto por achar necessário verificar algumas coisas na escola de Ichigo. Tais coisas se resumiam aos mistérios com relação aos aparecimentos cada vez mais constantes e intensos de Hollows na cidade.
Em seu apartamento no centro da cidade, Ishida descansava em sua cama. Não era tão pequena quanto uma cama de solteiro, mas também não era enorme como uma de casal. Não sabia exatamente o que fazia em casa naquela hora, pois geralmente ele costumava a treinar no fim do dia. Trajeto nada mais do que uma boxer tão azul quanto seus olhos, o belo moreno retirou seus óculos e afundou o rosto no colchão ao deitar de bruços. Não tinha ânimo o bastante para mais uma vez ir até seu local favorito de treino e insistir em algo que ele sabia ser inútil. Não recuperaria seus poderes e isso era fato. Ele não possuía requisitos para isso a menos que fosse ajudado por outra pessoa, e ele tinha que aceitar isso.
Mas aceitar a ajuda de uma Shinigami fiel ao responsável pela sua atual situação era outra história... porém, a aflição do Quincy não era exatamente por ela ser uma Shinigami e supostamente sua inimiga. O real fato era que Nemu o deixava... Nervoso. Não por causar raiva, mas sim por ela ser diferente de todas as garotas que ele já viu em sua curta vida. Claro que já teve suas pretendentes e alguns namorinhos na escola, afinal, ele é um rapaz lindo e cheio de talentos, o que faz dele um jovem bastante cobiçado pelas estudantes. Sua primeira vez fora acerca de quase dois anos com uma garota mais velha do que ele. Ela já estava no último ano. E após a formatura, a moça foi estudar em uma faculdade no exterior, deixando Ishida sozinho e desejando que ele partisse para outra. Desde então ele vem se dedicando unicamente aos estudos e suas obrigações como um Quincy.
Resolveu não se preocupar mais com isso, mas Nemu o deixava perturbado. Sua beleza fora do comum, os fartos e provavelmente belos e deliciosos seios, suas curvas chamativas, seus lindos olhos, que apesar de inexpressivos e frios, traziam um ar de mistério que ele achava assustadoramente sexy, seu rosto lindo e, principalmente, aqueles lábios rosadinhos e bem desenhados o encantaram desde o primeiro momento, desde que o canalha do Mayuri mandou a Tenente o atacar na covardia, e o fato de ela lhe ser grata o encantou ainda mais. Lembrar de que teve para si aqueles lábios, mesmo que por alguns segundos, fazia o corpo inteiro de Uryuu reagir envolto por um prazer inimaginável. Mas porque ela o beijou? Estaria ela gostando dele? Era um pensamento que não saía de sua cabeça.
Atormentado, o rapaz levantou e vestiu uma camisa social lilás claro, uma calça preta e sapatos marrons. Resolveu sair para espairecer um pouco, pois não conseguiria dormir de qualquer maneira. Decidiu ir até uma loja de conveniência onde compraria macarrão instantâneo em copo para a semana toda entre outras besteiras. Ao andar pelas ruas da noite de Karakura, o gênio vê algo que seria quase improvável, se ele realmente não estivesse vendo. Nemu andava na calçada do lado e direção oposta à de Ishida. É claro que vê-la na rua à noite despertou sua curiosidade mais profunda, e outro fato ainda mais absurdo apareceu ao olhar para a direção oposta: o prédio enorme que invadiu seus belos olhos azuis... o luxuoso Hospital comandado pelo seu pai. Resolveu seguir a moça por achar aquilo tudo muito inusitado. Ishida ficou pasmo ao ver que a Tenente entrou mesmo no hospital e sua curiosidade só aumentava. Agora, o jovem estava cada vez mais decidido a descobrir o que estava acontecendo. Seguiu a morena até o andar mais alto, onde a mesma foi atrás do dono do hospital pela segunda vez.
Sem saber que seria incomodado, o charmoso médico vivia dias de intensa melancolia desde a sua noite com Yoruichi. Não importa quanto tempo passasse ele não esquecia, não conseguiria esquecer. Absolutamente tudo lembrava aquela morena fogosa que lhe roubou seus pensamentos e também seu coração. Não conseguia se concentrar em nada, comer direito, e até mesmo trabalhar estava sendo um inferno. Por vezes bebia para tentar esquecer, mas quando a ressaca passava ele via que nada tinha mudado e se auto repreendia por ser um idiota ao encher a cara, pensando que assim resolveria alguma coisa. Toda aquela aflição estava comprometendo o seu trabalho, pois ele não tinha cabeça para executar sequer uma cirurgia. Se jogou para trás em sua confortável cadeira reclinável em sinal de derrota, desesperado por não saber nada dela, não saber onde poderia encontrá-la. Ele apenas sabia seu nome e nada mais. Yoruichi... e era esse nome que ele suspirava, gemia e venerava. Seu descanso depressivo foi interrompido quando Ryuuken ouviu alguém bater na porta de sua sala.
— Entre!
O belo Ishida ficou pasmo ao ver Nemu diante dele novamente. Pensou ter sido claro com ela, mas a moça era persistente. Uryuu ficou atônito ao ouvir a voz do pai e esperou que Nemu fechasse a porta para que ele fosse ouvir o que diziam. Não era de sua natureza fazer tal coisa, mas aquela situação era, no mínimo, estranha. Ele ouviu com atenção quando eles começaram a conversa.
— Você de novo, garota? Se voltou para falar do Uryuu...
— Não senhor. Apenas vim fazer uma pergunta que anda me deixando bastante confusa: se o senhor se nega a restaurar os poderes do seu filho então porque o tem ajudado em segredo? – Ela disse direta.
Os olhos azuis do moreno se arregalaram do lado de fora da sala enquanto o platinado era pego de surpresa pela indagação da Shinigami.
— De onde tirou tamanha estupidez? Eu não faço a menor ideia sobre o que você está falando. – Ele negou prontamente.
— Não minta. Por diversas vezes quando o Ishida-san treinava ele estava vulnerável a ser atacado por algum Hollows, e quando isso acontecia a criatura era derrotada de forma imediata por um feixe de luz azul que eu não sabia de onde vinha.
Uryuu mais uma vez arregalou os cintilantes olhos, e não foi difícil para ele entender o que a Tenente queria dizer.
— Aquilo eram Flechas Kojaku. Era você quem acabava com os Hollows. Se quer ajudar o seu filho, porque não o faz abertamente?
— Tem toda a razão. – Concordou vencido. — Você só se enganou em um ponto: para mim, uma flecha já é mais do que o bastante para acabar com Hollows ridículos.
— O senhor é muito contraditório.
— Como disse?
— É isso mesmo. Por um lado se nega por completo a restaurar os poderes do Ishida-san, mas pelo outro sempre o salva. Se detesta tanto ser um Quincy, então porque não devolve os poderes ao seu filho para que ele possa se defender por conta própria? Não parece uma solução bem mais prática onde ambos sairiam ganhando?
— Você é mesmo bastante persistente, não é, Shinigami? Quantas vezes direi a você que se o Uryuu quiser algo de mim ele terá que me procurar? Não quero que sua namoradinha venha interceder por ele. E esta é a minha última palavra.
— Faça como quiser, mas tomara que quando resolver agir não seja tarde demais. – A gélida Tenente deu o assunto como terminado ao se aproximar da porta.
— Espere! – Ele a deteve. — Por acaso você conhece uma Shinigami chamada Yoruichi Shihoin? – Questionou direto, para a surpresa de Nemu e mais ainda de Ishida, que não entendeu nada do lado de fora.
— Yoruichi Shihoin: Uma Shinigami do Gotei 13. Ex-Capitã da Divisão Dois. Vive atualmente no mundo dos vivos. Por mais de cem anos ela reside na loja de Kisuke Urahara, seu amigo íntimo de longa data. – Relatou tudo sem parar de falar como se fosse uma máquina, e Ryuuken escreveu tudo em um papel sobre sua mesa, ainda espantado com a atitude dela.
Uryuu desviou da porta e Nemu saiu seguindo na direção oposta. Ele estava desolado, arrasado e não conseguia assimilar tudo o que tinha ouvido. Seguiu a passos largos pelo corredor atrás da Tenente, pois a mesma lhe devia, e muito, uma explicação. Foi direto para o primeiro andar onde a viu passar em direção à saída. A morena andava ao lado do estacionamento do edifício e Ishida a confrontou. Pegou o braço dela e a arrastou com força para o interior do estacionamento, a imprensando sem dó contra a lateral de um dos carros.
— O que significou aquilo lá em cima? Que merda foi aquela de ir atrás do meu pai? O que você tem a ver com ele? – Perguntou furioso, prendendo a mulher contra o veículo ao pressioná-la pelos ombros.
— Ishida-san? Você ouviu tudo? Como soube que eu estava aqui? – Questionou surpresa.
— Não me responda com outra pergunta! Eu não quero ter nada a ver com Ishida Ryuuken! – Rebateu ainda mais irritado e aos gritos.
— Fica calmo! – Exclamou nervosa, empurrando o rapaz para longe, mas não controlou a sua força ao fazê-lo, e Ishida foi jogado com violência contra uma das pilastras da construção, perdendo os sentidos ao bater a cabeça.
Nemu arregalou os verdes olhos e se arrependeu na mesma hora de tê-lo empurrado. Não tinha discernimento sobre algumas coisas, e controlar sua própria força física era uma delas. Rapidamente ela sentou no chão e amparou o corpo do Quincy em seu colo. Olhou com ternura para o belo rosto masculino e envolveu sua face cuidadosamente com ambas as mãos. Pensou no que estava sentindo, em tudo o que se passava em seu coração naquele momento. Vê-lo desmaiado e tão indefeso a transmitiu um sentimento de candura. E todos os sentimentos bons que a Shinigami experimentou nos últimos tempos era graças a ele. Por isso mesmo precisava agradecer, precisava ajudá-lo... precisava amá-lo...
E foi com este pensamento que a linda Tenente colocou Ishida nos ombros, levando o gênio para seu apartamento. Como o seguia e vigiava desde que chegou a fim de protegê-lo, ela já sabia a localização da casa do rapaz. Atraía olhares curiosos por onde passava, já que para qualquer um era no mínimo inusitado ver uma mulher andando por aí com um homem nos ombros. Mas nada disso importava. Ao chegar à entrada do prédio ela temeu ser detida por alguém, por isso optou pelo jeito mais fácil e voou com ele até a varanda de seu apartamento no sétimo andar do prédio residencial. Destrancou a porta de vidro da sacada com facilidade, e o quarto foi invadido por uma agradável brisa noturna. Estava escuro, e a morena tateou com os braços até encontrar a cama. Depois localizou o criado-mudo e conseguiu acender um abajur que ficava nele. Colocou Uryuu sobre a cama e tirou seus sapatos e as meias. Abriu o terceiro botão de sua camisa para que ele respirar se melhor, e não pôde deixar de reparar na beleza do corpo esbelto e bem desenhado de seu protegido. Tirou os óculos dele e os colocou na mesa ao pé do abajur. Pegou uma cadeira próxima e se sentou ao lado da cama onde passou a contemplá-lo. Poderia passar horas assim, a eternidade inteira se fosse preciso, apenas admirando a beleza simples e atraente do gênio.
Os lábios entreabertos buscavam um pouco de ar, e os discretos movimentos que faziam era o suficiente para deixar a Tenente fascinada por seus encantos. Instintivamente ela começou a tocá-los com a ponta de seu indicador, e tal gesto gracioso acabou fazendo Ishida recuperar a consciência. Pouco a pouco sua cabeça mexeu e ele abriu os olhos devagar, focando o rosto de Nemu com grande dificuldade. Atordoado e tonto por causa da pancada que levou, sua cabeça girava não apenas pelo golpe, como também por tudo o que ouviu minutos atrás. Sentou devagar e olhou em volta, ficando surpreso ao ver que estava de volta em seu quarto. Iluminado fracamente só pela luz do abajur, Uryuu teve dificuldade para encontrar seus óculos, mas quando o fez, os colocou depressa e pôde ter uma visão mais que precisa do lugar. Nemu estava mesmo diante dele. Embora a luz estivesse fraca, era suficiente para ver toda a beleza que ela ostentava. Decidiu ignorar o clima de romantismo que aquele quarto pouco iluminado e aquela linda mulher a sua frente criava, pois sua aflição era bem maior do que isso. Fechou novamente os olhos tentando se recuperar da tontura até que Nemu começou...
— Eu sinto muito por ter te empurrado. Às vezes não consigo controlar a minha força, mas juro que não queria te machucar.
— Você me machucou muito e da pior maneira. Um mero empurrão é o de menos. Por que, de todas as pessoas, você tinha que procurar justamente aquele homem?
— Eu fiz incontáveis pesquisas no departamento de pesquisa e desenvolvimento durante semanas. Procurei em todos os dados que a Soul Society possuía sobre os Quincys e fiz uma busca minuciosa. Descobri que o único jeito de recuperar os poderes perdidos de um Quincy é ele ser atingido pela flecha de um outro Quincy em um local específico.
— Mas não há outro Quincy.
— Claro que há. Agora entende por que eu fui atrás de Ishida Ryuuken?
— Ishida Ryuuken não é um Quincy!
— Então como você explica o fato de ele ter derrotado todos aqueles Hollows que o atacaram usando uma flecha? Isso não seria ser um Quincy? Ele usava seus poderes e te ajudava em segredo. Você sabe muito bem disso, já que ouviu nossa conversa.
— Não quero mais falar sobre isso. – Disse sentido, já começando a ficar alterado ao levantar da cama.
— Você e seu pai são dois teimosos. Se nenhum dos dois ceder e deixar o orgulho de lado isso nunca será resolvido.
— Vê se para de falar do meu pai, por favor! – Gritou ainda mais incomodado, mas foi atingido por outra tontura que o fez cair para a frente, porém Nemu o segurou, e ao levantar o rosto rapidamente, sua respiração se misturou com a dele, e a única coisa que passou pela cabeça de ambos foi repetir o gostoso beijo que trocaram.
Seus olhares se encontraram de forma fixa com a mínima distância entre eles, e o Quincy ficou surpreso quando Nemu envolveu seu rosto com ambas as mãos e retirou seus óculos com a maior delicadeza do mundo, colocando o objeto de volta no criado mudo.
— Não pense no seu pai, não pense em seus poderes, não pense em nada agora. Apenas pense que não deveria ter recolocado seus óculos.
Ishida estava cada vez mais aflito e confuso, porém ainda mais encantado com cada atitude de Nemu. Embora estivesse decepcionado por ela ter pedido ajuda justamente ao seu pai, seu atual encantamento por cada gesto doce dela o fazia esquecer tal sentimento negativo, e todas as suas questões viraram um espaço em branco em seu cérebro quando sentiu os frígidos lábios da Shinigami tocarem os seus de forma tímida e suas mãos envolverem os lisos cabelos curtos com um cuidado que ele jamais imaginaria partir dela. Sem entender, ele não reagiu e seus lábios apenas se tocaram em um beijo leve. Se afastou dela e a encarou incógnito.
— É a segunda vez que me beija. Não acha que me deve, e muito, uma explicação? Por que me persegue? Por que essa obsessão em querer me ajudar? Não entendo porque age assim.
— Porque você foi a primeira pessoa a me tratar com respeito. A primeira pessoa a dar importância a minha vida miserável, já que eu não passo de uma coisa criada pelo Mayuri-sama. Por isso lhe sou grata. Quero poder te ajudar de alguma forma. Alguma coisa... qualquer coisa! Mas se a minha presença te faz tanto mal... – Pausou, pegando do chão a sua sandália preta de salto alto que havia tirado ao chegar. — Irei embora agora mesmo e juro que nunca mais você terá que passar pelo aborrecimento de ter que suportar a minha odiosa presença.
As palavras gelaram o coração do Quincy como se ele tivesse sido atingido por um balde de água fria em sua alma. Na mesma hora percebeu o quanto foi injusto e insensível com ela, pois só queria ajudar. Por mais que estivesse irritado, ele entendeu que ela só procurou seu pai por não haver outra alternativa. Parou subitamente na frente da Tenente e a abraçou com força, sentindo de imediato o coração dela palpitar ao ter seu peito imprensado ao dele.
— Me perdoa! Eu... Eu... Não sei o que dizer. Perdão pelo imbecil que eu sou! E o mais importante de tudo... nunca mais diga que a sua vida é miserável ou que você não passa de uma coisa! Todos podem pensar isso, mas não é verdade! Para mim você nunca foi e nem será uma coisa. Você vale muito, e nunca deve esquecer disso. – Disse convicto, separando-se um pouco e pegando o queixo dela, fazendo seus olhares se encontrarem mais uma vez. — Entendeu o que eu disse? Nunca esqueça do quanto você vale.
Os olhos azuis pareceram hipnotizados por alguns instantes com a visão dos orbes verdes de Nemu, pois Ishida viu algo diferente, algo muito mais profundo do que tudo que ele já havia visto. Era a primeira vez que Ishida via algum sentimento nos olhos de Nemu, e ele não podia estar enganado. Ia perguntar algo, mas ela foi mais rápida.
— Eu não sei porque, mas desde que te vi, desde que mostrou apreço por mim, não consegui mais tirar você da minha cabeça. Eu penso em você o tempo todo, e a cada dia a vontade de te ver só fazia aumentar. – Declarou direta.
Atônito, o moreno quase não acreditava no que tinha acabado de ouvir. Aquilo significava que ela sentia o mesmo que ele. Resolveu não mas hesitar. Finalmente tudo estava mais claro. Tudo passou a fazer sentido em sua cabeça, e ele a pegou pela nuca, inclinando sua cabeça para cima a fim de se igualarem, e a envolveu em um beijo intenso, apaixonante, onde imediatamente suas línguas se encontraram, e um calor anormal arrebatou os seus corpos. Como se o chão sumisse debaixo de seus pés, eles se sentiam flutuar. Aos poucos o doce ia virando intenso, o tímido mais audacioso. As mãos passaram a explorar novos lugares. Ambos tocavam suas costas sentindo em seus dedos a textura de suas roupas. Nemu usava uma blusa de alças largas e de tecido leve e brilhante de cor preta. E uma saia um pouco acima do joelho da mesma cor. A saia rodada dava uma certa liberdade a ela, e a blusa também era soltinha no corpo. Seus corpos pareciam queimar em chamas ao se sentirem tão perto, tão unidos... Um arrepio gostoso invadiu Nemu quando sentiu uma das mãos de Ishida tocar a pele nua de suas costas ao aventurar-se por dentro da blusa. Ele também sentiu seu corpo reagir em contato com a pele macia e aveludada, e já estava cheio de vontade de livrá-la daquela vestimenta. Quando lhes faltou oxigênio e o intenso beijo foi rompido, se olharam com um sentimento profundo que nenhum deles sequer sonhava sentir. Era amor. Tê-la tão perto e desfrutar do calor de seus lábios, a textura de sua pele e sentir em seu maior íntimo que ela, de fato, o ama. Será que foi ele quem despertou nela o mais belo dos sentimentos? Não sabia, mas teria todo o tempo do mundo para perguntar.
— Eu não consigo entender o que estou sentindo agora. – Disse em um tom de aflição.
— Não precisa entender. Apenas vamos viver o que sentimos, concorda?
Ela fez um "sim" com a cabeça e se afasta um pouco, deixando Uryuu um pouco curioso. Com a maior naturalidade do mundo, ela retira sua blusa ficando somente com o sutiã preto e bem simples que usava por baixo. Ishida sentiu uma pontada entre suas pernas só de olhar, pois apesar de tudo ele tinha uma natureza tímida quando se tratava de mulheres. Estava nervoso, e um fio de socorro escorreu pelo canto de seu rosto. Apesar disso, estava encantado. Ela era assustadoramente linda e ele travou. Não sabia o que fazer ao ter uma mulher maravilhosa e seminua bem diante de seus olhos.
— Por que está vermelho? Está se sentindo mal? Tem febre?
— N... não... – Gaguejou involuntariamente — É só que...
— Não fique nervoso. Não estamos fazendo nada de mal, ou estamos?
— Não... Definitivamente não estamos.
Nemu voltou a se aproximar perigosamente, e chegando bem perto, abriu o restante dos botões da camisa dele e colocou ambas as mãos sobre o corpo do rapaz, deslizando-as para cima até chegar nos ombros, fazendo a peça de roupa ir ao chão, e tal carícia fez o corpo de Ishida esquentar como nunca antes. O mesmo ocorria com ela, que experimentava sensações diferentes e cada vez mais prazerosas ao lado dele.
— Agora estamos nas mesmas condições.
Sem demora ela o surpreendeu com outro beijo, muito mais invasivo, quente e nada inocente. As mãos de Nemu passeavam pelas costas lisas do Quincy devagar, e embora tímido, ele fez o mesmo, estreitando o contato entre seus corpos. Logo as mãos de Ishida foram parar no meio das costas da linda Shinigami, que tremeu de emoção ao sentir o feixo de seu sutiã ser solto. Agora as mãos do rapaz podia apreciar aquele momento em toda a sua perfeição. Sentir os seios fartos e durinhos se imprensarem contra seu peito o instigou a tal ato, que em qualquer outra situação, ele jamais teria coragem de fazê-lo.
Cessou a batalha ardente entre suas empolgadas línguas e abaixou um pouco, fazendo Nemu gemer baixinho com a voz falha no ouvido dele ao apoiar sua cabeça no ombro do rapaz. Um calor absurdo invadiu sua ainda intocável intimidade quando o Quincy cobriu seus ombros com beijos molhados, aspirando o doce aroma que vinha de sua pele sedosa. Enquanto fazia tal carícia. Ishida acabou se lembrando de algumas palavras de seu pai de tempos atrás... "Não seja tímido com as garotas. Apenas dê a elas o que elas querem, mas nunca esquecendo o principal: seja gentil, mas se ela estiver tomando a iniciativa, não se acanhe, somente deixe acontecer. Nunca se esqueça".
— Meu pai... apesar de tudo... – Pensou um tanto sentido, mas sua atenção retornou para Nemu ao ver o sutiã dela cair no chão.
Suados e ofegantes, eles se separaram um pouco e se olharam com desejo. Os seios de Nemu eram lindos, redondos e rosados, no tamanho ideal para serem saboreados. Seguindo o conselho de seu pai, Uryuu mandou a timidez para longe e a abraçou com cuidado, deitando o corpo quase nu da Tenente em sua cama, ficando por cima dela.
— Não vou te machucar. Prometo.
Nemo balançou a cabeça em afirmativa, e ele logo tomou os perfeitos seios entre suas mãos delicadamente. Ela gemeu alto no mesmo instante, e sua calcinha preta de rendas ficou encharcada, tamanho o tesão que sentiu. O mesmo para Ishida, que já sentia seu membro pulsar de excitação ao experimentar tal sensação deliciosa. Beijava e chupava um dos seios, e as nervosas mãos de Nemu apertavam os ombros do rapaz, logo subindo para a nuca, onde ela passou os dedos sobre os cabelos curtos com ainda mais força, deixando o Quincy muito mais excitado. Levantou por um momento e tirou sua calça, deixando a mesma pelo chão de qualquer jeito, ficando ainda com sua boxer azul, e seu membro ereto parecia clamar por um pouco de liberdade.
Quase que por instinto, ela dobrou as duas pernas abertas e sua saia rodada acabou subindo, quase deixando sua calcinha à mostra. Ignorando tal fato, o moreno voltou a ficar sobre ela, encaixando seu tronco entre as pernas grossas, voltando a brincar com os desejosos seios de Nemu, que apertava os lençóis com forças de tanto prazer, ao passo que se sentia molhar cada vez mais. Enlouquecida a Tenente se levantou ficando sentado com as pernas ainda encaixadas do tronco do charmoso conheci voltando a unir seus lábios em mais um beijo sufocantemente quente, excitante, onde a doçura se misturava utilizam em seus corpos incendiar com cada vez mais por se sentirem completos um pelo outro.
Abraçados, Nemu apertava as costas de Uryuu com intensidade, e as mãos dele apertavam as coxas grossas com vontade, ao passo que o êxtase em seus corpos alcançavam níveis extremos. Voltaram a se beijar, e Nemu se apoiava nos ombros alvos do lindo rapaz, e ele investia nas carícias cada vez mais quentes em sua amada Tenente, subindo suas mãos para dentro da saia até chegar nas fartas e definidas nádegas da morena, apertando-as com cada vez mais força, constatando com seus dedos o tamanho da pequena calcinha que usava. Ela arfava sem ar quando ele puxou a tira da calcinha para baixo, numa tentativa de livrá-la da pequena peça. Ele próprio estava muito excitado, e o volume ereto em sua peça íntima logo chamou a atenção da indiferente mulher. As tímidas mãos de Ishida subiram mais, e ao chegar na lateral, sentiu que a calcinha era amarrada dos lados, algo que o deixou estranhamente animado.
Não se deteve, e desamarrou a calcinha de Nemu dos dois lados, jogando a mesma no chão, pois não iria fazer falta alguma naquele momento. Restando-lhe nada mais do que a saia, Nemu fez Ishida gemer alto quando mordeu sua orelha e chupou seu pescoço. Num rápido movimento, a morena inverteu a posição e apoiou o corpo de seu amado Quincy no espelho da cama, abrindo as pernas do rapaz, ato este que o assustou, e ele ficou ainda mais perplexo quando a Tenente Achou sua cueca e a reduziu a um trapo rasgado usando a sua força. Olhar o membro ereto, grande e aparentemente saboroso do gênio despertou a curiosidade de Nemu, que sem aviso prévio se posicionou sobre ela com as pernas abertas, deixando Ishida um pouco apreensivo.
— Ne... Nemu-san?
Questionou em vão, pois ela sentou com tudo por cima do pênis ereto, dando um grito logo em seguida.
— Waaaahhh! – Gritou exasperada com o rompimento de sua pureza, acompanhada de uma incrível sensação de prazer ao ter sido diretamente preenchida.
— Está tudo bem? – Ele perguntou preocupado, gemendo mais alto ainda ao sentir-se apertado pela ainda estreita cavidade.
— Ótima! Isso é... bom! É muito bom! Por favor, não se mexa.
Entorpecido por um prazer sem igual, ele não teve como contestar, apenas ficou quieto, ao passo que ela sentava e levantava em seu membro, com força e mais força, provando com gosto a plenitude daquele ato tão maravilhoso. Nemu pareceu voar, como se sua alma saísse do corpo, como se apenas existissem eles dois, aquele quarto, e aquele momento. Não sabia o que era sentir, provar das emoções humanas, saber como era amar, ser importante para alguém, ser desejada, ser amada... Ishida resistiu. Por semanas lutou para ignorar o fato de seus pensamentos serem dela e somente dela. Tentou fazer sua mente apagar o lindo rosto da Tenente.
Empolgada, Nemu rebolada os quadris desajeitada sobre o membro de Uryuu, que dava gritos desmedidos de luxúria quando apenas a saia dela cobria suas genitálias. Sua intimidade se contrai cada vez mais diante do ato, pressionando cada vez mais Ishida, que goza descontrolado dentro dela diante da forte investida da morena, dando um alto gemido de luxúria, segurando as nádegas de sua linda com força, puxando a saia e jogando-a para longe em seguida. Louca de desejo, a bela continuou seus movimentos, sentando e levantando com força sobre o pênis dele, quando sentiu o forte agarre do Quincy em sua cintura, penetrando-a com ainda mais força, arrancando um forte grito de Nemu, que também chega ao clímax.
Arrebatados pelo mais delicioso orgasmo, eles ofegam de exaustão. Ainda encaixados, ela se debruça sobre ele, esfregando os seios na face de seu amado, que os beija e os massageia novamente com cuidado, fazendo a bela Shinigami gritar mais uma vez de tesão. Chupava como louco os grandes seios, mordiscando as rosadas aréolas rígidas.
— I... Ishida-san... – Geme arfante, acariciando toda a nuca dele com força.
— Nemu... Nem-san... – Responde quase sem fôlego, saboreando os apetitosos seios.
— Eu não sei... o que estamos... fazendo. – Falava pausadamente, tomando para si a boca de Ishida em outro intenso beijo.
Ishida suspende o corpo de Nemu, e ambos sentam de frente para o outro. Ele a encara nos lindos olhos verdes.
— Isso é amor, Nemu-san. Nós estamos fazendo amor. O ato mais lindo que pode acontecer entre duas pessoas que se amam.
— A...mor?
— Isso. – Respondeu convicto, acariciando o rosto dela docemente. — Eu te amo.
Os olhos de Nemu brilharam ao ver toda a verdade transmitida nos lindos olhos azuis. Queria estar com ele, amá-lo cada vez mais. Novamente ela o deitou na cama ficando por cima. Debruçada sobre o esbelto corpo nu, lambia e beijava toda a extensão de seu tronco, passando pelo peito largo e o abdômen marcado até chegar na virilha, passando sua língua travessamente pelo testículo do moreno, que ficou surpreso ao extremo com tamanha ousadia de Nemu, se contorcendo com tão gostoso toque da língua quente de sua adorada, e ela pressionava os quadris dele com força para evitar que ele se mexesse, ao passo que sua língua continuava trabalhando curiosa ao redor do órgão, alucinando Ishida, que contorcia a cabeça em cima do travesseiro, fechando as mãos sobre os lençóis e mordendo os lábios inferiores com força, controlando a vontade de gritar ao receber uma carícia tão ousada e inesperada dela, já que jamais imaginou que ela, sendo virgem, faria ideia de tal coisa. Segurava o membro com exímio cuidado, lambendo lentamente toda a extensão deste com movimentos circulares e gostosos, sorrindo tímida ao ouvir os gemidos prazerosos do gênio, que sem conseguir mais se conter, gozou novamente, jogando a cabeça no travesseiro derrotado, acometido por um cansaço extremo, abraçando Nemu com ternura.
— Nemu-san... isso foi... – Falou exausto, sem conseguir recuperar o fôlego. — Incrível... maravilhoso.
— Isso também foi amor, não é?
— Unhum... – Assentiu com a cabeça.
Estava abismado com o jeito direto e nada embaraçado de sua querida Tenente, mas teria que se acostumar com isso, afinal de contas, era assim que ela era, e tudo o que a desesperançosa Nemu aprendeu a sentir e a descobrir foi graças a ele, portanto, ele teria toda a paciência do mundo para compreender e se adaptar ao ritmo dela.
— Ishida-san? – Chamou baixinho abraçada a ele.
— Hum...? – Murmurou quase dormindo.
— Se é isso que os humanos chamam de amor... então eu te amo.
Sorriu com gosto, antes de ambos adormecerem.
つづくcontinua...
