Desafiando Deus

Capitulo 21 – 'Príncipe'

"– um dia o banco foi assaltado... Meu pai levou dois tiros e morreu...

O demônio a olhou sério – desculpe... Por fazê-la lembrar disso..".

Ela sorriu – já passou! Na hora foi um choque, mas passou! Nós continuamos sendo uma família feliz... Até quando eu fiz dez anos... E o carro da mamãe bateu num caminhão...

– princesa...

– foi ai que o mundo desabou... – ela sorriu triste – sem mais nenhum parente... Eu meu irmãozinhos fomos mandados para um orfanato... Eu era uma boneca de porcelana jogada no lixão... – uma lágrima molhou o sorriso forçado – meu irmão era muito pequeno eu tinha que protegê-lo... – o rapaz secou o rosto da púbere.

– já chega...

– tudo bem... Eu continuo...

– faça o que preferir...

– dois anos depois... Já não tinha mais esperança nenhuma... Talvez tenha sido nessa época que envelheci tanto... Mas sempre acontecem coisas estranhas quando se menos espera, não é!?

– é..?

– um dia eu estava colocando meu irmão para dormir, quando o diretor do abrigo me disse que alguém queria me ver... Fiquei imaginando que tipo de pessoa adotaria uma garota de doze anos... Quando cheguei lá dei de cara com um garoto de uns dezoito anos sorrindo feito um abobado, junto com um senhor... Não reconheci o moleque mas o homem tinha sido nosso vizinho durante anos, mas havia se mudado para a França... Foi ai que eu me toquei que o abobado era o garotinho que brincava comigo... Eu me senti feliz como nunca quando o senhor disse que ia nos adotar... Felicidade que durou um mês... – o demônio a olho curioso – foi o tempo de a papelada ficar pronta e eu ser jogada em um colégio interno feminino... E claro o meu irmão em um masculino... Eu odiava aquele lugar... Odeio me sentir presa... Fiz um intensivo e aprendi a matéria de cinco anos em três, como não tinha família pra visitar nas férias e meu irmão não podia ir ao meu colégio nem eu no dele, por motivos óbvios... Dedicava-me a aprender outras línguas. Além do inglês e do japonês que sabia desde pequena, espanhol, italiano e francês... Quando completei quinze anos voltei para o Japão e passei a morar em apartamento pequeno em Tóquio... Vendia os quadros e usava o dinheiro para comprar roupas... Aquele garoto que tinha o sorriso bobo, não era mais nem um pouco bobo, trabalhava na empresa do pai e ainda me bancava... Até hoje ele faz isso...

– diga-me, foi ele que te deu esta casa? – perguntou sério.

– foi...

– as cartas que recebes, é ele quem as escreve?

– são... Por quê?

O demônio pareceu pensar por alguns instantes – como... Ele é?

– como assim?

– a aparência...

Ela riu sem graça – Não lembro... Não o vejo há quatro anos...

– és sustentada por um homem que não te lembras nem o rosto? – perguntou incrédulo.

A púbere sorriu marotamente – enquanto ele pagar as minhas contas sem pedir nada em troca... Não me importo de desconhecer seu rosto...

– nada em troca? Tens certeza? – ele se levantou.

– tenho... Bem acho que tenho... – Kagome observou o rapaz caminhar até a varanda e sentar no para-peito desta – por que você gosta tanto de ficar ai? – perguntou retórica.

– creio que um dia... Ele virá cobrar por tudo isso...

A menina se levantou e foi em sua direção.

– mas ele não tem nada para tirar de mim! – se aproximou.

O demônio a puxou pela cintura a trazendo junto a si. – diga-me, princesa, qual a coisa mais preciosa que é inteiramente sua?

A morena encostou a cabeça no corpo dele e parou para pensar.

– minha vida..?

– quase... – acariciou a cabeça da jovem e separando uma mecha negra de seus cabelos a enrolou no próprio dedo.

– o que então?

– prometa-me que isso não surtirá efeito algum?

– claro...

Ele sorriu tetricamente – o que mais além... De tua alma...

A púbere o abraçou com força. – pare de brincar assim...

Ele desceu e a abraçou. – tu confias em mim? – inquiriu.

– por que a pergunta? – duvidou.

– apenas responda... – ele pediu serenamente. E serenamente ela respondeu.

– confio...

– até que ponto?

Ela fixou os olhos nos dele. Tinha algo muito além daquelas perguntas, mas o que? Respirou fundo. Não era nada tão simples de se responder.

– a ponto de deixar a minha vida em suas mãos...

O demônio acariciou-lhe a face e se curvou até tocar seus lábios. – não importa o que aconteça... Não importa o quão ruim pareça continuar... Eu estarei com você, até o inferno!

Uma lagrima solitária umedeceu o lado direito do rosto pálido da púbere. – obrigada... – ela o abraçou com mais força. O rapaz a pegou no colo e a pôs sentada no para-peito de madeira, de frente para ele. A jovem sorriu.

– esse tipo de coisa não se agradece, Kagome...

Juntou novamente seus lábios nos dela e foram aprofundando o beijo vagarosamente, como se o tempo estivesse parado.

O demônio apoiou o queixo no ombro da garota, o que lhe deu uma completa visão de todo o bosque. Principalmente de um estranho par brilhante e dourado. Dourado como seus próprios olhos. E brilhantes como o fogo. Duas chamas devastadoras que ao mesmo tempo em que consumiam tudo em pó, congelavam o que ficava para trás. Nada de total desconhecimento do belíssimo demônio. Este por sua vez pareceu ignorá-los e achou mais interessante explorar a pele delicada e alva da púbere com a boca.

– eu só tenho dezesseis anos... – murmurou quando o demônio foi ficando mais ousado.

Ele sorriu travesso – é a idade com que as princesas se casam... – a pegou no colo mais uma vez e trouxe para dentro. Não sem antes verificar rapidamente o bosque e constatar que estavam sozinhos de novo.

– não estamos mais no século quatorze... – ela rebateu, ainda nos braços dele.

– por isso mesmo... – a devolveu à cama.

o0o0o0o0o

Em um pequeno quarto da grande mansão uma velha senhora escrevia calmamente em um caderno grosso e antigo. A luz era fraca e o vento entrava gelado pela janela entre aberta balançando calmamente a fina cortina. A mulher largou a caneta, ainda a tinta, sobre a mesinha. Caminhou com o peso da idade até a cama, onde sentou. A porta abriu ruidosamente e por ela entrou uma bela jovem de longos cabelos castanhos e olhos inquietos.

– tudo bem vovó? – a púbere se aproximou.

– claro...

– pegue mais um cobertor... Vai nevar esta noite...

– tem razão... Se agasalhe também!

– claro...

A garota saiu do quarto e sorriu quando um belo par de olhos negros e iluminados parou frente à porta e a puxou. O sorriso maroto. A aura pacifica. O rapaz segurou sua mão e a puxou até o salão sem dizer uma palavra. Até que ela quebrou o silencio.

– e agora..?

– ainda há como impedir... – o moreno se posicionou no inicio da escadaria.

– há apenas como adiar... – ele desceu e a abraçou.

– chega de adiar...

o0o0o0o0o

Ela olhou-o enigmática. Os primeiros flocos de neve começaram a cair. O demônio permanecia olhando-a fixamente. E ficaram assim durante alguns instantes.

– vamos mesmo...? – ela perguntou com o rosto corado.

– se você quiser... – ele lhe deu um beijo no rosto – mas você vai pro inferno...

A menina paralisou. – por... Que?

– eu sou um demônio...

– mas... – a morena abriu um sorriso maroto e o puxou pelo pescoço até sua boca – eu já vou mesmo não é? Afinal-

Ele a impediu de continuar colocando o indicador sobre seus lábios. A púbere olhou-o irritada.

– vai sim...

Ela sentou na cama com um largo sorriso escárnio – já que é pra ir pro Inferno, me deixa fazer por merecer!

– Eu vou estar lá contigo, minha princesa...

(Conteúdo desaconselhado para menores. Se você não gosta pode passar direto para a próxima cena (onde tem as o0o0o). Eu avisei heim... u.u)

– que bom... – ela o abraçou timidamente e teve como retribuição um delicado beijo na base do pescoço.

Calmamente a garota foi desabotoando a camisa negra, expondo o abdômen definido do demônio, e a jogou pro chão. Em poucos instantes o demônio já abocanhava o corpo delicado da púbere. A deitou devagar na cama e cobriu seu corpo com o próprio.

– com frio..? – ele abriu um sorriso maroto e apertou um dos seios da jovem.

– por que seu corpo é gelado..? – percorreu a pele fria dele com a mão delicada.

– não é hora pra isso... – apertou os lábios contra os dela enquanto puxou o cobertor por cima dos dois.

As caricias continuaram por mais algum tempo. Cinco minutos... Dez... Quinze... Vinte... Talvez tivesse se passado apenas um que valeu por horas...

O rapaz tocou delicadamente o rosto da jovem – está tremendo... – se afastou minimamente – meu corpo não vai esquentar... Vai morrer de frio assim... – ele sentou na cama, acompanhado por ela. (N/A: bobinho...)

– não... To com frio... – murmurou com o rosto abaixado, escondendo a timidez.

O demônio abriu um sorriso e empurrou a garota voltando a posição anterior. Deu-lhe um rápido selinho e a olhou com serenidade.

– minha pequena... – roçou os lábios na pele pálida do pescoço da morena – minha princesa... Minha vida... – um leve beijo – meu amor... – uma pequena mordida – minha dádiva... – subiu até encontrar a boca rosada da menina – minha perdição...

Foi um beijo violento. Mas transmitia muito mais que desejo. E isso fez o corpo da morena parar de tremer.

– só minha... – ela sorriu – não tenha medo... – o jovem demônio resolveu beijar o outro lado do pescoço da menina – vou cuidar bem de ti... confia em mim..?

– acha que se eu não confiasse... – deslizou suavemente a mão pelos fios prateados que se espalhavam pela cama – eu estaria aqui... Tão vulnerável...?

Ele abriu um largo sorriso satisfeito e, sem cerimônia, fez seus lábios encontrarem o calor dos seios da púbere.

Entre tantos afagos Kagome permanecia muda. Mordia firmemente o lábio inferior, mas cada gemido, cada murmúrio que escapava daquela fortaleza, era muito bem ouvido pelo demônio.

Ele parou, e ficou cara a cara com garota. Puxou vagarosamente as pernas da adolescente um pouco para cima.

– só me prometa uma coisa... – ele pediu – quando eu te machucar... Avise-me... Por favor...

– mas... – murmurou.

– por favor... É pro teu bem...

– ta...

O demônio apertou os lábios contra os dela. O que abafou o gemido, desesperado, de dor. Uma pequena lágrima escorreu dos olhos cerrados da menina.

– calma... – murmurou contra sua boca – já vai... Passar...

A morena o abraçou com força. A cada estocada que ele lhe dava, cravava com mais força suas unhas nas costas do demônio.

– com mais força, Kagome... – passou a língua pelo pescoço da garota e parou de frente aos seus olhos – até cortar...

Ela o olhou, espantada – masoquista...

Ele riu e a beijou – é...

A jovem morena soltou um grito forte quando ele aumentou o ritmo.

– mais... – ela pediu – mais forte! – ordenou. Agarrou uma larga mexa de cabelo da nuca do rapaz enquanto a outra mão praticamente rasgou a pele pálida das costas dele.

O demônio praticamente urrou. Abriu largamente a boca, deixando a mostra seus grandes caninos, preparado para dilacerar a carne macia do pescoço da jovem. Ao ver o rosto transformado dele, Kagome o soltou rapidamente. O demônio, ao contrario, fechou rápido a boca e balançou a cabeça, como se afastasse aquele desejo. Enlaçou sua mão na dela e separou um pouco seus corpos, atendendo finalmente ao pedido da jovem.

A velocidade e força eram sobre-humanas. Talvez isso explicasse os gritos que ecoavam pelo quarto e corredor. E ouvi-la gritar daquele jeito era fascinante. Enquanto ela implorava por mais de seu corpo, ele pedia para ouvir mais daquela melodia exótica. E se ambos os desejos estivessem relacionados, melhor.

O demônio a pôs sentada em seu colo sem diminuir a intensidade das investidas. E os gemidos dela só aumentaram.

– muito... Muito quente... – foi a ultima coisa que a morena conseguiu dizer antes de um longo gemido. E os dois entraram em êxtase juntos, trazendo um profundo silencio ao cômodo.

Finalmente cravou os caninos na carne da garota e puxou o liquido vital. A púbere permanecia tremula, com o corpo arqueado e a forte corrente de prazer eletrocutava seu corpo sem trégua. Por fim ele se desprendeu dela deixando a cair suavemente sobre o lençol amassado.

A garota permanecia com olhos fechados e não tinha força para se movimentar. O demônio deitou ao seu lado e a puxou delicadamente para mais perto.

– Kagome... – sussurrou acariciando o rosto da púbere – se não se mexer vou começar a ficar preocupado... – continuou sem resposta – já chega... Não brinque assim...

– sshhh... – ela finalmente se manifestou. Acariciou o tórax do rapaz abrindo um pequeno sorriso, mas mantendo os olhos fechados – fala nada, não...

O demônio a aconchegou melhor e erguendo seu queixo lhe deu um delicado beijo. Puxou o cobertor e observou a menina cair em um sono profundo. Enquanto isso, do lado de fora, a neve caia serenamente embalada pelo som dos galhos das árvores ao vento.

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A manhã estava mais fria do que de costume. Era o inverno que chegara. A paisagem do imenso jardim estava pálida. Não havia mais flores nem pássaros. Um silêncio sepulcral pesava o ar. Silêncio este que penetrava pela fria estrutura das grossas paredes antigas e atingia um belo quarto, bem decorado, no primeiro andar. Ali uma jovem morena, ainda adormecida, sentia a chegada do tempo frio. Kagome abriu os olhos devagar e espreguiçou o corpo. Alisou a cama procurando por companhia, porém não o encontrou. Após enrolar o corpo em um lençol saiu da cama e foi até o rapaz que se encontrava de frente para as portas de vidro fechadas da sacada. Em sua mão direita a já tradicional taça de vinho.

– bom dia... – ela sussurrou o abraçando. Ele permaneceu mudo. – o que foi..? – não teve resposta mais uma vez – sabe... Eu te amo...

O demônio desfez o abraço e se afastou da púbere. – por que está falando isso? – perguntou seco.

– me disse que deveria falar quando chegasse a hora... – ela caminhou em sua direção – e noite passada... – o abraçou mais uma vez – acho que chegou a hora... – ele a afastou mais uma vez. – não vai dizer nada? – os olhos dela umedeceram.

– o que espera que eu diga? – sua voz permanecia ríspida.

– co... Como assim..? – uma lagrima desceu pela pele clara e caiu solitária no piso frio.

– está esperando o que? – abriu um sorriso tétrico – um: eu te amo também minha princesa! Por acaso? – zombou.

– não fale assim! – se exaltou.

– se enxerga garota! Você não tem porte para estar ao meu lado! – segurou o rosto dela com violência – acha que a noite passada teve alguma importância pra mim!? – a empurrou – você foi só mais uma- – o estalo cortou o som pesado da voz do demônio. Ele levantou o rosto marcado, mostrando os olhos rubis.

– não fale assim comigo! Não pode brincar assim comigo!

– realmente acreditou que Eu gostava de você? – zombou mais uma vez – aceite... Agora não passas de uma puta! – mais um estalo repercutiu no cômodo. Porém desta vez não foram apenas os olhos que se ergueram vermelhos, um filete de sangue escuro escorreu pelos lábios gelados do demônio.

– como teve coragem de fazer isso comigo!? Como!?

– cale a boca!

O silêncio sepulcral tomou novamente conta da paisagem. O corpo da jovem caiu pesadamente no chão. Ela tocou o próprio rosto com a mão tremula. As lagrimas já escorriam incessantemente. Ele agachou ao seu lado para ouvir o que murmurava.

– por... Que..?

Ele sorriu e se levantou caminhando para a varanda.

– por que eu sou um demônio – se virou uma ultima vez para a garota caída – minha princesa...

A morena levantou e sentou na cama. Caindo em um pranto profundo. – como eu pude ser... Tão tola... Justo eu... Como..?

Continua...

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Reviewer: Tá bom... Agora eu não entendi nada! Eu pensei a mesma coisa que a Kagome!!! Ele é um indeciso! Ou quer protegê-la de algo mmmmmuuuuuiiiiiiiitttttttooooo ruim... Não sei... Quem decide é a Writer! xD

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Writer: Não... Eu não tomo jeito mesmo! xP Será que eu sou má? Quem disser que sim fica sem saber o fim da estória! ù.ú Quando será que esses dois vão se dar bem!? Quem sabe...

Não importa aonde esteja, Deus estará vendo tudo que fazes. Um dia lhe fará pagar por tudo que fez.

Próximo capítulo:: 'Sonhos' partidos. Os cacos estão espalhados pelo chão. Vai se humilhar e catá-los?