EPISÓDIO: Finalmente Casados

- John. – outro chamado, dessa vez mais desesperado. Ele reconheceu a voz... Parou o passo, e se virou devagar. Do outro lado da rua, parada, estava ela, toda molhada usando nada mais nada menos do que um vestido de noiva. Os dois se encararam pelo que pareceu uma eternidade antes dele finalmente correr na sua direção e a segurar forte pela cintura. Permaneceram daquela maneira alguns segundos e então se separaram, Carter lhe dando vários beijinhos e ambos sorrindo e chorando ao mesmo tempo.

- Eu achei que você não vinha mais...

- John...

- Eu já tava desistindo...

- Eu amo você. – ela afirmou não permitindo que ele continuasse a falar. John apenas a encarou com um sorriso bobo no rosto.

- Verdade? Sem "talvez" ou "eu acho"?

- Eu te amo. – ela repetiu seguramente. Ele lhe devolveu o olhar que ela lhe lançava e se aproximou, beijando-a apaixonadamente. Não se soube se foram horas, minutos ou apenas segundos depois quando se soltaram.

- Você ta usando um vestido de noiva.

- Não foi por escolha. Eu precisava de um vestido e como não dava pra fazer outro, eu comprei esse que já tava...

- Você ta mais linda que nunca. – dessa vez, ele a interrompeu. Abby apenas sorriu à afirmação.

- Você acha?

- Tenho certeza. – os dois sorriram.

- E então...? Se eu me lembro bem, nós temos um casamento para participar, certo? – ela indagou enxugando as lágrimas e rindo um pouco.

- Agora não. – ele a segurou pelo braço – Eles já esperaram duas horas, alguns minutos a mais, alguns a menos não farão diferença...

- Carter... – e com isso, eles se beijaram.

MÚSICA DE ABERTURA

A marcha nupcial começou a tocar. Quebrando todas as tradições, ao invés de Abby entrar com o pai dele, ela entrou com o próprio noivo. Os dois se dirigiram ao altar ainda completamente ensopados.

- O que eles estão fazendo?! – indagou o padre aterrorizado.

- Relaxa, seu padre. Apenas realize esse casamento antes que um deles desista de novo, está bem? – retrucou Susan. Os dois finalmente chegaram ao altar. O padre hesitou um pouco, mas diante do olhar fulminante da madrinha, ele achou melhor continuar.

- Podem se sentar. – todos obedeceram – Estamos aqui reunidos hoje para celebrar a união entre John Truman Carter e Abgail Marjorie...

- Abby. – ela corrigiu baixinho.

- ...Lockhart.

- Oh meu Deus, isso é tão emocionante! –firmou Rory chorando e enxugando as lágrimas com um lenço de papel.

- Nem me diga. – resmungou Lorelai aos prantos também.

- Lenço?

- Obrigada.

- Ela ta linda. – afirmou Eric com a maior cara de irmão orgulhoso possível.

- É, ela ta mesmo – dessa vez quem concordou foi a madrinha que tinha o maior sorriso de todos no rosto – Eu sabia que ela não desistiria assim tão fácil... – Eric imediatamente a encarou. – O que?

- Você disse pro Carter cancelar o casamento!

- Eu não disse isso! Eu disse que talvez, por causa da hora, os convidados pudessem querer ir embora.

- É, sei.

- Eu não... Apenas assista o casamento, ok?

- E pensar que eu quase atrapalhei o relacionamento deles. – resmungou Frank que assistia a cerimônia ao lado da mulher e filha.

- O que? – indagou Luka confuso.

- Eu e a Abby.

- Como assim você e a Abby?

- Oh, você não sabe? – Luka apenas balançou a cabeça – Ela já foi caidinha por mim.

- Ah, certo. Boa piada. – ele respondeu rindo.

- O que? Você acha que é brincadeira?!

- Eu...

- Saiba que eu que não quis porque já era casado, Dr. Kovac.

- Eu não sei, Frank. É difícil de acreditar.

- Por que? Eu não sou bonito o suficiente?

- Na verdade, não, mas você também não é do tipo que ela gosta.

- Ah é? Então que tipo seria esse? O tipo assassino croata ou o tipo aventureiro rico?

- John, seus votos. – pediu o padre.

- Oh, ok. – ele olhou pra Abby, apertando sua mão levemente. Ela logo lhe devolveu o gesto – Eu pensei muito nesse momento e em tudo que eu quero te dizer. – uma pequena pausa e ele continuou – Há três meses, a gente se reencontrou no hospital e você me perguntou por que eu tinha voltado. Eu tentei fugir de você, de tudo o que a gente viveu, e cada vez que eu pensava que tinha te esquecido, mais era em você que eu pensava. Eu penso e imagino você 24 horas por dia, 168 horas por semana há seis anos. – os dois se olhavam intensamente enquanto ele falava.

- Quando eu parti, você não estava mais lá... E eu não agüentei porque eu não posso ficar longe de você. Não importa o quanto eu fuja, o quão longe eu vá, eu sempre volto pra cá. Pra você, pra nós. Eu sei que nós já passamos por muitas coisas juntos, tantas que às vezes me engano pensando que não tem mais nada pra acontecer, só que eu sei que não é assim. Eu sei o que nós vamos enfrentar. Mas se você tiver ao meu lado... Então eu te prometo: eu enfrento tudo, o mundo todo se for necessário. E eu só peço em retorno que você me deixe amá-la... E me dê uma chance de fazê-la feliz. – há essa hora todos da igreja, já caíam no choro.

- Eu não tenho palavras pra descrever o que acontece. Quando você me olha do jeito que você ta me olhando agora, a única coisa que eu consigo pensar é "meu deus, eu a amo tanto". Esses olhos... Esse rosto... – à medida que falava, ele lhe tocava – Esses lábios... Eu só quero tocá-lo e beijá-lo sem parar... Pra sempre. Nós seremos felizes, eu sei disso. Eu to te dando meu coração, e espero que você ao menos me deixe cuidar do seu. Eu amo você. - E, por favor, não desista agora. – ele acrescentou fazendo todos sorrirem e chorarem ao mesmo tempo, principalmente ela.

- Abigail. – começou o padre.

-Abby. – ela corrigiu mais uma vez.

- Seus votos.

- Ok. – ela se calou, limpou o rosto, olhou pra ele e respirou fundo antes de começar – Em todos os relacionamentos que eu tive, eu nunca consegui dizer o que eu realmente sentia, então eu vou tentar... Dessa vez. Toda garota sonha com o príncipe encantado que virá resgatá-la do alto da torre, mas eu acho que já encontrei o meu. Ele não tem uma espada e nem um cavalo branco chamado Trovão ou algo do tipo, mas ele ta sempre pronto... Pronto pra me resgatar quando eu preciso e até quando não é necessário. É como se bastasse ele chegar perto de mim que tudo parece certo, os problemas desaparecem. É como mágica. A mágica do seu amor... Do meu amor. – ela afirmou segura, o fazendo sorrir ainda mais – E então ele me abraça e eu me sinto... Segura... Amada. Eu não vou dizer que não posso viver sem ele, porque eu posso, eu só não... Eu não quero. Eu não vou te perder de novo e não vou desistir agora porque por mais surpreendente que pareça, eu te amo, John Carter. Eu realmente amo. E muito. E isso é algo que não é mais tão assustador, então... Isso deve significar que eu sou sua assim como você é meu, certo? E... Quer casar comigo? – ao ouvirem o fim do seu discurso, todos riram. Carter fez o mesmo, limpando o seu rosto delicadamente e a beijando antes de voltarem a atenção ao padre.

- As alianças, por favor... – Carter as entregou e o padre as abençoou, permitindo que eles as trocassem.

- Abigail Marjorie Lockhart...

- Abby.

- Você aceita John Truman Carter III como seu legítimo esposo?

- Eu aceito.

- John Carter, você aceita Abgail... – ele notou Abby o encarando – Abby Lockhart como sua legítima esposa?

- Sim.

- Bom, já que não tem ninguém contra esse casamento e pelo poder que me foi concedido, eu vos declaro marido... E mulher. – os dois sorriram - Pode beijar a noiva. – Aquele beijo foi lento, doce, apaixonado. Finalmente sua história chegara a um fim. E o melhor, um fim lindo e principalmente, feliz. Os convidados começaram a aplaudir quando os dois se separaram. Carter pegou sua mão e a guiou pra fora, sendo acompanhado por todos. Quando alcançaram dois passos de distância dos demais, ele a segurou e a beijou novamente sussurrando um doce "eu te amo" no seu ouvido. Eles saíram do salão e seguiram pra festa, lógico que ainda recebendo uma chuva de arroz no final.

PROPAGANDA

A festa foi no salão ao lado. Era enorme e estava todo decorado com flores e lindos arranjos. Uma banda estava montada no palco.

- Você contratou uma banda? – indagou Abby curiosa.

- Mais ou menos...

- Como assim?

- Venha comigo. – ele segurou sua mão e a guiou até a pista de dança. Todos ficaram calados esperando pelo que iria acontecer.

- Há dois meses atrás... – de repente, uma voz veio das caixas de som posicionadas pelo salão – Meu amigo, John Carter, me procurou pedindo pra eu cantar no casamento dele. Eu disse que não podia, já que tinha um show marcado para o mesmo dia. Ele insistiu e disse que era importante, que era a mulher que ele amava mais do que qualquer coisa e que pagaria bem, claro. – os convidados riram.

- Carter. – Abby questionou ainda sem entender.

- Apenas ouça. – ele pediu sorrindo um pouco.

- Ele disse que essa era a música deles e que devia esse favor pra ele. "Quem mandou escrever essa letra? Agora você já se comprometeu!". Eu, mesmo relutante, pensei e disse: "Tudo bem, eu canto", afinal ele parecia tão apaixonado por aquela misteriosa mulher que eu tinha que conhecer e descobrir o porquê desse encanto todo. Finalmente, eu entendi porquê. Então, para o senhor e a senhora Carter, eu canto essa canção, que só por essa noite se chamará: "Caos-Love Theory". – um momento de silêncio e do nada, o homem começou a cantar.

- And so it is. Just like you Said, it would be... – Damein Rice entrou no palco, e todos aplaudiram.

- Oh meu Deus. – foi a única coisa que Abby resmungou. Carter olhou pra ela e lhe ofereceu sua mão.

- Você me concede o prazer dessa dança? – não foi preciso perguntar duas vezes. Ele segurou sua mão e a colocou perto de si. Os dois se mexiam lentamente, corações disparados e emoções a mil. Era como se o mundo tivesse parado só pra assistir àquela cena.

- Você fez isso pra mim? – ela sussurrou enquanto ainda dançavam.

- Você ainda não viu nada. – ele retrucou vendo-a encará-lo prontamente.

- O que?

- Eu faço qualquer coisa pra você. Eu farei você feliz, Abby, nem que pra isso eu tenha que mudar o mundo todo.

- Uau. Que marido dedicado que eu arranjei.

- Você não faz idéia. – eles se olharam e ela voltou a colocar sua cabeça em seu ombro, continuando daquela maneira até a música acabar, e eles finalmente, ainda que relutantes, se soltarem.

- Bom, infelizmente, eu tenho que ir. – afirmou Damien – Só vim realmente porque foi um pedido do John, e além do mais, a pessoa que vai me substituir é... Inacreditável. Então, senhoras e senhores, muito obrigado. E com vocês... Ela. – ele apontou pra cortina e saiu de lá. A banda começou a tocar, mas nada da cantora aparecer.

- Não. – Abby resmungou ao reconhecer o toque – Isso não é... Carter! – ela olhou pra ele procurando uma explicação, mas ele apenas sorriu – Ai meu Deus! A Madonna vai cantar no meu casamento?! – não foi preciso esperar por ele para ela ter a resposta. De repente, com uma superprodução estilo Madonna, ela apareceu no palco. Abby e, principalmente, os convidados, ficaram sem fala.

- Meu Deus, você é tão...

- Incrível? – ele indagou no seu ouvido. Abby olhou pro palco e então mais uma vez pra ele.

- Eu ia dizer rico, mas é, isso também. – ela retrucou beijando-lhe rapidamente e se voltando para o palco, assistindo a apresentação.

- Ela só veio cantar uma música. – ele afirmou tristemente, abraçando-a por trás.

- Não importa. Carter, ela ta cantando no nosso casamento. Não importa quantas músicas, e além do mais... "Like a Virgin"? Como você sabe?

- Ué, você não sabe? Essa música é um resumo da nossa história. – ele replicou fazendo uma carinha irresistível e a vendo encará-lo docemente.

- Você é perfeito, sabia?

- É você quem me faz ser assim. – ele retrucou vendo sorrir em seguida. – Muito clichê?

- É, mas eu acho que isso é perdoável no dia de hoje.

- Ah é? – ele indagou balançando a cabeça animadamente.

- É.

- E por que no dia de hoje?

- Calado. – ela mandou sorrindo e o beijando nos lábios. Quando se separaram, continuaram a assistir o show, até Madonna descer na pista e andar na sua direção.

- Parabéns! Eu espero que vocês sejam muitos felizes. – ela afirmou sorrindo pra ambos e apertando suas mãos.

- Ai meu deus. Quero dizer, obrigada.

- Linda esposa, John.

- Obrigado. – os três sorriram e ela voltou lá pra cima.

- Você a conhece e nunca me contou?! – Abby sussurrou assim que ela se afastou dos dois.

- Eu não podia.

- Por que não?

- Porque senão não seria uma surpresa ela cantando no nosso casamento.

- Ah, acredite, seria, sem dúvida. – ela retrucou o fazendo sorrir levemente.

- Então isso quer dizer que você já pretendia se casar comigo?

- Desde que te conheci.

- E se eu dissesse "não"?

- Você nunca diria "não".

- Como você pode ter tanta certeza disso?

- Porque... Você se apaixonou por mim desde o primeiro instante.

- E como você sabia disso?

- Está escrito na sua cara.

- O que está escrito? "Eu quero ser rica e pra conseguir isso terei que me casar com um milionário" ?

- Não... Está escrito "eu quero ser feliz e isso só vai acontecer quando eu tiver minha noite de núpcias com o Carter".

- Fica quieto. – ela mandou rindo e lhe dando um beijinho.

O resto da noite passou rapidamente. Entre os convidados, esses se dividiam entre dançar e jantar. Emily e Richard conversavam animadamente com Maggie, que aparentava estar contando-lhes algo engraçado. Carter conversava com Luka, Pratt e Luke na extremidade oposta. Rory e Jess ainda dançavam enquanto Abby conversava com o irmão.

- Hei. – cumprimentou Lorelai se aproximando dos dois junto com Susan.

- Oi! – exclamou a noiva sorrindo pras duas.

- Parabéns! – as duas se abraçaram.

- Obrigada.

- Finalmente! – afirmou Susan morrendo de rir e puxando a amiga pra um abraço apertado – Parabéns, Abby.

- Obrigada, Sue.

- Bom, se vocês me dão licença, eu já volto. – afirmou Eric quebrando a conversa.

- Você não precisa ir embora só porque a gente chegou. – afirmou Susan em resposta.

- Eu prefiro assim. Isso é assunto de mulher mesmo, e além do mais, a Marilyn ta me esperando.

- Sua namorada?

- É.

- Então vá. Nunca se deixa a namorada esperando.

- E se fosse "noiva"? – ele indagou curioso.

- O que? – Abby imediatamente o encarou.

- Ah, você não sabe? Eu estou pensando em pedi-la em casamento. – ele afirmou bebendo o resto do champagne e saindo de lá.

- Ele realmente disse que tava pensando em se casar? – resmungou Abby ainda imóvel.

- Eu acho que sim. – retrucou Susan vendo ela piorar a feição – Ah, Abby. Pára de se preocupar com a vida dele.

- Ela é bem legal. – afirmou Lorelai tentando melhorar a situação.

- Você achou? – Abby a encarou.

- E inteligente e bonita também.

- Você não devia esquentar com isso. Ele já é bem grandinho e você agora tem a sua vida com o John. – argumentou Susan.

- É, eu acho que sim.

- Ah, falando nisso, você nos assustou! – exclamou Lorelai vendo Abby apenas sorrir em resposta.

- Eu sei...

- Por algum tempo, até eu achei que você não vinha. – acrescentou Susan entrando na conversa.

- O John ficou desesperado.

- Eu sei. – Abby apenas abaixava a cabeça tristemente.

- Mas mesmo assim, ele disse que ia esperar. Que você viria e ele tinha certeza disso. – disse Susan.

- Eu apenas... Eu não sei. Nós tivemos uma briga estúpida e eu fiquei muito brava com ele. Eu contei que tinha parado de beber por causa dele e mesmo assim ele duvidou!

- É, eu sei. Ele me ligou. – Abby imediatamente a encarou.

- É, ele também falou comigo. – dessa vez, ela se virou pra Lorelai – Ele tava péssimo.

- Mas enfim, aonde foi que você passou a noite? Você sumiu e ninguém conseguiu te achar...

- Eu fiquei num hotel. Não consegui nem dormir pensando em nós dois, e... Sei lá, eu achei que... Eu só conseguia pensar que eu já tinha perdido ele uma vez e que de novo eu não conseguiria.

- Oh! Que lindo... – afirmaram as duas com voz de choro.

- Com licença, ladys. – John apareceu por lá, abraçando Abby por trás.

- John, nós estávamos falando de você. – afirmou Susan sorrindo pra ele.

- Verdade?

- É.

- Parabéns! – os dois se abraçaram.

- Obrigado.

- Trazer a Madonna pra cantar aqui foi... Eu não tenho palavras.

- Incrível, inacreditável, fantástico? – sugeriu Lorelai.

- Com certeza tudo isso. – ela concordou rindo – Como você conseguiu?

- Bom, na verdade, eu a conheci num evento há uns cinco anos.

- Num evento?! – ela indagou descrente – Por que você não me levou junto?!

- Porque você tava trabalhando.

- Ai meu Deus, por que eu quis ser médica? – Os três sorriram.

- Parabéns, John. – desejou Lorelai dando-lhe mais um abraço.

- Obrigado.

- Bom, nós vamos deixar vocês sozinhos. Vocês têm muita coisa pra fazer como, por exemplo, ir pra lua-de-mel, certo Lorelai?

- Nem me diga.

- Divirtam-se. É sempre a melhor parte. – ela afirmou saindo de lá junto com a amiga. John e Abby apenas sorriram, ficando de frente um pro outro em seguida.

- Eu to feliz. – ele afirmou a encarando sorridente.

- Eu também. – ela retrucou dando-lhe um beijinho.

- Vamos. – ele pediu segurando sua mão dessa vez.

- Pra onde?

- Pra nossa lua-de-mel. Nós merecemos ficar sozinhos. – ele sussurrou no seu ouvido, a fazendo rir.

- E abandonar nossos convidados?

- Eles podem se virar sem nós. – os dois se olharam durante alguns segundos.

- Você ta convivendo muito comigo, Carter. – ela retrucou sorrindo sedutoramente.

- E vou conviver pro resto da vida, eu espero.

- Ok. Agora você me convenceu. Vamos. – ela o puxou pela mão e os dois saíram de lá.

PROPAGANDA

Carter e Abby estavam na limusine a caminho do hotel. Ele não parava de olhar pra ela, o que a deixava cada vez mais tímida.

- O que? – ela indagou de uma vez, sorrindo. Ele apenas balançou a cabeça, olhando rapidamente pela janela do carro.

- Frank, pare o carro, por favor.

- John, o que você ta fazendo? – ela indagou confusa – John. – o motorista parou o carro e ele olhou pra ela, feliz.

- Vem aqui. – ele pediu descendo do carro e a puxando pela mão, trazendo-lhe junto.

- O que foi? Você ta me assustando.

- Nós estamos casados, Abby. Casados. Você sabe o que isso significa?! Deus, eu te amo tanto, tanto, tanto...

- Eu também. – ela respondeu o encarando da mesma maneira doce, mas ainda assim preocupado. Ele apenas sorriu, notando a presença de um senhor que passeava pela rua, agora bem perto deles.

- Senhor. Com licença, senhor. – ele parou na sua frente, abordando-o ali mesmo - Eu sou John Carter e essa é minha mulher, Abby Lockhart.

- John. – ela pediu notando a cara de assustada do senhor.

- Nós acabamos de sair do nosso casamento.

- Bom... Parabéns.

- Você ouviu? Ela é minha mulher. Ela é linda, você não acha? Ela é perfeita, perfeita...

- John, você já pode parar agora, ele já entendeu. Obrigado, senhor. – ela agradeceu vendo o velho ir embora. – Carter!

- Eu te amo. – ele reafirmou voltando a olhá-la nos olhos. – Eu quero ter uma família com você. Eu... – ela o interrompeu, beijando-lhe demoradamente.

- Eu também quero. – ela respondeu vendo-o sorrir e deixando uma lágrima escorrer por seu rosto. Os dois se beijaram mais uma vez e ele a segurou, a rodando durante alguns segundos, chorando e rindo ao mesmo tempo. Eles, definitivamente, estavam felizes.

Carter reservou a suíte presidencial do hotel mais romântico de Chicago só para os dois. Um apartamento cheio de flores, velas, champagne com morangos, chocolates, uma lareira acesa, e camisinhas, é claro. Mas eles não as usaram. Ao entrar, ele a parou e a pegou no colo.

- Eu sempre quis fazer isso. – ele assumiu a vendo rir em seguida – O que?

- Nada. – ele sorriu e a levou até o quarto.

- Já volto. – ele afirmou saindo de lá e retornando com as taças na mão. Ela se levantou e seguiu pra sua frente. Ele abriu e lhe deu o copo. – A nós.

- E ao Bright. – ela acrescentou um pouco nervosa.

- Bright?

- Nosso filho. – ele sorriu, colocando a taça sobre a mesa e beijando-lhe demoradamente. Abby fez o mesmo com a taça, posicionando os braços ao redor do seu pescoço. Quando se separaram, ele colocou a mão no rosto dela, acariciando-a delicadamente.

- Meu eterno caos. Eternamente indecifrável e eternamente... Minha. – ele afirmou sorrindo e a beijando em seguida.

- Ok, se é pra ser filosófica, então... – ela parou um pouco – Nunca meu problema, sempre minha solução. Nunca o vilão, sempre meu herói. – ele sorriu – Espera, agora vem a melhor parte. Sempre meu, nunca da Wendell ou da... Kem. – ao ouvir isso, ele começou a rir – Hei! Qual o problema com a minha declaração?

- "Nunca da Wendell ou da Kem?" – ele repetiu sorrindo.

- Não é verdade? – ela indagou arqueando a sobrancelha. Ele apenas sorriu em resposta.

- É sim. – ele concordou finalmente beijando-lhe novamente.

A noite foi muito especial.

Eles só dormiram às quatro horas da manhã. Porém, às nove, Carter acordou, vendo Abby sentada na cama.

- O que foi? – ele perguntou se sentando também e começando a beijar-lhe o pescoço.

- Eu só... A aliança ficou perfeita, você não achou? – ele olhou pra mãe dela e em seguida, a segurou, beijando-a. Abby o encarou.

- Ta linda.

- Eu também achei. – ela retrucou se deixando ser beijada por ele. Os dois começaram os beijos mais intensos, e nesse momento, o celular dele começou a tocar.

- Eles não sabem que estamos de lua-de-mel? – ele indagou sem parar os movimentos.

- Quem será? - Eu não sei. – ele a deitou, ficando sob ela na cama – E nem quero saber. – ele se inclinou, beijando-lhe mais uma vez.

- Você não era assim quando a gente namorava...

- Eu tive com quem aprender. E além disso, nós já passamos dessa fase. Agora nós somos marido e mulher, ou seja, nós... – vendo que ele não ia terminar nem tão cedo, ela o beijou, se virando e invertendo as posições, ficando no comando agora.

- Onde você aprendeu isso?

- Digamos que eu tive com quem aprender. – ele sorriu e os dois retornaram aos beijos. Às duas da tarde, a campainha da suíte começou a tocar insistentemente.

- Eu vou matar esses caras. – afirmou um Carter sonolento.

- Eu te ajudo.

- Que horas são?

- Quase duas.

- Ainda ta cedo pra qualquer coisa. – ele resmungou colocando o travesseiro sob a cabeça.

- Talvez seja o almoço.

- Eu não pedi almoço. – eles esperaram e ela finalmente criou coragem, respirando fundo.

- Eu vou ver o que é.

- Espera, espera, espera. – ele a puxou, dando-lhe outro beijo. Abby sorriu.

- John, o cara ta esperando.

- Ele que espere.

- Eu prometo que depois de atender a porta, eu te compenso.

- Uh, eu gostei dessa frase.

- Fica quieto. – ela retrucou sorrindo e dando-lhe mais um beijinho antes de sair correndo dali.

- Boa tarde. – cumprimentou o rapaz assim que ela abriu a porta.

- Boa tarde.

- Você é a Sra. Carter? – Abby achou estranho ouvir aquele nome, mas até que gostou, sorrindo um pouco.

- Sim, sou eu.

- Deixaram um recado pra senhora na recepção. Nós tentamos passar a ligação, mas não conseguimos.

- É, eu tava no banho. – ela mentiu, tímida.

- Enfim, eles pediram para lhe dar o recado.

- Eles?

- Era do County General de Chicago. Parece que uma mulher chamada Lorelai Gilmore está internada lá.

- O que?!

- Eles pediram para avisá-la. – ela tentou raciocinar um pouco.

- Eles disseram como ela está?

- Parece que ainda não sabem. Estavam fazendo alguns exames, eu acho.

- Só isso?

- Só.

- Ok. Obrigada.

- De nada. – ele retrucou a encarando durante alguns segundos.

- Ah, claro. – ela pegou um dinheiro na bolsa e entregou pra ele – Obrigada novamente. – ela agradeceu fechando a porta. – John!

PROPAGANDA

Os dois trocaram de roupa e foram "voando" até o hospital. Ao chegarem lá, encontraram Jess e Rory sentados nas cadeiras de espera.

- Oi. – cumprimentou Abby dando um abraço em Rory.

- Você veio!

- Claro que eu vim. O que aconteceu? – as duas se separaram.

- A mamãe. Ela passou mal e nós tivemos que trazê-la pra cá.

- Como ela está?

- Ela está bem. Nós estamos esperando os resultados dos exames.

- Ela ta no quarto?

- Ta.

- E o Luke?

- Ta lá dentro com ela.

- Eu vou ver se consigo apressar os resultados, tudo bem?

- Obrigada. – Abby sorriu e a abraçou – Não se preocupe, ok? – ela apenas acenou.

- Ok.

Abby seguiu pra sala enquanto John se encarregou dos exames.

- Hei. – ela disse assim que entrou no quarto.

- Abby. – afirmou Lorelai surpresa.

- Oi, Luke.

- Oi. – ele respondeu oferecendo-lhe um sorriso cansado.

- E aí, Lor? Como você ta se sentindo?

- Muito bem. Por que eu ainda não posso voltar pra casa?

- Porque nós ainda estamos esperando os resultados dos exames.

- Eu não preciso de exame. Eu to ótimo.

- Lorelai. – pediram os dois ao mesmo tempo.

- O que eu fiz pra merecer esses dois...? - ela resmungou alto o bastante para eles ouvirem.

- Há, há, muito engraçado. Mas agora você precisa descansar, certo, doutora?

- Certo. O Luke tem razão. Nós vamos deixar você sozinha. Procure descansar e se eu souber de alguma coisa, te procuro, tudo bem?

- Ok. Obrigada.

- Quando precisar. – ela deixou a sala.

- Tente descansar, ok?

- Eu prometo. – ela respondeu. Luke lhe deu um beijo na testa e saiu de lá.

- Hei. – John chegou perto dos dois.

- Conseguiu os exames?

- Não, ainda não ficaram prontos. Como ela ta?

- Ta bem. Vai dormir, agora. – respondeu Luke.

- Eu já volto. – Abby avisou saindo de lá e deixando os dois conversando sozinhos.

- Hei. Susan. – Abby se aproximou dela.

- Oh, hei, Abby. Você não deveria estar na lua-de-mel nesse exato momento?

- Nós soubemos da Lorelai. Vocês realmente não sabem o que ela tem? – ela indagou apreensiva. Susan hesitou, antes de finalmente responder.

- Eu tenho minhas suspeitas. Vamos pra minha sala. – ela pediu segurando-a pelo braço e olhando ao seu redor.

Enquanto isso, os outros esperavam ansiosos na sala de espera.

- Frank, você viu a Dra. Lewis? – indagou Chunny aparecendo na recepção.

- Tente na saleta.

- Eu acabei de sair de lá.

- Então eu não sei.

- Ela ta na sala dela com a Abby. - informou Jerry.

- Hei, ela perguntou pra mim. – afirmou Frank irritado.

- Mas você não sabia.

- E daí?

- Esqueça. – ele balançou a cabeça e atendeu ao telefone. Chunny saiu de lá.

- Com licença. – ela pediu batendo na porta.

- Oh, hei. Entra, Chunny.

- Eu si vim trazer o resultado dos exames que você pediu.

- Ah, ok. – Susan pegou o papel.

- Hei, Abby.

- Hei, Chun.

- Obrigada, Chunny. – Susan agradeceu e ela acenou, saindo de lá.

- E então? – Abby indagou depois de algum tempo. Susan continuou observando os exames – Vamos. – ela pediu impaciente. – E aí?

- Eu estava certa. – ela afirmou a encarando – Você quer que eu fale com ela?

- Não. Não, eu falo. – ela afirmou se levantando e saindo de lá – Obrigada.

Abby passou direto por Luke, Jess e Rory entrando na sala e sentando numa cadeira.

- Hei. Algum problema? – indagou Lorelai notando sua falta de comunicação.

- Eu recebi os seus exames.

- E...? – as duas se olharam e Abby sorriu.

- Parabéns. – Lorelai a encarou ainda mais surpresa - Você ta grávida.

FIM