Estranho Conhecido
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4º EDIÇÃO – 27-02-2014
Disclaimer: Inuyasha e cia, não me pertencem. A história sim, é minha.
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Capítulo 21 – Festival parte 2 - Pânico
Na manhã seguinte, Kagome acordou pensando em Inuyasha, isso começava a virar rotina, sempre estava pensando nele, ele sabia como pega-la de jeito com seus gestos e palavras, se apaixonara por ele de um jeito que se sentia perdida só de pensar em não tê-lo em sua vida, tudo entre eles era tão incerto, mas os sentimentos envolvidos eram tão fortes! Tão intensos! – ela suspirou e preparou-se para mais um dia do festival da escola e seguiu silenciosa para o colégio na companhia da sempre alegre Ayame e do, ultimamente, sempre emburrado Inumaru. O garoto não superava a separação deles e isso a incomodava.
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Estava tão distraída lembrando-se dos momentos que passara com Inumaru e os comparando com Inuyasha e as últimas discussões que tiveram que se assustou quando Sango gritou à seu ouvido - Cara o Houjo até que não canta mal! – A banda de Houjo havia acabado de se apresentar cantando músicas do Simple Plan e My Chemical Romance.
- Pois é... Quem diria! – Kagome gritou de volta sorrindo.
- Aham! Nossa nem acredito que nós já tocamos ontem! – Sango exclamou.
Miroku sorriu também – E vocês acharam que eu não ia conseguir né?
Kagome abriu mais o sorriso para os amigos, também não acreditava que havia conseguido cantar, sempre fora um de seus sonhos e jamais pensara que se realizaria, mas era apenas um festival e tinha certeza de que a banda vencedora seria a do Inuyasha, portanto seria ele a ganhar a bolsa de estudos e ter a chance de se tornar profissional. Estava feliz por ele, o que mais queria era vê-lo bem.
Naquele exato momento ficaria contente se pudesse tê-lo como namorado de verdade. Amava-o tanto que chegava a doer. Lembrou-se dele cantando a letra que ela escrevera, nunca teria pensado que aquele - extravaso - de sentimentos rabiscados no papel poderia ser transformado em uma música, muito menos numa tão boa.
A imagem da discussão deles no dia anterior lhe assomou a mente. Não era nada fácil viver daquela maneira, mas não via outra solução.
Lembrou-se então dos beijos que trocara com ele ao longo daquele ano. Fora tudo tão maravilhoso!
- Sango! Vou ao banheiro!– gritou.
Havia um banheiro a uns metros dali do palco e Kagome se dirigiu a ele. Chegando lá notou a fila enorme que estava à porta. – Ah não! – exclamou em pensamento – Estou muito apertada! – Estava segurando a vontade desde antes da apresentação de Houjo que insistira para que ela o visse cantar. De repente lembrou-se que havia um banheiro nos fundos do colégio e correu para lá.
Passou por milhares de adolescentes que gritavam ao som da música, deu a volta no prédio onde ficava as salas de artes e se dirigiu ao banheiro no fim do corredor.
Sempre achara aquele local horrível, muito isolado. Mas bem, pelo menos esperava que não tivesse fila! – pensou.
Kagome sorriu aliviada quando avistou a porta do banheiro. Vazio! Que maravilha assim evitaria fazer xixi nas calças.
Ela correu para a porta, chegou ao cubículo sentindo-se aliviada e foi então que gelou ao ouvir a porta por onde entrara batendo, e o som que ecoou quando foi trancada.
Olhou para trás assustada, com medo de que alguém a tivesse trancado lá dentro.
Abriu a boca para gritar que tinha gente e seus os olhos se arregalaram de puro terror. Não! De novo não! – sua mente gritou.
- Devia ser mais cuidadosa, garota. Por que vai sozinha a locais tão afastados?
Ela não teve tempo de pensar. Justin estava ali! Ele a havia seguido!
Em câmera lenta ela assistiu ele se aproximar.
- Não! – gritou forçando a voz, de repente presa, a sair da garganta. – Alguém! Socorro! Não! Por favor, não!
Justin riu, ele não se parecia em nada com o homem que ela vira há pouco tempo atrás. Os cabelos loiros estavam tingidos de preto, suas roupas eram claras e, com certeza, passara despercebido entre os adolescentes.
- Ouve o barulho que ta isso aqui? Ninguém vai te ouvir. – ele sorriu e deu alguns passos na direção de Kagome com uma faca em riste, a mesma que usara da ultima vez, pronta para cortá-la se fosse preciso.
Justin aproximou-se rapidamente. Fitou os olhos apavorados da garota e antes que ela percebesse quais eram suas intenções, esmurrou-a com a mão esquerda, jogando a faca no chão em seguida.
Kagome se afastou o máximo que pode gritando de dor, colocou a mão na área atingida e sentiu a parede fria à suas costas.
Justin se aproximou novamente e a esmurrou no rosto uma vez mais. Quando ela caiu sentada, ele retirou do bolso uma fita adesiva e tapou-lhe a boca.
O homem sorriu. - Vadia – sussurrou no ouvido dela. Kagome tentou chutá-lo, mas ele a impediu. Segurou a perna dela apertando-a com força. A garota gemeu de dor.
Justin imobilizou-lhe os braços enquanto ela se contorcia tentando segurar a perna dolorida. Ele prendeu as mãos dela com a fita atrás das costas e virou-a de costas para ele.
- Levanta! – gritou. Kagome estremeceu e pensou em não fazer o que ele lhe ordenava, lágrimas lhe turvavam a visão, tudo que enxergava era o borrão que era a parede a sua frente. Estava em pânico! Preferia morrer a deixar que aquele canalha a violasse!
Quando Kagome demorou demais a obedecê-lo, Justin forçou-a a levantar-se a puxando pelos cabelos.
- É hoje, minha princesa! É hoje que você será minha. – sussurrou ao ouvido dela. Kagome chorou mais quando sentiu a excitação dele pressionando suas costas.
Justin apalpou com força seus seios até vê-la se contorcer de dor, então sorrindo se afastou para tirar as calças. Pegou a faca que deixara no chão depois de esbofeteá-la e começou a desnudar-se.
- Larga agora essa faca. – uma voz fria ecoou pelo cômodo.
Justin parou com a calça no meio das coxas, virou-se lentamente na direção da voz que o advertia. Quase riu quando se deparou com um garoto, então arregalou os olhos ao ver o que ele tinha nas mãos.
- Larga agora essa faca seu canalha ou eu te mato. – Inuyasha falou lentamente.
Justin hesitou. Será que o garoto teria coragem?
Inuyasha sorriu percebendo o que o pervertido estava pensando.
- Duvida? – perguntou arqueando a sobrancelha.
Justin fechou os olhos ao ouvir o som do tiro que ecoou em seus ouvidos.
- O próximo é bem no meio da testa. – ameaçou - Larga agora essa faca!
Justin lentamente largou a faca percebendo que a bala passara apenas alguns centímetros de sua cabeça, chutou a faca na direção do garoto.
Inuyasha se aproximou segurando firme o revólver em suas mãos, apontando para a testa do sujeito, chutou a faca para o mais longe possível.
Parou a meio metro de Justin, prevendo um possível ataque. Justin ameaçou agarrar a arma e Inuyasha chutou-lhe na virilha.
Enquanto o homem caía no chão se contorcendo de dor, o garoto lhe deferiu um golpe na cabeça com o punho do revólver, deixando-o inconsciente.
- Kagome? – Inuyasha chamou, ele não prestara atenção nela até aquele momento, com medo de que alguma distração o atrapalhasse.
Avistou-a caída no chão. Correu até ela, e viu que ela desmaiara em algum momento.
- Ah Kagome... – murmurou tristemente.
- Inuyasha, rápido! Tem gente vindo para cá! – Bankotsu avisou aparecendo na porta.
- Ok. Ajuda-me aqui então, a amarrar esse cara.
Inuyasha deitou Kagome no chão com cuidado. E junto com Bankotsu amarrou as mãos e pés de Justin.
- Liga para a polícia e depois para o Ramires e pede para ele avisar os seguranças do colégio.
- Ok. – Bankotsu assentiu e saiu do banheiro com o celular já em mãos.
Inuyasha olhou para o corpo inerte de Kagome e depois para Justin.
Sentiu a raiva lhe corroer as veias pensando no momento que vira aquele canalha tirando as calças. Sorte que estava sempre cuidando dela – pensou. Quando vira Kagome indo para o banheiro mais afastado e um homem alto segui-la, teve certeza de que se tratava de Justin, chamou Bankotsu e os dois seguiram a direção que Kagome tomara.
Quase sufocara de ódio ao ver a porta trancada e levara um tempo brigando com a fechadura com medo de que o barulho fizesse com que o homem se sobressaltasse e acabasse por ferir Kagome. Graças a Deus conseguira entrar no momento certo!
Inuyasha abaixou-se diante do corpo do canalha e socou-lhe o rosto duas vezes.
Guardou então a arma na mochila, pegou uma faca e foi até a parede tirar a bala que acertara no local, depois guardou a faca e a bala na mochila e colocou-a nas costas novamente.
- Inuyasha – ouviu Bankotsu chamar.
Os seguranças e Ramires finalmente haviam chegado. Inuyasha pegou Kagome no colo e aflito observou as marcas vermelhas dos socos que ela levara.
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- Kagome filha, calma está tudo bem agora. – Rumiko falou acariciando os cabelos da filha que chorava em seu colo.
Kagome não acreditava que aquilo lhe estava acontecendo novamente, mais memórias horríveis para guardar na caixa escura no fundo de sua mente. Meu Deus, o que fizera para merecer aquilo? Ter um maníaco a perseguindo? Louco para violentá-la.
Rumiko tentara dispensar os amigos de Kagome logo depois da explicação que haviam dado a ela por trazerem a garota desmaiada para casa, porém Sango e Miroku haviam insistido em contarem eles mesmos a Kagome e certificarem que ela estava bem, por isso haviam esperado ela acordar.
- Ah mãe foi tão horrível! Pede para eles irem embora... – pediu chorando, escondendo o rosto no colo da mãe, sentia-se muito mal, sua mente estava um caos, o medo ainda percorria suas veias, o frio que se instalara em seu corpo quando vira Justin ainda circulava dentro dela.
Acordara confusa e dolorida. Morrendo de dor e de medo ouvira quando Sango lhe explicara o que acontecera. Inuyasha e Bankotsu haviam lhe salvado, Inuyasha tinha rendido Justin e Bankotsu chamara a polícia. No dia seguinte ela teria que ir a delegacia prestar depoimento enquanto seus anjos da guarda haviam ficado por lá para prestarem os seus. Justin fora preso novamente!
A última coisa que se lembrava era da voz de Inuyasha dizendo a Justin para largar a arma, ela ficara petrificada onde estava e lembrava-se de ter caído ao ouvir um som que lembrava muito o de um tiro, então tudo ficara escuro.
- Eu acho que vamos embora agora – Sango falou se sentindo destroçada ao ver a amiga daquele jeito, quebrada e amedrontada novamente. Kagome estava se escondendo dela! Meu Deus! O monstro responsável pelo estado que sua amiga se encontrava deveria morrer por ser capaz de respirar o mesmo ar que Kagome!
Miroku olhou triste para a amiga nos braços da mãe e apertou o ombro de Sango que estava sentada na beirada da cama com as duas.
Sango o olhou e se levantou.
- Pode me ligar para o que quer que você precise. – disse para Rumiko. A mulher mais velha assentiu com a cabeça e lágrimas escorreram por sua face. Era tudo culpa dela, se ela não tivesse conhecido Justin, sua menina nunca teria passado por uma coisa como aquela.
Depois de chorar muito nos braços da mãe, Kagome ficou abraçada com seu irmão por mais um longo tempo. Souta lhe disse palavras consoladoras, tentando acalmá-la, porém ela se recusava a fazê-lo, havia mais de cinco horas que estava naquele estado.
- Por que você não toma um banho e tenta relaxar? – perguntou a irmã.
Kagome fitou seu irmão, e se sentiu suja ao lembrar-se que Justin a havia tocado. Precisava banhar-se, tentar lavar do corpo e da alma mais um momento terrível que lhe acontecera, levantou-se de pressa e correu para o banheiro.
A garota ligou a água e se enfiou de baixo dela, esfregou com força o corpo, até quase machucar-se. Olhou-se no pequeno espelho da parede e mais uma cascata de lágrimas se confundiu com a água do chuveiro. Por que aquele cara era tão obcecado por ela? Logo ela, que não tinha nada de especial em seu rosto ou corpo que a tornassem bela ou desejável. Era uma garota comum.
Não queria perder-se novamente no estupor inicial que a apoderara ao despertar. Mandara embora seus melhores amigos por sentir vergonha do que lhe acontecera!
Daquela vez a memória era ainda pior do que as anteriores, nos seus dois últimos encontros com o padrasto, ele não a agredira, não a apalpara como fizera dessa vez, não a fizera sentir como o excitava. Arrepiou-se ao lembrar-se disso e uma nova enxurrada de lágrimas escorreu por sua face.
Estava pior, mais determinado a tomá-la, mais insano. Contorceu-se de dor ao esfregar o rosto dolorido. Sua perna também lhe estava doendo.
A compreensão e o alívio lhe inundou as veias depois de alguns minutos em silêncio. Estava viva, estava intacta. Ele mais uma vez não alcançara seu intento. Escapara por muito pouco.
Inuyasha... – suspirou. Ele era seu salvador, seu lindo anjo caído.
Precisava encontrá-lo, agradecê-lo por impedi-la de sofrer algo terrível nas mãos daquele canalha. Pelo menos agora, sabendo que ele estava preso, poderia relaxar um pouco e rezar para que a cadeia onde estivesse instalado fosse suficientemente eficaz em mantê-lo preso, o que o sistema dos Estados Unidos não fora capaz meses atrás.
Estou cansada de chorar - pensou, afastando as lágrimas dos olhos com o dorso da mão. Cansada de sofrer, cansada de ter medo, cansada de tudo.
Kagome sorriu tristemente para seu reflexo no espelho. As lembranças nunca poderiam ser apagadas, porém faziam parte do passado. E assim como a palavra, passado é para ficar exatamente assim, no passado. Podemos tentar esquecê-lo ou aprender com ele. No entanto já bastava de sofrer por causa disso.
Sentindo-se mais calma e um pouco revigorada, desligou o chuveiro, enrolou-se na toalha e ao sair do Box reparou que em sua pressa não pegara roupas.
Então se secou e enrolada na toalha seguiu para o quarto.
Um grito ameaçou lhe escapar dos lábios quando viu alguém sentado em sua cama.
Sorriu de alívio quando reconheceu Inuyasha, seu sorriso não foi correspondido, o garoto estava mortalmente sério.
- Você está bem? – ele perguntou.
Kagome assentiu – Melhor agora. Nunca poderei lhe agradecer o suficiente pelo que fez por mim hoje, Inuyasha.
- Feh – ele bufou, sem saber o que responder. Um ' não foi nada' ou 'não há de quê' não se encaixariam como resposta ao que se passara. Finalmente ele pareceu notar que a garota estava com a toalha envolta no corpo, seu rosto se tingiu de vermelho. Levantou-se da cama bruscamente e virou-se para a janela – Se vista! – murmurou.
Kagome percebeu que ainda segurava a toalha de encontro ao corpo e fitou o reflexo de Inuyasha através do vidro da janela, ele estava de olhos fechados. Rapidamente largou a toalha na cama, e pegou as roupas no armário. Vestiu-se o mais rápido que sua perna dolorida lhe permitiu.
Inuyasha abriu os olhos ou ouvir um gemido de dor.
Virou-se a tempo de ver uma parte da roupa debaixo da garota antes da camisola a cobrir por inteira.
- Pegou emprestado da sua avó? – perguntou tentando fazer graça.
Kagome olhou para a camisola florida que vestira. A roupa lhe cobria até os calcanhares. Sorriu para Inuyasha. Pegara a primeira roupa que encontrara e por ventura era justo a mais longa que tinha.
- Na verdade sim. – o sorriso esmoreceu em seus lábios – Tive tanto medo Inuyasha.
O garoto abriu os braços e aproximou-se dela, abraçando-a em seguida.
- O importante é que cheguei a tempo. – ele sussurrou com a voz embargada de emoção.
- C-como você sabia onde eu estava? – Kagome indagou levantando o rosto que escondera na curva do pescoço dele para fita-lo nos olhos.
- Eu te disse que estaria de olho. Que não permitiria que lhe fizessem mal. A droga é que me enrolei com a fechadura e permiti que ele lhe fizesse isso – concluiu pegando no queixo dela com gentileza.
Kagome gemeu baixinho.
- O importante é que não aconteceu mais nada. – ela suspirou e relaxou de encontro ao corpo do garoto. Seu porto seguro.
- Não mesmo? – ele arqueou a sobrancelha.
- Não – ela negou – Não deu tempo de que...
- Ah Kagome – a abraçou com força – Acho que nunca tive tanto medo na minha vida como de quando vi aquela porta se fechando. Deixando você sozinha com aquele maníaco. Acho que nem quando vi... – ele calou-se, o rosto se contorcendo numa careta de dor.
- Viu o que?
- Nada. Deixa quieto. – Inuyasha levou-a até a cama e deitou-a, deitando a seu lado em seguida. Aconchegou-a em seus braços.
Ficaram em silêncio por alguns instantes.
- Inuyasha? – chamou.
- Hum?
- Ouvi um barulho estranho antes de apagar. O que era? – Kagome virou-se de frente para ele ao sentir o corpo dele se tornar tenso de encontro ao seu.
Ele soltou um longo suspiro de exasperação e sentou-se com as pernas cruzadas sobre a cama. Kagome fez o mesmo, virando-se de modo a ficarem frente a frente.
- Torci para que você não se lembrasse disso – ele passou a mão pelo rosto, num gesto de cansaço – Foi um tiro.
- O quê? – ela quase gritou eufórica. Os olhos castanhos se arregalando de surpresa.
- É! Isso mesmo, um tiro. – suspirou. - Atirei na parede para amedrontá-lo.
- Mas por que você estava armado? – perguntou confusa.
- Não podemos deixar para conversar sobre isso num outro dia? – ele perguntou, os olhos suplicantes.
- Não! – ela exclamou – Vai me contar agora! Por que estava armado, Inuyasha? – exigiu.
- Droga! Tive pesadelos por meses sobre esse dia. – ele declarou, virou o rosto para não encará-la - Quando teria que lhe contar a verdade. – suspirou novamente, então voltou o olhar de modo a fitar o teto. – To envolvido com traficantes. – murmurou.
- O quê? – ela arqueou as sobrancelhas, atônita.
- É... você ouviu. – ele a olhou, tentando enxergar através da expressão dela o que estava pensando sobre tudo aquilo.
- Mas você está envolvido com drogas?
- Não, não sou drogado, se é isso que está me perguntando... – ele arqueou a sobrancelha, desafiando-a silenciosamente a duvidar – Quase fui. Mas desisti antes de experimentar.
- Mas então como está envolvido? – ela estava atordoada, era muito para um dia só.
- Sou um deles. – quando ela abriu a boca ele continuou de pressa - E olha não vou te responder mais nada. Você não deveria saber, é perigoso. Não quero envolve-la nisso. Por enquanto isso é tudo que você vai saber. – ele se levantou e rapidamente se dirigiu a janela.
- Inuyasha! Por favor, espera! – ela chorou – Por favor, não me deixe sozinha. – estava tão confusa.
O garoto voltou-se lentamente e se pôs a fita-la. Parecia novamente destroçada, doía-lhe o coração vê-la daquela maneira.
- Por favor – ela sussurrou. Inuyasha voltou a sentar-se na cama e a abraçou.
- Hey, calma. Ainda estou aqui. – ele gentilmente sussurrou-lhe ao ouvido, afagando suas costas.
- E-Eu não me importo com o que você está envolvido. – ela sussurrou de repente, quase que inaudível. Seus olhos pareciam vidrados, se sentia estranha, como se estivesse fora de si, não sabia mais o que estava fazendo. Seu cérebro parecia entrar em curto, lágrimas lhe escorriam livremente pelo rosto.
- O que? – Inuyasha perguntou, em parte por que não escutara direito e em parte por não acreditar no que tinha entendido.
Kagome afastou as lágrimas dos olhos com violência e agarrou o queixo de Inuyasha para que conseguisse olhá-lo diretamente nos olhos – Não me importo com isso! Não me importa se você é traficante ou drogado, ou não...- tomou fôlego - E-Eu...N-Não me importa mais nada! Nada! Contanto que não me deixe! Q-Quero ficar ao seu lado, não importa...n-não importa...n-nada importa...
- Mas... – ele começou se sentindo confuso.
- D-Disse que não importa... – ela reafirmou trêmula e sofregamente tomou-lhe a boca com a sua, num gesto de desespero. O garoto não hesitou e beijou-a com fervor. Todos os sentimentos conflituosos daquele dia se esvaindo através do contato dos doces lábios de Kagome contra os seus. Kagome fechou os olhos com força, forçando-se a esquecer de tudo que passara naquele dia, mas não conseguia, seus pensamentos estavam embaralhados, tudo era um caos. A única coisa que parecia fazer sentido era beijar Inuyasha...
Naquele dia, Kagome chorou mais do que chorara sua vida inteira. Ele se foi tão confuso quanto ela, e Kagome obrigou-se a dormir para tentar esquecer-se daquele dia, porém, havia duas coisas que ainda estavam processando em seu subconsciente: A eterna memória de Justin e a triste notícia que seu melhor amigo e amado era um traficante.
Fim do capítulo.
Boa tarde gente, hoje trabalhei um pouco no capitulo 26 que a principio era o penultimo cap da história, bem, não sei ainda quantos caps vão ser, mas tenho uma boa noticia, já tenho uma ideia mais ou menos de como terminará a fic, então fic atentos que dessa vez eu acho que termino ela! kkk
Bem devido a quantidade de visitas a fic tem tido com relação a quantidade de reviews deixadas, tomei uma decisão, o próximo capitulo só será postado se esse cap receber pelo menos 5 reviews decentes, enfase no DECENTE!, quero saber a opinião de vocês, dá um trabalho gigante escrever para ficar tão feliz em ver que tem uma nova review chegar lá e ler um simples e morto: continue, to adorando...
Escrevam o que acharam realmente do cap com detalhes, não custa né, afinal estou aqui me dedicando tanto a uma história para receber um retorno tão sem sal desse... é desanimador...
NOTA ANTIGA DA AUTORA:
Esse cap sinceramente foi difícil de fazer, confesso que quando escrevi a cena entre Kagome e Justin, me senti muito estranha, com uma sensação ruim e sombria e achei isso muito massa *-* hehe. Finalmente vocês descobriram qual é a 'ocupação' e segredo do Inuyasha, mas isso é só o princípio. O que será que o levou à isso? Não vou revelar ainda =X
A ultima parte do cap pode parecer confuso, mas é essa a intenção, para demonstrar o quão atordoada Kagome se sente nesse momento!
Como Kagome reagirá a tudo isso só saberão no próximo capítulo!
Esse cap deu uma trabalheira danada para fazer e saibam que guardarei ansiosa as reviews de vocês!
Obs: créditos da ultima frase: meus e de Nathi Duarte.
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Aviso: Por favor, quero saber a opinião de vocês, com justificativas do que gostaram e do que não gostaram no cap! É muuuito importante para mim saber! Foi muito trabalhoso fazer esse cap, e adorei faze-lo, me orgulho muito do resultado final e para mim é essencial que digam com muuitas justificativas o que acharam do cap ok?
