Capítulo XXI

Aos treze

Meu aniversário já havia passado, assim como final de maio, e foi pouco celebrado, na verdade mal recebi presentes, a não ser uma carta de Vince e um abraço de Chloe, Leander e Manu, aparentemente meu pai havia nos deixado em casa para uma viagem com sua nova futura esposa para as ilhas gregas, o que tanto fazia para mim, já que ele continuava sem me olhar no rosto. Depois de uma semana pensando o que faria agora que estava sem drogas há quase duas semanas, ou esperando ver se Connor daria noticiais, para que eu pudesse pedir um maço de cigarros que fosse, decidi que nada iria acontecer, e que eu não o iria esperar. Me levantei aquela manhã particularmente inspirada.

- Vamos Chloe!- Resmunguei para minha irmã, que dormia na parte de baixo da beliche, cutucando-a com um dos meus dedos.

- Que foi, Heather?- Ela reclamou sonolenta.

- Vamos, você vai me ajudar a fazer compras hoje.

- Compras? – As orbes azuis esverdeadas dela se abriram, se iluminando e ela sorriu. – Compras de que? – Perguntou ela, tão inocentezinha.

- Roupas, vamos comprar roupas. – Eu disse, deixando-a lá e seguindo para o banheiro para meu banho matinal rotineiro, sabia que agora ela levantaria.

Depois do café da manhã, que diga-se de passagem ela se empanturrou, saímos, antes mesmo de Lee e Manu acordarem. Estávamos praticamente sozinhos, a não ser que considere um Elfo doméstico alguém. Saímos andando pelas calçadas trouxas, e Chloe finalmente pareceu notar.

- Vamos a pé?- Ele franziu o cenho.

- Vamos a pé. – Afirmei.- Esperava ir como? – A olhei por um instante.

- Acho que Hogsmeade é um pouco longe e ...também o Beco Diagonal..e..

- Não estamos indo para Hogsmeade, muito menos para o Beco Diagonal.

Ela abriu a boca, incrédula.

- Para onde está me levando?- Ela me atacou com as palavras de repente, parecendo bastante alterada e preocupada.

- Não estou te raptando, maninha, relaxa. – Dei uma risada de desdém, e ela se calou, mas ainda trazia uma expressão de preocupação.

- Não é muito longe...- Dobramos algumas esquinas caminhando, nossas vestes, pouco comuns chamavam um pouco de atenção, mas as ruas ainda não estavam tão cheias.

- E se nos pegarem?- Ela voltou a ficar preocupada. – Nos olham como se fossemos...

- Bruxas. – Completei.

- É...mas...

- Nós somos. – Completei mais uma vez.

- Sim mas...

- Relaxa, Loe, prometo te devolver com todas as células quando voltarmos.

Ela mordeu o lábio inferior e continuou a andar do meu lado, observando os arredores sempre muito preocupada.

Quando andamos talvez mais uns dois mil metros chagamos em um quarteirão bastante movimentando, com seqüências de varias lojas, e ai sim fomos bastante observadas, mas eu não me importei muito, continuei a andar até a loja que eu esperava,

- Aqui sim...- Adentrei ao local, que tocou um sininho quando passamos pela porta, me perguntei quem era a idiota que colocava aquele barulhinho chato na própria loja, e logo uma mulher, que devia ter por volta dos vinte anos, apareceu bastante animada.

- Olá meninas! Poderia ajudá-las?- Fiz que não com a cabeça, mas ela não desistiu, enquanto tentávamos adentrar ao local que era bastante grande. Chloe agora se calara, impressionada com a quantidade e variedade de roupas.- Desejam então adquirir o cartão da loja? É exclusivo, dá vinte por cento de desconto na primeira compra e...

Chloe a interrompeu desta vez.

- Vocês aceitam galeões?- Ela perguntou com os olhos brilhando por toda a loja e eu fui obrigada a lhe dar um chute na canela. – AI...- Ela murmurou sem entender.

- Ela quis dizer que ela quer impressionar vários garanhões...- Pisquei para a vendedora que fez uma cara de quem acabara de sacar, Chloe arregalou os olhos para mim como se eu tivesse dito que Voldemort voltara. – Vamos seguir pela loja, se não se importa. – Apontei meu queixo adiante, segurei no braço de Chloe e a arrastei para junto de mim.

- Estamos no mundo dos trouxas...lembre-se...- Sibilei para ela.

- E o que fazemos aqui?- Ela desviou os olhos por um instante dos vários cabides espalhados pela loja.

- Comprar roupas, já disse...

Ela me olhou desconfiada.

- Olha, vamos ser rápidas.

Ela concordou com a cabeça, provavelmente estava também interessada nas roupas. Seguimos acumulando roupas nos braços por vários corredores, quando eu devia ter em torno de cinco peças e minha irmã no mínimo vinte, voltei a falar com ela.

- Eu vou experimentar...você vai levar direto ou vem comigo? – Ela analisou as duas possibilidades e só depois respondeu, provavelmente achando que não ficaria bem sozinha.

- Vou com você.

Concordei com a cabeça e seguimos para o provador, pegamos cortinas uma do lado da outra, e quando eu estava colocando minha última peça, ouvi Chloe colocar a mão pela minha cortina.

- Heather, Heather você ainda está ai?

- Por Merlin, Chloe! – Disse, engolindo o grito que estava prestes a dar achando que alguém estava tentando me apalpar. Olhei para a mão dela, vendo que ela ainda não a havia tirado. – Pode tirar a mão, por favor?- Eu resmunguei, e logo ela tirou. – O que foi?

- Quero que você venha ver como ficou...

Revirei os olhos, Chloe não sabia fazer nada sozinha. Abri minha cortina, exibindo as roupas que estava experimentado, uma calça jeans escura e com desgastes propositais junto a alguns rasgos, parecendo que estava gasta. Uma resgata preta com o que indicava ser partes da bandeira da Inglaterra, meus pares normais de allstar musgo, uma jaqueta de couro preta por cima e curta e mais alguns braceletes. O queixo de minha irmã caiu, e o meu junto ao vê-la. Ela vestia uma saia jeans, nem tão de freira, nem tão curta. Uma blusinha branca florida em vermelho e sandálias que deixavam praticamente todos os dedos a amostra, me perguntei onde exatamente em Hogwarts ela pretendia usar aquelas sandálias, mas não fiz a pergunta em voz alta.

- Você parece estar indo a um velório! – Ela retrucou, me olhando dos pés a cabeça. Revirei os olhos.

- Não pedi opinião.

- Tudo bem, então me diga como eu estou? – Ela deu uma voltinha em seu centro e só então vi que ela tinha no ombro uma minúscula bolsinha da mesma estampa da blusa. Que vontade de vomitar.

- Tá legal...- Eu menti, e então fiz a mentira parecer mais verdade. -...pra você! – Ela pareceu tomar aquilo como um elogio, porque ficou toda sorrisos.

Saímos do provador e eu fui atrás de mais roupas no mesmo estilo das que eu havia pegado, só assim conseguiria concretizar meu plano, saímos cheias de sacola da loja, e eu gastei praticamente tudo que havia encontrado nas economias de dinheiro trouxa de meu pai para pagar nossas roupas.

No caminho de volta passamos por uma cafeteria que fazia propaganda de donnuts.

- Podemos, podemos, Heath?- Chloe insistiu, me fazendo parar em frente a loja. Eu devia ainda ter umas dez libras de papai, então concordei. Gastamos todo o resto do dinheiro em donnuts para Chloe, que foi o caminho inteiro devorando o saquinho de uns vinte bolinhos.

- Heath...Heath...- Ela disse, parando quando devíamos estar à uns duzentos metros de casa. – Eu acho...eu acho que eu vou...- Eu imaginei o que viria, então só dei um pulo para o lado, e os vinte donnuts foram devolvidos para o chão, virei meu rosto para o lado contrário fazendo uma careta e voltei a andar, ela veio logo atrás.

- Por que você devorou tudo de uma vez? – Lhe dei uma bronca.

- Porque eu estava com vontade.- Ela disse, emburrando.

- E por que vomitou tudo?- Devolvi com outra pergunta.

- Por...porque se não eu não ia entrar nas minhas roupas novas. – Ela abraçou a sacola que ainda tinha vestígios de vomito.

Revirei os olhos e retruquei.

- Com vinte rosquinhas realmente não ia caber nas roupas.

Ela ficou sentida, e foi fungando o resto do caminho até entrarmos em casa.

- Onde vocês tavam?

Fomos atacadas por Leander que nos esperava na soleira.

Não respondi, e Chloe foi fungando subir as escadas.

Revirei os olhos mais uma vez.

- Eu sou o mais velho aqui, supostamente devo tomar conta de vocês. – Lee reclamou, desviando os olhos para minhas sacolas.

- Sai!- Eu avisei antes que ele começasse com as perguntas, e segui o caminho atrás de Chloe, precisava ainda tomar banho e começar a me preparar para a festa que eu pretendia ter a noite.

Quando cheguei no quarto larguei a sacola em cima da cama, pegando uma das mudas de roupa nova que eu havia comprado.

- Vou tomar banho. – Avisei Chloe, que só concordou com a cabeça enquanto chorava no travesseiro, eu ainda não entendia porque ela havia ficado tão magoada.

Tomei um banho demoradamente quente, não estava com a mínima vontade de ficar dando explicações para Leander sobre onde eu havia ido no tempo que ainda tinha em casa.

Enrolei a toalha no cabelo, vestindo o sutiã preto com bolinhas roxas por toda sua extensão, que havia comprado na loja, e que fazia meus seios parecerem bem maiores do que realmente eram, graças a Merlin, e vesti a calcinha, roxa, que fazia conjunto com o sutiã, quando me virei para pegar a blusa que havia comprado alguém abriu a porta.

- AHHH!- Dei um berro, e Leander berrou junto.

- O QUE É ISSO? O QUE É ISSO?- Ele apontava pro meu corpo, berrando igualmente eu havia feito.

Olhei para meu próprio corpo, o que ele queria dizer com isso? Será que estava falando dos meus seios que pareciam maiores? Da lingerie que eu havia comprado, ou o que?

- Sutiã, Leander, Leander, sutiã. – Revirei os olhos, sem paciência, e colocando a camiseta na frente de meu sutiã.

- Não, não isso...- Ele ainda parecia em choque.

- Calcinha então? – O encarei sem entender, e então vi seu dedo indicador apontando para o meu da minha barriga, segui seu dedo me deparando com piercing que eu já havia me acostumado.

- Ah, é um piercing. – Eu dei de ombros, calmamente, como se fosse um brinco qualquer e vesti minha camiseta, esta era recortada de forma diferente na barra, um lado mais comprido que o outro, fazendo com que um pedaço minha barriga ficasse a amostra quando eu a vestia, era branca mas exibia uma estampa de uma garota fumando onde estava escrito "Life is too short". Peguei a saia xadrez e pregueada que eu havia comprado e olhei para Leander, que ainda parecia em choque com meu piercing.

- Eu preciso me aprontar, se não se importa.

Só então ele pareceu despertar da minha barriga.

- Onde você vai?

- Não é da sua conta. – Retruquei, colocando a meia calça escura cheia furos que formavam desenhos estranhos e por cima a saia xadrez, vesti meu allstar logo em seguida, e passei por Leander, o deixando sem resposta.

Quando entrei no meu quarto de volta, foi a vez de Chloe berrar.

- Voce parece um mendigo, Heather, onde vai com essa saia no meio do traseiro?

Não respondi a ela também, indo até a penteadeira e carregando meus olhos de lápis, rímel, e batom escuro, com o blush dei apenas umas pinceladas, só para cobrir parte das sardas que eu tanto odiava.

- Acho que agora sim. – Sorri satisfeita para o espelho, e quando passei pela minha cama, vesti um conjunto de pulseiras pretas que havia acabado de comprar.

Vi Leander e Chloe trocarem um olhar, como se eu estivesse enlouquecendo. Dei uma risada da reação deles, e segui para o andar de baixo, passando pela geladeira e pegando algumas uvas.

Por volta das oito da noite resolvi sair, eu estava aparentando tanto uma trouxa que até eu me impressionava. Deixei a casa sem dar explicação alguma para meus irmãos, que insistiram até o último minuto, até Chloe magoada pareceu menos magoada e mais preocupada comigo, mas não tive vontade de avisar. Sai andando pelas ruas já escuras e relativamente desertas, deveriam ter algum grupo de jovens se divertindo por ai, não era possível que isso só acontecia no bairro de Connor. Caminhei pelas ruas vazias por talvez meia hora, até que avisei um grupo de adolescentes, todos aparentemente mais velhos do que eu, aglomerados na porta de uma casa, que eu podia ouvir música alta e flashes de luzes. Sorri com malicia para mim mesma, era ali que eu ia parar.

Passei pelos adolescentes, empurrando-os até que consegui chegar perto da porta, parecia haver uma pequena seleção para entrar ali, três moleques pareciam estar decididos quem adentrava na casa. Quando me avistaram no meio da multidão, a maioria homens, um deles gritou, me puxando.

- GATA, GATA! – Eu sorri, piscando para aquele me resgatara e adentrando a casa, que já estava uma baderna, pelo que eu podia entender pela conversa todos se conheciam do colegial, a mãe de Toddy, um dos meninos que estavam na porta fora viajar, e o rapaz decidira inaugurar a casa para festas. Bom, ótimo para mim.

Fui me servindo de ponches de frutas, tomei tequila, amarula, vinho branco e algumas outras misturas que alguns meninos me traziam, sempre tentando me mimar.

- E então, o que te traz aqui, gata?- Reconheci ele sendo um dos meninos da porta, os amigos dele estavam logo a frente e sorri para eles também, dando-lhes um oizinho com a mão, eu já começava a ficar naquele meu estado de simpatia.

- Estou visitando minha família..sou da Irlanda...- Forcei o sotaque irlandês que eu conhecia tão bem.

Ele sorriu, e comentou do que eu julgaria um jeito bastante safado.

- Hm, estrangeira...- Ele lambeu os beiços de um jeito nojento que eu só pude rir. -...e fresquinha...- Seus olhos se espicharam para dentro do meu decote. -...então está afim de conhecer algum Londrino?- Ele sorriu, com bastante malícia, e eu devolvi o sorriso, degustando a bebida em meu copo por um instante e depois respondi.

- Parece que temos um problema...- Eu sorri para ele, e meus cílios, carregados de rímel, pestanejaram umas duas vezes.

- Problema? – Ele olhou para mim não entendendo.

Fiz que sim com a cabeça e meus olhos se desviaram para os dois amigos que continuavam a me olhar.

- Qual? – Ele virou o resto da bebida que tinha no copo dele, já estava bem bêbado.

- Parecem que existem outros londrinos querendo me conhecer...- Exibi todos meus dentes num sorriso e indiquei para os amigos dele com a cabeça.

- Mas...

- Eles são seus amigos, não?

Ele fez que sim com a cabeça.

- Não parece certo...

Ele ficou sem fala.

- Mas...- Pareceu haver esperança nos olhos dele, eu tirei um papel em que havia escrito antes de sair de casa,era uma lista de todas as drogas que eu precisava, de cigarros a cocaína e pílulas, inclusive na quantidade necessária para eu agüentar meu próximo ano em Hogwarts.-...quem completar a lista...- Eu entreguei para ele. – tem a chance...de...de me... conhecer.

Sorri, maliciosamente e lhe dei uma piscadinha, ele correu para os amigos, que pareceram ficar da mesma forma entusiasmados, e eu não daria muito mais que uma hora e meia para que eu tivesse tudo em mãos. Continuei aproveitando nesse meio tempo as bebidas e cigarros que me eram oferecidos, por vezes trocando conversas com alguns trouxas que apareciam interessados ao saber da lista.

Como eu havia previsto, não demorou muito para que começassem a chegar os garotos com minhas sacolinhas, a maioria incompleta, mas mesmo assim eu as pegava, quanto mais melhor, e afinal o combinado era só com quem trouxesse a lista inteira. O que havia começado com uma simples brincadeira havia se tornado o acordo grande, eu tinha mais de quinze sacolas em mãos, uma completando a outra, mas nenhuma totalmente completa, quando Jeremy, um dos garotos que eu tinha visto a porta, um dos três amigos me entregou a sacola que eu estava esperando.

- Aqui está!- Ele piscou. Era bastante musculoso e no mínimo devia ter uns dezesseis anos, mas aparentava mais. Os olhos eram verdes, e o vermelho ao redor entregava claramente que ele estava chapado.

- Bom, acho que eu te devo alguma coisa então, não?- O encarei, não era algo que eu estava exatamente exasperada para fazer, mas eu tinha palavra.

Ele concordou com a cabeça de forma bastante maliciosa.

- Venha, eu vou te levar para o ninho, princesa. – Tive de segurar para não fazer cara de nojo e rir com a maneira que ele me tratava, ele me abraçou por trás e seguimos, passando por várias outras pessoas que comentavam sobre o garoto que completara minha sacola. Enquanto isso, nas mãos eu trazia todas as outras sacolas, que agora juntava em apenas três bem cheias. Como meninos eram idiotas, e eu fiquei feliz por ter aprendido isso bem cedo.

Entramos em um quarto, que por ter a cama de casal pensei ser o quarto da mãe do tal Toddy. Ele fechou a porta a nossas costas e passou por mim, se jogando na cama, e me encarando.

- Agora somos só eu e você...- Eu dei uma risada, deixando minhas sacolas em uma cadeira e me aproximando dele na cama.

- Só eu e você...- Repeti sem emoção, mas lhe dei um sorrisinho, fui indo para cima dele, mantendo-o entre minhas pernas, até que eu estivesse sentada em seu abdome. – mas antes eu quero uma coisa..benzinho...- Disse falsamente, contornando os lábios dele com meu indicador.

- O que?- Eu sentia a voz dele até se ofegar e volume atrás de meu corpo aumentar e se endurecer. Aproximei meu rosto de seu pescoço, dando-lhe um demorado beijo e sussurrei. -...quero fumar um pouco antes, eu fodo melhor chapada...- Menti. Ele pareceu ficar mais animado, procurou no bolsos das calças e logo me entregou o cigarrinho com malícia. – Que menino eficiente!- Elogiei e ele ficou todo todo. Tirou o isqueiro e acendeu meu cigarro. Senti a erva adentrar meus pulmões, suspirei de alivio, e quando fui tragar ele abriu a boca, pedindo por aqui. Aproximei meus lábios dos dele e traguei dentro de sua boca.

Ele deixou a fumaça escapar depois de um tempo e sorriu, também aliviado.

- Vamos posso te comer agora?- Ele perguntava impaciente, e eu dei uma risadinha, tragando a fumaça acumulada em minha boca.

- Que menino apressado...calma...- Eu ria, me ajeitando sentada no abdome dele.

- Uma punhetada pelo menos então?- Ele insistia mais uma vez. Revirei os olhos, encaixando o cigarro entre os lábios dele.

- Vou te ensinar a relaxar, menino...- Ele ficou com o baseado, enquanto eu sai de cima dele, indo atrás do que havia em minhas sacolinhas. Não seria totalmente pílulas perdidas. Eu não ia dar para aquele garoto, nunca, em hipótese nenhuma. Escolhi as pílulas a dedo, achando que seria mais seguro lhe fazer tomá-las do que dar um estupefaça, já que magia por menores era proibido.

- Voce gosta de pílulas, querido?- Olhei para ele, na cama, ele já havia tirado a roupa e estava só se cueca, tive que revirar os olhos mais uma vez.

Ele concordou com a cabeça.

- Mas acho que vou gostar mais de você...vem cá...vem gata. Peguei quatro comprimidos e voltei para cama, sentando em meus joelhos bem ao lado do rapaz.

- Tome estas aqui...vai ver a reação, é muito mais gostoso trepar depois de tomá-las. – Eu sussurrei em seu ouvido, e desesperado ele não pareceu muito preocupado com o fato de eu ser uma estranha, virou os comprimidos na boca de uma vez.

- Agora você vem aqui, safada!- Ele indicou para o próprio corpo.

- Agora eu vou. – Dei um sorrisinho malicioso, voltando para cima dele. Toquei seus lábios primeiramente, selando-o, desci com a boca por seu pescoço, enquanto ele dizia cada vez ofegante.

- Desce amor, desce...- Ele havia segurado em meus cabelos, eu continuei descendo, mordisquei seu tórax, e ele pareceu se contorcer. Ri. Voltando a beijá-lo, segui pelo abdome, e ele realmente era forte, brinquei, enrolando propositalmente, e mordendo cada músculo ali definido, e ele continuava pedindo. – Desce...desce...- E sua voz começou a sumir, a ficar longe, ofegante, e então o vi apagar, chapando na cama, soltando meus cabelos de repente.

Sorri satisfeita, peguei minhas sacolas, e sai sorrateiramente do quarto e em seguida da casa, eu havia conseguido o que queria, e estava tudo perfeitamente bem, só me faltava um banho, agora que meu corpo havia se roçado no daquele trouxa, mas logo em conseguiria isso também.

Voltei para casa sem grandes dificuldades, e comecei a me perguntar se eu estava me acostumando com a bebida ou se havia aprendido a bebê-la, pois sem contar um tropeção ou outro o caminho foi perfeitamente tranqüilo.

Em casa, meu pai parecia não ter chegado. Lee dormia no sofá da sala, provavelmente me esperando, não o quis acordar. Subi as escadas, entrando diretamente num banho frio, não pretendia divulgar ainda meus mais novos artefatos trouxas a meus irmãos, e com certeza sem esse banho eles perceberiam que eu ainda estava um pouco chapada. Entrei embaixo das cobertas e dormi, completamente aliviada por estar muito bem equipada para meu terceiro ano em Hogwarts.