Nome: Negócios à parte
Autora: Delly black fenix
Tipo: Romance/ Lemons
Censura: T
Ships: Edward / Bella
Criada em: 18 de dezembro de 2009
Resumo: É fácil nós escolhermos o que queremos quando temos que passar por cima das pessoas que mais amamos?
Capa: http:// picasaweb. google. com. br/miih .com /NegociosAParte #slideshow/ 5418033189762928546 (muito obrigada a Mih Brandon Cullen/ Mii Yamauti)
Disclaimer: Baseado nas obras de Stephanie Meyer e de Emelie Rose.
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CAPÍTULO VINTE
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*POV Edward*
— Você já fez esse passeio antes?
— Várias vezes. Minha avó me levou no meu primeiro passeio de trem pelo vale quando eu tinha seis ou sete anos. Sempre tento repeti-lo.
— Então, já viu isso tudo antes?
— Não através dos seus olhos. Ver você maravilhando-se com cada detalhe dos vagões luxuosos dos trens antigos e do vale me lembra uma criança na manhã de Natal. Seu entusiasmo é contagiante.
Ele segurou as mãos dela.
— Tê-la comigo tem sido um presente e tanto.
Mais uma vez, ele lhe lembrava que esse idílico período iria terminar. Apesar do lembrete deprimente, ela percebeu que jamais vira Edward tão feliz e relaxado em Nova York.
— Já pensou em deixar a Editora Volturi?
O sorriso dele desapareceu.
— Não.
— Alguém da família trabalha fora da empresa?
— Tenho um primo que jamais trabalhou para a editora, e vários de meus parentes, inclusive minha irmã, deixaram a empresa este ano. — Sua voz ficou mais ríspida. — O processo seletivo de Aro os está afastando, e ele é teimoso demais para admitir isso.
Ela detestava lhe estragar o bom humor, e saber dos detalhes da Editora Volturi a deixava em conflito.
— Edward, talvez também deva pensar em ir embora.
— Não posso deixar a Editora Volturi.
— Não pode ou não quer?
— As duas coisas.
Bella resolveu não insistir. Quando, e se Edward estivesse pronto, ele o faria voluntariamente. Ela mudou de assunto.
— Adoro a região, e tenho muitas lembranças felizes do tempo que passei aqui com minha avó. Meu pai arrenda as terras ao redor da casa para outro vinhedo, de modo que há sempre atividade na propriedade, mas o lugar é tranqüilo. É afastado das estradas principais, porém não é tão ermo que não possa ser encontrado. Quando as coisas ficam realmente ruins no trabalho, sonho em transformar a propriedade em uma pousada.
Ela mordeu os lábios, sem crer que havia acabado de confessar seu segredo mais profundo. Um segredo que jamais compartilhara com quem quer que fosse. Edward não era o único que mantinha segredos da família e dos amigos.
— E por que não o faz? — perguntou ele, baixinho.
— A velha história de sempre. Devo ao meu pai.
— E quando a dívida estará paga?
A pergunta era boa. Bella começava a acreditar que, independente do que fizesse, jamais agradaria o pai.
— E quando a sua estará? Se está infeliz na Editora Volturi, deveria ir embora.
— Digo o mesmo.
— Não posso. — Ela hesitou. O que tinha a perder ao dizer a verdade? — Meu pai jamais quis uma filha. Não antes de ter se divorciado de minha mãe, e, certamente, não depois. Quando ele soube do incidente com meu padrasto, eu o escutei perguntando a assistente o que ele ia fazer com uma filha adolescente. E depois disse: "Se fosse o filho de que eu precisava, isso não seria problema."
Edward praguejou baixinho.
— E você vem tentando o quê? Ser o filho que ele queria?
— Venho tentando ser a executiva astuta que ele acredita que um filho teria sido. — Um sorriso apareceu trêmulo em seus lábios. — Que dupla lamentável nós formamos, não é? Infelizes onde estamos, mas incapazes de fazer os sacrifícios que mudariam nossas vidas.
— A mudança é…
Ele deu de ombros, e voltou a olhar para fora da janela.
— Assustadora — ela completou.
— Arriscada e egoísta. Há pessoas demais para se desapontar, inclusive eu mesmo.
Edward também resumira os sentimentos dela. Bella não queria desapontar o pai e não queria desapontar a si mesma, demitindo-se antes de provar seu valor a ele.
Não era o filho que ele queria. Mas, e daí? Era boa no que fazia. E queria que ele notasse isso. Apenas uma vez. E, então, ela poderia seguir o próprio caminho.
*POV Edward*
— É linda. — disse Bella, do assento do carona.
Edward olhou para ela, enquanto guiava o carro pela longa estrada de acesso. Não sabia se o comentário se referia às Vinhas, à casa principal, ao prédio de dois andares da vinícola ou à propriedade em si.
— De tirar o fôlego.
Ele falava dela, não das construções ou da propriedade. Será que algum dia se cansaria de olhar para Bella, de fazer amor com ela ou de simplesmente estar em sua companhia? E se não se cansasse? Como poderia voltar para casa e fingir que ela não morava tão próximo? Se não o fizesse, estaria no olho da rua.
Depois do passeio de trem do dia anterior, ela o levara para jantar em outro restaurante afastado, e depois o surpreendera ao fretar um vôo sobre Veneza. Assistir ao pôr-do-sol fora fantástico. Tinha sido a primeira vez que vira o pôr-do-sol sem arranha-céus para bloquear a vista, e ficara assistindo até a enorme bola alaranjada ter afundado no oceano azul.
Edward estacionou o carro e, seguindo as placas que indicavam a sala de degustação e a loja, atravessou com Bella a enorme varanda. Ao entrar, deteve-se. Como uma criança em uma loja de doces, admirou as garrafas enfileiradas nas paredes, buscando seus vinhos favoritos, ou algo de novo para experimentar.
— Posso ajudá-los? — perguntou uma mulher, de porte semelhante ao de Bella, que estava atrás do balcão alto. Ela saiu detrás do bar para revelar uma pesada barriga de gravidez.
Como será que Bella vai ficar quando grávida?
O pensamento chocante roubou o fôlego de Edward.
De onde veio isso?
— Olá. Sou Isabella Swan e este é Edward Cullen.
— Ah sim. Vou auxiliá-los com a degustação após terem terminado o tour da Louret. Suponho que não estejam muito interessados em amostras às oito da manhã — ela completou, com um brilho alegre nos olhos.
Edward encontrou a voz.
— Não, mas estaremos mais tarde. Tenho alguns favoritos da Louret, e não vou querer ir embora sem encomendar uma ou duas caixas. Obrigado por nos atender antes do horário normal de visitação.
— Sem problemas. Quando estiver pronto, terei prazer em ajudá-lo com sua seleção. Deixe-me chamar Mason e avisá-lo de que estão aqui. Ele e Darby chegaram há poucos minutos.
Ela voltou para detrás do balcão para usar o telefone.
— Quem é Darby? — indagou Edward, afastando-se com Bella na direção da parede com os vinhos chardonnay.
— Darby Quinn, antiga estrela-mirim e agora esposa de Mason Sheppard. A história dela foi manchete no início do ano quando ela e Mason se mudaram da França de volta para os EUA.
— Lembro vagamente de ter lido algo a respeito. Não me interesso muito por notícias de Hollywood.
— Eu sei. Você gosta de esportes, finanças e vinho. — Ela sorriu e apertou-lhe a mão. — Acha que nos demos mal na loteria familiar? Anos atrás, a mãe de Darby escreveu um livro do tipo "revelando tudo", pintando Darby como uma meretriz metida a prima-dona, e arruinou sua carreira de atriz. Darby tentou contar sua versão dos fatos, mas ninguém na mídia acreditou nela, especialmente com a própria mãe chamando-a de mentirosa. Darby acabou sendo forçada a sumir de cena. E, então, literalmente, esbarrou em Mason aqui, e decidiu que não queria mais se esconder. Ela voltou para a França com ele, e enquanto Mason terminava seus estudos, trabalharam juntos para convencer outros astros-mirins a denunciar e admitir que o ex-agente — por acaso, o padrasto malvado de Darby — também havia abusado deles. Trazer à tona a verdade dos fatos serviu como uma espécie de vingança, especialmente levando-se em conta que Darby estivera dizendo a verdade o tempo todo. As pessoas em quem confiara a haviam traído, mas a verdade a libertara, permitindo que voltasse aos Estados Unidos com Mason e que seguisse a vida como esposa dele, sem a imprensa nos calcanhares crucificando-a. Agora, a especulação geral é se ela voltará à carreira de atriz.
Edward percebeu que Bella era uma romântica. Seus olhos brilhavam ao contar seu conto de fadas do cavaleiro que vinha em socorro da dama. Ele gostaria de poder ser o cavaleiro de Bella e salvá-la do trabalho que ela tanto detestava e do pai que não a amava o suficiente.
Um sujeito louro grandão e uma pequenina mulher loura, também grávida, vieram em sua direção.
— Sejam bem-vindos. Sou Mason Sheppard e esta é minha esposa, Darby. Isabella me disse que você gosta de vitivinicultura.
Edward estendeu a mão.
— Edward Cullen, e esta é Isabella Swan. Já li tudo que pude encontrar sobre enologia, mas nunca passei da teoria.
— Está pensando em se mudar e começar uma vinícola aqui? — perguntou Mason.
Recomeçar lhe parecia mais atraente do que deveria ser. Talvez, quando se aposentasse… Mas esse dia parecia estar longe. Muito longe.
— Um dia desses, quem sabe?
Estendendo a mão, Mason indicou a porta pela qual haviam entrado.
— Vamos começar. Bella me avisou que posso me aprofundar no lado técnico do processo porque você está familiarizado com os termos, mas se eu estiver indo rápido demais ou você tiver alguma pergunta, basta me interromper.
O olhar surpreso de Edward encontrou o de Bella. Ela teve o cuidado de providenciar para que ele recebesse mais do que apenas o discurso genérico reservado aos turistas. Ela cuidava dele, providenciando tudo que ele pudesse precisar. Aqui e em Nova York. Na cama e fora dela.
Isabella Swan era perfeita para ele.
Não queria ter de abrir mão dela.
Nunca.
Mas que escolha tinha?
Sentiu como se seu peito estivesse sendo esmagado, como se houvessem derrubado uma piano de cauda sobre ele. Edward não conseguia respirar, não conseguia se mexer, não conseguia falar ao se dar conta da verdade.
Apaixonara-se pela filha do inimigo!
*POV Bella*
Edward não olhara nem tocara em Bella desde o início do tour, há quase quatro horas. O silêncio absoluto entre os dois fez um frio percorrer a espinha de Bella. E a distância. Confusa, ela mordiscou o lábio inferior. Estavam separados por apenas poucos metros no pátio da vinícola Ashton, mas ela se sentia como se estivesse em Nova York.
Um homem alto, de cabelos escuros, com um bebê no colo, separou-se do grupo reunido na outra extremidade do pátio. Pela decoração e pelos presentes empilhados, Bella supôs que estavam comemorando o aniversário de alguém.
— Edward e Isabella, conheçam meu cunhado, Jared Maxwell. Ele é casado com minha meia-irmã, Mercedes, e hoje é o aniversário de Mercedes. Estão preparando uma festa surpresa.
Darby pegou o bebê do colo de Jared.
— E esta princesinha é Chloe. Quando não está bancando a mãe, Jared administra uma cadeia de pousadas. Alguma notícia de quando sua mulher vai chegar? — indagou, sem tirar os olhos do bebê.
— Mercedes e Jillian já estão a caminho.
— O pátio da vinícola é um ótimo lugar para uma festa — comentou Bella.
— Devia ver nos finais de semana. É um local muito popular para casamentos.
O olhar de Darby se alternou entre Edward e Bella, como se estivesse avaliando o interesse dos dois pela propriedade. Ruborizada, Bella desviou o olhar.
Inesperadamente, Darby colocou a menina nos braços de Bella, que, surpresa, se esforçou para acomodá-la.
— Ela é linda? Quantos meses?
— Seis — respondeu Jared, com orgulho. — E é a cara da mãe — completou, alisando a face da filha.
— Devem ter notado a abundância de bebês e mulheres grávidas por aqui — brincou Darby. — Assim, se um bebê não está nos seus planos, é melhor não beber a água.
Bella sentiu um nó formar-se em sua garganta. Jamais teria o filho de Edward. A vontade de ter uma criança gerada pelos seus sentimentos cresceu dentro dela com surpreendente velocidade.
— Nesse caso, acho que vou ter que me ater ao vinho — disse ela para preencher o silêncio constrangedor, e entregou o bebê ao pai.
Edward ficou rijo ao seu lado.
— É melhor irmos para que possam curtir sua festa. Mason, Darby, obrigado por tudo, e agradeçam a Jillian por ter providenciado as remessas para mim.
Mason apertou a mão de Edward.
— Não tem do quê, mas, para ser franco, Edward, gostei do passeio. Suas perguntas foram desafiadoras. Sabe muito bem do que está falando. Se algum dia decidir se mudar para cá e dar início a um negócio, me telefone. E, Isabella, se decidir seguir seu sonho de abrir uma pousada, Jared é a pessoa para ajudá-la. Aproveitem bem o resto das férias.
Surpresa, Bella olhou para Edward. Ele deve ter comentado algo com Mason durante o tour.
— Vou pensar no assunto. Obrigada. Foi um prazer conhecer a todos.
Bella quase teve de correr para acompanhar Edward até o carro. Dirigiram em silêncio por várias horas, até que ela não agüentou mais.
— Edward, tem algo errado?
Ele manteve os olhos na estrada.
— É muita coisa em que pensar.
Ela não acreditava que as informações recebidas na vinícola estivessem ocupando seus pensamentos tanto assim. Bella tentou se lembrar de algo que ela ou outra pessoa pudesse ter dito para ofendê-lo, mas não conseguiu pensar em nada. Ele ja estava distante quando Darby brincou sobre os bebês e sobre o casamento, de modo que não podia ter sido aquilo.
O passeio até a casa durou apenas alguns minutos, mas pareceu levar horas. Apesar do sol do meio-dia, Bella sentia um frio terrível.
Quando Edward estacionou e eles começaram a subir os degraus de tijolos, Bella o deteve, segurando-o pelo braço.
— Eu fiz algo errado?
— Não. Eu fiz. — Edward passou a mão pelos cabelos e, depois, olhou para ela. — Eu me apaixonei por você, Bella.
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No próximo, e ultimo capítulo:
— Não deixei vazar a informação, Aro.
— Então é melhor perguntar à sua namorada quem o fez.
N/A:
Ultimo capítulo sexta e epílogo no domingo – por que domingo é meu amiversário *-*
Obrigada a Rosalinasecret, amanda, Manuuu, Mii Yamauti, te1000, loli, Priiii, Gibeluh, Lyka Cullen e Lis swan.
