Epílogo
Feliz Aniversário Renesmee! – Todos dissemos juntos, assim que ela soprou as 13 velas em cima do bolo. Logo em seguida ela recebeu uma sessão de abraços e beijos no rosto, incluindo o meu e o de Karl, só depois ela conseguiu receber um singelo beijo nos lábios, de Alec.
Oh, é a uma moto? – Ela perguntou admirada para Carlisle, enquanto olhava para a chave com um enorme laço de seda rosa choque que estava em suas mãos. Ele assentiu. Nez havia ganhado sua moto, finalmente. Não agüentava mais ficar emprestando meu Jeep Commander para ela, não que eu seja egoísta, é só que eu amo tanto aquele carro. O comprei assim que Karl aceitou ir comigo ao centro da cidade. Se íamos ficar por ali, precisávamos ter nossos meios de locomoção. Tentei faze-lo comprar um carro para ele também, ele acabou comprando o mesmo Bentley. Alegou não ter tido tempo para usa-lo corretamente.
Nez recebeu mais e mais presentes de sua família e amigos, os lobos e seu avô materno também estavam ali. Ele olhava para a cara de Alec mais contrariado do que Edward, no dia em que ele chegou por aqui.
Uau! Karl, é lindo! – Karl havia comprado para ela uma miniatura fiel da Torre Eiffeil dentro de um globo de neve. Ele comentou que uma vez ela havia contado para ele sobre um aviagem a Paris em que ela foi somente com seus pais, ela disse ter sido o momento mais feliz da vida dela e acabou se esquecendo de comprar aquilo que tanto queria.
Dan, você não precisava se importar em comprar algo para mim, mas sério... Eu amei seu presente. – Dan havia dado para ela uma coletânia de filmes de Audrey Hepburn. Ela realmente havia amado o presente.
Eu não sabia realmente o que te dar Nez, você tem tudo, mas achei isso a sua cara. – Ela abriu o embrulho prateado que eu havia dado em suas mãos fazendo um suspense desnecessário, não era nada importante. Era um vestido rosa estilo princesa de contos de fada, que eu vi em uma loja quando estive no centro com Karl, eu simplesmente vi que aquele vestido havia sido desenhado para Nez. Ele não podia ter outra dona.
Alec isso é... – Alec estava colocando nesse exato momento um anel de prata, com uma pedra de diamante solitária que era envolta em um desenho delicado, no interior do anel se via gravado as palavras "il mio angelo", meu anjo em italiano. Ela não encontrou adjetivos para usar, simplesmente o beijou, um beijo menos doce que o outro, um pouco mais intenso. Depois disso ela foi obrigada a voltar para o centro da festa e bancar a boa anfitriã.
Quando vai ser o seu Elle? – Alice apareceu do meu lado, toda sorridente.
Meu o que? – Perguntei confusa.
Aniversário. – Ela revirou os olhos, como se eu fosse boba por não ter entendido.
Hã, é em Outubro. 24 de Outubro. – Disse logo, ela não descansaria mesmo até obter a informação.
Vai ser a melhor festa da sua vida. – Ela bateu palminhas, completamente extasiada.
Alice não precisa fazer festa para mim, eu não gosto muito dessas coisas. – Pedi, assim que percebi quais eram os planos que estavam sendo formados dentro da sua mente. Mas a verdade era que eu nunca, nunca mesmo, havia tido uma festa de aniversário. Nos últimos anos eu costumava passar o dia fora com Alec, íamos ao parque de diversões, ele me dava algum urso de pelúcia que ela sempre ganhava pelos jogos do parque,depois parávamos em uma sorveteria e eu inventava um novo sorvete que levava todos os sabores, quando eu voltava para meu quarto sempre encontrava um embrulho em cima da minha cama, ele nunca esquecia. Não havia como ser melhor que isso.
Eu já ouvi essa conversa antes, não estou nem ligando. – E com isso ela saiu cantarolando do meu lado. Eu estava perdida, não tinha mais como reverter essa força da natureza. Alice faria um baile de gala no meu aniversário.
O que você quer ganhar de mim? – Karl perguntou em meu ouvido depois de me puxar pelo quadril.
Um beijo. – Pedi, passando meu dedo indicador pelos seus lábios.
É sério Elle. Daqui a pouco é o seu aniversário, se quiser algo grande, agora é a sua oportunidade. – Ele tirou meu dedo de sua boca e segurou minha mão firmemente, me olhando como se estivesse tentando ver o que eu estava pensando.
Não sei, porque você não reuni todos? Henry, Caleb e até... Michaella e Jane. – Revirei os olhos.
Okey! Vou tomar a mesma atitude de Alice. "Não estou nem ligando". Eu te perguntei, fiz minha parte. Não quis pedir nada, vai ganhar um surpresa. – Ele disse contrariado. Ele não entendia que sua presença, já era o melhor de todos os presentes?
Passamos o resto da festa sentados na escada da varanda, Karl confessou não agüentar o odor nauseante dos lobos, então nos mantivemos distantes.
Olá queridos! Porque estão aqui fora? – Esme saiu para a varanda e nos surpreendeu em meio a um beijo. Me senti a Nez perto de seus pais, corei violentamente.
Lobos. – Karl respondeu, franzindo o nariz. Eu contive meu riso.
Eu sei, demora para se acostumar. – Esme ultimamente vinha me tratando de uma maneira que eu nunca antes havia recebido. Ela estava se preocupando comigo, com cada detalhe. Me perguntava sobre tudo, se eu estava bem quando ficava quieta, se eu tinha absoluta certeza que Karl era a pessoa certa para mim, se eu estava feliz. Eu gostei disso, era como se eu tivesse uma mãe pela primeira vez, alguém que eu sempre podia contar.
Karl, eu posso ter uma conversa com você? – A encarei, deixando toda a minha curiosidade transparecer. Ela se manteve séria.
Claro que pode. – Ele se levantou, se despedindo de mim com um beijo no topo da minha cabeça.
Vocês vão me deixar aqui sozinha? – Perguntei, consternada.
É só por um instante, já estaremos de volta. Por que não tenta se enturmar? – Ela me deixou com aquele seu sorriso terno e desconcertante. Karl também sorriu, mas foi aquele seu sorriso de lado perfeito que costuma me deixar sem ar e cheia de idéias, antes de entrar com Esme. Me enturmar? Eu podia tentar. Entrei na sala e todos estavam rindo, acho que perdi a piada. Fui para o canto da sala, onde estava Edward e um rapaz da matilha de Jacob.
Hey Edward, e... Desculpe não sei seu nome. – Dei de ombros.
Seth Clearwater. – Ele sorriu, sendo simpático.
Eletra Volturi. – Estendi minha mão em sua direção, ele a apertou sem repreensão. Os outros lobos a qual fui apresentada me olhavam feio quando eu dizia que era uma Volturi.
Você e o Karl brigaram? – Edward perguntou, deixando o queixo cair.
Não! – Respondi chocada. – Porque?
Não sei. Porque talvez seja raro, e quando eu digo raro eu estou sendo modesto, nunca ninguém vê vocês sozinhos, separados sabe.. – Ele riu com o próprio comentário.
NÃO! Não teve graça. – Cruzei meus braços.
Teve sim. – Seth comentou.
Aí, viu! Eu tento me enturmar e viro piada. – Joguei as mãos para o alto, em sinal de rendição.
É que você fica bonitinha com raiva. – Semicerrei os olhos para Edward.
Jacob ainda está muito triste com isso, ele está feliz com Leah, mas é como se lhe faltasse algo. – Seth apontou para Alec e Nez, que estavam de mãos dadas, conversando no canto da sala.
Ele não merece minha filha, muito menos Jacob. Então, prefiro ele, ao menos ele não é Jacob. Desculpa Seth. – Edward deu um toque em seu ombro, um sinal de camaradagem.
Uau! Edward estou chocada em te ouvir dizer isso. – Deixei todo meu sarcasmo predominar a frase. Ele me olhou de canto de olho e sorriu, seu sorriso desconcertante, para mim.
Hey Elle, A próxima festa é a sua... Alice já está programando tudo com Rose lá no canto. – Emmet entrou na minha frente, delatando Alice para mim.
Edward existe algum meio de impedi-la? – Choraminguei por antecipação.
Sinto muito. É impossível deter Alice, mas acredite, você vai acabar a agradecendo. – Ele piscou seu olho esquerdo para mim e eu praticemente desisti e aceitei o fato que no meu aniversário um baile real aconteceria nessa casa.
Se enturmou? – Karl apareceu ao meu lado, passando seu braço pela minha cintura e me puxando para ele, seus lábios sussurrando em meu ouvido.
Tentei. O que Esme queria com você? – Minha curiosidade soou inconveniente, se ela queria conversar com ele a sós era porque eu não devia saber, e era isso que me deixava ainda mais curiosa.
Saber quando ia ser nosso casamento. – Ele deu de ombros e uma sensação de claustrofobia subiu pela minha garganta.
Karl nós já somos praticamente casados. Um papel não vai fazer nenhuma diferença na nossa relação. – Casar? Eu o amava, mais do que qualquer coisa no mundo, mas casar? Nós éramos muito complicados para isso, para caber em um ato tão tradicional. Ele riu deliciosamente.
Estou brincando Elle, ao menos posso dizer que quem não casar aqui é você, bom saber disso. – Ele foi me puxando para fora da casa novamente, Tirei meus saltos assim que entramos na floresta.
Porque? Você quer se casar comigo? – Perguntei surpresa parando de frente pra ele. Karl era mais complicado que eu, ele não podia estar planejando me levar para o altar. Era contra sua natureza.
Espera eu que devia te pedir em casamento não? – Ele ficou olhando para o nada, ele era ainda mais perfeito distraído. – Elle nós já somos praticamente casados, até greve de sexo você já está fazendo comigo. – Ele fez um biquinho perfeito para mim, e foi difícil me manter em pé.
Quem te deu esse vestido, estava de brincadeira com a minha cara. Elle você está extremamente sedutora essa noite. – Ele se afastou de mim um pouco se enconstando em uma árvore, como se não aguentasse ficar tão perto de mim dentro do meu vestido preto colado no corpo cheio de babados, que Alice havia me dado hoje mais cedo.
Você está com raiva de mim por essa minha idiota "greve de sexo" não está? – Perguntei assim que ele começou a desviar o olhar de mim, como se eu estivesse o provocando.
Nunca. – Ele assegurou me olhando dentro dos olhos, mas ele estava contrariado, melhor, sexualmente frustrado.
Te propronho um jogo. – Ele mordeu seu lábio inferior e se permitiu se aproximar de mim novamente.
Um jogo? – Perguntei sem graça, eu havia proposto um jogo para ele alguns dias atrás, mas era eu que estava no controle. Seu sorriso malicioso me fez temer seu jogo, eu não agüentaria por muito tempo.
Na verdade é o mesmo, mas aquele dia eu não pude te tocar devidamente, todos estavam lá embaixo, podiam nos escutar a qualquer momento, se é que eles não ouviram nada. – Seus dedos contornaram meus lábios e meus olhos se fecharam automaticamente. Eu estava entregue. Se ele quisesse prosseguir em seu jogo, eu não falaria nada, não conseguiria, meu corpo só o sentia e ansiava por mais.
Senti quando ele amarrou meus punhos com sua gravata e entendi no mesmo instante que ele realmente só queria me tocar, me torturar, sem me dar a oportunidade de tirar algo dele. Ele desamarrou meu cabelo de seu rabo-de-cavalo e seu hálito gelado desceu por minha nuca, quando um riso deliciado escapou por seus lábios ao pé do meu ouvido, meu corpo se estremeceu completamente.
Eu te amo. - Meus lábios moldaram as palavras incontrolávelmente. Ele me puxou pela cintura, me levantando, sua outra mão em minha perna. Senti seus lábios gelados contra os meus e os bebi fervorosamente, eu o amava tanto. Eu lutei tanto por esse momento, para estarmos aqui juntos, sem nenhuma preocupação. Sem nada para se resolver.
Eu te amo muito além do possível. – Ele declarou e fui obrigada a abrir meus olhos e encarar seus olhos vermelhos decididos, pingando desejo. – Muito além do compreensível. Mia Elle.
Fiquei nas pontas dos pés e o beijei novamente, de uma maneira apreciativa. Eu era dele, sómente dele, não existia duvidas nessa declaração, e ele era meu, o meu Karl. O Karl que faz meu sangue pulsar mais rapido, meu senso de equilíbrio se esvair, minha mente esquecer as funções básicas do meu corpo, meu coração explodir com o tamanho do amor que ele me despertou. O Karl que eu amo.
O mundo podia acabar nesse exato momento, eu aceitaria a morte de bom grado, se a ultima coisa que eu sentisse em minha vida fossem os lábios de Karl contra os meus.
Eu estava feliz, no lugar que eu pertenço. Os braços de Karl.
