Capítulo 21 - Uma verdade sobre Severo Prince Snape
- Está realmente muito frio lá fora... - A doce voz de Hermione aguçou por alguns segundos a mente confusa de Harry, ele imaginou que sua barraca fosse estar vazia, mas aparentemente a garota já o esperava há algum tempo. - Mas você não parece estar incomodado. – Os dedos de Hermione percorreram calmamente o braço desnudo de Harry e ao invés deste estar gelado e trêmulo, estava quente e rígido.
Ele não soube dizer se foi o contato da pele suave da garota com a sua, ou se foi simplesmente a presença de Hermione que fez todos os pelos de seu corpo se eriçarem e um calor ainda mais forte afligir seu peito.
O medalhão ainda estava seguro em seu punho e o contato direto de sua pele com a Horcruxe produziu um desconforto intenso em seu peito durante todo o caminho de volta, era como se houvesse um enorme ferro em brasas por baixo de sua pele, não tão intenso quanto o que sentiu logo que acordou, mas o suficiente para atrapalhar seus pensamentos.
- Pela velocidade com que você tem agido pude perceber que não há tantas coisas que eu realmente precise lhe dizer, não é? – As pontas dos dedos de Hermione tocaram levemente o couro cabeludo de Harry, despertando mais uma vez um eriçamento súbito de seus pelos.
Por outra vez o garoto manteve-se calado enquanto Hermione acariciava mansamente seus cabelos.
- Eu sei o que você está fazendo Harry e lhe apóio, mas não permitirei que você vá sozinho.
- Não posso permitir que você arrisque sua vida desta maneira. – Subitamente Harry se virou e encarou profundamente os olhos castanhos de Hermione.
- Esta é uma decisão que não compete a você.
- É muito arriscado para você ou qualquer um que convive comigo entrar nesta batalha, nem mesmo eu sei o que vai acontecer quando... – Ele hesitou por um instante.
- Quando você encontrar a ultima Horcruxe?
- Isso mesmo. – O olhar de Harry desviou do de Hermione e recaiu vagamente sobre o medalhão.
- Não se esqueça de quem você realmente é e nada acontecerá.
- Como você pode ter tanta certeza? – Harry procurou novamente o olhar acolhedor de Hermione e ela simplesmente sorriu. Com um abraço tenro e aconchegante a garota envolveu o corpo de Harry, havia muito tempo que ela não sentia aquele calor e muito menos a sensação de estar tão próxima do garoto, mais uma vez ela sentiu seu coração bater vivamente e seus braços tremerem.
Não foi somente em Hermione que aquela proximidade despertou antigos sentimentos, Harry também se sentiu estranho e vivo, o cheiro adocicado proveniente dos cabelos da garota invadiu suas narinas e tomou sua mente. Ela estava gelada e seu rosto avermelhado, ele conduziu lhe a face para cima de forma a Hermione olhar-lhe diretamente em seus olhos e em seguida ao encontro de olhares veio o encontro de seus lábios.
Ela satisfazia seus desejos mais profundos, enchia-se de felicidade e esperança, mas assim que os lábios de Harry tocaram os de Hermione, e aquele fantástico beijo teve inicio, algo aconteceu, um ardor insuportável aflorou no peito do garoto e emanou para todo seu corpo, de imediato ele se desvencilhou do abraço amoroso e cambaleou de encontro à cama.
Seu corpo caiu pesadamente sobre o colchão e na mesma posição em que caiu manteve-se lutando contra aquela dor insuportável. Hermione não dizia nem mesmo uma palavra, ela observou tudo calmamente até o momento em que o ardor sumiu do peito de Harry, tudo o que a garota pode fazer foi conter as lagrimas.
- O que...O que está acontecendo comigo? – As palavras saíram sofregamente da boca do garoto.
- Nada que não deveria acontecer. – Os olhos de Hermione estavam carregados de lagrimas, mas nenhuma ousou escorrer por seu rosto. – Descanse um pouco.
- Mas eu não...
- A Horcruxe ainda estará aqui quando você acordar. Fique calmo. - Sem mais palavras a garota se deitou ao lado de Harry e ajeitou a cabeça do garoto sobre sua barriga, não demorou muito até que ele adormecesse, mas durante todo o tempo em que dormiu ela se manteve acordada pensando em tudo o que estava acontecendo.
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A vista turva de Harry ainda tentava se acostumar à luminosidade bruxuleante do recinto enquanto ele podia ver uma conhecida silhueta mover-se de um lado para o outro.
- Você finalmente acordou. – A angustia de Gina desapareceu agora que Harry estava novamente acordado. – Levei um susto ao ver que você estava dormindo "novamente".
- Eu precisei descansar... – Harry procurou brevemente por Hermione, mas não havia vestígios da garota no local. – Onde está Hermione?
- Ela disse que precisava fazer algumas coisas e pediu para eu ficar com você.
- Quanto tempo eu dormi? – Harry ajeitou calmamente os óculos sobre o nariz para poder enxergar nitidamente a imagem de Gina.
- Umas sete horas, já está até escurecendo. – Gina sorriu docemente enquanto se sentou ao lado do rapaz.
- Tudo isso? – Harry não acreditava que havia perdido um tempo tão precioso dormindo.
- Acredito que sim. – Com a mão direita a garota começou a ajeitar os cabelos desgrenhados de Harry, mesmo compridos eles ainda continuavam rebeldes.
Harry fez menção de levantar, mas conteve-se, algo dizia para ficar e conversar com a garota, uma profunda voz em sua consciência lembrava-o que ainda existiam algumas coisas a serem resolvidas.
- Eu... Nós... – Apesar de ter o assunto em sua mente, o rapaz via-se incapaz de abordá-lo.
- Eu senti a sua falta. – Gina mantinha um olhar doce e triste enquanto afagava mansamente os cabelos negros de seu amor. – Não quero te perder novamente.
Harry ouviu aquelas palavras com um extremo sofrimento, ele também não queria deixar Gina, mas não mais poderia adiar o encontro com seu maior algoz.
- Eu sinto essa dor tanto quanto você.
- Você já fugiu de mim duas vezes e em ambas retornou são e salvo, mas sofri igualmente durante suas duas ausências. – Uma fina lagrima escorreu pelo belo rosto da ruiva. – Não sei se agüentaria ficar sem você mais uma vez.
O corpo de Harry se elevou calmamente, de modo a postar-se face a face com Gina, durante longos segundos ele pode observar cada característica e beleza daquele tão doce rosto, se encantou com suas sardas e seu nariz fino e delineado, sua boca pequena e gentil o fez lembrar dos inúmeros beijos roubados, seu cabelo cor de fogo atiçou sua mente e alertou seu coração, mas o que realmente o cativou foram seus olhos, os mais belos olhos que ele já havia visto, miúdos, embora muito fortes e incisivos, uma verdadeira janela para a alma da bela Weasley, por causa deles Harry lembrou de todos os momentos impagáveis que passou ao lado da garota, de seus risos, de suas brigas e de seus beijos.
Seu peito não mais ardia, mas algo pulsava firme e voraz dentro dele, uma sede insaciável e incontrolável que o impelia de encontro à face de sua amada, por um momento ele sentiu-se estranho e triste, afinal de contas há algumas horas atrás ele havia quase beijado Hermione, mas em poucos momentos tudo aquilo era passado e todas as suas aflições eram afogadas em um dos mais doces beijos que ele já havia provado.
Sua mente estava vazia e seu coração abarrotado, suas pernas tremiam, assim como seus braços, mas a cada novo segundo o que ele mais queria era a ter para si, só para si, toda para si. O desejo insuperável de Harry era correspondido por Gina, a qual sentia toda suas magoas se esvaírem e um velho sentimento ressurgir, só que agora muito mais forte, muito mais inflamado.
Eles ainda eram crianças na arte de amar, mas seus corações se encarregaram de conduzi-los para um momento mágico e único, o mundo poderia acabar ou até mesmo o próprio Voldemort poderia aparecer naquele instante que não seria suficiente para sugá-los de volta a realidade, eles estavam presos um ao outro e suas mentes concentradas apenas naquele tão belo amor.
Por longos momentos eles foram felizes e plenos, experimentaram sensações desconhecidas por ambos, sentiam-se pioneiros e loucos, desfrutavam de todo o poder que o amor podia proporcionar e esbaldavam-se com a felicidade.
Seus corpos permaneceram imóveis durante incontáveis minutos, olhavam-se assim como duas crianças que olham para seu primeiro amor. Aproveitavam da pureza do momento e de sua aparente eternidade, nada importava se aquilo seria o fim ou o começo de tudo, apenas importava que eles estavam ali, se olhando e se descobrindo, não como dois namorados, mas como dois amantes.
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O sorriso de Gina permanecia mesmo enquanto ela dormia e Harry não se cansava de observá-lo, ele aproveitou aquele momento até não poder mais adiar seus afazeres, sua mente o alertava para seu destino e seu coração para um futuro incerto.
A Horcruxe encontrava-se depositada sobre um modesto criado mudo ao lado da cama, com calma e delicadeza Harry a tomou em suas mãos e observou seu detalhado contorno e belos ornamentos. Assim como outrora seu coração rugiu furiosamente e seu peito mais uma vez ardeu, sua mente focou-se completamente sobre a Horcruxe, assim como havia feito com a taça, e ele mais uma vez pode sentir um leve formigamento em seus dedos.
A cicatriz ardeu novamente após um longo tempo e trouxe a mente de Harry uma grande onda de pensamentos, eram pensamentos confusos e incoerentes, mas eles surgiam com uma velocidade impressionante e do mesmo modo desapareciam.
Harry não pode suportar aquilo por muito mais tempo e logo em seguida sua mente se anuviou e seu corpo gradativamente caiu de encontro à cama.
"O sol brilhava com uma intensidade assustadora e o incessante barulho de ondas atingindo a praia invadiam seu ouvido, apesar de sentir-se estranho e sozinho uma pequena pontada de felicidade surgia em seu peito.
O andar do garoto era lento e pausado, tudo parecia ser extremamente familiar e acolhedor, mas não para Harry e sim para outra pessoa, como se houvesse alguém além dele dentro do seu próprio corpo e mente.
Após alguns minutos o sol começou a arder sobre sua pele e rapidamente suas mãos buscaram o capuz caído sobre seus ombros e cobriram cuidadosamente sua cabeça, por alguns poucos segundos o garoto pode ver "suas" mãos, elas estavam brancas e magras, seus dedos eram longos e extremamente finos, algo um tanto quanto familiar e assustador.
Mais uma vez Harry encontrava-se "preso" ao corpo de Voldemort, ou em uma lembrança perdida deste, mas aquilo não o incomodou. Seus passos tornaram-se rápidos e decididos, ele tinha pressa e não mais poderia demorar naquele local.
De imediato ele pode reconhecer a entrada da caverna, ela nada tinha de misteriosa ou estranha, mas assim que Voldemort postou-se diante de um alto paredão, Harry pode sentir a magia aflorar.
Com uma velocidade surpreendente Voldemort retirou sua varinha e proferiu algumas incompreensíveis palavras e logo em seguida uma entrada surgiu na parede, dentro do recinto não havia nenhuma luz, mas Harry podia sentir a morte.
Tão rápido quanto havia entrado, ele saiu, bastou colocar o medalhão em seu lugar e conjurar alguns complexos feitiços, aparentemente nem mesmo Voldemort gostava de permanecer dentro daquela caverna.
Assim que Harry colocou seus pés de volta na entrada sua mente se anuviou e ele pode sentir seu corpo pesar.
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Tudo estava extremamente escuro e silencioso, mas uma vibração estranha invadia o ar, em poucos segundos Harry pode distinguir uma pequena luz se aproximar na escuridão, ela provinha de um bote muito pequeno e bem conhecido pelo garoto, dentro deste encontravam-se dois homens franzinos e horrorizados.
Assim que o bote encontrou-se com o terreno seco ambos saltaram para terra firme e voltaram a apontar suas varinhas para a água, eles tremiam e gaguejavam enquanto trocavam breves palavras, mas um deles não tirava os olhos da pequena bacia postada no meio da ilha.
Regulus Black aparentava estar extremamente orgulhoso de si mesmo por ter conseguido finalmente chegar ao seu objetivo, mas seu companheiro estava aterrorizado, o homem raquítico e de cabelos longos e oleosos caminhava vagarosamente para trás enquanto mantinha-se alerta para qualquer movimentação no lago.
- Isso foi um erro, um erro!
- Fique calmo Prince, você sabe tanto quanto eu que não podemos permitir que Voldemort continue com seus planos.
- Mas nós mal sabemos o que estamos fazendo.
- Mas conseguimos, depois disso nós damos um jeito de descobrir qual é o próximo passo.
- Eu não sei se os sangues-ruim valem a minha vida.
- Você não pensava desse jeito quando estava ao lado dela.
- Ela não está aqui agora! – Snape vociferou as palavras para Regulus
- Deixe de ser um medroso, vamos me ajude aqui e não se esqueça de deixar a réplica. Com largas goladas Régulos forçou-se ao máximo para beber todo o liquido da bacia, mas a cada novo copo ele aparentava estar mais triste e sem vida. Harry pode reconhecer os efeitos da bebida agindo sobre Regulus, ele lembrava-se de quando teve que ajudar Dumbledor.
Não demorou muito e a Horcruxes já se encontrava sobre a posse dos dois homens, Regulus ainda não havia se recuperado, mas lutou da maneira que pode contra os inferis que surgiram da água, antes mesmo que Harry pudesse assimilar tudo que havia acontecido sua mente escureceu."
- Harry! Está tudo bem, fique calmo. – Gina fazia o possível para conter os furiosos espasmos do seu amado enquanto tentava entender o que estava acontecendo.
Por alguns segundos Harry procurou os dois homens que haviam "roubado" a Horcruxe, mas logo percebeu que estava de volta aos braços de Gina.
- O que está acontecendo? – A garota parecia estar aterrorizada, mas fazia força para não chorar.
- Está tudo bem, tudo bem. – Harry descansava mansamente sobre o corpo de Gina e tentava aos poucos acalmar a garota. – Foi apenas um pesadelo.
- Isso não foi um pesadelo. – Os braços da garota envolviam o peito desnudo de Harry e fechavam-se em um abraço, o alivio que percorria seu corpo era imenso, mas ela ainda estava extremamente assustada.
- Talvez você tenha razão. – Harry ajeitou sua cabeça sobre as coxas de Gina enquanto tentava recordar-se de tudo que havia visto, mas com um pulo se sentou sobre a cama e voltou a mirar a Horcruxe.
- O que foi?!
- Hermione... Eu preciso ver a Hermione.
- O que? – Gina estava muito confusa, a menos de um minuto Harry estava desacordado e sofrendo de espasmos e agora dizia ter de falar com Hermione.
- Ela viu Snape, talvez ela guarde alguma resposta.
O garoto já estava de pé e correu para a entrada da barraca, sua mente trabalhava muito rapidamente e ele mal conseguia olhar para o que estava a sua frente.
- Espere! – Harry parou subitamente devido ao chamado de Gina e voltou-se impaciente para ouvir o que a garota queria. – Acho melhor você colocar algumas roupas antes de sair.
Sua mente estava tão focada sobre seu objetivo que Harry não havia percebido que estava nu. A reação abobada e o completo rubor de sua face divertiu Gina e foi motivo para diversas gargalhadas enquanto ele procurava por suas vestes.
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- Hermione! Espere! – Harry correu o máximo que pode, mas mesmo assim demorou quase meia hora para conseguir encontrar a garota.
- Olá, espero que já esteja pronto, a maioria das pessoas que irão com você já estão jantando.
- Não é sobre isso que eu quero falar. – O ofegar do garoto divertia Hermione que o observava com muita atenção.
- Eu acho que você vestiu sua camiseta ao contrario. – Ela riu enquanto apontava para o peito do garoto.
- Ahh, obrigado. – O rosto de Harry se avermelhou mais uma vez. – Me diga uma coisa, você esteve com Snape, não?
- Sim, mas porque me pergunta isso agora? – Ela parecia entretida com a duvida de Harry.
- Eu... A Horcruxe... O pedaço de alma... – Harry não conseguia expressar em palavras o pensamento formulado em sua cabeça.
- Você teve acesso à lembrança da Horcruxe?
- Sim.
- Então é verdade. – Hermione pareceu estar ao mesmo tempo maravilhada e triste. – Dumbledor estava certo, pelo menos nessa parte.
- Que? – Harry não conseguia entender do que ela estava falando.
- Depois eu te conto, longa história. Mas o que aconteceu, porque você quer saber de Snape?
- Ele e Régulos roubaram a Horcruxe, mas eu não consegui entender o porque e agora tudo virou uma grande confusão, afinal de contas porque diabos Snape mataria Dumbledor se eles estão do mesmo lado?
- Uau, quanta coisa, mas você tem boas perguntas ai, pena que eu não sei responder nenhuma. Tente falar com Dumbledor quando você chegar em Hogwarts. – Hermione não parecia estar incomodada com as descobertas reveladoras de Harry.
- Está tudo bem com você?
- Sim, só estou meio atarefada, o Rony está pegando no meu pé. Tchau. – Hermione despediu-se de Harry com um beijo no rosto e caminho novamente por entre as barracas, deixando-o sozinho com suas duvidas.
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- Está tudo pronto Harry, você realmente não quer jantar? – Apesar da insistência de Rony o jantar era a ultima coisa que passava pela cabeça do garoto.
- Não, obrigado. – Harry respondeu com um sorriso enquanto tentava se ver livre das duvidas que o afligiam.
- Tudo bem. – Mais uma vez Rony se sentou e voltou a degustar de seu enorme e caprichado prato de comida.
O olhar de Harry concentrava-se hora sobre a taça e hora sobre o medalhão, ele já havia explicado a Rony tudo o que havia acontecido e algumas de suas suposições, mas mesmo assim não conseguia parar de olhar para as velhas Horcruxes.
- O que você pretende fazer com elas agora? – Rony tentava manter uma conversa enquanto procurava por algum espaço em sua boca para colocar um grande pedaço da perna de peru.
- Devolver para Hogwarts, acredito que esse seja o certo, afinal de contas elas não podem mais fazer mal a ninguém.
- Você tem certeza disso?
- Total. Você também teria se tivesse passado pelo o que eu passei.
- Menos mal, tem certeza que não me quer ao seu lado em Hogwarts?
- Não, de jeito nenhum... Quer dizer, você tem que salvar os membros sobreviventes da Ordem. – Harry apresentou um sorriso torto para Rony.
- Qualquer coisa é só chamar através do Galeão, irei correndo ao seu auxilio.
- Obrigado.
Os dois passaram mais alguns minutos conversando até que Gina entrou na pequena barraca de Moody, ela estava radiante, um grande sorriso compunha seu rosto e ao ver Harry um pequeno rubor enfeitou sua face.
- Olá.
Antes que Rony pudesse responder ela já havia se inclinado sobre Harry e presenteava-o com um grande beijo, ela estava feliz e não conseguia conter todo aquele sentimento só para si.
- Vocês... – Rony apontou com o garfo para os dois e logo em seguida Gina respondeu com uma afirmação, o garoto não pareceu estar muito feliz com a novidade, mas voltou a comer como se nada tivesse acontecido.
- Acho que vou para a praça, todos já devem estar lá e não quero me atrasar. – Com um pulo Harry ficou de pé.
- Você realmente não quer nossa ajuda em Hogwarts? – Gina mantinha um pequeno fio de esperança em seu olhar, mas ele foi destruído com a recusa de Harry.
- A missão de vocês é resgatar os membros da Ordem.
- Bom, acho que isso é um até breve. – Rony se levantou e deu um forte abraço em Harry, o qual manteve-se calado.
- Volte inteiro para mim. – O olhar de Gina era comovente.
- Eu nunca te disse isso, mas antes de eu partir da Toca eu lhe deixei um presente, não sabia se voltaria a vê-la e acabei nunca lhe dizendo onde o havia escondido. Assim que você voltar para sua velha casa procure por um pedaço solto de madeira no assoalho do quarto em que eu dormi, lá você encontrara uma das coisas mais importantes que eu guardo.
- Você pode ir buscar comigo quando voltar.
Harry roubou-lhe um ultimo beijo antes de sua partida e logo em seguida caminhou para a porta, parando um pouco antes de sair.
- Boa sorte e cuidem-se. Gina não se esqueça, pedaço solto de madeira no quarto em que eu dormi. Adeus.
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Anderson-bsb – Opa, bom ver que você voltou e está gostando... A confusão Gina/Hermione esta meio resolvida, por hora, mas o mundo do harry vira de cabeça para baixo tantas vezes que mal da para saber como vai acabar, bom pelo menos para quem esta lendo a fic. Obrigado pelo coment, espero que você goste deste cap. Abraços
