N/A: Twilight não me pertence.

Obrigada Cella por ser minha beta/vendedora de peixe/pata marrom/traficante musical. Obrigada Dans por ficar me ouvindo tagarelar sobre isso no MSN. Obrigada Lou por toda ajuda com a história desde o começo.


Celebridade do Mês

Dia 20

Eu havia acordado deveria ter no máximo uns 5 minutos, mas ainda mantinha os olhos fechamos torcendo para que meu sono fizesse uma reaparição.

Em algum momento da noite eu rolei na cama e agora encarava o lado oposto a Edward e estranhamente ele não estava tocando alguma parte de meu corpo.

Querendo um pouco de aconchego, virei-me no colchão para abraçar meu namorado, porém fui surpreendida com a cena que observei. Edward estava dormindo e Nessie estava deitada em cima de sua barriga, sendo ninada pelos leves movimentos que Edward fazia devido sua respiração.

Com todo cuidado do mundo, levantei da cama torcendo para que os barulhos que eu produzia não fossem altos o suficiente para fazer com que eles despertassem, e peguei meu celular, aproximando-me novamente dos dois e tirando uma foto do adorável momento.

Deixando o aparelho em cima da mesinha de cabeceira, entrei mais uma vez embaixo das cobertas e passei minha mão suavemente pelo rosto de Edward, sentindo a sutil barba que estava crescendo. Os olhos dele mexeram rapidamente, mas continuaram fechados. Olhando o relógio que ficava em cima da mesa, vi que já era um pouco mais de 9 horas. Ele não ia ficar chateado caso eu o acordasse em um horário desses, ia?

Decidindo tentar minha sorte, beijei o queixo de Edward. Em seguida toquei meus lábios suavemente aos dele, em um inocente selinho. Hmmm... Qual seria o próximo local escolhido? As maçãs de seu rosto definitivamente mereciam um pouco da atenção de minha boca, assim como as suas pálpebras e sua testa. Ao olhar sua face por completo outra vez, um sorriso estava estampado nos lábios que eu tanto amava ter contra os meus.

- Acho que meu plano de te acordar deu certo... – falei e ele como resposta sacodiu a cabeça de um lado para o outro, indicando que não. – Ah, não funcionou? Hmmm, então como será que vou acordar o dorminhoco que chamo de namorado?

Edward estava se divertindo como uma criança, aguardando meu próximo passo. Abaixei meu rosto e desci um pouco na cama, de forma que tinha fácil acesso a um de seus mamilos. Isso não era brincadeira de criança. Passei minha língua levemente pela sensível pele e somente aquilo foi suficiente para Edward parecer bastante acordado.

- Porra, Bella! – exclamou levantando o torso parcialmente da cama.

- Cuidado com Nessie. – falei segurando a cadela que dormia pacificamente na barriga de Edward.

A pobrezinha acordou assustada e olhando os arredores. Quando ofereci um afago a sua barriguinha, ela voltou a deitar-se e abriu as perninhas.

- Minha fofinha! O papai te acordou, né? O que a mocinha está fazendo no nosso quarto? – perguntei olhando para Nessie, mas esperando uma resposta de Edward.

- Desci no meio da noite para pegar água e ela veio atrás de mim. Acho que Nessie, assim como você, também não é muito fã de tempestades.

- E você como nosso fiel protetor trouxe ela aqui para a cama.

- Claro! Tenho que tomar conta das minhas meninas. – ele disse pegando Nessie com uma mão e puxando-me para perto de seu corpo.

- Ela está tão crescida. – comentei olhando para a cachorrinha e percebendo o quanto ela havia mudado desde o primeiro dia em que pisei nessa casa.

- Sim. E ela ainda tem muito que crescer pela frente. Provavelmente vai chegar a altura de Alice, se colocarmos ela em pé. – disse me fazendo rir porque as chances de ele estar correto eram enormes.

- O que nos vamos fazer hoje mesmo? – questionei já que não me lembrava muito bem.

- Tanya vai gravar um DVD e eu vou fazer uma participação especial cantando "Eternal" junto a ela.

- Isso é hoje? Achei que fosse amanhã!

- Não. Pode checar seu celular. – ele disse. A partir do dia em que reclamei que ele não me avisava sobre os futuros eventos, Edward passou a me mandar sua agenda pelo celular e sempre atualizava qualquer alteração que era feita, assim como algum acréscimo. Alice também tinha o mesmo acesso que eu.

- Droga. Queria tanto que a gente tivesse um dia inteiro livre para ficarmos aqui em casanamorando como qualquer casal normal. – protestei afundando meu rosto em seu pescoço.

- Infelizmente nesse meio é difícil ter uma rotina normal, mas a gente só tem que sair daqui mais tarde. Tenho que fazer passagem de som com ela lá pelas 18h. Os portões do show são abertos às 20h e ela entra em palco às 21h30. Antes de meia noite nós estamos em casa. E durante o show você fica no backstage comigo.

- Mas eu não vou poder nem te dar um beijo ou qualquer coisa do gênero. Aposto que a Jessica vai estar lá, né? – resmunguei.

- Sim, ela vai, mas a gente arruma um jeitinho. – ele falou dando um beijo em minha testa.

- A gente deveria tentar achar um namorado pra ela, quem sabe assim ela não larga do seu pé?

- É uma boa proposta. – ele falou soltando um riso. – Talvez nos possamos arrumar um encontro entre ela e Benjamin? Ou talvez com Felix?

- Não, eles são gente boa de mais, não merecem passar por isso. E acho que Benjamin é casado, você nunca reparou na aliança dele? Se bem que pensando por esse lado, eles poderiam ter um caso, aí a esposa dele iria descobrir e assassinaria a Jessica como vingança pela traição do marido. – falei, meus olhos perdendo um pouco do foco imaginando toda a situação.

- Carrapata? Acho que você está vendo muitos filmes. E me assustando um pouco com essa linha de pensamento psicopata.

- Desculpa. Vamos inscrever Jessica num site de relacionamentos. Quem sabe ela não se apaixona e um dia resolve encontrar pessoalmente com um homem? Só que na verdade ele vai ser um cara que não quer nada com ela, mas que faz tráfico de órgãos. – falei olhando para Edward e vendo que ele estava de fato um pouco assustado com as situações que eu criava na minha mente. Não aguentando o quão perplexo ele estava, comecei a rir. – Só estou brincando, Cachorro. Eu não quero que Jessica morra. Bom, não na maioria das vezes.

- Ela pode ser um pouco chata às vezes... – ele começou a falar, mas eu logo o interrompi.

- Um pouco? Sério?

- Ok, ela é chata, mas é da profissão. Você tem que admitir que ela sempre foi responsável quando o assunto é minha carreira. Eu tenho medo desse tipo de mudança, de trocar alguém competente por alguém que não teria o mesmo cuidado que ela tem. – ele admitiu.

- Eu sei que ela é responsável, mas ela também acha que pode tomar conta de outras áreas da sua vida que não dizem respeito a ela.

-Exatamente. Ela só acha. Na verdade ela não tem controle algum. – ele disse abaixando o rosto e dando um rápido beijo em meus lábios.

- Não deixa ela se meter no meio da gente, ok?

- Nunca deixaria. Por que você está falando disso? Alguma coisa aconteceu? – indagou passando a mão pelos meus fios de cabelo que estavam livremente jogados sobre o travesseiro.

- Não. Só estou com um mau pressentimento desde ontem.

- Não se preocupa.

- Eu sei, é besteira da minha cabeça. – falei colocando a cabeça sobre o peito de Edward.

- Vamos começar com nosso dia? Acho que já enrolamos o bastante e a mocinha ali parece estar pronta para comer. – ele disse apontando para Nessie que já havia saído da cama e estava sentada em frente a porta, provavelmente nos esperando para sair do quarto.

- Quero tomar um banho primeiro. – falei me espreguiçando.

- Isso é um convite?

- Foi mais como um aviso, mas se quiser pode me acompanhar.

Nós tomamos banho com calma, conversando sobre todas as coisas aleatórias que vinham em nossas mentes. Certo momento Edward conseguiu me convencer a cantar com ele, mas eu me recusei a usar o shampoo como microfone alegando que isso era coisa de gente maluca – óbvio que ele não precisava saber que eu sempre fazia isso quando tomava banho sozinha.

Enquanto eu me secava, Edward fazia a barba e eu fiquei olhando seu reflexo no espelho, decorando cada traça seu.

- O que você tanto olha? – indagou limpando o barbeador e tirando o resto da espuma que cobria seu rosto.

- Você. – falei aproximando-me dele. – Parece que eu sempre tenho algo novo para descobrir. Hmmm...eu amo esse cheiro.

- Do creme para barbear?

- Uhum. Embora eu ache que você deveria deixar sua barba ficar uns 2, 3 dias por fazer.

- Vai arranhar seu rosto.

- Não ligo.

- Tentarei me lembrar disso então.

Ao descermos para o primeiro andar, Zafrina terminava de por a mesa do café da manhã.

- Estava na dúvida se vocês me acompanhariam para o café da manhã hoje. – Zaza disse colocando um apetitoso bolo sobre a mesa.

- Que exagero. Até parece que nós estamos sempre atrasados para o café da manhã. – Edward falou rolando os olhos e sentando-se na cadeira.

- Eu não me perdoaria se perdesse o café da manhã hoje. – comentei olhando o bolo de chocolate.

- Ainda bem que esse bolo já está em cima da mesa, hein? Do jeito que você está olhando para ele, era capaz de cair da mão de qualquer um que estivesse o segurando. – Edward disse como se eu fosse uma esfomeada.

- Ei! – exclamei fazendo uma careta para ele.

- Deixa ele, menina. Você quer uma fatia? – Zaza indagou.

- Sim, por favor. – falei contente, já sentindo minha boca salivar.

Zafrina cortou um nada modesto pedaço e colocou em meu prato. Já na primeira mordida, senti a massa macia e molhadinha; a calda cremosa dava-me vontade de pegar mais um pedaço, mesmo ainda não tendo terminado o que estava em meu prato.

- Você sabe que o bolo ainda vai continuar no seu prato, né? Você pode respirar entre garfadas que ele não vai sair correndo. – Edward comentou tentando segurar o riso e com a típica expressão que deixava claro que ele estava querendo implicar comigo. E conseguindo.

- Por que eu aceitei namorar ele mesmo? - questionei olhando para Zaza que riu imediatamente da minha pergunta.

- Na verdade, tecnicamente, você quem me pediu em namoro. Acho que algo como "eu quero tentar namorar você porque Edward, você é o cara mais legal do universo e eu sou louca por você" saiu da boca dela.

- Eu não falei isso! – exclamei sentindo meu rosto corar.

- Falou sim. Na verdade, vó, ela falou mais coisa, porém, por respeito a senhora, prefiro manter certos detalhes em sigilo.

- Edward! Ele está mentindo, Zaza!

- Tudo bem, menina. Eu não vejo problemas em uma moça que toma iniciativa e não tem vergonha de explicitar sua paixão.

- Zafrina, é mentira dele, eu juro! – falei, mas a senhora só ria juntamente a Edward. – Vocês gostam de me ver sem graça, né? Tudo bem...

- Ih, vovó. Agora ela vai ficar emburrada. – Edward disse e eu rolei os olhos. – Carrapata? Carrapata? Carrapatinha?

- Que é?

- Desculpa. Prometo que eu não vou implicar com você mais...por hoje.

- Imagino o grande sacrifício que será para você. – falei cortando mais um pedaço de meu delicioso bolo.

- Porque você não come a parte de cima? – questionou.

- Achei que você não ia implicar mais comigo hoje. – murmurei.

- Não é implicância, é honestamente uma curiosidade.

- Porque eu guardo a melhor parte para o final. E essa parte aqui – expliquei apontando para a calda -, é definitivamente a melhor.

- Deixa eu provar. – pediu.

- Ai, pega um pedaço para você.

- Eu só quero provar.

- Mas é bolo de chocolate e tem um pedação ali.

- Só uma provinha.

- Tsc. Irritante... – murmurei cortando um humilde pedaço e levando o garfo até a boca dele.

- Hmmm. – ele gemeu lambendo os lábios e por alguns segundos deixando-me hipnotizada. – Está realmente bom.

- Vocês dois... – Zaza falou balançando a cabeça de um lado para o outro e com um sorriso no rosto. – Se soubesse que você gostava tanto assim de bolo, Bella, faria mais vezes. Edward nunca foi muito chegado nessas coisas.

- Eu amo bolo. Esse está maravilho. Será que você pode me passar a receita depois? Eu amo cozinhar, pena que raramente tenho a oportunidade. A última vez que tive a chance de fazer alguma coisa foi quando você tirou folga e nós tivemos que almoçar em casa.

- Bom, então você terá outra oportunidade amanhã. Eu tenho que visitar meu irmão e hoje não ficarei para o jantar e só retorno depois de amanhã, bem cedinho.

- Ele está melhor? – Edward questionou.

- Infelizmente não. Ele provavelmente vai questionar algumas vezes quem eu sou. – Zafrina afirmou com tristeza.

- Sinto muito, vovó. – Edward falou colocando a mão sobre a da senhora.

- Tudo bem, menino. Eu já estou preparada. – claramente querendo mudar de assunto, Zaza virou-se para mim. - Vou escrever a receita para você, querida. Quer que mande Carmen comprar alguma coisa no mercado depois que ela acabar de limpar a sala de música?

- Não, amanhã eu me viro com o que tem. Edward vai me ajudar.

- Edward? Ajudando alguém na cozinha? Essa eu gostaria de ver! Não tem como vocês filmarem?

- Da outra vez eu fui um ótimo ajudante. Conta para ela, Carrapata.

- Ele é bastante atrapalhado, mas até que conseguiu fazer algumas coisas direitinhas. – falei e Edward ficou todo orgulhoso de meu comentário.

- Sendo assim, eu já posso me aposentar.

- A senhora só trabalha porque é teimosa. Já falei que poderia achar outra pessoa para fazer a comida da casa e a senhora continuaria vivendo aqui.

- Não, mocinho, de forma alguma. Você sabe que eu preciso do dinheiro para ajudar meu irmão.

- E a senhora sabe que eu não me importaria em ajudá-lo.

- Edward, não adianta. Você não vai me convencer. Enquanto eu puder trabalhar, é isso que eu farei.

- Viu? Teimosa. Bella também é assim.

- Eu não sou teimosa! – reclamei olhando para Edward, mas ao invés de rebater minha resposta, ele começou a rir. – O que foi?

- Sua boca está toda suja de chocolate.

- Onde? – perguntei passando a mão no canto da boca.

- Mais para cima.

- Saiu?

- Ainda não.

- Limpa. – pedi virando o rosto em sua direção, porém Edward achou que quando solicitei sua ajuda, ele deveria usar a língua e não a mão.

- Pronto. – ele disse sorrindo para mim e com certeza fazendo meu rosto ficar num tom escarlate.

- Edward, você acabou de me lamber na frente da sua avó. – cochichei.

- O que tem? Eu lambi o canto da sua boca, não é como se eu tivesse lambido lá... – falou olhando para o meio das minhas pernas. Deus, meu rosto estava fervendo.

- Querida, antes que você comece a soltar fogo pela boca, de tão vermelha que está sua face, eu vou deixar a mesa, ok? – Zafrina disse e pelo tom de sua voz eu sentia que ela estava segurando o riso. Eu ainda não tinha coragem suficiente para olhar em seus olhos. – Edward, vou adiantar o almoço e deixar tudo pronto para você. Logo depois vou embora, ok? Vocês ainda vão precisar de mim para mais alguma coisa?

- Não, só isso. Eu tenho que sair daqui lá pelas 17h30, a gente provavelmente vai jantar fora. Muito obrigado.

- Não é nada.

- Edward, você não pode sair me lambendo assim. – comentei após comer o último pedaço do meu bolo.

- Você nunca reclamou...

- Na frente dos outros não pode.

- Ok. Por sinal, você se sujou de novo.

- Limpa.

- Posso lamber?

- Cada dia que passa você começa a parecer mais com um cachorro.

- Isso quer dizer que sim?

- Ok, mas só porque não tem ninguém aqui.

Após o café da manhã, Edward pediu que eu o acompanhasse até a sala de música, que Carmen havia acabado de limpar, porque supostamente ele tinha algo para me mostrar. Eu sinceramente desconfiava que aquilo era alguma desculpa para nos manter a sós, mas fui surpreendida quando ele sentou ao piano e começou a tocar algumas notas.

- Você conhece essa canção? – perguntou.

- É a mesma música que você estava tocando quando eu entrei aqui no primeiro dia. – comentei reconhecendo as notas.

- Sim.

- Ela é sua?

- Não. Ela se chama "La Plage", é de um artista francês chamado Yann Tiersen. Uma das minhas canções favoritas de tocar.

- É linda. Um tanto quanto melancólica, mas acredito que as melhores músicas surgem desse sentimento.

- Eu escrevi uma coisinha ontem. – ele falou, de certa forma tímido.

- Sério? – indaguei curiosa.

- Aham. Você quer ouvir?

- É claro.

Quando Edward começou a tocar a música que havia escrito, fui pega de surpresa pela canção e pela forma que ele tocava. Seus olhos se fecharam assim que as primeiras teclas do piano foram pressionadas e os meus se cerraram também, deixando que a doce melodia tomasse conta de mim.

Eu respirava fundo e pedia que meu coração tentasse se acalmar e acompanhasse o compasso da música, mas era em vão, já que ele continuava a bater acelerado. Meu estômago estava cheio de borboletas e eu sentia que meus olhos estavam involuntariamente enchendo de lágrimas, mas não por tristeza, não era aquilo que essa canção me passava. Era, na verdade, totalmente o oposto.

Um pouco de felicidade, conforto. Como se apenas algumas notas me fizessem recordar de todas as coisas boas que aconteceram comigo. Lembrava-me dele, do que eu sentia por ele. E do que ele sentia por mim. Ao mesmo tempo dava-me vontade de sentar num jardim, encostada nele e somente sentindo o vento bater em minha pele. É impressionante o quanto algumas músicas conseguem dizer sem ao menos conter letras. Era como se eu tivesse sido transportada para outro lugar.

Quando a música terminou, eu estava como uma tola tentando limpar as lágrimas que caíam em minhas bochechas e lutando contra o sorriso bobo que estava estampado em meu rosto.

- É tão torturante ouvir algo meu que você começa a chorar? – ele perguntou saindo do banco e caminhando em minha direção.

- É linda. Como eu não percebi você compondo uma música ontem? – questionei.

- Eu escrevi quando você estava dormindo. Quando desci para beber água não aguentei e tive que tocar as notas que estavam passando pela minha mente. Você gostou?

- É claro que gostei. Eu amei. É linda.

- Obrigado. Ainda faltam uns toques finais. – ele falou dando um beijo em minha bochecha. – Eu com certeza não conseguiria produzir algo desse tipo se você não tivesse surgido em minha vida.

- Até parece que você nunca tinha composto uma bela canção antes.

- Eu já escrevi diversas músicas, mas essa é a única que foi feita somente para você e eu. Bom, pelo menos por enquanto. – ele falou dando um risinho.

- É nossa? – perguntei surpresa com a afirmação dele.

- Sim. E de mais ninguém.

- Ótimo. – falei com um sorriso estampado na boca. – Aposto que essa música é mil vezes mais bonita do que a que você escreveu para a estrangeira.

- Meu Deus, você ainda não esqueceu isso?

- Até parece que eu vou esquecer que meu namorado já compôs uma canção para outra garota. Pelo menos todo mundo falava que a música era uma porcaria.

- Obrigado pela parte que me toca.

Zafrina bateu na sala de música alguns minutos depois e se despediu de nós, informando que estaria de volta no dia depois de amanhã. Edward aproveitou para dispensar também Carmen, dizendo que ela poderia aproveitar o resto do dia para ficar junto ao marido que estava se recuperando.

Quando o horário do almoço se aproximou, nós fomos para a cozinha e esquentamos – ou melhor, eu esquentei porque Edward é tão bom na cozinha que quase colocou o purê de batatas que estava tampado com papel alumínio dentro do micro-ondas – a comida que Zafrina havia deixado para nós. A mesa estava praticamente toda posta, quando fomos interrompidos pelo interfone, indicando que alguém estava do lado de fora da casa e aguardando para entrar.

Óbvio que foi somente tempo de levantar da cadeira que fomos surpreendidos com Alice entrando na sala de jantar.

- Não precisa levantar para atender, gente. É somente Dimitri informando que eu cheguei. Oi. – ela falou sentando-se à mesa com a maior naturalidade do mundo. – Hoje tem a gravação do DVD de Tanya, né? Já sei com que roupa vocês vão.

- Imaginei que você saberia. – Edward murmurou. – Mas a roupa que vou usar durante o show foi uma escolha da equipe de Tanya.

- Era para ser uma escolha deles. Eu dei meu jeito. Você vai com a roupa que eu escolhi, pode ficar tranquilo, irmãozinho. – ela disse sorrindo.

- Não sei se isso é melhor ou pior.

- Alguma vez eu já te vesti mal?

- Sei lá. – ele falou como se não se importasse, mas a cara um tanto quanto dramática de choque que Alice fez, o obrigou a repensar sua resposta. – Sempre elogiam as roupas que eu uso, então imagino que você sempre faça um bom trabalho.

- Eu nunca erro, Edward. – afirmou como se fosse a coisa mais óbvia do universo. – Gente, vocês não sabem!

- Deveríamos saber? – perguntei.

- Contei para mamãe e papai sobre Jasper. – informou colocando a mão na testa, sua expressão era de sofrimento. Nesses momentos eu tinha vontade de perguntar se ela já havia feito aulas de teatro ou se aquilo era talento nato.

- E aí? – Edward e eu questionamos juntos.

- E aí que mamãe ficou chocada, né? Não acreditou, mas depois disse que já havia escutado falar do trabalho dele. Não ousei perguntar mais sobre isso. Já o papai não engoliu muito bem, mas eu dei uma chorada e ele ficou meio sem jeito. Agora já está tudo bem. – finalizou com um enorme sorriso.

- E Emmett? – Edward indagou.

- Rose disse que ele ficou um pouco emburrado primeiro, depois falou que "deu um jeito". Não quero saber o que ela fez. Só espero que vocês se comportem decentemente depois de saber a verdade sobre Jasper e não fiquem enchendo o saco dele com perguntas.

- Não quero nem imaginar como vai ser a próxima vez que nos encontramos. – Edward falou balançando a cabeça de um lado para o outro. – E espero sinceramente que eu nunca tenha visto algum filme dele.

- Bella já viu... – Alice comentou.

- Alice!

- O quê? – Edward praticamente gritou.

- A sua irmã quem me mostrou.

- Por que você mostrou um filme pornô do seu namorado para minha namorada?

- Ele não era meu namorado na época! E Bella ainda não era sua namorada, também. Sem dramas, eu só queria dividir minha descoberta com alguém.

- Você sabia que ele era um ator pornô antes mesmo de começarem alguma coisa? – Edward indagou estupefato.

- Claro. Eu fiquei curiosa, né?

- Meu Deus, essa família é insana. – escutei Edward murmurar.

- Não me diga... – falei olhando para ele. Se tinha uma pessoa nessa casa que ficava chocada com tudo isso, era eu, que os conhecia há menos de um mês.

- Sem drama, gente. O que importa é que estamos todos felizes.

- É. Acho que no fim de tudo é realmente isso que importa, porque se fôssemos levar em conta a sanidade dessa família, os resultados não seriam muito animadores. – Edward concluiu.

Após o almoço, Alice nos mostrou a roupa que havia separado para usarmos à noite e, ao contrário do que imaginávamos, ela não ficou na casa para nos instruir sobre cada detalhe das peças. Jasper e ela tinham um encontro marcado para, mais ou menos, o mesmo horário que nós deveríamos sair de casa e Alice informou que já deveria estar se arrumando.

Acho que Jasper era exatamente o que faltava na vida de Alice e ela nunca se deu conta.

Nossa tarde seguiu de forma pacata, ficamos na sala de estar observando o dia nublado lá fora e conversando sobre o nosso passado, descobrindo sempre um pouquinho mais sobre as coisas que decorreram em nossas vidas quando ainda não nos conhecíamos. A hora passou rapidamente e quando percebemos, já deveríamos começar a nos preparar para o show que aconteceria mais tarde.

Assim que ficamos prontos, Felix aguardava do lado de fora da casa para nos levar até o Nokia Theater, local onde ocorreria a gravação do DVD de Tanya. Jessica havia ligado para Edward um pouco antes de sairmos e informou que infelizmente só estaria presente no evento a partir das 20h e não assistiria a passagem de som, pois estava resolvendo algo sobre um trabalho futuro de Edward. Vamos dizer que eu não fiquei nem um pouco triste com tal notícia.

Quando chegamos ao local, fiquei surpresa ao ver alguns paparazzi. Reconhecendo o carro de Edward, os homens tiraram fotos de nossas janelas, mas provavelmente não conseguiram ver muita coisa, graças aos escuros filmes que cobriam o vidro.

Tanya já estava ensaiando algumas músicas quando entramos pelo backstage. Ela trajava uma justa calça jeans e uma regata branca, deixando visível seu sutiã vermelho. Eu sinceramente não entendo porque essas meninas fazem voto de castidade e usam roupas que só fazem a mente dos homens pensarem coisas nada inocentes.

A assessora da jovem cantora, ao avistar Edward, veio em nossa direção e nos disse que Tanya só cantaria mais uma música e em seguida Edward poderia juntar-se a loira no palco para ensaiarem a famosa canção "Eternal".

- Ela precisa usar esse tipo de roupa? – indaguei.

- O que tem de errado com a roupa dela?

- Essa calça é tão apertada que estou até impressionada que ela consegue se mover.

- Meu Deus, como você é implicante! – ele disse rindo.

- Só estou falando a verdade.

- Você está sendo implicante, Carrapata, admita. Se for assim, eu deveria presumir que toda vez que você usa um decote, sua intenção é mostrar os peitos para todo mundo.

- É claro que não!

- Viu como é ruim quando as pessoas julgam? Não tem porque fazer o mesmo com Tanya. Ela provavelmente se veste assim porque gosta.

- Não sei por que você defende tanto ela. – resmunguei.

- Porque eu vivo em um meio em que tudo que as pessoas fazem é te julgar sem ao menos te conhecer. Não é fácil. Um dia você vai entender o que eu estou falando.

- Eu já entendo. Afinal, não ando sendo chamada de pivô do término do seu fictício relacionamento com Tanya?

- Pois é. Tá aí mais um motivo para você dar chance a Tanya.

- Eu vou tentar ser menos implicante. – prometi.

- Meu Deus, por um acaso você acabou de admitir que estava realmente de implicância? Só falta agora admitir que tudo isso é porque você morre de ciúmes de mim. – ele disse com um sorriso no rosto. Convencido.

- Eu não sou ciumenta. Não me olha assim, cala a boca!

- Claro que você não é ciumenta, eu quem sou. – falou debochado.

- Você é. – afirmei lembrando do showzinho que ele dava sempre que Jacob aparecia.

- Posso até ser, mas não sou o único. – disse olhando em meus olhos.

- Se você quer pensar assim... – falei desviando o olhar.

- Você não tem com que se preocupar, já falei: prefiro morenas, com belos olhos castanhos e deliciosos seios. – ele sussurrou em meu ouvido.

- Eu já entendi, Edward. Você só está comigo por causa dos meus peitos.

- É claro! Você pensou que fosse pelo quê? Pelo fato que você é bem humorada, ótima pessoa para conversar sobre qualquer coisa, inteligente, feminina, tem um enorme sorriso, me deixa te perturbar e é basicamente a mulher mais incrível que eu conheci? Claro que não! Os peitos são meu único motivo.

- Eu tentaria dar o troco e falar que só estou com você por causa do seu pênis, mas isso provavelmente só alimentaria seu ego.

- Provavelmente. – ele disse dando uma risada.

De repente, senti seu dedo tocando discretamente a palma de minha mão, num sutil gesto de afeto. Aproximei meu corpo do dele e encostei apenas por alguns segundos minha cabeça em seu braço.

- Você é tão importante para mim. – falei baixinho. Ainda não conseguia entender por completo como alguém se tornou tão essencial na minha vida em tão pouco tempo.

- Você também é importante para mim, Carrapata. Muito.

- Edward! – Tanya exclamou, pelo microfone, olhando para nós e o chamando com a mão. – Venha! É hora de trabalharmos.

Eles cantaram a música apenas duas vezes, contentes com o resultado que haviam obtido. Como ainda faltavam algumas horas para que o show começasse, Edward pediu que Felix comprasse para nós o jantar em um famoso restaurante chinês da área. O forte homem não demorou muito para chegar com nosso pedido. Ambos estávamos comendo um delicioso yakisoba de carne e Felix também devorava a refeição que havia escolhido.

Assim que me dei por satisfeita, peguei um biscoitinho da sorte e o comi antes mesmo de ler o que estava escrito.

- Para de mastigar! Você tem que saber o que está escrito antes de comer. – Edward falou apontando para o papelzinho que estava em minhas mãos. – O que diz?

- "A crise traz oportunidade para mudanças". – li e parei de mastigar na mesma hora. – Que crise?

- Falei para você ler antes. – Edward falou balançando a cabeça de um lado para o outro.

Eu, agindo por impulso, cuspi o resto do biscoito que estava em minha boca dentro do potinho em que veio a comida.

- Minha namorada é uma lady.

- Isso significa que eu vou ter alguma crise? – indaguei preocupada, relendo o papel que estava dentro do biscoito pela segunda vez.

- Eu diria que a senhorita já está tendo... – ouvi Felix murmurar.

- Ei! Eu estou escutando, viu?

- A senhorita não deveria se preocupar com essas coisas. Já cansei de tirar bobagens de dentro desses malditos biscoitos.

- Verdade, Carrapata. Eu estava apenas te provocando. Você anda se preocupando por bobeira. Vai ver a mudança a qual o papel se refere, é que você deveria ser menos paranoica. – Edward falou.

- Isso era para fazer com que eu me sentisse melhor?

- Sim. Um pouco. Não funcionou?

- Não muito, mas eu vou tentar deixar isso de lado. De qualquer forma, eu não comi o biscoito por completo. – disse mostrando a ele os restos mastigados que estavam dentro do pote.

- Eu estou vendo. Deixe-me jogar isso fora e trocar de roupa. Já são quase 20h e Jessica vai chegar a qualquer momento. É bom que eu já esteja pronto antes que ela comece a reclamar no meu ouvido. Já volto. – ele disse indo para o banheiro com a roupa que Alice havia separado para ele fazer a performance.

Como Edward havia previsto, nem 10 minutos se passaram e Jessica chegou ao local.

- Cadê o Edward? – ela disse sentando em uma cadeira ao lado de Felix.

- Estava no banheiro. – ele falou saindo, desta vez não mais vestindo uma calça jeans e camiseta cinza.

Agora Edward trajava uma calça social azul marinho, uma camisa branca e um terno de mesmo tom que a calça. Envolta ao seu pescoço estava uma gravata preta que me fazia ter os mais pecaminosos pensamentos.

- Os portões já foram abertos. O show deve começar em aproximadamente 1 hora. Você já falou com Tanya? Como foi a passagem de som?

- Foi boa. Acho que estamos preparados para a gravação, caso algo dê errado ela me falou que a gente pode gravar mais de uma vez, mas acredito que tudo vá correr bem.

- Os paparazzi estão lá fora esperando conseguir alguma coisa. Eles conseguiram pegar alguma foto sua?

- Acho que não. Quando chegamos eles tentaram tirar foto pela janela do carro, mas provavelmente não viramnada graças ao vidro escuro.

- E se eles pegaram alguma coisa aposto que foi você e ela no banco de trás, não é? – indagou com uma cara emburrada.

- São os assentos disponíveis no carro, não é minha culpa. – Edward disse rolando os olhos. – Não vamos fazer disso uma tempestade em copo d'água, por favor.

- Seria interessante se você saísse em alguma foto com Tanya hoje.

- Tenho certeza que os fãs irão tirar milhões.

- Você entendeu o que eu disse, Edward. Uma foto para os paparazzi.

- Dar munição para eles continuarem esses boatos? De jeito nenhum. Você sabe muito bem que não é com ela que eu mantenho uma relação.

- Não é com ela? Então tem realmente alguém, né? – Jessica disse me fuzilando com os olhos.

- Foi forma de dizer. O que importa é que eu não vou alimentar essa indústria.

- Você esqueceu que está passando 24 horas com uma pessoa que trabalha nesse meio?

- Jessica, o meu trabalho é completamente diferente do que ficar criando boatos. Eu vou relatar 30 dias da vida do Edward, coisa que você e ele aceitaram há um mês quando estavam negociando com a revista. Se agora você resolveu criar algum problema com o que eu faço ou comigo pessoalmente, sinto muito. – falei com a cabeça quente, já não aguentando ficar mais no mesmo espaço que aquela mulher, mesmo que só houvessem passadoalguns minutos desde a sua chegada.

- Só falei a verdade. Querendo ou não, a indústria para qual você trabalha é a mesma que compra todas essas fotos dos paparazzi. E mesmo que eu tivesse um problema com você, sei que isso acaba em 10 dias. – ela falou dando um sorriso e fazendo com que eu quisesse voar em cima dela. Deus, eu não aguentaria ficar mais 10 minutos aqui dentro sem querer agredi-la de alguma forma.

- Com licença. – disse saindo do local e indo para o lado de fora da sala que estávamos.

- Ei, tá tudo bem? – Edward perguntou segundos depois, ao encontrar-me no corredor.

- Sério que você está me perguntando isso? – indaguei com raiva. – Ela me odeia. E eu com certeza não a amo. Quanto será que custa para contratar um assassino profissional?

- Eu vou ter uma conversinha com ela. Sei que ela está passando dos limites.

- Jessica não conhece limites!

- Eu sei. As coisas vão melhorar, ok? Eu prometo. Vamos lá para dentro.

- Vou ficar aqui fora um pouco. Pega minha bolsa para mim? – pedi.

- Ok.

Quando Edward retornou com a minha bolsa, peguei meu celular e respondi algumas mensagens. Em seguida liguei para Jake, mas infelizmente a ligação foi para a caixa postal. Ao ligar para Angela, obtive sucesso.

- A sumida finalmente resolveu me ligar? Só ando tendo notícias suas pelas revistas.

- Nem me fala. Desculpa, Ang.

- Tudo bem, estou apenas brincando com você. Parcialmente. Como estão as coisas?

- Maravilhosas e ao mesmo tempo enlouquecedoras.

- Conta.

- Tudo com ele – falei olhando para aos arredores e checando se alguém estava por perto. – está sendo incrível, sabe? Estou sentindo coisas que nunca imaginei que fossem possíveis, ainda mais em tão pouco tempo. Se fosse só a gente, no nosso cantinho, seria perfeito. O problema é a repercussão que isso está começando a ter.

- Por que vocês não assumem logo?

- Ia ser difícil, Ang. Acho que mais difícil do que conviver com essas fofocas. Fora que tem a irritante da assessora dele.

- Ih, aquela mal-comida?

- Isso. Ela me odeia.

- Inveja.

- Deve ser. – bufei.

- Amiga, respira fundo. Mesmo com essas coisas ruins, vale a pena?

- Sim. Claro.

- Então engole. Querendo ou não essazinha vai ter que se acostumar com você.

- É difícil pensar nessas coisas quando ela começa a me encher o saco.

- Eu sei, mas tem momentos que a gente tem que engolir o sapo.

- É... – falei suspirando. – Desculpa ficar reclamando. Já fico um tempão sem te ligar e quando ligo é para te encher com meus problemas.

- Para de bobagem. Deus sabe quantas vezes você já teve que me escutar reclamando dos problemas que eu tive com a avó de Ben no começo do nosso relacionamento. Ainda bem que a velha morreu. Ai gente, não deveria falar essas coisas, né? Perdão, Senhor. – ela disse sério fazendo com que eu soltasse uma gargalhada.

- Ai que saudade de ficar matando tempo com você! – disse.

- Nem me fala. Vamos nos encontrar quando você terminar a matéria de Edward?

- Sim, vou reservar um tempinho para você sem falta.

- Acho bom! Falando nisso, vocês já resolveram o que vão fazer quando os seus dias morando com ele acabarem?

- Ainda não. Ele não tocou no assunto.

- E por que você não perguntou para ele?

- Sei lá. Acho que estou tentando não pensar nisso e curtir o momento.

- Ah sim, mas o que acha de tocar no assunto com ele? Só por alto.

- É. Vou tentar aproximar o tópico. – refleti. - Conte-me sobre você. Como está?

Angela então prosseguiu em me contar todos os acontecimentos bombásticos que eu havia perdido nos últimos dias, inclusive cada detalhe do jogo de basquete beneficente que Edward havia participado, mas óbvio que ela só tinha olhos para o "moreno maravilhoso do Jacob Black, suado, musculoso. Talento nato com aquela mão grande, imagine outras coisas.". Minha amiga não tinha jeito. Eu realmente temia pelo dia que ela descobrisse a real opção sexual de Jacob.

- Carrapata, o show vai começar em 10 minutos. – Edward disse aparecendo no corredor.

- Ok, só estou terminando a ligação. Vocês vão ficar onde?

- Eu te espero. A gente vai ficar do lado do palco, vendo de lá mesmo. Vou voltar lá para dentro, quando acabar me chama, ok?

- Ok. – respondi a ele. - Ang, tenho que desligar. Obrigada por me ouvir.

- Já falei que não tem problema, mas se um dia você quiser me agradecer por outra coisa, eu aceito como retribuição que você me apresente Jake. Acho o fim do mundo você ter o número dele, ser amiga dele e ainda não ter me convidado para dividir esse ilustre homem.

- Pode deixar, vou providenciar isso. – falei rindo.

- Sei. Já estou escutando esse papo há meses.

- Dessa vez eu prometo!

- Quero só ver! Beijos.

- Beijos, tchau.

Desliguei o celular, mas antes de colocá-lo em minha bolsa, decidi trocar o plano de fundo. Busquei a foto que havia tirado pela manhã e agora ela adornava a tela de meu celular. Meu Cachorro e minha cachorra. Não importa o quanto Jessica seja irritante, era esse tipo de coisa que sempre me lembrava que tudo valeria a pena.

Alguns segundos antes de Tanya entrar no palco, nós chegamos ao backstage para assistir o show com exclusividade. A jovem cantora claramente sabia como fazer uma performance.

A música de abertura contava com uma enorme cascata de fogos de artifício que foi acionada assim que a loira apareceu pela primeira vez para os fãs que a aguardavam ansiosamente. Ela cantava ao vivo e conseguia dar conta de manter-se afinada mesmo com os difíceis passos de dança.

A plateia ia a loucura, todos cantavam juntamente à menina, com cartazes levantados com palavras de amor e elogios. Tanya era realmente um ícone pop de sua geração.

No momento que um assistente chamou Edward para colocar o ponto antes de entrar no palco, minha ansiedade tomou conta de mim. Não levou muito para que meu namorado estivesse dividindo o palco com a queridinha da América e suposta – falsa! – namorada.

Como a canção que eles cantavam falava sobre amor, eles tentavam demonstrar tal sentimento no palco. No telão passavam alguns flashes do clipe que eles gravaram há alguns dias, acredito que com exclusividade. Os fãs estavam loucos, gritando, alguns chorando e sempre acompanhando as letras das músicas. Eu, por outro lado, estava me contorcendo. Tanya tinha a mão no ombro de Edward e cantava cada frase olhando nos olhos dele. Isso é só uma apresentação, Bella. Para de sentir ciúmes.

Quando a apresentação – que parecia durar para sempre – terminou, Edward agradeceu a todos que estavam presentes e também a Tanya, dizendo que era um prazer trabalhar com uma cantora de grande talento. Puxa-saco.

- E aí? Gostaram? - Edward questionou com um sorriso no rosto assim que chegou ao nosso lado.

- Foi muito bom. – elogiei sinceramente. Tinha que ser franca que o show estava ótimo.

- Trabalhando com alguém desse porte não tem como as coisas darem errado. – Jessica disse. – Sua carreira só decola quando você dá um show desses.

- Que horas nós vamos sair? – Felix indagou parecendo um pouco entediado com o show. Acho que aquele tipo de música não era seu preferido.

- Seria bom que ficássemos até o final. – Edward disse. – Vou trocar de roupa.

Nós permanecemos em silêncio ao lado do palco vendo o show decorrer. De repente, meu celular apitou indicando uma nova mensagem.

Me encontra no banheiro. ~ Cachorro.

Edward só me metia em situações difíceis. Como diabos eu ia sair daqui sem chamar atenção de Jessica para onde estava indo?

- Com licença, recebi uma mensagem do trabalho. Vou sair daqui para atender por causa do barulho. Se Edward chegar, avisem a ele que já volto, por favor. – menti.

Eu corri para o local que estávamos antes e entrei direto no banheiro, fechando a porta com cuidado, como se fosse uma criança brincando de pique-esconde, mas ao contrário dos meus tempos de infância, largas mãos envolveram minha cintura e um beijo foi dado em meu pescoço. Somente pelo seu jeito, já sabia que era Edward atrás de mim.

- Você veio rápido. – ele sussurrou no meu ouvido.

- Inventei uma desculpa esfarrapada que tinham me ligado do trabalho.

- Você está ficando boa em improvisar desculpas. – ele disse com um sorriso, usando suas mãos para me virar e finalmente ficarmos cara a cara.

- Culpa sua que me coloca nessas situações.

- Tá tudo bem com você? – perguntou dando um doce beijo em minha testa.

- Sim. – disse suspirando. – Só estava irritada com Jessica, mas já melhorei.

- Ok. Não quero te ver preocupada. – disse abaixando o rosto e juntando seus lábios aos meus.

Nós permanecemos lá durante apenas alguns minutos, trocando suaves beijos e carícias, nada mais que isso. Edward deixou o banheiro primeiramente e eu fui um pouco depois, evitando que alguém percebesse que estávamos juntos.

O show de Tanya durou aproximadamente mais 40 minutos e após se despedir de seus amorosos fãs, a cantora foi para seu camarim trocar de roupa e descansar da exaustiva performance. Edward passou para se despedir e eu falei brevemente com a loira, elogiando o espetáculo e ela pareceu contente por ouvir tal comentário.

Ao deixarmos o local – sem Jessica que optou ficar -, alguns paparazzi nos viram passando e por mais que estivéssemos distantes, ainda foi possível escutar uma de suas inconvenientes perguntas.

- Edward! Tanya não ficou chateada por você trazer Isabella para o show? – um homem gritou.

Será que eles nunca iriam parar com essas malditas perguntas? Aquilo nem era verdade! Quantas suposições eles são capazes de criar em cima de uma mentira?

Nós entramos no carro e Felix seguiu para casa, finalmente nos dando um pouco de paz e tranquilidade nessa agitada noite. Assim que entramos pela porta principal, Nessie veio correndo nos cheirar, provavelmente contente por ter alguém em casa, já que Zafrina e Carmen só retornariam depois de amanhã.

Edward encheu o potinho da cadela com água e logo depois despejou um pouco de ração em outro, para o deleite de Nessie.

- Vou trocar de roupa. – Edward falou quando já estávamos em nosso quarto.

Eu quase o segui para fazer a mesma coisa, porém hoje mais do que qualquer dia, eu sentia uma necessidade dele. De tê-lo perto de mim. Em mim. 20 dias passaram tão rápido e eu queria que cada segundo fosse aproveitado da forma que nos convinha.

Pensando dessa forma, não fui para o closet colocar o típico camisão que dormia todas as noites. Não. Desta vez eu me despi, ficando apenas de calcinha e coloquei minha roupa dobrada em cima da cadeira, aguardando por Edward.

A cara dele, quando me viu, foi impagável. Ele olhou para mim, depois congelou, como se seus olhos não acreditassem no que estavam vendo.

- Por um acaso eu tropecei enquanto trocava de roupa, bati a cabeça e agora estou no céu? Ou somente alucinando? Porque Carrapata, eu juro que estou vendo você na minha frente usando calcinha e nada mais. – falou fitando-me com seus olhos inebriados de desejo.

- Eu quero você. - afirmei aproximando-me dele.

- Você me tem. – disse com um sorriso estampado no rosto.

Sem palavras para descrever o que eu sentia, apenas coloquei minhas mãos em volta de seu pescoço e fiquei na ponta do pé, beijando-o com toda liberdade que não tínhamos fora dessa casa.

As mãos dele rondaram, sem hesitar, por todo meu corpo. Acariciando, provocando. Eu sentia a maciez de seu cabelo e minha paixão era transmitida por lábios que tocavam todos os lugares que alcançavam.

Juntando toda força que tinha, empurrei Edward para cama. Ele caiu com vontade no colchão, surpreso.

- O que aconteceu com você hoje? - indagou com um sorriso no rosto, aparentemente gostando de minha iniciativa.

- Eu quero fazer uma coisa... - falei ficando de joelhos em frente a ele.

- O quê? – questionou abaixando o rosto e dando-me um leve beijo nos lábios.

- Levanta. – pedi com as mãos em cima de sua cueca. Edward se moveu e eu consegui, com facilidade, remover o tecido de seu corpo.

Ele, sem mais questionar, colocou uma mão em meu seio e o massageou suavemente, curvando-se para que fosse possível juntar nossas bocas. Já eu, passava minha mão suavemente por sua coxa, até chegar em seu membro, o acariciando vagarosamente com meus dedos, apenas um leve estímulo.

Sentindo que ele estava ficando mais firme, o segurei em minha palma e cheguei um pouco mais para frente, de forma que conseguia facilmente passar a cabeça de seu membro por um de meus mamilos.

- Merda! – ele falou olhando para o que eu fazia. – Você vai me deixar foder seus peitos?

- Sim. – respondi tentando não me sentir envergonhada.

- Puta merda...

Ainda com sua ereção em minha mão, abaixei o rosto e chupei apenas a cabeça de seu membro. Em seguida, repeti a ação anterior, só que desta vez passando somente seu topo, coberto por minha saliva, em meu mamilo. Edward parecia maravilhado e eu devo admitir que estava gostando muito mais disso do que eu imaginava.

O tomei novamente em minha boca, sugando devagar. Meus olhos não deixavam sua face, percebendo por suas expressões quando eu fazia algo que o enlouquecia. Em seguida, passei minha língua por toda sua extensão, o deixando molhando para que deslizasse com facilidade quando estivesse entre meus seios.

Satisfeita com a forma que ele estava, coloquei sua ereção entre meus seios e os segurei com as minhas mãos, de certa maneira prendendo seu membro entre eles.

- Eu não sei muito bem como fazer isso. – admiti sentindo minhas bochechas corarem.

- Está ótimo... – ele falou.

Comecei então, a mover para cima e para baixo. A expressão no rosto de Edward me mostrava que ele estava verdadeiramente gostando disso. Ele começou a mexer os quadris um pouco, num movimento similar ao que eu fazia com meus seios.

Procurando intensificar seu prazer, coloquei minha boca ao seu redor, chupando seu membro que ainda estava no vale entre meus seios. Olhando para ele, depositei um doce beijo em seu topo, em seguida fazendo um movimento circular com minha língua pelo local. Eu pensei que seus olhos fossem pular de sua face.

Embora o fato de ter Edward entre meus seios fosse um estimulo para ele, as reações que ele tinha e o erotismo de tê-lo em minha boca, acabavam por me deixar excitada.

Soltei uma das mãos que segurava meu seio e caminhei com a mesma até o meio de minhas pernas, tentando aliviar de alguma forma o desejo que eu estava sentindo.

- Você está se tocando? – indagou surpreso.

Evitando palavras – era sempre difícil exprimi-las na hora do sexo – encostei meu dedo em meu úmido sexo e retirei logo em seguida, o mostrando para Edward.

- Acho que você quer me matar. – concluiu quase me fazendo rir, mas tentei me controlar.

Retornei minha mão para dentro de minha calcinha e, afastando meus seios de seu membro, o tomei em outra mão, fazendo leves movimentos para cima e para baixo. Com a ajuda de minha boca, estimulei sua parte mais sensível, sugando com vontade e movendo minha língua ao seu redor.

Ele, por sua vez, levou as mãos até meus seios, os massageando e brincando com meus mamilos do jeito que eu gostava.

Aumentei o ritmo que o chupava e comecei a massagear seu saco, sentindo que faltava pouco para ele gozar.

- Posso gozar neles? – ele perguntou, ainda com as mãos em meus seios.

- Sim.

Ao ouvir minha permissão, Edward não levou muito tempo para começar a gemer e em segundos, senti seu gozo escorrendo em meu seio.

- No calor do momento eu esqueci a bagunça que isso faria. – comentei olhando para o estado que meus seios se encontravam. Edward começou a rir.

Acho que o pobre coitado estava se sentindo um pouco nas nuvens após a realização de sua fantasia.

- Vou ao banheiro antes que isso fique...grudado. – falei caminhando até o banheiro.

Após retirar todo o vestígio do prazer de Edward de minha pele, retornei para o quarto, ainda vestindo somente minha calcinha. Ele estava deitado na cama, olhando para o teto e completamente nu. Quando ouviu o som de meus passos, levantou a cabeça.

- Vem cá. – chamou.

Eu caminhei até a cama e deitei em cima de seu corpo, beijando sua bochecha, testa e lábios.

- Posso pedir uma coisa?

- O quê?

- Você pode continuar o que estava fazendo?

- Como assim? Você não terminou? – indaguei confusa.

- Não comigo. Com você.

- Do que você está falando, Cachorro?

- Eu quero que você se toque...na minha frente.


N.A.: O que será que a Carrapata vai responder? Só semana que vem, mas façam suas apostas. ;)

Curiosidade aleatória: Vocês leem o papelzinho do biscoito da sorte antes de comer? Eu – na gordice – sempre como antes e depois se for ruim o que tá escrito, fico com peso na consciência (durante alguns segundos, porque depois eu esqueço o que tava escrito no papel).

No profile está a música que o Edward tocou tanto nesse capítulo quanto no do dia 1. Yann Tiersen é incrível, se vocês tiverem saco de ir até o profile, escutarem e gostarem, recomendo baixar toda discografia. Alias, se vocês conhecerem algum artista parecido com ele, podem recomendar pra mim, tá? (Preferência que misturem acordeão e piano).

A música que Edward toca para Bella (que ele compôs) eu não sei se devo colocar aqui o que eu imagino porque deveria ser algo fictício, mas vou por mesmo, foda-se. Então, eu imagino que a música que ele toca é a "Your hand in mine" do Explosions in the sky (aliás, mesma coisa serve para essa...se curtirem, a discografia é incrível). Vou por lá no profile também.

Hoje tô numa onda de falar muito gente, malzae. TO DE FÉRIAS.

SE VOCÊ IGNOROU TUDO QUE EU FALEI ANTES, LÊ ESSA PARTE QUE É IMPORTANTE:

COMO EU ESTOU DE FÉRIAS (não canso de repetir e vc pode ter ignorado o que eu falei antes), aceito um trabalhinho extra. Lembram que no capítulo 11 ou 10 (não lembro e tô com guiça de procurar) eu fiz uma entrevista com Edward? Então...Vou fazer de novo.

Quando deixarem review, coloquem sua pergunta para ele. Pode ser mais de uma.

O extra desse capítulo se chama: "Como a mais doce melodia" e é o ponto de vista do Edward quando ele vai compor a música.

Quem mandou review no capítulo anterior recebeu o extra "Mas amei você...pode agradecer" que foi no ponto de vista da Jessica.

Tô indo viajar daqui a pouco e vou responder as reviews quando eu voltar. Não sei quando eu volto, mas eu volto. Enquanto isso torçam novamente para eu ficar super inspirada no meio do nada que eu vou estar e consiga escrever uns 5 capítulos.

Então é isso.

Beijos e até sexta que vem! ;)