Capítulo Dezenove: O Menino Que Viveu

A Maldição Dinamitante de Harry derreteu contra proteções invisíveis, mas teve o efeito útil de fazer Quirrell parar de se aproximar de Connor e o encarar. Harry lançou outro feitiço, sua mente girando pelos vários efeitos, procurando algo que causaria a Quirrell dor considerável como também o arremesasse para trás.

Então a cobra estava nele.

Ela se moveu mais rapidamente do que ao arrastar Connor pelos arbustos, sua mandíbula aberta e seu corpo ceifando a grama quando ela golpeou. Harry se arremessou para longe dela, e a boca dela acertou apenas o chão, mas ela girou e foi novamente para ele. Harry clamou, "Protego!," só para ter a mandíbula da cobra passando pelo Feitiço de Proteção e rasgando o tecido de sua manga. Ele foi mais para trás, ouvindo ela sibilar como se estivesse rindo, e lançou um relance a Connor.

Pelo menos eu sei que ela é uma cobra real, não uma magia.

"O que é isto?" a voz fria perguntou, seu tom mais severo que antes. Harry lutou contra o desejo de cair de joelhos quando a dor em sua cicatriz ficou pior. Quirrell estava olhando para frente, pelo o que ele podia ver, e Harry não pôde associar aquela voz fria com a expressão em branco na face dele. "Acabe com ele, Nagini!"

A cobra - Nagini, aparentemente - sibilou e se preparou. Harry teve a sensação de que desta vez, quando o ataque viesse, seria muito rápido para evitar.

Enquanto isso, Quirrell estava indo novamente para Connor.

Harry estendeu uma mão e estalou, "Wingardium Leviosa!" Ele executou-o sem varinha, para manter sua varinha apontada para Connor. Funcionou. Sua magia prendeu Nagini pelo meio de seu corpo e enviou-a ao ar como os balões Trouxas que Harry tinha visto em um dos aniversários deles.

Harry aumentou a força do feitiço e lançou Nagini por cima da Floresta Proibida. Ela planou com um arrastado sibilo esquisitamente parecido com um grito de dor. Harry não se importou com isso. Ele não estava pensando claramente.

Ele se virou para Quirrell e apontou sua varinha.

Quirrell tinha parado de se aproximar de Connor mais uma vez. Seu olhar estava mais afiado desta vez, mas também mais vagaroso, e Harry voltou a tentar pensar em um feitiço que doeria, passaria pelas proteções, e mandaria Quirrell para fora do alcance de qualquer proteção que ele tinha. Harry estivera piscando desde que entrou na clareira, mas ele não podia ver as linhas das proteções. Estes feitiços eram mais complicados que os que ele tinha se treinado para ver, então.

"Você é incomum, menino," a voz disse. "Tanto poder. Por que eu não senti ele desde o princípio em você?"

Harry não viu nenhum motivo para responder tão irrelevante pergunta. Ele tinha escolhido seu feitiço. Admitidamente, era uma escolha estranha, mas esta era uma batalha estranha. Quirrell, ou quem ele realmente fosse, tinha tido tempo para preparar seu território, e Harry não.

"Reducto!" ele entonou, e mandou atrás do feitiço toda sua força de vontade, unindo ela à força de sua varinha. Ele pressentiu as proteções dividindo e rachando, do modo que o ovo tinha feito quando os centauros o testaram.

O feitiço voou direto, e mostrou as proteções quando bateu contra elas em um arco-íris de luz. Harry viu rachaduras lânguidas que esboçavam seu impacto, e memorizou a posição delas quando a luz chamejou e desapareceu. "Reducto!" ele gritou novamente, desta vez mirando em uma das rachaduras.

Quebrou, e alguma da força da maldição bateu em Quirrell, que cambaleou. Harry entrou, rápido e abaixado no chão, logo atrás do feitiço, tentando pegar Connor e o arrastar para fora antes que Quirrell pudesse se recuperar.

A voz fria disse, "Cavea," um feitiço que Harry nunca tinha ouvido antes, e luz azul flamejou em existência ao redor de Connor. Harry tentou empurrar uma mão pelo feitiço, mas teve que recuar. Era como se ele tentasse esmurrar o aço sólido.

Ele levantou e ficou entre seu irmão e Quirrell - uma tarefa fácil, porque Quirrell não mostrou nenhum sinal de se aproximar. Harry respirava severamente. Ele poderia sentir o começo de suor em suas bochechas e testa. Seu coração acelerado e batendo em suas orelhas, ruidosamente o bastante que ele achou difícil de entender o que Quirrell estava dizendo.

"O que eu deveria fazer, mestre?" choramingou a voz que Harry conhecia da aula, menos a gagueira. "O menino é muito poderoso para eu enfrentar facilmente."

"Me solte."

Quirrell deu um pequeno tremor, mas tinha desaparecido quando ele olhou para cima e sorriu para Harry. "Sim," ele disse suavemente. "Isso poderia ser melhor." Então ele virou suas costas a Harry.

Harry levantou sua varinha. Quirrell é estúpido? Esta é uma oportunidade para golpear -

Não, não. Ele não é estúpido. Ele deve estar planejando algo.

Cautelosamente, Harry segurou seus feitiços, e assistiu quando Quirrell começou a desfazer a parte de trás do turbante.

Harry esperou ver crânio nu no máximo. O que ele viu, quando caíram as envolturas roxas, foi uma segunda face na parte de trás da cabeça de Quirrell. O nariz estava esticado e achatado, os olhos eram fendas estreitas de vermelho, a boca um corte. Os olhos o perfuraram, e da boca a voz saiu em uma alta e fria risada, familiar para Harry de sonhos antigos.

Sua cicatriz rugiu ferozmente a vida, o enviando de joelhos. Harry não pôde segurar um grito desta vez, e foi ecoado por uma choradeira sufocada de Connor. Um olhar rápido por cima de seu ombro mostrou que seu irmão estava incólume, entretanto ele tateava ao redor das extremidades do feitiço de gaiola com um olhar confuso em sua face.

"Eu deveria ter sabido," a voz disse, em um sibilo que parecia Nagini. Harry se forçou a escutar pela dor em sua testa. O que a voz estava dizendo poderia ser importante. "A profecia nunca esteve inteira, e Peter Pettigrew sempre foi um bobo. Era você. O mais velho, o mais poderoso. Aquele que eu vi como uma amolação a ser dispensada era na realidade o objeto de meus desejos." Quirrell deu um passo para trás, de forma que a face se aproximou. Harry sentiu sua respiração, fria e asquerosa como uma sepultura. "Como é, menino, saber que você está enfrentando Lord Voldemort pela segunda vez?"

Houve uma pausa, como se Voldemort esperasse algum tipo de resposta. Harry cavou suas mãos no chão e deu uma. "Eu admito que estou impressionado, já que esta é apenas a primeira vez que eu fiz isto. Mas acalmo, já que eu tenho o menino que o derrotou atrás de mim."

A voz começou a rir e rir. A dor na cabeça de Harry ficou pior, forte o bastante que seu treinamento não pode lutar contra. Ele caiu para frente e se deitou no chão, perdendo a consciência por um breve, intenso segundo.

Quando ele despertou, Quirrell o segurou, fitando em sua face com a própria, normal dele. Harry quis lançar uma maldição, mas não pôde respirar por um longo momento. Quando conseguiu, foi um soluço de dor. Sua cabeça parecia a ponto de rachar como a pedra em forma de ovo.

"Meu senhor me mandou acabar com o Menino Que Sobreviveu," Quirrell sussurrou. "Eu admito eu não previ fazer deste modo, mas é útil." Ele derrubou Harry e deu um passo atrás. Harry lutou por força, sabendo que tudo que estava por vir seria ruim.

Quirrell não o desapontou. "Crucio!"

O feitiço acertou o debilitado Feitiço de Proteção de Harry. Agonia explodiu de sua barriga desta vez, e viajou por seus membros, rivalizando e então eclipsando sua cicatriz. Harry gritou. Não havia nenhuma vergonha em gritar, sua mãe tinha lhe falado uma vez, na primeira noite que ela revelou que ele provavelmente seria torturado. Tortura freqüentemente quebrava um homem. Harry não podia permitir ela o quebrasse, e assim a pior coisa a fazer seria combater e tentar anular a dor. Ele rolaria com ela ao invés, gritaria, se contorceria, imploraria, faria tudo que devia para sair do outro lado vivo e lutando por Connor.

Ele estava balbuciando súplicas quando a maldição foi tirada. Harry ofegou e se enrolou de lado, então desenrolou apressadamente. Seus lados doíam com estouros perfeitamente cronometrados de angústia. Parecia como se uma de suas costelas estivesse quebrada, mas até onde Harry sabia isso não era um efeito colateral do Crucio.

"Este," disse Voldemort, "foi o pagamento pelos primeiros meses que eu passei como um espírito sem corpo, sem poder afetar o mundo, contemplando as celebrações deles, os tolos fracos que pensavam que tinham me derrotado. Haverá muitos mais. Eu tenho anos e anos de sofrimento para lhe reembolsar, menino."

Harry ergueu sua cabeça. Lágrimas borravam sua visão, e ele tinha atirado seus óculos, borrando ela mais. Mas ele não pensou que podia novamente confundir a figura que estava em sua frente. Ele lembraria da visão de Quirrell, e o som da voz de Voldemort, até o dia que morresse.

Ele desejou saber, nebulosamente, sobre o que Voldemort estava balbuciando, mas isso não importava. Uma sucessão de feitiços tinha entrado em sua cabeça, formosamente cronometrado e perfeitamente feito. Ele poderia puxá-los para fora, se ele pudesse chamar força suficiente para enraivecer Voldemort. E tinha que ser o tipo de raiva que o faria reagir sem pensar, fazendo-o castigar fisicamente Harry em vez de com uma maldição a distância.

Harry testou seus membros tremendo, e acenou com a cabeça. Teria que ser agora. Ele não achava que poderia correr se levasse outro Crucio.

"Você é o fraco," ele disse, e pôs tanto desprezo em sua voz quanto pôde. "Não ter outra medida pronta no caso de algo assim acontecer a você, um plano posterior? O que você pensa que é? Um Sonserino?" Harry riu debilmente, e então tossiu. Ele não gostou da sensação em seu corpo quando tossiu, ou do fato de que algumas das manchas que estavam na parte de trás de sua mão eram vermelhas, mas não havia muito que ele pudesse fazer sobre isso. Ele gostou do fato que Quirrell tinha ficado tenso e em silêncio. "Dumbledore é duas vezes o Sonserino que você jamais será. Pelo menos os planos dele tem uma chance de funcionar de vez em quando, e ele não foi derrotado por um bebê."

Quirrell avançou para ele.

Harry chamou sua magia sem varinha. Ele não poderia segurar uma varinha naquele momento. "Wingardium Leviosa!"

Quirrell voou no ar. Ele executou o contra feitiço, claro, e já estava abaixando, mas isso deu a Harry alguns segundos.

"Cavea!"

Isso não fez nada, como Harry tinha esperado, mas enfureceu Voldemort. "Você pensa em usar meu próprio feitiço contra mim?" ele perguntou, forte o bastante que Harry pensou que cuspe provavelmente estava voando da boca na parte de trás da cabeça de Quirrell. "Seu insolente, descarado -"

"Expelliarmus!" Harry gritou, lançando tal força de vontade atrás daquela palavra que ele se sentiu esgotado depois. Funcionou. A varinha de Quirrell planou para fora de sua mão e caiu no chão ao lado de Harry. Harry não tentou tocá-la. Ele ainda não poderia segurar ela, com sua mão tremendo, e ele não queria arriscar contaminação, já que ele não tinha certeza que Voldemort não estava unido de algum modo ao núcleo da varinha de Quirrell. Ele continuou falando, não dando a Voldemort uma chance para interferir. "Fumo! Specularis! Protego!"

Fumaça lavou o chão ao redor dele, e o Feitiço de Proteção estalou de volta em existência. Harry se forçou tremendo a levantar. Ele tinha que correr, tinha que se mover, este era o propósito do Feitiço de Fumaça. Ele chutou a varinha de Quirrell em frente a ele quando cambaleou adiante, esperando mantê-la fora do alcance do Comensal da Morte tanto tempo quanto fosse possível.

Ele se arremessou para Connor, a quem o brilho azul do feitiço Cavea revelou estar batendo nas paredes de sua prisão e declamando o que parecia obscenidades. Harry juntou vontade e amor enquanto corria. Nenhum problema, nenhum problema, aproveitando o amor desta vez, quando seu gêmeo amado estava em perigo.

Rache, ele disse à força do feitiço Cavea.

Não fez nada.

Harry deslizou de joelhos ao lado da prisão, pondo suas próprias mãos na luz azul. Connor fez o mesmo, palma-em-palma, mas Harry não pôde sentí-lo. Ele rosnou e focalizou a janela clara do Specularis em apenas um ponto minúsculo logo atrás de sua mão esquerda. Você rachará. Sim. Eu quero -

Uma corda poderosa o pegou pela barriga e o arrastou para longe da prisão. Sibilos vingativos em sua orelha lhe disseram que Nagini tinha voltado. Harry lutou de modo selvagem, mas ele não era páreo para uma cobra tão grande quanto ela. Ela o levou firmemente para longe do feitiço e de Connor, e o lançou a alguns metros quando o Feitiço de Fumaça desapareceu abruptamente.

Quirrell não disse nada por um longo momento. Harry fechou seus olhos e tentou respirar. Sua cabeça e suas costelas e sua barriga onde Nagini tinha o agarrado, tudo gritava em uma sinfonia de dores. Ele nunca tinha estado em tanta dor.

"Você me causou muitos problemas," disse a voz de Voldemort. "Eu teria ficado contente de torturá-lo até a morte e então ir embora. Isso não é o bastante, não agora. Agora você vai assistir seu irmão morrer."

A raiva de Harry despertou.

Nagini o largou com um grito agudo que soou como o de um humano para Harry quando o corpo dela incendiou de repente. Harry não prestou mais nenhuma atenção a ela, entretanto ele teve a vaga impressão de que ela estava rolando, tentando apagar o fogo. Ele se levantou, estalando, "Accio varinha!"

Sua varinha bateu em sua palma esquerda depois de um momento, a sensação familiar da madeira de cipreste o acalmou e solidificou sua raiva. Harry olhou para Voldemort. Ele sentia como se usasse imensas vestes, como Snape talvez, e não pôde entender a sensação até que ele viu a grama se dobrar longe dele, algumas partes dela começaram a esfumacear e pegar fogo. Esta era sua magia, se esparramando ao redor dele como asas, subindo em uma silenciosa e mortal onda que zumbia até que as orelhas de Harry queimassem. Ele já estava cansado, e todas suas dores tinham desaparecido.

Quirrell retrocedeu alguns passos. "M-m-mestre?" Desta vez, Harry sentia que era verdade, o gaguejo na voz dele era real.

Não Connor. Não Connor. As palavras estavam sob a pele de Harry, brilhando em seus ombros, predominantes em suas orelhas, batendo sob o céu de sua boca. Ele chamou mais magia, e então mais, mais do que ele alguma vez tinha ousado chamar sob a supervisão de Lily ou até mesmo no julgamento dos centauros. O ar em frente a ele borrado com uma neblina de poder. Não era completamente desconhecido. Harry piscou, e pegou um olhar rápido de luz verde, e um berço ao lado do seu próprio, e a face assustada de Voldemort -

Então desapareceu quando a magia de outra pessoa respondeu a sua, tão rica, tão poderosa, tão destrutiva quanto. Era Voldemort, e ele estava rindo, um som de mais pura exultação.

"Eu sei mais do que você, menino," ele disse, enquanto sua magia se fechava e unia com a de Harry, carregando uma resposta a toda defesa, uma bainha para toda espada, uma chave para toda porta. "Eu tive tempo, e mais que tempo, para desenvolver minhas defesas. Você é um oponente merecedor, isso eu lhe concederei, mas você simplesmente-não-pode-lutar-contra-mim."

Para todas as últimas seis palavras, a magia dele bateu e golpeou a de Harry. Harry ofegou quando sua dor voltou, e então dores novas começaram, pontos fracos se abriram e correram por suas defesas. Uma vez que uma rachadura expandiu, uma dúzia de novas brotaram. Harry tentou se proteger, tentou abrir as asas e então as posicionar em frente a ele para se proteger, mas ele era muito novo nesta manipulação de força crua, e Voldemort não.

Com um tremer de ar como se fosse a queda do pó, um dos pontos fracos de Harry cedeu caminho. Ele caiu no chão, sentindo a magia das Trevas fluir sobre ele como serpentes. Elas se entrelaçaram e se contorceram e sibilaram para ele, soando tão humanas quanto Nagini, e mais humanas que Voldemort.

"Basta de diversão. Eu teria gostado de passar muito mais tempo, mas nós não podemos. Nós temos que recobrar a Pedra. Quirrell. Pegue o irmão dele, mate-o, e então volte e use a Maldição da Morte no menino. Nós não podemos nos arriscar."

"Sim, Mestre," Harry ouviu Quirrell dizer, de tão longe sob um mar de escuridão. Ele conseguiu abrir seus olhos contra o peso a tempo de ver Quirrell ir até a luz azul e retirá-la com um gesto. Connor estava deitado desamparado em frente a ele, rastejando e provavelmente tentando declamar um feitiço, mas incapaz de criar qualquer defesa.

Harry tentou se levantar. O peso das serpentes o prendeu. Desesperado, se estorcendo, odiando isto com toda fibra de seu ser, ele enviou um fluxo de amor para Connor.

Eu o amei desde que nós éramos crianças, irmão, brincando juntos. Você foi destinado a uma vida de dor. Eu quis mantê-lo inocente. Eu esperei muito tempo. Eu sinto muito, Connor, sinto tanto. Por favor viva. Eu quero isso mais que qualquer coisa. Por favor viva. Viva.

A mão esquerda de Quirrell agarrou sua varinha. Com a direita, ele tocou Connor.

Um momento depois, ele uivou.

Luz branca, luminosa como magnésio, envolveu sua mão. Ele pulou para trás, se contorcendo e gritando, mas isso não parou a luz. Ela se esparramou ferozmente pelo braço dele, comendo. Ele girou, e ele estava perto bastante agora que Harry poderia ver o brilho ondulante na pele dele, arrancando-a, camadas de carne e músculo também consumidos como se fosse uma besta faminta.

"Tire isso! Tire isso! Lute!"

O peso da magia das Trevas sobre ele tinha desaparecido depois de um momento; Harry pensou que Voldemort tinha retraído seu poder de volta para lutar contra a destruição do corpo de seu hospedeiro. Ele saltou de pé, a dor desaparecendo novamente, a propagação das asas, sua própria magia rugindo em alegria. Ele golpeou e forte, a Maldição Dinamitante pulando de seus lábios e batendo em Quirrell.

Quirrell, claro, já estava agonizante. Harry só tinha golpeado para expressar sua própria raiva, e ele assistiu, não querendo perder nenhum momento, como a luz se expandia e capturava a face de Quirrell, levando a cabeça dele quase suavemente.

Voldemort sibilou, e então uma massa de luz escura cresceu como um furúnculo na parte de trás da cabeça de Quirrell e estourou, borrifando como pus no ar. Voldemort voou para Connor quando planou livre. Connor gritou e gritou, uma mão subindo para apertar sua cicatriz.

Harry correu para ele e ficou sobre ele, o protegendo tanto da visão dos últimos momentos de Quirrell e de qualquer dano que Voldemort poderia tentar lhe fazer. Se o Lord das Trevas possuísse seu irmão agora, ele teria uma briga em suas mãos. Harry mostraria para ele.

O Lord das Trevas não fez tal coisa. "Até nos encontrarmos novamente, Harry Potter," ele disse, sua voz cheia de ódio, e então sua forma informe fluiu por cima da Floresta Proibida e se foi.

Harry exalou e olhou para Quirrell. A chama tinha terminado seu trabalho. Por um momento, ardeu, uma estrela agonizante no coração de um céu noturno, e então desapareceu com um estouro. Os restos de Quirrell desmoronaram em cinzas.

Harry pensou em algo e agarrou sua varinha, mas quando ele deu uma olhada, não havia sinal de Nagini.

Eles inspiraram em silêncio por um longo momento, e então Connor sussurrou, sua voz trêmula, "Harry, como eu fiz isso? O que aconteceu?"

Harry sorriu e empurrou o cabelo longe da cicatriz de seu irmão para traçá-la com um dedo. Connor tremeu. O coração não estava sangrando, Harry estava feliz por isso, mas tinha um brilho prateado furioso nela, como a luz que tinha flamejado entre ele e Draco quando ele aceitou a dívida de vida. O brilho enfraqueceu enquanto Harry o assistia. "Você não sabe, Connor?" ele perguntou. "Você me disse a resposta antes da cobra o levar e começar essa bagunça toda."

Connor piscou a ele. "Eu disse?"

Harry acenou e abraçou seu irmão. Ele tentou pensar quão próximo ele tinha vindo de perdê-lo, e sentiu sua mente recuar. Ele não podia compreender isso, não agora. Ele poderia sentir amor, e alegra, e ele sentiu isso. "Você disse que você era o Menino Que Sobreviveu. Você é. Voldemort não pôde tocar você. A força de seu amor comeu a carne dele. Tem que ser isto. Voldemort é corrompido, ele não pôde aguentar algo tão bom. Um toque, e Quirrell -" Ele hesitou, porque ele tinha impedido Connor de ver aquela morte por uma razão, e então terminou, "Se foi."

Connor estremeceu por um longo momento, a respiração dele curta e rápida. Então ele disse, "Sim. É isso, não é?"

Harry acenou lentamente, e fechou seus olhos. Suas dores estavam se fazendo sentir novamente. Ele tossiu, e sentia algo mais grosso que bolha de saliva na parte de trás de sua garganta. Ele queria cair na terra e nunca mais se mover novamente.

Por outro lado, Connor não estava seguro em Hogwarts ainda, e aquele pensamento lhe urgiu que se movesse. Ele ficou de pé, arrastando suavemente a mão de Connor. "Se levante."

"Mas eu estou tão cansado," Connor sussurrou.

"Se apoie em mim," disse Harry, e levou o peso de Connor em seu lado esquerdo, o menos prejudicado. "Onde está sua varinha?"

Depois de um momento procurando, Connor achou ela, e eles caminharam lentamente em direção a Hogwarts. Connor pausava para lançar faíscas vermelhas a cada poucos passos.

Harry, enquanto isso, dependia tanto de sua própria felicidade para continuar quanto de seu corpo. Ele não teria se importado em fazer uma dança, se ele tivesse precisado.

Isto prova. Esta merda prova. Connor pode derrotar Voldemort. Ele está protegido do toque direto dele, e se o Lord das Trevas levar o corpo de outro hospedeiro, a mesma coisa pode acontecer. Quando Connor for forte o bastante, ele vai enfrentar ele, e vai libertar o mundo bruxo dele.

Haviam as coisas que Voldemort tinha dito, claro, o ódio pessoal na voz dele para Harry e o murmúrio sobre Harry ser uma coisa ou outra, mas Harry já tinha decidido o que acreditar disso.

O Lord das Trevas é um mentiroso. Quem pode confiar no que sai da boca dele? Eu preferiria confiar na luz que comeu Quirrell quando ele tentou tocar Connor. Luz não conta mentiras.