Nota da autora: Oiiii gente! Tudo bem com vocês? Então, aqui vai mais um capítulo, que eu espero que gostem e comentem! Obrigada pelo apoio de vocês leitores, espero que não me abandonem! Capítulo dedicado a todos que estão lendo a fic, eu adoro vocês! Boa Leitura!

Percy's POV

O barulho horrendo que veio do mar fez com que Annabeth e eu nos sobressaltássemos. Olhamos um para o outro, e logo em seguida para o mar, algo estava prestes a surgir dali.

– Não é possível que não tenhamos paz!- disse soando reclamão até para eu mesmo.

– Essa é a vida de um semideus Percy, pensei que já soubesse. – disse Annabeth.

Ela levantou um pouco o vestido do lado direito (que aproposito era o lado que eu estava mais próximo). Provavelmente eu devo ter ficado com cara de retardado mental olhando para ela, não me julguem, eu nem ao menos consegui virar o rosto para o outro lado. Ela retirou sua adaga que estava presa junto à perna.

Quando olhou para mim e viu que eu a olhava, ela abaixou rapidamente o vestido, corando, e claro, revirou os olhos como que dizia: "Homens!".

Após recuperar a fala perguntei:

– Por que guardou a adaga ai?

– Porque eu não estou de calça jeans, e neste caso, colocá-la presa à perna é a melhor solução. - ela disse como se aquilo fosse óbvio. – Espero que tenha trago Contracorrente.

– É claro que trouxe. – disse tirando a caneta do bolso e destampando-a.

Agora minha esferográfica era uma espada.

– Que bom, porque o que quer que seja aquilo, está se levantando.

Mal Annie terminou de dizer e um enorme monstro aquático surgiu do mar, ele possuía seis olhos e seis nadadeiras.

– O que é isso? Um Kraken.

– Não, não é o Kraken. É o irmão dele, o Leviatã. – disse ela olhando fixamente para o monstro, que nos olhava com seus seis olhos raivosos.

Ele veio em minha direção, me atacando.

– Cuidado! Ele cospe fogo! – berrou Annie de algum lugar.

Rolei de lado, exatamente na hora em que o monstro tostava o lugar que eu estivera um segundo atrás.

– Acabo de reparar. – disse.

O Leviatã virou-se para me atacar novamente.

– Ei, Monstro horroroso. – berrou Annabeth – Não sei por que os humanos tinham tanto medo de você, já enfrentei coisas bem piores quando era pequena.

O Leviatã se virou para Annabeth, que agora eu via, estava do outro lado da lancha, perto das mesas de picnic.

O enorme monstro cuspiu fogo em sua direção, mas Annie fora esperta, e usara uma das bandejas de bronze como escudo, embora tenham derretido após algum tempo.

Corri em sua direção, de alguma forma consegui ficar ao seu lado enquanto corríamos pela lancha.

– Acho melhor irmos para água. – disse eu – Tenho mais poder lá.

– Não! – disse Annie – Ele também tem mais força na água, além de ter seis nadadeiras, o que o torna mais rápido, temos que continuar aqui.

Assenti com a cabeça. O Leviatã cuspia colunas de fogo, Annabeth e eu nos abaixávamos e fazíamos o melhor que podíamos para nos proteger, a lancha estava ficando torrada, e nós sem lugares para nos escondermos, até que o monstro parou de fazer barulho. Eu e Annie olhamos ao redor, nada, no entanto no mar algo fazia bolhas de ar.

Olhei em dúvida para Annie.

– Ele ainda é um monstro marinho, depois de certo tempo tem que voltar a água. – disse ela – E nós precisamos de um plano.

Estávamos frente a frente um do outro.

– Qual o ponto franco dele? – perguntei.

– São os rins, ficam mais ou menos na metade dele.

– Se eu cortar a cabeça vão nascer outras? Por que me parece mais fácil cortar a cabeça do que achar os rins!

– Não Percy!- ela sacudiu a cabeça e revirou os olhos - Ele não é a Hidra, mas eu não sei se ele morre cortando sua cabeça.

– Podemos descobrir. - disse ao ouvir um barulho, provavelmente o monstro se levantando.

Annie e eu nos levantamos, e calmamente fomos até a beirada da lancha. Quando ele pulou do mar, nós estávamos com nossas armas em punhos, apontadas em sua direção.

– Ou, não apontem essas armas afiadas em minha direção. – disse meu pai, agora em pé na lancha.

Eu e Annie abaixamos as armas e as guardamos, completamente envergonhados e confusos.

– Pai? – eu estava confuso – Cadê o Leviatã? – olhei ao redor atônito - Ele deve estar lá embaixo e...

– Não Percy. – disse meu pai me segurando – Eu levei o Leviatã...

Eu o interrompi.

– O Senhor matou o Leviatã? Mas por que...

Annabeth olhou de meu pai para mim.

– Percy, creio que não seja isso que seu pai tenha feito...

Olhei totalmente confuso para ela.

– Percy seu pai é...

– Eu cuido do Leviatã, Percy. –disse meu pai.

Arregalei os olhos.

– Ele é tipo... Seu bichinho de estimação?

– É, pode se dizer assim.

– Mas...

– Ele e o irmão, Kraken, ficam sob meus cuidados.

Tentei me acostumar à ideia de que meu pai tinha dois monstros horrorosos e malvados como bichos de estimação. Não seriam melhores os cavalos marinhos?

– O Senhor não mandou esses bichos para gente, não mandou né?

– Não. – disse ele – Mas também não sei como ele fugiu, vim até aqui porque ele é minha responsabilidade, e claro, não queria que fosse morto, nem que matasse vocês.

Annabeth permanecia extremamente calada.

– Obrigado, pai! – disse a ele.

– Obrigada, Senhor. - disse Annabeth.

– De nada, me desculpem por atrapalhar vocês... Novamente. – ele parecia estar sem jeito.

– Não foi nada, Senhor. – disse Annie.

– É pai, não se preocupe.

– Então tá! – disse ele – Estou indo!

E assim, sem abraços nem nada, ele foi embora.

Annie e eu nos olhamos, estávamos chamuscados; com as roupas completamente amassadas; os cabelos bagunçados, mas mesmo assim estávamos contentes de estarmos juntos.

Abraçamo-nos.

– Não foi nada? – perguntei.

– Ahn? – ela me olhou em dúvida.

– Você disse para o meu pai que não foi nada ele ter deixado o "bichinho de estimação" fugir.

Ela ergueu uma sobrancelha e disse:

– Ás vezes é necessário mentir.

– Você acha?

– Não entre nós, mas sim quando seres que podem nos fulminar estão por perto.

– Você tem razão.

Eu me aproximei, segurei sua cintura, ela entrelaçou seus dedos no meu cabelo, e definitivamente, aquele foi o melhor beijo que eu poderia ter ganhado, o beijo da garota que eu amo.

Depois do episódio do Leviatã nada mais veio nos atrapalhar, e o dia seguiu como deveria ter sido desde o início. Nós almoçamos (pizzas, mas almoçamos), conversamos, nos beijamos, enfim, uma comemoração perfeita.

Estávamos sentados, com as mãos entrelaçadas, assistindo o pôr-do-sol. Conversávamos sobre nossas aventuras ao longo dos últimos anos.

– Então minha mãe falou com você que não aprovava nossa amizade, e você perdeu toda coragem de falar comigo? – perguntou ela sobre aquela vez em que, depois de resgatá-la, pensei que fosse se juntar as caçadoras e descobri que sentia algo por ela. E como ela não se juntou a caçada, iria contar o que sentia quando Athena me fez perder toda minha coragem.

– É, foi exatamente isso.

Ela riu.

– Não perdeu a coragem ao enfrentar Atlas, e teve forças para segurar o céu, mas foi só minha mãe aparecer que você desistiu.

– Ei! Eu só tinha 14 anos, e ela é a deusa da sabedoria. E eu não perdi toda coragem, afinal te convidei para dançar.

– É verdade. – ela sorriu.

Nós rimos.

– Mas eu pelo menos não fiquei morrendo de ciúmes da Rachel.

Ela sacudiu os ombros.

– Fiquei com ciúmes sim, mas só porque você não reparava em como ela te olhava e em como ela falava com você. Fora que... – ela parou repentinamente.

– Fora que?

Ela suspirou e abaixou a cabeça, o que não era típico dela.

– Fora que você se dava muito melhor com ela do que comigo, não viviam brigando, conversavam e riam, passeavam juntos, ela ficava com você sempre enquanto eu estava lá, em São Francisco. Isso fazia eu ficar em pedaços. – ela murmurou.

Segurei sua cabeça gentilmente, erguendo-a.

– Ela era minha amiga, só isso. E o fato de que eu e você vivíamos discutindo só prova o que sentíamos um pelo outro, e que nós não queríamos admitir isso. Não precisava ter ciúmes, sabe, eu nem desconfiava que sua implicância com a Rachel fosse ciúme, só descobri depois, e fiquei surpreso de que a filha da deusa da sabedoria deixasse seus sentimentos a comandarem.

Ela olhou com seus olhos cinzas intensos para mim.

– Lembra que uma vez eu disse que até a força tinha de que se curvar para sabedoria? – perguntou Annie.

Assenti.

– Claro que lembro, foi em nossa primeira missão juntos, quando Ares pediu para que você, Grover e eu recuperássemos o escudo dele.

– É. Sabe, descobri que a sabedoria, bem, às vezes tem que se curvar para os sentimentos bons. E... Eu não era a única aqui a ficar com ciúmes.

Avaliei-a.

– Lembro de que você ficava todo estranho quando eu falava algo do Luke. – disse ela sorrindo de lado.

– Você o defendia, como se ele não tivesse mudado de lado, como se ainda fosse seu melhor amigo, como se sentisse... Como se sentisse algo por ele. –disse olhando para nossas mãos, era meio difícil admitir aquilo para a Sabidinha.

– Ele e Thalia sempre foram minha família Percy, cuidaram mais de mim do que meu próprio pai jamais cuidara. Ele era como um irmão, mas confesso que só me dei conta de que o amava como irmão quando... Quando senti que gostava muito de você.

Eu sorri.

Ela riu.

– Esse seu sorriso bobo é por que está satisfeito com o que eu disse né? Pois então, confesse que sentia ciúmes de Luke.

Olhei em seus olhos.

– O.k., eu confesso que sempre que você falava dele parecia que meu coração se quebrava em pedaços.

– Sério? – pergunto erguendo uma sobrancelha.

– Sério Annabeth. Mas não temos que nos preocupar mais com isso, estamos juntos, e é o que conta.

– É verdade.

Nos beijamos, um beijo tranquilo e calmo.

– Que horas tem? – perguntou Annie após o beijo.

– Quase 18h30min. Por quê?

– Não tínhamos que estar lá antes das 19h00min?

– É verdade.

Ela sacudiu a cabeça.

– Ou podemos ficar aqui e fazer algo mais interessante. – disse ela se aproximando.

– Tipo o que? – perguntei

– Tipo isso. – ela me beijou e eu retribui instantaneamente.

Minhas mãos percorreram sua cintura, e as dela foram para o meu bolso de trás.

– Quieto! – disse ela se afastando com contra corrente apontada para o meu peito.

Tive que pensar no que aconteceu durante o beijo para que eu pudesse entender o que havia acontecido, fora um esforço tremendo, já que sempre que ela me beijava meu cérebro virava gelatina.

Ah! Ela havia colocado a mão no meu bolso de trás, pego Contracorrente e destampado e apontara a espada para mim.

– O que é isso Annabeth? – perguntei confuso.

– Eu disse que podíamos fazer algo melhor, como treinar. E eu acabo de comprovar uma teoria, que tirar sua atenção é muito fácil.

– Não valeu! – disse indo em sua direção.

– Não tinha regras, Percy! – ela manteve a espada apontada para mim, o que me fez recuar.

– Eu não sabia.

– Ai está à graça.

– Me devolva minha espada e vamos lutar. – disse eu.

– O.k.

Ela pegou a adaga e jogou minha espada.

– Vai usar a adaga?

– É claro! – disse ela.

Girei a espada no ar.

– É difícil eu ver você como inimiga. – disse

– Faça um esforço.

Ela atacou em direção ao meu braço, eu impedi seu golpe. Fiz um movimento como se fosse acertar seu pescoço, ela deferiu um golpe que me desarmou. Em menos de um minuto eu estava caído no chão, enquanto ela apontava para minha garganta com Contracorrente e sua adaga, e usava seus pés para me manter no chão.

– Parece que eu venci. – disse com um sorriso vitorioso.

– É, venceu, desisto.- disse eu fazendo um movimento de rendimento.

Ela me ajudou a levantar e me devolveu minha espada.

– Bem, agora temos que ir para o Acampamento, Capitão.

– Sim, Senhorita. – disse fazendo voz grossa, ela riu.

Só os deuses sabem como era bom ouvir aquela risada.

Dei meu melhor assovio.

Black Jack apareceu em pouco tempo. Annie o cumprimentou e subiu, em seguida fiz o mesmo.

" Foi bom o encontro, Chefe?"

– Ótimo! – sussurrei. -Ótimo!