Cinco meses haviam se passado. O casamento fora planejado com a máxima dedicação que ambas poderiam dar, inclusive contando com surpresas por cada parte. Os poucos dias de folgas eram usados exclusivamente para o planejamento do casamento. Não pretendiam fazer um evento grande, apenas um evento particular, com poucos convidados íntimos. Também não haviam planejado nenhuma lua de mel, apenas o casamento.

E com as poucas horas livres que sobravam dos dias de folgas, tentavam aproveitar ao máximo juntas e com Pete e Claud. Eventualmente, também acabavam não fazendo nada de demais, devido ao cansaço que é planejar o casamento. Helena havia optado por usar um vestido, para a surpresa de Myka, que estava achando que ela fosse optar por algum tipo de terno.

E então o casamento havia chegado. Myka não havia deixado Helena ver-la antes da hora, respeitando as tradições devidas. Apenas Claud podia circular livremente pelas áreas do casamento, que estava acontecendo na casa de Helena. Haviam decidido isso devido ao espaço do jardim.

"Helena está se matando para te ver antes da hora"- Claud comentara entrando no quarto onde Myka estava se vestindo e maquiando.

"E vai continuar assim." – Claud deu uma risada.

"E por foto?"- Myka lançou-lhe um olhar ameaçador através do espelho.

"Certo, nada de foto, nem de vídeos. Eu apenas perguntei, porque Helena está subindo pelas paredes." – Claud deu de ombros.

"Nada vai fazer ela me ver antes. Isso dá azar. E eu não quero mais nenhum acidente de carro, ou tiros." – Claud se recostara na mesa perto de Myka.

"Nunca imaginei que você fosse uma mulher que acreditasse nisso."

"Oficialmente, não acredito, mas é bom garantir."

"Certo. Vou ver se Helena acalmou um pouco." – Myka riu tentando imaginar Helena andando para lá e para cá no corredor.

Myka se olhou mais uma vez no espelho. É fato que nunca havia se imaginado como noiva, ou esposa. Sempre fora da filosofia "Se acontecer, legal, se não acontecer, paciência.". Sabia que seus pais não estariam no casamento, o que lhe entristecia um pouco, mas sabia que seu pai talvez não a considerasse mais como uma filha. Tentava não dar importância a esse fato.

Helena estava de fato no corredor, talvez angustiada, não estava habituada a ficar tanto tempo sem ver Myka. Viu Claud se aproximando, sabendo que nada pode ser feito. Suspirou quando Claud confirmou.

"Não se preocupe, faltam apenas uma hora para você poder ver-la. Mas sua surpresa para ela está ai." – Claud sabia da surpresa que Helena planejara para Myka, assim como sabia da surpresa que Myka planejara para Helena. Seria um grande dia de qualquer forma.

Claud observou Helena descendo as escadas, dando um sorriso. Virou-se para ir ao quarto de Myka, encontrando-se com Pete que havia percebido o sorriso de Claud.

"Algum plano maligno a fazer?" – Claud riu.

"Muitos planos, mas nada de maligno. Sinto muito, mas não fui autorizada a contar-los." – Pete fez uma expressão desapontada.

"Porque tenho a impressão de que eu estou sendo ignorado? Você esteve muito mais ocupada com Myka e Helena do eu."

"Você não está sendo ignorado, eu apenas fui mais útil para ambas do que você." – Pete continuava com uma pontada de desapontamento, - "Não se preocupe, você também teve sua carga de importância nesse casamento."

"É, pelo menos isso. Bom, divirta-se com Myka." – Claud observou Pete descer as escadas, antes de voltar a se dirigir ao quarto de Myka.

Claud fora requisitada por ambas quase ao mesmo tempo. Cada querendo fazer uma surpresa para outra, para o dia do casamento. Myka com uma surpresa mais inusitada, e Helena com uma surpresa mais difícil de conseguir. Claud tivera poucas horas de sono, na tentativa de conciliar ambas as tarefas que lhe fora destinada. Pete tivera participação apenas no planejamento do casamento, ajudando com os testes de comidas.

xxx 1 hora depois xxx

Myka estava usando um vestido simples, com poucos detalhes, da mesma forma que Helena. De longe, ambos vestidos pareciam semelhantes, mas com uma observação detalhada era possível perceber que os poucos detalhes eram diferenciados entre si. Myka optou por usar o cabelo solto, ao contrario de Helena, que prendera o cabelo.

"Você está bonita hoje. Uma pena que você não me deixou te ver antes." – Helena não pode resistir a comentar ao ouvido de Myka, que dera uma risada silenciosa.

O padre fez o discurso de forma rápida, não querendo prolongar o temível momento do sim. Embora já estivesse obvio que não havia porque dizer não ou até mesmo alguém impedir no famoso "cale-se para sempre".

"Myka, aceita essa mulher como sua esposa?"

"Sim, aceito." – Myka também estava assentido.

"Helena, aceita essa mulher como sua esposa?"

"Sim, aceito."- Myka estava sorrindo, assim com Helena. Também foi possível ouvir alguns suspiros de alívio vindo dos convidados. Pete e Claud sabiam que não havia necessidade para temer o momento do sim.

"Então, sob os poderes que foi me concedido, declaro-as como esposas. Podem se beijar." – O padre disse, enquanto os convidados aplaudiam diante do beijo.

Haviam vindo todos os convidados, apesar de Myka não ter percebido alguns a mais. Todos os que sabiam da existência do deposito estavam ali. Helena levou-a para a pista de dança, enquanto fazendo sinal para apenas para duas pessoas entenderem. Pete percebeu isso, mas logo entendeu. Olhou para Claud, indicando com o rosto as duas pessoas, com uma expressão interrogativa. Claud apenas deu de ombros, sorrindo, indo para pista de dança.

Ambas estavam com altos níveis de adrenalina no sangue, devido ao momento e também devido às surpresas que tanto prepararam com cuidado.

"Posso ter a honra?"- Myka fora surpreendida pela voz do pai, ao chegar à pista, conduzida por Helena. Myka olhou para o pai, e em seguida para Helena.

"Não agradeça a mim, e sim à Claud. Sem ela, nada disso teria sido possível." – Helena disse ao ouvido de Myka, enquanto oferecia a mão dela ao pai.

"Espero que você possa perdoar, sei que fui um imbecil ao agir daquele jeito. Sei que foi errado, mas depois de ter conversado com a sua mulher, e também com a sua colega de trabalho, percebi que eu seria hipócrita se eu não aceitasse que minha filha estava feliz." – Myka abraçou o pai, antes de dançar.

"Obrigada. Não foi a melhor forma de te contar, mas era a verdade."

"E se não fosse a verdade, eu não estaria aqui, não é mesmo?" – Myka assentiu, - "Estou me sentindo mal por tudo. Eu deveria ter dado uma chance. Você sempre foi a minha filha favorita, sabia que cedo ou mais tarde você iria se cansar da forma como eu tratava você. Então, sinto muito por tudo, mesmo."

"Pai, por favor, você já foi perdoado quando você veio aqui."

"Obrigado."

Helena vendo pai e filha se entenderem, foi para o canto da pista, agradecer a mãe de Myka.

"Obrigada por terem vindo, sei que não foi fácil, ainda mais tão em cima da hora."

"Querida, não precisa agradecer. O que você fez foi bastante ousado e corajoso. Quem tem que agradecer é eu. Nunca imaginei que veria a minha filha no altar um dia."

"Tenho que confessar que em um primeiro momento, eu estava com medo de tentar conversar com ele, ainda mais por ele ter me julgado como uma desgraça, mas não custava tentar."

"Eu tentei mudar a mentalidade dele a respeito disso. Mas é difícil de conseguir isso. E então, seu email chegou. No começo, foi difícil de convencer ele a dar uma chance, mas logo ele estava empolgado em vir aqui. Ele também nunca imaginaria que esse dia chegaria." – A mãe olhava o marido e filha dançarem, fazendo Helena observar-los também.

"Eu sabia que Myka tinha ficado triste com a reação do pai dela, ela também sabia que ele não viria ao casamento. E como é horrível ver ela triste, mesmo por um motivo bobo, eu decidi tentar fazer o pai dar uma chance. Pelo menos, eu queria que hoje fosse um dia mais perfeito o possível."

"Admira-me a sua coragem. Mas hoje é o seu grande dia, vai aproveitar."

No outro lado da pista, estavam Claud e Pete conversando.

"Foi inteligente tentar trazer os pais de Myka aqui." – Pete disse observando Myka.

"Não foi idéia minha, eu apenas fiz a parte de procurar qualquer tipo de contato com eles. A idéia era de Helena." – Claud deu de ombros.

"De qualquer forma, foi uma boa idéia."

"Ainda tem muitas idéias a entrarem em ação." – Pete ficou surpreso.

"Você participou mais do que eu imaginava. Idéias boas ou ruins?"

"Óbvio que são idéias boas. Não se preocupe."

Helena agradeceu a mãe de Myka novamente, antes de voltar para o centro da pista.

"Acredito que é a minha vez de dançar." – O pai parou de dançar, assentindo, soltando Myka.

"Obrigado." – O pai disse para Helena antes de ir em direção à esposa. Helena ofereceu a mão para Myka, sendo prontamente aceita.

"Como você conseguiu isso?" – Myka ainda estava surpresa com a presença dos pais.

"Contei com uma pequena ajuda de Claud para localizar qualquer tipo de contato. Eu não podia simplesmente perguntar a você. Também sabia que você ficaria um pouco triste sem a presença dos seus pais aqui." – Logo mais os poucos casais presentes se juntavam à pista.

"Obrigada, lembre-me de agradecer Claud depois." – Helena assentiu, - "Pelo menos tenho um presente para você."

"Não há necessidade de mais presentes, você já me deu o maior deles." – Myka pegou as mãos de Helena, colocando-as no abdômen dela.

"Na verdade, o maior é esse que vou te dar. Mas você terá que esperar cerca de nove meses." – Helena fizera uma expressão surpresa, olhando para o abdômen de Myka e em seguida para o rosto dela.

Helena, em um momento de felicidade absoluta, beijou-a abraçando-a, para então erguer-la do chão girando-a. Essa cena chamou a atenção de todos, inclusive de Pete e Claud. Pete olhou para Claud que sorria.

"Nem preciso perguntar que essa idéia contou com sua ajuda, certo?" – Claud assentiu.

Helena colocou Myka de volta ao chão, beijando-a novamente.

"Como isso aconteceu?" – Myka rira.

"Uma longa história, não se preocupe, contarei mais tarde, com calma. Isso contou com a ajuda de Claud."

"Claud participou mais desse casamento do que qualquer outra pessoa. Precisaremos agradecer-la bastante depois." – Myka assentiu.

Helena olhou para os lados, percebendo que os poucos casais voltaram a dançar e os que não estavam na pista estavam entretidos, tendo uma idéia, - "Venha, os discursos vão demorar a acontecer."- Helena disse ao ouvido de Myka, puxando-a para fora da pista.

"Mas eles irão perceber a nossa ausência." – Myka disse preocupada, - "Não se preocupe, estaremos de volta daqui a pouco."

Helena levou-a para o hall da casa, encostando Myka na mesa do hall, erguendo o vestido de Myka.

"Nós não podemos fazer isso!" – Helena beijou-a, calando-a enquanto suas mãos continuavam a erguer o vestido de Myka.

"Não se preocupe, os convidados estão entretidos demais." – Helena disse tentando acalmar Myka, que logo também estava erguendo o vestido de Helena.

"Você está armada? Eu disse para você não estar armada!"- Myka disse ao ver a cinta liga com um tesla, lançando um olhar ameaçador para Helena, que rira.

"Apenas garantias, querida." – Helena voltou beijar-la, enquanto sua mão deslizava por baixo da calcinha de Myka.

Myka sentiu a mão de Helena em seu sexo molhado, mas logo também estava com uma mão no sexo de Helena. O fato de não terem se visto durante o dia todo aumentara todo o desejo de uma pela outra. Helena tomava o cuidado de não tentar borrar a pouca maquiagem de Myka.

"O quão silenciosa você consegue ser?" – Helena perguntara provocativa à Myka, ambas tentando serem silenciosas o possível. Myka não estava tendo tanto sucesso quanto Helena.

Encontraram um ritmo como sempre, mas dessa vez um ritmo mais acelerado, ambas preocupadas com a possibilidade de aparecer alguém. Teriam calma para se aproveitarem depois, o momento agora era de aliviar o desejo urgente.

Myka havia penetrado Helena com dois dedos, enquanto Helena apenas brincava com o clitóris de Myka. Conforme ambas percebiam que se aproximavam mais do ápice, aumentavam mais a velocidade dos dedos, provocando gemidos cada vez mais difíceis de abafar. Ambas gozaram silenciosamente juntas, ofegantes.

Ficaram na mesma posição até estarem não mais ofegantes, apenas para ninguém suspeitar. Myka ao tirar a mão de dentro da calcinha de Helena, tirou o tesla da cinta liga. Helena também tirou a mão.

"Nada de armas no casamento."- Helena rira.

"Era apenas por garantias. Mas eu não sou a única armada aqui." – Myka olhou surpresa para Helena, enquanto ajeitava o vestido.

"Pete e Claud?"

"Todo mundo. Menos a Sra. Frederic e você." – Myka continuou surpresa, olhando Helena ajeitar o vestido também. Helena percebeu o olhar surpreso de Myka, - "Velho hábitos são difíceis de largar, querida. Precisamos voltar.", - Myka assentiu.

Helena e Myka voltaram poucos minutos antes dos discursos que seriam feito pelas pessoas mais intimas de Helena e Myka. Myka ao chegar à pista avistou os pais, indo até eles.

"Obrigada por terem vindo."

"Querida, você não precisa agradecer. Você deveria agradecer Helena."

"E claro, aquela sua colega, Claudia, não?" – O pai dela completou.

"Sim, Claudia teve bastante participação nesse casamento." – Myka queria contar sobre a gravidez, mas para isso teria que contar sobre o trabalho, assim como a verdadeira identidade de Helena. Decidira contar mais tarde, com mais calma.

"Eu não sei se vocês vão querer fazer algum discurso, mas se quiserem é só falar com Pete." – O pai assentiu.

Myka logo voltou para o lado de Helena, que observava a cena. A primeira pessoa que iria fazer o discurso era Artie. Myka olhou para Helena, com uma expressão preocupada.

"Não se preocupe, eu pedi para ninguém tentar contar a minha verdadeira identidade nos discursos. Imagino que você queira contar isso aos seus pais com mais calma." – Helena abraçou Myka.

"Obrigada."

Artie pegou o microfone, testando-o.

"Eu não sou um homem que aparece em casamentos, mas esse é um casamento especial. Muitos aqui sabem o porquê. Também não sou um homem de discurso. Mas tentarei o meu melhor. Quando conheci Myka, ela não parecia o tipo de pessoa que iria gostar do deposito. Ela era ambiciosa, afinal,ela trabalhava para o Serviço Secreto. Mas logo ela se apegou ao deposito. E logo percebi que ela seria uma das minhas agentes preferidas. E em relação a Helena, tenho que confessar que demorei para aceitar ela no depósito. Mas hoje ela é parte dessa família, e esposa da minha agente preferida. Então, tudo que posso oferecer é a minha bênção.".

"Eu esperava que o Artie fosse fazer uma péssima imagem de você para depois fazer uma ótima imagem de você." – Myka disse ao ouvido de Helena, arrancando uma risada.

Logo, o pai de Myka pegou o microfone, surpreendendo Myka e Helena. Mas também surpreendendo a todos, que sabiam superficialmente do ocorrido entre Myka e o pai.

"Até pouco tempo atrás, eu provavelmente era odiado pela minha filha, devido ao comportamento que tive quando ela me contou do relacionamento. Cortei qualquer tipo de contato com ela, minha esposa tentou me convencer de que minha filha ainda era minha filha. Mas eu não acreditei. E um dia, recebi um email de um destinatário desconhecido. Era o email de Helena. Eu a considerava a desgraça da minha filha. Mas aquele email mudou o meu pensamento sobre esse relacionamento. Como diriam os jovens, a ficha caiu."- Ele fez uma pausa, parando para pensar antes de continuar, - "Percebi que se eu amava a minha filha, eu deveria a deixar ser feliz com quem quer que fosse. Eu não deveria me importar sobre a pessoa, apenas com a felicidade da minha filha. E então respondi o email. E começamos a conversar, sem o conhecimento de Myka. E logo percebi que Helena era mais do que a felicidade da minha filha. Era o motivo de ela ter sobrevivido ao acidente. Era o motivo da existência dela. Percebi também que eu não fui um excelente pai, tentando a obrigar a ser a pessoa que eu queria que ela fosse."

Helena olhou para Myka, percebendo algumas lágrimas no rosto dela. Helena usou o polegar para limpar as lágrimas, dando um beijo na testa em seguida, voltando a ouvir o discurso do pai dela.

"E então, Helena me contou do casamento, pedindo para que eu viesse aqui. Para que eu tornasse esse dia um pouco mais perfeito. E eu não pude recusar. Eu vim aqui também para pedir o perdão de Myka. Sabia que eu tinha agido de forma errônea. E depois de ter recebido o perdão, tudo que posso oferecer é a minha compreensão e a minha bênção." – O pai entregou o microfone a Pete.

Myka limpou as lágrimas antes de Pete começar o discurso. Claud pegou um microfone extra.

"Eu conheci Myka quando ainda éramos do Serviço Secreto. Eu a achava séria demais, mas ainda assim, uma ótima agente. E depois fomos transferidos ao deposito. Não imaginava que ela fosse gostar de trabalhar lá. Mas logo ela começou a gostar, e desenvolvemos uma amizade. E um dia apareceu Claud." – Pete começou o discurso.

"Eu odiava o deposito devido ao ocorrido com o meu irmão. Mas quando comecei a trabalhar no depósito, comecei a gostar do deposito e também da família que era o depósito. E um dia conhecemos Helena. Não imaginava que ela fosse ser uma grande amizade no fim das contas." – Claud falou em seguida, sendo interrompida por Pete.

"Se fossemos de fato fazer um discurso, iríamos começar a escrever um romance. Então vamos direto ao ponto. Quando soubemos que esse casamento não teria uma lua de mel, eu e Claud decidimos dar a vocês uma lua de mel." – Helena ficou surpresa, assim como Myka.

"Sim, nosso presente é uma lua de mel. Por favor, não me digam que não gostaram do local, porque não foi fácil conseguir. Mas esse é um presente de todos nós do depósito, que colaborou com uma quantia." – Claud disse, arrancando alguns risos.

Myka e Helena foram até onde estavam Pete e Claud, abraçando-os, também agradecendo pelo presente. Myka pegou um dos microfones.

"Obrigada pela presença de todos aqui, inclusive pela surpresa da presença dos meus pais aqui. E claro, obrigada pelo presente. Eu não tenho palavras para dizer agora, apenas continuar agradecendo-os. Então, obrigada, e aproveitem a festa. Só não vão exagerar na bebida, certo?" – Todos riram, antes de voltarem a conversarem entre si e aproveitarem o restante da festa.

xxx Algumas horas depois xxx

Já era tarde da noite, quando Myka e Helena tiveram a possibilidade de irem para cama. Myka estava deitada, enquanto Helena estava com a cabeça apoiada no abdômen de Myka, que brincava com mechas do cabelo de Helena.

"Antes de você me contar a história de como você ficou grávida, preciso contar uma coisa." – Helena levantou a cabeça, olhando nos olhos de Myka, que ficara um pouco preocupada.

"Christina não era minha filha biológica. Sei que deveria ter contado antes, mas isso nunca pareceu ter importância."

"Isso não tem importância. Ser mãe é ser mãe, não é necessário ter o mesmo sangue para ser considerada mãe. Mas você também é a mãe biológica. Ou melhor, você é o pai biológico." – Expressões de surpresa e confusão passaram pelo rosto de Helena, Myka percebeu, continuando a falar, - "Para isso, você precisa saber da história. Mas antes, você precisa me contar sobre como Christina virou sua filha.", - Helena voltou a apoiar a cabeça em Myka.

"Meu irmão engravidou uma mulher, e como ele não era casado com ela, não poderia cuidar da criança e nem casar com ela. Ele ofereceu mandar uma quantia de dinheiro todo mês para que ela pudesse cuidar da criança. Mas ela morreu no parto. E como ele não podia cuidar da criança, ele pediu para que eu cuidasse. No inicio, eu não gostava da idéia de cuidar de uma filha bastarda do meu irmão, mas quando a conheci, decidi cuidar dela como se fosse minha filha biológica."

"Helena, não me importa se você foi a mãe biológica ou não, você foi mãe de qualquer forma. Não é necessário ficar grávida para saber o que é ser mãe." – Myka continuava brincando com o cabelo de Helena.

"Agora é a sua vez de contar história."


Parei por aqui, porque no próximo capítulo pretendo fazer uma coisa um tanto louca, e se eu fosse continuar aqui, ia ser emoção demais. hahahaha

Bom, não sei quando o proximo cap sairá. Mas tentarei não demorar tanto quanto eu demorei com o cap 20.

Até mais!