Notas da Autora

Quando o forte brilho cessa...

Em Bejiita, os saiyajins decidem...

Capítulo 21 - Desespero

Após o brilho cessar, Piccolo se aproxima desesperado, sendo que fica estarrecido ao ver mãe e filha em um esquife, sendo visível o fato que a mãe abraçou a filha e se virou para usar o seu corpo como escudo.

Ele podia sentir o ki de ambas. Elas estavam vivas, mas, estavam com os olhos fechados.

- Sakura! Yukiko! - o namekuseijin exclama ao bater no cristal, não provocando qualquer dano.

Pela primeira vez na vida, ele chorou. Por mais que nunca revelasse em público os seus sentimentos, sempre viu Sakura como uma espécie de mãe e a filha da saiyajin como uma irmã caçula, sendo que havia se afeiçoado a criança.

Gohan havia se aproximado e estava em choque, custando para acreditar que o que via era real, que aquelas que mais, amava, estavam presas em um esquife.

Após um minuto, tal verdade, inacreditável, tornou-se angústia e ele corre até o esquife, gritando por sua amada e filha, desesperadamente, em gritos vindos do fundo de seu ser, enquanto chorava desesperado, para depois cair de joelhos, sentindo-se um inútil.

Mestre Kame estava em choque, incapaz de articular alguma coisa, até que cai de joelhos, para depois se prostrar, chorando, sentindo-se um completo inútil, assim como Gohan se sentia, enquanto via o mesmo se desesperar, sabendo que mesmo que tentasse imaginar a dor que Gohan estava passando, não conseguiria nem chegar perto. Ele não era pai e não tinha uma esposa, enquanto que acreditava que a dor era inimaginável. A única dor que ele tinha era pela perda de uma irmã e sobrinha.

Na plataforma do Tenkai, Kami-sama olhava desolado, sendo que algumas lágrimas escorriam pelo seu rosto, assim como de Mister Popo e Karin, enquanto a mente deles absorvia a verdade inevitável. Sakura e Yukiko estavam vivas, mas, presas em um esquife.

Karin olhava para Piccolo, vendo-o chorar e se desesperar, sendo que esperava tal atitude, embora estivesse surpreso. Sabia que a dor que ele sentia era pela perda de uma mãe e irmã mais nova.

Portanto, era uma dor, indescritível.

Eles observam que Piccolo e Gohan tentavam quebrar o esquife e temendo o pior, Kami-sama os contata, mentalmente:

"Parem de fazer isso. Não sabemos o que irá acontecer se esse cristal quebrar."

"Precisamos libertar minha esposa e filha!" - Gohan exclama desesperado.

"Há o risco de quando quebrar o esquife, elas sejam destruídas no processo. Não sabemos como essa substância irá agir, pois, ambas estão vivas, por mais incrível que seja. Talvez o ki absurdo delas tenha feito elas ficarem vivas."

"Precisamos fazer algo!" - Piccolo exclama, agoniado.

"Tragam o esquife para a plataforma. Iremos consultar Shenron e vamos ver se existe alguma forma de libertá-las."

"Verdade. Temos Shenron." - Muten comenta, aliviado.

Após se acalmarem, Piccolo deixa o esquife com Gohan e decide levar a nave dos alienígenas para bem longe dali, após desintegrar os corpos dos monstros, até que não restasse nada, evitando assim que alguém tentasse colher material genético deles, para usar em alguma experiência.

Muten o ajudava nisso, enquanto que Gohan levava o esquife até a plataforma do Tenkai, com o seu coração sofrendo, conforme olhava a sua amada e filha presas no esquife, vivas, enquanto que estavam inconscientes.

Piccolo leva a nave até Yunzabit, pois, havia o perigo de algum cientista ruim, tentar usar a tecnologia dos alienígenas para o mal e acreditava que o único cientista que iria manipular a nave seria o Brief, pois, ele era de confiança.

Então, após deixar a nave em um ponto bem afastado, ele voa em direção à plataforma do Tenkai.

Na plataforma, o esquife foi colocado próximo de Kami-sama que usava os seus poderes, procurando fazer algum diagnóstico, sendo visível a surpresa em seu rosto, conforme passava a mão no esquife.

Nesse interim, Mister Popo buscava as Dragon balls pela Terra, até que termina de pegar todas as esferas.

Após estarem reunidos, Mister Popo coloca as Dragon balls na plataforma e invoca o dragão.

As nuvens ficam escuras, enquanto trovões cortavam os céus, com as Dragon balls brilhando em usino, até que vários feixes que pareciam serpentes luminosas saem dela, para depois se fundirem no alto, até virarem um único ser, imenso e esguio, sendo que após a espécie de cabeça baixar em direção a eles, o brilho cessa, revelando Shenron em toda a sua imponência e poder.

Então, o dragão fala:

- Aquele que me invocou, tem direito a três desejos.

Mister Popo pergunta:

- O que é esse esquife?

- Vou verificar.

Os olhos rubros do dragão brilham, até que cessam, após alguns minutos e ele fala:

- É formado pelo cristal Amenchia. É um cristal raro, que quando é irradiado, gera um cristal mortal que envolve qualquer ser e os mata. O motivo de não mata-las, é por causa do poder delas. Apesar de terem um poder maior que o do cristal, elas não puderam impedir a cristalização. Atualmente, elas estão em hibernação. Seus corpos pararam no tempo e elas estão dormindo, profundamente.

- Há alguma forma de liberarmos Sakura e Yukiko da espécie de esquife de cristal em que elas se encontram?

- Irei pesquisar.

Os olhos vermelhos como sangue tornam a brilhar, ficando assim por dez minutos, com todos ficando preocupados que ele não descobrisse, até que os olhos param de brilhar e o dragão fala:

- Há uma técnica especial, que pode converter um ataque de ki em uma espécie de onda, que irá se propagar pelo cristal, esmigalhando somente o cristal. Ambas ficaram incólumes e após ele ser esmigalhado, elas vão despertar.

Todos ficam aliviados e Mister Popo fala:

- Nos ensine a técnica.

- Das raças que se encontram nesse planeta, somente os namekuseijins irão conseguir usar tal técnica e por mais que seja habilidoso, vai demorar décadas para dominar. Para qual namekuseijin, deseja que eu mostre a técnica, sendo que precisará treinar para dominá-la?

Kami-sama e Piccolo se entreolham, sendo que Piccolo fala:

- Peça para que me ensine. Irei me dedicar somente em libertá-las.

Mister Popo olha para Kami-sama que consente, para depois ele falar ao dragão:

- Ensine a técnica a Piccolo. - Mister Popo fala.

- Como desejar.

Nisso, os olhos do dragão brilham, enquanto que Piccolo fechava os olhos, demonstrando algum desconforto, até que os olhos do dragão param de brilhar, ao mesmo tempo em que a face de desconforto de Piccolo desaparece.

- Os desejos foram realizados. Adeus.

Nisso, o dragão se converte em um brilho, que volta as Dragon balls que ascendem aos céus e se separam em direções distintas, enquanto que Piccolo falava, estreitando os olhos, pensativo:

- É uma técnica difícil e de fato, demorará décadas. Mas, irei dominar. Só preciso ficar em uma sala especial para que não possa me desconcentrar, dedicando todo o meu tempo ao domínio da técnica.

- Temos uma sala especial. - Kami-sama fala, para depois olhar para Gohan - Poderia levar a nave dos alienígenas até o Monte Paouz? Acho que seria interessante o Brief pesquisa-la. Ele é de confiança e creio que adoraria pesquisar uma nave espacial.

- Não duvido. - Gohan fala - Provavelmente, vai se mudar por algum tempo ao Monte Paouz.

- Gohan.

Ele olha para o seu mestre, que fala, seriamente, sendo visível o olhar de dor:

- Estamos passando por um momento difícil e por ser um momento difícil, devemos continuar treinando e lutando entre nós, para que as nossas habilidades não decaíam. Somente nós, poderemos defender a Terra e devemos fazer isso por ambas e por Piccolo, que somente vai ficar treinando para dominar a técnica para libertá-las.

Gohan suspira, sendo que estava cabisbaixo, para depois menear positivamente com a cabeça, se retirando em seguida dali, para pegar a nave, sendo que fala, ao erguer a cabeça, de costas para eles:

- Acho que vou precisar de ajuda com a nave.

- Vou ajuda-lo. Nós dois, levaremos até o Monte Paouz.

Nesse interim, Mister Popo volta e Kami-sama fala:

- Leve Piccolo até uma das salas do templo. Leve ele para uma das salas da ala Oeste. São as mais silenciosas e que permitem uma meditação mais ampla, ao mesmo tempo, graças a atmosfera nelas.

- Sim, Kami-sama - ele olha para Piccolo - Por aqui.

Piccolo consente com a cabeça, levemente, para Kami-sama para depois seguir Mister Popo.

Kami-sama olha para Karin, que estave quieto até aquele instante, sendo que olhava desolado para o esquife, para depois falar, enquanto enxugava os olhos:

- Nossas esperanças estão em Piccolo.

- Sim e acredito que ele não vai falhar. - Kami-sama fala.

- Também acredito nisso. Os sentimentos dele para com elas são fortes. Ele vai dar todo o seu suor e sangue para dominar essa técnica. - Karin fala.

Então, ambos caminham até a borda da plataforma, para olhar os acontecimentos.

Os jornalistas e repórteres não filmaram Sakura e a sua filha no esquife, pois, quando houve o brilho, as câmeras pararam de funcionar e só conseguiram gravar até o forte brilho. Mas, como não viram mais nave e nem alienígenas, assim como monstros, todos julgaram que eles haviam sido destruídos por Sakura, Piccolo e todos que estavam no local, sendo que não sabiam o nome da criança e do homem ao lado dela, até que Kami-sama consegue influenciar algumas pessoas, fazendo alguns jornalistas divulgarem o nome da menina que era filha de Sakura e de Gohan, revelando assim, o nome do outro guerreiro.

Kami-sama e Karin julgaram que eles mereciam os créditos e que todos soubessem quem eles eram.

No dia seguinte, ocorre uma comemoração em todo o planeta, com os nomes dos guerreiros sendo divulgados, amplamente, como os heróis que salvaram o planeta e que inclusive, foi reservado condecorações para eles.

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Age 712 - Wakusei Chikyuu (Planeta Terra)

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Dezoito anos depois, após pesquisar profundamente a nave, o Brief conseguiu desenvolver a tecnologia de Capsula, que revolucionou o mundo, levando-o a fundar a Corporação Capsula (カプセルコーポレーション)

Com o tempo, o uso das capsulas foi se difundido, devido a sua praticidade e ele deu de presente a Kame-sennin, uma cápsula casa, que o mesmo escolheu, assim como deu uma cápsula casa para Gohan, que agradeceu, sendo que para não cair na depressão, treinava e lutava arduamente, pois, se parasse, iria se entregar a dor e a desolação.

A vila dos gatos ficou três dias de luto pelo que aconteceu a Sakura e Yukiko.

Graças a suas descobertas da nave, ele pode desenvolver uma linha de robôs, sendo que estudava dar forma humanoide a eles, com o tempo, enquanto que havia dominado a tecnologia dos alienígenas.

Poderia, inclusive, desenvolver uma nave espacial, mas, achou que o mundo não estava pronto, ainda, para a exploração espacial e graças a tecnologia alienígena, aprimorou a tecnologia no planeta, inclusive de energia, otimizando-a e aperfeiçoando, ao mesmo tempo, além de aperfeiçoar muitos outros produtos e itens.

Muitos falavam que graças ao Brief, tiveram um salto tecnológico de cinquenta anos, sendo que alguns afirmavam que era um salto tecnológico de cem anos e muitos se perguntavam que novas invenções ele iria divulgar.

O Brief se recusava a desenvolver armas bélicas, pois, ele queria desenvolver a tecnologia para ajudar as pessoas e não feri-las ou então, mata-las.

Ele somente se importava em ajudar a sociedade e seus inventos eram para ajudar e não provocar mortes, embora soubesse que muitos usariam a sua tecnologia para provocar mortes, sendo que tal pensamento o aborrecia, pois, não podia fazer nada em relação a isso, enquanto que a sua consciência ficava tranquila, pois, ele projetava para o bem e não para o mal. Eram os outros que deturpavam as invenções dele, usando para o mal.

Em virtude da recusa dele, o exército se voltou a outros cientistas, que não se importavam de criar armas bélicas.

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Age 720 - Wakusei Plant (Planeta Plant)

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Oito anos depois, há centenas de anos-luz da Terra, na cúpula do planeta Plant, ocorria uma discussão entre um grupo de cientistas e dos políticos que governavam o planeta dos tsufurujins.

Um dos cientistas exclama:

- Eles são perigosos! Precisamos desenvolver dispositivos para controla-los, imediatamente.

- Não fale besteiras. Há décadas, eles nunca fizeram nada e você quer que...

O líder do planeta para de falar, quando surgem diversas explosões, sendo que um soldado surge e fala:

- Os saiyajins estão atacando!

O líder fica estarrecido, assim como todos os seus conselheiros e conselheiras, sendo que após se recuperarem da estupefação inicial, começam a tomar medidas para ataca-los.

O líder dos cientistas que havia ido à reunião, saiu correndo da sala e conforme ele e seu auxiliar corriam pelos corredores, enviavam um sinal aos outros tsufurujins envolvidos no projeto.

- As naves de fuga estão prontas? Acabei de avisar todos.

- Sim.

Eles faziam parte de um grupo que decidiu construir, escondido, naves de fuga e subornaram aqueles que fiscalizavam os locais, para não avisarem ao superior sobre as atividades que faziam. Com uma boa quantidade de dinheiro, eles compraram o silencio daqueles que fiscalizavam.

Cientistas, engenheiros e alguns civis, ajudaram a construir naves escondidas em hangares distantes, longe da cidade e dos saiyajins, pois, desconfiavam que um dia, eles atacariam o planeta, pois, o governo persistia em não vê-los como uma ameaça e os tsufurujins sabiam que eles iam usar esse pensamento do governante deles, para fazer um ataque surpresa, sendo que desconfiavam que eles tinham algum envolvimento com a lua, com muitos acreditando que ela faria eles aumentarem os seus poderes.

Portanto, decidiram construir naves e caso eles atacassem, iriam fugir com os seus familiares e aquele era o instante de por o plano em prática.

Pelo planeta, os membros de tal grupo, receberam o sinal através de dispositivos semelhantes a relógios e estavam se dirigindo para o hangar das naves, para partirem dali, sendo que as naves foram construídas com sistema Stealth e de reflexo, para impedir que fossem vistas pelos saiyajins.

Mesmo sabendo que nada mudaria, um grupo deles decidiu tentar fazer os conselheiros e governante, mudarem de visão, sendo que haviam descoberto, amargamente, que não tinham mais tempo e que só restava fugir, pois, duvidavam que o exército deles conseguisse derrotá-los, pois, o povo deles era pacifista demais.

Longe dali, o rei dos saiyajins liderava o ataque, sendo que um dos subordinados dele, fala:

- Incrível! O senhor estava certo em esperar.

- Sim. Nos os pegamos desprevenidos! Mesmo assim, devo confessar que são resistentes. Vamos ver até quando vão continuar assim, após chegar o momento da lua cheia aparecer no céu.