Oi, oi povo!
Enfim chegamos ao final de mais uma história. Foi muito gratificante poder voltar a adaptar histórias para vocês, depois de 2 anos e meio parada devido as minhas pesquisas da pós.
Gostaria de compartilhar com vocês, valeu muito a pena ter feito essa pausa para me dedicar aos estudo, concluí minha pós com louvor, tirando um belo 10!
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Obrigada aos meus leitores antigos que continuam me acompanhando, aos leitores novos que vem aparecendo e cativando, aos que gostam de comentar, também aos mais tímidos que não arriscam em digitar algumas palavras e aos que favoritaram. O meu muito obrigada por fazer meu dia feliz.
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Teremos outras histórias, vou continuar com a tradição e a próxima será uma Snanger ou SS/HG que aliás, já está na preparação.
Aproveitem o epílogo e até a próxima!
— O que há com minha esposa, que parece tão triste e infeliz?
Hermione deixou de lado seus pensamentos e ergueu os olhos para o loiro, enquanto este se sentava junto a ela na cama. Passaram oito meses desde aquela noite na torre, e a castanha tentou não pensar muito nisso, mas por alguma razão, encontrou-se nesse dia refletindo sobre Bellatrix e suas maquinações. Não obstante, não disse a Draco. Retrucou mordaz:
— Oh, não sei, marido. Minhas pernas estão inchadas, estou grande como uma carreta, e seu filho adora chutar meu ventre. Por que estaria mal-humorada e infeliz?
O loiro riu, entre dentes, e se agachou para depositar um beijo no arredondado ventre através do linho que o cobria, e depois também a beijou nos lábios, antes de perguntar:
— Devo passar um sermão em meu filho por chutar sua mãe?
— Pode fazê-lo, se quiser, mas duvido que escute a você mais do que escuta sua mãe — disse sorrindo, e depois perguntou — E por que beijou primeiro o bebê e somente depois a mim?
Draco hesitou, mas depois sorriu e sugeriu:
— Ao bebê antes da beleza?
Ela riu, e sacudiu a cabeça.
— É um encanto, com certeza, Draco Malfoy. Esperamos que seu filho também seja.
O loiro a olhou arqueando uma sobrancelha.
— Acreditei que estava segura de que ia ser ela?
— Mudei que opinião — disse divertida — E a qualquer momento, posso mudar de novo.
Ele riu e mudou de posição para sentar-se junto a esposa na cama, de modo que pudesse deslizar o braço ao seu redor. Nesse momento tirou um pergaminho que manteve escondido até então.
— Adivinha o que é isto?
— Uma carta de Luna e Rolf dizendo que vem nos visitar? — perguntou esperançosa, e acrescentou — É a vez deles.
— Sim, é — concordou ele, e depois acrescentou — E de fato eles enviaram uma carta dizendo que viriam, mas esta missiva contém algo diferente — a jovem sorriu feliz diante da notícia de que o outro casal vinha visitá-los, mas perguntou:
— Então que notícia é essa que considera tão importante?
Draco abriu a boca para responder e se deteve, lançando uma perna sobre as dela, antes de admitir:
— Uma carta de seu pai anunciando que Lisandro retornou, finalmente, a Lùchairt Granger.
Hermione suspirou profundamente e instintivamente tentou empurrar a perna do marido, para conseguir saltar da cama e começar a preparar-se.
— Afaste-se de minhas pernas, Draco. Preciso delas para fazer as malas. Precisamos ir a Lùchairt Granger agora, e…
— Mione — interrompeu o loiro, sua expressão severa enquanto voltava o rosto da esposa para ele — Sei que esperou a volta de Lisandro por muito tempo, e sei que quer vê-lo, mas está a ponto de dar a luz ao nosso bebê a qualquer momento. Não podemos viajar.
— Mas Draco, é Lisandro — gemeu, abatida.
— Sei, mas ele ainda estará lá depois que tiver o bebê. Ou talvez venha visitá-la. Não há razão pela qual não possa nos visitar.
— Aye — assentiu em seguida, com expressão radiante — Nós podemos convidá-lo enquanto Luna e Rolf estiverem aqui. Seria muito bom.
— Sim, seria — assentiu, e ambos ficaram em silêncio por um instante, enquanto a castanha se concentrava no que teria que fazer, o que ordenaria à cozinheira que preparasse e…
— Agora — ele interrompeu seus pensamentos e a abraçou, para que descansasse sobre seu peito enquanto perguntava — por que não me diz a verdade sobre o que estava pensando quando entrei?
Ela hesitou, mas logo admitiu.
— Estava pensando em Bellatrix.
— Suspeitava — disse brandamente. Quando ela o olhou surpresa, ele encolheu os ombros — Não fez isso muitas vezes desde aquela noite, mas acho que senti cada vez que pensou nela. Fica com uma expressão de remorso como se fosse culpada por sua morte.
— Aye — suspirou. Estava agradecida que tivesse sido Bellatrix e não eles a morrer, e se fosse necessário, voltaria a fazer novamente, exatamente do mesmo jeito. Era duro saber que ajudou a acabar com uma vida. Era um grande peso a suportar, e em determinadas ocasiões, encontrava-se pensando na possibilidade de que, se fosse de outra maneira, poderia ter feito algo para evitar sua morte. Afastou esses sombrios pensamentos de lado e acrescentou:
— Mas não era nisso que estava pensando nesse momento.
— Não?
Diante de sua surpresa, a castanha sorriu.
— Nay. Embora normalmente saiba o que estou pensando, marido, o fato é que às vezes, se engana, e esta é uma delas.
Draco sorriu, sacudindo-a com suavidade.
— Diga-me então.
— Estava pensando em como cresci acreditando que os homens eram todos uns pecadores sórdidos e as mulheres umas santas.
Ele assentiu, solenemente.
— Assim era em sua família.
— Aye — concordou, acrescentando — Nay.
Quando se afastou para olhar para a esposa, confuso, ela riu e explicou.
— Meu pai e irmãos podem ser bêbados e tolos, mas não são realmente maus como Bellatrix.
— Não — concordou, muito sério.
Hermione assentiu e acrescentou:
— E pensava que esta minha visão sobre os homens e as mulheres me cegou diante da verdadeira natureza de Bellatrix.
— Não podia saber…
— Disseram-me várias vezes — recordou — E mesmo assim, naquela noite, mesmo depois de ouvir o que você pensava e o que Luna me contou, ainda não acreditava que ela não fosse uma boa mulher, até que li a carta e descobri que Arthur era seu sobrinho. Estas ideias quase nos mataram.
— Não, não — disse o loiro com firmeza — Ainda que suspeitasse dela, não poderia prever o que aconteceria na torre, a menos que soubesse quem eram os pais de Arthur e não sabia, porque eu nunca disse.
Em silêncio, ela considerou suas palavras e relaxou, um pouco. Mas assentiu lentamente e disse:
— Estou percebendo. Então é realmente culpa sua, por não me contar as coisas.
— Sim — disse. Então franziu o cenho ao notar o que ela disse, mas captou o brilho divertido em seus olhos e começou a rir.
— É uma mulher malvada, esposa.
— E você é um santo por estar comigo — disse ela sorrindo.
— Então somos o casal perfeito — murmurou ele, e beijou-a novamente.
Fim
